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27 abril 2025

O Chile há muito deixou de ser o país "tigre" da América Latina e vem se comportando como uma "tartaruga"


    Gabriel Boric presidente do Chile esteve em Brasília nesta última semana. para marcar o Dia da Amizade entre os dois países. 22 de abril é a data em que as relações entre Brasil e Chile foram estabelecidas, em 1836.

    A visita nos fez lembrar o que disse Boric sobre o liberalismo durante sua campanha eleitoral: "Se o Chile foi o auge do neoliberalismo na América Latina, também será seu cemitério". Imediatamente se fizeram previsões sobre a futura derrocada do Chile. Não foram precisos mais do que seus três primeiros anos de governo: 2022-2024.

    A previsão de cemitério se confirmou. O Chile foi o único país sul-americano que participava, desde 2010, da OECD, conhecida como "clube dos países ricos" por ser composta por algumas das economias mais avançadas do mundo. As previsões em 2017/2018 era de que o Chile deixaria a categoria de país emergente durante a atual década. Não foi o que aconteceu. Decorridos apenas três anos de mandato do presidente Boric, a situação econômica anterior se inverteu.

    A S&P recentemente rebaixou sua perspectiva de classificação para o Chile para “negativa” devido ao fraco consenso político no país, o que está atrasando a aprovação de políticas públicas que impulsionariam o crescimento e fortaleceriam sua posição fiscal. A mudança é marginal porque o Chile ainda mantém sua ótima classificação “A”, a segunda mais alta concedida a um país na América Latina e no Caribe. O que a mudança de perspectiva reflete é o risco maior de que o atraso em chegar a um consenso sobre aspectos-chave da agenda política e econômica do país se traduza em desempenho econômico e perspectivas piores do que o esperado pelo S&P.

    Segundo analistas de mercado, a agência de classificação está absolutamente certa, porque parece que o Chile está preso em um processo pendular entre mudanças para a esquerda e depois para a direita no espectro ideológico, cujo efeito prejudicial é adiar reformas sensatas e desencorajar o investimento privado, afetando o desempenho econômico e social. O Chile há muito deixou de ser o país "tigre" da América Latina e vem se comportando como uma "tartaruga".

    A atual estagnação econômica reflete uma desaceleração no crescimento da produtividade do trabalho e do investimento em novos empreendimentos, tecnologia de ponta e recursos humanos bem treinados. 

    Arturo Porzecanski, pesquisador do Centro de Estudos Latino-Americanos da American University e membro do Woodrow Wilson International Center for Scholars, ambos em Washington, D.C. citou alguns exemplos de coisas importantes que impediram o progresso: 

  • a "permissividade" que sufocou, e até afogou, tantos projetos que deveriam ter sido uma prioridade; 
  • o modelo estatista em relação à promissora indústria do lítio e o atraso imperdoável na promoção da indústria do hidrogênio verde;
  • o poder excessivo dos sindicatos na Codelco e no resto do setor de mineração, que aumentaram excessivamente os custos trabalhistas naquele setor; 
  • a reforma da educação pública que ironicamente levou à degradação de sua qualidade e que ainda não ensina inglês para crianças desde cedo; e 
  • a falta de ações eficientes para impedir o aumento da corrupção e o aumento explosivo do crime organizado e do crime comum.
    Será que durante a conversa entre os dois presidentes, do Brasil e do Chile, se repetiu a afirmação de que a América Latina será o cemitério do neoliberalismo? De uma coisa se tem certeza: as pautas importantes que impedem o progresso, citadas pelo Arturo Porzecanski, são comuns aos dois países.

25 setembro 2024

ONU: Boric e Milei aplaudidos e Lula em mais um vexame para o Brasil


Atualmente os caminhos, as opções que, através das lideranças que hoje ocupam as posições da instituições da nossa República, diferem largamente daquelas intrínsecas aos costumes do povo brasileiro.

Dentre elas, o posicionamento de sua política externa. Poder, o Brasil nunca teve. Mas construiu uma reputação diplomática, com princípios constitucionais sólidos materializados pelos quadros técnicos e pragmáticos do Itamaraty. 

Hoje, nos defrontamos com o desastre, a derrocada, o vexame. É o que se verifica, por exemplo, nas notas divulgadas pelo Itamaraty envolvendo os conflitos entre Israel e os grupos terroristas Hamas e Hezbolá. Ao mesmo tempo, Lula se nega a emitir posicionamento contrário aos bombardeios diários da Rússia na Ucrânia, sobre a vitória da oposição na Venezuela e por aí vai..

Ontem, de passagem por Nova York, durante o seu discurso na ONU, Lula repetiu o já conhecido vexame mostrando, mais uma vez, que a capacidade de influência geopolítica do Brasil deixou de existir. Tal influência depende de uma combinação equilibrada de poder e/ou legitimidade. 

O problema é que com Lula, o Brasil não tem nem uma coisa, nem outra. Os brasileiros e o mundo mais informado já sabem que Lula é um falso estadista, como afirmou o jornal francês Libération.

Na contramão do Brasil, ouvimos na mesma ocasião, do presidente do Chile, Gabriel Boric, que a oposição venceu as eleições presidenciais na Venezuela e que esta vitória deve ser reconhecida para avançar na transição, sob aplausos dos presentes.


Igualmente ao Boric, Javier Milei, presidente Argentina, também ganhou manchetes internacionais com o seu brilhante discurso, ao colocar para o mundo o próprio desempenho atual da ONU.

Íntegra do discurso legendado


Já o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, indiretamente humilhou a ditadura brasileira sem sequer citar o nome de nosso País.

“Em El Salvador não censuramos opiniões, não confiscamos bens de quem pensa diferente, não prendemos as pessoas por expressarem as suas ideias. Em El Salvador, a sua liberdade de expressão e a sua propriedade privada estarão sempre protegidas. Alguns dizem que prendemos milhares, mas na realidade nós libertamos milhões! Agora são os bons que vivem livres, sem medo”.