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26 agosto 2018

O PARTIDO NOVO E SUA PROPOSTA PARA A EDUCAÇÃO

Retorno ao assunto EDUCAÇÃO, após leitura de matéria no Estado de São Paulo, deste sábado (25/08). Em resumo, o artigo, já em seu tendencioso titulo afirma que as escolas militares custam três vezes mais que as demais escolas públicas. "Estudantes de colégios militares custam três vezes mais ao País / Exército gasta R$ 19 mil ao ano por aluno e rede pública, R$ 6 mil; modelo defendido por Bolsonaro é considerado de alto custo e elitista."

Entretanto, o propósito central do artigo não está em discutir o tema educação, e sim adentrar na seara política, para criticar o candidato Jair Bolsonaro que já afirmou que se for eleito multiplicará o número de colégios militares em todo o País, PARA QUE SIRVAM DE MODELO para as demais escolas públicas. Não custa lembrar que estas, nos ensinos fundamental e médio, por força legal, são de responsabilidade das prefeituras municipais e dos governos estaduais, respectivamente.

Não irei me aprofundar em detalhes, mas afirmo que, considerando os resultados da relação custo benefício em termos gerenciais e qualitativos, a proposta do #Bolsonaro sobre a implantação de colégios militares, #Brasil afora, poderá ser o início de uma revolução educacional que o País necessita para chegar bem ao século XXII - Este, o século XXI, já o perdemos.

Outro fato atual, que me espanta, é a proposta do Partido Novo de tornar a educação uma mercadoria. Tomei conhecimento, pela primeira vez, dessa proposta, em 28/jan/2018, no próprio Twitter do João Amoêdo, o cacique do partido, fato que me levou a escrever um post acessível neste link .


Em outro post, mostro os resultados da educação no Brasil, piorada a partir do governo FHC que trocou qualidade por quantidade, numa jogada com empresas privadas, todas elas na busca do dinheiro público fácil sem a contrapartida de qualidade devida. Os números obtidos falam por si só sobre o quesito qualidade. Só no ensino superior temos hoje 2.391 instituições, sendo 301 públicas e 2.090 privadas. Consulte-o aqui

Por fim, acrescento abaixo uma imagem que ajudará o leitor a pensar um pouco mais sobre a proposta do Partido Novo para a educação.





26 junho 2018

NÃO TEMOS ESTADISTAS PARA NELES VOTARMOS

As consequências da não renovação da vida partidária do País e de seu sistema político se tornou mais visível durante a realização do segundo turno da eleição para governador em Tocantins.

A ele não compareceram 52% dos eleitores, repetindo o resultado do primeiro turno quando 43,5% se negaram a escolher um candidato.

Um dos motivos dessa ausência foi a presença, como candidatos, de velhas figuras carimbadas da política. O eleitor cansou de ser obrigado a votar em candidatos impostos por siglas políticas de um sistema há muito tempo ultrapassado.

O nível de confiança do eleitor nos partidos políticos caiu para um dos menores da história, segundo a última pesquisa do INCT/IDDC, realizada entre 15-23 de março deste ano, em 26 estados do País, onde oito em cada dez brasileiros afirmam não ter nenhuma confiança nessas instituições. Os principais motivos citados são a existência de corrupção nos partidos e a falta de capacidade de representar os interesses dos eleitores.

Para piorar, caem em escala global os índices de apoio à democracia. Na pesquisa Latinobarômetro de 2010, em 18 países, 61% dos latino-americanos disseram acreditar que a democracia é a melhor forma de governo existente. Em outubro de 2017, esse número caiu para 53%. México, com 38%, e Brasil com 43%, apresentaram os menores percentuais de apoio à democracia.

Estamos bem próximos das eleições, e bem ao contrário do desejado pelos eleitores, o que se constata diariamente, até o presente, entre os já anunciados candidatos em todos os estados da federação, é que as mazelas como demagogia, corrupção, fisiologismo, patrimonialismo permanecem presentes.

As velhas figuras carimbadas continuam dominando o processo político-eleitoral. Nesse espectro encontramos velhas caras manjadas tanto pelo cidadão quanto pela justiça, herdeiros dessa gente por descendência de sanguinidade, além de prepostos fantoches.

Não temos estadistas para neles votarmos.

O grande desafio para o Brasil está posto. Ou abandonamos a velha política, ou as mazelas que atormentam a vida do cidadão e o nosso subdesenvolvimento continuarão existindo.

Soluções existem. Entre elas, o fim do voto obrigatório. Tal anacronismo está presente em apenas 10% das nações, a maioria na América Latina. O voto facultativo é adotado praticamente em 100% dos países democráticos. No Brasil, em pesquisa realizada em junho de 2015, 66% dos eleitores reprovam que o voto seja obrigatório. O voto facultativo amplia o diálogo entre eleitor e candidato pois este tem que convencer aquele a ir votar.

Na mesma direção, a recente pesquisa realizada pela Pew Research Center em 38 países, nos mostra que o apoio à democracia sobe quando ela é associada a medidas que ampliam a possibilidade de participação cidadã no processo político, como o direito de a população ser ouvida em plebiscito sobre as principais questões que lhe afetam e com uma maior transparência das ações dos governantes.

03 junho 2018

PETROBRAS: EXCELÊNCIA CORPORATIVA SACRIFICADA

A semana que se encerrou deixou registros nos livros que dizem respeito à governança de nosso País. Todos eles, incluindo as soluções apresentadas para os problemas surgidos, não merecem aplausos da população. Estamos nos referindo a paralisação dos caminhoneiros e a mudança de comando da Petrobras.

Ambos extremamente interligados e decorrentes dos últimos governos que ocuparam o Palácio do Planalto. A politicagem falou mais alto do que uma boa gestão. 

Em sua coluna na Folha, de 30/03/2014, Jânio de Freitas advertia: "Não levar a sério a Petrobras, e tudo que lhe diga respeito, é ser irresponsável com o país. O que adverte para a utilização política que dela façam os oposicionistas". E governistas acrescento eu. 

Para corroborar isso, na mesma edição, Elio Gaspari alertou "Se o governo quer evitar surpresas, deve dar uma olhada nos negócios que copatrocina juntando grandes empreiteiras, bancos oficiais e cleptocratas africanos. Nunca é demais lembrar que Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, é a mulher mais rica d'Africa, com uma poupança estimada em US$ 4,1 bilhões".

Em setembro de 2015, a presidente Dilma viajou aos EUA. O que a presidente tinha para dizer sobre a Petrobras? Considerando os dados de seu último balanço à época, o endividamento da empresa atingia um valor próximo dos R$ 500 bi no final do 3o. trimestre, ou seja, um adicional de R$100 bi em relação ao trimestre anterior. Para completar, em 5 anos, a empresa tinha perdido 69% de seu valor. 

Em maio de 2018, um dia antes da crise atual, bem diferente dos resultados acima, após uma gestão, sem interferência política,  nos últimos 2 anos, a Petrobras voltou a ser a maior empresa brasileira em valor, depois que o preço de sua ação saltou de R$ 8,04, em 31/05/2016 para R$ 27,39.

Entretanto, nenhum dos governos, nem o da Dilma e nem o do Temer, prestou a devida atenção aos alertas dos colunistas. Deu no que deu. O País viveu em caos durante mais de uma semana e passará a conviver com suas sequelas, a partir da semana que ora se inicia. 

Preferiu-se sacrificar a excelência corporativa praticada na Petrobras nos dois últimos anos de uma gestão sem politicagem, e que a tirou do fundo poço, para aliviar a pressão do povo sobre os ocupantes do Palácio do Planalto, o que nos faz lembrar de um possível regime parlamentarista que já deveria estar em pleno funcionamento como sistema político do Brasil.

Para o País e para a sua população, sobrou um mundo de incertezas, ainda mais quando acrescido dos resultados absolutamente imprevisíveis das próximas eleições.

26 maio 2018

A PONTE DO MDB RUIU

Na contramão do que afirmam seus líderes, a "Ponte para o Futuro", denominação dada ao documento produzido pelo MDB (antigo PMDB) para chegar ao poder, não obteve os resultados esperados e tudo piorou a partir do momento em que se ouviu do presidente da República, nos subterrâneos do Palácio Jaburu, a famosa frase "Tem que manter isso ai, viu".

Pois bem. Mais do que levar o País para o futuro, a Ponte tem levado o Brasil para o abismo envolto num mar de corrupção, desmentindo os discursos proferidos durante as comemorações do aniversário de dois anos de ocupação do Palácio do Planalto.

Mas o que esperar dessas lideranças que estão ocupando (ou ocuparam) postos e cargos públicos e que, em sua maioria, são citadas, investigadas, denunciadas e, algumas delas, já até presas por corrupção ?

Na política não acontecem milagres. É 100% verdade que nela não encontraremos nenhum santo. O DNA dos políticos do partido, e de outros também, é o de lutarem por cargos em ministérios e secretarias não porque tenham conhecimento da área, mas porque os órgãos têm verbas, principalmente aquelas destinadas à obras que não acabam nunca, ricas em renovação de contratos e em superfaturamentos.

Esse recado é passado quotidianamente pelas pesquisas de opinião e que também já decretaram que Temer é um ex-presidente da República no exercício da Presidência, enfraquecido por denúncias de corrupção, redução do apoio político no Congresso e fraco comando administrativo do governo. A ministros mais íntimos, Temer admite que o governo vive momento dramático.

Para os cidadãos brasileiros, o mais sensato, neste momento, seria o MDB pedir desculpas à Nação pelo legado deixado em seus mais de trinta anos no poder.

Jamais o partido poderá apagar um rastro rico em acrobacias econômicas e negociatas, incluindo-se aí os acertos, ainda em 2002, para a eleição do ex-presidente Lula e sua participação nos governos do PT.

(i) Galhofa no velório. Temer, chefe de um governo morto e insepulto, adotou a galhofa como tom em mais um velório: em pronunciamento pela TV à Nação.

(ii) Maia critica uso das Forças Armadas: "Resposta de governo fraco".


(iii) Governadores criticam gestão Temer contra ato de caminhoneiros


(iv) A ministros, Temer admite que o governo vive momento dramático




(Autor desconhecido)

Atualizado em 28/05/2018, às 20:39 horas.


04 maio 2018

NÃO À VELHA POLÍTICA: RENOVAÇÃO JÁ !

"Uma sociedade não funciona bem e uma democracia se torna disfuncional quando cidadãos sentem que o sistema é viciado e que alguns poucos têm acesso a privilégios." Passados mais de 30 anos de sua redemocratização, o Brasil é o exemplo perfeito dessa afirmação, sob qualquer ângulo que se queira observar: da política, da educação, da saúde, da segurança, da mobilidade, etc.

A disfuncionalidade registrada no nosso sistema político, é oriunda do domínio de ferro das oligarquias que se faz presente desde a Primeira República. Mudam os nomes, mas não mudam nem a lógica, nem a prática. Nos tempos mais recentes, é exercida pelos partidos da chamada velha política, onde o presidencialismo de cooptação e o capitalismo de compadrio deitam e rolam, nadam de braçada.

Como resultado, reina no País uma enorme desigualdade entre os seus habitantes, que atingiram níveis inaceitáveis, são uma ameaça concreta à democracia e a convivência civilizada. E, com esse sistema, no qual menos de 1% da população controla o País, a Nação não terá nem estabilidade política e nem crescimento econômico duradouro.


Não há soluções fáceis, mas uma delas está na necessidade de que os políticos velhos abram espaço para a participação de novos partidos e de novos nomes no debate público.


As eleições de 2018 estão se aproximando. De forma pragmática, parece não haver nenhuma dúvida de que a velha política, minada pela corrupção, insensível às necessidades e demandas das pessoas comuns, continuará dominando e sendo dominada pelo poder econômico e os eleitores permanecendo em segundo plano.


Portanto, entre as opções disponíveis, não será surpresa se o número de votos nulos, brancos, como também o de eleitores ausentes, nas próximas eleições, seja elevado, conforme vão demonstrando as pesquisas de opinião. Tais números, por si só, já representam uma rejeição à velha política.


Uma outra opção, é o eleitor não votar nem em candidatos e nem em partidos da velha política, 
na busca pela (re)construção de confiança entre o eleitor e um novo poder, rejeitando aqueles que estiveram no poder nos últimos trinta anos.

RENOVAÇÃO JÁ !

27 abril 2018

O BRASIL CAINDO NO ABISMO

A imagem do Correio Braziliense contida neste post não é dos anos 60, 70 ou 80. É do dia, 26/04/2018. O confronto ocorreu em manifestações de alunos da Universidade de Brasília, na Esplanada dos Ministérios, motivados pela falta de recursos para a #educação, #ciência, #tecnologia e #inovação

Os orçamentos dessas áreas atingiram o nível mais baixo dos últimos 20 anos, após cortes e contingenciamentos promovidos pelo governo #Temer

Esse declínio de recursos, de forma mais acentuada, teve inicio no ano do lema "Pátria Educadora", 2015 - para relembrá-lo, consulte aqui - no qual o MEC perdeu R$ 10,5 bi, ou 10% do orçamento. 

O cumprimento de metas, do PNE, do Fies, do Pronatec, do Ciência sem Fronteiras, ficaram para trás. Alguns desses programas nem existem mais. 

Enfim, foram empurrando o País para a beira do abismo e, com este "novo" governo, tudo indica que em 2018 dele despencou. 

Segundo dados da OCDE, no Brasil, 67% dos jovens de 15 e 16 anos levariam zero em matemática, leitura e ciências se comparados a seus colegas de toda parte. A mesma pesquisa nos colocou em 58o lugar entre 65 países.



PS1.: O governo federal tenta emplacar uma nova pauta prioritária no Congresso. A bola da vez é um projeto de lei que altera o orçamento deste ano para cobrir um calote de R$ 1,5 bilhão de Venezuela e Moçambique, empréstimo concedido a esses países nos governos de #Lula.