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Mostrando postagens com marcador Guerra Comercial. Mostrar todas as postagens
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01 maio 2026

Vinhos, azeites, queijos e outros lácteos mais baratos. Será?


O acordo de livre comércio entre Mercosul e a União Europeia começou a vigorar de forma provisória nesta sexta-feira (1/5), após mais de 25 anos de negociações — criando uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e abrindo caminho para mudanças nos preços de produtos no Brasil.

O acordo insere o Brasil em um mercado de mais de 700 milhões de consumidores, em um bloco que reúne economias com PIB combinado de cerca de US$ 22 trilhões.

Embora a implementação ocorra de forma gradual, os impactos já começam a aparecer. 

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% dos produtos exportados pelo Brasil para a União Europeia passam a ter tarifa de importação zerada desde o início desta etapa.

Para os brasileiros, analistas projetam que o acordo Mercosul-UE pode significar uma redução no preço de alguns produtos importados, como vinhos, azeites, queijos e outros lácteos. 

Também é esperada a chegada de algumas marcas que não eram comercializadas no país, como a de alguns chocolates premium.

Uma redução de preços também poderá acontecer com outros itens, como veículos, medicamentos e insumos para o agro (como maquinários e produtos veterinários). 

Já nas exportações, a tendência é que produtos agropecuários e calçados brasileiros cheguem com mais facilidade (e menos taxas) aos países europeus.

As negociações entre os blocos tinham chegado a um impasse, que só foi destravado no final de 2025, quando o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas para proteger produtos agrícolas europeus.

As salvaguardas são mecanismos que haviam sido sugeridos pela França como forma de proteger os agricultores do país contra uma possível invasão de produtos agrícolas do Mercosul, em especial de carne.

Elas definem em quais circunstâncias a União Europeia poderia suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas ao Mercosul.


03 dezembro 2024

Guerra comercial 2.0


A China disse que os EUA encontrassem seu próprio gálio, germânio e antimônio, proibindo a remessa desses minerais de alta tecnologia usados ​​em chips, baterias e até mesmo dispositivos militares.
Os EUA dependem da China para mais da metade do fornecimento desses minerais e, com os preços já disparando, o do antimônio (estíbio) chegou a US$ 25.000 a tonelada, essa proibição pode ser prejudicial.
Trata-se de uma vingança pelos controles de exportação dos EUA sobre tecnologia chinesa de fabricação de chips.
O mundo da tecnologia ficou muito mais caro.

03 junho 2024

Computex 2024 - novas gerações de chips voltados para IA


Concorrentes taiwaneses Jensen Huang e Lisa Su destacam inovações em chips de IA, 
com foco em centros de dados e dispositivos móveis

Os CEOs da Nvidia e AMD, Jensen Huang e Lisa Su, respectivamente, revelaram novas gerações de chips voltados para a inteligência artificial (IA) durante a Computex 2024, em Taipei, intensificando uma rivalidade crucial para o futuro da tecnologia. Huang introduziu um novo chip previsto para 2026, chamado Rubin, enquanto Su apresentou processadores neurais para laptops em colaboração com gigantes como HP, Lenovo e Microsoft.

 A Nvidia produz placas de vídeo e microprocessadores capazes de processar gráficos em data centers, computadores pessoais e videogames. Hoje o carro-chefe da empresa é o processador gráfico H100, que processa dados em modelos de grande escala (LLM), utilizados por empresas de IA generativa. 

Em sua apresentação, na Computex 2024, o CEO da Nvidia ressaltou a importância dos aceleradores para impulsionar os serviços de inteligência artificial, enfatizando a liderança da empresa neste campo, especialmente com parceiros-chave como OpenAI e Microsoft. Huang também revelou planos para um novo chip chamado Rubin, previsto para 2026, nomeado em homenagem à astrônoma Vera Rubin. Segundo ele, Rubin será fundamental para manter a posição da Nvidia como líder no desenvolvimento de IA.

Além disso, Huang falou sobre a próxima plataforma de IA da empresa, que utilizará uma nova iteração de memória de alta largura de banda, HBM4, essencial para a produção de aceleradores de IA. Embora não tenha entrado em detalhes sobre as especificações dos próximos produtos, Huang deixou claro que a Nvidia está comprometida em continuar inovando e liderando o desenvolvimento de tecnologias de IA.

Na abertura oficial do evento, nesta segunda-feira (3), Su, acompanhada no palco por Pavan Davuluri, chefe do Windows da Microsoft, Su apresentou uma nova linha de laptops com IA aprimorada, chamados de Copilot+. Esses dispositivos, em sua maioria baseados em NPUs, prometem maior eficiência no processamento de tarefas de IA, resultando em uma vida útil da bateria prolongada.

No mercado, as ações da Nvidia subiram 3,5% após a apresentação de Huang, enquanto as ações da AMD permaneceram estáveis, conforme reportado pela Bloomberg.

Mais sobre essa "guerra", leia aqui.


Atualização:

A Intel revelou mais detalhes sobre seus servidores para IA com GPUs Gaudi na terça-feira (4). Segundo a empresa, soluções equipadas com aceleradores Gaudi 2 são até 15% mais rápidas que produtos com GPUs NVIDIA H100 por apenas 33% do valor, enquanto modelos com Gaudi 3 custam 66% menos que servidores H100, mas com o dobro do desempenho em IA. Em termos absolutos, isso representa custos de US$ 65 mil e US$ 125 mil por sistema equipado com 8 GPUs Gaudi 2 e Gaudi 3, respectivamente, contra os quase US$ 200 mil por sistema com GPUs H100.

11 abril 2024

Briga de cachorro grande

É apenas mais um desejável round. Desta vez entre o Google e a Meta. Para a cultura americana não é novidade. O fato é comum no mundo capitalista. Na área de tecnologia já rendeu até livro.

Durante esta semana os observadores atentos do setor de nuvem sabem que o Google Cloud realizará um de seus grandes eventos anuais em Las Vegas e está lançando muitos anúncios, incluindo o de um novo chip personalizado para computação em nuvem.

Parece que a Meta Platforms (Mark Zuckerberg) não resistiu em entrar em ação, e anunciou nesta quarta-feira (10) seu primeiro chip projetado internamente para executar modelos de inteligência artificial, como parte de um novo “design de data center otimizado para IA”.

As ações do Google subiram um pouco nos últimos dias, mas ainda estão sendo negociadas com um grande desconto em relação à Meta em um múltiplo de vendas a prazo, segundo matérias especializadas. 

Enquanto isso, a Meta está investindo bilhões em IA sem um caminho claro para obter retorno. Para todos os investidores que questionam os retornos que as empresas obterão com seus investimentos em IA.

Este ano, a Meta está aumentando seus investimentos em despesas de capital, muitos deles para servidores e data centers relacionados à IA. Provavelmente foi daí que veio o dinheiro para o chip mais recente, por exemplo. A Meta gastou no ano passado US$ 28 bilhões em investimentos – 21% de sua receita, uma proporção maior que a da Microsoft ou do Google. E este ano, a Meta projetou que o investimento chegará a US$ 37 bilhões, 23% da receita projetada por analistas consultados pela S&P Global Market Intelligence.

 Nessa briga, que só o modelo capitalista permite, sai ganhando o usuário ao usar os resultados desses investimentos, financeiramente lucrativos para as respectivas empresas, algo que está muito distante do modelo comunista, cuja bonança só chega aos ditadores.



08 setembro 2023

Em ritmo acelerado, retaliações recíprocas, EUA x China, na Guerra Fria 2.0


    As importações dos EUA vindas do México já são maiores que as vindas da China. A mudança tem sido brusca, em função da guerra fria econômica entre EUA e China. A sensação que fica é a de que os EUA está se descolando o mais rapidamente possível da China, como se algo estivesse por vir.

    Muita gente não sabe, mas a guerra entre China e Estados Unidos já é uma realidade. Nesse contexto, uma resolução, previamente planejada, do Partido Comunista Chinês (PCCh), desta semana, impôs retaliações a Apple. O PCCh proibiu o uso de iPhones por funcionários públicos, sugerindo que eles representam risco à segurança nacional.

    Há mais tempo, vários países ocidentais baniram equipamentos da chinesa Huawei, incluindo smartphones, depois que técnicos da Amazon descobriram dispositivos espiões em placas eletrônicas produzidas pela empresa. Detalhe: equipamentos da empresa são responsáveis por 70% do tráfego de dados no Brasil.     Recentemente, a Huawei sofreu outro golpe: o governo americano proibiu a exportação de uma série de tecnologias de ponta para a China, incluindo chips avançados que são utilizados na maioria dos smartphones de primeira linha, como os da Apple e Samsung.     Dessa forma, a Huawei deixou de oferecer ao público os telefones capazes de utilizar a tecnologia 5G, que permite a transferência de dados a uma velocidade de mais de 1000 Mbps por segundo.     No mesmo dia do anúncio da proibição de iPhones para uso oficial, a Huawei apresentou uma nova série de telefones capazes de alcançar velocidade de transmissão 5G, sugerindo que os chineses conseguiram produzir chips mais avançados por conta própria.

    O balanço de forças é complexo. Por exemplo: a Apple é a empresa mais valiosa do mundo, com capitalização de mercado de quase US$ 3 trilhões. Além de produzir a maior parte dos seus produtos na China, a empresa domina o mercado de smartphones no país. Hoje, o mercado chinês representa 20% das vendas da empresa.     Ou seja, há uma relação de dependência entre a China e a Apple. Se por um lado a empresa se beneficia de custos baixos de produção, e de receita representativa na China, o país é beneficiado pelos investimentos da Apple e da forte geração de receita, e de empregos.     O fato é que o conflito tem se aprofundado nos últimos tempos, e há uma clara determinação do PCCh em dar prioridade à agenda geopolítica, em detrimento das questões econômicas. Ou seja, tudo aponta para o agravamento da tensão, o que é muito ruim para o mundo.

11 agosto 2023

A Petrobras fechou as janelas de importação para o diesel e a gasolina por pequenos importadores

A negociação para a compra de combustíveis no exterior permite que empresas do setor privado estabeleça contratos para o comércio de combustíveis, contribuindo para o estabelecimento de competição interna entre elas e a própria Petrobras, beneficiando, na ponta, o consumidor.

A negociação e comercialização de combustíveis é feita diretamente pelo setor privado e a comercialização de petróleo e derivados no Brasil obedece as regras de mercado.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) entrou com um processo contra a Petrobras, denunciando a estatal na na Superintendência-Geral da Comissão de Valores Mobiliários (SGE-CVM).

Segundo informações públicas no site da CVM, no processo de nº 19957.007920/2018-15, a entidade que representa os importadores acusa a Petrobras de mentir em fato relevante ao mercado, ao divulgar que não praticaria preços abaixo do padrão internacional. No entanto, de acordo com a denúncia, a petroleira teria praticado preços sem conformidade com o mercado global para prejudicar a concorrência.

Os preços nas refinarias da Petrobras registram defasagem de 26% no diesel e de 22% na gasolina em relação ao mercado internacional.

De acordo com o especialista em combustíveis da Argus, Amance Boutin, os efeitos do descolamento dos preços da Petrobras das referências de importação já têm efeito nítido no mercado de combustíveis e nos pequenos importadores que ficaram sem espaço para uma competição sadia, podendo inclusive terem de encerrar suas operações.


Nesta terça-feira (8), o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, disse em evento do setor de dutos que a nova estratégia comercial da Petrobras tem sido positiva para a companhia. Ele descartou eventuais prejuízos pelo fato de a estatal manter os preços dos combustíveis inalterados, apesar da alta do petróleo no mercado internacional.

Contudo, as informações financeiras divulgadas pela empresa, no início do mês, não respaldam essa nova estratégia. Depois de um resultado recorde em 2022, o lucro líquido da Petrobras despencou 47% e a dívida subiu 8,2%, no segundo trimestre deste ano, após, entre outros fatores, as propagadas alterações na política de preços dos combustíveis.

Não dá para admitir que uma empresa petrolífera perca dinheiro toda vez que os preços do petróleo sobem no mercado internacional. Isso é totalmente irracional.

A história vai se repetindo, praticamente idêntica a do período 2003-2016. A receita repete a manutenção de preços artificialmente baixos, planos de investimentos mirabolantes e aparelhamento político.