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26 julho 2026

Convenção Nacional do PL - Day after

 A esquerda sentiu. O STF também. Fonte: as mensagens emitidas por seus respectivos representantes deixaram isto transparente. As reações imediatas de uma deputada do PT submetendo a um eventual julgamento o vídeo de Jair Bolsonaro produzido por IA e a do presidente do STF sobre a fala o presidente argentino ficaram como marcas históricas. 



A presença do presidente da Argentina, Javier Milei, na Convenção, transformou esse evento partidário brasileiro em um episódio de repercussão internacional.

Tal presença evidencia uma transformação na dinâmica das disputas eleitorais contemporâneas. As eleições deixaram de ser fenômenos estritamente nacionais e passaram a integrar uma disputa política transnacional.

De um lado, forças da esquerda reunidas em torno de organizações como o Foro de São Paulo, de outro, lideranças conservadoras e liberais que passaram a atuar de forma coordenada, compartilhando estratégias, discursos e apoio político além de suas fronteiras.

Milei deixou claro que a eleição brasileira será decisiva para toda a América Latina. O Brasil passou a ser visto como a principal e mais importante disputa política do continente.

Leia o discurso na íntegra

Olá a todos. Em primeiro lugar, quero agradecer às autoridades do Partido Liberal e, em especial, a Flávio Bolsonaro por me convidar para participar deste evento tão importante às vésperas das eleições no Brasil.

É um grande prazer para mim estar neste país, entre aqueles que compartilham minha paixão pelas ideias da liberdade. Isso ganha especial relevância em um momento como este, quando uma nação inteira se debate entre a libertação ou a continuidade de sua submissão à esquerda. Por isso, é importante que tenhamos muito claros os termos dessa batalha e o que está em jogo, porque aquilo que as urnas decidirem no curto prazo, sem dúvida alguma, terá consequências nas próximas décadas. Vocês não devem escolher apenas por vocês mesmos, mas também pelas gerações futuras, por uma história cujo veredicto, cedo ou tarde, chegará e não perdoa. Quero compartilhar com vocês algumas palavras que, se Deus permitir, ajudarão a inclinar a balança em favor do bem, incentivando-os a buscar, com determinação, a mudança que estão procurando. Desde que assumi a Presidência da República Argentina, venho insistindo em uma ideia específica: os argentinos são profetas de um futuro distópico. Vivemos as consequências de seguir o caminho do socialismo até o fim e vimos como nossa nação, que já foi uma potência mundial, foi afundada na pobreza pela esquerda,

E, justamente porque passamos por isso, não queremos que outros povos passem pelo mesmo. Por isso, parte da missão do nosso governo é alertar outras nações para que mudem de rumo a tempo e possam evitar tragédias sociais e econômicas como a da Argentina — ou até piores. Fizemos isso em visitas a outros países, em fóruns e organismos internacionais e em todos os lugares onde tivemos oportunidade. E continuaremos fazendo. Seguiremos levando nosso testemunho, em toda parte, contra as mentiras do socialismo. Quando chegamos ao poder, nosso país caminhava para uma nova hiperinflação, a terceira de sua história. O kirchnerismo — ou seja, a versão argentina de "o Presidiário", como ele se refere a Lula — havia consumido praticamente todos os recursos disponíveis para sustentar um modelo econômico e político baseado em interesses estabelecidos.

Um sistema em conflito com os princípios básicos do direito natural e com as noções mais elementares da economia. Na verdade, estava em conflito com a própria realidade, e isso nos conduzia a uma crise terminal, provavelmente a pior que já enfrentamos. Os argentinos haviam sido seduzidos pelo canto da sereia do socialismo do século XXI. Foram levados a acreditar, por meio da propaganda, que o déficit fiscal não importava — ou que, inclusive, era algo positivo; que regulações sem fim existiam para nos proteger; que o Estado poderia substituir o espírito empreendedor de todo um país; que a riqueza poderia ser distribuída antes mesmo de ser criada. Todas essas falsas promessas terminaram da mesma forma: com mais pobreza, mais déficit fiscal, mais inflação e uma infinidade de leis e regulações que dificultam a vida de milhões de pessoas. Assim, para financiar um Estado insaciável, primeiro consumiram a poupança privada. Como isso não bastou, destruíram também a estabilidade monetária, financiando o déficit fiscal com emissão de dinheiro. Estou falando de um governo que emitiu o equivalente a 13 pontos percentuais do PIB em um único ano para tentar vencer uma eleição e que ainda se gabava disso nas redes sociais.

Enquanto isso, havia um país vizinho que interferia na política argentina para tentar mudar o rumo da história em favor da esquerda. Estou falando do mesmo país que prende opositores simplesmente por serem opositores. E, para justificar esses ataques à propriedade privada, destruíram princípios morais básicos e também a educação que lhes dava sustentação. Além disso, antecipando críticas de seus aliados históricos no Ocidente por seguir esse caminho autodestrutivo, romperam a tradição diplomática argentina e alinharam o país a ditaduras e grupos terroristas de diferentes partes do mundo. Assim nos deixaram: pobres e isolados, em um mundo que muda em velocidade cada vez maior, onde cada dia perdido sob o velho modelo nos fazia ficar ainda mais para trás. Eles condenaram o país à ruína apenas para preservar seus privilégios. As famílias e as empresas já não conseguiam planejar o futuro. Os jovens estavam convencidos de que o único projeto de vida possível era emigrar ou resignar-se à pobreza.

A inflação moldou a psicologia dos argentinos, obrigando-os a viver com horizontes temporais cada vez menores, abrindo mão do longo prazo para sobreviver ao dia a dia. Na prática, estavam empurrando os argentinos para níveis cada vez maiores de barbárie e incerteza. Essa foi a calamidade da herança que recebemos: fazer uma geração inteira acreditar que o futuro estava em outro lugar ou, simplesmente, que ele não existia. E o motivo de tudo isso é simples. Não se trata de decisões pessoais, mas dos incentivos que surgem quando se tenta agir contra as verdades evidentes da natureza humana em nome do poder. Porque, quando alguém entra em conflito com os princípios básicos da humanidade, acaba entrando em conflito com a própria realidade e precisa inventar, todos os dias, novos remendos para impedir que a realidade desmonte suas ideias. Por isso, o caminho para o socialismo é sempre — e em qualquer lugar — o caminho para o totalitarismo, porque o socialista precisa usar todos os meios à sua disposição para negar uma realidade que demonstra que suas ideias são falsas, nocivas e destrutivas para qualquer nação. E, para isso, utiliza todas as ferramentas coercitivas do Estado.

Acredito que vocês saibam muito bem do que estou falando aqui.

De forma muito semelhante ao mito grego do leito de Procusto, a esquerda busca impor uma conformidade extrema a um sistema anti-humano, que exige, como regra, uma igualdade absoluta e ilusória.

Ou seja, uma situação em que o indivíduo precisa ser quebrado para se encaixar, como acontecia com os viajantes do mito grego, que eram esticados ou mutilados conforme a necessidade de seu anfitrião.

O que quero lhes dizer é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais profundas e devastadoras desse modelo, mas poderá vivê-las se não mudar de rumo.

Confiamos em você, Flávio, para deter o lixo socialista.

O socialismo do século XXI criou raízes profundas neste país. O infame Foro de São Paulo, fundado por Lula da Silva e Fidel Castro, foi uma rede transnacional fundamental para a disseminação do comunismo no continente.

A linha política e teórica é a mesma. Apenas em cada país ela opera dentro das limitações próprias de seu território, de suas lideranças e de suas oposições. Ou seja, diferentes manifestações de um mesmo fenômeno universal e atemporal. Uma corrupção que existe desde que o homem é homem, desde que Caim matou seu irmão Abel. São a inveja e o ressentimento transformados em filosofia, mascarados sob as bandeiras da igualdade e da solidariedade. E isso não leva a outra coisa senão ao roubo como sistema político. Leva ao roubo como sistema político. Por isso, não se surpreendam ao ver que os socialistas sempre estarão ao lado dos ladrões, porque os socialistas são ladrões. E, como eu disse antes, essa visão de mundo não pode tolerar que existam países governados segundo as ideias da liberdade, porque eles funcionam como um espelho invertido de suas mentiras. Em outras palavras, nós demonstramos todos os dias que o sistema deles não é apenas ineficiente, mas profundamente injusto. Por isso, a cada dia que passa, o desespero deles aumenta.

Eles não podem permitir que suas populações experimentem uma vida próspera e livre, sem depender da esmola dos políticos, nem podem aceitar que exista, ao lado deles, alguém desfrutando dos frutos da liberdade humana. Por isso, hoje o socialismo latino-americano está sendo derrotado eleição após eleição: Argentina, Colômbia, Peru, Chile, Equador e, esperamos que em outubro, também um Brasil liberal. Porque os contraexemplos são poderosos. A transformação vivida pela Argentina repercute em toda a região e também no restante do mundo. Há outras nações despertando. Pouco a pouco, o véu está sendo retirado. Entretanto, essa ideologia continua agarrada ao Brasil pelas mãos de um de seus principais promotores e mais antigos representantes. E, por esse motivo, diante do isolamento e da ameaça, aprofundou seu modelo populista. Nós fomos testemunhas do que o socialismo é capaz de fazer quando se sente acuado. Sabemos do que estamos falando. Quando seus privilégios estão em jogo, não existe limite para o que estão dispostos a fazer.

E o futuro de todos os brasileiros sofrerá por causa disso. Por isso, não deixem que os socialistas ladrões roubem o futuro de vocês. A estratégia é a mesma em toda parte: destruir as contas públicas para vencer eleições prometendo soluções fáceis, imediatas e artificiais. É uma estratégia que conhecemos muito bem e que chamamos de "plan platita". O plano é simples: mais gastos financiados por mais dívida, mais impostos ou, pior ainda, mais emissão de moeda e mais inflação. Os benefícios aparecem agora; as consequências ficam para depois. É a receita perfeita para o desastre. Esse modo de agir é igual em toda a região: provocar um desequilíbrio econômico com o objetivo de preservar votos no curto prazo e permanecer no poder. Depois, quando perdem a eleição, assume a direita e precisa resolver todos esses problemas. Enquanto isso, a própria esquerda, que os causou, culpa quem tenta corrigi-los. Se vencem, vencem. Se perdem, também.

Exemplos não faltam. Basta olhar para o que acontece na Bolívia, no Chile, no Equador e na Colômbia. Essa foi a tragédia do socialismo do século XXI. Nunca entregou aos seus sucessores um país preparado para continuar crescendo. Pelo contrário. Sempre deixou a mesma herança: um Estado gigantesco, uma economia destruída, uma moeda fraca e uma sociedade exausta de servir como laboratório do experimento socialista. E, quando chega a hora de colocar ordem nesse caos, são justamente aqueles que o provocaram que denunciam o custo das medidas necessárias para corrigi-lo. Por isso, está na hora de afiar a tesoura. Afiar a tesoura para cortar o roubo praticado por todos os delinquentes socialistas. No ano passado, durante as eleições legislativas na Argentina, o Congresso chegou ao extremo de tentar abrir sete processos de impeachment e apresentou diversos projetos que levariam o país à falência, com o objetivo de destruir o equilíbrio fiscal. Buscavam, a qualquer custo, provocar um golpe de Estado, gerando pânico nos mercados e uma corrida contra o dólar.

Quando se trata de permanecer no poder ou recuperar privilégios perdidos, realmente não conhecem limites. Assim, hoje o Brasil caminha para uma crise da dívida, resultado de Lula não ter feito o ajuste fiscal que a situação exigia e, agora, estar agravando ainda mais o problema para aumentar suas chances de vencer as eleições. Ou seja, o desperdício, cedo ou tarde, cobra seu preço. E esperamos que esse preço seja pago por quem o provocou, sendo derrotado nas urnas em outubro. Voltou um poder radicalizado, seguindo páginas do manual de desastres que o kirchnerismo escreveu na Argentina. Se na Argentina temos aquilo que chamamos de "risco Kuka", aqui no Brasil hoje vocês têm o "risco Lula", algo que, segundo Milei, se reflete claramente no mercado acionário. Mas por que Lula se sente ameaçado? Porque existe alguém que, assim como aconteceu na Argentina, está disposto a enfrentá-lo e a se tornar a voz dessa maioria silenciosa que já sofreu abusos.

Estou falando de Flávio Bolsonaro, filho do meu grande amigo, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliás, nem sequer me permitiram visitar meu amigo, injustamente preso, quando sei que Lula recebeu inúmeras lideranças estrangeiras durante o período em que esteve preso, entre elas o nefasto ex-presidente argentino Alberto Fernández. Isso nada mais é do que uma demonstração clara da injustiça de sua prisão e de seu evidente caráter vingativo. Meu estimado Jair, envio-lhe um abraço à distância. Aquilo que hoje os burocratas estão impedindo em breve se tornará realidade, e voltaremos a nos abraçar. Por isso, considero que Flávio é a pessoa que hoje pode derrotar Lula e liderar uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. Hoje o Brasil pode se somar à transformação regional da qual fomos testemunhas nos últimos anos, fazendo da América Latina uma região sinônimo de progresso, e não de uma miséria romantizada sob o rótulo do realismo mágico. Acredito firmemente que não há ninguém mais capaz de pôr fim ao risco Lula que paira sobre o Brasil como uma espada de Dâmocles. E sei que não há outro com força suficiente para enfrentar as organizações criminosas e os cartéis do narcotráfico que mantêm tantos bairros, comunidades e até cidades inteiras como reféns.

Somente alguém com vontade de ferro pode travar essa batalha, porque não é simples enfrentar um desafio dessa magnitude. E, nisso, deposito total confiança no meu amigo Flávio Bolsonaro. Já experimentamos o garantismo. Já experimentamos a paciência e a piedade com quem comete crimes. E todas essas estratégias socialistas fracassaram. Por isso, os brasileiros já sabem que existe apenas uma fórmula eficaz para erradicar a criminalidade: Quem comete um crime deve pagar por ele. Já demonstramos que tudo isso é possível na Argentina. Mostramos que é possível reduzir a criminalidade e recuperar a ordem pública quando se governa com firmeza e se pune quem delinque. Mostramos que é possível reduzir drasticamente o tamanho do Estado sem que a população perca serviços, porque o populismo o enche de funcionários ineficientes.

E, assim como conseguimos isso na Argentina, confio que o Brasil também poderá voltar a se levantar, porque é isso que Flávio representa. Ao escolher as ideias da liberdade, vocês voltarão a testemunhar uma prosperidade à altura do Brasil. E, quando finalmente começarem a se reerguer, vocês saberão que estão no caminho certo porque, um a um, os principais representantes do progressismo internacional iniciarão campanhas de difamação contra vocês. Aqueles que nunca lhes deram muita atenção enquanto o país afundava lentamente na decadência aparecerão de repente, em massa, para apontar todos os seus defeitos — reais ou inventados — quando vocês começarem a prosperar. Vocês já viram isso há quatro anos, nas últimas eleições presidenciais, e verão novamente. Preparem-se. Porque a esquerda não tem problema algum em jogar sujo. Preparem-se para uma grande batalha.

Os argentinos vivem isso há muito tempo. Eles gostavam mais de nós quando éramos os melhores alunos do progressismo. Quando éramos um país-laboratório para seus experimentos políticos. Quando nosso governo abraçava modelos de decadência material e espiritual. Queriam que aceitássemos, sem questionar, tudo o que seus representantes locais diziam sobre nós. Queriam que sentíssemos vergonha da nossa história e jogássemos nossos heróis nacionais no lixo. Queriam que continuássemos sendo a vanguarda do pior que existe. Toda essa operação tem como objetivo destruir a autoestima dos nossos povos para torná-los mais dóceis diante das receitas do progressismo. Um povo convencido de que seu passado foi injusto acaba acreditando que precisa desses falsos sacerdotes de uma religião sem Deus para ser redimido. Transformam a culpa em ferramenta política. Usam a vergonha como instrumento de dominação.

Os de dentro e os de fora, todos os progressistas, compartilham exatamente o mesmo projeto. Eles não querem representantes de uma miséria digna, relegados ao papel de animais de estimação, sem orgulho nem relevância, dentro de uma ordem mundial que não escolhemos. Não querem que Argentina, Brasil, Peru, Colômbia nem qualquer outro país do continente americano seja grande, forte ou próspero. E digo os progressistas porque esse ataque sistemático contra a Argentina e os argentinos — o mesmo que, segundo ele, o Brasil enfrentará caso comece a prosperar — não vem de conservadores, nem de liberais clássicos, nem de nada parecido. Vem exclusivamente da esquerda radical, em todas as suas formas. Se vocês analisarem os dados da recente campanha contra a Argentina, verão que o país de onde partiram mais ataques foi o Brasil.

E não foram os brasileiros. Foi "a merda progressista socialista". São eles que precisam que permaneçamos calados e obedientes para continuar impondo suas agendas que classificam como anti-humanas. Mas o nosso Hino Nacional exige outra coisa. Ele nos faz jurar morrer com glória antes de viver de joelhos. E esse espírito inspira a luta que estamos travando no governo argentino e que espero que os brasileiros também possam travar nos próximos anos. Por isso, quero lhes dizer que, quando choverem críticas infundadas, acusando vocês dos piores crimes e das maiores perversidades, não tenham medo.

Não baixem a cabeça. Como dizia Ludwig von Mises: "Não cedam diante do mal; combatam-no com ainda mais coragem." Quando forem atacados, não sintam vergonha de ser quem são. Isso será a prova mais evidente de que aquilo que estão fazendo está funcionando e de que o caminho escolhido é o correto. Como diz o ditado.

"Ladram, Sancho, sinal de que cavalgamos." Por isso, quero lhes dizer que a decisão que vocês têm diante de si é clara. E, embora o caminho seja difícil e os inimigos — à direita e, sobretudo, à esquerda — queiram destruí-los, a liberdade está acima de tudo. Finalmente, neste 4 de outubro, vão todos às urnas pelo futuro, pelo Brasil. Votem com fé. Porque, ainda que eles tenham toda a máquina do Estado, todo o apoio da imprensa estrangeira e das elites, jamais poderão contar com o verdadeiro poder.

Porque a vitória em uma batalha não depende da quantidade de soldados, mas das forças que vêm do céu. Por isso, vamos, Flávio. Sigamos em frente. Façam o Brasil grande novamente. Que Deus abençoe todos vocês. Que as forças do céu nos acompanhem. Viva a liberdade, carajo!

14 novembro 2025

Milei obtém um acordo comercial com os EUA que eliminará algumas tarifas e visa um acordo de livre comércio

    Os Estados Unidos e a Argentina apresentaram na quinta-feira o acordo bilateral de comércio e investimento anunciado no mês passado, pelo qual Washington eliminará tarifas sobre certos recursos naturais argentinos, e ambos os países se comprometem a "melhorar as condições de acesso bilateral e recíproco" aos seus mercados de carne bovina. A declaração conjunta divulgada pela Casa Branca confirma que, como anunciado anteriormente, ambas as partes facilitarão as "condições de acesso bilateral e recíproco aos mercados de carne bovina" e também enfatiza que o governo Trump eliminará algumas das chamadas "tarifas recíprocas" de 10% que os EUA aplicam desde abril a todas as importações argentinas.

    Especificamente, serão removidas as tarifas relacionadas a "certos recursos naturais não disponíveis (nos EUA) e artigos não patenteados para uso farmacêutico". O texto publicado ontem - 13/11/2025 - também explica que a Argentina está comprometida em eliminar exigências adicionais de avaliação para produtos dos EUA, como veículos, alimentos e produtos médicos e farmacêuticos, e que "continuará a eliminar barreiras não tarifárias que afetam o comércio em áreas prioritárias". O texto indica ainda que a Argentina "simplificará os processos de registro de produtos para carne bovina, produtos cárneos, miúdos e produtos suínos dos EUA e não exigirá registro de instalações para importações de laticínios dos EUA". 

    O acordo coincide com a visita do Ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno, a Washington, onde se reuniu com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O acordo foi anunciado após a viagem do presidente argentino, Javier Milei, aos Estados Unidos em outubro, onde se encontrou com Trump na Casa Branca. Trump expressou seu apoio a Milei antes das eleições de meio de mandato de 26 de outubro, que o partido governista venceu. Milei retornou aos EUA na semana passada, onde participou do Fórum Empresarial Americano em Miami, compareceu a um jantar de gala em Mar-a-Lago, residência de Donald Trump, oferecido pela Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), e concluiu sua visita em Nova York, onde se reuniu com líderes empresariais americanos.

  

    O governo de Lula entrará para a história como o mandato de quatro anos em que a Argentina recuperou a vantagem que o Brasil possuía sobre os países latino-americanos em diversas áreas.

25 julho 2025

Os ensinamentos e os resultados do governo Milei


 

    Após um ano e meio de governo Milei, o quadro macroeconômico argentino é muito promissor. Por quê? A resposta é que Milei fez o que era necessário: a recuperação econômica é resultado de uma agenda liberal seguida à risca, com austeridade fiscal, redução de penduricalhos, corte de 19 impostos, diminuição do tamanho do Estado — com a demissão de 50 mil funcionários públicos e o fim de mais de cem órgãos estatais — e, sobretudo, coragem, muita coragem, porque começou o governo sem maioria robusta no Legislativo.

    A inflação devastadora de 25% ao mês na data da sua posse, em 2023, fechou o último mês de maio em 1,5%. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), uma espécie de IBGE, o índice anual está em 43,5%, ante quase 300% ao ano no final do mandato de Alberto Fernández. O corte na taxa básica de juros também foi drástico: de 133% para 29%, uma queda de 104 pontos percentuais, conforme o Banco Central local.

    Diferentemente do presidente brasileiro, Milei pertence ao grupo de pessoas que se guiam por essa frase - não sei nada sobre isso mas quero aprenderA crise econômica da Argentina na década de 1980 despertou seu interesse pela economia, especialmente após observar o comportamento das pessoas em supermercados durante a hiperinflação. Graduou-se em economia e cursou mestrado e doutorado na área. Atuou como professor universitário e também como economista. Conquistou espaço na mídia argentina, manifestando suas posições libertárias e conservadoras, definindo-se como um capitalista, que defende a troca voluntária de bens e serviços em uma sociedade amplamente regulada pelo mercado e não pelo Estado, marca essa defendida por Ayn Rand, ao escrever seu best-seller "A revolta de Atlas", em 1957, se tornando a musa do liberalismo moderno.

    "Asfixiar a criatividade e a liberdade pode custar muito caro", frase desse livro mas presente como nunca, principalmente para o momento atual brasileiro - político e econômico.

22 outubro 2024

Precisamos de um Milei no Brasil


O governo de Javier Milei tem implementado medidas fiscais rigorosas, que receberam elogios de instituições internacionais, mas essas ações provocaram protestos internos, especialmente devido aos cortes na área de educação. 

Em matéria produzida com o auxilio de IA, os investimentos em educação pública sofreram significativa redução nos recursos destinados a escolas e universidades em 2024. Milei, ao criticar a universidade pública, afirmou que ela beneficia apenas os filhos das classes mais altas.


O pronunciamento de Milei nos fez relembrar um pronunciamento similar ocorrido no Brasil em 2021, pelo então ministro Paulo Guedes, na Câmara dos Deputados. Em sua fala, Guedes tentou justificar os congelamentos de gastos na pasta de educação e criticou algumas despesas obrigatórias que “complicam” os repasses financeiros. Entre elas, citou o funcionalismo público. O ministro afirmou que “quase metade” desses funcionários no país fazem parte do Ministério da Educação (MEC).

“MEC tem quase metade do funcionalismo público federal. Mas por que estamos no último lugar do PISA?”, indagou Guedes, referindo a qualidade atual da educação no Brasil ao compará-la com as existentes em outros países.

Em 2022, o Brasil ficou em 65º lugar na avaliação de matemática, próximo de países como a Jamaica, Argentina e Colômbia. A pontuação brasileira foi de 379 pontos, 93 pontos abaixo da média da OCDE (472 pontos)

Igualmente elaborado pela OCDE, o Brasil, em 2023, também ocupou a lanterna, amargando a 39ª posição entre os 41 países-membros da organização.

Contudo, no Brasil nada disso tem sido por acaso. É apenas o resultado da antiga estratégia de se implantar o comunismo em um país. A partir de 1995, FHC tornou-se presidente do Brasil e começou a por em prática os métodos de desconstrução dos valores estabelecidos na sociedade brasileira e a fomentar o crescimento socialista no País usando para isto o MEC.

Esta oportunidade surgiu com os dois comunistas - FHC e Lula, ao firmarem "Pacto de Princeton", um combinado de uma falsa oposição e da aplicação dos métodos de doutrinação de Gramsci, feito por Lula e FHC, ocorrido em janeiro de 1993 na cidade de Princeton, EUA. No Pacto, Lula representando o Foro de São Paulo que fomenta o socialismo comunista na América Latina e FHC representando a Diálogo Interamericano ligada ao Partido Democrata americano com pele socialista-fabiano.


No Pacto, Lula e FHC demonstraram para a grande imprensa que eram adversários, adotando os ideais da política das tesouras, de Lênin, como única solução para implantar o socialismo-comunismo no Brasil. Forjaram uma falsa oposição para culminar com o grande projeto de instalação do socialismo em toda a América Latina. Desta forma, qualquer um dos dois que fosse eleito pelo voto democrático, estava comprometido com os ditames socialistas em toda a extensão da América Latina, objeto do Foro de São Paulo.

Além de forjar uma falsa oposição, o Pacto tinha como objetivo (do globalismo): a participação de revolucionários comunistas de 1964 nas eleições, bem como o controle populacional através do estímulo de uniões homossexuais, legalização do aborto, enfraquecimento da Igreja Católica para se prevenir de reações contrárias aos projetos estabelecidos, e também o enfraquecimento das Forças Armadas.

De 2003 a 2010 e demais anos de governo do PT, foi a vez de Lula ganhar, período esse onde aparelhou todas as instituições, investiu bilhões em nações socialistas e forjou pesado na implantação das disciplinas que compõem o marxismo cultural, colocando classes contra classes e pulverizando a discórdia entre pobre e rico, negro e branco, sulista e nortista, homossexual e heterossexual, filho e pai, sociedade civil e polícia. Apoiou a ideologia de gênero, incentivou a corrente feminista, buscou meios para legalizar o aborto, incentivou à promiscuidade e a impunidade, desarmou a população contra resposta do referendo de 2005, sucateou as Forças Armadas, investiu em ONGs trapaceiras que defendem os ideais do globalismo-comunismo e nos artistas consagrados através da Lei Rouanet para se aproveitar do público seguidor dos mesmos no sentido que eles ajudassem falar bem do sistema.

Enfim, concederam todo tipo de incentivo para quem fosse convincente aos ideais marxistas e gramsciano, incluindo para isso a autorização para implantação de escolas de todos os níveis pelo MST e em tantos outros organismos que levantassem a bandeira de luta para destruir o capitalismo e implantar o decadente sistema socialista em nosso País.

O que está acontecendo agora no Brasil é só a continuidade de implantação de toda essa estratégia. 

Precisamos de um Milei no Brasil.


Cátedra gratuito de economia


Sra. Cristina Fernández de Kirchner:
Le pido disculpas qué no le he podido escribir antes pero estaba ocupado resolviendo temas muy importantes para el bienestar de los argentinos de bien. En primer lugar parece que le cuesta más trabajo entender una simple metáfora que mostrar su título de abogada y/o sus casos exitosos que sustentan su inmensa fortuna o entender algo de teoría económica. En segundo lugar le cuento que gracias a esas idioteces (según Ud.) que repetí durante años, estamos bajando la inflación. De hecho, la mayorista pasó del 54% al 2%, mientras que la minorista lo hizo de 25,5% al 3,5% por lo tanto, parece que lo estamos haciendo mucho mejor que su gobierno, ya que cada vez que Usted estuvo al frente de la administración siempre superó la inflación de su predecesor. Respecto al cierre del BCRA, le cuento que antes de cerrarlo, para que no derive en una hiper hay que sanearlo, tal que se recomponga el patrimonio y así poder rescatar los pasivos. En ese sentido le cuento, las LEFI y las LECAPS son deuda que siempre debería haber estado en cabeza del tesoro (ya que Usted financiaba el déficit con emisión y el BCRA colocaba títulos para tratar de mitigar el impacto inflacionario de corto). Al mismo tiempo le cuento que Ustedes dejaron deuda por SIRAs y Dividendos por USD 60.000 millones y RIN negativas en USD 11.500 millones y una pérdida no reconocida por USD 45.000 millones. Por ende si aún no lo cerramos es porque estamos arreglando este desastre que causó su gestión. Pero no tenga dudas que hoy estamos mucho más cerca de hacerlo de lo que Usted puede entender. A su vez, como Usted tiene un punto (incorrecto) sobre el tema deuda, le cuento que en estos 10 meses la hemos reducido en USD 46.000 millones. Finalmente respecto al caso de atender la situación de los más vulnerables le cuento que la mejor política social es bajar la inflación (algo que estamos haciendo) y crear empleo genuino (no como Usted que la falta de creación de empleo genuino la cubría con ñoquis militantes en el Estado) algo en lo que estamos trabajando cada día vía respeto de los derechos de propiedad, bajando la inflación, quitando regulaciones, haciendo reformas estructurales y bajando el riesgo país. Es más, si revisa el trabajo reciente de González Rosada de la UTDT, verá que hemos bajado la pobreza del 57% (fruto de sincerar el desastre que Usted dejó) al 49%. Por último, agradezco sus posteos en dos direcciones: (1) deja en evidencia su ignorancia e impericia para llevar a cabo los destinos de un país, salvo que su objetivo sea destruirlo; y (2) me permite disfrutar el placer de hacer docencia. La espero ansisoso con su próxima barbaridad. CIAO!


Sra. Cristina Fernández de Kirchner:
Peço desculpas por não ter podido escrever-lhe antes, mas estava ocupado resolvendo questões muito importantes para o bem-estar dos bons argentinos. Em primeiro lugar, parece-lhe mais difícil compreender uma simples metáfora do que mostrar a sua formação em Direito e/ou os seus casos de sucesso que sustentam a sua imensa fortuna ou compreender alguma teoria económica. Em segundo lugar, digo-lhe que graças a essas coisas idiotas (na sua opinião) que repeti durante anos, estamos a baixar a inflação. Na verdade, o atacadista passou de 54% para 2%, enquanto o varejista passou de 25,5% para 3,5%, portanto, parece que estamos muito melhor que o seu governo, já que toda vez que você esteve à frente da administração e sempre superou a inflação de seu antecessor. Quanto ao encerramento do BCRA, digo-vos que antes de fechá-lo, para que não conduza a uma crise, deve ser limpo, para que os activos sejam recompostos e assim os passivos possam ser resgatados. Nesse sentido, digo-vos, o LEFI e o LECAPS são dívidas que deveriam ter estado sempre à frente do tesouro (já que financiaram o défice com emissões e o BCRA colocou títulos para tentar mitigar o impacto inflacionário de curto prazo) . Ao mesmo tempo, digo-lhe que deixou uma dívida de SIRAs e Dividendos de 60.000 milhões de dólares e um RIN negativo de 11.500 milhões de dólares e uma perda não reconhecida de 45.000 milhões de dólares. Portanto, se ainda não o fechamos é porque estamos consertando esse desastre que a sua gestão causou. Mas não tenha dúvidas de que hoje estamos muito mais perto de fazê-lo do que você pode imaginar. Por sua vez, como você tem um ponto (incorreto) na questão da dívida, digo-lhe que nestes 10 meses reduzimos em 46 bilhões de dólares. Finalmente, no que diz respeito à abordagem da situação dos mais vulneráveis, digo-vos que a melhor política social é baixar a inflação (algo que estamos a fazer) e criar emprego genuíno (ao contrário de vós, que cobriram a falta de criação de emprego genuíno com militantes nhoque) no Estado) algo em que trabalhamos todos os dias através do respeito pelos direitos de propriedade, da redução da inflação, da remoção de regulamentações, da realização de reformas estruturais e da redução do risco-país. Além do mais, se analisarmos o trabalho recente de González Rosada da UTDT, veremos que reduzimos a pobreza de 57% (resultado de ser honesto sobre o desastre que deixou para trás) para 49%. Por fim, aprecio suas postagens em dois sentidos: (1) deixa evidente sua ignorância e inexperiência na execução dos destinos de um país, a menos que seu objetivo seja destruí-lo; e (2) permite-me desfrutar do prazer de ensinar. Aguardo ansiosamente por ela com sua próxima barbárie. CIAO!

25 setembro 2024

ONU: Boric e Milei aplaudidos e Lula em mais um vexame para o Brasil


Atualmente os caminhos, as opções que, através das lideranças que hoje ocupam as posições da instituições da nossa República, diferem largamente daquelas intrínsecas aos costumes do povo brasileiro.

Dentre elas, o posicionamento de sua política externa. Poder, o Brasil nunca teve. Mas construiu uma reputação diplomática, com princípios constitucionais sólidos materializados pelos quadros técnicos e pragmáticos do Itamaraty. 

Hoje, nos defrontamos com o desastre, a derrocada, o vexame. É o que se verifica, por exemplo, nas notas divulgadas pelo Itamaraty envolvendo os conflitos entre Israel e os grupos terroristas Hamas e Hezbolá. Ao mesmo tempo, Lula se nega a emitir posicionamento contrário aos bombardeios diários da Rússia na Ucrânia, sobre a vitória da oposição na Venezuela e por aí vai..

Ontem, de passagem por Nova York, durante o seu discurso na ONU, Lula repetiu o já conhecido vexame mostrando, mais uma vez, que a capacidade de influência geopolítica do Brasil deixou de existir. Tal influência depende de uma combinação equilibrada de poder e/ou legitimidade. 

O problema é que com Lula, o Brasil não tem nem uma coisa, nem outra. Os brasileiros e o mundo mais informado já sabem que Lula é um falso estadista, como afirmou o jornal francês Libération.

Na contramão do Brasil, ouvimos na mesma ocasião, do presidente do Chile, Gabriel Boric, que a oposição venceu as eleições presidenciais na Venezuela e que esta vitória deve ser reconhecida para avançar na transição, sob aplausos dos presentes.


Igualmente ao Boric, Javier Milei, presidente Argentina, também ganhou manchetes internacionais com o seu brilhante discurso, ao colocar para o mundo o próprio desempenho atual da ONU.

Íntegra do discurso legendado


Já o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, indiretamente humilhou a ditadura brasileira sem sequer citar o nome de nosso País.

“Em El Salvador não censuramos opiniões, não confiscamos bens de quem pensa diferente, não prendemos as pessoas por expressarem as suas ideias. Em El Salvador, a sua liberdade de expressão e a sua propriedade privada estarão sempre protegidas. Alguns dizem que prendemos milhares, mas na realidade nós libertamos milhões! Agora são os bons que vivem livres, sem medo”.


 



02 julho 2024

Javier Milei, presidente da Argentina sobre Lula: "Um dinossauro idiota perfeito e escravo do envelope

O presidente da Argentina, Javier Milei, nesta terça-feira (02), em postagem no X voltou a criticar o presidente Lula. Milei reforçou a acusação de que Lula interferiu nas eleições argentinas.

A tensão entre os presidentes voltou a tona após Milei confirmar sua vinda ao Brasil no próximo fim de semana para participar do CPAC, em Santa Catarina, mas não se encontrará com Lula. O argentino ao invés disso participará de evento que contará com a presença do ex-presidente Bolsonaro.

Javiler Milei no X 👇

EL PERFECTO DINOSAURIO IDIOTA 1. Se come la curva en el caso Bolivia y me critica por no declarar de modo inmediato; 2. Se conoce el fraude montado en Bolivia y el perfecto idiota, en lugar de aceptar su error me critica por dejar su estupidez a la vista; 3. Luego de las agresiones de Lula (en especial su fuerte interferencia en la campaña electoral y apoyo sólido a la campaña más sucia de la historia) se queja porque le respondo con verdad (ha estado preso por corrupción y es comunista)... Así son estos idiotas exaltadores de las formas por carecer de contenido y que además son esclavos del sobre, lo cual los hace ser funcionales a los gobiernos corruptos... Si hubiéramos hecho las cosas como éste gran dinosaurio idiota decía, LLA hubiera perdido. No le hicimos caso y ganamos y como no puede asimilar su error, entonces ensucia desde el armado de una crítica políticamente correcta. Son parte del fracaso argentino... VLLC !!!

24 abril 2024

Milei anuncia primeiro superávit orçamentário da Argentina em 16 anos


Javier Milei, presidente da Argentina, saudou o primeiro excedente orçamentário trimestral do seu país desde 2008 como uma “conquista histórica”. ... “Este é o primeiro trimestre com superávit financeiro desde 2008”.

No primeiro trimestre de 2024, o país sul-americano registou um superávit de cerca de 275 mil milhões de pesos (cerca de 309 milhões de dólares à taxa oficial), disse ele à televisão nacional na noite de segunda-feira. Isto representou um excedente de 0,2% do PIB.

Milei, que assumiu o cargo em dezembro, vangloriou-se de um feito de significado histórico em escala global. "Se o Estado não gasta mais do que arrecada e não emite (dinheiro), não há inflação. Isto não é magia”, disse o autodenominado “anarcocapitalista”.

Milei venceu as eleições em Novembro passado prometendo reduzir o défice a zero – uma meta ainda mais ambiciosa do que a exigida pelo Fundo Monetário Internacional, com quem a Argentina tem um empréstimo de 44 mil milhões de dólares.


Para esse efeito, instituiu um programa de austeridade que levou o governo a reduzir os subsídios ao combustível e à energia para transportes, apesar de a inflação anual se situar nos 290% em termos anuais, os níveis de pobreza terem atingido os 60% e os assalariados terem perdido um quinto. do seu poder de compra.

“Não esperem uma saída através dos gastos públicos”, alertou Milei.

Quando assumiu o cargo, Milei cortou imediatamente pela metade o número de ministérios e departamentos administrados pelo governo. Porque pelo menos metade do governo argentino era inútil.


No Brasil o novo governo, a partir de 2023, optou por aumentar a máquina governamental dobrando o número de ministérios e sem nenhuma agenda para o País. Quando se observa a trajetória das contas públicas sem o gasto com pagamento de juros, nota-se que o deficit primário foi de R$ 246 bilhões em 12 meses até janeiro.









19 janeiro 2024

Milei confirmou que George Orwell foi também um profeta

Em Davos, nesta quarta-feira (17), o presidente argentino Javier Milei disse que lá estava 

[ ... ] "para dizer que o mundo ocidental está em perigo. E está ameaçado porque aqueles que deveriam defender os valores do Ocidente estão cooptados por uma visão de mundo que inexoravelmente leva ao socialismo e, assim, à pobreza."

[ ... ] "a falha lamentável dos modelos coletivistas e os avanços inegáveis no mundo livre, os socialistas foram forçados a mudar sua agenda. Eles deixaram para trás a luta de classes baseada no sistema econômico e a substituíram por outros supostos conflitos sociais, igualmente prejudiciais à vida em comunidade e ao crescimento econômico."

[ ... ] "Estamos aqui para dizer que os experimentos coletivistas nunca são a solução para os problemas que afligem os cidadãos do mundo. Pelo contrário, são a causa raiz", afirmou Milei. 

É claro que Milei se referiu ao desastre ocorrido nas nações que seguiram ou foram obrigadas a seguir o socialismo no pós-guerra, cujo símbolo maior desse desastre foi a queda do muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989.

Desde então, os comunistas vestiram o "marxismo cultural", uma pantomima esquerdista com pitadas "progressistas", para dissimular a destruição das economias de diversas nações sob um discurso de permanente "mitigação" climática, ambiental e identitária. Essa mitigação vem degradando a formação das novas gerações e a segurança econômica e jurídica das nações.

Denunciada em 1948 por George Orwell em sua obra "1984", a apropriação da verdade praticada pelos sistemas totalitários pressupunha o esgarçamento de valores morais, a falência da unidade familiar e o descrédito das formas tradicionais de associação civil, massacradas por uma nova estética neurolinguística e por uma ética cultural intelectualmente desonesta e decididamente hipócrita. Tais sistemas mantém legiões de servos inoculados nas burocracias de todos os órgãos de poder dessas nações.

Milei confirmou, portanto, que George Orwell, além de escritor foi também um profeta.

17 janeiro 2024

Histórico o discurso de Javier Milei em Davos - WEF Annual Meeting 2024

    Milei fez a maior defesa do capitalismo, do Ocidente, da liberdade e da democracia em TODA a história do World Economic Fórum (WEF), destacando a catástrofe humanitária a que leva o socialismo.



    As reações foram imediatas, no sentido de que foi, sem dúvidas, o melhor discurso da história do WEF. Um discurso antagônico a quase tudo o que se propaga ali, um fórum da elite globalista e alienada sobre o cidadão comum.

    No WEF provavelmente nada mudará. Mas um público importante que nunca o ouviu sobre liberdade e outros assuntos, agora ouvirá. E isto faz muita diferença.

Javier Milei antes de embarcar

- Qual é o propósito da viagem a Davos? 

- “Plantar as ideias de liberdade num fórum que está contaminado pela agenda socialista de 2030 (“Você não terá nada e será feliz”)  e que a única coisa que trará é miséria ao mundo. A liberdade é a chave da prosperidade", disse o presidente argentino.


PS.: A tradução do discurso do Milei, divulgada agora há pouco (19:15 h)

“Discurso de Milei no WEI: Boa tarde. Muito obrigado. Hoje estou aqui para dizer que o mundo ocidental está em perigo. E está ameaçado porque aqueles que deveriam defender os valores do Ocidente estão cooptados por uma visão de mundo que inexoravelmente leva ao socialismo e, assim, à pobreza. Infelizmente, nas últimas décadas, motivados por algumas pessoas bem-intencionadas dispostas a ajudar outros e outros motivados pelo desejo de pertencer a uma casta privilegiada, os principais líderes do mundo ocidental abandonaram o modelo de liberdade por diferentes versões do que chamamos de coletivismo. Estamos aqui para dizer que os experimentos coletivistas nunca são a solução para os problemas que afligem os cidadãos do mundo. Pelo contrário, são a causa raiz... Dada a falha lamentável dos modelos coletivistas e os avanços inegáveis no mundo livre, os socialistas foram forçados a mudar sua agenda. Eles deixaram para trás a luta de classes baseada no sistema econômico e a substituíram por outros supostos conflitos sociais, igualmente prejudiciais à vida em comunidade e ao crescimento econômico. O primeiro desses novos conflitos foi a luta ridícula e antinatural entre homem e mulher.... Tudo o que essa agenda radical feminista causou foi uma maior intervenção do estado para atrapalhar o processo econômico, dando empregos a burocratas que não contribuíram em nada para a sociedade. Exemplos: ministérios das mulheres ou organizações internacionais dedicadas a promover essa agenda. Outro conflito introduzido pelos socialistas é o dos seres humanos contra a natureza, alegando que nós, seres humanos, danificamos o planeta, que deve ser protegido a todo custo, chegando ao ponto de advogar por mecanismos de controle populacional ou a sangrenta agenda do aborto. Infelizmente, essas ideias prejudiciais têm se fortalecido em nossa sociedade. Os neo-marxistas conseguiram se apropriar do senso comum do mundo ocidental, e isso eles conseguiram ao se apropriar da mídia, cultura, universidades.... O caso da Argentina é uma demonstração empírica de que, não importa o quão rico você seja ou o quanto tenha em termos de recursos naturais, ou quão habilidosa seja sua população ou educada, ou quantas barras de ouro você tenha no banco central, se medidas forem adotadas que dificultem o livre funcionamento dos mercados, a livre concorrência, os sistemas de preços livres, se você atrapalhar o comércio, atacar a propriedade privada, o único destino possível é a pobreza.... Hoje, os estados não precisam controlar diretamente os meios de produção para controlar todos os aspectos da vida dos indivíduos, com ferramentas como impressão de dinheiro, dívida, subsídios, controle da taxa de juros, controle de preços e regulamentações para corrigir os chamados fracassos de mercado. Eles podem controlar as vidas e destinos de milhões de indivíduos.... Boa parte das posições políticas geralmente aceitas na maioria dos países ocidentais são variantes coletivistas, se proclamem abertamente comunistas, fascistas, nazistas, socialistas, democratas sociais, democratas cristãos ou cristãos democratas. Eles são neo-keynesianos, progressistas, populistas, nacionalistas ou globalistas no fundo. Não há grandes diferenças. Todos dizem que o estado deve dirigir todos os aspectos da vida dos indivíduos. Todos defendem um modelo contrário ao que levou a humanidade ao progresso mais espetacular de sua história. Viemos aqui hoje para convidar o restante dos países do mundo ocidental a voltar ao caminho da prosperidade, liberdade econômica, governo limitado e respeito ilimitado pela propriedade privada.

O empobrecimento produzido pelo coletivismo não é fantasia, nem é um destino inevitável. Mas é uma realidade que nós argentinos conhecemos muito bem. Nós passamos por isso. Passamos por isso porque, como eu disse anteriormente, desde que decidimos abandonar o modelo de liberdade que nos tornou ricos, estamos presos em uma espiral descendente, como parte da qual ficamos mais pobres a cada dia.... Em conclusão, gostaria de deixar uma mensagem para todos os empresários aqui e para aqueles que não estão aqui pessoalmente, mas estão acompanhando de todo o mundo. Não se deixem intimidar, nem pela classe política nem pelos parasitas que vivem do estado. Não se rendam a uma classe política que só quer se manter no poder e manter seus privilégios. Vocês são benfeitores sociais. Vocês são heróis. Vocês são os criadores do período mais extraordinário de prosperidade que já vimos. Que ninguém lhes diga que sua ambição é imoral. Se vocês ganham dinheiro, é porque oferecem um produto melhor a um preço melhor, contribuindo assim para o bem-estar geral. Não se rendam ao avanço do estado. O estado não é a solução. O estado é o problema em si. Vocês são os verdadeiros protagonistas dessa história e tenham certeza de que, a partir de hoje, a Argentina é sua aliada firme e incondicional.

29 dezembro 2023

Promessa feita, promessa cumprida!

Em agosto, quando ainda era candidato à presidência da Argentina, Milei disse ser contra a entrada da Argentina no Brics porque “nosso alinhamento geopolítico é com os Estados Unidos e com Israel. Nós não vamos nos alinhar com comunistas”.

No dia 22 de dezembro, o presidente da Argentina, efetivou a sua posição ao enviar carta aos países que compõem o BRICs recusando a entrada de seu país no Bloco. 

Enquanto isso, o Brasil ruma ao fundo do poço. A Argentina está com uma liderança forte, capaz de fazê-la submergir. Não há dúvidas que o povo argentino tem mais o que comemorar. Pelo menos, há luz no fim do túnel.






10 dezembro 2023

Brasileiros não querem ver Jair Bolsonaro somente como um símbolo, mas de fato, como um verdadeiro líder - em ação. Os argentinos e o mundo também.

Jair Bolsonaro, foi protagonista neste domingo, 10 de dezembro, em Buenos Aires. Recebido com honras de chefe de Estado e aplaudido nas ruas pelo povo argentino, fica difícil negar a notória popularidade do “ex-presidente” brasileiro por onde passa.


    

Milei ordenou que Bolsonaro recebesse o mesmo tratamento que os demais Chefes de Estado, colocando a disposição a polícia federal e fazendo-o participar de todas as cerimonias. JB foi quem realmente representou o Brasil na sua posse como o novo presidente argentino.

Para além da torcida política, o cerimonial diplomático dispensado por Milei a Bolsonaro tem um significado: como o Presidente argentino não está submetido ao arbítrio de Alexandre de Moraes e do STF/TSE, ele sinalizou a ilegitimidade do processo eleitoral que alijou Bolsonaro do poder.

Jair Bolsonaro, depois de ser alvo de uma perseguição feroz e colecionar milhares de processos durante seus 4 anos de governo, foi condenado pelo TSE, tornando-se inelegível pelos próximos oito anos.

A acusação foi: “abuso de poder e utilização distorcida dos meios de comunicação para fins eleitorais”. Uma condenação esperada, diante do regime que foi instalado no país - desde então todos os opositores de Bolsonaro, establishment e a grande mídia inclusos, pensavam que o povo iria se distanciar do ex-presidente a cada noticia falsa e fabricada por eles. O objetivo era desgastar a imagem do presidente até o povo abandoná-lo completamente.

Eis que surgiu uma movimentação com efeito rebote (graças ao totalitarismo do estado e ao ativismo judicial), certas imagens e fatos estão cada vez mais difíceis de esconder, ou até mesmo distorcê-los. Bolsonaro como presidente, acertou muito e errou também a tal ponto de enfraquecê-lo, asfixiando seus poderes políticos mesmo ocupando a maior cadeira do estado.

Depois desta onda de perseguições ferrenha, resultando em prisões ilegais da direita brasileira e uma morte por negligência do Estado, mais de 58 milhões de eleitores brasileiros entre eles presos políticos e exilados, não querem mais ver Jair Bolsonaro somente como um símbolo, mas de fato, como um verdadeiro líder - em ação. Os argentinos e o mundo também.