Eratóstenes Araújo

Eratóstenes Ramalho de Araújo - Brasília, DF

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08 agosto 2025

Mais notícias com liberdade de expressão



    O rádio foi criado em 1896 por Guglielmo Marconi, com o desenvolvimento do primeiro sistema prático de telegrafia sem fios. A história do rádio envolve diversas etapas importantes. Algumas delas estão citadas abaixo.

Guglielmo Marconi 1874-1937, físico italiano

  • 1895: O físico alemão Heinrich Hertz provou a existência das ondas de rádio.
  • 1896: Guglielmo Marconi patenteou seu sistema de telegrafia sem fio.
  • 1901: Guglielmo Marconi realiza a primeira transmissão de rádio intercontinental. 
  • 1906: A primeira transmissão de voz e música pelo rádio foi realizada por Reginald Fessenden.
  • 1920: A primeira estação de rádio comercial dos Estados Unidos, KDKA, foi inaugurada. 
  • 1922: Ocorreu a primeira transmissão de rádio no Brasil. 

    De lá para cá, portanto há mais de um século, o mundo das comunicações não parou de avançar e constantemente nos chegam notícias de novos lançamentos. 

    Hoje, a Trump Media and Technology Group Corp. (TMTG),  operadora da plataforma de mídia social Truth Social e da plataforma de streaming Truth+, anunciou que adicionou a emissora de notícias britânica GB News à plataforma Truth+.

    Oferecido com o pacote básico gratuito do Truth+, o canal GB News estará disponível na maioria dos países do mundo por meio dos aplicativos Truth+ para dispositivos iOS e Android, na web e nos aplicativos Truth+ para Apple TV, Android TV, Amazon Fire e TVs conectadas Roku.

    O GB News é uma fonte fantástica de notícias, fatos e comentários. Ao expandir seu alcance global, passa a conectar um enorme público novo e internacional às reportagens e opiniões exclusivas da rede.

    A GB News é uma destemida defensora da liberdade de expressão na Grã-Bretanha, e agora está trazendo ao mundo a história real do que está acontecendo no Reino Unido. A GB News opera em estúdios diretamente de Londres.

Autor: Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo at 8.8.25 Um comentário:
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Keywords: Comunicação
Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.

07 março 2025

COMUNICAÇÃO E DEMOCRACIA: UMA NÃO SOBREVIVE SEM A OUTRA

     Atualmente, em que sistema de governo estamos mesmo vivendo? Com certeza, não é o que foi criado em Atenas.

    Parece ser esse o desejo do atual ocupante do Palácio do Planalto, que voltou a afirmar: 

"Nós vamos ter que regulamentar as redes sociais, nós vamos ter que regulamentar a Internet, nós vamos ter que colocar um parâmetro."

    Lula também disse que é necessário tributar as plataformas digitais.

 “Hoje, por exemplo, os donos dos aplicativos no mundo inteiro não pagam nem impostos, estão quase todos em paraísos fiscais. Ganham uma fortuna e não pagam sequer imposto em nenhum Estado. Não é possível. Essa gente tem que ter responsabilidade.”

Código de Hamurabi

    Ora, registro digital de informações é apenas um detalhe técnico no histórico processo de evolução dos meios de comunicação entre os povos, desde os primórdios de sua existência. Por exemplo, o Código de Hamurabi, o primeiro conjunto de leis escritas de que se tem notícia, foi elaborado durante o Império Babilônico, sob o governo do rei Hamurabi. Está registrado num bloco de pedras, com 2,25 metros de altura, que foi encontrado em Susa, no Irã, no início do século XX. Hoje, ele se encontra no Museu do Louvre, em Paris, França.

Relevo representando a democracia 
coroando o povo de Atenas, 337 a.C

    Também não é recente a criação da democracia, em Atenas, na Grécia. O termo é derivado das palavras Demos e Cratos que significam povo e poder, respectivamente.  Portanto, para os gregos, a democracia era traduzida como "o governo do povo". Ser cidadão na Atenas do século VI a.C significava que tinha o direito - e o dever - de participar das decisões políticas do local, ocupando cargos públicos ou expressando suas opiniões, em qualquer meio de comunicação, sobre problemas coletivos.

    Comunicação e democracia, portanto, sempre estiveram juntas ao longo da história, e uma não sobrevive sem a outra.

 

Autor: Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo at 7.3.25 Um comentário:
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Keywords: Comunicação, Democracia, Internet, Redes socias
Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo
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23 dezembro 2024

O GABINETE PETISTA DA DESINFORMAÇÃO

O texto reproduzido a seguir é do Editorial do Estadão e revela a ofensiva, claramente coordenada, do governo petista para afirmar que o País está sob ‘ataque especulativo’ dos inimigos do Brasil e de Lula, tendo recorrido para isto a uma operação tipicamente lulopetista.

Afirma o Editorial que rapidamente ficou indisfarçável a ideia de que a estratégia foi forjada revelando, inclusive, os componentes do "Gabinete". Lembra também a origem dos “blogs sujos”, que nos primeiros governos petistas recebiam generoso financiamento público para atacar sistematicamente os desafetos do partido. Ou seja, os petistas são a vanguarda veterana na arte de destruir reputações e inventar conspirações e estão sempre a postos para agir quando a coisa aperta, o que costuma acontecer com frequência.

Para os BRASILEIROS essa informação não trouxe novidade. Contudo, a novidade sentida neste momento por conta do Estadão ter ido rebuscar os seus arquivos, nos obriga a fazer a pergunta: quais o motivo que o levara a fazer o ELE durante a campanha eleitoral de 2022?

Boa leitura.

*. *. *

O GABINETE PETISTA DA DESINFORMAÇÃO

Editorial do Estadão de 23 de dezembro de 2024

Numa ofensiva claramente coordenada, o governo petista inventa que o País está sob ‘ataque especulativo’ dos inimigos do Brasil e de Lula, tudo para desviar a atenção de suas lambanças
Incapaz de reconhecer o real motivo da crise de confiança no Brasil e tomar providências para reduzir as incertezas com as contas públicas do País, o governo do presidente Lula da Silva recorreu a uma operação tipicamente lulopetista para explicar a escalada do dólar e as turbulências no mercado financeiro: de maneira claramente organizada, liderada de dentro do Palácio do Planalto, difundiu a “narrativa” de que tudo não passa de um ataque especulativo contra a moeda brasileira, contra o governo e contra o Brasil. Segundo tal lógica, usada por porta-vozes do governo e do Partido dos Trabalhadores (PT) como quem enfrenta inimigos do povo, os recordes sucessivos da cotação do dólar, cuja disparada só arrefeceu depois da injeção de bilhões de dólares pelo Banco Central (BC), foram resultado de uma espécie de complô malévolo em escala internacional. Os especuladores, representados pela “Faria Lima”, estariam mobilizados para arruinar Lula e, por extensão, o povo brasileiro.
A tese, evidentemente, não se sustenta – como, aliás, afirmou o futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nome indicado por Lula para suceder a Roberto Campos Neto. Galípolo demonstrou discordar da ideia de que o País está sob ataque especulativo e lembrou o óbvio: o mercado não é “algo monolítico, tem compra e venda, vencedores e perdedores”. Para ele, “ataque especulativo como algo coordenado não representa bem”. Lula e seus sabujos não pensam da mesma forma. Apesar dessa clareza solar de Galípolo, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, mais uma vez reafirmou suas teses persecutórias, seguida de nomes como o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) – que pediu à Polícia Federal para abrir um inquérito contra a “Faria Lima” –; o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA); o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE); e o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli.
Ficou indisfarçável a ideia de que a estratégia foi forjada não apenas nas hostes do partido – que, como se sabe, se impôs à equipe econômica do governo e quer mandar mais na economia do que o ministro Fernando Haddad –, e sim do Palácio do Planalto. A artimanha ficou patente quando o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta, foi às redes sociais na quarta-feira (18/12) para difundir a tese, com a ênfase de quem denuncia um golpe de Estado. Definindo o tal “ataque especulativo” como “crime de lesa-pátria”, Pimenta afirmou que “a indústria das fake news está trabalhando mais uma vez contra o Brasil, e nós precisamos agir”, informando que o governo acionou autoridades para identificar autores de frases mentirosas atribuídas a Galípolo – e que tais frases espalhadas pelo mundo livre da internet, e não as lambanças do governo no plano fiscal, teriam produzido as oscilações no câmbio. É o estado da arte do lulopetismo.
O Brasil ainda tem fresca na memória a atuação do chamado “gabinete do ódio” dos tempos bolsonaristas – quando havia uma estrutura de comunicação dentro do governo de Jair Bolsonaro destinada a difundir mentiras e atacar opositores na internet. Mas esse gabinete do ódio, malgrado muito competente em seu mister, foi apenas um aprendiz dos infames “blogs sujos”, que nos primeiros governos petistas recebiam generoso financiamento público para atacar sistematicamente os desafetos do partido. Ou seja, os petistas são a vanguarda veterana na arte de destruir reputações e inventar conspirações e estão sempre a postos para agir quando a coisa aperta, o que costuma acontecer com frequência.
Os atuais inquilinos do Palácio do Planalto, portanto, estão fazendo exatamente o que deles se esperava: contaminam o debate público com bobagens paranoicas que desviam a atenção do País do que realmente importa, difundindo teorias conspiratórias e apontando o dedo para inimigos ocultos sem resolver nenhum dos problemas reais. São métodos característicos de governos populistas e autoritários.
Autor: Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo at 23.12.24 Nenhum comentário:
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Keywords: Comunicação, Desinformação, PT - Partido dos Trabalhadores
Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo
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19 dezembro 2024

Congresso americano aprovou US$ 3 bilhões para eliminar equipamentos chineses de redes de telefonia e internet

Como anunciado aqui, o Congresso americano,  nesta quarta-feira (18), aprovou US$ 3 bilhões para um projeto de longa duração com o propósito de eliminar equipamentos chineses de redes em todo o país por temores de que sejam vulneráveis ​​a ataques cibernéticos, ressaltando o risco que hackers patrocinados por Pequim representam para redes de telefonia e internet. 

Segundo o TWJ, o novo financiamento ocorre enquanto o Departamento de Comércio analisa se deve proibir roteadores feitos pela empresa chinesa TP-Link, que responde por mais da metade do mercado de roteadores de varejo dos EUA. 

As ações refletem a atenção crescente entre os formuladores de políticas de Washington à ameaça representada por hackers ligados ao estado chinês. Autoridades dos EUA revelaram o hack "Volt Typhoon" no ano passado e nos últimos meses expressaram alarme sobre o hack ainda maior "Salt Typhoon". Em ambos os casos, hackers do governo chinês penetraram com sucesso nas principais redes telefônicas dos EUA e instalações de infraestrutura crítica, e autoridades dos EUA disseram que ainda não conseguiram expulsar os intrusos do Salt Typhoon. 

 Os Departamentos de Justiça, Defesa e Comércio têm examinado o TP-Link, o roteador doméstico mais usado nos Estados Unidos, com o Comércio considerando uma possível proibição dos dispositivos, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto na quarta-feira, falando sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto e confirmando um relatório anterior do Wall Street Journal. 

“O governo Biden está sob pressão significativa para demonstrar força e tomar medidas decisivas”, disse Craig Singleton, pesquisador sênior da China no think tank Foundation for Defense of Democracies. Há um crescente apoio bipartidário em Washington para desacoplar o setor de telecomunicações dos EUA do chão de fábrica da China para reduzir o risco de ataques cibernéticos patrocinados por Pequim e apoiar a indústria dos EUA, uma abordagem que há apenas cinco anos era amplamente considerada econômica e diplomaticamente inviável. A iniciativa começou sob o primeiro mandato do presidente eleito Donald Trump, que deve retomar o assunto, em um raro ponto de continuidade política com o governo Biden. "Temos que colocar os cavalos de volta no estábulo", disse Brendan Carr, a escolha de Trump para presidente da Comissão Federal de Comunicações, na reunião da comissão deste mês, prometendo priorizar o fechamento das redes de comunicação. "A tarefa número um precisa ser... coordenar de perto com todas essas outras agências relacionadas à cibernética, focadas muito estritamente em colocar essa coisa sob controle." 

Legisladores e agências também têm vasculhado a indústria de tecnologia de forma mais ampla, concentrando-se em áreas onde as empresas chinesas comandam uma participação majoritária em produtos de tecnologia de consumo dos EUA.

Em outubro, a Microsoft disse que pequenos roteadores residenciais e comerciais da TP-Link foram alvos de um grupo de hackers ligado à China que roubou com sucesso as credenciais de vários clientes da Microsoft.

Autor: Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo at 19.12.24 Nenhum comentário:
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Keywords: China, Comunicação, Estados Unidos, Internet
Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo
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25 novembro 2024

Comunicação e democracia: como salvar a democracia e a tecnologia?

À medida que mais e mais pessoas obtêm suas notícias das mídias sociais, a influência política das empresas de tecnologia tem sido cada vez mais examinada. Muitos observadores notaram, por exemplo, o uso pelo empresário Elon Musk da plataforma que ele possui, X (anteriormente conhecida como Twitter), como uma ferramenta em seu apoio ao presidente eleito Donald Trump. Mas identificar problemas com a influência das grandes empresas de tecnologia pode ser mais fácil do que encontrar soluções viáveis. Em alguns casos, o governo dos EUA agiu para combater o poder de monopólio dessas empresas — apenas esta semana, por exemplo, o Departamento de Justiça propôs uma divisão do Google como parte de um grande caso antitruste contra a empresa. Os obstáculos legais que os reguladores encontraram, no entanto, demonstram a dificuldade de promover qualquer tipo de mudança.

Em um ensaio de 2021, o cientista político Francis Fukuyama, o jurista Barak Richman e o especialista em algoritmos Ashish Goel alertaram sobre as consequências políticas do domínio das Big Techs. Essas corporações deveriam levantar bandeiras vermelhas "não apenas porque detêm tanto poder econômico, mas também porque exercem tanto controle sobre a comunicação política" [...] "Esses gigantes agora dominam a disseminação de informações e a coordenação da mobilização política. Isso representa ameaças únicas a uma democracia que funciona bem", escreveram.

Muitos cidadãos exigiram que essas plataformas, e seus proprietários, assumissem mais responsabilidade pelo conteúdo que promovem. Mas esperar que grandes empresas de tecnologia policiem seu próprio comportamento "não é uma solução de longo prazo", [ ... ] "Nenhuma democracia liberal se contenta em confiar poder político concentrado a indivíduos com base em suposições sobre suas boas intenções. [ ... ]  "Se não for abordado, esse poder é como uma arma carregada em cima de uma mesa. No momento, as pessoas sentadas do outro lado da mesa provavelmente não pegarão a arma e puxarão o gatilho", escreveram Fukuyama, Richman e Goel.

Jaron Lanier, um dos participantes do documentário "O dilema das redes", produzido para a Netflix, lançou, em 2018, seu quarto livro no qual denuncia o Vale do Silício de um modo geral, e o Facebook, em particular, como uma verdadeira máquina de FAZER E CONTROLAR cabeças.

Tal percepção sobre o uso dessa "máquina" chegou também ao mundo político, especialmente às ditaduras, incluindo as de toga como está ocorrendo no Brasil. O País é a bola da vez e o esboço de seu ministério da verdade não é mais segredo para ninguém. Diariamente, suas lideranças, principalmente as do executivo e do judiciário, têm tomado decisões persecutórias, revanchistas e expressado discursos assustadores e ameaças à sociedade e às próprias big techs.

Como então salvar a democracia e a tecnologia? É um assunto complexo que tem sido abordado por estudiosos, inclusive em diversos livros já publicados e também pelos Parlamentos das principais nações do mundo. No Brasil o tema já esteve e está no Congresso, local apropriado para essa discussão mas, infelizmente, o STF irá se intrometer, mais uma vez, em assuntos que não são parte de suas atribuições. No próximo dia 27 de novembro nele (STF) se iniciará o julgamento de três ações que discutem a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos publicados por terceiros. Lei da Censura em pauta é a tradução que se ler nas redes sociais e é tudo o que não se deve adotar para salvar a democracia e a tecnologia. 

Autor: Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo at 25.11.24 Um comentário:
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Keywords: Big Techs, Comunicação, Democracia
Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo
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29 outubro 2024

A dura verdade: os americanos não confiam na mídia

Jeff Bezos — conhecido principalmente como fundador da Amazon e proprietário do The Washington Post — fez um mea culpa sobre o estado decadente da mídia atual, abordando a crise de credibilidade que assola veículos de comunicação nos EUA. Bezos reconhece a crescente desconfiança do público em relação ao jornalismo, enfatizando que a mídia deve não apenas buscar precisão, mas também transmitir uma imagem de confiabilidade — uma área em que muitos veículos têm falhado. 

Curiosamente faz uma analogia com urnas eletrônicas, que não só apenas devem ser confiáveis, mas sobretudo se mostrarem confiáveis para os eleitores.

Em uma mudança marcante para o Washington Post, Bezos propõe o fim dos endossos presidenciais, argumentando que tais apoios alimentam a percepção de parcialidade, prejudicando a imagem de independência que ele considera essencial para o jornalismo ético. Ele vê essa independência editorial como um pilar crucial para restaurar a confiança do público, especialmente em tempos de polarização exacerbada.

Sua visão reflete um cenário onde o espaço para perspectivas “woke” e progressistas parece estar encolhendo. Bezos reforça a necessidade de mudanças para manter a relevância do Washington Post e, assim, a própria relevância da mídia no debate público.

Boa leitura.


*. *. *

Editorial do Washington Post

The hard truth: Americans don’t trust the news media (A dura verdade: os americanos não confiam na mídia)

By Jeff Bezos
October 28, 2024 at 7:26 p.m. EDT

Jeff Bezos is the owner of The Washington Post.

Nas pesquisas públicas anuais sobre confiança e reputação, jornalistas e a mídia têm caído regularmente perto do fundo do poço, muitas vezes logo acima do Congresso. Mas na pesquisa Gallup deste ano, conseguimos ficar abaixo do Congresso. Nossa profissão agora é a menos confiável de todas. Algo que estamos fazendo claramente não está funcionando.

Deixe-me fazer uma analogia. As máquinas de votação devem atender a dois requisitos. Elas devem contar os votos com precisão, e as pessoas devem acreditar que contam os votos com precisão. O segundo requisito é distinto e tão importante quanto o primeiro.

O mesmo acontece com os jornais. Devemos ser precisos, e devemos ser acreditados como precisos. É uma pílula amarga de engolir, mas estamos falhando no segundo requisito. A maioria das pessoas acredita que a mídia é tendenciosa. Qualquer um que não veja isso está prestando pouca atenção à realidade, e aqueles que lutam contra a realidade perdem. A realidade é uma campeã invicta. Seria fácil culpar os outros por nossa longa e contínua queda na credibilidade (e, portanto, declínio no impacto), mas uma mentalidade de vítima não ajudará. Reclamar não é uma estratégia. Devemos trabalhar mais para controlar o que podemos controlar para aumentar nossa credibilidade.

Os endossos presidenciais não fazem nada para desequilibrar a balança de uma eleição. Nenhum eleitor indeciso na Pensilvânia vai dizer: "Vou com o endosso do Jornal A". Nenhum. O que os endossos presidenciais realmente fazem é criar uma percepção de parcialidade. Uma percepção de não independência. Acabar com eles é uma decisão baseada em princípios, e é a correta. Eugene Meyer, editor do The Washington Post de 1933 a 1946, pensou o mesmo, e ele estava certo. Por si só, recusar-se a endossar candidatos presidenciais não é suficiente para nos levar muito longe na escala de confiança, mas é um passo significativo na direção certa. Gostaria que tivéssemos feito a mudança antes do que fizemos, em um momento mais distante da eleição e das emoções em torno dela. Isso foi um planejamento inadequado, e não uma estratégia intencional.

Também gostaria de deixar claro que não há nenhum tipo de quid pro quo em ação aqui. Nem a campanha nem o candidato foram consultados ou informados em nenhum nível ou de nenhuma forma sobre essa decisão. Ela foi tomada inteiramente internamente. Dave Limp, o presidente-executivo de uma das minhas empresas, a Blue Origin, se encontrou com o ex-presidente Donald Trump no dia do nosso anúncio. Suspirei quando descobri, porque sabia que isso daria munição para aqueles que gostariam de enquadrar isso como algo diferente de uma decisão baseada em princípios. Mas o fato é que eu não sabia sobre a reunião de antemão. Nem mesmo Limp sabia sobre isso com antecedência; a reunião foi agendada rapidamente naquela manhã. Não há conexão entre isso e nossa decisão sobre endossos presidenciais, e qualquer sugestão em contrário é falsa.

Quando se trata da aparência de conflito, não sou um proprietário ideal do The Post. Todos os dias, em algum lugar, algum executivo da Amazon ou da Blue Origin ou alguém de outras filantropias e empresas que possuo ou nas quais invisto se reúne com autoridades governamentais. Uma vez escrevi que o The Post é um "complexificador" para mim. É, mas acontece que também sou um complexificador para o The Post.

Você pode ver minha riqueza e interesses comerciais como um baluarte contra a intimidação, ou pode vê-los como uma rede de interesses conflitantes. Somente meus próprios princípios podem inclinar a balança de um para o outro. Garanto que minhas opiniões aqui são, de fato, baseadas em princípios, e acredito que meu histórico como proprietário do The Post desde 2013 respalda isso. Você é, claro, livre para fazer sua própria determinação, mas eu o desafio a encontrar uma instância nesses 11 anos em que eu tenha prevalecido sobre alguém no The Post em favor dos meus próprios interesses. Isso não aconteceu.

A falta de credibilidade não é exclusiva do The Post. Nossos irmãos jornais têm o mesmo problema. E é um problema não apenas para a mídia, mas também para a nação. Muitas pessoas estão se voltando para podcasts improvisados, postagens imprecisas em mídias sociais e outras fontes de notícias não verificadas, que podem rapidamente espalhar desinformação e aprofundar as divisões. O Washington Post e o New York Times ganham prêmios, mas cada vez mais falamos apenas com uma certa elite. Cada vez mais, falamos conosco mesmos. (Nem sempre foi assim — na década de 1990, alcançamos 80% de penetração domiciliar na área metropolitana de D.C.)

Embora eu não force e não vá forçar meu interesse pessoal, também não permitirei que este artigo fique no piloto automático e desapareça na irrelevância — superado por podcasts não pesquisados ​​e farpas de mídia social — não sem uma luta. É muito importante. Os riscos são muito altos. Agora, mais do que nunca, o mundo precisa de uma voz credível, confiável e independente, e onde melhor para essa voz se originar do que a capital do país mais importante do mundo? Para vencer esta luta, teremos que exercitar novos músculos. Algumas mudanças serão um retorno ao passado, e algumas serão novas invenções. A crítica será parte integrante de qualquer coisa nova, é claro. Este é o jeito do mundo. Nada disso será fácil, mas valerá a pena. Sou muito grato por fazer parte deste esforço. Muitos dos melhores jornalistas que você encontrará em qualquer lugar trabalham no The Washington Post, e eles trabalham arduamente todos os dias para chegar à verdade. Eles merecem ser acreditados.

Autor: Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo at 29.10.24 Um comentário:
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Keywords: Comunicação, Estados Unidos, Mídia
Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.

19 setembro 2024

O tuiteiro anti-Twitter - Jornalista medíocre não apenas quer a censura – ele necessita dela.

Segundo Paula Schmitt, "jornalista que apoia a censura é uma das aberrações mais esquizofrênicas que existem. Mas ele apoia para sobreviver, porque ele sabe que é medíocre e corrupto demais para competir com perfis anônimos que fazem mais jornalismo, sem cobrar nada".

A Paula explica isso muito bem em seu artigo, de hoje, publicado no Poder360, integralmente exposto mais adiante.

Nele, ela expõe o baixíssimo nível dos "jornalistas" brasileiros, em sua maioria, e seus respectivos empregadores. Ciente da sua inferioridade intelectual, o jornalista medíocre entende que apenas a eliminação do contraponto faz o seu ponto ter mérito, porque ele passa a ser o único ponto com autorização para ser feito.

Uma FOTOGRAFIA PERFEITA do jornalismo brasileiro atual.

Boa leitura.

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O jornalismo da mediocridade e a censura de mercado


Paula Schmitt 19.set.2024 (quinta-feira) - 5h53 

Quem não estava debaixo de uma pedra em Marte já sabe que o X (ex-Twitter) foi suspenso no Brasil. Mas quem fingiu que estava em Marte e usou VPN para acessar o site pôde presenciar a cena mais esquizofrênica que existe: militontos comemorando a suspensão do X no próprio X, com postagens na plataforma. A ironia mandou lembranças, mas na escala de capacidade intelectual, existe um tipo ainda mais sem noção que o tuiteiro anti-Twitter, um ser que, vamos dizer assim, supera essa inferioridade: o jornalista que defende a censura. 

Num mundo onde a mulher barbada saiu do circo, e em vez de cobrar para ser vista tem proteção da lei para que ninguém se atreva a lhe dar sequer uma olhada de lado, o jornalista que defende a censura consegue ser uma aberração ainda aberrante, um palhaço triste chorrindo no circo vazio da sua irrelevância. Sim, essa é a maior razão –e talvez a única– do jornalista que defende a censura: salvar seu emprego a todo custo.

O jornalista que apoia a censura está morrendo de inanição. Carente de audiência, credibilidade e respeito, ele sabe que só a eliminação de gente mais interessante e confiável pode lhe garantir alguma visibilidade. Para os jornalistas oficiais, mantidos vivos sob aparelhos pagos com dinheiro dos nossos impostos, o X já estava morrendo, e era melhor pra eles que os bons profissionais afundassem junto com o jornalista peso-morto. Em 29 de agosto, eu postei um tweet que mostra essa decadência de forma inequívoca. Os números são impressionantes. 

Natuza Nery, jornalista da Globo, tinha retuitado uma postagem da firma que promovia seu trabalho. O tweet original do G1 tinha sido postado havia 8 horas –uma eternidade na internet, e mais ainda numa plataforma tão imediata e interativa como o X. O G1, é bom lembrar, tem mais de 15 milhões de seguidores no X. Mesmo assim, e mesmo com a ajuda de Natuza, a postagem do jornal só tinha sido compartilhada 6 vezes. Seis vezes em 8 horas.

Para o leitor ter uma ideia de tamanha irrelevância, eu, com pouco mais de 200 mil seguidores, consegui em só 4 minutos mais compartilhamentos do que a postagem do G1 de 8 horas antes (até 4ª feira [18.set.2024], meu tweet já teve 553 compartilhamentos).


O grande problema para a Globo e afins é que o X não apenas expunha a sua irrelevância, mas deixava a coisa explícita demais, inteligível até para a audiência da própria Globo. Em artigo publicado no Instituto Reuters nesta semana, 2 jornalistas de outros veículos confirmaram a tese de que a suspensão do X veio em boa hora –na hora certa para encobrir a perda de audiência. Um dos trechos mais engraçados da reportagem foi cortesia do editor do Núcleo, um jornal que ironicamente “foca na cobertura do impacto das redes sociais e inteligência artificial”. Segundo Sérgio Spagnuolo, o jornal que ele dirige nem se incomodou com a suspensão do X porque eles já iam sair de lá mesmo. De acordo com o artigo, “Spagnuolo diz que eles tomaram a decisão de sair do X/Twitter em agosto, algo que eles iam anunciar na primeira semana de setembro, precisamente a semana do bloqueio da plataforma.”

 Ahan. Çei....

“Nós íamos dizer”, continuou Spagnuolo, “que [o X] deixou de ser uma boa plataforma para a conversa, ele não atinge tantas pessoas, ele não gosta de links [para jornais], ele tem um monte de conteúdo tóxico e sem moderação e um monte de mensagens radicais da direita. Nós íamos deixar o X até que ele melhorasse. No meio desse processo, o Twitter foi bloqueado”.

 Ufa!, né, Sérgio? Rsrsrsrsr 

Enquanto o chefe do Núcleo nos brindava com uma versão quem-desdenha-quer-comprar da sua relação com o X, a suspensão do site claramente lhe beneficiou, porque ao derrubar quem estava em queda (como o Núcleo), a suspensão prejudicou quem estava em ascensão, como os jornais e mídia alternativa que não se valem do dinheiro de bilionários ou da transferência compulsiva dos impostos. Para se ter uma ideia de como somos nós, os pagadores de impostos, que financiamos nossa própria desinformação, esta reportagem deste Poder360 mostra que de 2000 a 2016 “o Grupo Globo recebeu R$10,2 bilhões em publicidade federal”. Neste outro texto, o Poder360 mostra que, só em 2023, o gasto da União com publicidade na Globo foi de R$ 142 milhões.


Natalia Viana, também entrevistada pelo Instituto Reuters, revela que apesar de ser editora de um veículo chamado Agência Pública, sua preocupação parece bem privada. Em vez de falar do direito natural à liberdade de expressão e acesso à informação, Natalia comemorou o banimento do X para os usuários do Brasil. Vale notar um detalhe crucial, omitido na reportagem da Reuters: a Agência Pública pagava pelo selinho de mídia, financiando Elon Musk e o X com ao menos US$ 1.000 por mês. Mesmo assim, e mesmo estando no X desde 2011,ela tinha apenas 280 mil seguidores, cerca de um terço a mais do que eu que, diferentemente da Agência Pública, nunca paguei um centavo ao bilionário malvadão Elio Munchen. 

É por essas e outras que o X incomoda –porque ele permite a uma pessoa sem dinheiro, como eu, ter mais visibilidade do que quem se dispõe a pagar por ela. Para mentes mentirosamente socialistas que adoram um capitalismo de compadrio, essa competição baseada no talento é inadmissível. 

As falas de Natalia e Sérgio lembram aquele episódio do “South Park” em que um casal de exibicionistas loucos por atenção acha que disfarça seu propósito pregando o oposto do que faz. O casal, inspirado em Meghan Markle e Príncipe Harry, reclama da atenção da mídia, e sai pelo mundo fazendo uma turnê pedindo privacidade. Sob os flashes das câmeras de paparazzi, eles erguem cartazes pedindo para que “parem de olhar pra nós”. De novo, a síndrome da mulher barbada.

Jornalista que defende a censura sabe que suas ideias e seu jornalismo são medíocres, e que na ágora livre das redes sociais ele jamais venceria um debate. Por isso, jornalista medíocre não apenas quer a censura –ele necessita dela. Ciente da sua inferioridade intelectual, o jornalista medíocre entende que apenas a eliminação do contraponto faz o seu ponto ter mérito, porque ele passa a ser o único ponto com autorização para ser feito.

Esses jornalistas não são apenas medíocres, mas são acima de tudo mesquinhos, apequenados, e preferem morrer em grupo do que deixar que os melhores sobrevivam. Mal sabem eles que eles também serão eliminados do jornalismo, e terão que admitir que o que fazem é apenas propaganda para o regime. Esses jornalistas são como o negro que se junta aos seus algozes históricos para criticar o “privilégio branco”.

Aqui, quando o Roda Viva entrevistou o suposto assediador e pegador-de-partes íntimas Silvio Almeida, uma jornalista negra chamada Joyce Ribeiro diz que: “A conscientização dos brancos passa pela necessidade de maior distribuição da riqueza e de diminuição dos privilégios”. Parece mentira, mas é verdade. É isso mesmo, senhores: temos aqui uma pessoa que obviamente não fica nada a dever ao pior idiota da etnia branca, porque ela parece acreditar que direitos essenciais são privilégios.

Deixa eu explicar uma coisinha para os Pfizer Johnsons da oitava-dose: um futuro ditador do mundo que estivesse planejando controlar a sociedade e diminuir seus direitos conseguiria facilmente realizar seu sonho de controle total fazendo a própria população abrir mão dos seus direitos.

Com um pouquinho de sofisticação intelectual, o esquema se torna bastante óbvio: o futuro ditador iria fazer uma metade da população lutar pelo fim dos direitos da outra metade. Assim, depois de muito arjumento bradando que direito é privilégio, e depois que todos os negros se comprometessem publicamente com a teoria de que garantias essenciais são luxo indevido, o ditador iria agradecer a metade negra por trabalhar gratuitamente pelo regime, e revelar que agora é a sua vez, “obrigado por justificar moral e filosoficamente a sua própria escravidão”.

Para terminar, deixo aqui algumas considerações sobre um artigo condenando a proibição do X aos brasileiros, escrito por uma jornalista estrangeira. Diferentemente dos jornalistas medíocres que precisam eliminar a competição para ter uma chance no mercado de inanidades, a ex-repórter do New York Times Taylor Lorenz lamentou o fechamento do X no Brasil, e falou de um elemento que passou batido por Spagnuolo e Natalia Viana: o povo brasileiro –aquele que está sendo privado de se manifestar, de acessar o conteúdo que lhe interessa, e de conseguir informação que a mídia financiada pelos grandes grupos econômicos é paga para não publicar.

Publicado na plataforma Substack, o artigo também alerta a um ponto que tinha passado batido até por mim: não foi só o povo brasileiro que foi privado do X. O X e o mundo que lhe usa como praça pública também foi privado do público brasileiro.

Taylor diz que os brasileiros adquiriram um poder descomunal na “formação da narrativa da cultura pop”, e alguns perfis conseguiram “sozinhos ressuscitar shows da TV norte-americana, filmes e música” e influenciar os rumos da cultura global. Outros perfis serviam como arquivistas da TV e da indústria de entretenimento, mais ou menos como é o trabalho do jornalista Henrique Soldani, que garimpa e desenterra vídeos e entrevistas que a grande mídia já publicou e agora gostaria de esconder. 

Taylor cita Alonso Gurmendi, professor de direitos humanos e Política na London School of Economics, que criticou publicamente a suspensão do X e a perda da “força massiva do Brasil na mídia”. A cultura pop na qual o brasileiro está desproporcionalmente presente “não é apenas um passatempo”, diz ela, “mas uma poderosa força social. Contas de fãs frequentemente se organizam em torno de questões sociais, movimentos políticos, e trabalham para fazer cobrança de figuras públicas”.

Essas vozes brasileiras foram todas caladas, mais especificamente 21,5 milhões delas, o número de brasileiros ativos no X. Como disse uma bibliotecária de internet e arquivista para Taylor Lorenz, “a perda das contas de fãs brasileiros foi um golpe enorme no coração da internet”.






Autor: Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo at 19.9.24 Nenhum comentário:
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Keywords: 19set, Censura, Comunicação
Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo
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08 junho 2024

Luz, câmera, ação ...

J. R. Guzzo

[ ... ] "O que o governo Lula oferece ideologia pessoal, rancorosa e fracassada do próprio presidente e dos viciados em Terceiro Mundo que governam com ele e consomem teorias de 70 anos atrás.

A governança é uma piada, a segurança jurídica não existe, e a vida pública é uma das mais corruptas do planeta, segundo as organizações de vigilância de melhor reputação internacional." 

Uma semana após a outra, as notícias e até manchetes da mídia corrompida reproduzem seus horrores. A seguir uma pequena amostragem dessas notícias. 

A montagem profissional de um vídeo sobre as ruínas das enchentes no Rio Grande do Sul



Luz, câmera, ação ...



Mantendo a tradição


 


Assuntos internacionais 

Em Pequim, o  vice-presidente da República, Geraldo Alckimin, discursando em alto e bom som, que "a China é inspiradora para o Brasil".


Na área econômica


 


Nas manchetes internacionais e no Brasil, o que é possível ver no Zé




Eleições 2024



 


Autor: Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo at 8.6.24 Nenhum comentário:
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Keywords: Comunicação, Lula, STF
Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo
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06 dezembro 2023

Lula: o eterno pigmeu


A imprensa da Alemanha chamou Lula de parceiro “problemático”, por sua posição obscura na guerra da Ucrânia e sua hesitação ambígua sobre o ataque terrorista do Hamas. 

Durante esta semana Lula aconselhou os países da OPEP a pararem de explorar combustíveis fósseis, e o Presidente da França para que pare de subsidiar os agricultores franceses. 

Mais um vexame internacional para o Brasil, provocado pelo seu desastrado pigmeu diplomata.🤦🏻‍♂️

O próximo conselho de nosso pigmeu diplomático será aconselhar o Papa a parar de rezar missa, embora já me disseram (em off) que este conselho já foi dado. 😂

Bom, a própria mídia, do exterior, é claro, deu limitado destaque ao pigmeu brasileiro enquanto parte da nossa festejou a sua participação na COP28.

O pigmeu teve pouco destaque em veículos jornalísticos internacionais dos Estados Unidos, da Europa e da América Latina.

O pigmeu brasileiro foi citado em veículos como The Guardian, The Economist e El País. Há menções com alguma simpatia pela antiga proposta brasileira de países ricos pagarem por hectare de terra preservada em florestas tropicais. Mas esse discurso foi sobrestado pela repercussão negativa da decisão do pigmeu sobre a adesão do Brasil à Opep+, grupo ampliado de nações produtoras de combustíveis fósseis em geral, justamente algo antagônico ao que estava sendo discutido na COP28.

Veja a seguir um curto resumo de algumas matérias publicadas no exterior:

O jornal The Guardian (Reino Unido), quase sempre simpático ao pigmeu, publicou um texto crítico sobre o petista. Diz que “quaisquer pretensões” que o presidente brasileiro pudesse ter de ser “uma liderança climática mais ampla no corte de combustíveis fósseis foram enfraquecidas” pelo anúncio de que o país “planeja se alinhar mais estreitamente com o maior cartel petrolífero do mundo, a Opep”.

“Os planos do presidente brasileiro de aprovar novos projetos de combustíveis fósseis não combinam com a promessa de atingir a meta de redução de 1,5°C”, escreveu o jornalista Jonathan Watts numa análise no britânico Guardian.

Em reportagem sobre a participação recorde de banqueiros e lobistas na COP28, o Financial Times relatou que executivos de energia estavam presentes em delegação brasileira, composta por quase 3.000 pessoas.

O Financial Times cita as promessas do pigmeu para a proteção ambiental e ações para travar o desmatamento da Amazônia. Mas, o jornal diz que “o país também está empenhado num grande desenvolvimento da sua indústria petrolífera, com o governo pretendendo transformar o Brasil no 4º maior produtor mundial de petróleo bruto até 2029”.

O jornal The Guardian (Reino Unido), sempre com tendência a ser simpático ao pigmeu e ao Brasil, publicou em 2 de dezembro uma análise crítica ao representante do Brasil. Com o título “Tentativa de Lula de se autodenominar líder climático na COP28 foi prejudicada pela decisão da Opep”, o texto diz que “quaisquer pretensões” que Lula pudesse ter de se tornar “uma liderança climática mais ampla no corte de combustíveis fósseis foram enfraquecidas” pelo anúncio de que o país “planeja se alinhar mais estreitamente com o maior cartel petrolífero do mundo, a Opep”.

O El País (Espanha), em sua edição impressa desta 4ª feira (6.dez) traz um artigo de opinião escrito pela jornalista brasileira Eliane Brum. Nele, ela questiona se a participação do pigmeu na COP28 pode ser classificada como cinismo ou escárnio, uma vez que o Brasil quer ser uma potência ecológica, mas também aumentar a produção de petróleo e participar da Opep+. É um duro golpe contra a política internacional brasileira para o clima num veículo que tende a ser simpático à administração Lula.

O Washington Post (Estados Unidos) praticamente não cita o pigmeu ou o Brasil em suas edições recentes. O país é mencionado na edição impressa de 4 de dezembro, numa reportagem genérica sobre países emergentes: “Metade da população mundial vive no Bangladesh, no Brasil, na Nigéria, no Paquistão, na Indonésia, na China e na Índia, onde o produto interno bruto médio per capita é entre 1/10 e 1/3 daqueles das nações avançadas”.

O Financial Times publicou em 3 de dezembro um texto sobre a diminuição das perspectivas de a União Europeia e o Mercosul finalizarem o acordo comercial. A reportagem cita a oposição do presidente da França, Emmanuel Macron: “Macron lançou incerteza sobre a conclusão do acordo depois de uma reunião com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na cúpula climática COP28 da ONU, no sábado. O líder francês disse estar preocupado com a falta de metas ambientais”.

Autor: Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo at 6.12.23 Nenhum comentário:
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Keywords: Comunicação, Lula
Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo
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07 maio 2023

UOL REPETE GLOBO E DEMITE JORNALISTAS


Audiência da imprensa velha - o consórcio militante - não para de cair e com ela os seus profissionais. É o que informa a matéria do Portal do Jornalista.

"O UOL promoveu nesta sexta-feira (5/5) uma série de cortes em sua equipe. Segundo fontes ouvidas por este Portal dos Jornalistas, o total chegaria a 10% do efetivo da área de conteúdo da plataforma, incluindo profissionais ligados a tecnologia e desenvolvimento, mas com expressivo impacto também na redação."

 . . .

"Segundo informou um dos profissionais que deixaram a casa nesta leva, há alguns meses já havia um alerta em relação a números e desempenho do portal. Com isso, algumas ações com objetivo de reduzir custos e despesas já vinham acontecendo, como desligamento de colaboradores, mas até então nenhum profissional CLT havia sido atingido no processo." 

A demissão de jornalistas pelo Grupo Folha ocorreu depois da Rede Globo seguir esta mesma opção para cortar despesas.  No início de abril, a emissora dispensou dezenas de profissionais de imprensa.

Na quarta-feira (26/04), a TV Globo comemorou 58 anos sem ter o que comemorar. Sua audiência segue ladeira abaixo, com uma perda acumulada de 33% nos últimos 20 anos. A participação da Globo no total de televisores ligados, que era de 50% há 19 anos, hoje está na casa dos 32%. Nos anos 1990, quando as métricas de medição de audiência eram diferentes, seu share batia nos 80%.

No comunicado, a Globo sinalizou que as mudanças devem continuar. “Um cenário que exige uma atuação ainda mais conectada com nossos objetivos de conduzir a empresa para um futuro sólido e sustentável, revisitando custos, adotando novas práticas e tomando decisões assertivas e alinhadas à nossa estratégia”, disse Paulo Marinho, diretor-presidente do grupo.

Autor: Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo at 7.5.23 Nenhum comentário:
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Keywords: 07mai, Comunicação
Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo
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04 novembro 2022

ACORDA BRASIL! O PT JÁ ESTÁ FAZENDO

A JovemPan tem se destacado dos demais veículos de comunicação do Brasil, por sempre ter exercido o jornalismo de forma independente: de governos, de partidos, de grupos empresariais etc, o que não acontece com os seus concorrentes.

Essa independência tem lhe proporcionado elevados níveis de audiência junto ao público brasileiro, no Brasil e no exterior, em todos os seus canais: rádio, TV ou Internet. Este sucesso tem provocado inveja nos demais grupos de comunicação, ao ponto de ser atacada diretamente pela Folha de São Paulo (Folha e UOL). Confira no vídeo o Editorial resposta a esse ataque.



Um de seus programas de maior sucesso é OsPingosNosIs, levado ao ar de segunda a sexta-feira, das 18 às 20 horas. A edição de hoje (03/11) trouxe dois momentos de alta importância para o Brasil, ao mostrar o contexto planejado pelo PT para o País e que não foi implantado durante os governos passados de Lula e Dilma. Após declarada a vitória do ex-presidiário, suas lideranças ja demonstraram que agora a coisa vai, e pra isto, desta vez, contam com um poderoso aliado, o STF.

O primeiro desses momentos: uma entrevista com a deputada Carla Zambelli que viajou aos EUA para cumprir agenda pessoal: “Eu não tenho motivo nenhum para fugir [...] Não há especulação de que eu vá ser presa”, disse a deputada se posicionando sobre o boato, propagado pela esquerda, de que tinha fugido para não ser presa.

Mas esse não foi o principal esclarecimento. O mais importante da entrevista esteve nos temas que corroboram o cenário que já está no ar, antes mesmo da posse do ex-presidiário: um novo modelo de nação a ser implantado no Brasil, seguindo as orientações do Foro de São Paulo, no qual estão presentes:

  • restrições de liberdades individuais contidas nos artigos 5o. e 220 da Constituição Federal (CF);

  • censura;

  • restrições impostas pelo STF e pelos proprietários das redes sociais aos seus usuários;

  • interferência do pode judiciário no processo político a favor de uma corrente ideológica e de um candidato;

  • exercício pleno e abundante da juristocracia no País;

  • aplicação de um processo de caça as bruxas (adversários do sistema).

O segundo momento do programa, foi a análise da proposta do PT de mudança das diretrizes das Forças Armadas (FFAA), segundo o ex-deputado José Genoíno, ex-guerrilheiro, condenado e preso pelo mensalão, entre as quais:
  • eliminação do art. 142 da CF que trata da ordem das FFAA na ordem constitucional do País;

  • reforma dos currículos militares;

  • reorganização do exército que ficaria sob comando político;

  • mudança nos critérios de promoção dos oficiais;

  • integração militar dos países sul americanos para fazer frente aos EUA;

  • quarentena aos oficiais que venham a ocupar cargos públicos; e a

  • diminuição da participação de militares em funções políticas;

  • criação de uma guarda nacional e despolitização das FFAA.

Tal proposta é similar a implementada na Venezuela que tirou do exército o dever de atuar em crises relacionadas com a segurança pública. 



O Genoíno foi doutrinado com essas idéias desde os tempos de sua participação como guerrilheiro do Araguaia e que continuam presentes na cartilha do Foro de São Paulo.

Acorda Brasil! Provavelmente, a maioria dos que votaram no ex-condenado, preocupados com as miudezas de seus afazeres diários, não fazem a menor idéia do que está por trás dos discursos públicos do PT. 

Como sugestão prática, procure saber um pouco sobre o que foi/é a Venezuela antes/depois do Hugo Chavez assumir o governo e implementar o que ditava o Foro de São Paulo.

Na foto, em uma das reuniões do Foro de São Paulo, Hugo Chavez (Venezuela), Evo Morales (Bolivia), Lula e Rafael Correa (Equador).






Autor: Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo at 4.11.22 Um comentário:
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Keywords: Censura, Comunicação, Ditadura, Eleições, Lula, STF
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