Translate

Mostrando postagens com marcador Startups. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Startups. Mostrar todas as postagens

30 julho 2026

A ascensão de empresas que faturam milhões com apenas um funcionário

No mundo do empreendedorismo, especialmente no das atartups, estão surgindo empresas sem nenhum funcionário. São aquelas que fazem parte de uma categoria de empreendedores que lançam — e muitas vezes administram — novas empresas sozinhos. Ferramentas de inteligência artificial respondem aos e-mails, ajudam a escrever e corrigir códigos de software, atendem a solicitações de clientes, cadastram novos assinantes e processam reembolsos quando surgem problemas.

De novo, sua maior concentração está no berço das grandes empresas de tecnologia ao longo do tempo, a Califórnia.

Antigamente, administrar um negócio de certo porte exigia uma equipe. A IA está virando essa premissa de cabeça para baixo, e cada vez mais aspirantes a empreendedores estão tocando o negócio sozinhos.

Uma das análises divulgada recentemente mostra que existem milhares de empreendedores individuais gerando mais de US$ 1 milhão em receita, com esse grupo dobrando de tamanho entre 2023 e 2025. O número de empreendedores individuais que ultrapassaram a marca de US$ 10 milhões quase triplicou nesse mesmo período.

A capacidade da IA ​​de lidar com diversas tarefas administrativas a torna potencialmente útil para lançar negócios individuais em muitas áreas. No entanto, a habilidade da tecnologia de também realizar tarefas fundamentais no setor de tecnologia, como a programação, faz desse campo um ponto de grande destaque.

Ao analisar dados do Censo dos EUA (Census Bureau), o economista Taylor Bowley, do Bank of America Institute, constatou que, entre todos os setores, os pedidos de abertura de novas empresas no setor de tecnologia de informação registraram o maior aumento percentual — quase 45% — no último ano. Ao mesmo tempo, a proporção de candidatos do setor que afirmam planejar a contratação de funcionários apresentou a queda mais acentuada entre todos os setores analisados.

Esses dados do Censo não rastreiam empresas operadas individualmente. No entanto, os números mostram, de modo geral — tanto no setor de tecnologia quanto fora dele —, que o número de novas iniciativas permanece estável entre empresas com maior probabilidade de contratar funcionários, mas cresce em outros segmentos. Economistas afirmam que esse é um forte indício de que o número de empreendedores individuais está em ascensão.

Contudo, empreender sozinho utilizando IA ainda pode sair surpreendentemente caro, por ter de se pagar um custo elevado pelo acesso ao Claude, da Anthropic, para processar as solicitações — essa empresa de IA, assim como outras, cobra com base no uso. Porém, esse cenário está sendo alterado desde que se passou a utilizar modelos de IA de código aberto e gratuitos provenientes da China.

Resta saber qual será o impacto dos negócios individuais no mercado de trabalho. Pesquisas indicam que os americanos temem que a IA substitua postos de trabalho, e economistas renomados também analisam essa possibilidade. No entanto, a IA também está criando muitos novos empregos, e os empreendedores que atuam sozinhos demonstram como a tecnologia pode, ao mesmo tempo, abrir portas e limitar oportunidades de emprego.

29 abril 2026

Quando a velocidade da startup se torna vantagem militar

    A Ucrânia demonstrou isso vividamente. A eficácia assimétrica de drones de baixo custo produzidos em massa alterou a guerra convencional. A lição não é simplesmente que os drones funcionam, mas que "barato, rápido e iterativo" supera o caro, lento e monolítico. Esse é precisamente o modo como as startups operam e onde as grandes corporações de defesa estabelecidas encontram dificuldades.

    Os ciclos tradicionais de aquisição – medidos em anos e bilhões – muitas vezes não conseguem operar no ritmo que a guerra exige; as startups, por outro lado, podem passar do protótipo à implantação em meses ou até semanas. Exatamente por esse motivo, o governo ucraniano criou o Brave1 – um programa de subsídios, desafios, investimentos e aceleração, especificamente para startups de tecnologia de defesa. Investidores privados também reconheceram o potencial: os dados mostram que, entre 2022 e 2025, os investimentos em estágio inicial em Kiev dobraram em número e triplicaram em valor. O setor como um todo foi um dos que mais cresceram no último ano.

    A guerra claramente prejudica as economias: o capital foge, o talento se dispersa e a confiança dos investidores entra em colapso. Mas a relação entre conflito e ecossistemas de inovação não se resume a dano e recuperação. A guerra reestrutura os ecossistemas de startups — e os ecossistemas de startups, por sua vez, podem reestruturar as sociedades que emergem do conflito. O sucesso dessa segunda transformação depende das escolhas políticas feitas durante a primeira.

04 setembro 2025

Contrato do Exército americano com start up dará IA aos soldados no campo de batalha


    A história registra que as guerras foram eventos que sempre estiveram acompanhados do avanço tecnológico. Desde a substituição dos cavalos por veículos automotores e suas respectivas armas até a bomba atômica, o ápice da Segunda Guerra Mundial.

    De lá para cá nada mudou e os regimes totalitários têm utilizado datas significativas para exibirem seu potencial em armas cada vez mais avançado e sofisticado como ocorreu esta semana em Pequim. O evento que reuniu os principais ditadores do mundo e seus apoiadores de outros países incluindo o Brasil. Lá estiveram presentes Dilma Rousseff e Celso Amorim.




    O Brasil virou chacota na diplomacia internacional. Nunca estivemos num buraco tão obscuro! A mídia tentou vender a imagem de um “desfile de líderes mundiais”, mas a realidade foi escancarada: não eram líderes, eram ditadores de regimes autoritários.

    Mas vamos retomar o tema do título deste post e, desde já, não é difícil dissociá-lo das palavras guerra e avanço tecnológico. Em artigo anterior falamos dos motores da IA e suas oportunidades e desafios para sua instalação sem mencionar guerras.

    Aqui, entretanto, o texto abaixo referindo-se ao avanço tecnológico está diretamente vinculado ao uso de IA por forças militares sem a utilização de data centers.

    A inovação está no uso da IA processada diretamente nos laptops, smartphones e drones dos soldados, eliminando a necessidade de uma conexão estável com a nuvem e/ou data centers. A aplicação de IA equipa os soldados com a capacidade de identificar rapidamente ameaças inimigas, como um local de lançamento de drones ou uma posição oculta de tropas, e o contexto necessário para decidir como responder sem depender de analistas a quilômetros de distância. A infantaria usará o software para identificar drones e outras ameaças, mesmo quando os sinais estão bloqueados.

    Soldados americanos estão começando a carregar inteligência artificial nos bolsos e mochilas, resultado de um contrato de US$ 98,9 milhões entre o Exército dos EUA e uma startup de São Francisco. O contrato com a empresa TurbineOne reflete as duas realidades do campo de batalha moderno: drones e IA aceleraram a velocidade do combate a um ritmo alucinante, e o bloqueio onipresente de sinais dificulta o envio e o recebimento de dados nas linhas de frente.

    O software da TurbineOne faz parte dessa transformação, indica o apetite das Forças Armadas por tecnologia de startups novas e não comprovadas que possam ajudá-las a se preparar para conflitos futuros que dificilmente se assemelham a guerras anteriores.

    O campo de batalha moderno está repleto de drones — no céu, na água e em terra. Isso cria uma vigilância incessante e uma enxurrada de dados que os soldados precisam analisar, em segundos, para determinar as ameaças mais urgentes e como responder. O diretor de estratégia e transformação do Exército, disse que o objetivo da força é processar dados de 10 a 25 vezes mais rápido do que seus adversários, um parâmetro que considera crucial para a superioridade no campo de batalha.

    A IA do TurbineOne examina grandes conjuntos de dados de imagens infravermelhas, radar, sinais de rádio e outras fontes. Os soldados podem solicitar que ele detecte categorias gerais de ameaças, como qualquer drone aéreo, bem como ameaças específicas, como um tipo específico de tanque armado com armas específicas. Uma consulta retorna informações sobre a localização de ameaças relevantes e uma avaliação do risco que elas representam, enviando alertas constantes aos soldados e suas armas acionadas por software, como drones, com atualizações conforme o alvo se move ou muda. Segundo a start up, o TurbineOne reduz uma tarefa que poderia levar 20 horas para um ser humano, como classificar imagens de centenas de quilômetros quadrados de terreno, para 20 segundos.

    Ao optar por um software que processa todos os dados no dispositivo, o Exército americano está aprendendo uma lição da Ucrânia: as guerras serão travadas em um blecaute de comunicações, sem links de rádio e GPS, que são anulados pela proliferação de bloqueadores. Isso representa um distanciamento dos sistemas de IA baseados em nuvem comumente usados ​​pelos militares, mas que não são apenas ineficazes quando bloqueados, mas também potencialmente perigosos para o usuário, já que qualquer sinal pode ser usado para determinar a sua localização.

    O software TurbineOne pode implantar e coordenar enxames de drones, um recurso que tem sido usado por outras partes das Forças Armadas, além do contrato com o Exército. A empresa captou cerca de US$ 57 milhões de investidores de risco,  e tem uma avaliação de mercado de US$ 300 milhões.

14 maio 2024

A temporada de entusiasmo pela IA continua

Durante a conferência Google I/O,
companhia revelou a nova versão da ferramenta de GenAI do Gemini
 e novidades para fotos e buscas

Ontem (13) foi OpenAI. Hoje (14) foi o Google, que usou sua conferência anual de desenvolvedores, Google I/O (conferência anual da empresa em que são apresentadas as atualizações mais recentes no setor de tecnologia), para narrar todas as formas como está avançando na inteligência artificial. Entre as novidades, está uma nova versão do Gemini, a atual estrela da companhia.

O Google faz parte de uma empresa de mais de 2 trilhões de dólares, por isso tinha muito terreno a percorrer. De acordo com alguns analistas presentes, o evento de ontem da OpenAI (avaliado pela última vez em US$ 86 bilhões) foi um mero aperitivo para a refeição de 12 novos pratos apresentados pelo Google.

O Google mostrou como está integrando ainda mais a IA na pesquisa, permitindo formas mais complexas de pesquisa e planejamento (por exemplo, gerando três dias de planos de refeições vegetarianas a partir de uma consulta). 

Ele introduziu uma nova ferramenta de conversão de texto em vídeo chamada Veo e um assistente de IA multimodal chamado Projeto Astra. Parece, segundo o que foi possível se deduzir, não haver nenhum produto Google existente que não receba uma nova injeção de IA, incluindo Google Docs, Gmail e Chrome.

Também foi anunciada uma ferramenta de detecção de chamadas fraudulentas para telefones Android que avisa em tempo real quando alguém do outro lado da linha está prestes a roubar você.

Em muitos de seus produtos e recursos recém-revelados, o Google parecia estar alcançando OpenAI, Perplexity e outras startups de IA. 

O Google do final de 2022 e início de 2023, que lutou para colocar sua casa de IA em ordem semanas e meses após o OpenAI lançar o ChatGPT, se foi. 

Para ver como é uma grande empresa de tecnologia em desvantagem em IA, teremos que esperar mais algumas semanas para ouvir as novidades que a Apple anunciará em sua próxima conferência de desenvolvedores.

04 maio 2024

O poder da inovação ( 3/3 )

Em "O poder da inovação ( II )", dissemos que a capacidade de um país projetar poder na esfera internacional – militar, econômica e cultural – depende da sua capacidade de inovar mais rapidamente e melhor do que os seus concorrentes. Os fatos reias assim o demonstram e foram muito bem capturados pela Netflix em  "O ponto de virada - A bomba e a guerra fria" citada no "O poder da inovação ( I )", série esta que nos tem estimulado a continuar escrevendo mais um pouco sobre esse tema. Feito esse registro, continuemos então.Vamos lá.

A principal razão pela qual a inovação proporciona hoje uma vantagem tão grande é que gera mais inovação. Em parte, isso acontece devido a dependência de trajetória que surge quando grupos de cientistas atraem, ensinam e treinam outros grandes cientistas em universidades,  institutos de pesquisa e em grandes empresas de tecnologia. Mas também ocorre porque a inovação se baseia em si mesma. A inovação depende de um ciclo de invenção, adoção e adaptação – um ciclo de feedback que alimenta ainda mais inovação. Se algum elo da cadeia se romper, o mesmo acontece com a capacidade de um país inovar eficazmente.

Uma liderança em inovação normalmente é construída com base em anos de pesquisas anteriores. Mas o fosso em torno dos países que desfrutam de vantagens estruturais em tecnologia está diminuindo. Graças, em parte, a pesquisa acadêmica mais acessível proporcionada pelo  surgimento da Internet e do software de código aberto, as tecnologias difundem-se agora mais rapidamente em todo o mundo. 

A disponibilidade de novos avanços ajudou os concorrentes a recuperarem o atraso a uma velocidade recorde, como se verifica em países como a India e a China.  Embora parte do recente sucesso tecnológico da China resulte da espionagem e do desrespeito pelas patentes, grande parte dele remonta a esforços inovadores, e não derivados, para adaptar e implementar novas tecnologias. Lá, em 2015, o Partido Comunista Chinês apresentou a sua estratégia “Made in China 2025” para alcançar a autossuficiência em indústrias de alta tecnologia, como as telecomunicações e a IA. Em 2017, Pequim anunciou planos para se tornar líder global em inteligência artificial até 2030. 

Em computação quântica, os Estados Unidos mantêm vantagem. No entanto, durante a última década, a China investiu pelo menos 10 bilhões de dólares em tecnologia quântica, cerca de dez vezes mais que o governo dos EUA. A China está trabalhando para construir computadores quânticos tão poderosos que possam quebrar facilmente a criptografia atual. O país também está  investindo fortemente em redes quânticas – uma forma de transmitir informações sob a forma de bits quânticos – presumivelmente na esperança de que tais redes sejam imunes à monitorização por outras agências de inteligência.

A China também está tentando ativamente alcançar os Estados Unidos em biologia sintética. Os cientistas nesta área estão trabalhando numa série de novos desenvolvimentos biológicos, incluindo substitutos de carne à base de plantas. Nesta última quarta-feira (01/05/2024), o governador da Flórida assinou uma lei que proíbe e criminaliza carne fabricada em laboratório por ainda não ser seguro o suficiente para a sua comercialização.

Quando se trata de semicondutores, a China também tem planos ambiciosos. O governo chinês está financiando esforços sem precedentes para se tornar líder na fabricação de semicondutores até 2030. 

Porém, os Estados Unidos continuam a superar a China no design de semicondutores, assim como Taiwan e a Coreia do Sul, alinhados aos EUA. Em outubro de 2022, a administração Biden tomou a importante medida de impedir que as principais empresas dos EUA que produzem chips de computador de IA vendessem à China como parte de um pacote de restrições divulgado pelo Departamento de Comércio. No entanto, as empresas chinesas controlam 85% do processamento dos minerais de terras raras utilizados nesses chips e noutros produtos eletrônicos críticos, oferecendo um importante ponto de vantagem sobre os seus concorrentes. 

Contudo, a luta é ferrenha. No último dia 26/04/2024, a University of Washington anunciou em um artigo na Nature Sustainability, a produção de circuitos impressos a partir de um material desenvolvido que se transforma em uma espécie de gel ao se degradar, reduzindo os danos ao meio ambiente. A grande problemática ambiental do circuito impresso é que seu fim costuma ser no aterro sanitário, com seus produtos químicos infiltrados no meio ambiente, ou pior ainda: a queima para extração de ouro e cobre. que pode ser tóxica para o ambiente e para as pessoas em si.

Durante muito tempo, o trio governo, indústria e academia foi a principal fonte de inovação americana. Esta colaboração impulsionou muitos avanços tecnológicos, desde o pouso na Lua até a Internet. Mas com o fim da Guerra Fria, o governo dos EUA tornou-se avesso ao financiamento à pesquisa aplicada e até reduziu o montante dedicado à pesquisa fundamental. Contudo, os gastos privados dispararam ao longo do último meio século. A ascensão do capital de risco ajudou a acelerar a adoção e a comercialização, mas pouco fez para resolver problemas científicos de ordem superior. O Silicon Valley juntamente com outros atores críticos nos Estados Unidos continuam incentivando a inovação. A história de sucesso americana baseia-se numa combinação potente de ambição inspiradora, regimes jurídicos e fiscais favoráveis ​​às startups e uma cultura de abertura que permite aos empreendedores e pesquisadores interagirem e melhorarem novas ideias.

A concorrência com a China exige uma reenergização da interação entre o governo, o setor privado e o meio acadêmico. Tal como a Guerra Fria impôs a criação do Conselho de Segurança Nacional, a atual concorrência alimentada pela tecnologia deveria estimular uma reorganização das estruturas políticas existentes. Num sinal promissor, o Congresso americano parece ter reconhecido a necessidade de um apoio decisivo. Em 2022, numa votação bipartidária, aprovou a Lei CHIPS e Ciência, que destina 200 bilhões de dólares em financiamento para P&D científico ao longo dos próximos dez anos e cada nova tecnologia, desde a IA à computação quântica e à biologia sintética, deve ser perseguida com o objetivo claro de comercialização.

Na disputa do século – a rivalidade dos EUA com a China – o fator decisivo será o poder de inovação. Os avanços tecnológicos nos próximos cinco a dez anos determinarão qual país ganhará vantagem nesta competição que moldará o mundo.

O velho mantra de Silicon Valley aplica-se não apenas à indústria, mas também à geopolítica: inove ou morra.

17 novembro 2023

Semear Digital

Há dois anos, estão em funcionamento unidades piloto do projeto "Semear Digital" que envolve atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias emergentes, em ambientes de produção denominados Distritos Agrotecnológicos (DATs), nos municípios paulistas de Caconde e São Miguel Arcanjo.

Agora, de lá, chegaram boas notícias que traduzem o seu sucesso. O projeto será expandido para outras cidades paulistas e regiões do País. O Estado de São Paulo irá receber mais três DATs: em Jacupiranga, Lagoinha e Alto Alegre.

O projeto é coordenado pelo Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Agricultura Digital (CCD-AD) e financiado pela FAPESP. A partir do início deste mês suas ações de inclusão digital foram ampliadas para municípios distribuídos pelas cinco regiões do país. A iniciativa tem o potencial de alcançar até 14 mil pequenas e médias propriedades rurais.

As regiões Norte e Nordeste serão integradas ao projeto a partir de Breves (PA) e Boa Vista do Tupim (BA), respectivamente. Enquanto no Centro-Oeste participará a cidade de Guia Lopes da Laguna (MS) e, representando o Sul, estará Vacaria (RS). A partir de agora, serão realizados diagnósticos socioeconômicos em cada DAT e identificados os pontos focais e as propriedades rurais referência.

O Semear Digital irá atuar junto a associações e cooperativas do setor produtivo de forma interdisciplinar e colaborativa entre as instituições parceiras nas dimensões da pesquisa e inovação, conectividade e capacitação.

O modelo de operação do Semear Digital explora a agricultura digital inclusiva em seu potencial de reduzir assimetrias de mercado, atuar no bem-estar social das comunidades e transformar-se em pilar para o desenvolvimento sustentável dos múltiplos atores das cadeias produtivas envolvidas.

Entre os potenciais parceiros do projeto, a depender do estágio do DAT, estão: produtores e cooperativas, grandes empresas fornecedoras, startups e programas de apoio ao empreendedorismo e inovação aberta, agentes financeiros e públicos das esferas federal, estadual e municipal, além de instituições de ensino e pesquisa.

Olhando-se de forma conceitual, o Semear Digital preenche os requisitos do modelo "tripla hélice". o qual reune instituições de origens diversas: do setor empresarial, da academia e do governo. Esta sinergia é o grande fator de sucesso em qualquer iniciativa. 







12 março 2023

Colapso do Silicon Valley Bank - Algumas startups brasileiras tinham mais de US$ 10 milhões no SVB (*)

Empresas brasileiras clientes do banco americano correram para sacar seus recursos nos últimos dias, mas algumas pediram resgate antes da falência e não receberam.

Focado em atender negócios da área de tecnologia, o SVB tinha entre seus clientes startups brasileiras que recebiam os investimentos de fundos de venture capital (capital de risco) por meio das suas contas no banco. 

E, segundo apuração da Bloomberg Línea, algumas dessas startups não conseguiram retirar seus recursos da instituição a tempo. Ainda, de acordo com o site, há empresas com mais de US$ 10 milhões depositados no SVB e que, embora tenham pedido resgate antes da quebra do banco, ainda não receberam os fundos. 

O fato de as somas serem elevadas é um problema, uma vez que a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), equivalente ao nosso Fundo Garantidor de Créditos (FGC) nos EUA, só cobre depósitos de até US$ 250 mil por cliente. Assim, quem tiver valores não cobertos a receber precisa entrar na fila de credores da massa falida, sem garantia de recebimento e podendo encarar um processo que se arraste por anos.

No Reino Unido, colapso ameaça cerca de 200 startups

Na sexta-feira (10/03/2023), o Banco da Inglaterra (BoE) anunciou que o Silicon Valley Bank UK estava pronto para entrar em insolvência, após a ação tomada por sua controladora nos EUA, acrescentando que

“O SVB UK tem uma presença limitada no Reino Unido e nenhuma função crítica apoiando o sistema financeiro. Nesse ínterim, a empresa deixará de fazer pagamentos ou aceitar depósitos”, disse o BoE.

O BoE destacou no comunicado que um procedimento de insolvência bancária significaria que os depositantes elegíveis serão pagos o mais rápido possível, até o limite garantido de 85 mil libras esterlinas ou até 170 mil libras para contas conjuntas.

No sábado (11/03/2023), mais de 200 fundadores e líderes de startups britânicas assinaram uma carta aberta ao Chanceler Jeremy Hunt, afirmando que empregam mais de 10.000 pessoas e levantaram financiamento de risco totalizando £ 3,5 bilhões. 

A carta observa que "a maioria das empresas de tecnologia mais empolgantes e dinâmicas" utiliza o SVB UK e "não tem nenhuma ou limitada diversidade onde seus depósitos são mantidos".

SVB faliu em 48 horas - A corrida bancária se mostrou fatal

Fundado em 1983, quase metade das empresas de tecnologia e saúde dos EUA que abriram o capital em 2022 eram clientes do Silicon Valley Bank. Desconhecido fora do Vale do Silício, o SVB era o 16º maior banco comercial americano, com US$ 209 bilhões em ativos totais no final de 2022.

Na quarta-feira, o SVB Financial Group, controlador do SVB, anunciou que havia vendido US$ 21 bilhões em ativos de alta liquidez para cobrir retiradas repentinas de depósitos do banco, com perda de US$ 1,8 bilhão nessa venda, e que iria emitir US$ 2,25 bilhões em novas ações para reforçar o balanço.

As informações alarmaram gestoras proeminentes de capital de risco, incluindo o Founders Fund, a Coatue Management e a Union Square Ventures, que, segundo fontes, instruíram as startups de seus portfólios a limitarem a exposição e sacarem seus valores do SVB. Outras fornecedoras de capital de risco pediram às startups que pelo menos transferissem parte de seu dinheiro para fora do banco.

(*) Texto composto a partir de diversas fontes.


15 janeiro 2020

A PROFISSÃO DE PROFESSOR ESTÁ SITIADA

A profissão de professor está sitiada. O horário de trabalho dos professores está aumentando à medida que as necessidades dos alunos se tornam mais complexas e os encargos administrativos e burocráticos aumentam. De acordo com a pesquisa recente -  McKinsey Global Teacher and Student Survey - realizada em parceria com a Microsoft, os professores trabalham em média 50 h/semana - um número que vem aumentando cerca de 3% a cada ano. 

Enquanto muitos professores dizem gostar de seu trabalho, eles não relatam que apreciam ficarem tarde da noite marcando papéis, preparando planos de aula ou preenchendo papelada sem fim. Nas escolas mais carentes dos Estados Unidos, por exemplo, a rotatividade de professores supera 16% ao ano. No Reino Unido, a situação é ainda pior, com 81% dos professores que consideram deixar o ensino por causa de sua carga de trabalho. Mais desanimador para os professores é a notícia de que alguns professores de educação chegaram a sugerir que os professores possam ser substituídos por robôs, computadores e inteligência artificial.

Entretanto, a pesquisa oferece um vislumbre de esperança em uma paisagem sombria. O relatório de 2018 do McKinsey Global Institute sobre o futuro do trabalho sugere que, apesar das terríveis previsões, os professores não vão embora tão cedo. A pesquisa estima que os professores crescerão de 5 a 24% nos Estados Unidos entre 2016 e 2030 e na China e na Índia, o crescimento estimado será de mais de 100%.

Uma outra boa notícia também é que a pesquisa sugere que, em vez de substituir os professores, as tecnologias existentes e emergentes os ajudarão a fazer seu trabalho melhor e com mais eficiência, ajudando-os a redirecionar o seu tempo para o aprendizado do aluno, como ilustra a figura ao lado. Há, portanto, muito espaço para as EdTechs.

No Brasil já são 748 startups, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), atuando desde o ensino básico ao superior. O maior desafio de algumas delas é penetrar no ensino público, cujos números de alunos são desafiadores.  Segundo o INEP, são mais de 48,5 milhões de estudantes que frequentam o ensino básico no Brasil.

Por outro lado, existem no País outras questões, talvez até de maior gravidade, a serem enfrentadas. Elas dizem respeito a remuneração adequada do professor, a formação de novos professores, a reciclagem dos atuais e ao fornecimento dos instrumentos didáticos para motivarem os seus alunos a frequentarem as escolas.

A todas essas questões se aplica integralmente o que afirmou recentemente Andreas Schleicher, guru educacional da OCDE: "Nenhum sistema educacional pode ser melhor do que a qualidade de seus professores".

14 outubro 2019

STARTUPS: O BRASIL QUE DÁ CERTO

Grandes empresas têm buscado de forma crescente a aproximação com startups. Corporações de diversos setores investem na criação de espaços de desenvolvimento de inovações para encontrar soluções mais rápidas para seus negócios e para o mercado. Esse movimento chegou a diferentes setores, do financeiro ao automotivo.

Bancos, companhias do setor de construção, mobilidade e seguros estão entre aqueles que decidiram investir em estruturas para fazer parte desse novo ecossistema de negócios. Seja por meio de aportes de capital (a chamada aceleração) ou a criação de espaços de compartilhamento de demandas e geração de ideias. Corporações como Itaú, Bradesco, Banco Inter, MRV, Porto Seguro, Localiza e mais recentemente a Nestlé. Todas apostam alto nas startups.

O Brasil tem estado no radar como um país a receber programas de aceleração de startups nessas áreas por já ter maturidade em projetos que agregam tecnologia. 

Martínez-Yllescas, representante da OCDE, esteve recentemente no Brasil e  destacou que o País tem uma liderança, na América Latina, em número de novas startups, o que gera dados importantes de geração de empregos nessa área.

Além disso, o País também tem se destacado pelo fato de ter hoje várias iniciativas na área digital, tanto por meio da adoção de soluções de fornecedores quanto pelo desenvolvimento interno.

Outro destaque apontado para o Brasil, é o de que seu ecossistema das startups oferece diferentes oportunidades para diferentes perfis de negócios. É claro que todos os seus participantes procuram rentabilidade como qualquer outro empreendimento, mas, também, estão conscientes que não se pode fugir da busca por soluções que ajudem populações de baixa renda, seja nas áreas de educação, saúde ou alimentação.

Na área de educação, já são 748 startups (EdTechs), segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), atuando desde o ensino básico ao superior. O maior desafio de algumas delas é penetrar no ensino público, cujos números de alunos são desafiadores.  Segundo o INEP, são mais de 48,5 milhões de estudantes que frequentam o ensino básico no Brasil.

30 junho 2019

EMPREENDEDORES BRASILEIROS DE TI E RESPECTIVO MERCADO ESTÃO SE MEXENDO BEM

Há pouco mais de um ano e com maior intensidade neste primeiro semestre de 2019, temos lido, com freqüência, que empreendedores brasileiros de TI estão se "mexendo" bem.

As notícias divulgadas têm mostrado o aumento crescente de aquisições e fusões entre empresas do setor que estão atuando nos últimos níveis de um ambiente de inovação visando transformar conhecimento em negócio.

A última delas, em 28/06/2019, dá conta de que a Linx pagou R$ 109 milhões pela Millenium. A gigante do varejo já comprou 30 empresas desde 2008. Para citar apenas mais uma, anteriormente, no início de junho, em 05/06/2019, a Loggi recebeu um aporte no valor de US$ 150 milhões e com isso se tornou o mais novo unicórnio - oitavo - brasileiro, ao atingir um valor de mercado de US$ 1 bilhão. A rodada de investimento anunciada foi capitaneada por SoftBank, Microsoft, GGV, Fifth Wall e Velt Partners.

Há duas décadas, afirmamos que o Brasil entraria no clube dos países onde os futuros milionários seriam jovens que aprenderiam a ganhar dinheiro enquanto ainda frequentavam as universidades. 

Segundo levantamento da ABStartups, há atualmente no País 10.200 startups ativas. O ano de 2018 será lembrado, também, como o ano dos unicórnios brasileiros. "Cinco startups brasileiras entraram para o seleto clube de jovens empresas digitais que atingiram o valor de mercado de 1 bilhão de dólares. São elas 99, PagSeguros, Nubank, Stone e iFood."


19 dezembro 2018

FUTUROS MILIONÁRIOS

Há duas décadas, afirmamos que o Brasil entraria no clube dos países onde os futuros milionários seriam jovens que aprenderiam a ganhar dinheiro enquanto ainda frequentavam as universidades. 

O artigo completo, publicado em 27/03/1998, na Gazeta Mercantil, encontra-se no final deste post. Nele descrevemos o início dessa caminhada. Hoje lemos matéria, na imprensa especializada, mostrando que aquelas previsões se tornaram realidade. Foi muito trabalho, de muita gente, para se obter os resultados atuais resumidos a seguir. 

Segundo levantamento da ABStartups, há atualmente no País 10.200 startups ativas. O ano de 2018 será lembrado, também, como o ano dos unicórnios brasileiros. "Cinco startups brasileiras entraram para o seleto clube de jovens empresas digitais que atingiram o valor de mercado de 1 bilhão de dólares. São elas 99, PagSeguros, Nubank, Stone e iFood."

"A tendência é que no ano que vem a gente tenha um número maior ainda. Tivemos startups que receberam grandes investimentos, é natural que novos unicórnios surjam", avalia Amure Pinho, presidente da ABStartups, em entrevista ao IDG Now.

Os trabalhos para o surgimento desses novos unicórnios não param. Estão espalhados por todo o Brasil e no exterior. É um trabalho de formiguinhas acelerados por muitos parceiros de perfis complementares.

Um exemplo desse trabalho ocorreu durante o evento InCoDay 2018, realizado pela BraFip, em Recife, no último dia 05 deste mês.

No InCoDay foram apresentadas as melhores idéias de PD&I submetidas à chamada anual 2018, dando inicio ao processo de aproximação de parceiros (empresas, universidades e investidores) para as tornarem realidades e se transformarem em negócios de empresas iniciantes e/ou já estabelecidas.

* * * * * * * *

Gazeta Mercantil, DF - Sexta-feira, 27 e Fim de Semana, 28 e 29 de março de 1998.

Futuros Milionários

Eratóstenes Ramalho de Araújo
Professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília e Diretor da Sociedade SOFTEX.

Não há mais dúvidas. Na próxima década o Brasil entrará definitivamente no Clube dos Países onde os futuros milionários serão jovens que aprenderam a ganhar dinheiro ainda na Universidade. A exemplo do que aconteceu em várias partes do mundo, principalmente nos Estados Unidos (Vale do Silício, Boston e Austin)  e na Inglaterra (Cambridge, Oxford e Edimburgo), a atividade empreendedora ganha fôlego nos campi universitários brasileiros, principalmente nas áreas onde o conhecimento, a inovação tecnológica e a criatividade fazem a diferença. Não há dúvidas também que alguns de seus mestres irão fazer parte dessa tribo. São acadêmicos transformados em empreendedores. Está se tornando cada vez mais comum, em países desenvolvidos (e aqui no Brasil também vai acontecer), a existência de professores que dividem seu tempo entre o ensino, a pesquisa e o setor empresarial.

Este é um novo meio  de gerar riqueza para o País. É uma contribuição clara para a sociedade do retorno do investimento realizado em ciência e tecnologia. Sinaliza uma oportunidade para o Brasil reverter seu histórico deficiente de transformar idéias em negócios. Nossos governantes e capitalistas devem ficar atentos a este movimento.

Com poucos recursos mas com uma bem orquestrada operação, os alunos e professores de informática de todo o País já estão dando mostra do que são capazes. Em pouco mais de um ano do Projeto Gênesis, quase cem empresas foram criadas e, em pelo menos dois casos, já existem contratos de exportação (HardCode Entertainment, em Campina Grande e Blue Moon, em Juiz de Fora) . Outras já deixaram o ambiente de incubação e estão instaladas nos ambientes comerciais como qualquer outra empresa de maior idade. O Projeto Gênesis faz parte das atividades da Sociedade Brasileira para Promoção da Exportação de Software - SOFTEX, entidade civil, que tem sob sua responsabilidade a gestão do Programa SOFTEX 2000 do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Hoje, estão instalados 20 Centros (Genes) SOFTEX de geração de novas empresas em diversas cidades do País:  Fortaleza, Campina Grande, Recife, Salvador, Vitória, Goiânia, Brasília, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Campos, Campinas, São Carlos, Londrina, Maringá, Pato Branco,Blumenau, Florianópolis e Porto Alegre. Cada um gera, em média, 10 novas empresas por ano, ao custo final de aproximadamente R$ 25 mil por empresa. Os Genes operam sob o modelo de consórcio institucional, juntando entidades com perfis complementares: a universidade com a matéria prima (aluno); entidades como o SEBRAE, IEL, Núcleo SOFTEX, com a competência empresarial na geração de empresas de base tecnológica. O consórcio é complementado por entidades que dão suporte financeiro e institucional. Metade dos recursos são oriundos do Programa SOFTEX 2000. O orçamento de custeio está no CNPq. Os investimentos em capital (laboratórios) foram captados nas empresas beneficiadas com os incentivos da Lei de Informática (Itautec, Compaq e IBM). Todos os recursos foram concedidos através de editais.

Então tudo funciona as mil maravilhas ? Não. Temos muito trabalho a fazer. Precisamos investir no aperfeiçoamento do modelo de gestão, na auto-sustentação do Projeto e na capacitação dos elementos humanos: coordenadores, gerentes, professores e alunos. Faltam recursos de pequena monta (seed money) para consolidar e ampliar os Centros já instalados. Há espaço também para a criação de novos Centros. Só na Universidade de Brasília, neste primeiro semestre, 3.000 alunos, da área tecnológica,  buscaram matrícula na disciplina que introduz o aluno no ambiente do empreendedorismo (inocula o vírus do empreendedor no aluno). Na turma para o curso de ciência da computação, 40 alunos foram matriculados em menos de uma hora. Faltam recursos também para os investimentos nos negócios. Precisamos trabalhar nossos capitalistas para apostar nas futuras empresas. Esta prática é comum em outros países. Nos Estados Unidos, desde 1991, os investimentos nas empresas de tecnologias da informação superam os investimentos aplicados nos setores industriais tradicionais.

Este movimento é um sucesso e não dará marcha à ré. Reafirmo minha convicção de que o Brasil estará no “Clube” nos próximos anos. As dificuldades (que fazem parte de qualquer negócio) serão superadas pela ação dos empreendedores e pela disposição dos investidores públicos e privados. 


21 janeiro 2018

"EMPREENDEDORISMO É UMA OPORTUNIDADE DE CRIAR O FUTURO"

O título deste post está na entrevista à Folha de São Paulo, em 09/01/2018, de Paulo Veras, fundador da startup 99Taxis que acaba de ser adquirida pela chinesa Didi Chuxing, por um valor que a coloca como o primeiro "unicórnio" brasileiro (apelido para startups que valem mais de US$ 1 bilhão), de um total de 230, aproximadamente. Metade delas são americanas

No decorrer da entrevista, ele cita alguns desafios sobre o exercício do empreendedorismo no Brasil, dentre os quais destacamos dois deles, detectados há mais de 20 anos, quando se iniciou no País, de forma sistemática, o ensino do empreendedorismo e a geração de novas empresas (startups).
  • Quando empresas brasileiras vão passar a comprar startups no exterior? Ainda estamos muito longe disso. Na China, hoje, você acessa capital muito facilmente. No Brasil, é todo o problema que temos. Existem bons empreendedores. Mas, quando a empresa chega a determinado patamar, não encontra mais recursos.
  • Que outro desafio enfrentam empreendedores brasileiros? Poucos têm ambição global. Muitas vezes, eles pensam que ter algo que se destaque localmente é suficiente. Na América Latina, por outro lado, todos começam querendo atacar o mercado brasileiro, pois nosso mercado é muito maior do que o deles.
Primeiramente, devemos reconhecer que nos últimos 20 anos houve avanços no entendimento e no apoio às iniciativas que fizeram crescer e se expandir o empreendedorismo no Brasil.

Por outro lado, entretanto, persistem problemas cruciais como os citados acima. Além deles e de outros também, é muito  lenta a velocidade em que os avanços são aqui conquistados e implementados. 

Nessa área, e em outras também (educação, por exemplo), diversos países, na América Latina e no resto do mundo, se encontravam classificados em posições inferiores ao Brasil. Fomos ultrapassados por muitos deles em apenas duas décadas. Até Botsuana está vendo o Brasil pelo retrovisor. Decuplicou seu PIB nas últimas quatro décadas. Sua renda per capta em medida que compara os poderes de compra, ultrapassou a brasileira em 2014 e não vai parar tão cedo de abrir distância.

Qual então a receita para vencermos as dificuldades apontadas e ganharmos velocidade ?

A resposta está nas palavras do Paulo Veras: "EMPREENDEDORISMO É UMA OPORTUNIDADE DE CRIAR O FUTURO".

O Veras disse também: "sem empreendedores não se constrói a ponte entre o mundo atual e o que está por vir".

Contudo, é preciso que esse conceito seja entendido da forma mais ampla e o mais cedo possível, ou seja, em todos os segmentos da sociedade, pública e privada, a começar no ambiente familiar e na escola fundamental.

Já passou da hora de enterrarmos definitivamente a Lei de Gerson (que o Gerson me perdoe): "Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também", proferida há mais de 40 anos. Junto com ela, outra recentemente enunciada pelo PMDB, traduzida no post O PMDB NO PODER.