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13 maio 2026

Inteligência Artificial e pensamento crítico

    A propósito do texto publicado pela FSP, imagem abaixo, embora ainda não tenha lido na íntegra o que ele menciona, (Parecer do CNE estipula diretrizes para uso benéfico da IA e contenção de riscos nos ensinos básico e superior; é preciso ampliar capacitação de professores e inclusão digital para reduzir desigualdades).


    Em 2021, a Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco), lançou um manual de ética para uso de inteligência artificial (IA) com a seguinte instrução para os países que fazem parte da ONU, como o Brasil:


Os Estados-membros [da ONU] devem promover a aquisição de “habilidades de pré-requisito” para a educação em IA, tais como alfabetização básica, numeramento, habilidades digitais e de programação, e alfabetização midiática e informacional (AMI), bem como habilidades de pensamento crítico e criativo, trabalho em equipe, comunicação, socioemocionais e de ética da IA, especialmente em países, regiões ou áreas dentro de países onde existem notáveis lacunas na instrução dessas habilidades.


    Nos dias de hoje, temos muita informação disponível na internet e muitos canais de comunicação por meio dos quais podemos dizer o que pensamos. No mundo em que vivemos, há espaço para cada um manifestar sua opinião, que os gregos chamavam de doxa. Mas como saber quem está certo ou errado? Quais informações são verdadeiras ou falsas, confiáveis ou duvidosas? 


    Portanto, nosso maior desafio hoje não é obter informações ou assimilar conteúdos prontos, mas ter um olhar crítico para o que chega até nós como verdade. Como nos ensinou Sócrates no século V a.C, o ser humano deve desenvolver essa capacidade quando questionar o senso comum e, principalmente, as suas próprias certezas. Isto precisa ser dito para todas as gerações, especialmente nos ambientes escolares.



13 maio 2016

PPI - DESTA VEZ TERÁ SUCESSO ?

    Na própria 5a. feira (12) em que assumiu a presidência da República, o novo presidente assinou a medida provisória 727/2016, que cria o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), visando tornar mais ágeis as concessões públicas federais.

    Não é um assunto novo. Ainda no tempo do Império leis (101/1835 e 641/1852) foram estabelecidas nesse sentido, principalmente para a construção das ferrovias brasileiras. Foram constituídas as empresas a Brazilian Street Railway Limited e a Great Western. A primeira para ligar o sudeste até a Bahia. A segunda para ligar os estados do nordeste. 

    Entretanto, nos últimos 30 anos esse modelo não obteve sucesso. O País espera que desta vez não se repita o mesmo cenário visto até então, no qual o dinheiro foi consumido sem limites e os prazos de entregas das obras se tornaram infinitos, ou quando estas foram entregues, as foram com baixíssima qualidade.

    Exemplos desse cenários existem aos montes. Há inclusive casos em que se gastou uma fortuna e nem o projeto da obra foi concluído, como é o caso do trem-bala que estaria pronto para ligar São Paulo e Rio já na Copa de 2014. 

    Em países em que os gastos públicos são levados a sério, a viabilidade de uma obra é definida, entre outros parâmetros, por seus custos. 

    No Brasil, ao que parece, (vide carta de desculpas à Nação publicada pela Andrade Gutierrez), são os altos custos que viabilizam as obras. A transposição do Rio São Francisco está neste cardápio.