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06 março 2018

QUE 2019 SE APROXIME O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL

Depois do cavalo de pau, no qual astutamente o presidente da República decretou a intervenção federal no Rio de Janeiro, e que já estava se preparando para comemorar a aprovação da medida pelos cariocas, pois resultados de fato ainda não existem, o presidente recebeu a noticia de uma intervenção judicial que não irá comemorar. Uma ducha de água fria sem dúvida, mas nenhuma surpresa para os que conhecem a trajetória do PMDB no poder.

A notícia diz respeito a quebra de seu sigilo bancário no período de 01/01/2013 a 30/06/2017, no âmbito do inquérito que investiga irregularidades na elaboração da Medida Provisória, conhecida como a MP dos Portos. É a primeira vez que um presidente no exercício do mandato tem o seu sigilo bancário aberto por ordem judicial.

A investigação da PF apura se Temer praticou crimes e se ele recebeu vantagem indevida das empresas da área de portos, particularmente da Rodrimar que detém a concessão de exploração/administração do porto de Santos.

Em nota, o presidente disse não ter nenhuma preocupação com as informações constantes em sua contas bancárias, mas que está contrariado e indignado com a decisão, segundo o seu secretário de Governo, Carlos Marun.

Quanto aos brasileiros, estes ficaram mais tristes do que o presidente. Não suportam mais serem dirigidos pelo atual grupo instalado no poder que em nada difere do anterior em seus hábitos e costumes.

Que 2019 se aproxime o mais rápido possível !

23 fevereiro 2018

CAVALO DE PAU

A busca e o desejo de se manter no poder não têm limites. No momento vigente no Brasil vai mais além. Um novo mandato para o atual presidente evitaria que ele fosse investigado pelas revelações feitas por Joesley Batista em sua delação. Sem  proteção do foro privilegiado, sua situação não seria a das melhores. Poderia, inclusive, fazer companhia a um de seus antecessores.

Após perder o jogo travado no Congresso pela reforma da previdência, Temer foi ao encontro da agenda de outro candidato à presidência da República que tem subido nas pesquisas de opinião, cujo tema central tem sido a segurança pública.

Dando um "cavalo de pau" em sua agenda, optou por decretar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e criar o Ministério Extraordinário da Segurança Pública.

Tais medidas visando aumentar o seu cacife nas eleições marcadas para outubro, cuja intenções de voto, registrada pelo Datafolha, em janeiro último, não ultrapassaram um humilhante 1% e, durante o carnaval, teve a sua imagem associada a um vampiro, compondo o enredo de uma escola de samba cujo tema foi a corrupção no País.

Que as FFAA e outras pessoas do bem possam superar os conchavos dessa manobra política, a politicagem desse processo, e trazerem um pouco de paz para as famílias cariocas, fluminenses e brasileiras.



14 setembro 2017

VOSSA EXCELÊNCIA

Estão nas mangas
Dos Senhores Ministros
Nas capas
Dos Senhores Magistrados
Nas golas
Dos Senhores Deputados
Nos fundilhos
Dos Senhores Vereadores
Nas perucas
Dos Senhores Senadores

Senhores! Senhores! Senhores!
Minha Senhora!
Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Senhores! Corrupto! Ladrão!

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
...

Os versos acima são da música dos Titãs "VOSSA EXCELÊNCIA" e dá título a este post, por sê-la bem adequada ao atual furacão político que destrói o País.

Furacão esse, de alta intensidade, de longa duração e que tem deixado um rastro de destruição inconcebível até então. Se comparado com aqueles que, recentemente, varreram as costas do Caribe e dos EUA, estes foram apenas brisas e acabaram logo.

O furacão brasileiro continua na categoria máxima após a divulgação da segunda denúncia do PGR, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, acusando-o de liderar uma organização criminosa que assaltou os cofres públicos e por obstruir a justiça.

Dessa organização criminosa participam, entre outros, ministros e ex-ministros do atual governo. Alguns já atrás das grades, como aquele que detinha malas com cerca de R$ 51 milhões. Outros seguem livres por terem foro privilegiado mas sem possuirem atestado de bons antecedentes. Todos, na maior cara de pau, tentando negar o inegável.

O fato estarreceu os brasileiros e ganhou destaque nos principais veículos da imprensa internacional: no britânico The Guardian, no francês Le Monde e no argentino Clarín.
...

Estamos preparando
Vossas acomodações
Excelência!
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado!



23 maio 2017

O GRAVADOR É O CRIMINOSO ?

Cada vez que o presidente Michel Temer fala ao público, pela TV ou por entrevista, como é o caso da publicada hoje no jornal Folha de São Paulo, a sensação que se tem é a de que nos brasileiros deve aumentar a decepção por tê-lo como mandatário da Nação.

Sem entrarmos no mérito de alguns assuntos tratados na entrevista e que já foram comentados aqui, como os trechos referentes ao Eduardo Cunha, segurar membros da justiça, indicar um deputado para tratar dos assuntos de interesse da JBS junto ao governo, fiquemos, desta vez, apenas com algumas questões que estão ao redor do conteúdo da conversa realizada.

Primeiro, o presidente contestou ferrenhamente a veracidade da gravação que foi feita. Ora, bastava ele ter prestado atenção nas suas próprias palavras visto que em nenhum momento refutou a conversa. Bem ao contrário, a comentou e tentou explicar o seu conteúdo.

Segundo, a contratação de peritos externos para verificação da legitimidade das gravações efetuadas, quando ele tem à sua disposição, na Polícia Federal,  equipe técnica qualificada para a execução deste serviço. Uma eventual falha técnica do gravador, ou mesmo uma edição do áudio é de menor importância. Fala mais alto o contexto/conteúdo da conversa reconhecida pelo presidente. Após se ver a exposição do perito contratado, pode-se concluir que estão querendo que o gravador seja o único criminoso da quadrilha.

Terceiro, os acertos para a realização da conversa. O presidente ao realizá-la sem o registro antecipado em sua agenda, com o interlocutor tendo acesso à sua casa e ao estacionamento na garagem sem nem mesmo sua identificação prévia e que, nas próximas vezes, em novas conversas, os mesmos procedimentos devem ser observados inclusive o horário, deixa claro que não há má vontade do presidente em realizar novos encontros dessa natureza, apesar do presidente saber que o empresário "é um falastrão, uma pessoa que se jacta de eventuais influências" como foi dito por ele em sua entrevista à Folha.

Quarto, as observações do presidente quando responde a uma pergunta sobre ter sido muito duro em relação ao acordo de delação realizado pela Procuradoria Geral da República e homologado pelo Supremo Tribunal Federal. Melhor seria não a tê-la respondido, ter permanecido em silêncio, ou respondido sobre os crimes de obstrução de Justiça, corrupção passiva e organização criminosa que constam do pedido de investigação submetido ao STF pela PGR.

O que surpreende os brasileiros é que tudo isso vai de encontro ao que estabelece a legislação pertinente e a moralidade administrativa. O presidente deveria ser o primeiro a obedecê-la e a possuí-la, respectivamente. Não foi isto o que aconteceu.

Last but not list, fica óbvio que não se pode ser favorável a permanência do Sr. Michel Temer na presidência da República.




21 maio 2017

SALVOU-SE O BEBÊ

O delator da JBS foi premiado ? NÃO, considerando-se um contexto mais amplo e um horizonte de longo prazo.

O material apresentado pela JBS, que permitirá uma eventual limpeza moral e construção de um Brasil melhor, foi mais robusto do que os obtidos até então. 


Já pensou que sem este material poderíamos continuar com a quadrilha denunciada por mais tempo no poder ? 


Já pensou nos quase dois anos que restam do governo atual e uma possível substituição dos atuais ocupantes do poder por membros dessa quadrilha, em suas várias facções, a partir de 2019 ? 


Após essa delação, os membros, ora denunciados, jamais voltarão a ser estrelas no mundo politico brasileiro. 


Salvou-se o bebê, de nome Brasil !



PS1 : Cabe as autoridades competentes continuarem a investigar as ações do grupo empresarial. No nosso entendimento, o salvo-conduto concedido, neste momento, não impede que se prossigam com ações que visem apurar outros atos ilícitos, inclusive a já divulgada operação do grupo na bolsa de valores. Neste caso, confirmado o crime, este estará fora do âmbito da delação, portanto, fora do manto protetor da imunidade e, dessa forma, nada impede que seja expedido um mandato de prisão internacional. 

PS2 : Neste momento, a melhor saída para o País seria a renúncia imediata do presidente Temer seguida da eleição indireta de um nome com reputação reconhecidamente ilibada. A institucionalidade e o Estado de Direito têm de ser preservados. Não queremos continuar sendo governados por bandidos ... bit.ly/2pSzizg

19 maio 2017

CONVERSA TEMER-JOESLEY BATISTA

Conversa de bandidos. Foi vergonhosa para um presidente da República. Foi ultrajante para o País. Foi decepcionante para os brasileiros.

Ao contrário do abraço, em plena residência oficial da presidência da República, o presidente Michel Temer deveria ter dado voz de prisão ao delator Joesley Batista.

Para decepção de todos, o que se viu (ouviu) foi o contrário. O  que se pode perceber dessa conversa  é um clima de afago, de amigos de infância e de incentivo do presidente às ações - crimes -  relatadas pelo delator, revelando, assim, o verdadeiro caráter do indivíduo que ocupa o Palácio do Planalto. A imagem de uma eventual integridade moral do presidente foi por ladeira abaixo. Simplesmente ruiu.

No diálogo antirepublicano, ocorrido em horário não apropriado para quem exerce o maior cargo da Nação, aproximadamente entre 22:35-23:07, e em visita sem registro oficial, o presidente chegou a indicar o deputado Rocha Loures para "resolver assuntos" da JBS nos diversos escalões do governo. Posteriormente, o deputado foi filmado, pela Polícia Federal, recebendo malas de dinheiro entregues por funcionários da empresa.

Quanto à frase "Tem que manter isso, viu ?", dita por Temer, a ordem, ou a sequência em que ela foi pronunciada não vem ao caso.

O que deve ser considerado é o seu contexto. Nele, fica claro que o seu motivo foi ter ouvido outra frase, dita pelo delator, dando conta da retomada de uma "boa amizade" entre este e o ex-deputado Eduardo Cunha, decorrente da liquidação de propinas devidas ao Eduardo e da manutenção de pagamento de uma mesada mensal ao ex-deputado para que este fique calado.

De igual monta, diga-se imorais, são também os demais trechos do áudio, sejam eles referentes ao senador Aécio Neves, ao ex-ministro Guido Mantega, ou a "compra (segurando)" de dois juizes e de um procurador para agirem em favor do delator.

Mas diante de tudo isto, para surpresa da Nação, o presidente da República concluiu não haver motivos para determinar que o delator fosse ver, imediatamente, o sol nascer quadrado.

Obviamente, não se lembrou também que estava recebendo um bandido sob a condição de estar exercendo o cargo de presidente da República em sua residência oficial.

Acho que o presidente só se lembrou mesmo é que o Brasil é uma republiqueta.

24 fevereiro 2017

COM A FORÇA DO GALO DA MADRUGADA

O carnaval de 2017 se inicia pior do que o de 2016. Refiro-me ao lado ético encontrado nos dois poderes da República: o executivo e o legislativo. A semana pré-carnavalesca foi pródiga em fatos que atestam essa afirmação e que estão impulsionando um rearranjo espacial para muita gente citada.

Há muitos motivos para isso, especialmente aqueles provenientes do pronunciamento do procurador regional da República Carlos Fernando de Lima, um dos principais nomes da Lava Jato, quando comparou as delações da Odebrecht, já processadas, a um verdadeiro tsunami.

Para completar a semana pré-carnavalesca, a esse tsunami foi adicionado algo - entrevista do José Yunes à Veja -  com a força do Galo da Madrugada do Recife. Tudo o que está a sua frente é arrastado e, para os foliões da Lava Jato, as fantasias caíram antes mesmo do desfile terminar.

Em particular as desses três personagens: Temer, Padilha e Yunes. O amigo pessoal e ex-assessor do presidente Temer, José Yunes, afirmou em depoimento à Procuradoria Geral da República no último dia 14, em Brasília e em entrevista à Veja disse que foi usado em 2014 como "mula" por Eliseu Padilha e que Michel Temer desde então sabia de tudo.

- Estava no escritório quando foi avisado pela secretária de que um homem de nome Lúcio viera deixar um envelope. Era Lúcio Funaro, o operador de Eduardo Cunha, preso desde o ano passado pela Lava-Jato.
— Essa pessoa foi lá deixar o documento e se apresentou como Lúcio Funaro, falou um pouco sobre política e deixou o documento. Fui almoçar, depois a secretária disse que uma pessoa havia passado para buscar o pacote. E havia levado o pacote.
Segundo Yunes, Funaro afirmou que estava em curso uma estratégia para eleger uma bancada fiel a Cunha, para conduzi-lo à presidência da Câmara.
— Ele me disse: "A gente está fazendo uma bancada de 140 deputados, para o Eduardo ser presidente". Perguntei: "Que Eduardo?". Ele respondeu: "Eduardo Cunha".
Após o episódio, Yunes foi pesquisar quem era Funaro. Ao ver que se tratava de um ex-doleiro, já preso no mensalão e envolvido em diferentes episódios de corrupção, procurou Temer.
— Contei tudo ao presidente em 2014. O meu amigo (Temer) sabe que é verdade isso. Ele não foi falar com o Padilha. O meu amigo reagiu com aquela serenidade de sempre (risos). Eu decidi contar tudo a ele porque, em 2014, quando aconteceu o episódio e eu entrei no Google e vi quem era o Funaro, fiquei espantado com o "currículo" dele. Nunca havia conhecido o Funaro — afirmou Yunes.
Em delação, Cláudio Melo, ex-executivo da Odebrecht, afirmou que Yunes recebeu em seu escritório, em dinheiro vivo, R$ 4 milhões que seriam parte de um repasse de R$ 10 milhões. Yunes pediu demissão do cargo de assessor especial da Presidência em dezembro, após a delação vir à tona.
O estrago que esse depoimento e a entrevista à Veja causará ao governo será muito grande. Quando as cabeças desses foliões rolarão após a queda de suas fantasias ?

Muito bem. A quarta-feira de cinzas se aproxima, os tambores se calam, mas que isto não seja impedimento para que o arrastão e/ou tsunami continue(m) a passar o Brasil a limpo.

15 novembro 2016

MICHEL TEMER PERMANECE DECORATIVO

Em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo, levada ao ar nesta última segunda-feira, 14/11/2016, o presidente Michel Temer perdeu a oportunidade de se desvencilhar do adjetivo que sempre é atribuído a quem exerce uma função decorativa, como foi o caso de quando ocupava o cargo de vice-presidente no governo Dilma Rousseff.

Passados aproximadamente seis meses no exercício da presidência da República, constatou-se que o adjetivo ainda não desapareceu. E desaparecerá ? A impressão que ficou, após o término do programa, é que não.

    Tal conclusão é decorrente da falta de um posicionamento claro, afirmativo, que não deixasse dúvidas para o expectador. Instado pelos entrevistadores sobre diversos temas, como a educação, a operação Lava Jato, a situação de Lula, o projeto de lei sobre abuso de autoridade, caixa 2, as investigações de parlamentares de sua base de apoio no Congresso e alguns de seus auxiliares e outros mais, o que se viu e ouviu, foram respostas de um presidente em cima do muro, inseguro, claudicante e até covarde. Michel Temer perdeu a chance de se mostrar um estadista à altura da crise que o País enfrenta.

    A imagem do presidente, portanto, ficou muito distante daquilo que a Nação espera de seu comandante maior, ou seja, um líder de grande envergadura no exercício pleno do poder. Uma eventual confiança existente até então se esfumaçou e restou uma grande suspeita de que teremos, pelos próximos dois anos, um presidente decorativo.

    Para completar a desastrosa edição deste programa, inclui-se aqui, além da fala do presidente, a participação dos jornalistas convidados, culminando com a intempestiva pergunta do Ricardo Noblat; 'como você conheceu a Marcela ? ". A emenda saiu pior do que o soneto. Sem perder o tom, o presidente respondeu a questão de forma extremamente deselegante, não para o Noblat, mas para a própria Marcela.




14 maio 2016

NINGUÉM ACEITA PAGAR MAIS IMPOSTOS

    Pelas declarações iniciais dos ministros da Fazenda e do Planejamento, as iniciativas do novo governo nessas áreas tendem a seguir o mais do mesmo, o caminho mais fácil, leia-se aumento e criação de tributos, inclusive da famigerada CPMF. O anúncio da redução de cargos comissionados, 4 mil, chegou a soar como ridículo.

    Confirmadas essas notícias, o governo começará mal a sua administração, se distanciando da opinião pública presente em  todas as camadas sociais. Ninguém aceita pagar mais impostos.

    Há formas de reduzir gastos, desperdícios, e aumentar a receita sem aumentar impostos. É para isto que a população foi às ruas e exigiu a mudança do governo.

    A melhoria da gestão pública que proporcione a redução dos desperdícios de gastos públicos, a reestruturação dos sistema tributário e a consequente redução inteligente de subsídios, estão na essência do que deve ser objeto da ação imediata do governo. A redução dos juros também não pode ficar de fora.

    Tudo isso dá muito trabalho. Mas os que aceitaram assumir o poder sabiam que foram postos lá para trabalhar. Os próximos dias serão determinantes para se perceber, com mais exatidão, a disposição do governo para retirar o País do abismo em que se encontra.

    Se as expectativas almejadas pela população não forem rapidamente atendidas, muito cedo, mais do que se pode imaginar, o novo governo rumará para os mesmos níveis de popularidade dos últimos dias de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

13 maio 2016

PPI - DESTA VEZ TERÁ SUCESSO ?

    Na própria 5a. feira (12) em que assumiu a presidência da República, o novo presidente assinou a medida provisória 727/2016, que cria o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), visando tornar mais ágeis as concessões públicas federais.

    Não é um assunto novo. Ainda no tempo do Império leis (101/1835 e 641/1852) foram estabelecidas nesse sentido, principalmente para a construção das ferrovias brasileiras. Foram constituídas as empresas a Brazilian Street Railway Limited e a Great Western. A primeira para ligar o sudeste até a Bahia. A segunda para ligar os estados do nordeste. 

    Entretanto, nos últimos 30 anos esse modelo não obteve sucesso. O País espera que desta vez não se repita o mesmo cenário visto até então, no qual o dinheiro foi consumido sem limites e os prazos de entregas das obras se tornaram infinitos, ou quando estas foram entregues, as foram com baixíssima qualidade.

    Exemplos desse cenários existem aos montes. Há inclusive casos em que se gastou uma fortuna e nem o projeto da obra foi concluído, como é o caso do trem-bala que estaria pronto para ligar São Paulo e Rio já na Copa de 2014. 

    Em países em que os gastos públicos são levados a sério, a viabilidade de uma obra é definida, entre outros parâmetros, por seus custos. 

    No Brasil, ao que parece, (vide carta de desculpas à Nação publicada pela Andrade Gutierrez), são os altos custos que viabilizam as obras. A transposição do Rio São Francisco está neste cardápio.

COMPOSIÇÃO MINISTERIAL

    "A partir da composição que se fez no ministério, procurando trazer todos os partidos que compõem mais de dois terços do Congresso, esperamos poder preservar essa base que nos garanta as medidas que precisamos tomar."

    A declaração acima foi feita pelo ministro Eliseu Padilha, o mesmo que afirmou, no final de 2015, que apenas uma pequena minoria do PMDB defendia a ruptura do partido com o governo.

    De fato, a declaração dada pelo pelo ministro, confirma o que se previu naquele final de ano. Os personagens até mudaram, mas o PMDB continua no poder, inclusive com os velhos hábitos. O toma lá, dá cá. 

    Princípios que deveriam ser levados em consideração para a formação do governo e que chegaram a ser divulgados pelos partidos PSB, PSDB e do próprio PMDB foram logo esquecidos.

    Como explicar, por exemplo,  que quatro filhos de caciques políticos foram alçados a condição de ministros do novo governo ? E um outro cacique só porque teve seu filho recusado para um dos ministérios, passar a dizer que o novo presidente será recebido no Estado (MG) a pontapés ?

    Como explicar, por exemplo, que áreas como esportes, turismo ainda permaneçam no organograma do primeiro escalão. O primeiro poderia fazer parte do MEC. O segundo é uma atividade que deve ser entregue ao setor privado que, talvez, precise apenas de regulamentação governamental. Será que a razão para isto está no foro privilegiado ?

    Há ainda aqueles que poderiam ser novamente reunidos: Cidades e Integração Nacional, por exemplo. E por aí vai. O mesmo poderia acontecer com autarquias e fundações.

    Adicionalmente, ainda temos os casos daqueles que estão sendo investigados por participarem de negócios escusos no âmbito do poder federal. Aqui não vale usar a presunção de inocência como credencial para assumir o cargo.

    Por outro lado, uma pequena parte do quadro ministerial, felizmente em áreas fundamentais, reune as condições necessárias e suficientes para compor um governo de salvação nacional. Na outra ponta, a da mediocridade, a luta pra quem será o menos ruim será acirrada.

    No sentido inverso, nenhuma reclamação sobre a necessidade de representações definidas por cor, credo ou gênero. Quem lamenta neste sentido o faz por ignorância ou má fé. Inclua-se aqui, os "artistas" que reclamam o fim do MinC.

    Por fim, ficamos na expectativa e torcendo para que essa situação seja rapidamente superada e que os resultados para vencer a crise logo apareçam.


08 maio 2016

NÃO É ASSIM QUE A BANDA DEVE TOCAR

    A poucos dias de deixarem o poder, petistas já estão se preparando para a mudança de faixas nas camisetas, em atos e em discursos. Voltará a aparecer a palavra OPOSIÇÃO. Diferentemente do passado, pelo andar da carruagem, até o momento, os obstáculos para exercerem a antiga posição serão menores. 

    Os petistas terão a seu favor, logo na largada, a composição do governo Temer, caso se confirmem as presenças de Henrique Meireles, Romero Jucá, Eliseu Padilha, Gilberto Kassab, Moreira Franco, Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves e mais os integrantes, do mesmo naipe, pertencentes aos partidos nanicos.

    A sociedade, que hoje está fortemente ligada e atenta aos acontecimentos, vai logo gritar, para satisfação dos petistas, "mamãe me acode" (expressão largamente utilizada pelo senador Magno Malta), pois a cartilha usada, até o momento, pelo vice-presidente Michel Temer para compor o seu governo, tem o mesmo conteúdo dos governos passados e nem os "professores" mudaram. É a mesma escola dos 13 anos do PT no poder.

    Somado ao fato acima, virá o conjunto de medidas que serão amargas para os contribuintes. Pelo anunciado até o momento, o discurso será o de solicitar mais sacrifícios da sociedade, com o aumento de impostos, perdas de direitos trabalhistas e previdenciários, menos recursos para a educação e a saúde, entre outros.

    Novamente, para satisfação dos petistas, os gritos da opinião pública se tornarão mais altos. Logo se ouvirá que não é assim que a banda deve tocar. (Magno Malta de novo).

    A redução do tamanho da banda, sua eficiência e sua eficácia foram logo esquecidas. Nenhuma palavra ou ato a mais sobre isto. Já viraram coisas do passado.

    Bem ao contrário do que a Nação espera, nos últimos dias ganhou ênfase a reprodução de velhas e desgastadas práticas políticas, que cresceram no famigerado presidencialismo de coalizão, a partir da queda do governo Collor e chegaram ao ápice nos governos do PT.

    Portanto, a saída para o País parece não estar no dito, inicialmente, e esperado governo de salvação nacional.

    A população continuará acreditando apenas na força da Lava Jato. Esta sim, seguirá implodindo todos esses caciques (e a lista de nomes implicados só aumenta) que estiveram no poder nos últimos 30 anos, seja lá a qual partido pertençam.


01 maio 2016

MELHORIAS GERENCIAIS


Dado como certa a posse de um novo governo, a partir de meados de maio, uma das medidas que serão anunciadas, para a retomada do crescimento, tem como objetivo destravar as concessões e as parcerias público-privadas (PPPs) de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e setor de óleo e gás.

O País espera que desta vez não se repita o mesmo cenário visto até então, no qual o dinheiro foi consumido sem limites e os prazos de entregas das obras se tornaram infinitos, ou quando estas foram entregues, as foram com baixíssima qualidade.

Exemplos desse cenários existem aos montes. Há inclusive casos em que se gastou uma fortuna e nem o projeto da obra foi concluído, como é o caso do trem-bala que estaria pronto para ligar São Paulo e Rio já na Copa de 2014. Aliás, sobre trilhos, o que ocorreu no Brasil está resumido aqui

No caso de aeroportos, o de Maceió, por exemplo, os fingers já não funcionam há mais de dois anos por falta de manutenção. Nos demais setores, alvos das PPPs, exemplos semelhantes se multiplicam.

Em países em que os gastos públicos são levados a sério, a viabilidade de uma obra é definida, entre outros parâmetros, por seus custos. No Brasil, ao que parece, (vide carta de desculpas à Nação publicada pela Andrade Gutierrez), são os altos custos que viabilizam as obras. A transposição do Rio São Francisco está neste cardápio.

Na última semana o PMDB divulgou o documento "A travessia social", no qual lista os princípios abaixo listados. Torcemos para que o assunto tratado acima mude de contexto e esteja inserido nos princípios abaixo.

06 agosto 2015

CADEIRA VAZIA : VICE-PRESIDENTE FAZ APELO



O Vice-Presidente da República, Michel Temer, visivelmente emocionado e tenso, fez apelo por desarmamento político. Comentamos após os dois parágrafos seguintes com a fala do vice-presidente.

"Na pauta dos valores políticos temos, muitas vezes, a ideia do partido político como valor, do governo como valor e do Brasil como um valor mas nessa pauta de valores, o mais importante é o valor Brasil, o valor País e estamos pleiteando exata e precisamente que todos se dediquem a resolver os problemas do País. Não vamos ignorar que a situação é razoavelmente grave, não tenho dúvidas de que é grave porque há uma crise política se ensaiando, uma crise econômica que está precisando ser ajustada mas, para tanto, é preciso contar com o Congresso Nacional, com os vários setores da nacionalidade brasileira."

"É preciso que alguém tenha a capacidade de reunificar, reunir a todos e fazer este apelo e eu estou tomando esta liberdade de fazer este pedido porque, caso contrário, podemos entrar numa crise desagradável para o País. Eu sei que os brasileiros não contam com isso. Os brasileiros querem que o Brasil continue na trilha do desenvolvimento e, por isso que, mais uma vez, reitero que é preciso pensar no País acima dos partidos, acima do governo e acima de toda e qualquer instituição. Se o País for bem, o povo irá bem. É o apelo que eu faço aos brasileiros e às instituições no Congresso Nacional."

A impressão do que se ouviu nas conversas logo após a divulgação dessas declarações, seguida do anúncio da saída de dois partidos, PDT e PTB, da base do governo na Câmara dos Deputados, é a de que o mandato da Dilma está por um fio.

Nesses diálogos, todos informais, houve quem dissesse que as declarações do Michel Temer foram a senha para o reconhecimento do fim do governo. Para completar, os resultados da pesquisa de opinião do Datafolha, publicadas nesta 5a. feira, apontam que a reprovação de Dilma cresceu e superou a de Collor em 1992. 71% consideram o governo ruim ou péssimo, recorde da série do Datafolha.

Reiteramos, portanto, o que dissemos há uma semana: a presidente deveria reconhecer a sua incapacidade de continuar governando o País e, em ATO DE GRANDEZA, renunciar, rapidamente, ao seu mandato em benefício do povo e das futuras gerações do Brasil.