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09 janeiro 2026

O detox digital

 

Uma desintoxicação das redes sociais pode ajudar a reduzir os sintomas de ansiedade e depressão, de acordo com um estudo recente

Cada vez mais pessoas estão decididas a passar menos tempo em seus celulares e redes sociais, e pesquisas sugerem que isso traz benefícios para a saúde.

Uma pesquisa realizada pelo aplicativo de bem-estar digital Opal revelou que 33% dos 1.306 usuários entrevistados disseram que reduzir o tempo gasto em frente às telas e estar mais presente era sua principal resolução de Ano Novo, em comparação com 28% que tinham como objetivo perder peso.

Já passou da hora de todos nós reduzirmos o uso de telas. Há cada vez mais indícios de que o uso excessivo de redes sociais é prejudicial à nossa saúde mental, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.

Quer fazer uma desintoxicação digital ou apenas reduzir o uso do celular? Aqui vão algumas dicas sugeridas por especialistas:

• Não pare de uma vez. Se você passa em média várias horas nas redes sociais, não é realista zerar o uso. Comece com a meta de limitar ou restringir o seu uso a uma determinada quantidade.

• Use seu celular para definir limites de tempo de tela ou horários de desligamento. Seu celular pode te ajudar a alcançar seus objetivos. Se precisar de barreiras mais rígidas, experimente um aplicativo.

• Crie zonas ou horários livres de tecnologia. Comece carregando seu celular ao ar livre.

• Evite usar o celular no quarto e uma hora antes de dormir. Evite usar o celular durante as refeições. Coloque o celular em outro cômodo.

• Substitua o tempo gasto em redes sociais ou telas por outras atividades. Pode ser qualquer coisa, desde socializar no mundo real até se exercitar ou ir para a cama uma hora mais cedo. Você pode até usar o celular para ligar para um amigo em vez de ficar rolando a tela sem parar por uma hora.

• Não se culpe pelos seus comportamentos. “Com a tecnologia e as redes sociais sendo projetadas, é muito difícil controlar o tempo”, diz a Dra. Sajita Setia, médica em Auckland, Nova Zelândia, que realiza pesquisas sobre tempo de tela e bem-estar mental, principalmente em crianças. “Não se trata de força de vontade, não se trata de autocontrole. Nunca conseguiremos vencer a tecnologia.”

O tema não é novo. Aqui mesmo no Brasil já houve manifestações sobre as redes sociais. Uma delas, esta da jornalista Ruth Aquino foi publicada na revista Época em 2012.


Lá fora diversos muito já se publicou sobre este assunto. Em 2018 ... ganhou muito destaque o livro de Jaron Lanier que é cientista, músico e escritor, mais conhecido pelo trabalho em realidade virtual no qual denuncia o Vale do Silício de um modo geral, e o Facebook, em particular, como uma verdadeira máquina de fazer cabeças. Literalmente Lanier afirma (...) "O que quer que uma pessoa possa ser, se você quer ser uma, delete suas contas nas redes sociais".

Residem aí as razões do pedido de Lanier para que as pessoas excluam suas contas das redes sociais, subsidiado por DEZ ARGUMENTOS PARA VOCÊ DELETAR AGORA SUAS REDES SOCIAIS, frase esta que dá o título ao seu livro e, nele, os argumentos são explicados com detalhes. A seguir os dez argumentos:

Argumento UM  
VOCÊ ESTÁ PERDENDO SEU LIVRE-ARBÍTRIO

Argumento DOIS  
LARGAR AS REDES SOCIAIS É A MANEIRA MAIS CERTEIRA DE RESISTIR À INSANIDADE DOS NOSSOS TEMPOS

Argumento TRÊS  
AS REDES SOCIAIS ESTÃO TORNANDO VOCÊ UM BABACA

Argumento QUATRO 
AS REDES SOCIAIS MINAM A VERDADE

Argumento CINCO
AS REDES SOCIAIS TRANSFORMARAM O QUE VOCÊ DIZ EM ALGO SEM SENTIDO

Argumento SEIS
AS REDES SOCIAIS DESTROEM SUA CAPACIDADE DE EMPATIA

Argumento SETE
AS REDES SOCIAIS DEIXAM VOCÊ INFELIZ

Argumento OITO
 AS REDES SOCIAIS NÃO QUEREM QUE VOCÊ TENHA DIGNIDADE ECONÔMICA

Argumento NOVE
 AS REDES SOCIAIS TORNAM A POLÍTICA IMPOSSÍVEL

Argumento DEZ
 AS REDES SOCIAIS ODEIAM SUA ALMA







21 setembro 2022

PayPal CANCELA CONTA DA UNIÃO DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO DO REINO UNIDO

A decisão do PayPal esta semana de cancelar a conta da União da Liberdade de Expressão do Reino Unido, efetivamente desmonetizando uma organização que luta pela liberdade de expressão no Reino Unido, mostra o quão terrível é o estado da liberdade de expressão no mundo atual.

A organização, fundada em 24 de fevereiro de 2020 pelo colunista britânico Toby Young, foi informada de que havia violado a “política de uso aceitável” do PayPal.

Essas decisões caprichosas da Big Tech devem ser vistas pelo que são: uma ferramenta para censurar e punir qualquer pessoa cujas visões políticas sejam contrárias à ortodoxia liberal dominante. Isso não deve ser aceito em uma democracia saudável, ou em qualquer lugar do mundo.

O CEO da GETTR, Jason Miller, divulgou esta declaração sobre a decisão do PayPal: 

“Aqueles que condenam a cultura do cancelamento como um mito claramente não estão prestando atenção. Este é apenas o exemplo mais recente do exagero político da Big Tech e mostra por que plataformas de liberdade de expressão verdadeiramente tolerantes como o GETTR são tão vitais na defesa da liberdade de expressão. Apoiamos o Free Speech Union em sua nova campanha de lobby por regulamentações para evitar que empresas como o PayPal desmonetizem organizações e indivíduos.”

O GETTR, a plataforma de mídia social de liberdade de expressão que mais cresce no mundo, anunciará em breve recursos que permitirão que usuários e organizações como The Free Speech Union possam monetizar sem a ameaça de censura política ou proibições injustas. Hoje GETTR hospeda mais de 6 milhões de usuários em 192 países diferentes em todo o mundo.

Há um ano, (set/2021), Jason Miller foi detido pela Polícia Federal em Brasilia, por determinação do ministro Alexandre de Moraes do STF. Ele estava no aeroporto para retornar aos EUA. Miller estava no Brasil para participar da Conferência da Ação Política Conservadora, que tinha ocorrido em Brasília.

Os advogados de Miller orientaram seu cliente a ficar em silêncio, pois não tiveram acesso integral aos autos do inquérito. Após cerca de quatro horas, Miller foi liberado e retornou aos EUA.

31 outubro 2021

O cancelamento de Maurício Souza e a militância "woke"


 O cancelamento de Maurício Souza e a liberdade de expressão agredida

Por Gazeta do Povo 28/10/2021 07:00 - Copyright © 2021, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

Maurício Souza nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
| Foto: Miriam Jeske/CO

O cerco à liberdade de expressão, que vive um verdadeiro “apagão” no Brasil, patrocinado até mesmo pelas instituições que têm o dever constitucional de defendê-la, ganhou novo capítulo nesta quarta-feira, quando o jogador de vôlei Maurício Souza foi desligado do Minas Tênis Clube, como consequência de uma campanha de cancelamento promovida contra ele. O atleta, que já era alvo de críticas frequentes por ser apoiador do presidente Jair Bolsonaro, teve seu contrato rescindido unilateralmente pelo clube mineiro após publicações em mídias sociais. Além disso, o técnico da seleção brasileira de vôlei, Renan dal Zotto, afirmou que não há espaço “para profissionais homofóbicos” na equipe, insinuando que Souza não será mais convocado para defender o Brasil em competições internacionais.

Em uma das publicações, o atleta criticou o uso da chamada “linguagem neutra”, uma criação artificial que viola os padrões da língua portuguesa que, segundo informações de bastidores, estaria presente em uma novela com exibição prevista para o ano que vem; Souza fez o comentário “O céu é o limite se deixarmos! Está chegando a hora dos silenciosos gritarem”. Em seguida, comentando o fato de a DC Comics lançar uma história em que o personagem Super-Homem se assume bissexual, Souza escreveu: “A (sic) é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar…”. Depois, Souza publicou uma foto de uma equipe feminina de basquete que conta com um atleta transexual, Gabrielle Ludwig, afirmando: “Se você achar algum homem nessa foto você é preconceituoso, transfóbico e homofóbico. Mais uma conquista do feminismo para as mulheres!” E, por fim, publicou um vídeo defendendo suas posições e seu direito à liberdade de expressão, relatando insultos sofridos.

Classificar as manifestações de Maurício Souza como “homofóbicas” ou “ilegais” é muito mais que uma distorção grosseira do seu conteúdo; é a admissão de que, a partir de agora, há tabus, assuntos que não podem ser nem mesmo discutidos, quanto mais questionados

Quando a campanha de cancelamento já estava em curso, o Minas Tênis afirmou que “todos os atletas federados à agremiação têm liberdade para se expressar livremente em suas redes sociais”, que “não aceitamos manifestações homofóbicas, racistas ou qualquer manifestação que fira a lei”, e que “as opiniões do jogador não representam as crenças da instituição sociodesportiva”. No entanto, em poucas horas, pressionado pelos principais patrocinadores e pela intensificação da pressão dos canceladores, o clube mudou sua postura inicial: primeiro, afastou e multou Souza, pedindo que ele publicasse uma retratação; por fim, anunciou a demissão. Mas classificar as manifestações do atleta como “homofóbicas” ou “ilegais” é muito mais que uma distorção grosseira do seu conteúdo; é a admissão de que, a partir de agora, há tabus, assuntos que não podem ser nem mesmo discutidos, quanto mais questionados. 

Assumir como correta a postura dos canceladores significa, por exemplo, que não se pode nem mesmo contestar a adoção da “linguagem neutra” e que ela deve ser simplesmente aceita sem questionamentos, por mais que inúmeros especialistas apontem seu artificialismo e seu caráter de imposição ideológica, ao contrário de diversas outras mudanças que o idioma sofreu ao longo dos séculos, sempre fruto de uma evolução orgânica. Da mesma forma, torna-se “crime” apontar uma verdade evidente – que Ludwig é um homem biológico – e pretende-se bloquear o debate sobre a participação de atletas transexuais no esporte feminino, uma discussão que nem mesmo o Comitê Olímpico Internacional considera encerrada, já que a entidade manifestou sua intenção de rever as regras atuais sobre a presença de tais atletas em suas competições. Por fim, na mente dos canceladores, já não se pode nem mesmo criticar o fato de uma empresa de entretenimento atribuir determinada característica a um de seus personagens.

Nenhuma dessas posturas corresponde a homofobia; as manifestações de Souza não se encaixam naquelas condutas criminalizadas pela Lei 7.716, cujos efeitos o Supremo equivocadamente ampliou para incluir ações discriminatórias contra a população LGBT. Nem mesmo o ato descrito no artigo 20 (“Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito”) poderia ser aplicado às publicações do atleta, que não advogou nenhum tipo de preconceito, discriminação ou retirada de direitos de determinadas pessoas.

Apenas a extrapolação indevida explica a caracterização de “homofóbicas” dada às manifestações de Maurício Souza – ou por meio da deturpação das intenções do atleta em suas publicações específicas, ou por meio de um fenômeno mais generalizado que previmos já em março de 2019, quando o julgamento sobre a Lei 7.716 no Supremo ainda não estava concluindo: a proibição completa da crítica a comportamentos, algo sem precedentes na história das democracias ocidentais. Cada novo episódio de perseguição ou cancelamento deixa mais claro que este é o objetivo final de parte da militância identitária: calar quem quer que considere equivocadas determinadas práticas e que já não se resumem ao comportamento homossexual propriamente dito – daí, por exemplo, a revolta contra a crítica à “linguagem neutra”. 

Em março de 2019, a Gazeta do Povo afirmou: “Quando se vai além da criminalização do preconceito para estabelecer uma categoria de ‘crimes de opinião’, ignora-se completamente o fato de que, em todas as democracias sérias, não há comportamento humano que esteja imune ou blindado à crítica. O entendimento universal é o de que mesmo as condutas humanas mais nobres e quase que universalmente aceitas podem ser alvo de discordância, de crítica e de uma apreciação negativa, desde que não se caia no insulto, na agressão ou na violência”. Insulto, agressão e violência são tudo o que não existe nas manifestações que levaram ao cancelamento de Maurício Souza. A agressão e a violência reais são aquelas cometidas contra a liberdade de expressão do atleta, e são perpetradas por aqueles que não toleram a discordância, a ponto de buscarem inviabilizar completamente a vida de uma pessoa, pressionando para que lhe seja tirado até mesmo seu ganha-pão.

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Patrulhas woke - milicianos obcecados pelo controle do pensamento

A Revista Oeste, em matéria de capa de sua edição publicada em 8/10, nos trouxe um artigo da maior importância para o momento atual vivido pela sociedade. Em seu artigo "A tirania do cancelamento foi longe demais", Dagomi Marquezi nos diz que as patrulhas ""woke" não estão deixando pedra sobre pedra.

Nele, Marquesi afirma que a militância “woke” já foi longe demais. E poderá seguir em frente, nos levando a uma era de trevas e destruição cultural jamais vistas. A nova versão da história da Bela Adormecida “vítima” é só um dos muitos sinais da violência desses milicianos do controle do pensamento. A sua versão completa, incluindo as imagens, pode ser acessada neste link.