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09 julho 2024

Lula e Mélenchon, admiradores de ditadores, têm pressa na montagem do novo governo da França

Lula celebrou a vitória do bloco de esquerda nas eleições parlamentares francesas e pediu que o presidente francês, Emannuel Macron, se entenda com o líder da extrema esquerda na França, Jean-Luc Mélenchon,  para montar um novo governo.

"Agora, espero que meu amigo Macron, que meu amigo Mélenchon, que meu amigo François Hollande e tantos outros companheiros da França se coloquem de acordo para montar um novo governo", disse Lula.

Segundo os números do Ministério do Interior, a Nova Frente Popular terá 182 cadeiras na Assembleia Nacional, enquanto a aliança Juntos, de Emmanuel Macron, terá 168 apenas cadeiras.

Após os resultados, Mélenchon disse que Macron “tem o dever de chamar a Nova Frente Popular para governar, e que o presidente deve "ou sair [do cargo ?] ou indicar um primeiro-ministro" do bloco.

O líder da extrema esquerda na França se colocou à disposição para ser primeiro ministro, mas é visto como uma personalidade muito radical por parte do centro. O NFP — formado pelo Partido de esquerda France Unbowed, o Partido Ecologistas, Partido Socialista e outras coligações --- contudo, não disse quem seria seu escolhido para primeiro-ministro.

Quem é Jean-Luc Mélenchon?

Como Lula (*), Mélenchom é também um admirador de ditadores. Formado em filosofia, Mélenchon foi um trotskista radical na juventude e hoje é uma figura proeminente da esquerda radical. Ele é conhecido por discursos vigorosos contra o capitalismo e por defender fortemente o marxismo. 

Mélenchom e Lula
Mélenchom é um veterano na política francesa e já ocupou diversos cargos públicos, iniciando sua carreira ainda na década de 1970, depois de se filiar ao Partido Socialista. Tem 72 anos e já foi acusado de antissemitismo.



O presidente do Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França (CRIF), Yonathan Arfi, fez um apelo aos partidos políticos moderados da França para que formem uma coalizão de governo que exclua o partido de extrema-esquerda La France Insoumise (LFI), liderado por Jean-Luc Mélenchon. 

Arfi descreveu Mélenchon como uma ameaça à comunidade judaica do país. O líder judeu enfatizou a gravidade da situação: “Mélenchon é uma ameaça contra os judeus”, disse Arfi, acusando o LFI e seu líder de fomentar o clima anti-Israel na França e colocar “um alvo nas costas de todos os judeus que apoiam Israel”. Além disso, Arfi descreveu Mélenchon como “a pessoa mais odiada na França” e criticou sua liderança ditatorial no LFI, questionando seu compromisso com os valores democráticos.

Como é escolhido o primeiro-ministro da França

Tecnicamente, o presidente tem o poder de nomear qualquer pessoa como primeiro-ministro, mas deve considerar a maioria dos deputados, pois um governo contrário a essa maioria pode enfrentar uma moção de censura. Saiba mais aqui.


(*) Em 2023 Lula teve encontros com 13 ditadores. A figura com quem o mandatário brasileiro mais se encontrou, foi o ditador cubano, Miguel Díaz-Canel. Lula também se reuniu presencialmente com o venezuelano Nicolás Maduro e líderes dos seguintes países: Arábia Saudita, Cabo Verde, Catar, China, Emirados Árabes, Etiópia, Guiné Biassau, Irã, República Democrática do Congo, República do Congo e Vietnã.

09 julho 2021

“NÓS NÃO ENVIAREMOS 50 NOTAS PARA ELE. É APENAS ESSA"

Comandante da Aeronáutica dá o tom adequado ao momento e manda recado para Omar Aziz

O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, disse ao O Globo que a nota do Ministério da Defesa divulgada nesta semana “foi voltada pessoalmente” ao senador Omar Aziz (PSD), presidente da CPI da Covid.

Afirmou ainda que “Cada instituição do país tem a obrigação de se preocupar com a democracia e o respeito às instituições. E nós, instituição militar, não abriremos mão disso. Não somos lenientes com desvios e não temos qualquer intenção de proteger ninguém que está à margem da lei”, mas criticou a CPI. “Aquilo lá é investigação? O povo tem de responder.”

Aziz disse em sessão que havia membros do "lado podre" das Forças envolvidos em "falcatrua" no governo 

Na quarta-feira (7/7), o senador Omar Aziz afirmou que as Forças Armadas devem estar muito envergonhadas com o surgimento de nome de militares na comissão, e que “membros do lado podre das Forças Armadas estão envolvidos com falcatrua dentro do governo”. 

Aziz citou os nomes do ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuelo, do ex-secretário-executivo da pasta, coronel Elcio Franco e do coronel Guerra. 

Ainda na quarta-feira, em nota, os chefes das Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) e o ministro Braga Netto disseram que a fala do senador “atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável".

Na quinta-feira (8/7) o senador disse que não aceitará ser intimidado e que as FFAA poderiam enviar-lhe 50 notas. Também nesta data se pronunciou o Presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco, para dizer que teve uma conversa com o ministro da Defesa, General Braga Netto, e que o episódio de ontem foi fruto de uma mal-entendido sobre a fala do senador Aziz e que, portanto, o assunto já foi suficientemente esclarecido e está encerrado.



PS.: O comandante da Marinha do Brasil, o almirante de esquadra Almir Garnier Santos, manifestou, por meio de seu perfil no Twitter, apoio às declarações do comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, contra a atuação da CPI (Comissão de Inquérito Parlamentar) da Covid no Senado.

“Nos momentos de festa ou de dor, os militares estarão sempre unidos, em prol do povo brasileiro. Espírito de corpo forte. Corporativismo, jamais!”, disse Garnier Santos.