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24 julho 2026

Falência


A revista Oeste deste final de semana traz a capa e reportagens sobre o atual momento político e econômico do Brasil. Resumo dos prinicipais artigos estão citados abaixo e fazem referência a outros momentos de politicagens ocorridos no País, a começar pelo entendimento remoto do lançamento do Bolsa Família.

Jarbas Vasconcellos, ex-governador de Pernambuco e ex-senador, fez um perfeito resumo da ópera da politicagem: “O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo”. A gastança que ameaça levar o Brasil à falência reafirma que Lula sabe disso. 

Como sempre apostou nos votos dos pobres e desinformados para conseguir outro mandato, Lula depende da legião de dependentes do governo, que cresceu como nunca nos últimos quatro anos.final do terceiro mandato, Lula faz de conta que melhorou um país à beira do colapso, como informa Raphaela Ribas na reportagem de capa desta edição. “Se quiser salvar o Brasil da falência, quem assumir a Presidência em 1º de janeiro de 2027 terá de desarmar uma bomba”. Sempre de olho nas urnas, “Lula torrou bilhões em programas sociais para dar a falsa ideia de que o Brasil está melhorando”. Não está. O cenário é tão assustador quanto o produzido por Dilma Rousseff há mais de dez anos.

Quem vê as coisas como as coisas são enxerga incontáveis evidências de “quanto o país retrocedeu nos governos petistas”, afirma Adalberto Piotto: “Olhe ao redor e me diga se o Brasil realmente melhorou na redução da miséria quando se sabe que a população de rua aumentou quase 100% nos três anos e meio desse terceiro mandato”, propõe Piotto. O retrato pode ser visto sem retoques em reportagem de Yasmin Alencar. Três anos depois de anunciar um programa de R$ 1 bilhão para resolver a questão, o número de moradores de rua de fato dobrou.

21 julho 2026

Eleições 2026. Dois caminhos, não um dilema

 

Em seu artigo de hoje, (21/07/2026), Adolo Sachsida (ex-Ministro de Minas e Energia e ex-Secretário de Política Econômica) faz um alerta sobre o futuro da política econômica brasileira. Nele, Sachsida nos diz que uma das frases que sintetizam a visão do PT é: “O fiscal não pode se opor ao crescimento”.  Eis alguns trechos de seu artigo.


Sachsida sugere que a afirmação parece razoável, quase inofensiva. Como costuma ocorrer com slogans bem construídos, porém, ela esconde mais do que revela. Afinal, essa frase sugere que responsabilidade fiscal e crescimento seriam objetivos adversários — e que limitar o gasto público significaria necessariamente limitar o desenvolvimento. 


Quando a dívida pública é elevada e sua trajetória provoca desconfiança, o equilíbrio fiscal deixa de ser uma preferência de economistas ortodoxos e passa a ser condição para o próprio crescimento. É a confiança na sustentabilidade das contas públicas que ajuda a reduzir o risco-país, os juros de longo prazo e o custo do crédito para a empresa que deseja investir e para a família que pretende financiar a casa própria.


Sem essa confiança, o crescimento produzido pelo gasto público tende a ser o de sempre: um impulso de curto prazo, seguido de inflação, juros elevados e uma conta que alguém terá de pagar — geralmente quem dispõe de menos instrumentos para se proteger.


Dois caminhos, não um dilema


A escolha diante do país não é entre responsabilidade fiscal e crescimento, como o programa do PT insiste em sugerir. É entre dois modelos de crescimento. Um depende de gasto público crescente, tributação elevada e intervenção estatal — e dura exatamente até o dinheiro acabar. O outro nasce da estabilidade macroeconômica — dívida sob controle, moeda estável, meta de inflação respeitada, Banco Central independente — somada ao aumento da produtividade: segurança jurídica, abertura econômica, competição, infraestrutura, melhores marcos legais, educação, crédito eficiente e desburocratização.


Não é preciso telepatia nem "fontes que preferem não se revelar" para saber qual desses dois caminhos está sendo anunciado. Foi dito publicamente, com todas as letras, por quem coordena o programa de governo do PT, Sergio Gabrielli. Ao eleitor cabe apenas decidir se prefere acreditar no que ouve ou no que gostaria de ter ouvido. O Brasil já pagou, uma vez, para aprender essa lição. Seria uma pena pagar de novo — com juros.

05 julho 2026

Brasil vs Noruega


Humilhação não foi perder da Noruega no futebol.

Humilhação é perder para um país de apenas 5,6 milhões de habitantes que encontrou petróleo, teve responsabilidade para administrar essa riqueza e hoje possui o maior fundo soberano do planeta, com cerca de US$ 2,2 trilhões em patrimônio e participação em aproximadamente 1,5% das empresas listadas no mundo. Enquanto isso, o Brasil descobriu o pré-sal, mas continua desperdiçando oportunidades em meio a escândalos de corrupção, desperdício de recursos públicos e decisões de curto prazo. A diferença entre Brasil e Noruega nunca foi talento. Sempre foi gestão, planejamento e responsabilidade com o dinheiro do povo. No futebol, uma derrota faz parte do esporte. O que realmente deveria envergonhar é ver um país tão rico continuar desperdiçando seu potencial enquanto outros transformam riqueza em prosperidade para as próximas gerações.

PIB per capita: 🇳🇴 $ 85 mil 🇧🇷 $ 10 mil Desenvolvimento: 🇳🇴 0,970 🇧🇷 0,750 Expectativa de vida 🇳🇴 83 anos 🇧🇷 75 anos Corrupção: 🇳🇴 5° lugar 🇧🇷 107º lugar Segurança: 🇳🇴 19 homicídios (2025) 🇧🇷 34.086 (2025) Futebol: 🇳🇴 2 x 1 🇧🇷

02 julho 2026

Os Estados Unidos criaram 1200 milionários POR DIA em 2025!


Só ano passado, foram adicionados 438 mil milionários, mais do que os milionários existentes no Brasil, que seriam 386 mil, segundo o UBS.

Pouca gente tem a exata noção da amplitude da prosperidade americana. 23,6 milhões de americanos tem um patrimônio maior que US$ 1 milhão. É uma proporção de 7,15 para cada 100 pessoas. No Brasil, a proporção de 0,18 para cada 100. Ou seja, proporcionalmente, os EUA tem 39x mais milionários que o Brasil.

21 maio 2026

É mais fácil uma empresa sobreviver a uma pandemia do que a um governo petista



O número de empresas em recuperação judicial voltou a subir de forma consistente, atingindo níveis maiores do que durante a pandemia.
Com o desequilíbrio fiscal persistente, o governo Lula pressiona a manutenção de juros elevados, encarecendo o crédito e sufocando empresas que dependem de financiamento para operar.
Ao mesmo tempo, Lula promove incessantemente o aumento de carga tributária, com a criação de novos impostos e maior intervenção sobre o setor produtivo.
O estado se comporta como o pior tipo de sócio: participa de todos os resultados, exige uma parcela crescente da receita, mas não assume riscos nem contribui para a geração de valor. Pelo contrário, frequentemente impõe obstáculos adicionais.
Curiosamente, é mais fácil uma empresa sobreviver a uma pandemia do que a um governo petista.

20 abril 2026

O motor econômico da Alemanha muda do Gigante Automotivo Global para o Centro Industrial Militar da Europa


Segundo o WSJ, a Alemanha está vivenciando seu período mais longo de estagnação desde a Segunda Guerra Mundial. O setor manufatureiro está perdendo cerca de 15.000 empregos por mês, enquanto grandes montadoras como Volkswagen e Mercedes-Benz registraram quedas de lucro superiores a 40%.

Em resposta, Berlim comprometeu mais de US$ 500 bilhões (€ 460 bilhões) em gastos com defesa ao longo da próxima década, com despesas militares anuais projetadas para atingir cerca de US$ 190 bilhões até 2029. Várias conversões industriais já estão em andamento: - A Rheinmetall está reaproveitando antigas instalações de peças automotivas em Berlim e Neuss para produção militar. - A Volkswagen está supostamente discutindo a conversão de sua fábrica em Osnabrück para produzir componentes relacionados à defesa, incluindo veículos de transporte e sistemas de mísseis. - A KNDS adquiriu uma antiga fábrica de trens da Alstom em Görlitz para produzir componentes para tanques Leopard 2 e veículos de combate de infantaria Puma. Empresas de defesa como a Hensoldt também estão recrutando engenheiros e técnicos de fornecedores automotivos como Continental e Bosch. A associação da indústria de defesa alemã quase dobrou seu número de membros em um ano, à medida que fornecedores civis migram para contratos militares. Algumas empresas, como a Schaeffler, também estão expandindo a produção para drones. Analistas estimam que elevar os gastos com defesa para 3% do PIB poderia gerar dezenas de bilhões em produção anual e criar até 245.000 empregos. 📰: WSJ

31 dezembro 2025

Estatais federais têm maior deficit da série histórica

 

    Reduzir o tamanho do Estado (a parte ineficiente) é algo que não faz parte dos planos de Lula. 

    Uma das primeiras providências que tomou ao vencer (?) a disputa pelo Planalto em 2022 foi deixar claro que praticamente acabaria com o PND (Plano Nacional de Desestatizações). Assim foi feito. 

    Aqui não se advoga a tese de que seja possível o Brasil se desfazer da noite para o dia de uma centena de empresas, algumas tão complexas como a Petrobras. O que é necessário é planejar o desembarque do Estado. 

    No governo anterior, foi privatizada a BR Distribuidora. O Brasil era dono de postos de gasolina Hoje, não é mais. É difícil encontrar alguém sensato que defenda com um argumento sólido a necessidade de o Estado brasileiro ser dono de postos. 

    Muitas outras empresas poderiam também ser privatizadas. Sob Lula essa possibilidade inexiste. Para a administração petista, o deficit das empresas estatais na casa dos bilhões de reais não é rombo, mas investimento “com dinheiro que estava em caixa”.




15 dezembro 2025

Chegamos ao fim de 2025. Qualidade de vida e o futuro dos brasileiros estão em risco

 


    Estamos nos últimos dias de 2025, infelizmente com vários recordes negativos: o brasileiro nunca pagou tanto imposto, sem ver melhorias nos serviços públicos. 

    Em 2025, o governo abocanhou 32,2% de tudo o que foi produzido no país! A taxa de juros termina nas alturas, em 15%, pois o Banco Central continua a sinalizar juros altos por "período bastante prolongado“ para conter a inflação. Analistas apontam que o aumento de impostos contribui para que o Brasil se torne um país mais pobre e menos competitivo no ranking internacional.


    Enquanto o governo se recusa a cortar custos, acabar com o inchaço da máquina pública ou privatizar estatais deficitárias, a solução é sempre a mesma: tirar o dinheiro de quem trabalha.

    A dívida pública pode bater no ano que vem em 84% do PIB, bem acima do prometido no arcabouço fiscal - que é uma fantasia, pois temos centenas de bilhões de reais fora da meta. 

    Eis o balanço da gastança de três anos do PT, que ainda jogou no buraco os Correios e também bateu recorde de criação de cargos de confiança para a companheirada. É a qualidade de vida e o futuro dos brasileiros que estão em risco.

31 agosto 2025

Quando os resultados das medidas da esquerda batem na porta

    Mais imposto. Menos consumo. Mais crise. E, como sempre, quem mais sofre é a classe mais humilde. Onde há liberdade de mercado, há progresso; onde há opressão estatal, sobra só miséria compartilhada.

    Dados mostram que 14 milhões de brasileiros, principalmente das classes C, D e E, deixaram de comprar em sites estrangeiros após a nova taxação — uma queda de 35%. Enquanto isso, para as classes A e B a retração foi de apenas 11%, mostrando o peso desigual da medida.



    No capitalismo, o empresário cria, arrisca e gera empregos. A livre competição garante melhores produtos, melhores salários e oportunidades. Já no comunismo, é o Estado quem controla tudo: distribui a miséria, elimina a concorrência e impõe a igualdade da pobreza controlada, a falta de competição que gera a miséria e a opressão compartilhadas.

    Asfixiar a criatividade e a liberdade pode custar muito caro. Esta é uma das mensagens mais fortes que o romance filosófico de Ayn Rand, "A revolta de Atlas",  escrito em 1957, mas atual como nunca nos traz. A obra coloca de forma clara e transparente o conflito entre o Estado e a iniciativa privada, uma realidade muito atual na sociedade brasileira, que nos trouxe de volta a ameaça de um governo totalitário, controlador, pesado, burocrático e opressor, seguido ao pé da letra pelos países que compõem o Foro de São Paulo.

    E por falar em Foro de São Paulo, as explicações de Lió de Agimiro são especialmente importantes para os jovens do Brasil, país que já sofreu algumas tentativas de destruição do capitalismo e de nossa democracia, através de siglas partidárias, ou não, que tentaram implantar regimes baseados em alguns desses conceitos. O último deles,  - o PT - usando o conteúdo do Foro de São Paulo, criado em 1990 por Fidel Castro e Lula. Confira-as aqui.



10 agosto 2025

Não existe milagre na Argentina. Apenas conhecimento e bons propósitos para execução de uma gestão exemplar



    Pouco mais de um ano e meio após a posse de Javier Milei, a Argentina colhe resultados econômicos que estão sendo elogiados em todo o mundo.

    Diferentemente do que até se divulga, contudo, não existe milagre. Existe apenas conhecimento e bons propósitos de uma gestão já anunciados no período eleitoral. Milei pertence ao grupo de pessoas que se guiam por essa frase - não sei nada sobre isso mas quero aprenderA crise econômica da Argentina na década de 1980 despertou seu interesse pela economia, especialmente após observar o comportamento das pessoas em supermercados durante a hiperinflação. Graduou-se em economia e cursou mestrado e doutorado na área. Atuou como professor universitário e também como economista. Conquistou espaço na mídia argentina, manifestando suas posições libertárias e conservadoras, definindo-se como um capitalista, que defende a troca voluntária de bens e serviços em uma sociedade amplamente regulada pelo mercado e não pelo Estado, marca essa defendida por Ayn Rand, ao escrever seu best-seller "A revolta de Atlas", em 1957, se tornando a musa do liberalismo moderno.

    Matthew Lynn, colunista do jornal britânico The Telegraph, publicou em julho um texto que mencionou o país governado pelo presidente libertário como um exemplo de racionalidade em um mundo de incerteza econômica. “Quando o resto do mundo acordará para o milagre argentino?”, escreveu Lynn.

    A economia argentina está passando por uma forte recuperação. Este é certamente um desenvolvimento muito bem-vindo”, disse o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, segundo informações do jornal Clarín. 

    Allan Gallo, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (MackLiber), afirmou que os dados econômicos da gestão Milei comprovam que “houve acertos importantes”.

“Na minha visão, o principal deles foi o compromisso com o ajuste fiscal. Milei enfrentou resistências duras, mas conseguiu reorganizar as contas públicas e sinalizar que o país não aceitaria mais conviver com déficits crônicos.” 

“Essa virada fiscal devolveu um grau de previsibilidade para a economia argentina. Pela primeira vez em muitos anos, houve superávit, e isso criou uma base mínima para a retomada da confiança geral.”

“Novamente, o que realmente atrai capital estrangeiro é a estabilidade de regras, a previsibilidade e a confiança. Relação pessoal entre presidentes ajuda, mas não substitui fundamentos econômicos”, finalizou Allan Gallo.


25 julho 2025

Os ensinamentos e os resultados do governo Milei


 

    Após um ano e meio de governo Milei, o quadro macroeconômico argentino é muito promissor. Por quê? A resposta é que Milei fez o que era necessário: a recuperação econômica é resultado de uma agenda liberal seguida à risca, com austeridade fiscal, redução de penduricalhos, corte de 19 impostos, diminuição do tamanho do Estado — com a demissão de 50 mil funcionários públicos e o fim de mais de cem órgãos estatais — e, sobretudo, coragem, muita coragem, porque começou o governo sem maioria robusta no Legislativo.

    A inflação devastadora de 25% ao mês na data da sua posse, em 2023, fechou o último mês de maio em 1,5%. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), uma espécie de IBGE, o índice anual está em 43,5%, ante quase 300% ao ano no final do mandato de Alberto Fernández. O corte na taxa básica de juros também foi drástico: de 133% para 29%, uma queda de 104 pontos percentuais, conforme o Banco Central local.

    Diferentemente do presidente brasileiro, Milei pertence ao grupo de pessoas que se guiam por essa frase - não sei nada sobre isso mas quero aprenderA crise econômica da Argentina na década de 1980 despertou seu interesse pela economia, especialmente após observar o comportamento das pessoas em supermercados durante a hiperinflação. Graduou-se em economia e cursou mestrado e doutorado na área. Atuou como professor universitário e também como economista. Conquistou espaço na mídia argentina, manifestando suas posições libertárias e conservadoras, definindo-se como um capitalista, que defende a troca voluntária de bens e serviços em uma sociedade amplamente regulada pelo mercado e não pelo Estado, marca essa defendida por Ayn Rand, ao escrever seu best-seller "A revolta de Atlas", em 1957, se tornando a musa do liberalismo moderno.

    "Asfixiar a criatividade e a liberdade pode custar muito caro", frase desse livro mas presente como nunca, principalmente para o momento atual brasileiro - político e econômico.

13 julho 2025

Desempenho da indústria nacional no mês de maio/25

    A análise publicada pelo IEDI, nesta sexta-feira, 11/07/2025, além de mostrar o momento atual do nosso desempenho industrial, terá uma importância significativa para se comparar com os números que virão nos próximos meses, em função da semana agitada que aqui se conviveu após a divulgação do tarifaço de Trump. O texto é autoexplicativo. Boa leitura.

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05 julho 2025

Por que bilionários abraçam o socialismo?


"Quando você vê que o comércio é feito não por consentimento, mas por compulsão; quando você vê que, para produzir, você precisa obter permissão de homens que não produzem nada; quando você vê dinheiro fluindo para quem negocia, não com mercadorias, mas com favores; quando você vê que os homens ficam mais ricos por suborno e extorsão do que pelo trabalho, e suas leis não o protegem contra eles, mas os protegem contra você; quando você vê a corrupção sendo recompensada e a honestidade se tornando um autossacrifício, você pode saber que sua sociedade está condenada", Francisco D'Anconia, em "A Revolta de Atlas".

     Qualquer pessoa que tenha estudado, com rigor científico, a evolução do comunismo na Rússia ou do fascismo na Itália de Mussolini, ou ainda a ascensão do nazismo na Alemanha sabe que todos esses episódios não passaram de iniciativas para a implementação de projetos de "engenharia social" semelhantes entre si.

    Empresários imorais, sindicatos imorais, intelectuais imorais, jornalistas imorais, associações imorais buscam aquilo que não conseguiriam - sua própria sobrevivência - num regime com total liberdade e competiçãoEssa sempre foi a trilha escolhida por nossos governantes sustentados por corporativistas e apoiada por clientelistas de todas as camadas sociais. A história do Brasil evidencia que, ao longo de nossa trajetória, diante de todas as alternativas que se apresentaram à nossa frente, invariavelmente optamos pela pior, escolhendo sem pestanejar o caminho da servidão.

    Nesta semana, que acabou de se encerrar, a milícia de extrema esquerda invadiu a sede do banco Itaú para protestar contra a decisão do Congresso de barrar o aumento do IOF. Segundo os invasores, a medida favoreceria “bancos e super-ricos”. O paradoxo é evidente: muitos desses manifestantes não percebem que servem justamente aos bilionários — inclusive banqueiros — que financiam a agenda socialista.


 Não por acaso, uma das herdeiras do Itaú figura entre as maiores financiadoras de campanhas petistas. Alguém acredita que Lula teria deixado a cadeia para voltar ao Planalto sem o respaldo de boa parte da Faria Lima?
 A lógica é simples. Quando um grupo econômico domina um mercado, a livre-concorrência passa de oportunidade a ameaça. Para blindar sua posição, ele patrocina um Estado grande e regulador, capaz de erguer barreiras de entrada para novos competidores. Apenas o socialismo oferece tal arranjo. Quanto maior e mais intervencionista o governo, mais poder concentra — poder facilmente capturado pelos próprios bilionários.

    O PT, percebendo o esvaziamento de seu poder, instiga a revolta contra a mão que o reconduziu ao Palácio do Planalto. Enquanto isso, Centrão e Faria Lima buscam um “novo PSDB” capaz de oferecer ao establishment um socialismo light que preserve privilégios. O resultado desse embate definirá se o Brasil seguirá o modelo venezuelano, sonho petista, ou o globalismo tecnocrático.

    O que o establishment não tolerará, em hipótese alguma, é a ascensão de qualquer opção que promova liberdade econômica e política, além dos valores conservadores. Essa é, em última instância, a verdadeira disputa pelo futuro do Brasil.

03 julho 2025

Projeto One Big Beautiful Bill é aprovado


    Congresso americano acaba de aprovar o "One Big Beautiful Bill" de Trump, pacote de medicas econômicas que amanhã será sancionado pelo presidente. 

    O projeto impede o maior aumento de impostos da história, protege a fronteira americana e libera o domínio americano no setor energético. Este projeto de lei é foi uma promessa feita durante a campanha eleitoral de Trump e cumprida. Simples assim.

    Praticamente todas as principais disposições do corte de impostos da gestão do governo anterior de Trump (2017) devem ser estendidas no projeto de lei final, que foi aprovado na Câmara nesta quinta-feira e agora segue para a mesa de Trump, com algumas disposições se tornando permanentes. Há também vários novos incentivos fiscais ou benefícios adicionados ao projeto de lei que reduzem ainda mais as contas de impostos para aqueles no topo — especialmente para investidores em pequenas empresas.

Benefício para ações qualificadas de pequenas empresas

    Empreendedores e investidores em pequenas empresas comemorarão uma mudança nas ações qualificadas de pequenas empresas, ou QSBS. De acordo com a lei atual, investidores ou proprietários de uma Corporação tipo C qualificada por mais de cinco anos obtêm reduções no imposto sobre ganhos de capital ao vendê-la. Uma empresa qualificada é definida como uma "pequena empresa" se seus ativos totais forem de US$ 50 milhões ou menos. Quando uma empresa é vendida, os proprietários ou investidores ficam isentos de impostos sobre ganhos de capital em até US$ 10 milhões, ou 10 vezes a base original do investimento, o que for maior.

    O projeto aumenta o limite para se qualificar como uma "pequena empresa" de US$ 50 milhões para US$ 75 milhões. Também aumenta a exclusão de US$ 10 milhões para US$ 15 milhões e cria um novo sistema escalonado para permitir isenções fiscais para aqueles que desejam vender antes de cinco anos.

    Justin Miller, sócio e diretor nacional de planejamento patrimonial da Evercore, disse que as novas regras permitiriam que um investidor investisse US$ 74,9 milhões em uma pequena empresa e tivesse até US$ 749 milhões isentos de ganhos de capital se ela fosse vendida por mais de 10 vezes a base original. "Isso está incentivando investidores ricos em pequenas empresas qualificadas com enorme potencial", disse Miller.

    Uma das consequências do Projeto é que uma das principais provedoras de aborto nos EUA, a “Planned Parenthood” perderá o financiamento federal. Estima-se que a “planned parenthood” receberia 800 milhões de doláres nos próximos 12 meses

    Outra consequência: o ICE — agência responsável pela deportação de imigrantes ilegais — passa a ter um orçamento maior que o orçamento total de defesa de diversos países, incluindo a Rússia, França, Alemanha e Japão.

25 junho 2025

Haja Fôlego ou é melhor ir para Assunção?

    O título acima e sua possível resposta se encontram no artigo publicado nesta segunda-feira, cópia mais abaixo. Entre outras coisas que se possa discutir, o assunto nos traz um mote para se falar, de uma maneira mais ampla, sobre o momento atual vivido pelo Brasil, cuja denominação não precisa de muitas palavras e, bem ao contrário,  de apenas uma: CRISE.

    Olhando-se para o mundo encontraremos o registro histórico de crises em todos os continentes. Duas delas são mencionadas desde o ensino fundamental: A grande depressão, 1930-1933 - e a Guerra Fria, iniciada logo após o fim da IIGM. Entretanto, mais importante do que lembrar as suas denominações, é recordar a denominação dos grandes planos para solucioná-las, New Deal e Plano Marshall, respectivamente. Em comum entre os dois planos estão a presença de uma grande Nação, os EUA, e, principalmente, de lideres que os conceberam e/ou os conduziram: do presidente americano Franklin Delano Roosevelt e George Marshall, Secretário de Estado do presidente americano Harry Truman.

    Nesse mesmo período histórico, o Brasil foi lembrado, por Emil Farhat, com o que aqui aconteceu nos primeiros dez anos após o rasteiro fascismo do "Estado Novo". 

[...] "Nessa década, o crescimento da renda nacional chegara a atingir a sólida cifra de 7% ao ano. Com esse algarismo estimulando sua capacidade criadora, homens de empresas brasileiras e estrangeiras "apostavam" no futuro do Brasil somas que chegaram a atingir 500 bilhões de cruzeiros (valor de 1960), de novos investimentos. Isso ampliava continuamente o mercado de trabalho, garantindo emprego certo e esperançosas oportunidades para o quase MILHÃO de jovens que, anualmente, estavam "chegando para a vida" no País. O Estadão publicava um suplemento dominical no qual havia a média semanal de até 40 páginas oferecendo empregos qualificados. Caía no Brasil vinda da América, da Europa e da Ásia uma média de 350 milhões de dólares, em capital de risco e de empréstimos. E não para por aqui. Em 1962 o Brasil possuía 20 vez mais automóveis do que a China com 700 milhões de chineses. Foi então que surgiu na vida pública brasileira um tétrico e inacabável período de grandes contrafações políticas, começando com a renúncia de Jânio Quadros. Nada então poderia ter sido melhor para os comunistas. Era como eles queriam: o poder caía inesperadamente em mão despreparadas, inexperientes e que não aceitavam nem o desconforto, nem as inibições oriundas de quaisquer tipos de escrúpulos."

     A crise logo chegou ao Brasil, os investimentos sumiram, a classe empresarial e os trabalhadores logo sentiram suas consequências e só começou a ser estancada em 1964. A partir de 2023 e mesmo antes, o filme recomeçou a gravação interrompida em 31 de março de 1964.

    Em períodos mais recentes, seu resumo está neste vídeo. Assista-o.



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As dificuldades da Base Industrial de Defesa em exportar e avançar no mercado internacional 

Nelson During
Editor-chefe DefesaNet

23 de junho de 2025 - Atualizado 15:16

1 – Indústria de Defesa move-se para o Paraguai?

As principais empresas da chamada Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS), produção de armamento e munição do Brasil começam a olhar e planejam deixar o país e mudar para o Paraguai.

O motivo não seria somente a energia barata e impostos mais baixos além de uma lei trabalhista mais branda. Segundo um importante gestor do setor, as empresas estão simplesmente embretadas em uma batalha surda, sutil e quase sadomasoquista, mas mortífera nos gabinetes de Brasília.

O campo de batalha, em um jogo no qual as empresas estão perdendo contratos duramente conquistados por não estarem recebendo licenças de exportação do Ministério das Relações Exteriores  (MRE). Mesmo apresentando documentos e certificados de usuários finais (End User), as exportações estariam sendo atrasadas ou embargadas pela burocracia do governo brasileiro e os clientes internacionais cancelando os contratos. “Viajamos pelo mundo, participamos de feiras e promovemos nossos produtos. Quando conquistamos um importante negócio não conseguimos trabalhar”.

2 – Indústria de Defesa move-se para o Paraguai?

Outro ponto que após conseguir a licença de exportação é a obtenção de garantias bancárias. Nas negociações de defesa há a troca de garantias, tanto de quem compra como para o que vende.

Aqui não importa o cadastro bancário da empresa, mas sim as “compliances” das entidades financeiras. Não importa o VP Geraldo Alckmin declarar apoio e o primeiro nível do BB, BNDES, etc.  jurarem apoio pois o terceiro escalão boicotará firmemente. Tudo em nome de uma entidade “limpinha” e “imaculada”.

– Indústria de Defesa move-se para o Paraguai?  

Após ter folego jurídico, político e financeiro, para completar esta maratona a análise no MRE a Secretaria de Assuntos Multilaterais Políticos (SAMP), com o Departamento de Assuntos Estratégicos, de Defesa e de Desarmamento (DDEF)   

Sim, deveria ser esse, o roteiro final, mas agora surge o Monte Olimpo, siga a nova trilha:
 
a – após o DDEF o assunto sobe à Secretaria Geral do MRE;
b – depois ao próprio Gabinete do Ministro, e no caso atual,
c –  a decisão última vai ao Palácio Planalto com o Conselheiro Internacional Celso Amorim e certamente o próprio Presidente Lula (que já vetaram operações de interesse das Forças Armadas).

Final – Haja Fôlego ou é melhor ir para Assunção?


Afinal o mote da Tecnocracia de Brasília é de não vender equipamentos de Defesa ou Segurança para países ou regiões que tenham conflitos. 

05 junho 2025

Efeito Trump: Déficit comercial dos EUA cai pela metade com queda recorde nas importações

 


    O Departamento de Comércio dos EUA  divulgou nesta quinta-feira que o déficit comercial diminuiu para US$ 61,6 bilhões em abril, seu menor nível desde setembro de 2023, após o "Dia da Libertação" implementado pelo presidente Trump em 2 de abril.

    As importações caíram 16%, com bens de consumo recuando 32%, em grande parte impulsionadas por uma queda de US$ 26 bilhões em produtos farmacêuticos. As exportações subiram 3%, para um recorde de US$ 289,4 bilhões, possivelmente devido às compras dos países antes das medidas retaliatórias.

    Em dólares, a queda foi a maior variação mensal no déficit de bens e serviços em dados desde 1992. Em porcentagem, a queda de 55% ficou atrás apenas da queda de 59% registrada em fevereiro de 1992.

    A companhia aérea Alaska Airlines suspendeu o recebimento de dois jatos da Embraer para evitar a alta de custo. As aeronaves chegariam a solo americano em maio. As exportações brasileiras para os Estados Unidos estão sujeitas a uma tarifa de 10% desde abril, quando Trump anunciou uma tarifa universal aplicada a todos os países. 

02 março 2025

Lula e o PT são teimosos

    Ao longo de sua história, o PT sempre defendeu que o combate à inflação deve ser realizado por meio do controle de preços de combustíveis, incentivos setoriais e uma política cambial que reduza a volatilidade da moeda.

    Em 1986, Aloizio Mercadante foi escalado pelo PT para defender o Plano Cruzado, que estabelecia o congelamento de preços. Fantasiado de “fiscal do Sarney”, o petista fez elogios à medida econômica, que confirmou ser um inevitável fracasso meses depois. O vídeo antigo sempre volta a circular nas redes sociais quando o assunto em discussão retorna a esse tema.

    Não poderia ser diferente. Além da indicação de Mercadante para o BNDES, o time econômico de Lula ainda tem o Haddad, que declarou ter estudado economia apenas durante dois meses. Os demais nomes indicados para outros cargos governamentais seguiram/seguem o mesmo padrão.


23 fevereiro 2025

O estado engordou, mas o povo emagreceu


    O demônio sempre usou a comida para enganar o homem. No Éden, a fruta. No deserto, o pão. No Brasil, a PICANHA!

    A inflação fechou em 4,83%, acima do teto da meta, no ano passado e ... apertem os cintos. Não é nada boa a previsão do BC : "a inflação ficará acima do limite do intervalo de tolerância até o terceiro trimestre de 2025." Ou seja: os preços continuarão subindo!

    Os produtos que fazem parte da cesta básica e apresentam uma grande relevância no consumo das famílias devem ficar ainda mais caros em 2025. Dentre os itens que mais puxaram a prévia da inflação em janeiro estão alimentos. Itens essenciais como café (que ficou 39,6% mais caro no ano passado), óleo de soja (29,2%), carne (20,8%) e leite longa vida (18,8%).

    Obviamente, nesse contexto, se destaca a falta de credibilidade da política econômica do governo Lula, que preferiu não adotar as medidas necessárias, logo após as eleições de 2022, e preferiu anunciar medidas populistas, que provocaram forte desvalorização do Real em 2024, principalmente nos últimos meses.

    Uma previsão de que isto iria ocorrer foi dada no início do governo, em 06/01/2023, pelo economista Rogério Mori que falou sobre o início da equipe econômica do novo governo e fez um alerta sobre o aumento de gastos.  

“ Haddad na economia é um desastre. Não me recordo de nenhum aumento de gastos dessa magnitude, realmente é um desastre fiscal sem paralelos.” 

    Mori disse ainda que com as medidas propostas pelo novo governo, o legado do ex-ministro Paulo Guedes, iriam ser sistematicamente destruídas já nos primeiros anos de Lula.

    Entre as medidas que o governo conta para elevar a arrecadação, ainda não aprovadas, estão o aumento da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) e dos Juros sobre Capital Próprio, além de medidas de compensação para a desoneração da folha de salários, relativas a processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e transações tributárias, entre outras.


03 fevereiro 2025

O Brasil "voltou". O amor venceu

     Os resultados econômicos, após dois anos do governo Lula, superam aqueles que foram manchetes no ano de 2015. Na série histórica que começa em 2002, os anos das estatais no vermelho se concentram nos governos petistas de Lula e de Dilma. Considerando o atual mandato de Lula, o déficit de todas as empresas federais, estaduais e municipais soma R$ 9,76 bilhões (em valores corrigidos pela inflação a preços de setembro), o maior do século para esse intervalo de tempo, segundo estimativa do Poder360. Os números não caíram exatamente bem no mercado financeiro. Investidores acompanham com preocupação a reversão da trajetória de superávit deixada pelo governo Bolsonaro.




    Em 18/12/2015, Ruth de Aquino em sua coluna na Revista Época, escreveu o seguinte trecho sobre a então presidente que acabava de completar 5 anos de seu governo.



[. . . ] 

"A presidente Dilma Rousseff comemora a virada abraçada à ala peemedebista do presidente do Senado, Renan Calheiros – exemplo de honradez pessoal e política como era seu padrinho, José Sarney. E também apoiada pelos movimentos sociais de esquerda que tanto criticam seu modelo econômico e que cobrarão a conta em 2016. Dilma acende a vela a deus e ao diabo, faz promessa e reza para os santos das causas impossíveis."

    

    Não há mais nenhuma dúvida. A previsão de Geraldo Alckmin -  "a volta do PT à cena do crime" - se confirmou e reitera também o que anteriormente Ruth de Aquino afirmou. Enfim, ...   

O Brasil "voltou". O amor venceu.


10 janeiro 2025

Apertem os cintos


    Olhando apenas para as explicações oficiais que o BC teve de dar hoje ao país, grande parte da alta da inflação decorreu da desvalorização da nossa moeda, que foi influenciada por fatores externos, mas, sobretudo, por fatores domésticos.

    A inflação fechou em 4,83%, acima do teto da meta, no ano passado e ... apertem os cintos. Não é nada boa a previsão do BC : "a inflação ficará acima do limite do intervalo de tolerância até o terceiro trimestre de 2025." Ou seja: os preços continuarão subindo!

    Obviamente, nesse contexto, se destaca a falta de credibilidade da política econômica do governo Lula, que preferiu não adotar as medidas necessárias, logo após as eleições de 2022, e preferiu anunciar medidas populistas, que provocaram forte desvalorização do Real em 2024, principalmente nos últimos meses.

    Uma previsão de que isto iria ocorrer foi dada no início do governo, em 06/01/2023, pelo economista Rogério Mori que falou sobre o início da equipe econômica do novo governo e fez um alerta sobre o aumento de gastos.  

“ Haddad na economia é um desastre. Não me recordo de nenhum aumento de gastos dessa magnitude, realmente é um desastre fiscal sem paralelos.” 

    Mori disse ainda que com as medidas propostas pelo novo governo, o legado do ex-ministro Paulo Guedes, iriam ser sistematicamente destruídas já nos primeiros anos de Lula. Confira a sua entrevista aqui neste vídeo.