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Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens
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24 julho 2026

Falência


A revista Oeste deste final de semana traz a capa e reportagens sobre o atual momento político e econômico do Brasil. Resumo dos prinicipais artigos estão citados abaixo e fazem referência a outros momentos de politicagens ocorridos no País, a começar pelo entendimento remoto do lançamento do Bolsa Família.

Jarbas Vasconcellos, ex-governador de Pernambuco e ex-senador, fez um perfeito resumo da ópera da politicagem: “O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo”. A gastança que ameaça levar o Brasil à falência reafirma que Lula sabe disso. 

Como sempre apostou nos votos dos pobres e desinformados para conseguir outro mandato, Lula depende da legião de dependentes do governo, que cresceu como nunca nos últimos quatro anos.final do terceiro mandato, Lula faz de conta que melhorou um país à beira do colapso, como informa Raphaela Ribas na reportagem de capa desta edição. “Se quiser salvar o Brasil da falência, quem assumir a Presidência em 1º de janeiro de 2027 terá de desarmar uma bomba”. Sempre de olho nas urnas, “Lula torrou bilhões em programas sociais para dar a falsa ideia de que o Brasil está melhorando”. Não está. O cenário é tão assustador quanto o produzido por Dilma Rousseff há mais de dez anos.

Quem vê as coisas como as coisas são enxerga incontáveis evidências de “quanto o país retrocedeu nos governos petistas”, afirma Adalberto Piotto: “Olhe ao redor e me diga se o Brasil realmente melhorou na redução da miséria quando se sabe que a população de rua aumentou quase 100% nos três anos e meio desse terceiro mandato”, propõe Piotto. O retrato pode ser visto sem retoques em reportagem de Yasmin Alencar. Três anos depois de anunciar um programa de R$ 1 bilhão para resolver a questão, o número de moradores de rua de fato dobrou.

21 julho 2026

Eleições 2026. Dois caminhos, não um dilema

 

Em seu artigo de hoje, (21/07/2026), Adolo Sachsida (ex-Ministro de Minas e Energia e ex-Secretário de Política Econômica) faz um alerta sobre o futuro da política econômica brasileira. Nele, Sachsida nos diz que uma das frases que sintetizam a visão do PT é: “O fiscal não pode se opor ao crescimento”.  Eis alguns trechos de seu artigo.


Sachsida sugere que a afirmação parece razoável, quase inofensiva. Como costuma ocorrer com slogans bem construídos, porém, ela esconde mais do que revela. Afinal, essa frase sugere que responsabilidade fiscal e crescimento seriam objetivos adversários — e que limitar o gasto público significaria necessariamente limitar o desenvolvimento. 


Quando a dívida pública é elevada e sua trajetória provoca desconfiança, o equilíbrio fiscal deixa de ser uma preferência de economistas ortodoxos e passa a ser condição para o próprio crescimento. É a confiança na sustentabilidade das contas públicas que ajuda a reduzir o risco-país, os juros de longo prazo e o custo do crédito para a empresa que deseja investir e para a família que pretende financiar a casa própria.


Sem essa confiança, o crescimento produzido pelo gasto público tende a ser o de sempre: um impulso de curto prazo, seguido de inflação, juros elevados e uma conta que alguém terá de pagar — geralmente quem dispõe de menos instrumentos para se proteger.


Dois caminhos, não um dilema


A escolha diante do país não é entre responsabilidade fiscal e crescimento, como o programa do PT insiste em sugerir. É entre dois modelos de crescimento. Um depende de gasto público crescente, tributação elevada e intervenção estatal — e dura exatamente até o dinheiro acabar. O outro nasce da estabilidade macroeconômica — dívida sob controle, moeda estável, meta de inflação respeitada, Banco Central independente — somada ao aumento da produtividade: segurança jurídica, abertura econômica, competição, infraestrutura, melhores marcos legais, educação, crédito eficiente e desburocratização.


Não é preciso telepatia nem "fontes que preferem não se revelar" para saber qual desses dois caminhos está sendo anunciado. Foi dito publicamente, com todas as letras, por quem coordena o programa de governo do PT, Sergio Gabrielli. Ao eleitor cabe apenas decidir se prefere acreditar no que ouve ou no que gostaria de ter ouvido. O Brasil já pagou, uma vez, para aprender essa lição. Seria uma pena pagar de novo — com juros.

08 julho 2026

Símbolo da falência moral de todo um país


Gesto obsceno foi mostrado por Lula durante evento oficial do Palácio do Planalto. 
(Foto:
 Reprodução / YouTube / Lula)

Lula mostrou o dedo do meio, falou palavrão e se fingiu de pobre. Mentiu, mentiu, mentiu. Aquele roteiro de sempre e que a gente conhece há meio século. 

O gesto obsceno veio durante um evento no Palácio do Planalto. O discurso foi feito no último dia liberado pela lei eleitoral para a participação do presidente, governadores e demais autoridades em inaugurações e eventos oficiais.

O gesto do Lula, contudo, significa que precisamos melhorar e melhorar. Para que um dia, quem sabe, esta cena presidencial não se repita nem se perca em meio a tantas manchetes escandalosas. 

E seja visto pelo que de fato é: símbolo da falência moral de todo um país e um tempo. O nosso.

09 junho 2026

Território Livre de Princesa



    Em um dia como hoje, em 9 de junho de 1930, foi assinado o decreto que formalizou a criação do Território Livre de Princesa, durante a chamada Revolta de Princesa. Liderado pelo coronel José Pereira, o movimento rompeu com a autoridade do governo paraibano de João Pessoa e declarou o município de Princesa como território autônomo, subordinado diretamente ao governo federal.
    O episódio ocorreu em meio às intensas disputas políticas da República Velha e tornou-se um dos acontecimentos mais marcantes da história da Paraíba no século XX. O território manteve administração própria por alguns meses, até ser reincorporado ao estado em agosto de 1930.

    O ato intensificou o conflito armado entre as milícias coronelistas locais e o governo estadual de João Pessoa.
O Contexto do Levante:
  • O estopim: O presidente (governador) da Paraíba, João Pessoa, havia iniciado uma política de desarmamento dos coronéis que faziam oposição ao seu governo, o que desagradou a elite agrária da região.
  • Liderança: O movimento rebelde foi liderado pelo coronel José Pereira Lima, que estabeleceu leis, bandeira e exército próprio no município.
  • Divisão política: A rebelião se insere na crise da República Velha e no acirramento das tensões entre a Aliança Liberal (oposição) e o governo federal de Washington Luís.
  • Desfecho: O "Território Livre de Princesa" manteve-se autônomo e em guerra civil com o Estado até agosto de 1930, quando as forças governistas intervieram para retomar a região. Pouco depois, em 26 de julho de 1930, o assassinato de João Pessoa no Recife serviria como catalisador final para a Revolução de 1930.


ANTECEDENTES


    O episódio de Princesa teve sua origem na posse de João Pessoa na presidência da Paraíba, em 22 de outubro de 1928. Pretendendo reformar a estrutura político-administrativa e reerguer as finanças do estado, o novo presidente decidiu deslocar para o litoral a hegemonia do comércio estadual. Até então, na ausência de qualquer barreira tributária, as cidades do interior comerciavam diretamente com os estados vizinhos, especialmente Pernambuco.


    Indiferente ao poder dos “coronéis” — chefes políticos do sertão — e de suas famílias, João Pessoa deu sequência a seu projeto implantando um rigoroso sistema de arrecadação tributária que distinguia entre as mercadorias importadas pelo litoral, através do porto de Cabedelo, e aquelas que entravam na Paraíba pelas fronteiras terrestres. Essas medidas, consubstanciadas na Lei nº 673, de 17 de novembro de 1928, tornaram praticamente impossível o comércio sertanejo com os estados vizinhos.


    Em Recife, cujo comércio foi atingido pela nova política do governo paraibano, os irmãos Pessoa de Queirós, primos de João Pessoa, passaram a liderar uma ferrenha campanha contra essa “guerra tributária” através de seu periódico, o Jornal do Comércio. Por sua vez, A União, jornal oficial da Paraíba, defendia a administração e o presidente do estado dos ataques e denúncias que lhes dirigia o jornal pernambucano.


    A discussão travada através da imprensa aguçou o descontentamento dos chefes políticos do interior, que vinham sendo sistematicamente desprestigiados pelo governo. De fato, João Pessoa chegara a ordenar a apreensão de armas, “do caboclo ao coronel”, além de promulgar leis que restringiam o domínio até então incontestável destes últimos.


    As atitudes inovadoras de João Pessoa valeram-lhe também atritos com velhos correligionários do Partido Republicano da Paraíba (PRP), ligados por laços de fidelidade partidária a seu tio Epitácio Pessoa, ex-presidente da República (1919-1922) e líder supremo da política paraibana.


    Entre os chefes políticos atingidos por João Pessoa destacava-se José Pereira, considerado um dos maiores “coronéis” do Nordeste e o mais poderoso da Paraíba. Membro da comissão executiva do PRP, seu prestígio transcendia os limites municipais, alcançando as esferas estadual e federal. Seu reduto político era o município de Princesa, a 428km da capital, perto da fronteira com Pernambuco. Essas condições faziam com que a economia de Princesa fosse totalmente voltada para o estado vizinho.


A ALIANÇA LIBERAL


    Com a aproximação das eleições presidenciais de 1930, as unidades da Federação passaram a ser consultadas a respeito de seu apoio à chapa Júlio Prestes-Vital Soares, apresentada pelo presidente da República Washington Luís. Em 29 de julho de 1929, após reunir o diretório do PRP, do qual era presidente, João Pessoa declarou que decidira não apoiar a chapa oficial. Essa atitude ficou conhecida como o “Nego”, termo que mais tarde seria incorporado à bandeira do estado.


    A resistência de João Pessoa à política do Catete resultou na escolha de seu nome para participar da chapa da Aliança Liberal ao lado de Getúlio Vargas. Sua candidatura, lançada em 30 de julho de 1929, unificou por algum tempo o PRP, desgastado por brigas internas. Mais que isso, com exceção de uma facção do partido oposicionista, o Republicano Conservador (PRC) da Paraíba, liderada por Heráclito Cavalcanti, toda a Paraíba se solidarizou com seu presidente.


    Por outro lado, a adesão do estado à Aliança Liberal resultou numa série de medidas de represália do governo central. Essa hostilidade reforçou internamente os ganhos políticos de João Pessoa, que empreendeu uma excursão por vários municípios a fim de obter o apoio eleitoral dos “coronéis” que vinha combatendo desde o início de seu mandato. João Pessoa visitou assim os municípios de Princesa e de Teixeira, este último dominado pela família Dantas, em cujo apoio político nem mesmo Epitácio Pessoa confiava.


O ROMPIMENTO DE JOSÉ PEREIRA


    Paralelamente às eleições presidenciais, em 1º de março de 1930 seriam realizadas eleições para a Câmara dos Deputados e para a renovação de 1/3 do Senado. Ao ser preparada a chapa situacionista paraibana, João Pessoa defendeu o princípio da não reeleição e propôs o revezamento dos candidatos. Reunindo-se a comissão executiva do PRP, a idéia da renovação total da bancada não conseguiu unanimidade de votos. Dos cinco membros efetivos da comissão, um — João Espínola — não compareceu, dois — Júlio Lira e Inácio Evaristo — votaram pela reeleição da bancada, e os dois restantes — o próprio João Pessoa e Demócrito de Almeida — votaram pela substituição. Valendo-se então da prerrogativa do “voto de qualidade”, João Pessoa desempatou o resultado em favor da proposta de revezamento, mantendo no entanto a candidatura do já deputado Carlos Pessoa, seu primo.


    A atitude de João Pessoa visava sobretudo a afastar João Suassuna, ex-presidente do estado, deputado federal em duas legislaturas e aliado de famílias poderosas do interior como a dos Pereira Lima e a dos Dantas. Após ter comunicado a seus correligionários, às vésperas das eleições, a chapa oficial composta à revelia da comissão executiva do PRP, João Pessoa recebeu um telegrama de José Pereira, datado de 24 de fevereiro, anunciando seu rompimento com o governo estadual. José Pereira deixava as fileiras do PRP para ingressar no PRC, que defendia a candidatura Júlio Prestes-Vital Soares. Acompanhavam-no vários líderes da política paraibana, como João Suassuna, Oscar Soares, Pedro Firmino, o padre Manuel Otaviano, Inácio Evaristo, Cícero Parente, Nilo Feitosa, Duarte Dantas e outros. Dias depois, a imprensa oposicionista divulgou as modificações sofridas pela chapa do PRC, que passou a incluir alguns dos dissidentes do PRP. O dia 24 de fevereiro de 1930, data da cisão no PRP, é considerado o início do movimento rebelde de Princesa.


A LUTA ARMADA


    Alguns dias após o rompimento de José Pereira, os fatos se revestiram de uma feição francamente guerreira. Para evitar que as eleições em Princesa viessem alterar seus planos, João Pessoa ordenou o esvaziamento da máquina burocrático-administrativa do município, deixando-o “fora da lei”. Enviou também para lá contingentes da polícia estadual, sob o pretexto de garantir o pleito. Por outro lado, desde o rompimento, José Pereira vinha armando sua gente, tendo conseguido reunir em pouco tempo cerca de dois mil homens entre agregados seus e de outros chefes políticos. A polícia estadual contava com apenas 850 homens.


    Logo após as eleições de 1º de março, iniciou-se no sertão paraibano a luta armada. Os rebeldes contavam com o auxílio em dinheiro e em munições dos Pessoa de Queirós, de Pernambuco, e ainda com o assentimento do governo federal, que, interessado na derrota política de João Pessoa, impedia Minas e Rio Grande do Sul de lhe enviar reforços. O objetivo dos sublevados era aliás forçar o governo federal a intervir na Paraíba, o que precipitaria a queda de João Pessoa. Por sua vez, João Pessoa defendia vigorosamente a autonomia estadual, tentando demonstrar que o levante de Princesa não significava o caos político em sua administração e que a situação estava sob controle.


    Em 3 de maio de 1930, o presidente da República Washington Luís sugeriu ao Congresso que este lhe apresentasse um pedido formal de intervenção na Paraíba. A sugestão não foi aceita por ferir a Constituição. Para que a intervenção fosse legal, seria necessário que o próprio João Pessoa a solicitasse. Por essa época, os combates limitavam-se a pequenos avanços e recuos das partes conflitantes. A polícia estadual não tinha condições de tomar Princesa, e nenhuma vitória significativa era alcançada. Por sua vez, os revoltosos encontravam-se também em dificuldade, pois se esgotavam os recursos de que dispunham para se alimentar e se manter em armas.


    No início de junho, em vista da relutância do Congresso na questão da intervenção, Washington Luís enviou à Paraíba cinco batalhões de caçadores do Exército e um vaso de guerra. Enquanto isso, os Pessoa de Queirós e outros líderes da revolta arquitetavam um plano para forçar a intervenção: propunham proclamar Princesa “território livre” através da promulgação de um “decreto” assinado por José Pereira. Seria ainda editado um jornal e composto um livro. O “decreto” foi assinado no dia 9 de junho de 1930 por uma “junta governativa” integrada por José Pereira, José Frazão Medeiros Lima e Manuel Rodrigues Sinhô. Seu texto, lido na Câmara no dia 13, causou grande polêmica, abrindo a primeira discussão formal sobre o chamado “caso da Paraíba”. Em 21 de junho, saiu o primeiro eúnico número do Jornal de Princesa.


    Diante desses acontecimentos, um avião do governo do estado sobrevoou Princesa e lançou um boletim intimando os revoltosos a se renderem sob pena de o município ser bombardeado. Em resposta, José Pereira enviou um telegrama a João Pessoa ameaçando “invadir o estado e implantar o terror”. Na verdade, nenhuma das partes teria condições de cumprir tais ameaças.


O ASSASSINATO DE JOÃO PESSOA


    Em 26 de julho de 1930, ocorreu o fato culminante de todo esse processo político: João Pessoa foi assassinado em Recife por João Duarte Dantas. Aliado de José Pereira e de João Suassuna, João Dantas alimentara durante muito tempo um intenso rancor contra João Pessoa, acusando-o de cometer arbitrariedades contra membros de sua família. Os dois haviam mesmo travado um debate através da imprensa, dando vazão a seu ódio pessoal. A divulgação pelo jornal A União de documentos íntimos apreendidos pela polícia paraibana no apartamento de João Dantas precipitou os acontecimentos.


    Com a morte de João Pessoa, o governo federal resolveu pôr termo à Revolta de Princesa. O general Lavenère Wanderley, comandante da 7ª Região Militar, sediada em Recife, foi incumbido de restabelecer a paz na Paraíba. Seu primeiro ato foi telegrafar a José Pereira informando-o de que seria necessário que “as forças do Exército ocupassem Princesa”.


    Em 11 de agosto de 1930, um contingente do Exército com seiscentos homens comandados por João Facó chegou a Princesa. Ao mesmo tempo, vários batalhões passaram a guarnecer as fronteiras do estado. Diante de providências tão concretas, José Pereira entregou ao Exército os armamentos de sua gente. No dia 19 de agosto, o general Lavenère Wanderley participou a Álvaro de Carvalho, sucessor de João Pessoa no governo do estado, a pacificação da Paraíba. Os “propósitos apaziguadores” do governo federal foram entretanto criticados pelos aliancistas, que denunciaram a permanência de tropas no estado como uma forma de intervenção.


    Por outro lado, causando indignação e pesar em todo o país, o assassinato de João Pessoa constituiu um fator decisivo para a articulação do movimento revolucionário que eclodiria em 3 de outubro de 1930.

21 maio 2026

No atual cenário politico, Flávio Bolsonaro é a ÚNICA CARTA


A semana caminha para o seu final e no âmbito político brasileiro ela foi totalmente preenchida com a discussão sobre a viabilidade da candidatura de Flávio Bolsonaro. Roberto Motta -um dos idealizadores e fundadores do Partido Novo - afirma categoricamente que, independentemente das ambições legítimas de outros políticos da direita que sonham em ver seus nomes mobilizando o povo nas ruas, não existe uma outra alternativa politicamente viável que não carregue o sobrenome Bolsonaro.

Segundo ele, Flávio Bolsonaro pode não ser necessariamente a "melhor carta" para alguns, mas no atual cenário politico, é a ÚNICA CARTA capaz de disputar o pleito contra Lula e com chances reais de vitória. Ouça-o.


Flávio diferentemente de Lula, compareceu ao evento denominado "Marcha dos Prefetios", ocorrido esta semana aqui em Brasília e foi ovacionado. Em seu pronunciamento enfatizou:

  • Enalteceu o trabalho árduo de prefeitos e vereadores indispensável ao desenvolvimento do Brasil.
  • Relembrou que todas as prefeituras fecharam no azul durante o governo Bolsonaro, mesmo com a pandemia e que Bolsonaro: não perseguiu prefeitos e puniu cidadãos por conta de ideologia, seja direita ou esquerda.
  • Sem medo de tomar um lado e sempre pensando no trabalhador, com especial atenção às mulheres, propõe inovação na lei trabalhista, algo alternativo à escala 6x1, algo viável que não vai quebrar o Brasil.
  • Também discorreu sobre outros temas como segurança, saúde e gastar menos.
  • Como fazer mais gastando menos? Usando tecnologia para melhorar a eficiência de todas as esferas de governo dando transparência ao cidadão.
  • Ao final se comprometeu ao vivo, no palco, com medidas que melhoram diretamente a condição dos prefeitos de responder às demandas dos cidadãos lá na ponta.
Portanto, como disse Roberto Motta, Flávio Bolsonaro pode não ser necessariamente a "melhor carta" para alguns, mas no atual cenário politico, é a ÚNICA CARTA capaz de disputar o pleito contra Lula e com chances reais de vitória.

25 abril 2026

Déjà vu


    A semana terminou sem novidades em sua pauta. Há anos ela vem sendo a mesma: a desmoralização do STF. Desta vez através das entrevistas de Gilmar Mendes e o respectivo embate com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. 7 x 0 pro Zema.

    E não fica por aí. Bem próximo ao STF está o TSE. Este, sem que o processo eleitoral sequer tenha se iniciado, já passou a ocupar espaços nos meios de comunicação indicando que decisões estapafúrdias, novamente, vão interferir nas próximas eleições. O alvo não mudou: continuará sendo a direita, principalmente no entorno de nomes mais próximos ao Bolsonaro.

    Enfim, quatro anos após 2022 os togados já estão entrando em cena. Pensando bem, nunca saíram dela. Na semana passada, Alexandre de Moraes abriu um inquérito para investigar o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, por suposta prática de calúnia contra Lula. Em nota pública, a associação de juristas Lexum apontou falhas na decisão de Moraes. A Associação questionou entre outros motivos, a ausência de análise sobre a imunidade parlamentar, prevista no artigo 53 da Constituição, e levantou dúvidas sobre a imparcialidade na condução do caso. Na avaliação da Lexum, a abertura de inquéritos contra adversários políticos em período pré-eleitoral pode produzir um “efeito de silenciamento”, ao impor custos jurídicos e reputacionais que desestimulam a crítica.

    Os episódios têm um ponto em comum: atingem diretamente quem se opõe ao

consórcio Lula-STF. Flávio, por exemplo, lidera diversas pesquisas de intenções de voto. Zema, por sua vez, se consolidou como um dos principais nomes do conservadorismo na disputa presidencial.


    Contudo, apesar das tentativas do STF e do TSE de reescrever o roteiro de 2022, o cenário agora é outro. Antes intocáveis, ministros passaram a enfrentar desgaste público em razão do escândalo que envolve o Banco Master, entre outros.


    Pesquisas de opinião reforçam o descontentamento dos brasileiros com os ministros. Levantamento da Futura Inteligência, em parceria com a Apex Partners, mostra que 43,4% dos brasileiros avaliam a atuação do STF como ruim ou péssima, ante 28,4% que a classificam como ótima ou boa; outros 23,8% a consideram regular. Esse resultado reforça a perda de apoio na opinião pública e contrasta com o ambiente observado na eleição anterior, quando a Corte operava sob maior respaldo institucional.



15 outubro 2025

Câmara suspende ação penal contra o deputado Gustavo Gayer

 


    Hoje, a Câmara dos Deputados aprovou um pedido do PL para suspender ação penal contra o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) no Supremo Tribunal Federal (STF).

    O pedido de suspensão de ação penal foi relatado pelo deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR).

    Gayer é acusado de injúria, calúnia e difamação em ação movida pelo senador Vanderlan Cardoso (GO), atualmente licenciado do mandato, após vídeo publicado pelo deputado federal no Instagram em fevereiro de 2023.

    Inconformado com o resultado da eleição da Mesa do Senado, Gayer fez diversas críticas (consideradas ofensivas) a Vanderlan e ao STF.

    Com esse resultado o plenário da Câmara dos Deputados honrou o artigo 53 da Constituição Federal, que garante a inviolabilidade dos parlamentares por suas opiniões, palavras e votos.     Ao aprovar a sustação da ação penal a Casa reafirmou um princípio basilar da democracia: a sumpremacia da liberdade de expressão no exercício do mandato.

    Essa decisão reafirma o princípio da separação dos Poderes e a imunidade parlamentar, garantias que protegem o mandato popular e o direito de representação.

26 julho 2025

Agosto se avizinha



    Agosto é um mês significativo na história brasileira. Diversas datas podem ser lembradas mas, em particular, aquelas que estão relacionadas com fatos políticos:

1954 - O suicídio de Getúlio Vargas 

1961 - A renúncia de Jânio Quadros

1976 - A morte de Juscelino Kubitscheck

2016 - O impeachment de Dilma Rousseff

2018 - Lula tem sua candidatura impugnada pelo TSE

2025 - Sanções dos EUA ao Brasil

2025 - O mês está só começando  ... 

    Agosto, portanto, é um mês que traz consigo lembranças de momentos cruciais na história política do Brasil.

05 julho 2025

Por que bilionários abraçam o socialismo?


"Quando você vê que o comércio é feito não por consentimento, mas por compulsão; quando você vê que, para produzir, você precisa obter permissão de homens que não produzem nada; quando você vê dinheiro fluindo para quem negocia, não com mercadorias, mas com favores; quando você vê que os homens ficam mais ricos por suborno e extorsão do que pelo trabalho, e suas leis não o protegem contra eles, mas os protegem contra você; quando você vê a corrupção sendo recompensada e a honestidade se tornando um autossacrifício, você pode saber que sua sociedade está condenada", Francisco D'Anconia, em "A Revolta de Atlas".

     Qualquer pessoa que tenha estudado, com rigor científico, a evolução do comunismo na Rússia ou do fascismo na Itália de Mussolini, ou ainda a ascensão do nazismo na Alemanha sabe que todos esses episódios não passaram de iniciativas para a implementação de projetos de "engenharia social" semelhantes entre si.

    Empresários imorais, sindicatos imorais, intelectuais imorais, jornalistas imorais, associações imorais buscam aquilo que não conseguiriam - sua própria sobrevivência - num regime com total liberdade e competiçãoEssa sempre foi a trilha escolhida por nossos governantes sustentados por corporativistas e apoiada por clientelistas de todas as camadas sociais. A história do Brasil evidencia que, ao longo de nossa trajetória, diante de todas as alternativas que se apresentaram à nossa frente, invariavelmente optamos pela pior, escolhendo sem pestanejar o caminho da servidão.

    Nesta semana, que acabou de se encerrar, a milícia de extrema esquerda invadiu a sede do banco Itaú para protestar contra a decisão do Congresso de barrar o aumento do IOF. Segundo os invasores, a medida favoreceria “bancos e super-ricos”. O paradoxo é evidente: muitos desses manifestantes não percebem que servem justamente aos bilionários — inclusive banqueiros — que financiam a agenda socialista.


 Não por acaso, uma das herdeiras do Itaú figura entre as maiores financiadoras de campanhas petistas. Alguém acredita que Lula teria deixado a cadeia para voltar ao Planalto sem o respaldo de boa parte da Faria Lima?
 A lógica é simples. Quando um grupo econômico domina um mercado, a livre-concorrência passa de oportunidade a ameaça. Para blindar sua posição, ele patrocina um Estado grande e regulador, capaz de erguer barreiras de entrada para novos competidores. Apenas o socialismo oferece tal arranjo. Quanto maior e mais intervencionista o governo, mais poder concentra — poder facilmente capturado pelos próprios bilionários.

    O PT, percebendo o esvaziamento de seu poder, instiga a revolta contra a mão que o reconduziu ao Palácio do Planalto. Enquanto isso, Centrão e Faria Lima buscam um “novo PSDB” capaz de oferecer ao establishment um socialismo light que preserve privilégios. O resultado desse embate definirá se o Brasil seguirá o modelo venezuelano, sonho petista, ou o globalismo tecnocrático.

    O que o establishment não tolerará, em hipótese alguma, é a ascensão de qualquer opção que promova liberdade econômica e política, além dos valores conservadores. Essa é, em última instância, a verdadeira disputa pelo futuro do Brasil.

13 maio 2025

A maior lição que o Brasil poderá dar ao resto do mundo



    O uso de recursos públicos não se esgota em nosso País. O Brasil vai na contramão de outras nações. A tendência mundial nos últimos 20 anos foi de redução no número de parlamentares. Na Suécia, é mordomia zero! Os deputados não têm assessores e cuidam da própria agenda. Já passou da hora de se pensar em como melhorar o atual quadro político. É hora de se dar um basta nas horríveis manchetes vistas pelo povo brasileiro diariamente sobre este assunto. Já houve tempo em que filhos de políticos e até de presidente da república iam pra escola em transportes coletivos e vereadores não recebiam salários. Chegou o momento. É preciso se cortar o mal pela raiz e isto só ocorrerá quando o bolso começar a doer. 

    Nesse sentido, as seguintes medidas, dentre outras, deveriam ser adotadas:

  • Promoção de uma reforma política sem olhar pro próprio umbigo;
  • Extinção do Fundo Partidário;
  • Diminuição do número de parlamentares em todas as casas legislativas. A PEC 280/08, do Deputado Clodovil, propõe a redução do número de deputados federais para 250. Continua mofando.
  • Extinção das coligações partidárias para as eleições proporcionais;
  • Extinção das verbas indenizatórias para parlamentares, que hoje multiplicam por quatro ou cinco vezes os seus salários;
  • Estabelecimento de cláusulas de barreiras para criação e funcionamento de partidos políticos;
  • Financiamento de partidos, de campanhas eleitorais e de candidatos com recursos provenientes somente dos filiados dos partidos, apenas pessoas físicas;
  • Tempo de programas de partidos e de candidatos durante as campanhas eleitorais em rádio e TV totalmente pagas pelos partidos políticos.

    Enfim, nenhum centavo de pessoas jurídicas nem da viúva, seja ele de forma direta ou indireta para qualquer partido ou evento político partidário. Todas os recursos para custeio de atividades dessa natureza devem ser oriundas, única e exclusivamente, das contribuições dos filiados aos partidos legalmente constituídos, em limites estabelecidos por lei.

    Como a sociedade brasileira deseja que o País seja uma democracia e os partidos políticos são essenciais para a sua existência, os recursos para o adequado funcionamento dos verdadeiros partidos se tornarão realidade. 

    Será a maior lição que o País poderá dar ao resto do mundo.