Osistema do estado da Georgia, que controla 26 universidades e o sistema de bibliotecas públicas, adotou uma série de medidas para combater a ideologia de “diversidade” e “inclusão” e introduzir o estudo dos documentos dos fundadores da democracia americana em seu currículo. Hoje se avançou nessa direção, como veremos a seguir.
Nesta data, 31/07/2025, foi a vez da Brown University que deu um passo significativo para a exterminação do chamado indentitarismo woke e, por isso mesmo, recebeu os cumprimentos do presidente Donald Trump, o principal responsável por essa mudança e que encontrou seu primeiro aliado na Flórida, quando o seu governador, Ron DeSantis, em 2022, disse: “Lutaremos contra o woke na legislatura. Lutaremos contra o woke na educação. Lutaremos contra o woke nos negócios. Nunca, jamais nos renderemos à multidão woke. Nosso estado é onde o woke vai morrer."
DeSantis propôs legislação estadual em 2022 (Stop WOKE Act) para proibir escolas e locais de trabalho de ensinar ou treinar indivíduos que são “inerentemente racistas, sexistas ou opressivos, consciente ou inconscientemente.”
O Stop WOKE Act, também conhecido como Stop Wrongs to Our Kids and Employees Act, é uma lei estadual da Flórida que proibiu escolas e empresas de ensinar certos conceitos relacionados a raça, gênero, racismo e privilégio. Além disso, proíbe instituições educacionais e empresas da Flórida de discutir se raça, gênero e racismo sistêmico. As penalidades incluem ação disciplinar, incluindo demissão e perda de financiamento público para escolas estaduais.
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PS.: "O governo Lula tem deixado a porteira aberta para o identitarismo e o radicalismo woke desde o começo de seu mandato. A tendência perpassa diversos ministérios e se manifesta em audiências, portarias, discursos de autoridades e na implementação de políticas públicas."
Uma contribuição decisiva para a pauta woke foi dada pelo marxista italiano Antônio Gramsci que, diante do fracasso moral da experiência comunista na União Soviética, sugeriu trocar a revolução armada pela tomada lenta e gradual das instituições.
E esse é exatamente o objetivo da pauta “woke”. Ela é composta por temas como:
a linguagem “neutra de gênero”
a glamourização do crime
o “desencarceramento” (soltura de criminosos)
o “abolicionismo penal” (a ideia de que nenhum criminoso deve ser preso)
a “criminologia crítica” (que diz que apenas crimes cometidos por ricos devem ser punidos)
a política “antimanicomial” (que, efetivamente, abandona pessoas em surtos psicóticos nas ruas)
o estímulo à dependência química (através da “liberação” ou “regulamentação” das drogas)
a “teoria crítica da raça” (segundo a qual todo branco é racista)
a sexualização de crianças, o uso do ensino como ferramenta de doutrinação (“pedagogia do oprimido”)
o incentivo à promiscuidade como prática cultural
a promoção do exotismo sexual como virtude e da dessacralização de símbolos religiosos cristãos como “arte”.
A esquerda “woke” (marxistas embrulhados para presente) criou também o extremismo ambiental, segundo o qual a vida de uma baleia vale mais do que a vida de um bebê. São fofinhos usando o discurso “politicamente correto” e defendendo as minorias que eles, quando finalmente chegam ao poder, massacram.
Segundo Roberto Motta, "o socialismo sabor “woke” é produto da evolução das ideias dos “filósofos” da Escola de Frankfurt, um grupo de acadêmicos que emigrou da Alemanha para os EUA na década de 1930 e que, com teses e ideias exóticas, absurdas e radicais, conquistou hegemonia no ambiente universitário, primeiro nos EUA e depois no mundo. Fazem parte desse grupo Horkheimer, Habermas, Fromm e Marcuse, com contribuições de Foucault. Você pode nunca ter ouvido esses nomes, mas com certeza conhece as ideias deles – elas estão no currículo escolar dos seus filhos, nas pautas das redações de jornais, na programação da mídia e na boca dos competidores de reality shows".
O sistema de universidades da Georgia, que controla 26 universidades e o sistema de bibliotecas públicas do estado adotou uma série de medidas para combater a ideologia de “diversidade” e “inclusão” e introduzir o estudo dos documentos fundadores da democracia americana em seu currículo.
A Geórgia é um dos Estados mais wokes dos EUA. Essa iniciativa, obviamente, não terá efeito imediato, tendo em vista que a lobotomia esquerdista é caso sério e de difícil cura.
Em 2022 a Flórida aprovou legislação anti-woke
A iniciativa da Geórgia vai ao encontro do que já ocorreu na Flórida, estado governado por Ron DeSantis, que, em 2022, disse: “Lutaremos contra o woke na legislatura. Lutaremos contra o woke na educação. Lutaremos contra o woke nos negócios. Nunca, jamais nos renderemos à multidão woke. Nosso estado é onde o woke vai morrer."
DeSantis propôs legislação estadual em 2022 (Stop WOKE Act) para proibir escolas e locais de trabalho de ensinar ou treinar indivíduos que são “inerentemente racistas, sexistas ou opressivos, consciente ou inconscientemente.”
O Stop WOKE Act, também conhecido como Stop Wrongs to Our Kids and Employees Act, é uma lei estadual da Flórida que proibiu escolas e empresas de ensinar certos conceitos relacionados a raça, gênero, racismo e privilégio. Além disso, proíbe instituições educacionais e empresas da Flórida de discutir se raça, gênero e racismo sistêmico. As penalidades incluemm ação disciplinar, incluindo demissão e perda de financiamento público para escolas estaduais.
Depois de passar por ambas as câmaras da Legislatura da Flórida controlada pelos republicanos ao longo das linhas partidárias, foi assinado pelo governador Ron DeSantis em 22 de abril de 2022 e entrou em vigor em 1º de julho. Em novembro/2022, um juiz distrital emitiu uma liminar impedindo que a lei fosse aplicada no ensino superior.
Como sempre acontece, a mídia, as classes culturais e os “progressistas” brasileiros engolem com casca e tudo seja lá o que vier de Nova York, de Londres ou de Paris
A Índia tem 1,4 bilhão de habitantes, ou três vezes mais que a Europa; sozinha, tem mais gente que a Europa e os Estados Unidos juntos, e abriga um quinto de toda a população mundial. Por que raios, tendo as duras realidades que têm, seus habitantes deveriam sentir as mesmas angústias de europeus e americanos — essas que você vê todos os dias na mídia, maciçamente, e que são apresentadas como se fossem um problema de vida ou morte para todo ser humano vivo? Por que os seus atletas, por exemplo, deveriam se ajoelhar antes das competições para protestar contra o “racismo sistêmico”? Não passa pela cabeça de um indiano sair à rua para dizer que “vidas negras importam”, ou que a cor da pele seja um problema em seu país; por que, então, iriam ficar de joelhos para combater o racismo? Também não fazem parte do seu mundo e de sua vida as aflições com o “aquecimento global”, visto o calor que faz na Índia há 5.000 anos, nem que um cidadão esteja proibido de dizer que só mulheres podem ficar grávidas e parir um filho. O “indiano médio”, como diriam nossos institutos de pesquisa de opinião, acha que um homem é um homem e uma mulher é uma mulher — e, queiram ou não queiram, um em cada cinco habitantes atuais do planeta é um “indiano médio”. Não ocorreu ali a nenhum colégio de gente rica, ou a qualquer colégio, ensinar uma “linguagem neutra” a seus alunos; ficaria complicado, levando-se em conta que na Índia são falados 400 idiomas e dialetos diferentes, e que há 23 línguas oficiais. O nível do mar está subindo na Flórida? As pessoas são legalmente autorizadas a roubar até US$ 900 por dia, como acontece na Califórnia? A Holanda está proibindo os seus agricultores de produzirem comida? Nada disso faz parte das realidades do 1,4 bilhão de indianos, nem representa para eles a mais remota preocupação. Não fazem, aliás, nenhum nexo dentro do sistema de pensamento hoje em vigor na Índia.
Jogadores do Liverpool protestam contra o racismo | Foto: Twitter Liverpool/ Reprodução/CP
As angústias dos países do Primeiro Mundo não querem dizer nada, também, para o 1,3 bilhão de habitantes da China. Por acaso há algum chinês achando que o Super-Homem é gay, ou que um “transgênero” de 2 metros de altura pode competir numa prova de natação para mulheres? E as atrizes que, 20 ou 30 anos atrás, tiveram um caso com o diretor para ganhar um papel no filme, e hoje são consideradas heroínas nacionais? Existe isso na China? Há por ali um “Ministério Público”, ou alguma ONG, ou entidade da “sociedade civil”, ou seja lá o que for, proibindo a construção de aeroportos, de pontes ou de estradas de ferro? Alguém fala em “dívida histórica” com os negros? Não há nenhum registro de estátuas postas abaixo na China, nem de planos para proibir a fabricação de automóveis, e nem de movimentos para diminuir as verbas da polícia. O chinês está pouco ligando, e não vai ligar nunca, para os direitos dos pedófilos, o respeito aos gordos e gordas ou a porcentagem exata de negros nos filmes, séries de televisão e comerciais de propaganda. Só aí, na Índia e na China, já são 2,7 bilhões de pessoas — e um PIB somado de mais de US$ 21 trilhões. Mas as mesmas coisas podem ser ditas, em geral, da África, do mundo islâmico e de todo o Oriente, mais a Rússia. Na verdade, a Europa e os Estados Unidos, juntos, somam cerca de 800 milhões de habitantes — ou só 10% da população mundial, nada mais que isso. Faz sentido, então, que as neuras, as prioridades e até mesmo os problemas objetivos de europeus e americanos tenham de preocupar os 90% restantes da humanidade?
John Kent, o novo Super-Homem, e seu namorado, Jay Nakamura| Foto: Reprodução/Redes sociais
O ministro do Exterior da Índia, recentemente, disse numa reunião internacional que os europeus fariam bem de ter em mente uma coisa muito simples: os problemas da Europa não são os problemas do mundo. Foram meia dúzia de palavras, em torno de uma ideia sem nenhuma complicação — mas, provavelmente, estão entre as afirmações mais relevantes, realistas e inteligentes feitas há muito tempo por um homem público na cena mundial. É um chamado exemplar à realidade: o mundo, muito simplesmente, não é como eles querem que seja. Vende-se na Europa, nos Estados Unidos e nas suas franjas a noção de que “o planeta” está morto de ansiedade com a proibição das sacolas de plástico, a multiplicação das ciclovias e a promoção das hortas orgânicas. É falso — apenas isso. Mais do que tudo, estão convencidos que as suas “agendas”, ou o que as elites apresentam como “agenda”, são a lista de deveres de casa que os 8 bilhões de habitantes do mundo têm de cumprir, obrigatoriamente. É o caso da “agenda 2030”, uma coleção de desejos montada por bilionários que vão à reunião anual de Davos, na Suíça, fundações que torram dinheiro grosso em favor da virtude e um punhado de governozinhos globaloides, controlados por uma casta de funcionários que não foram eleitos por ninguém e têm horror à ideia de que alguém, além deles, queira mais bem-estar nas suas vidas. Segundo eles todos, o mundo não pode mais progredir, nem dar oportunidades aos bilhões que têm pouco ou nada, em termos materiais. O capitalismo, ali, é um crime; só se aplica aos que já têm o capital hoje. Se o sujeito tem US$ 50 bilhões e faz uma doação de 1 bilhão, todos os seres humanos deveriam fazer a mesma coisa, não é? Para preservar o meio ambiente e “salvar o clima”, o mundo que está fora da Europa e dos Estados Unidos tem de voltar à Idade da Pedra. As minorias são mais importantes que as maiorias — e por aí vamos. É isso, a “agenda” dos ricos. Tudo bem. Querem ser roubados em US$ 900 por dia? Que sejam. Querem morrer de fome para preservar a natureza? À vontade. Mas a agenda da Europa não tem de ser a agenda do mundo, como disse o ministro do Exterior da Índia.
Também não deve ser, obviamente, a agenda do Brasil. Mas nossas elites querem que seja, é claro — e acaba sendo, na vida pública, no mundo oficial e na “sociedade”. Como sempre acontece, e está acontecendo de novo agora, a mídia, as classes culturais e os “progressistas” brasileiros engolem com casca e tudo seja lá o que vier de Nova York, de Londres ou de Paris; são, possivelmente, os mais excitados importadores de más ideias do mundo. É bem sabido, desde que a Corte de Dom João VI desembarcou no Rio de Janeiro, em 1808, que o animal mais parecido com os habitantes da elite brasileira é o macaco — nada revela tão bem um brasileiro rico, “culto” ou “influente” quanto a sua ânsia permanente de copiar o que se faz na Europa e nos Estados Unidos. (Imaginam, ao fazer isso, que são avançados e estão a par dos últimos passos da civilização; não percebem o quanto são subdesenvolvidos típicos.) Continua assim, mais de 200 anos depois. O resultado é que o Brasil assume como sendo suas um monte de preocupações que têm pouco ou nada a ver com as realidades efetivas do país. Poderia ser apenas mais uma palhaçada, como a linguagem neutra ou as campanhas do Uber contra o “racismo”, a “fobia” anti-LGBT+ e tudo o que é visto como politicamente irregular. Mas acaba sendo mais que isso — passa a influir no debate político e nas decisões dos que mandam no país, e por esse motivo começa a afetar a legislação, os atos de governo e o comportamento das empresas.
O Brasil está produzindo alimentos demais, e isso vai contra as noções de virtude das cabeças mais avançadas da Europa
É pior, na verdade: o Brasil não apenas imita os europeus e americanos em sua busca inesgotável por causas cretinas, ou que não têm nada a ver com as necessidades brasileiras, mas tornou-se, ele próprio, um dos maiores alvos da perseguição “globalista”. O Brasil é um horror, talvez o maior horror de hoje, para a “agenda 2030” — para os delicados burocratas que comandam os governos do Primeiro Mundo, para os bilionários socialistas de Davos, para os departamentos de marketing de multinacionais que se converteram à prática “do bem”. Sua ideia fixa, acima de qualquer outra, é a Amazônia e a sua floresta. O Brasil, segundo eles, não tem o direito de governar a Amazônia, que deveria ser declarada “área internacional”. De atores de Hollywood a reis da Escandinávia, de governos da Europa às universidades de primeira linha, mais a “comunidade científica” mundial, todos exigem que a vida humana cesse para a Amazônia e os 20 milhões de brasileiros que vivem ali; só devem existir árvores, bichos e peixes. Numa ação paralela, querem parar o agronegócio brasileiro — o Brasil está produzindo alimentos demais, e isso vai contra as noções de virtude das cabeças mais avançadas da Europa, como é o caso da Holanda, onde se acha uma boa ideia proibir as pessoas de cultivarem o solo.
Toda essa gente tem aliados ativos na vida pública e privada do Brasil. Banqueiros de esquerda, por exemplo, escrevem manifestos anunciando “boicotes” fatais contra a economia brasileira por parte dos grandes fundos de investimento internacionais e das múltis mais globalizadas, para punir a nossa pouca atenção à “crise do clima”. Os boicotes nunca aparecem no mundo das realidades; a produção e as exportações do agro brasileiro batem novos recordes a cada ano. Mas fazem grande sucesso nos salões, na mídia e nos meios “bem informados”. Também há as ONGs, é claro — essas fazem dia e noite, e frequentemente com dinheiro público, um trabalho de agressão em tempo integral contra tudo o que o país tem de bom, ou tenta construir para se desenvolver. Há as classes intelectuais, a universidade pública e o universo artístico. Há as empresas socialistas. Há as agências de publicidade inclusivas. Há o Ministério Público, a justiça e as “agências reguladoras”. Há, em geral, tudo o que se descreve como “esquerda”. Querem, todos eles, um Brasil desenhado por funcionários das agências temáticas da Comunidade Europeia, ou por executivos da Disney, ou por professores de Harvard; acham que o que é virtude em Bruxelas tem de ser virtude em Piracicaba. Não imaginam, nunca, que o Brasil faça parte dos 90% do mundo que estão fora da Europa e dos Estados Unidos; acham que estamos nos 10%. São um atestado da falência de si próprios.
Maurício Souza nos Jogos Olímpicos de Tóquio. | Foto: Miriam Jeske/CO
O cerco à liberdade de expressão, que vive um verdadeiro “apagão” no Brasil, patrocinado até mesmo pelas instituições que têm o dever constitucional de defendê-la, ganhou novo capítulo nesta quarta-feira, quando o jogador de vôlei Maurício Souza foi desligado do Minas Tênis Clube, como consequência de uma campanha de cancelamento promovida contra ele. O atleta, que já era alvo de críticas frequentes por ser apoiador do presidente Jair Bolsonaro, teve seu contrato rescindido unilateralmente pelo clube mineiro após publicações em mídias sociais. Além disso, o técnico da seleção brasileira de vôlei, Renan dal Zotto, afirmou que não há espaço “para profissionais homofóbicos” na equipe, insinuando que Souza não será mais convocado para defender o Brasil em competições internacionais.
Em uma das publicações, o atleta criticou o uso da chamada “linguagem neutra”, uma criação artificial que viola os padrões da língua portuguesa que, segundo informações de bastidores, estaria presente em uma novela com exibição prevista para o ano que vem; Souza fez o comentário “O céu é o limite se deixarmos! Está chegando a hora dos silenciosos gritarem”. Em seguida, comentando o fato de a DC Comics lançar uma história em que o personagem Super-Homem se assume bissexual, Souza escreveu: “A (sic) é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar…”. Depois, Souza publicou uma foto de uma equipe feminina de basquete que conta com um atleta transexual, Gabrielle Ludwig, afirmando: “Se você achar algum homem nessa foto você é preconceituoso, transfóbico e homofóbico. Mais uma conquista do feminismo para as mulheres!” E, por fim, publicou um vídeo defendendo suas posições e seu direito à liberdade de expressão, relatando insultos sofridos.
Classificar as manifestações de Maurício Souza como “homofóbicas” ou “ilegais” é muito mais que uma distorção grosseira do seu conteúdo; é a admissão de que, a partir de agora, há tabus, assuntos que não podem ser nem mesmo discutidos, quanto mais questionados
Quando a campanha de cancelamento já estava em curso, o Minas Tênis afirmou que “todos os atletas federados à agremiação têm liberdade para se expressar livremente em suas redes sociais”, que “não aceitamos manifestações homofóbicas, racistas ou qualquer manifestação que fira a lei”, e que “as opiniões do jogador não representam as crenças da instituição sociodesportiva”. No entanto, em poucas horas, pressionado pelos principais patrocinadores e pela intensificação da pressão dos canceladores, o clube mudou sua postura inicial: primeiro, afastou e multou Souza, pedindo que ele publicasse uma retratação; por fim, anunciou a demissão. Mas classificar as manifestações do atleta como “homofóbicas” ou “ilegais” é muito mais que uma distorção grosseira do seu conteúdo; é a admissão de que, a partir de agora, há tabus, assuntos que não podem ser nem mesmo discutidos, quanto mais questionados.
Assumir como correta a postura dos canceladores significa, por exemplo, que não se pode nem mesmo contestar a adoção da “linguagem neutra” e que ela deve ser simplesmente aceita sem questionamentos, por mais que inúmeros especialistas apontem seu artificialismo e seu caráter de imposição ideológica, ao contrário de diversas outras mudanças que o idioma sofreu ao longo dos séculos, sempre fruto de uma evolução orgânica. Da mesma forma, torna-se “crime” apontar uma verdade evidente – que Ludwig é um homem biológico – e pretende-se bloquear o debate sobre a participação de atletas transexuais no esporte feminino, uma discussão que nem mesmo o Comitê Olímpico Internacional considera encerrada, já que a entidade manifestou sua intenção de rever as regras atuais sobre a presença de tais atletas em suas competições. Por fim, na mente dos canceladores, já não se pode nem mesmo criticar o fato de uma empresa de entretenimento atribuir determinada característica a um de seus personagens.
Nenhuma dessas posturas corresponde a homofobia; as manifestações de Souza não se encaixam naquelas condutas criminalizadas pela Lei 7.716, cujos efeitos o Supremo equivocadamente ampliou para incluir ações discriminatórias contra a população LGBT. Nem mesmo o ato descrito no artigo 20 (“Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito”) poderia ser aplicado às publicações do atleta, que não advogou nenhum tipo de preconceito, discriminação ou retirada de direitos de determinadas pessoas.
Apenas a extrapolação indevida explica a caracterização de “homofóbicas” dada às manifestações de Maurício Souza – ou por meio da deturpação das intenções do atleta em suas publicações específicas, ou por meio de um fenômeno mais generalizado que previmos já em março de 2019, quando o julgamento sobre a Lei 7.716 no Supremo ainda não estava concluindo: a proibição completa da crítica a comportamentos, algo sem precedentes na história das democracias ocidentais. Cada novo episódio de perseguição ou cancelamento deixa mais claro que este é o objetivo final de parte da militância identitária: calar quem quer que considere equivocadas determinadas práticas e que já não se resumem ao comportamento homossexual propriamente dito – daí, por exemplo, a revolta contra a crítica à “linguagem neutra”.
Em março de 2019, a Gazeta do Povo afirmou: “Quando se vai além da criminalização do preconceito para estabelecer uma categoria de ‘crimes de opinião’, ignora-se completamente o fato de que, em todas as democracias sérias, não há comportamento humano que esteja imune ou blindado à crítica. O entendimento universal é o de que mesmo as condutas humanas mais nobres e quase que universalmente aceitas podem ser alvo de discordância, de crítica e de uma apreciação negativa, desde que não se caia no insulto, na agressão ou na violência”. Insulto, agressão e violência são tudo o que não existe nas manifestações que levaram ao cancelamento de Maurício Souza. A agressão e a violência reais são aquelas cometidas contra a liberdade de expressão do atleta, e são perpetradas por aqueles que não toleram a discordância, a ponto de buscarem inviabilizar completamente a vida de uma pessoa, pressionando para que lhe seja tirado até mesmo seu ganha-pão.
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Patrulhas woke - milicianos obcecados pelo controle do pensamento
A Revista Oeste, em matéria de capa de sua edição publicada em 8/10, nos trouxe um artigo da maior importância para o momento atual vivido pela sociedade. Em seu artigo "A tirania do cancelamento foi longe demais", Dagomi Marquezi nos diz que as patrulhas ""woke" não estão deixando pedra sobre pedra.
Nele, Marquesi afirma que a militância “woke” já foi longe demais. E poderá seguir em frente, nos levando a uma era de trevas e destruição cultural jamais vistas. A nova versão da história da Bela Adormecida “vítima” é só um dos muitos sinais da violência desses milicianos do controle do pensamento. A sua versão completa, incluindo as imagens, pode ser acessada neste link.
A Revista Oeste, em sua matéria de capa deste fim semana, nos traz um artigo da maior importância para o momento atual vivido pela sociedade. Em seu artigo "A tirania do cancelamento foi longe demais", Dagomi Marquezi nos diz que as patrulhas ""woke" não estão deixando pedra sobre pedra, a exemplo do Talibã, no Afeganistão, que está destruindo templos cristãos e budistas.
Nele, Marquesi afirma que a militância “woke” já foi longe demais. E poderá seguir em frente, nos levando a uma era de trevas e destruição cultural jamais vistas. A nova versão da história da Bela Adormecida “vítima” é só um dos muitos sinais da violência desses milicianos do controle do pensamento. A seguir outros trechos do artigo. A sua versão completa, incluindo as imagens, pode ser acessada neste link.
Outro exemplo citado é o caso de Pepe Le Gambá que mostra a que ponto de ridículo essas patrulhas de censores podem chegar. E o poder absurdo que adquiriram. Mas não param por aí. Outros exemplos são citados em produções da Disney.
A voluptuosa Jessica Rabbit, do filme Uma Cilada para Roger Rabbit, vai trocar seu figurino de estrela de Hollywood dos anos 1940 por uma roupa mais masculinizada de detetive. A roupa sexy da princesa Leia (de Star Wars) foi retirada de catálogo.
Parte da corporação Disney, a Marvel virou um laboratório de experimentos “woke”. Super-heróis que fazem parte da mitologia pop global há 60 anos estão sendo abatidos sem piedade. O personagem Iron Man (Homem de Ferro) virou uma mulher negra de cabelo afro chamada Riri Williams e agora atende pelo nome de Ironheart. O Homem-Aranha não é mais Peter Parker. Foi trocado pelo negro com sangue mexicano Miles Morales.
... A criação “woke” mais radical da Marvel é um casal de super-heróis dedicados a combater o bullying. Eles atendem pelos nomes de Snowflake e Safespace. Que são dois termos (“floco de neve” e “espaço seguro”) usados para definir uma geração marcada pela fragilidade e pelo medo de enfrentar a idade adulta. Snowflake é uma menina que se veste de azul. Safespace é um menino que se veste de rosa. Os dois usam o mesmo corte de cabelo. São “não binários”. Ainda não se sabe se, ameaçados, correrão com seus iPhones e iogurtinhos para debaixo do edredom. Snowflake e Safespace fazem parte de um novo universo Marvel no qual só existe um personagem branco — o vilão.
... O problema dessa cultura de cancelamento é que ela tem porta de entrada, mas não tem porta de saída. É uma rodovia expressa para o inferno da ignorância e do autoritarismo. Eles impõem uma realidade que não faz sentido fora das bolhas que frequentam. Hoje foi Pepe Le Gambá. Quem vai ser amanhã? Que perguntas serão feitas por esses censores empoderados?
Eles só agem em países democráticos. A ditadura do Partido Comunista chinês anunciou que todos os personagens de games produzidos no país deverão ter “gênero definido”. Basta que um único personagem não possa ser identificado como homem ou mulher para que o projeto todo seja vetado. Mas a China é respeitada pelos “wokes” por ser “anti-imperialista”. “Wokes” não se importam com o que acontece em países regidos por ditaduras. Danem-se as mulheres e os homossexuais do Irã. Eles têm coisas mais importantes a fazer, como banir do mundo um gambá de sotaque francês.
A situação só tende a piorar, se não houver resistência. Enquanto essa destruição for encarada como algo inevitável, vai continuar. É elitista, artificial, contraditória ao máximo. Mas está se impondo e se espalhando, alimentada por nosso silêncio.
“Esta é a vingança da esquerda que não consegue se eleger”, resumiu Abhijit Majumder no Firstpost. “Por meio de seu controle da mídia e da academia, ela tem forçado sua agenda de constranger pelo menos a elite influente para que seja desenraizada, desfigurando suas próprias raízes e cultura, fundindo toda a diversidade em padrões, enfraquecendo a cola que une nações e democracias.”
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Bom, como disse Marquesi, essa militância “woke” já foi longe demais. Tal militância acha-se no direito de destruir conteúdos produzidos profissionalmente. E o que esses conteúdos têm de errado? Ora, simplesmente estão em desacordo com os ditames do pensamento progressista.
A militância está, portanto, atuando como fazem as agências de checagem (fact checkers) nas redes sociais e da imprensa em geral. Fazem o que bem entendem. Estamos diante da violência desses milicianos obcecados pelo controle do pensamento.
PS.: No final da década de 2010, woke foi adotado como uma gíria amplamente associada à políticas de esquerda, causas socialmente liberais, feminismo, ativismoLGBT e questões culturais (com os termos woke culture e woke politics também sendo usados). Tem sido alvo de memes, uso irônico e críticas. Seu uso generalizado desde 2014 é resultado do movimento Black Lives Matter.
Em seu artigo desta sexta-feira, título deste post, "Quem planta tâmaras, não colhe tâmaras", Felipe Fiamenghi, nos chama a atenção para uma narrativa despercebida pela maioria da população mundial. Nós brasileiros não somos exceção.
Em um de seus parágrafos, Felipe alerta aqueles que duvidam de sua narrativa. Textualmente disse o seguinte:
"Pra quem duvida do poder da narrativa, basta entender que uma veterana de guerra foi assassinada a sangue-frio, com um tiro no peito, desarmada, e isso não causou NENHUMA comoção, enquanto a morte de George Floyd, com passagens pela polícia e histórico de violência, serviu de estopim para que eclodissem manifestações por todo o Planeta. Só peço que façam o exercício de imaginação de como estaria a imprensa global, neste momento, se Ashli Babbitt fosse uma manifestante negra do partido Democrata, não uma loira Pró-Trump.
Criaram uma democracia ilusória, onde qualquer um tem total liberdade de expressão para dizer aquilo que a cartilha Progressista permite. O "homem mais poderoso do mundo" foi silenciado em uma rede social que mantém ativas as contas dos ditadores da Venezuela e do Irã."
Ao final ele enfatiza a responsabilidade das necessárias mudanças que a sociedade deve promover, afirmando:
"Não serão os políticos que farão essa mudança. Seremos nós ou ninguém."
BOA LEITURA !
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Quem planta tâmaras, não colhe tâmaras
Felipe Fiamenghi - 08/01/2020
Há muito eu evito entrar neste assunto, porque sei que é indigesto e pode ser desanimador para a imensa maioria. Mas olhando para o atual cenário político global, vejo o quanto as pessoas não têm absolutamente nenhuma noção do que está acontecendo. São milhões de indivíduos "lutando" a guerra de forma absolutamente errada. Uma força de mudança descomunal sendo completamente desperdiçada por não compreender sequer quais são os reais adversários e, assim, não ter "foco". Como anunciava aquela antiga propaganda de pneus: "Potência não é nada sem controle".
Tentarei resumir os caminhos que nos trouxeram até aqui, mas já aviso que será de forma "tosca". O tema é matéria suficiente para um livro inteiro. Então senta que lá vem textão…
Auguste Comte, criador da teoria Positivista e considerado o "pai" da sociologia acadêmica, dizia que: "Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos". Se já estava certo no século XIX, hoje, em um mundo globalizado, onde a cultura e a informação de massa são cada vez mais unificadas, está coberto de razão. Afinal, é o fator cultural que determina o político; não o contrário. Um político pouco ou nada pode fazer contra o "stablishment"; a "ordem social estabelecida".
Pra começar, dividimos a política em um conceito oriundo da França do século XVIII: Direita e Esquerda, que não tem qualquer semelhança com absolutamente nada do que vivemos nos dias atuais. Estamos jogando "par ou ímpar" no meio de uma partida de xadrez em 10 dimensões. Estamos tão perdidos que ainda "combatemos" o Marxismo, uma ideologia que a própria esquerda já abandonou há décadas e só sobrevive um alguns poucos nichos completamente inexpressivos.
O que chamamos de "esquerda", hoje, é completamente distante do "poder proletário". Muito pelo contrário, aliás. A "revolução armada" de Marx deu espaço para a "revolução cultural" do socialismo científico. Esta, compreendida como uma forma eficiente de controle social, foi abraçada e financiada pelos "Metacapitalistas". Só que nada disso aconteceu do dia para a noite, nem será revertido através de um ou dois mandatos de nenhum Presidente eleito. A DEMOCRACIA É UM PRODUTO CULTURAL, NÃO UM AGENTE SOCIOLÓGICO.
Um governo eleito em sintonia com o "deep satate" consegue reforçar aspectos culturais. É o que aconteceu com Lula e com Obama, que tinham os "agentes sociais" trabalhando a favor. Bastava financiá-los, como fizeram. Trump e Bolsonaro, absolutamente na contramão do "stablishment", nem sequer têm "agentes sociais" para financiar. No máximo, podem impedir que novos reforços aconteçam, cortando parcialmente o "financiamento", mas não conseguem fomentar uma atuação cultural no sentido oposto.
E o motivo de tudo isso é muito simples: O que estamos entendendo hoje, a "esquerda" já entendeu há 140 anos. No final do século XIX, com os estudos sociológicos da "The Fabian Society", eles já tinham compreendido que a teoria Marxista não tinha futuro e que era IMPOSSÍVEL sustentar um governo "puro", seja de "direita" ou de "esquerda". Enquanto o "Mundo Livre" passou o século XX "combatendo o comunismo", eles aprimoravam suas teorias e se infiltravam em cada espaço da sociedade.
Fizeram um trabalho de longo prazo. Dominaram a academia, onde hoje são maioria inconteste, e assim dominaram toda a elite intelectual. Criaram gerações de profissionais militantes: Juristas, jornalistas, professores... Os cargos que norteiam a sociedade, agora, são ocupados por pessoas que foram "moldadas ideologicamente" pelos Progressistas.
Um ótimo exemplo do quão bem executado foi o plano são as ciências históricas, que seriam grandes armas contra a "esquerda", pois registrariam o fracasso retumbante em todo e qualquer lugar em que a ideologia foi implantada, foram tomadas de forma que eles próprios pudessem "reescrever" os registros. Deu tão certo que episódios como o Holodomor foram simplesmente apagados dos livros de história.
Outros, como o genocídio de Ruanda, na década de 90, comandado pelo partido MRDN (Movimento Republicano Nacional por Democracia e Desenvolvimento), fundado com bases nos partidos comunistas da China e da Coréia do Norte, foram atribuídos à "extrema-direita".
Pra quem duvida do poder da narrativa, basta entender que uma veterana de guerra foi assassinada a sangue-frio, com um tiro no peito, desarmada, e isso não causou NENHUMA comoção, enquanto a morte de George Floyd, com passagens pela polícia e histórico de violência, serviu de estopim para que eclodissem manifestações por todo o Planeta. Só peço que façam o exercício de imaginação de como estaria a imprensa global, neste momento, se Ashli Babbitt fosse uma manifestante negra do partido Democrata, não uma loira Pró-Trump.
Criaram uma democracia ilusória, onde qualquer um tem total liberdade de expressão para dizer aquilo que a cartilha Progressista permite. O "homem mais poderoso do mundo" foi silenciado em uma rede social que mantém ativas as contas dos ditadores da Venezuela e do Irã.
A cultura não será vencida pelo voto; muito menos pelas armas. Ou começamos um "Gramscismo reverso", tomando espaço na academia para que, no futuro, tenhamos "agentes sociais" do nosso lado, conscientes de que NÃO ESTAREMOS VIVOS PARA VER OS RESULTADOS, ou continuaremos combatendo "fantasmas", como cachorros correndo atrás dos próprios rabos, enquanto a "esquerda" só fica mais forte.
Não serão os políticos que farão essa mudança. Seremos nós ou ninguém.