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03 julho 2025

Governo lula já criou ou aumentou mais de 20 impostos


    
Em nome do assistencialismo, do igualitarismo, do ambientalismo, ... os anticapitalistas se sentem autorizados a capturarem o Estado para imporem aos demais a viverem como seres primitivos.
Usando mais um dispositivo utilizado por Mussolini, há 100 anos, para implantar o fascismo na Itália, Lula-3 já criou ou aumentou mais de 20 impostos.

    Desde janeiro de 2023, o governo do ex-presidiário tem aprovado ou editado medidas que aumentam a carga tributária sobre diferentes setores da economia. Um levantamento da oposição na Câmara dos Deputados, realizado com base em dados oficiais, mostra que ao menos 21 tributos foram criados ou aumentados.

    Segundo a oposição, os aumentos afetam diretamente o bolso da população, desestimulam investimentos produtivos e comprometem a competitividade econômica do país. O impacto recai sobre combustíveis, energia, investimentos, consumo popular, heranças e até fontes sustentáveis, como a energia solar. Compõem essa lista:

• PIS/Cofins sobre receitas financeiras: alíquotas dobradas em janeiro de 2023 (Decreto 11.374/2023);

• Retomada de PIS, Cofins e Cide sobre gasolina e etanol: aumento de até R$ 0,47 por litro (MP 1.163/2023);

• Imposto de exportação sobre petróleo bruto: 9,2% entre março e junho de 2023 (mesma MP);

• Exclusão do ICMS da base de créditos de PIS/Cofins: aumento de carga sobre empresas (MP 1.159/2023 e Lei 14.592/2023);

• Tributação de apostas eletrônicas: 12% sobre a receita bruta das plataformas e 15% sobre prêmios (Lei 14.790/2023);

• Imposto de importação sobre e-commerce: 20% para compras até US$ 50 e 60% acima disso

• Imposto de importação sobre e-commerce: 20% para compras até US$ 50 e 60% acima disso (Lei 14.902/2024);

• Aumento de IPI sobre armas e munições: 55% para armas, 25% para munições (Decreto 11.764/2023);

• Imposto sobre painéis solares: até 25% em alguns itens (Resoluções Gecex nº 541, 547 e 666);

• Tributação sobre carros elétricos e híbridos importados: alíquota progressiva até 30% (Gecex nº 532/2023);

• Fim da isenção de IRPJ/CSLL sobre subvenções de investimento: Lei 14.789/2023;

• Come-cotas antecipado para fundos exclusivos: alíquota entre 15% e 20% (Lei 14.754/2023);

• Tributação anual sobre rendimentos de offshores: 15% de IRRF, sem deduções (Lei 14.754/2023);

• Fim da alíquota zero de PIS/Cofins para diesel e biodiesel: retomada a partir de 2024 (Lei 14.592/2023);

• Aumento do ICMS sobre gasolina e etanol: R$ 1,3721 por litro desde fevereiro de 2024 (Convênio ICMS 173/2023);

• Retomada do DPVAT (via SPVAT): recriado em maio de 2024 e extinto posteriormente (LCs 207/2024 e 211/2024);31• Imposto de importação sobre ferro e aço: até 25% (Resolução Gecex 648/2024);

• Imposto Seletivo (o “imposto do pecado”): previsto na Reforma Tributária (EC 132/2023);

• IPVA sobre jatinhos e lanchas: autorizado pela EC 132/2023;

• ITCMD progressivo sobre heranças e doações: incluído na mesma emenda;

• Aumento do IOF em 2025: diversas alíquotas reajustadas (Decreto 12.466/2025).



03 julho 2024

IA para o mercado financeiro

O funcionamento do sistema bancário brasileiro sempre esteve na vanguarda de seus similares no mundo. Foi e continua sendo assim desde os tempos do Visconde de Mauá, o empresário do Império, quando criou o primeiro banco a operar em grande escala no Brasil.

Segundo o paper, coproduzido pelo MIT Sloan Management Review Brasil CI&T, no Brasil, atualmente, 96% dos bancos possuem tecnologias de IA e 54% de IA generativa, de acordo com a 1a etapa da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2024, realizada pela Deloitte.

Nesse cenário, várias instituições financeiras estão em fase de exploração e testes das soluções, outras já rodam seus projetos, mas todas estão dedicadas ao aprendizado dessa tecnologia.

Na vanguarda da digitalização, os bancos brasileiros dobraram seus investimentos em tecnologia nos últimos anos, passando de R$ 19,1 bilhões, em 2015, para R$ 39 bilhões em 2023, alta de 104%. Em 2024, o orçamento destinado à tecnologia deverá atingir R$ 47,4 bilhões, segundo a Febraban.

Como resultado desses investimentos, hoje, 96% dos bancos possuem tecnologias de IA e 54% de IA generativa, soluções com potencial para impulsionar a experiência do cliente, a inovação, a produtividade e a eficiência. As aplicações de IA já utilizadas pelos bancos envolvem biometria facial (75%), chatbot (71%), RPA (67%), inteligência cognitiva (25%) e robô advisor (21%), de acordo com o levantamento da Febraban.

A pesquisa da Febraban indicou que, para os bancos que já implementaram a IA, a eficiência dos processos bancários se elevou a uma taxa média de 11%. 

Na prática, a IA já está incorporada nas operações de score de crédito, investimentos, algoritmos de previsão, marketing e análise de comportamento para aprimorar a recomendação de produtos.

Já em relação à IA generativa, a atenção está com foco em eficiência interna, checagem e gestão de informações em documentos. No call center, a GenAI é utilizada principalmente no atendimento receptivo, ajudando com o script e diminuindo o TMA [tempo médio de atendimento] dos atendentes”, afirma Leandro Duran, head de estratégia digital da CI&T.

"O setor financeiro está na vanguarda da adoção da IA, com os bancos já utilizando a tecnologia para melhorar a experiência do cliente e a eficiência. No entanto, ainda existem desafios relacionados à maturidade nos processos, investimento financeiro, capacitação de pessoal e integração com sistemas legados. Portanto, o setor financeiro está em um estágio avançado de maturidade na aplicação da IA liderando essa adoção, mas com espaço para evoluir em governança, segurança e integração da tecnologia”, avalia Kenneth Corrêa, professor da FGV Educação Executiva.

Até 2026, mais de 80% dos ban- cos terão adotado GenAI, acima dos níveis atuais de 5%, segundo estimativa do Gartner.

No futuro, a IA deve se tornar ainda mais presente e estratégica no mercado financeiro, contribuindo para a competitividade e a inclusão financeira. 

“Podemos esperar avanços na automatização de processos complexos, como a interpretação e a geração de documentos financeiros, e na personalização do atendimento ao cliente", afirmou Kenneth Corrêa.


Ganham os banqueiros, ganham os investidores, ganham os pequenos usuários do sistema financeiro. Não há dúvida de que vivemos um momento em que a inteligência artificial é a melhor amiga de todos.

Não há dúvida também, de que estamos no melhor momento para se aprender. A tecnologia se tornará cada vez mais intuitiva e eficaz para controlar melhor os ativos financeiros e tomar decisões mais fundamentadas. 

Bem-vindos à nova era dos investimentos financeiros !



 

A matemática está colocando na pilha da riqueza brasileira R$ 455 bilhões mas poderia ser R$1,782 trilhão

Profissões intensivas em matemática são as que mais crescem no mundo. Brasil ainda está defasado

Atividades que utilizam intensivamente a matemática respondem por 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, geram 7,6% dos empregos, pagam o dobro da média salarial nacional e são mais resilientes em momentos de crises. Estes dados foram apresentados pelo matemático Marcelo Viana na 5ª Conferência FAPESP 2024, intitulada "Quanto vale a matemática para o Brasil".

“Fiz uma conta para podermos entender do que estamos falando. Em 2022, o PIB do Brasil foi R$ 9,9 trilhões. A contribuição efetiva da matemática, de 4,6%, correspondeu a R$ 455 bilhões. É um percentual baixo, comparado ao dos países avançados, mas, aqui entre nós, R$ 455 bilhões não são brincadeira. A matemática está colocando na pilha da riqueza brasileira R$ 455 bilhões. Porém, se estivéssemos no patamar francês, de 18%, a matemática estaria contribuindo com R$ 1,782 trilhão. A diferença é de R$ 1,327 trilhão”, disse Viana, e sublinhou que tal valor é anual.

“Essa diferença é a mina de ouro, a oportunidade que a gente tem de, agindo, gerar ao menos parte desse recurso que estamos deixando de produzir”, falou.

Ele direcionou sua conferência para o papel que a universidade pode desempenhar para a realização dessa meta, que colocaria o Brasil no mesmo patamar de países desenvolvidos quanto à contribuição econômica da atividade matemática. O pesquisador identificou dois papéis fundamentais: formação e transferência de conhecimento para o setor produtivo. E enfatizou a necessidade de que a comunidade acadêmica saia de sua torre de marfim. “A grande maioria das empresas não tem a menor ideia do que conversar conosco. Nem que seja relevante conversar. Precisamos mostrar que estamos abertos ao diálogo”, afirmou.

Viana citou uma pesquisa do Escritório de Estatísticas de Trabalho dos Estados Unidos, que afirma que o emprego global em profissões ligadas à matemática deve crescer mais rapidamente do que a média de todas as profissões de 2022 a 2032. E insistiu que, no Brasil, falta correspondência entre o que a academia está fazendo e o que o mercado está demandando.

“Nosso ensino superior está crescendo, o que é bom, mas não está crescendo bem. O dado relevante, positivo, é que, atualmente, 19,7% dos brasileiros têm formação universitária, índice ainda baixo em relação a países desenvolvidos, mas o dobro dos 7,9% do início da década passada. Por outro lado, esse aumento de frequência e de titulação universitária está acontecendo, me perdoem, nos lugares errados. Segundo o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira], Pedagogia, Administração, Direito e Enfermagem são, há uma década, os cursos com maior número de matrículas no país”, afirmou.

Acrescentou que o que está sendo vendido para os estudantes que ingressam nesses cursos é uma miragem, porque o grau de empregabilidade dos egressos é baixíssimo. 

“Quem se forma, por exemplo, em Administração tem uma chance de 3,4% de exercer a profissão na área em que se formou. Nas outras três áreas, os percentuais são menos dramáticos, mas também baixos: Pedagogia (15,5%), Direito (8,9%), Enfermagem (7%)”, informou.

Viana sustentou que o problema não se restringe ao ensino universitário. Citando um artigo dos professores Fernando Paixão e Marcelo Knobel, mostrou que o gargalo na formação de engenheiros no país não é a falta de cursos de engenharia, mas a baixíssima proficiência em matemática dos alunos egressos do ensino médio. Enquanto a Austrália tem 38,1% dos seus alunos no nível superior da avaliação de matemática do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes; o Canadá, 43,3%; e a Coreia do Sul, 51,8%; o Brasil possui apenas 3,8%. “Isso geralmente é visto como um problema educacional. Claro que também é. Mas é principalmente um problema estratégico nacional. Sem profissionais capacitados a utilizarem ferramentas matemáticas na resolução de problemas reais não há desenvolvimento”, argumentou.

O pesquisador apresentou um gráfico de crescimento e declínio das matrículas de mestrado e doutorado por área, no período 2015 a 2022, mostrando um forte crescimento em Humanas e Ciências Sociais, um crescimento quase nulo em Saúde e um declínio muito acentuado em Exatas, Biológicas, Agrárias e Engenharias. “Não estou fazendo uma comparação de valor entre as diferentes profissões, mas uma ponderação sobre as necessidades do país. Esta é a direção errada na qual estamos avançando”, resumiu.

Quanto à imagem de “bicho-papão” que a matemática ainda tem para muitos estudantes, Viana destacou que “é preciso dizer para que a matemática serve; mostrar que ela é útil, que faz sentido e que é fundamental para o desenvolvimento do país”.

No Brasil - do vai e volta - alertas como o visto acima já ocorreram diversas vezes. Em particular, uma que chamou bastante atenção foi a que, por motivos similares, resultou na negociação do Programa de Desenvolvimento das Engenharias (PRODENGE).  

O Programa contava com recursos advindos de um empréstimo de US$ 48 milhões feito pelo Tesouro junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Houve também investimentos por parte da Finep, do CNPq e da CAPES.

O lançamento do PRODENGE foi realizado, em setembro de 1995. À época o Brasil contava com um total de 159 escolas de engenharia.

O PRODENGE possuía dois subprogramas: o Reengenharia do Ensino em Engenharia (REENGE), que compreendia a participação de 45 escolas de Engenharia, selecionadas por edital; e o Redes Cooperativas de Pesquisa (RECOPE), composto por universidades, institutos e empresas. 

Em novembro de 1999, foi realizada uma avaliação preliminar do REENGE, ocasião em que se constataram os prejuízos causados pelos atrasos na liberação dos recursos, principalmente no desenvolvimento dos projetos referentes aos Editais subsequentes ( 02/96 e 01/98). Apesar disso, os projetos foram levados avante pelas escolas.

No final 1998 e início de 1999, deixaram seus cargos os titulares do MCT e  da FINEP. Apesar do planejamento extremamente cuidadoso, do sucesso da sua implantação, dos resultados alcançados e do reconhecimento público e notório da sua importância, o PRODENGE não sobreviveu às mudanças dessas direções.

Desde 2001 a comunidade de engenharia vem encetando, sem sucesso, esforços junto às agências do MCT e do MEC no sentido do restabelecimento do PRODENGE, ainda que com outro nome e com novas diretrizes.


PS.: A concepção, planejamento e execução do PRODENGE teve como seu principal ator, o engenheiro Waldimir Pirró e Longo, falecido em março/2024, profissional de carreira brilhante que deixou uma herança inestimável para a Ciência e Tecnologia do País.

A história de sua vida, desde o seu nascimento, pode ser lida no livro - capa na imagem - e que está disponível gratuitamente através deste link. Clique aqui.