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29 julho 2025

Trump fez oferta tentadora a brasileiros


     Donald Trump fez oferta tentadora a empreendedores brasileiros que desejem internacionalizar sua empresa, instalando-se nos Estados Unidos com tarifa zero de importação. 

    Ao contrário do Brasil, onde é hostilizado, nos EUA o empreendedor é reconhecido, o mercado é próspero e estável, ninguém é esfolado com taxações injustas e não há insegurança jurídica.

    A oferta de Trump já movimenta várias empresas brasileiras que dão suporte na imigração e identificam oportunidades de investimento. Na avaliação desses especialistas, internacionalizar a empresa, a carreira ou o patrimônio é agora uma necessidade urgente.

    Enquanto isso, Lula aposta no impasse, como moeda de proveito eleitoral, até impedindo diplomatas de negociar o tarifaço de 50%. Lula fala em retaliação, fustiga o presidente americano e expõe a apatia de uma diplomacia que tem se mostrado ineficiente e politicamente equivocada. 

    Também já disse que não tinha “nenhum assunto sério” a tratar com Trump nem “nenhuma razão” para procurar o americano e que a democracia americana está perdendo espaço para a “extrema direita”. 

22 junho 2016

DUCHA DE ÁGUA FRIA

    "Iniciamos negociações em todos os países da região menos no Brasil, já que há muita corrupção, disse o presidente da Ryanair,  companhia aérea irlandesa, famosa pelas promoções mais agressivas do setor na Europa. Essa entrevista, ao La Nación, foi publicada no mesmo dia em que se noticia o estado financeiro preocupante das duas maiores companhias aéreas brasileiras.

    Nesta mesma semana, em outro setor de interesse nacional, a Oi, operadora de telefonia, solicitou recuperação judicial com dívidas da ordem de R$ 65 bilhões de reais, resultado de uma promíscua relação publico-privada, envolvendo os mais altos escalões da República. Em 2008 chegou-se a mudar as regras que impediam a fusão da Telemar com a Brasil Telecom, além da emissão de ordem para que o Banco do Brasil e o BNDES ajudasse com recursos para que a operação pudesse ser concretizada.

    Nos dois casos e em muitos outros semelhantes, a responsabilidade por essa situação recai nos governos que se instalaram no País após a sua redemocratização e tem como causa principal a má gestão pública nos três níveis de governo: o federal, o estadual e o municipal. Em todos eles está solidamente instalado o germe da corrupção.

    Em ambos os casos se faz presente também outros vícios encontrados nessas gestões e acentuadas na era petista: descaso com qualidade da regulação setorial e uso abusivo de recursos públicos em transações duvidosas.

    Aos jovens empreendedores, tais notícias chegam como uma ducha de água fria. Não é à toa que muitos deles continuam vislumbrando oportunidades melhores em outros países. Alguns dessa turma já não estão mais aqui.

02 fevereiro 2016

SEM REESTREIA

Depois de quase dois meses em marcha lenta, esta semana se iniciou com o retorno das atividades plenas nos três poderes da República sediados em Brasilia.  

As palavras contidas nos discursos proferidos durante as solenidades ocorridas nos salões dos respectivos poderes, demonstraram que os responsáveis pela condução dos destinos da Nação, compreendem mal a natureza e a dimensão do atual momento vivido pelo Brasil e nenhum deles assumiu e/ou pediu desculpas por essa situação.

Também não se ouviu um discurso novo, especialmente o do executivo em sua mensagem ao Congresso Nacional, lida pela própria presidente. Na pauta, os assuntos são os mesmos do final do ano passado. Como já dissemos aqui, confirma-se, assim, que 2016 é uma prorrogação de 2015.

Mas será mais do mesmo ? Não. Embora os temas não tenham sido modificados, todos eles, a crise econômica, a política e a ética estão em situações piores do que há um ano se encontravam. Em aditamento, para piorar esse quadro, surgiram as consequencias nefastas da propagação das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti.

A revista britânica "The Economist", desta semana, na matéria em que afirma que o Brasil é uma festa à beira do precipício, numa alusão ao período carnavalesco, avalia os indicadores econômicos como catastróficos, na área política aponta que o impeachment continuará na pauta do Congresso e já cita a epidemia do zica vírus como uma crise social de dimensão extensamente dramática.

Em pleno século XXI, depois de mais de 500 anos de seu descobrimento e de quase dois séculos de sua independência, ouve-se com muita tristeza, os discursos citados acima e histórias sobre brasileiros que emigram ou pensam em abandonar o nosso País. Que sina a nossa, um País que estava a um passo de por um pé no primeiro mundo, retornou aos anos 80.