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07 dezembro 2022

PERU: presidente corrupto e socialista acaba de ser preso. BRASIL: querem empossar um presidente corrupto e socialista que já foi preso

O Congresso do Peru aprovou, na tarde desta quarta-feira (7), o impeachment do presidente Pedro Castillo, após dezesseis meses de governo. A medida ocorreu depois de o político de esquerda anunciar, entre outras coisas, a dissolução do Legislativo, instituir um “governo de exceção”, convocar novas eleições e mudar a Constituição do país. Opositores classificam a ação como golpe de Estado.

Foram 101 votos a favor do impeachment, embora oposição tenha apenas 80 congressistas. Mesmo assim, conseguiu ultrapassar o número mínimo de votos (87) para a aprovar o fim do mandato de Castillo.

Em publicação no Twitter, o Congresso informou que “ninguém deve obediência a um governo usurpador, nem àqueles que assumem funções públicas em violação da Constituição e das leis”. Posteriormente Castillo foi preso.

À tarde, a vice-presidente do Peru, Dina Boluarte, tomou posse como nova presidente do país.

Brasil

No Brasil a reação da cumpanheirada foi de imediata defesa ao seu colega do Foro de São Paulo. Afinal, anteriormente, o Castillo recebeu os aplausos de seus cumpanheiros. 

Aloizio Mercadante, um dos líderes do governo de transição de Lula, classificou como “inaceitável” a destituição do presidente do Peru,

“Não sabemos se o primeiro movimento é só uma narrativa de golpe ou houve realmente uma tentativa [de golpe].Qualquer que tenha sido a verdadeira história é inaceitável. É inaceitável mais uma vez quebrar institucionalidade, a democracia, o Estado democrático de direito”, disse durante coletiva na tarde de hoje (7).

Pedro Castillo, disse em novembro que foi convidado diretamente pelo presidente eleito, o ex-presidiário, para comparecer à posse do petista.



23 julho 2021

PERU, A BOLA DA VEZ?

 

Passados menos de dois anos do novo governo socialista da Argentina, repete-se para a sua população o que já ocorre em Cuba e na Venezuela. Muitos de seus habitantes buscando o Brasil para reorganizarem as suas vidas. Tal fluxo argentino tornou-se manchete esta semana. Não levará muito tempo para que os peruanos a eles se juntem.

É que no Peru, Pedro Castillo, líder do partido marxista-leninista Peru Libre, assumiu o poder após ser eleito presidente por uma estreita maioria.

E como de praxe, cada novo experimento socialista é saudado com entusiasmo pelos intelectuais e políticos de esquerda, inclusive aqui no Brasil.

Cumprindo a cartilha de Marx-Engels, as metas do Peru Libre incluem a nacionalização de minas, gás, petróleo, hidroeletricidade e telecomunicações para financiar programas sociais. 

No entanto, em uma tentativa de apaziguar os interesses comerciais estrangeiros, o novo presidente já prometeu que seu governo não nacionalizará a indústria do Peru.

Para ficarmos apenas na América Latina, Fidel Castro (1959), em Cuba, e Hugo Chavéz (1999) na Venezuela, também começaram declarando que respeitariam os direitos de propriedade privada e nunca “expropriaria nada de ninguém”. A história revela o oposto.

Será que logo, logo também ouviremos o já repetido discurso de que o colapso de seu governo é resultante do boicote praticado pelos EUA e e que as falhas do país não podem, portanto, ser atribuídas ao socialismo ?