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19 setembro 2026

O STF AGONIZA

A imagem da capa da revista Oeste deste fim de semana não mentiu. Ao contrário, trouxe a realidade do STF. Sem pingos nos i's, suas matérias resumidas na Carta ao Leitor ilustram o que ocorreu na terça-feira, 15 de setembro de 2026, uma data triste para a história do Brasil

Boa leitura.

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Carta ao Leitor

"Nós não temos mais Constituição no Brasil. Temos 11 constituições ambulantes.” A frase, dita em 2023 pelo ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo, é o retrato do Brasil destes tempos estranhos.

Nesta terça-feira, 15, contudo, o Supremo Tribunal Federal conseguiu superar-se. E produziu o momento mais vergonhoso da história do Judiciário. Teoricamente, a sessão extraordinária decidiria se Alexandre de Moraes deveria ser investigado por suas relações com Daniel Vorcaro, estrela do maior escândalo financeiro do país. Na prática, nenhum ministro citou pelo menos uma das 52 mensagens enviadas a Moraes pelo banqueiro.

Algumas delas estão no artigo de Adalberto Piotto: 

“Acha que segunda já tenho de estar fora?”, pergunta Vorcaro, calculando o melhor momento de fugir do país. 

“Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? (…) Ele não consegue segurar isso? (…) E com Andrei, dá pra segurar?”, insiste o banqueiro, referindo-se — com a intimidade de quem pode chamá-los pelo prenome — ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

“Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, escreve poucas horas antes de ser preso, tentando embarcar para Malta, de onde seguiria para Dubai.

“Estamos juntos sempre você sabe que tenho gratidão da minha vida a você toda a minha família. funcionários parceiros amigos que dependem de nós tem uma dívida de vida contigo”, confessa Vorcaro.

Durante as quase oito horas de sessão, também não foi mencionado o contrato de R$ 131 milhões — revisado por Moraes —, que o dono do Master firmara com o escritório de advocacia da mulher do ministro. Nem a “experiência completa para convidados ultra vips” da qual o casal Moraes participou em um hotel de luxo de Campos do Jordão — com diárias que começam em R$ 4 mil. Muito menos as seis ligações de Moraes para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para saber sobre o andamento da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Esses e outros episódios da relação de evidente amizade entre Vorcaro e Moraes podem ser relembrados na linha do tempo que complementa a reportagem de Uiliam Grizafis.

Como não se declarou impedido de julgar a si mesmo, Moraes jurou que o banqueiro passou o tempo todo falando sozinho. Como Augusto Nunes descreve na reportagem de capa desta edição, tal justificativa dada poderia ter saído de um livro de realismo fantástico. A mesma defesa havia sido apresentada pelo ministro horas antes do início da sessão, num documento de 44 páginas e mais de 50 erros de português detalhados no texto de Eliziário Goulart Rocha.

A tropa de choque de Moraes, formada por Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, trabalhou em sintonia. Cristyan Costa, que acompanhou a sessão de dentro do plenário, conta que alguns deles riam enquanto Mendonça falava. Outros sequer olhavam para o relator do Master. No intervalo, Gilmar e Dino gargalhavam no cafezinho em meio à confusão.

O tempo de fala de cada ministro dá uma ideia de quem dominou a sessão. Tirando Fachin, que comandava o circo e discorreu por 1h20, Dino, Gilmar, Moraes, Zanin e Dias Toffoli falaram, juntos, 2 horas e 48 minutos. Somadas, as falas de Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques não chegaram a 1 hora.

“Em resumo”, escreve Eugênio Esber, “na sessão acompanhada pelo mundo inteiro e especialmente por investidores que só colocam seu dinheiro em países com segurança jurídica e compliance, o Brasil e o STF enviaram um alerta vermelho. Aqui, a corrupção é tolerada”. 

Alexandre Garcia completa a cena ao citar Fausto, de Goethe. Vorcaro, no papel de Mefistófeles, percebia quem era venal, quem estava à venda, e os comprava com mulheres, viagens, uísque e charutos, ou dinheiro, “tudo a granel”. Os vendidos “perdem, então, a alma; não perdem o caráter que não têm”, conclui.

Edson Fachin observava tudo com expressão abobalhada. O presidente do STF permitiu ataques pessoais, foi desrespeitado em vários momentos e deixou de exercer a autoridade esperada do cargo. Esber observa que, fazendo jus ao apelido interno de “Frachin”, o ministro deixou a sessão chegar tropegamente ao fim sem decidir nada e sem sequer apresentar uma previsão de quando o fará.

O pedido de vista de Flávio Dino, feito depois de já ter votado, foi a pá de cal no mínimo de credibilidade que restava à Corte. Ao não agir no dia 15 de setembro, o STF acaba de transferir a decisão para todos os brasileiros. E ela precisa ser tomada no próximo 4 de outubro.  

Boa leitura.

Branca Nunes
Diretora de Redação

Inteligência Artificial Superinteligente - Riscos e recompensas

A urgência do debate sobre a ASI (Inteligência Artificial Superinteligente) decorre da rápida evolução de conquistas e expectativas. Os principais modelos de IA tornaram-se cada vez mais proficientes na resolução de problemas complexos em um número crescente de áreas. Alguns demonstram capacidades sobre-humanas em campos como a guerra cibernética. Especialistas de destaque especulam sobre uma iminente "explosão de inteligência" — o momento em que a IA se torna capaz de aprimorar a si mesma de forma rápida e contínua. O amplamente discutido cenário "AI 2027", elaborado pela organização sem fins lucrativos AI Futures Project, que descreve passo a passo como uma "decolagem rápida" (*fast takeoff*) poderia ocorrer — levanta a hipótese de que a ASI poderia surgir ainda nesta década. Da mesma forma, Dario Amodei, cofundador da Anthropic, escreveu que "a humanidade está prestes a receber um poder quase inimaginável".

Caso a ASI realmente se concretize, os impactos poderão ser históricos. Os otimistas em relação à ASI preveem que ela poderia solucionar as mudanças climáticas ao viabilizar novas tecnologias de captura de carbono ou curar o câncer ao desvendar os mistérios da biologia humana. Avanços na propulsão possibilitados pela ASI poderiam permitir viagens ao espaço profundo e a colonização de outros planetas.

No entanto, essa imensa promessa econômica e científica coexiste com perturbações potencialmente gigantescas. A ASI poderia fortalecer agentes mal-intencionados ao viabilizar ataques cibernéticos devastadores e armas biológicas; inaugurar a automação da tomada de decisões militares, tornando as guerras mais rápidas e menos controláveis; ou possibilitar a criação de armas revolucionárias, como sensores capazes de tornar os oceanos efetivamente transparentes. Ela poderia transformar o equilíbrio de poder ao conferir uma vantagem militar enorme aos países que alcançassem a ASI primeiro. Não há garantia de que essas vantagens caberiam a sociedades democráticas. Amodei alerta que a ASI poderia provocar um "pesadelo totalitário" ao viabilizar uma vigilância abrangente e automatizar a repressão. O risco mais grave é que a superinteligência possa escravizar ou exterminar a humanidade. A ASI poderia ajudar a raça humana a se autodestruir, auxiliando niilistas a desencadear novas pandemias ou a provocar "guerras-relâmpago" automatizadas que resultariam em uma catástrofe nuclear. Ou talvez uma tecnologia mais inteligente que seus criadores acabe por vê-los como ameaças a serem eliminadas ou recursos a serem explorados. Alguns executivos da área de IA estimam essa "probabilidade de catástrofe" em até 25% ou até mesmo 50%.

Nenhuma dessas previsões é certa. Alguns especialistas duvidam que a ASI seja tecnicamente possível ou argumentam que impedimentos materiais — como limitações no poder computacional (ou "capacidade de computação") e na eletricidade — poderiam retardar sua chegada. Outros questionam se a ASI gerará vantagens duradouras para o pioneiro, acreditando que seus benefícios econômicos e militares, assim como os da maioria das tecnologias anteriores, se materializarão de forma gradual e desigual. Observadores de destaque também discordam sobre a possibilidade de alinhamento — a questão de saber se a ASI pode ser controlada e orientada para apoiar o florescimento humano. Yann LeCun, que atuou como cientista-chefe de IA na Meta, estima a probabilidade de catástrofe em apenas 0,01%. Essas incertezas não podem ser resolvidas com as informações disponíveis atualmente, mas pesam muito nos debates sobre como os Estados Unidos devem proceder.



19 setembro 2024

O tuiteiro anti-Twitter - Jornalista medíocre não apenas quer a censura – ele necessita dela.

Segundo Paula Schmitt, "jornalista que apoia a censura é uma das aberrações mais esquizofrênicas que existem. Mas ele apoia para sobreviver, porque ele sabe que é medíocre e corrupto demais para competir com perfis anônimos que fazem mais jornalismo, sem cobrar nada".

A Paula explica isso muito bem em seu artigo, de hoje, publicado no Poder360, integralmente exposto mais adiante.

Nele, ela expõe o baixíssimo nível dos "jornalistas" brasileiros, em sua maioria, e seus respectivos empregadores. Ciente da sua inferioridade intelectual, o jornalista medíocre entende que apenas a eliminação do contraponto faz o seu ponto ter mérito, porque ele passa a ser o único ponto com autorização para ser feito.

Uma FOTOGRAFIA PERFEITA do jornalismo brasileiro atual.

Boa leitura.

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O jornalismo da mediocridade e a censura de mercado


Paula Schmitt 19.set.2024 (quinta-feira) - 5h53 

Quem não estava debaixo de uma pedra em Marte já sabe que o X (ex-Twitter) foi suspenso no Brasil. Mas quem fingiu que estava em Marte e usou VPN para acessar o site pôde presenciar a cena mais esquizofrênica que existe: militontos comemorando a suspensão do X no próprio X, com postagens na plataforma. A ironia mandou lembranças, mas na escala de capacidade intelectual, existe um tipo ainda mais sem noção que o tuiteiro anti-Twitter, um ser que, vamos dizer assim, supera essa inferioridade: o jornalista que defende a censura. 

Num mundo onde a mulher barbada saiu do circo, e em vez de cobrar para ser vista tem proteção da lei para que ninguém se atreva a lhe dar sequer uma olhada de lado, o jornalista que defende a censura consegue ser uma aberração ainda aberrante, um palhaço triste chorrindo no circo vazio da sua irrelevância. Sim, essa é a maior razão –e talvez a única– do jornalista que defende a censura: salvar seu emprego a todo custo.

O jornalista que apoia a censura está morrendo de inanição. Carente de audiência, credibilidade e respeito, ele sabe que só a eliminação de gente mais interessante e confiável pode lhe garantir alguma visibilidade. Para os jornalistas oficiais, mantidos vivos sob aparelhos pagos com dinheiro dos nossos impostos, o X já estava morrendo, e era melhor pra eles que os bons profissionais afundassem junto com o jornalista peso-morto. Em 29 de agosto, eu postei um tweet que mostra essa decadência de forma inequívoca. Os números são impressionantes. 

Natuza Nery, jornalista da Globo, tinha retuitado uma postagem da firma que promovia seu trabalho. O tweet original do G1 tinha sido postado havia 8 horas –uma eternidade na internet, e mais ainda numa plataforma tão imediata e interativa como o X. O G1, é bom lembrar, tem mais de 15 milhões de seguidores no X. Mesmo assim, e mesmo com a ajuda de Natuza, a postagem do jornal só tinha sido compartilhada 6 vezes. Seis vezes em 8 horas.

Para o leitor ter uma ideia de tamanha irrelevância, eu, com pouco mais de 200 mil seguidores, consegui em só 4 minutos mais compartilhamentos do que a postagem do G1 de 8 horas antes (até 4ª feira [18.set.2024], meu tweet já teve 553 compartilhamentos).


O grande problema para a Globo e afins é que o X não apenas expunha a sua irrelevância, mas deixava a coisa explícita demais, inteligível até para a audiência da própria Globo. Em artigo publicado no Instituto Reuters nesta semana, 2 jornalistas de outros veículos confirmaram a tese de que a suspensão do X veio em boa hora –na hora certa para encobrir a perda de audiência. Um dos trechos mais engraçados da reportagem foi cortesia do editor do Núcleo, um jornal que ironicamente “foca na cobertura do impacto das redes sociais e inteligência artificial”. Segundo Sérgio Spagnuolo, o jornal que ele dirige nem se incomodou com a suspensão do X porque eles já iam sair de lá mesmo. De acordo com o artigo, “Spagnuolo diz que eles tomaram a decisão de sair do X/Twitter em agosto, algo que eles iam anunciar na primeira semana de setembro, precisamente a semana do bloqueio da plataforma.”

 Ahan. Çei....

“Nós íamos dizer”, continuou Spagnuolo, “que [o X] deixou de ser uma boa plataforma para a conversa, ele não atinge tantas pessoas, ele não gosta de links [para jornais], ele tem um monte de conteúdo tóxico e sem moderação e um monte de mensagens radicais da direita. Nós íamos deixar o X até que ele melhorasse. No meio desse processo, o Twitter foi bloqueado”.

 Ufa!, né, Sérgio? Rsrsrsrsr 

Enquanto o chefe do Núcleo nos brindava com uma versão quem-desdenha-quer-comprar da sua relação com o X, a suspensão do site claramente lhe beneficiou, porque ao derrubar quem estava em queda (como o Núcleo), a suspensão prejudicou quem estava em ascensão, como os jornais e mídia alternativa que não se valem do dinheiro de bilionários ou da transferência compulsiva dos impostos. Para se ter uma ideia de como somos nós, os pagadores de impostos, que financiamos nossa própria desinformação, esta reportagem deste Poder360 mostra que de 2000 a 2016 “o Grupo Globo recebeu R$10,2 bilhões em publicidade federal”. Neste outro texto, o Poder360 mostra que, só em 2023, o gasto da União com publicidade na Globo foi de R$ 142 milhões.


Natalia Viana, também entrevistada pelo Instituto Reuters, revela que apesar de ser editora de um veículo chamado Agência Pública, sua preocupação parece bem privada. Em vez de falar do direito natural à liberdade de expressão e acesso à informação, Natalia comemorou o banimento do X para os usuários do Brasil. Vale notar um detalhe crucial, omitido na reportagem da Reuters: a Agência Pública pagava pelo selinho de mídia, financiando Elon Musk e o X com ao menos US$ 1.000 por mês. Mesmo assim, e mesmo estando no X desde 2011,ela tinha apenas 280 mil seguidores, cerca de um terço a mais do que eu que, diferentemente da Agência Pública, nunca paguei um centavo ao bilionário malvadão Elio Munchen. 

É por essas e outras que o X incomoda –porque ele permite a uma pessoa sem dinheiro, como eu, ter mais visibilidade do que quem se dispõe a pagar por ela. Para mentes mentirosamente socialistas que adoram um capitalismo de compadrio, essa competição baseada no talento é inadmissível. 

As falas de Natalia e Sérgio lembram aquele episódio do “South Park” em que um casal de exibicionistas loucos por atenção acha que disfarça seu propósito pregando o oposto do que faz. O casal, inspirado em Meghan Markle e Príncipe Harry, reclama da atenção da mídia, e sai pelo mundo fazendo uma turnê pedindo privacidade. Sob os flashes das câmeras de paparazzi, eles erguem cartazes pedindo para que “parem de olhar pra nós”. De novo, a síndrome da mulher barbada.

Jornalista que defende a censura sabe que suas ideias e seu jornalismo são medíocres, e que na ágora livre das redes sociais ele jamais venceria um debate. Por isso, jornalista medíocre não apenas quer a censura –ele necessita dela. Ciente da sua inferioridade intelectual, o jornalista medíocre entende que apenas a eliminação do contraponto faz o seu ponto ter mérito, porque ele passa a ser o único ponto com autorização para ser feito.

Esses jornalistas não são apenas medíocres, mas são acima de tudo mesquinhos, apequenados, e preferem morrer em grupo do que deixar que os melhores sobrevivam. Mal sabem eles que eles também serão eliminados do jornalismo, e terão que admitir que o que fazem é apenas propaganda para o regime. Esses jornalistas são como o negro que se junta aos seus algozes históricos para criticar o “privilégio branco”.

Aqui, quando o Roda Viva entrevistou o suposto assediador e pegador-de-partes íntimas Silvio Almeida, uma jornalista negra chamada Joyce Ribeiro diz que: “A conscientização dos brancos passa pela necessidade de maior distribuição da riqueza e de diminuição dos privilégios”. Parece mentira, mas é verdade. É isso mesmo, senhores: temos aqui uma pessoa que obviamente não fica nada a dever ao pior idiota da etnia branca, porque ela parece acreditar que direitos essenciais são privilégios.

Deixa eu explicar uma coisinha para os Pfizer Johnsons da oitava-dose: um futuro ditador do mundo que estivesse planejando controlar a sociedade e diminuir seus direitos conseguiria facilmente realizar seu sonho de controle total fazendo a própria população abrir mão dos seus direitos.

Com um pouquinho de sofisticação intelectual, o esquema se torna bastante óbvio: o futuro ditador iria fazer uma metade da população lutar pelo fim dos direitos da outra metade. Assim, depois de muito arjumento bradando que direito é privilégio, e depois que todos os negros se comprometessem publicamente com a teoria de que garantias essenciais são luxo indevido, o ditador iria agradecer a metade negra por trabalhar gratuitamente pelo regime, e revelar que agora é a sua vez, “obrigado por justificar moral e filosoficamente a sua própria escravidão”.

Para terminar, deixo aqui algumas considerações sobre um artigo condenando a proibição do X aos brasileiros, escrito por uma jornalista estrangeira. Diferentemente dos jornalistas medíocres que precisam eliminar a competição para ter uma chance no mercado de inanidades, a ex-repórter do New York Times Taylor Lorenz lamentou o fechamento do X no Brasil, e falou de um elemento que passou batido por Spagnuolo e Natalia Viana: o povo brasileiro –aquele que está sendo privado de se manifestar, de acessar o conteúdo que lhe interessa, e de conseguir informação que a mídia financiada pelos grandes grupos econômicos é paga para não publicar.

Publicado na plataforma Substack, o artigo também alerta a um ponto que tinha passado batido até por mim: não foi só o povo brasileiro que foi privado do X. O X e o mundo que lhe usa como praça pública também foi privado do público brasileiro.

Taylor diz que os brasileiros adquiriram um poder descomunal na “formação da narrativa da cultura pop”, e alguns perfis conseguiram “sozinhos ressuscitar shows da TV norte-americana, filmes e música” e influenciar os rumos da cultura global. Outros perfis serviam como arquivistas da TV e da indústria de entretenimento, mais ou menos como é o trabalho do jornalista Henrique Soldani, que garimpa e desenterra vídeos e entrevistas que a grande mídia já publicou e agora gostaria de esconder. 

Taylor cita Alonso Gurmendi, professor de direitos humanos e Política na London School of Economics, que criticou publicamente a suspensão do X e a perda da “força massiva do Brasil na mídia”. A cultura pop na qual o brasileiro está desproporcionalmente presente “não é apenas um passatempo”, diz ela, “mas uma poderosa força social. Contas de fãs frequentemente se organizam em torno de questões sociais, movimentos políticos, e trabalham para fazer cobrança de figuras públicas”.

Essas vozes brasileiras foram todas caladas, mais especificamente 21,5 milhões delas, o número de brasileiros ativos no X. Como disse uma bibliotecária de internet e arquivista para Taylor Lorenz, “a perda das contas de fãs brasileiros foi um golpe enorme no coração da internet”.






19 setembro 2023

Cai a avaliação de Lula no mercado financeiro



A Genial/Quaest ouviu 87 profissionais de fundos de investimentos sediados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nesse extrato da sociedade, a avaliação do governo Lula caiu 8%, de 20 % para 18 %.

A proporção dos agentes do mercado que vê a política econômica na direção errada subiu de 53% para 72%, diferença de 19 pontos percentuais entre julho e setembro. Os que veem a política econômica na direção certa caíram de 47% para 28%.

Logo no início do governo Lula, em 6 de janeiro de 2023, o economista Rogério Mori falou ao programa Oeste Sem Filtro, sobre a equipe econômica do novo governo e fez um alerta:  

“ Haddad na economia é um desastre. "

O Mori é um visionário? Claro que não, pois ficava cada vez mais evidente o retorno do que vimos durante os governos Lula 2, Dilma 1 e Dilma 2.