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Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens
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19 agosto 2026

O barco afunda

Terremoto na OMS.  

Demissões em bloco e, além disso, 2400 demissões massivas por quebra, 900 delas em Genebra. 25% do quadro de pessoal. O Diretor Científico Jeremy Farrar renuncia após ser revelado que se ocultou a origem do vírus. 

A chefe de dados Yukiko Nakatani foge após fortes disputas internas.  

O barco afunda.

ELE ESTAVA CERTO!

Anthony Fauci, desmascarado (sem trocadilhos) nos EUA, acarretou uma onda de arrependimentos e retratações mundo afora.  

Há uma dívida da sociedade brasileira para com Jair Messias Bolsonaro. 

Nosso ex-presidente foi um dos raros chefes de Estado que não se curvou ao controle social, à orquestração mundial do pânico e aos interesses dos grandes grupos financeiros que lucraram com a pandemia.

Único Chefe de Estado do mundo que assumiu publicamente o ceticismo prudente diante da orquestração mundial da pandemia. 

Agora, em 2026, a verdade aflora no seio da OMS.

15 agosto 2026

A DIREITA E A ESQUERDA. CAPITALISMO, COMUNISTAS SOCIALISTAS, NAZISTAS E FASCISTAS

A direita e a esquerda política, nasceram na Assembleia Nacional Constituinte, em Paris, na França, durante a Revolução Francesa, em agosto de 1789.

Do lado DIREITO sentavam-se os conservadores, os nobres que apoiavam o REI e queriam manter a ordem e os antigos privilégios!
Do lado ESQUERDO, sentavam-se os radicais, os jacobinos, grupos populares que queriam mudanças profundas com a deposição do monarca, Luiz XVI. Defendiam a República, o controle de preços, a igualdade e os pobres, e queriam derrubar a monarquia. No auge do poder, em 1793, liderados por Robespierre, executaram na guilhotina milhares de pessoas acusadas de traição, até que, em 1794, o próprio Robespierre foi também executado na guilhotina, pondo um final ao terror da revolução francesa.
Notem que o processo até hoje é sempre o mesmo! Destronar, impor e controlar tudo!
Foi a partir daí que surgiu a polarização política que ASSOMBRA, ainda hoje, todos os povos da Terra.
Mas o que é exatamente a POLÍTICA?
Política é a arte de administrar o CAPITAL, os bens públicos, por excelência, advindos dos IMPOSTOS do povo, pois, o povo é uma máquina de fazer dinheiro sem parar, desde que nasce, até quando morre.
O povo produz, tanto os Bens de Consumo, como os Bens de Capital. Ele fabrica e consome! Consome e fabrica sem parar TUDO que necessita para viver, e até mesmo o que não necessita!
O homem é a mola mestra da evolução universal.
Pois bem! Às vezes nos pegamos pensando na vida, e quanto mais pensamos, não vemos SAÍDA.
Desta forma, a partir da polarização da POLÍTICA, direita e esquerda, surgem então as IDEOLOGIAS POLÍTICAS.
As ideologias são pensamentos ligados à vontade de cada um cidadão. - São pensamentos que nada produzem de Bens de Capital ou Ativos Econômicos, ou Valores e Direitos!
IDEOLOGIAS são apenas discursos, narrativas repetitivas, proferidas por grupos políticos para manipular as massas e a todos confundir com seus discursos, naquilo que acham ser melhor para o povo!
Então, ao longo do tempo, estes grupos dividiram-se em " COMUNISTAS SOCIALISTAS, NAZISTAS E FASCISTAS".

Todos com o mesmo Modus Operandi: Controle, posse ou domínio total, onde se declaram proprietários do território, do país, e da nação!
Neste momento o povo, e todos os bens produzidos, são confiscados por estes grupos que, após cooptar as FFAA legais, assim como as ilegais, reinam absolutos.
Não se trata de ser de direita ou de esquerda, todos querem sempre depor o REI.
Mas o que isso tem a ver com o CAPITALISMO?
ORA! O capitalismo nada mais é do que a movimentação, investimento, transformação e utilização, dos BENS PÚBLICOS ou PRIVADOS. Quanto são públicos, são receitas produzidas pelos IMPOSTOS do povo, e quando são privados, são produzidos pelos empresários ou empreendedores!
Capitalismo é uma atividade comercial inseparável do ser humano, é a sua própria essência primordial. 
O CAPITALISMO é formado por ativos econômicos, reais, financeiros, intangíveis, geradores de valores, e de fácil liquidez onde podem ser, facilmente, transformados em dinheiro VIVO.
Este é o CAPITALISMO!
E é exatamente para aí onde as ideologias olham quando querem o PODER!
Os socialistas, os comunistas, os fascistas e os nazistas, grupos, que nada produzem, de BENS DE CAPITAL, brigam entre si para tomarem o poder do ESTADO, onde estão alocadas todas as riquezas produzidas pelo povo, e delas fazerem uso para o domínio completo do país ou nação, relegando o povo a condição de mero SUSTENTADOR (deles), VAGABUNDOS, fascinoras, escroques, MAFIOSOS e criminosos de todas as espécies humanas!
Notem o seguinte!
O político existe para ser um administrador público. (POLÍTICO QUER DIZER ADMINISTRADOR público.) 
Diferente do funcionário público, que precisa de um diploma de economista, ou advogado, ou administrador, ou médico, ou professor , ou engenheiro, para galgar a um cargo técnico, o político não precisa de nada disso. 
Pode ser ex presidiário, semi analfabeto, burro, ficha suja, assassino, ladrão. Pode ser qualquer um que tenha notoriedade, ator, cantor ou jogador de futebol qualquer pessoa sem qualificação alguma para a ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, pode se tornar, da noite pro dia, num próspero MILIONÁRIO na utilização do dinheiro público para consumo próprio.
Diferentemente do setor privado, o ESTADO é o maior capitalista de todos. É para seus cofres que convergem todos os recursos privados; os IMPOSTOS.
Assim, é fácil entender porque um povo sempre cai nas mãos dos VAGABUNDOS. 
Mas há quem diga: "Ah! Mas o povo não sabe votar!".
Sabe sim, e muito bem! O problema é que a inversão de valores reina no Brasil.
No Brasil o voto é obrigatório, para imprimir responsabilidade no povo, caso os resultados sejam ruins.
E os resultados são, comprovadamente, sempre RUINS. Então o povo é sempre o culpado, enquanto os políticos são sempre os "inocentes!".
Assim sendo, o setor privado se apossou do que é público, e vice-versa, e o judiciário, o legislativo e o executivo, uniram-se em um só bloco de MAFIOSOS!
E quem ganha não é quem tem mais votos! Quem ganha no Brasil é quem CONTA OS VOTOS.



11 agosto 2026

Favela do Moinho reaparece no debate entre Tarcísio e Haddad para desgosto deste último

Um dos momentos significativos do debate político ocorrido neste último domingo (09/08/2026) entre os candidatos Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad foi quando o primeiro foi questionado sobre os números da segurança do estado de São Paulo. A resposta do Tarcísio incomodou profundamente o Haddad. Confira.



Alessandra Moja, irmã de Leonardo Moja, o Léo do Moinho, líder do PCC e chefe do tráfico de drogas na Favela do Moinho, “prestigiou” Lula, Haddad e corriola aos 26 de junho de 2025.

Quando Lula discursou para aquela comunidade pobre e de baixa escolaridade, completamente refém do crime organizado em São Paulo, sabia quem eram todos ali, até por força das identificações de parte da Polícia Federal.

Para além das críticas politicas, morais e éticas que possam ser tecidas quanto s esta situação, o que chama mais a atenção é o grau de proximidade e convivência pacífica, para não dizer manifesta cumplicidade das esquerdas e do PT, Flávio Dino e Marcelo Freixo que o digam no Rio de Janeiro, pela “familiaridade” com o tráfico de drogas e o crime organizado.

Contudo, evidente que essa “aliança” não é e não pode ser gratuita. Trata-se de evidente conluio e convergência de interesses.

O crime organizado, por seu lado, garante o financiamento de campanhas eleitorais das esquerdas e dos partidos de esquerda com o muito dinheiro advindo do tráfico de drogas e de armas, garantindo o voto de cabresto nos políticos de esquerda, do presidente da República ao vereador da área, mantendo a população sob as botas do terror; em troca da estrutura estatal silenciada pelos eleitos e em posição de poder, a deixar passar batido todas as atividades criminosas e seus integrantes livres da cadeia, dando-lhes cobertura.

Foi esse elo, esse ciclo, que Tarcísio de Freitas rompeu ao demolir a Favela do Moinho, recolocando seus habitantes em moradias sociais, prendendo os lideres criminosos, dispersando a população do Moinho , tendo por consequência o desmantelamento da Cracolândia.

07 agosto 2026

A esquerda no poder. Seu único talento é destruir

Adicionalmente ao que já se disse neste artigo, "Brasil fasciolulista", a Revista Oeste, no. 334, que acabou de ir ao ar traz, com perfeição, uma das imagens do Brasil oriunda dos quase vinte anos de governos petistas - a esquerda no poder. Seu resumo está exposto na Carta ao Leitor, copiada após o discurso do Sr. Marco Rubio.

É um relato de conteúdo arrasador para um país que sempre foi denominado como o "País do Futuro" pelos maiores estudiosos e escritores do ramo.

As justificativas para tais acontecimentos se encaixam como uma luva nas palavras do recente discurso do Secretário de Estado americano, Sr. Marco Rubio, cujo texto abaixo está disponível nas redes sociais.

Sobre um mundo melhor

«A violência da esquerda não é um “protesto”. É uma revolta dos piores contra os melhores. É a birra dos fracos, dos medíocres e dos covardes contra os fortes, os capazes e os bons.

São aqueles que não sabem construir, criar, nem realizar nada grandioso… E por isso decidem se vingar do mundo, destruindo o que outros ergueram com esforço, talento e visão.

Isso é o esquerdismo radical, em sua essência mais pura. Não importa a etiqueta do momento: anticapitalista, anti-imperialista, comunista, anarquista, marxista, “progressista” ou “ativista climático”. O DNA é sempre o mesmo.

É ressentimento venenoso, disfarçado de “justiça social”.

É inveja podre, maquiada de “igualdade”.

É ódio à excelência, embrulhado em bandeiras de “liberação”.

Seu único talento é destruir.

Sua única alegria é sujar o que é belo.

Seu único objetivo é arrastar tudo para baixo, para que ninguém brilhe mais que a sua própria mediocridade.

Por meio da violência, do terror e do cancelamento, buscam impor sua feiura espiritual à sociedade. Não é idealismo. Não é utopia. É niilismo puro com um sorriso moralista.

O velho dogma se enganou: isso não vem de gente que sonha com um mundo melhor, mas vem de gente que não suporta que o mundo seja melhor sem eles.

E já estamos fartos.

A civilização não se defende, pedindo perdão. Ela se defende, nomeando o inimigo pelo nome.

Marco Rubio, 16/07/2026


Carta ao leitor

Um levantamento feito pela repórter Rachel Díaz constatou que apenas os seis maiores escândalos de corrupção ocorridos nos últimos 20 anos no Brasil somam quase R$ 116 bilhões. A cifra equivale a R$ 5,8 bilhões a cada 12 meses. Ou R$ 15,9 milhões por dia. Ou R$ 662 mil por hora. Ou R$ 11 mil por minuto. 

O dinheiro, que saiu do bolso dos pagadores de impostos, poderia melhorar consideravelmente os serviços públicos. “Para dimensionar o tamanho da cifra, R$ 116 bilhões seriam suficientes para construir 58 mil unidades básicas de saúde ou 10,5 mil escolas de tempo integral”, compara Rachel. 

O top 5 da lista inclui dois episódios ainda em andamento. Com R$ 12,2 bilhões, o Banco Master já garante a medalha de bronze (atrás apenas dos escândalos dos Fundos de Pensão — quase R$ 55 bilhões — e do Petrolão — pouco menos de R$ 43 bilhões). Além de integrantes do Executivo e do Legislativo, membros do Judiciário estão envolvidos até o pescoço nas falcatruas de Daniel Vorcaro. Como observa Augusto Nunes, desde 9 de dezembro de 2025, Alexandre de Moraes mantém absoluto silêncio sobre o contrato de R$ 129 milhões celebrado entre o banqueiro bandido e o escritório de sua mulher, Viviane Barci. 

Por enquanto em quarto lugar, o escândalo do INSS voltou ao noticiário político-policial depois que o Supremo Tribunal Federal instaurou o terceiro inquérito contra Lulinha, filho mais velho de Lula com Marisa Letícia. Na reportagem de capa, Cristyan Costa revela os bastidores das investigações policiais, os negócios suspeitos e os indícios de corrupção que marcam a trajetória profissional de Lulinha. 

Em meio a brigas familiares e ao avanço de operações da PF, o ex-monitor do zoológico de São Paulo que virou megaempresário já no primeiro mandato do pai mudou-se para a Espanha em julho de 2025. Três meses antes, havia estourado o escândalo do INSS. Agora, evita dar as explicações que deve.

Além do cargo de filho de presidente da República, outras profissões no Brasil garantem lucros de dar inveja a muitos figurões de Wall Street. A maioria delas está ligada ao poder público e à burocracia estatal. 

Na primeira colocação estão os donos de cartório, com rendimento anual de R$ 2,4 milhões. Em seguida aparecem juízes, promotores e procuradores do Ministério Público (R$ 1,1 milhão por ano cada). 

No Brasil real, onde 82% das famílias estão endividadas, as coisas são muito diferentes. Como lembra a reportagem de Artur Piva, a média salarial do trabalhador no país gira em torno de R$ 3,6 mil por mês — menos de R$ 50 mil por ano. Enquanto a maioria da população não tem como pagar sequer despesas básicas, uma casta de privilegiados vê cair cifras milionárias em sua conta todos os meses.

Os cintos de quem já tem pouco vão ficar ainda mais apertados. A reforma tributária prevista para 2027 não só vai tirar mais dos cidadãos para engordar os cofres do governo como criará também uma tremenda confusão, explica Adalberto Piotto.

É nesse mundo dos escândalos bilionários, privilégios bancados pelo contribuinte e impostos cada vez maiores que os brasileiros decidirão quem será o próximo presidente da República.

Flávio Bolsonaro acaba de escolher o relator da CPMI do INSS para ser seu vice na disputa de outubro. Sarah Peres traça o perfil de Alfredo Gaspar. O deputado federal por Alagoas, que foi promotor de Justiça e conhece a insegurança pública de perto, pode ajudar a angariar votos no Nordeste.

Rodrigo Constantino acredita que as eleições deste ano devem ser encaradas como um plebiscito: a questão é tirar Lula do poder ou manter tudo do jeito que está. Para isso, a união dos conservadores é mais necessária do que nunca. 

Boa leitura.

Branca Nunes
Diretora de Redação

06 agosto 2026

De triste memória exemplar um sujeito posudo, prepotente, carismático, que também usava retórica e um bigodinho, que alçou ao poder na Alemanha em 1933

Por Paulo Emendabili de Carvalhosa - 06/08/2026


Pareei esta foto com a foto de outro personagem histórico, mas foi removida, por entenderem, corretamente, de tratar-se de um indivíduo perigoso.

Não gosto de movimentos, sobretudo, quando surgem em momentos de graves crises econômicas, morais, sociais que abalam as sociedades, os povos e as nações.
Movimentos são liderados, normalmente, por personagens carismáticos, que se apresentam como grandes reformadores, espécies de “salvadores da pátria”.
Movimentos assim, logo se organizam em partidos que se inserem no panorama politico-institucional, passando a disputar eleições sob o “manto da pureza e da verdade”, as perdendo de início, até que de tanto insistirem e baterem moralmente e, não raro, fisicamente, nos adversários, as vencem e assumem o poder.
Quase certo que esse tipo de liderança, antes ou depois, levará à desgraça o seu povo e outros povos, também, que nada tinham a ver com isso.
Movimentos deram origem aos partidos: comunista; fascista e nazista, por exemplo…
O poder, nestes casos, é alcançado pela retórica, sempre se aproveitando dos eternos vícios da politica como: intrigas, alianças ocasionais e espúrias; pragmatismo; traições, ilusões; oportunismo; mentiras; corrupção; violência; inveja; servilismo; falta de caráter e jogos de poder; sempre buscando caminhos e alianças que permitam a tomada totalitária do poder, custe o que custar.
De triste memória exemplar um sujeito posudo, prepotente, carismático, que também usava retórica e um bigodinho, que alçou ao poder na Alemanha em 1933. PESBC



24 julho 2026

Falência


A revista Oeste deste final de semana traz a capa e reportagens sobre o atual momento político e econômico do Brasil. Resumo dos prinicipais artigos estão citados abaixo e fazem referência a outros momentos de politicagens ocorridos no País, a começar pelo entendimento remoto do lançamento do Bolsa Família.

Jarbas Vasconcellos, ex-governador de Pernambuco e ex-senador, fez um perfeito resumo da ópera da politicagem: “O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo”. A gastança que ameaça levar o Brasil à falência reafirma que Lula sabe disso. 

Como sempre apostou nos votos dos pobres e desinformados para conseguir outro mandato, Lula depende da legião de dependentes do governo, que cresceu como nunca nos últimos quatro anos.final do terceiro mandato, Lula faz de conta que melhorou um país à beira do colapso, como informa Raphaela Ribas na reportagem de capa desta edição. “Se quiser salvar o Brasil da falência, quem assumir a Presidência em 1º de janeiro de 2027 terá de desarmar uma bomba”. Sempre de olho nas urnas, “Lula torrou bilhões em programas sociais para dar a falsa ideia de que o Brasil está melhorando”. Não está. O cenário é tão assustador quanto o produzido por Dilma Rousseff há mais de dez anos.

Quem vê as coisas como as coisas são enxerga incontáveis evidências de “quanto o país retrocedeu nos governos petistas”, afirma Adalberto Piotto: “Olhe ao redor e me diga se o Brasil realmente melhorou na redução da miséria quando se sabe que a população de rua aumentou quase 100% nos três anos e meio desse terceiro mandato”, propõe Piotto. O retrato pode ser visto sem retoques em reportagem de Yasmin Alencar. Três anos depois de anunciar um programa de R$ 1 bilhão para resolver a questão, o número de moradores de rua de fato dobrou.

21 julho 2026

Eleições 2026. Dois caminhos, não um dilema

 

Em seu artigo de hoje, (21/07/2026), Adolo Sachsida (ex-Ministro de Minas e Energia e ex-Secretário de Política Econômica) faz um alerta sobre o futuro da política econômica brasileira. Nele, Sachsida nos diz que uma das frases que sintetizam a visão do PT é: “O fiscal não pode se opor ao crescimento”.  Eis alguns trechos de seu artigo.


Sachsida sugere que a afirmação parece razoável, quase inofensiva. Como costuma ocorrer com slogans bem construídos, porém, ela esconde mais do que revela. Afinal, essa frase sugere que responsabilidade fiscal e crescimento seriam objetivos adversários — e que limitar o gasto público significaria necessariamente limitar o desenvolvimento. 


Quando a dívida pública é elevada e sua trajetória provoca desconfiança, o equilíbrio fiscal deixa de ser uma preferência de economistas ortodoxos e passa a ser condição para o próprio crescimento. É a confiança na sustentabilidade das contas públicas que ajuda a reduzir o risco-país, os juros de longo prazo e o custo do crédito para a empresa que deseja investir e para a família que pretende financiar a casa própria.


Sem essa confiança, o crescimento produzido pelo gasto público tende a ser o de sempre: um impulso de curto prazo, seguido de inflação, juros elevados e uma conta que alguém terá de pagar — geralmente quem dispõe de menos instrumentos para se proteger.


Dois caminhos, não um dilema


A escolha diante do país não é entre responsabilidade fiscal e crescimento, como o programa do PT insiste em sugerir. É entre dois modelos de crescimento. Um depende de gasto público crescente, tributação elevada e intervenção estatal — e dura exatamente até o dinheiro acabar. O outro nasce da estabilidade macroeconômica — dívida sob controle, moeda estável, meta de inflação respeitada, Banco Central independente — somada ao aumento da produtividade: segurança jurídica, abertura econômica, competição, infraestrutura, melhores marcos legais, educação, crédito eficiente e desburocratização.


Não é preciso telepatia nem "fontes que preferem não se revelar" para saber qual desses dois caminhos está sendo anunciado. Foi dito publicamente, com todas as letras, por quem coordena o programa de governo do PT, Sergio Gabrielli. Ao eleitor cabe apenas decidir se prefere acreditar no que ouve ou no que gostaria de ter ouvido. O Brasil já pagou, uma vez, para aprender essa lição. Seria uma pena pagar de novo — com juros.

08 julho 2026

Símbolo da falência moral de todo um país


Gesto obsceno foi mostrado por Lula durante evento oficial do Palácio do Planalto. 
(Foto:
 Reprodução / YouTube / Lula)

Lula mostrou o dedo do meio, falou palavrão e se fingiu de pobre. Mentiu, mentiu, mentiu. Aquele roteiro de sempre e que a gente conhece há meio século. 

O gesto obsceno veio durante um evento no Palácio do Planalto. O discurso foi feito no último dia liberado pela lei eleitoral para a participação do presidente, governadores e demais autoridades em inaugurações e eventos oficiais.

O gesto do Lula, contudo, significa que precisamos melhorar e melhorar. Para que um dia, quem sabe, esta cena presidencial não se repita nem se perca em meio a tantas manchetes escandalosas. 

E seja visto pelo que de fato é: símbolo da falência moral de todo um país e um tempo. O nosso.

09 junho 2026

Território Livre de Princesa



    Em um dia como hoje, em 9 de junho de 1930, foi assinado o decreto que formalizou a criação do Território Livre de Princesa, durante a chamada Revolta de Princesa. Liderado pelo coronel José Pereira, o movimento rompeu com a autoridade do governo paraibano de João Pessoa e declarou o município de Princesa como território autônomo, subordinado diretamente ao governo federal.
    O episódio ocorreu em meio às intensas disputas políticas da República Velha e tornou-se um dos acontecimentos mais marcantes da história da Paraíba no século XX. O território manteve administração própria por alguns meses, até ser reincorporado ao estado em agosto de 1930.

    O ato intensificou o conflito armado entre as milícias coronelistas locais e o governo estadual de João Pessoa.
O Contexto do Levante:
  • O estopim: O presidente (governador) da Paraíba, João Pessoa, havia iniciado uma política de desarmamento dos coronéis que faziam oposição ao seu governo, o que desagradou a elite agrária da região.
  • Liderança: O movimento rebelde foi liderado pelo coronel José Pereira Lima, que estabeleceu leis, bandeira e exército próprio no município.
  • Divisão política: A rebelião se insere na crise da República Velha e no acirramento das tensões entre a Aliança Liberal (oposição) e o governo federal de Washington Luís.
  • Desfecho: O "Território Livre de Princesa" manteve-se autônomo e em guerra civil com o Estado até agosto de 1930, quando as forças governistas intervieram para retomar a região. Pouco depois, em 26 de julho de 1930, o assassinato de João Pessoa no Recife serviria como catalisador final para a Revolução de 1930.


ANTECEDENTES


    O episódio de Princesa teve sua origem na posse de João Pessoa na presidência da Paraíba, em 22 de outubro de 1928. Pretendendo reformar a estrutura político-administrativa e reerguer as finanças do estado, o novo presidente decidiu deslocar para o litoral a hegemonia do comércio estadual. Até então, na ausência de qualquer barreira tributária, as cidades do interior comerciavam diretamente com os estados vizinhos, especialmente Pernambuco.


    Indiferente ao poder dos “coronéis” — chefes políticos do sertão — e de suas famílias, João Pessoa deu sequência a seu projeto implantando um rigoroso sistema de arrecadação tributária que distinguia entre as mercadorias importadas pelo litoral, através do porto de Cabedelo, e aquelas que entravam na Paraíba pelas fronteiras terrestres. Essas medidas, consubstanciadas na Lei nº 673, de 17 de novembro de 1928, tornaram praticamente impossível o comércio sertanejo com os estados vizinhos.


    Em Recife, cujo comércio foi atingido pela nova política do governo paraibano, os irmãos Pessoa de Queirós, primos de João Pessoa, passaram a liderar uma ferrenha campanha contra essa “guerra tributária” através de seu periódico, o Jornal do Comércio. Por sua vez, A União, jornal oficial da Paraíba, defendia a administração e o presidente do estado dos ataques e denúncias que lhes dirigia o jornal pernambucano.


    A discussão travada através da imprensa aguçou o descontentamento dos chefes políticos do interior, que vinham sendo sistematicamente desprestigiados pelo governo. De fato, João Pessoa chegara a ordenar a apreensão de armas, “do caboclo ao coronel”, além de promulgar leis que restringiam o domínio até então incontestável destes últimos.


    As atitudes inovadoras de João Pessoa valeram-lhe também atritos com velhos correligionários do Partido Republicano da Paraíba (PRP), ligados por laços de fidelidade partidária a seu tio Epitácio Pessoa, ex-presidente da República (1919-1922) e líder supremo da política paraibana.


    Entre os chefes políticos atingidos por João Pessoa destacava-se José Pereira, considerado um dos maiores “coronéis” do Nordeste e o mais poderoso da Paraíba. Membro da comissão executiva do PRP, seu prestígio transcendia os limites municipais, alcançando as esferas estadual e federal. Seu reduto político era o município de Princesa, a 428km da capital, perto da fronteira com Pernambuco. Essas condições faziam com que a economia de Princesa fosse totalmente voltada para o estado vizinho.


A ALIANÇA LIBERAL


    Com a aproximação das eleições presidenciais de 1930, as unidades da Federação passaram a ser consultadas a respeito de seu apoio à chapa Júlio Prestes-Vital Soares, apresentada pelo presidente da República Washington Luís. Em 29 de julho de 1929, após reunir o diretório do PRP, do qual era presidente, João Pessoa declarou que decidira não apoiar a chapa oficial. Essa atitude ficou conhecida como o “Nego”, termo que mais tarde seria incorporado à bandeira do estado.


    A resistência de João Pessoa à política do Catete resultou na escolha de seu nome para participar da chapa da Aliança Liberal ao lado de Getúlio Vargas. Sua candidatura, lançada em 30 de julho de 1929, unificou por algum tempo o PRP, desgastado por brigas internas. Mais que isso, com exceção de uma facção do partido oposicionista, o Republicano Conservador (PRC) da Paraíba, liderada por Heráclito Cavalcanti, toda a Paraíba se solidarizou com seu presidente.


    Por outro lado, a adesão do estado à Aliança Liberal resultou numa série de medidas de represália do governo central. Essa hostilidade reforçou internamente os ganhos políticos de João Pessoa, que empreendeu uma excursão por vários municípios a fim de obter o apoio eleitoral dos “coronéis” que vinha combatendo desde o início de seu mandato. João Pessoa visitou assim os municípios de Princesa e de Teixeira, este último dominado pela família Dantas, em cujo apoio político nem mesmo Epitácio Pessoa confiava.


O ROMPIMENTO DE JOSÉ PEREIRA


    Paralelamente às eleições presidenciais, em 1º de março de 1930 seriam realizadas eleições para a Câmara dos Deputados e para a renovação de 1/3 do Senado. Ao ser preparada a chapa situacionista paraibana, João Pessoa defendeu o princípio da não reeleição e propôs o revezamento dos candidatos. Reunindo-se a comissão executiva do PRP, a idéia da renovação total da bancada não conseguiu unanimidade de votos. Dos cinco membros efetivos da comissão, um — João Espínola — não compareceu, dois — Júlio Lira e Inácio Evaristo — votaram pela reeleição da bancada, e os dois restantes — o próprio João Pessoa e Demócrito de Almeida — votaram pela substituição. Valendo-se então da prerrogativa do “voto de qualidade”, João Pessoa desempatou o resultado em favor da proposta de revezamento, mantendo no entanto a candidatura do já deputado Carlos Pessoa, seu primo.


    A atitude de João Pessoa visava sobretudo a afastar João Suassuna, ex-presidente do estado, deputado federal em duas legislaturas e aliado de famílias poderosas do interior como a dos Pereira Lima e a dos Dantas. Após ter comunicado a seus correligionários, às vésperas das eleições, a chapa oficial composta à revelia da comissão executiva do PRP, João Pessoa recebeu um telegrama de José Pereira, datado de 24 de fevereiro, anunciando seu rompimento com o governo estadual. José Pereira deixava as fileiras do PRP para ingressar no PRC, que defendia a candidatura Júlio Prestes-Vital Soares. Acompanhavam-no vários líderes da política paraibana, como João Suassuna, Oscar Soares, Pedro Firmino, o padre Manuel Otaviano, Inácio Evaristo, Cícero Parente, Nilo Feitosa, Duarte Dantas e outros. Dias depois, a imprensa oposicionista divulgou as modificações sofridas pela chapa do PRC, que passou a incluir alguns dos dissidentes do PRP. O dia 24 de fevereiro de 1930, data da cisão no PRP, é considerado o início do movimento rebelde de Princesa.


A LUTA ARMADA


    Alguns dias após o rompimento de José Pereira, os fatos se revestiram de uma feição francamente guerreira. Para evitar que as eleições em Princesa viessem alterar seus planos, João Pessoa ordenou o esvaziamento da máquina burocrático-administrativa do município, deixando-o “fora da lei”. Enviou também para lá contingentes da polícia estadual, sob o pretexto de garantir o pleito. Por outro lado, desde o rompimento, José Pereira vinha armando sua gente, tendo conseguido reunir em pouco tempo cerca de dois mil homens entre agregados seus e de outros chefes políticos. A polícia estadual contava com apenas 850 homens.


    Logo após as eleições de 1º de março, iniciou-se no sertão paraibano a luta armada. Os rebeldes contavam com o auxílio em dinheiro e em munições dos Pessoa de Queirós, de Pernambuco, e ainda com o assentimento do governo federal, que, interessado na derrota política de João Pessoa, impedia Minas e Rio Grande do Sul de lhe enviar reforços. O objetivo dos sublevados era aliás forçar o governo federal a intervir na Paraíba, o que precipitaria a queda de João Pessoa. Por sua vez, João Pessoa defendia vigorosamente a autonomia estadual, tentando demonstrar que o levante de Princesa não significava o caos político em sua administração e que a situação estava sob controle.


    Em 3 de maio de 1930, o presidente da República Washington Luís sugeriu ao Congresso que este lhe apresentasse um pedido formal de intervenção na Paraíba. A sugestão não foi aceita por ferir a Constituição. Para que a intervenção fosse legal, seria necessário que o próprio João Pessoa a solicitasse. Por essa época, os combates limitavam-se a pequenos avanços e recuos das partes conflitantes. A polícia estadual não tinha condições de tomar Princesa, e nenhuma vitória significativa era alcançada. Por sua vez, os revoltosos encontravam-se também em dificuldade, pois se esgotavam os recursos de que dispunham para se alimentar e se manter em armas.


    No início de junho, em vista da relutância do Congresso na questão da intervenção, Washington Luís enviou à Paraíba cinco batalhões de caçadores do Exército e um vaso de guerra. Enquanto isso, os Pessoa de Queirós e outros líderes da revolta arquitetavam um plano para forçar a intervenção: propunham proclamar Princesa “território livre” através da promulgação de um “decreto” assinado por José Pereira. Seria ainda editado um jornal e composto um livro. O “decreto” foi assinado no dia 9 de junho de 1930 por uma “junta governativa” integrada por José Pereira, José Frazão Medeiros Lima e Manuel Rodrigues Sinhô. Seu texto, lido na Câmara no dia 13, causou grande polêmica, abrindo a primeira discussão formal sobre o chamado “caso da Paraíba”. Em 21 de junho, saiu o primeiro eúnico número do Jornal de Princesa.


    Diante desses acontecimentos, um avião do governo do estado sobrevoou Princesa e lançou um boletim intimando os revoltosos a se renderem sob pena de o município ser bombardeado. Em resposta, José Pereira enviou um telegrama a João Pessoa ameaçando “invadir o estado e implantar o terror”. Na verdade, nenhuma das partes teria condições de cumprir tais ameaças.


O ASSASSINATO DE JOÃO PESSOA


    Em 26 de julho de 1930, ocorreu o fato culminante de todo esse processo político: João Pessoa foi assassinado em Recife por João Duarte Dantas. Aliado de José Pereira e de João Suassuna, João Dantas alimentara durante muito tempo um intenso rancor contra João Pessoa, acusando-o de cometer arbitrariedades contra membros de sua família. Os dois haviam mesmo travado um debate através da imprensa, dando vazão a seu ódio pessoal. A divulgação pelo jornal A União de documentos íntimos apreendidos pela polícia paraibana no apartamento de João Dantas precipitou os acontecimentos.


    Com a morte de João Pessoa, o governo federal resolveu pôr termo à Revolta de Princesa. O general Lavenère Wanderley, comandante da 7ª Região Militar, sediada em Recife, foi incumbido de restabelecer a paz na Paraíba. Seu primeiro ato foi telegrafar a José Pereira informando-o de que seria necessário que “as forças do Exército ocupassem Princesa”.


    Em 11 de agosto de 1930, um contingente do Exército com seiscentos homens comandados por João Facó chegou a Princesa. Ao mesmo tempo, vários batalhões passaram a guarnecer as fronteiras do estado. Diante de providências tão concretas, José Pereira entregou ao Exército os armamentos de sua gente. No dia 19 de agosto, o general Lavenère Wanderley participou a Álvaro de Carvalho, sucessor de João Pessoa no governo do estado, a pacificação da Paraíba. Os “propósitos apaziguadores” do governo federal foram entretanto criticados pelos aliancistas, que denunciaram a permanência de tropas no estado como uma forma de intervenção.


    Por outro lado, causando indignação e pesar em todo o país, o assassinato de João Pessoa constituiu um fator decisivo para a articulação do movimento revolucionário que eclodiria em 3 de outubro de 1930.