Diante da impossibilidade de negar os cada vez mais evidentes abusos de autoridade e a perseguição política contra a direita, ao arrepio das leis, resta aos defensores do estado de exceção em curso a justificativa de sua instalação pela suposta necessidade de "defender a democracia".
Além da óbvia contradição, há também uma inverdade. O ovo da serpente, chocado com o Inquérito das "Fake News", não foi criado para "proteger a democracia", mas sim para silenciar e perseguir críticos dos ministros. Para quem já esqueceu, o inquérito foi instaurado logo após as críticas feitas por um ex-procurador da Lava Jato, que denunciava a manobra promovida pelo Supremo de direcionar os casos de corrupção desvendados pela operação à Justiça Eleitoral, ainda em março de 2019. Esse foi o início da virada contra a Lava Jato, que culminou em sua anulação nos anos seguintes. A indignação popular contra essa postura passou a ser manipulada pelo establishment como um "ataque à democracia" desde então.
O primeiro ato do inquérito que teve maior repercussão na imprensa foi a censura da Revista Crusoé, que publicou uma revelação sobre uma oitiva de Marcelo Odebrecht, na qual ele mencionava o uso do termo "Amigo do Amigo do meu Pai" para se referir ao ministro Toffoli, sendo que "Amigo do meu Pai" era usado para se referir a Lula. A reportagem foi classificada como "fake news" pelo relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, e retirada do ar. Os editores da revista foram convocados pela PF. Dada a repercussão negativa na imprensa em geral, a censura foi logo suspensa. A segunda decisão de maior vulto foi a anulação de um procedimento investigatório na Receita Federal que tinha como alvo alguns ministros, seus familiares e outras autoridades. Novamente, houve críticas, mas a decisão foi mantida.
Até mesmo líderes da esquerda criticaram o inquérito. Randolfe Rodrigues chegou a pedir o impeachment dos ministros Toffoli e Moraes devido à abertura do procedimento. Rachel Dodge, procuradora-geral à época, qualificou o procedimento como um "tribunal de exceção" e pediu seu arquivamento, o que seria suficiente para enterrá-lo, caso a Constituição ainda estivesse em vigor. Tudo mudou quando o inquérito passou a perseguir a direita "bolsonarista", após a caça às bruxas promovida pela CPI das "Fake News", na esteira de uma briga interna do PSL, em que a CPI foi utilizada como uma ferramenta para atacar Bolsonaro e seus apoiadores. O inquérito passou a ser apoiado pela imprensa e por outros aparatos da esquerda, além de outros integrantes do establishment que haviam sido expostos pela Lava Jato.
Na verdade, o establishment brasileiro entendeu que o "bolsonarismo" foi resultado da profunda indignação popular gerada pelas revelações da Lava Jato e que precisava ser desbaratado, pois representava sua maior ameaça existencial. Essa é a força motriz de tudo que aconteceu nos últimos cinco anos no Brasil. O truque utilizado para justificar a "defesa da democracia" é confundir o establishment exposto pela Lava Jato com as instituições ocupadas por eles.
Tirando um ou outro gato pingado, ninguém na direita quer ditadura ou derrubar instituições. Ao contrário, a defesa é pela recuperação dessas instituições. Perseguir a direita ao arrepio das leis, tirar Lula da prisão e colocá-lo na presidência fez parte desse processo. O problema é que existe um número muito grande de brasileiros que são conservadores e que apenas se identificam como "bolsonaristas" pelas circunstâncias. Eliminar o "bolsonarismo" não mudará essa realidade. Portanto, não se trata da eliminação de um fenômeno político recente, mas da criminalização de pelo menos metade do país, provavelmente mais do que isso.
Eis a hesitação do establishment: seguir em frente com a perseguição, aprofundando a repressão e instalando um estado de exceção escancarado, ou dar passos para trás, buscando algum tipo de composição menos autoritária. A esquerda é entusiasta da primeira hipótese e opera com todas as suas forças para implementá-la, mas esse não parece ser o desejo de outros grupos que formam o atual consórcio de poder. Isso explica as revelações recentes da Folha de São Paulo.
O fim desses inquéritos persecutórios, a anulação das condenações deles resultantes, e o afastamento de quem cometeu essas arbitrariedades são os passos necessários para restabelecer o Estado de Direito. Para os entusiastas da repressão, a história oferece uma lição: ninguém estará seguro numa ditadura, muito menos aqueles que ajudaram a colocá-la de pé.
Um olhar para o passado evoca paralelos históricos com a Revolução Francesa, especialmente com o período do Termidor, que marcou a queda de Robespierre, ocorrida em meados de 1794. Termidor foi o nome dado ao décimo primeiro mês do calendário revolucionário francês.
Robespierre durante o Reinado do Terror acumulou poder até se tornar uma figura central de controvérsia e repressão. Contudo, posteriormente, foi a própria estrutura revolucionária que se voltou contra Robespierre, levando à sua queda e marcando o fim de um período de excessos.
A situação atual no Brasil não está distante de um momento de inflexão. Há diversos sinais nesse sentido, aqui e no exterior. As pressões têm crescido substantivamente e já se registram, em órgãos oficiais e na imprensa, diversas denúncias contra Alexandre de Moraes e o próprio STF. Isto sinaliza uma possível mudança nas forças políticas e institucionais de nosso País, sugerindo que o poder, quando excessivo, inevitavelmente encontrará resistência.
Em 6 de janeiro de 1980, DONNA SUMMER alcançou o primeiro lugar na parada Billboard 200 com seu álbum duplo, "On The Radio: Greatest Hits Volumes I & II".
On the Radio: Greatest Hits, Vols. 1-2 apareceu originalmente como um vinil duplo em 1979 e foi considerado bom o suficiente para fazer a transição para outros formatos. O lançamento foi uma antologia quase completa de sua produção popular dos anos 70, incluindo - the number one club singles - "Love to Love You Baby", "Try Me, I Know We Can Make It", "I Remember Yesterday", "MacArthur Park, " "Bad Girls", "No More Tears (Enough Is Enough)" e "Hot Stuff".
Do álbum ON THE RADIO (1980)
Donna Summer lançou este disco de extraordinário sucesso com o produtor musical Giorgio Moroder para o drama adolescente de Adrian Lyne, Foxes, de 1980, estrelado por Jodie Foster, Scott Baio e a cantora de Runaways, Cherie Currie.
Na música, Summer anseia por um amor perdido e espera se reconectar transmitindo seus sentimentos no rádio. Em contraste com a versão de rádio uptempo, a trilha sonora traz uma balada instrumental de Moroder, que é usada ao longo do filme com a adição dos vocais de Summer.
Summer teve dificuldade em escrever a letra até que outra cantora, inadvertidamente, lhe deu uma dose de inspiração. Ela disse ao Fresh Air da NPR em 2003: "Eu estava ao piano, e o disco de Stephen Bishop estava no topo do piano, e eu olhei para o disco, e conheço Stephen, e escrevemos juntos, e estou tipo, você sabe, como Stephen diria isso? Que frase ele inventaria - ele é tão inteligente. E de repente, essa frase veio até mim e foi 'deve ter caído de um buraco no seu velho marrom sobretudo', e foi como um raio.
OK é isso. Eu sabia quem era a pessoa. Eu sabia quem era a pessoa na música, sabia quem ela precisava ser, sabia o que ela estava passando, sabia o que tinha que ser dito. E assim que obtive todas as informações pessoais sobre o personagem, pude entrar no estúdio, subir no microfone e assinar a música literalmente, do jeito que você a ouve.”
Summer estava namorando Bruce Sudano do grupo Brooklyn Dreams quando começou a trabalhar nessa música. De acordo com Sudano, Giorgio Moroder enviou-lhe a faixa - uma "bela melodia italiana" - em uma fita cassete, e Summer pediu a Bruce que escrevesse a letra. Ele recusou, dizendo a ela: "Não vou escrever isso de jeito nenhum. A música é para você."
“Donna pode ser muito simples em suas letras ou pode ser esotérica”, explicou Bruce Sudano.
“Mas basicamente, a história de ‘On The Radio’ é de alguém esperando que a música no rádio faça com que a pessoa saiba que está apaixonada por ela. É um pouco esotérico, mas acho que é isso que ela estava tentando dizer com aquela música."
Summer e Sudano se casaram em 1980 e ficaram juntos até sua morte em 2012. Eles tiveram filhos, Brooklyn (atriz) e Amanda (cantora).
Este foi um recorde marcante para aquele verão. Não foi apenas seu décimo hit no Top 10 nos EUA, mas também sua oitava e última entrada consecutiva no Top 5. Foi também sua 14ª entrada consecutiva na parada Disco, onde alcançou a 8ª posição, e conquistou o 9º lugar na parada Soul.
Esta música foi indicada ao Grammy de Melhor Performance Vocal Pop Feminina, mas perdeu para "The Rose" de Bette Midler.
Cinco vezes vencedora do Grammy, ela foi a primeira artista a ter três álbuns duplos consecutivos alcançando o primeiro lugar na parada de álbuns da Billboard dos Estados Unidos e a emplacar quatro singles número um nos Estados Unidos em um período de 13 meses.
Summer já vendeu mais de 100 milhões de discos, tornando-se uma das artistas mais vendidas do mundo de todos os tempos. Summer coescreveu a música "Love to Love You Baby" com Pete Bellotte. A canção foi lançada em 1975 e obteve enorme sucesso comercial.
Nos anos seguintes, Summer seguiu esse sucesso com uma série de outros sucessos, como "I Feel Love", "Last Dance", "MacArthur Park", "Hot Stuff", "Bad Girls", "Dim All the Lights", "No More Tears (Enough Is Enough)" e "On the Radio".
Ela se tornou conhecida como a "Rainha da Discoteca" e se apresentava regularmente na boate Studio 54, em Nova York, enquanto sua música conquistava seguidores globais. Ela lutou contra a depressão e o vício e, posteriormente, converteu-se ao cristianismo em 1980. Donna Summer morreu de câncer de pulmão aos 63 anos e está sepultada no Cemitério Harpeth Hills Memory Gardens, em Nashville, Tennessee. Ela foi introduzida postumamente no Hall da Fama do Rock and Roll em 2013.