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15 setembro 2026

Setembro negro: Corte está à deriva

Um desfecho vergonhoso para o Brasil e para o mundo, está nas manchetes de toda a imprensa mundial, de qualquer natureza, somada as manifestações de muitas pessoas nas redes sociais que nem ligaram os seus meios de comunicação para não ver nem ouvir os ministros do STF.

O vídeo abaixo traduz o que ocorreu hoje em Brasília, na Praça dos Três Poderes. Na sequência o resumo bem apropriado desse dia e sua correta definição.




15 setembro 2024

A IA pode fazer arte?



Uma versão dessa pergunta esteve no centro de uma controvérsia na semana passada, centrada no NaNoWriMo, também conhecido como a organização por trás do National Novel Writing Month. Em uma declaração (atualizada) no site do grupo, eles disseram que "não apoiam nem condenam explicitamente nenhuma abordagem à escrita, incluindo o uso de ferramentas que alavancam a IA", embora tenham anteriormente promovido a escrita assistida por IA como uma forma de combater o classicismo e o capacitismo na publicação. Eles argumentaram, essencialmente, que nem todos os escritores têm os recursos ou habilidades para criar prosa de alta qualidade por conta própria - e é aí que a IA entra.

Os escritores não ficaram felizes. No Medium, Rochelle Deans (que participa do NaNoWriMo) expressou sua discordância com a questão da acessibilidade e foi direto ao cerne criativo da questão assim:

“Algumas pessoas com deficiência usam ferramentas de IA e a usam para insultar qualquer um que seja anti-IA e ignorar o que deveria ser o único problema com IA no cenário de escrever um romance em um mês: escreva o romance você mesmo."

Rochelle Deans disse o que ela achava da declaração ligeiramente suavizada do grupo (eles recuaram da linguagem classista/capacitista), e expressou: “Percebi que nem a declaração nem a nota deles proíbem totalmente o texto gerado por IA”.

Para Deans e muitos escritores, é a parte generativa da IA ​​que a está desqualificando-a para a arte. Uma posição muito bem articulada na semana passada pelo escritor Ted Chiang no New Yorker, sob o título “Por que a IA não vai fazer arte”. O argumento de Chiang se concentra em como as escolhas que um escritor (ou pintor, ou músico) faz são centrais para o que se chama de arte, e isto simplesmente não fazem parte do que acontece quando se utiliza ferramentas de IA.

Ainda segundo Deans, o contraponto, sugerido em trecho da declaração do NaNoWriMo, é que:  "a IA é uma ferramenta, muito parecida com uma máquina de escrever ou um pincel, e que focar no artista não permite discussão ou contextualização das questões muito reais e muito preocupantes que surgem em torno da IA ​​generativa como autoria, procedência, propriedade e até mesmo a lei".

FOI JK QUEM CRIOU A UnB

Por Vicente Limongi Netto

É o fim da picada. Patético e inacreditável. O Correio Braziliense continua incansável na ânsia de  publicar artigos de professores da UnB, desta feita, os notáveis Isaac Roitman e Fernando Oliveira Paulino( edição de 06/09) destacando que Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira foram os idealizadores da Universidade de Brasília. Basta de cansativas lorotas. Não é verdade. Respeitem os fatos e os leitores. Quem fundou a Universidade de Brasília foi o presidente Juscelino Kubitschek. É falso atribuir a Darcy Ribeiro a iniciativa da criação da UnB. Não tem amparo nos fatos. Darcy foi o primeiro reitor, mas foi Juscelino Kubitschek quem determinou todas as providências para criá-la, incumbindo o ministro da Educação, Clóvis Salgado, que as levou a bom termo.

Quem se interessar por detalhes, pode consultar, na Biblioteca Central da UnB, além do depoimento de Cyro dos Anjos, ex-secretário particular de JK, também os relatos do ministro Clóvis Salgado e de historiadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com perto de 10 horas de gravações que integram o projeto “História Viva”, daquela universidade.

O presidente JJK atribuiu a Cyro dos Anjos a incumbência de elaborar os atos de criação da UnB, cujo marco inicial foi o radiograma de JK ao ministro da Educação, Clóvis Salgado, datado de 2 de abril de 1960:

“Ministro Clóvis Salgado, a fim completar programa cultural nova capital não posso deixar de fundar a Universidade de Brasília portanto peço estudar plano e redigir mensagem a ser enviada ao Congresso tendo em vista desse objetivo pt precisamos porém criar universidade em moldes rigorosamente modernos pt gostaria remeter mensagem Congresso dia 21 abril pt sds JK“.

O radiograma de JK coroou os esforços de seu ministro da Educação, Clóvis Salgado, de todos conhecidos e relevados no relatório quinquenal do MEC apresentado a JK em 31 de dezembro de 1960, em cujas páginas de números 286 a 295, no capítulo Universidade de Brasilia, estão todos os procedimentos que nortearam a criação da UnB estabelecidos pela comissão nomeada por Clóvis Salgado.

Quem participou – A comissão era integrada, nessa ordem, pelo reitor da Universidade do Brasil, Pedro Calmon; pelo presidente do Conselho Nacional de Pesquisas, João Cristovão Cardoso; pelo Diretor do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, Anísio Teixeira; pelo presidente da Comissão Supervisora dos Planos dos Institutos, Ernesto Luís de Oliveira Junior; pelo coordenador da Divisão de Estudos e Pesquisas Sociais do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, Darcy Ribeiro; e pelo diretor de Programas da Comissão de Aperfeiçoamento de Pesquisas de Nível Superior, Almir de Castro.

Cyro dos Anjos, nascido na cidade de Darcy Ribeiro (Montes Claros, Minas Gerais), incluiu o conterrâneo na comissão e sugeriu o nome dele para reitor quando não havia candidato a esse cargo e a UnB só existia no papel. Foi assim que aconteceu.