Translate

Mostrando postagens com marcador Corrupção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Corrupção. Mostrar todas as postagens

21 abril 2026

A República de Vorcaro

    Brasília faz aniversário - 66 anos. Infelizmente não se pode comemorar de forma adequada pois não podemos esquecer de que hoje o Brasil está sendo governado não por incompetentes mas por gangsters. Relembrando, gangster refere-se a um criminoso membro de gangues e/ou crime organizado.

    Nos últimos meses tornou-se pública a gangue brasileira e que já foi denominada "República de Vorcaro". Não porque ele seja o mandante de tudo, mas porque passou a personificar a corrupção sistêmica que apodrece o governo por dentro, expondo sem disfarce a promiscuidade, a degradação moral e o desprezo absoluto pelo país.

    A semana ainda nem terminou e mais informações sobre a extensão da gangue foi revelada. Aqui no Brasil e no exterior permeando a Praça dos Três Poderes in loco. Foi revelada, por exemplo, pelo ex-governador Romeu Zema neste 21 de abril. Confira no vídeo abaixo.



    Lá fora o episódio envolvendo um policial federal que culminou com a sua expulsão dos EUA. Vorcaro e Marcelo Ivo, quase vizinhos de porta. Emprestavam açúcar um para o outro.


    E para fechar seu círculo na Esplanada dos Ministérios ....







06 março 2026

A DEVASSA DA MÁFIA


A Revista Oeste novamente nos brinda com uma ótima edição sobre o atual momento do Brasil. Pelo que nela está exposto, e em outros veículos de comunicação tembém, conclui-se, usando-se apenas os padrões morais brasileiros, que não há a menor condição de autoridades brasileiras envolvidas permanecerem em seus postos. 

O fosso, ou melhor, a fossa séptica, só aumenta. Segundo as matérias da Oeste em sua edição 312, capa acima, num primeiro momento, a falência do Master parecia ser a maior fraude bancária da história do país, com um rombo de mais de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e milhares de servidores públicos prejudicados pela perda do dinheiro investido em fundos de pensão depositados na instituição financeira. Já seria uma façanha e tanto. Mas foi pior que isso, avisou o desespero de ministros do Supremo Tribunal Federal, ansiosos por esconder as falcatruas de Daniel Vorcaro, dono do banco. 

A descoberta do contrato de R$ 129 milhões entre o Master e o escritório de Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes, e do resort no Paraná que escancarava a ligação entre Dias Toffoli e o banqueiro pareciam ser a parte mais sórdida do escândalo. Engano. A cada dia que passa, mais revelações devassam a máfia disfarçada de empresa que inclui integrantes dos Três Poderes, além de jornalistas e centenas de funcionários de altíssimo escalão. Todas as novidades do escândalo que ameaça explodir a ditadura do Judiciário estão na reportagem de capa desta edição. 


Além disso, foram identificadas personagens empenhadas em garantir o sono de Toffoli. Pertencem ao grupo, por exemplo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o decano Gilmar Mendes, presidente de honra do STF. Mas pelo andar da carruagem, os envolvidos no esquema do Master devem preparar-se para o pior. “Sem vergonha na cara, os comprados ainda pensam que não foram desnudados pelos fatos e fazem olhar de paisagem”, observa o artigo de Alexandre Garcia. “Talvez estejam na esperança de um milagre. Melhor abandonar toda a esperança, porque apenas apareceu a ponta do iceberg. O striptease só começou.” 


Finalmente, não se pode deixar de cumprimentar os editores e articulistas da Oeste pelo título da capa. Dificilmente haverá uma melhor expressão para o momento atual do Brasil.


14 fevereiro 2026

A pólvora recentemente descoberta

 


    Segundo apuração de Malu Gaspar de O Globo, Toffoli culpa Lula pela ação da PF que elaborou documentação de 200 páginas que o comprometeria.

    Batom na cueca. Extratos obtidos pelo Estadão comprovam os repasses de R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro ao resort de Dias Toffoli.

    Segundo a repórter, Toffoli aponta os dedos para Andrei Rodrigues, chefão da PF, ex-segurança de Lula na campanha (o ex-segurança de Lula, íntimo do presidente, é diretor-geralda PF.

    Toffoli acredita que o subordinado Andrei jamais faria o trabalho republicano da PF sem autorização nada republicana de Lula - a PF deveria ser uma organização de Estado, não de governos. 

    Andrei também foi aliado de primeira ordem de Alexandre de Moraes no Estado paralelo fora da Constituição que perseguiu a Direita no Brasil. Mas Alexandre é amigo de Toffoli. Na reunião de quinta no STF, Alexandre teria sido o primeiro a declarar apoio a Toffoli, segundo reportagem do Poder 360. 

    Alexandre de Moraes também é muito próximo de Lula. Toffoli e Alexandre estão juntos desde o inquérito 4781, aberto de ofício por Toffoli, que designou sem sorteio o ministro Alexandre como relator, sabendo que tudo aquilo era ilegal. É o inquérito do fim do mundo. 

    De lá pra cá, a democracia brasileira foi subvertida e atropelada pelo Supremo - com a anuência de parte da imprensa (a mesma que se surpreende agora com o Taiaiá e o contrato milionário de Vorcaro com a esposa de Alexandre).

    Dias Toffoli já deveria ter saído do STF há muito tempo, mas foi conveniente mantê-lo lá para a anulação das provas contra os "campeões nacionais" e respectivos processos. Quem tenta salvá-lo de novo é apenas outro Toffoli.


 





14 janeiro 2026

No Brasil ... a casa de R$ 13 milhões. Na Rússia ...

    No fim de semana passado circularam notícias sobre o uso de recursos públicos que não chegam à população. No Brasil matérias como a divulgada a seguir são comuns diariamente sobre os já corriqueiros escândalos de corrupção. Contudo, o Brasil não é exceção. Circulou também um vídeo do que está ocorrendo na Rússia. Em comum aos dois casos: ambos os governos são regimes de esquerdaEsquerdismo não é um sentimento de amor à humanidade. Ser “de esquerda” significa abraçar uma ideologia específica - ser social-democrata, socialista ou comunista. Não há outra opção. Todas essas posições políticas são variações da mesma doutrina socialista.

    No capitalismo, o empresário cria, arrisca e gera empregos. A livre competição garante melhores produtos, melhores salários e oportunidades. Já nos regimes de esquerda, é o Estado quem controla tudo: distribui a miséria, elimina a concorrência e impõe a igualdade da pobreza controlada, a falta de competição que gera a miséria e a opressão compartilhadas.

No Brasil ... 

"Ministro do TCU e pai enviaram R$ 13 milhões para construir 300 casas, mas só uma foi erguida

 Emendas parlamentares indicadas pelo atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus e pelo pai dele, o senador Mecias de Jesus (Republicanos), previam a construção de 300 casas populares no município de Iracema, no interior de Roraima. Mais de um ano após o repasse dos recursos, apenas uma unidade foi construída — e permanece desocupada. As informações são do jornal o Estado de S. Paulo.

 


 Os recursos, que somam cerca de R$ 13 milhões, também tinham como finalidade obras de pavimentação e recuperação de estradas. No entanto, no terreno às margens da BR-174 onde o conjunto habitacional deveria estar em obras, não há fundações nem estrutura de canteiro. O local está tomado pelo mato, e a única casa erguida já apresenta sinais de abandono. 

A promessa era entregar o empreendimento até o fim de 2024. O projeto foi usado politicamente pelo então prefeito Jairo Ribeiro (Republicanos), aliado de Jhonatan e Mecias de Jesus."

*.   *.  *

 Na Rússia ...

"Como mais de 100 milhões de pessoas na Rússia poderiam viver se se revoltassem contra o regime de Moscou, que rouba a riqueza gerada pelos recursos naturais e a desvia para corrupção, guerras de agressão e armas de destruição em massa?"



04 janeiro 2026

A herança maldita deixada pelo comunismo na Venezuela

 


    Analistas do setor de petróleo acreditam ser improvável que a Venezuela veja um aumento significativo na produção de petróleo bruto por anos, mesmo que as grandes petrolíferas americanas invistam os bilhões de dólares prometidos por Trump poucas horas após a captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas.

    Mesmo com as maiores reservas de petróleo estimadas do mundo, mas sua produção despencou nas últimas décadas em meio à má gestão e à falta de investimento de empresas estrangeiras, após a Venezuela nacionalizar as operações petrolíferas na década de 2000.

    Ainda segundo os analistas, qualquer empresa que queira investir lá precisaria lidar com preocupações de segurança, infraestrutura precária, questionamentos sobre a legalidade da operação americana para capturar Maduro e o potencial de instabilidade política a longo prazo.

    A Venezuela nacionalizou a indústria na década de 1970 e, na década de 2000, ordenou uma migração forçada para joint ventures controladas por sua estatal petrolífera, a PDVSA. A maioria das empresas negociou suas saídas e migrou, incluindo a Chevron, enquanto algumas outras não chegaram a um acordo e entraram com pedido de arbitragem.

    "Se Trump e sua equipe conseguirem uma transição pacífica com pouca resistência, então, em cinco a sete anos, haverá um aumento significativo na produção de petróleo, à medida que a infraestrutura for reparada e os investimentos forem resolvidos", afirmou Thomas O'Donnell, estrategista de energia e geopolítica. Ele acrescentou que o petróleo pesado produzido no país funciona bem com as refinarias da Costa do Golfo dos EUA e também pode ser misturado com petróleo mais leve produzido por fraturamento hidráulico.

    Recordando, a Venezuela é membro fundador da OPEP juntamente com o Irã, Iraque, Kuwait e Arábia Saudita - produziu até 3,5 milhões de barris por dia na década de 1970, o que na época representava mais de 7% da produção global de petróleo. A produção caiu para menos de 2 milhões de barris por dia durante a década de 2010 e teve uma média de cerca de 1,1 milhão de barris por dia no ano passado, ou apenas 1% da produção global.

    Lembremos também que esse desastre tem ainda como pano de fundo o elevado nível de corrupção não mencionado pelo analista para a queda de produção de petróleo na Venezuela, fato este comum a governos do mesmo perfil como já aconteceu aqui no Brasil com o Petrolão.

03 janeiro 2026

"A era da Ladroagem" - Para o ChatGPT é impossível responder sobre todos os casos de corrupção produzidos pelo PT

    Neste dezembro/2025, a Revista Oeste fez a pergunta ao ChatGPT: poderia relacionar todos os casos de corrupção produzidos pelo PT no primeiro quarto de século? Resposta: “Posso — mas ‘todos’ (no sentido literal) é praticamente impossível, porque há centenas de casos municipais/estaduais, representações eleitorais, inquéritos, ações de improbidade etc.”

    Muita gente imaginava que a inteligência artificial só não encontraria respostas para três perguntas: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Sabe-se agora que a IA ainda não consegue memorizar todas as roubalheiras consumadas pela seita que tem num ex-presidiário o seu único deus. 

    O PT não inventou a corrupção. Maracutaias de distintas dimensões ocorrem desde a chegada das caravelas de Cabral. Mas criou a figura do condenado à eterna impunidade e anexou o roubo que não dá cadeia aos usos e costumes nacionais.

    É o que nos revela o artigo "A era da Ladroagem", de Augusto Nunes deste fim de semana na Oeste. Augusto nos diz que os primeiros 25 anos do século, examinados de perto, resumem o programa da companheirada: todo militante leal aos chefes do partido merece ganhar muito dinheiro num cargo de confiança. De preferência, sem trabalhar demais. Sem extremista de direita por perto, o roubo é livre.

    Delinquente contumaz: “Desde que chegou ao poder pela primeira vez — e mesmo antes disso —, o PT construiu um nada invejável histórico de escândalos.” (Eliziário Goulart Rocha).

    A relação, ano a ano, começa em 2001com Toninho do PT: Antônio da Costa Santos, prefeito de Campinas, que foi assassinado a tiros depois de sair de um shopping. O crime permanece sem solução definitiva.

    Assim como o ChatGPT, Augusto, em seu artigo, obviamente não tinha espaço para citar todos os casos de corrupção do PT. Escolheu apenas um por ano, concluindo com o caso do INSS em 2025. Já é um resumo de bom tamanho.




02 janeiro 2026

De novo ganhar na loteria ganhou manchetes

 


O atraso na divulgação do resultado da Mega da Virada 2025/2026 — principal premiação das loterias no país, que prometeu distribuir R$ 1 bilhão —, seguido de explicações improvisadas da Caixa Econômica Federal ao vivo, foi o estopim para que memes, ironias e provocações tomassem conta das redes sociais.

Em poucas horas, a Mega deixou de ser apenas um sorteio bilionário e reassumiu um papel recorrente no imaginário brasileiro: o de um evento cercado por desconfiança. Postagens passaram a ironizar o ministro Alexandre de Moraes, sugerindo, em tom de deboche, que ele “decidiria quem ganha a Mega”, que o sistema da Caixa teria falhado ou que o sorteio precisaria recorrer ao “sistema do STF” para funcionar. Outras foram além, associando o episódio ao governo Lula e insinuando interferência política no prêmio. 

Nada disso, isoladamente, indica irregularidade no sorteio atual. A intensidade da reação, porém, não surge do nada. Ela se alimenta de um histórico de episódios mal explicados, investigações inconclusas e casos de “sortudos” ligados a figuras da esquerda e do Judiciário, que há anos povoam a imaginação popular e alimentam suspeitas em torno da Mega-Sena.

Entre esses episódios, há um particularmente curioso: o de uma costureira paulista que afirmou ter ganhado metade do prêmio milionário da Mega da Virada de 2020 — um caso cercado de lacunas e versões conflitantes. O detalhe menos conhecido, mantido fora do debate público até agora, é que essa mulher é madrasta do ministro Alexandre de Moraes.

O tema não é novidade. Como se pode constatar, o assunto não desaparece de manchetes como ilustra a imagem abaixo. E mais, não fica difícil se observar que os personagens nelas contidos continuam sendo familiares como nesta de 2024.



27 dezembro 2025

Iceberg verde e amarelo (*)


    O que se observa agora não é ruptura, mas fricção interna. O iceberg não começou a subir porque alguém descobriu, de repente, o óbvio “lulante”. Começou a se mover porque forças internas passaram a colidir. Quando vieram a público conversas impróprias, relações promíscuas e pressões envolvendo o caso Master — alcançando figuras centrais do Judiciário e do sistema financeiro — o problema deixou de ser periférico. A água começou a baixar por dentro.

    O dado mais revelador não está na denúncia, mas na sua procedência. Quando setores da mídia tradicional, historicamente integrados à engrenagem, passam a divulgar o que durante anos ajudaram a silenciar, não se trata de súbito zelo republicano. Trata-se de disputa. Alguém concluiu que preservar o sistema exige sacrificar partes dele. Não por justiça, mas por cálculo.

    É nesse ponto que Maquiavel entra sem ser chamado. O poder não se constrange em mudar de forma quando isso é necessário para conservar a substância. Resiste enquanto pode. Abafa enquanto funciona. Só muda quando o risco deixa de ser episódico e passa a ser estrutural. A mudança surge como técnica de conservação. São ajustes cirúrgicos, narrativas controladas, expurgos seletivos, reformas que tocam a superfície e blindam o núcleo.

    No Brasil, tristemente, a mudança raramente aponta para ruptura. Aponta para continuidade administrada. Não quebra o iceberg. Apenas o empurra alguns metros para o lado, reorganiza o tráfego, rebatiza compartimentos e retoma a navegação.

    É, lembram da frase do Temer? “Tem que manter isso aí, viu?”. Pois é. E seguem chamando isso de democracia, de Estado de Direito, de amadurecimento institucional, de progresso, de preferência verde e amarelo.

E o silêncio retorna… Até que outra ponta emerja …

(*) Trechos do artigo " Iceberg verde e amarelo", de Alex Pipkin.

Master: Nitroglicerina pura

 

   

    O que transforma esse caso em potencial terremoto político é a suspeita de proximidade de Vorcaro com autoridades dos três poderes. A CPMI do INSS quebrou sigilos de Vorcaro para investigar seu papel no negócio bilionário nos consignados, mas parece ter acertado no que não viu.

    No centro das suspeitas estaria suposta “lista” de autoridades, políticos e figuras influentes, no “ecossistema” de relações privilegiadas do banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal em novembro.

    Mônica Bergamo afirma que um ministro do Supremo diz a ela não saber "se o Brasil está pronto para tudo que será revelado", caso o dono do Master abra o bico. O Banco Master apenas substitui a Odebrecht e outras empresas pegas na Lava Jato para alimentar o establishment corrompido até o último fio de cabelo.


    Toffoli alegou “riscos ao mercado financeiro” ao ordenar a transferência do caso ao STF, citando menção a um deputado, e impôs segredo total. Apesar dos interesses públicos envolvidos nesse escândalo, tanto o STF quanto o TCU decretaram sigilo total nas investigações.


*.   *    *


PS.: Adicionalmente, neste domingo, 28/12, foi divulgado um video com a cronologia da corrupção, explicando tudo de forma simples e didática.






20 dezembro 2025

Governo Lula volta ao centro da bandalheira no INSS

Editorial, Folha de S. Paulo (20/12/2025)

Prisão de número 2 do ministério e suspeita sobre senador do PDT expõem inoperância em reestruturar o setor


São evidentes a omissão e a incúria na gestão; o pagamento de benefícios previdenciários anda pela casa de R$ 1 trilhão ao ano. A Polícia Federal prendeu na quinta-feira (18) Adroaldo da Cunha Portal, secretário-executivo da Previdência Social, segundo nome mais importante da pasta. Portal é suspeito de ter recebido propina a fim de facilitar o roubo de benefícios previdenciários, desviados sob pretexto de serem contribuições a associações e sindicatos. O esquema bilionário foi escancarado em abril pela Operação Sem Desconto. Portal foi promovido em maio pelo ministro Wolney Queiroz (PDT), que substituiu seu correligionário Carlos Lupi, abatido pelo escândalo. O agora ex-secretário-executivo ocupava o cargo de secretário de Regime Geral de Previdência desde 2023. Antes disso, fora assessor de mais um pedetista, o senador Weverton Rocha (MA), também objeto de investigações sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta ao centro da bandalheira porque não se ocupou de renovar a administração de um serviço inoperante, no mínimo, e incrustado de corrupção, a se confirmarem as suspeitas da PF. Não se sabe se Portal é pessoalmente culpado, o que depende da Justiça, mas são evidentes a omissão e a incúria na gestão. Registre-se que o pagamento de benefícios previdenciários anda pela casa de R$ 1 trilhão ao ano, o equivalente a 43% da despesa federal não financeira. O número de requerimentos de benefícios previdenciários à espera de solução chegou a 2,862 milhões em outubro, estoque que cresceu 49% em um ano. Nada se fez de relevante para reformar uma estrutura decrépita, com problemas no INSS, na Dataprev e na perícia médica. Com providências duras e tempestivas para rever esse quadro, o governo poderia ter notado também o roubo do dinheiro de aposentados e pensionistas. Nada se fez, porém, nem quando houve alertas por parte de procuradores federais, Controladoria Geral da União e Tribunal de Contas da União, além de queixas dos beneficiários e reportagens jornalísticas. Alega-se que o esquema começou sob outros presidentes da República, o que é verdade. Mas tal desculpa apenas expõe a inércia da atual administração, durante a qual os montantes dispararam. Quando o esbulho se tornou caso de polícia público, o governo relutou em demitir Lupi. Quando o fez, nomeou para o posto um aliado e número dois do ministro caído, Queiroz. O presidente do INSS com Lupi, Alessandro Stefanutto, foi demitido em abril, entre outros da cúpula do ministério, e preso em novembro. No entanto integrantes do mesmo grupo político do PDT continuaram a ter cargos e influência na pasta. Para Lula, que passa até pelo constrangimento de ter um filho citado numa mensagem investigada pela Polícia Federal, não resta saída correta além de promover uma reestruturação completa do setor. Se vier mesmo a fazê-lo, já será com enorme atraso.

11 dezembro 2025

O momento que se avizinha para ministros dos tribunais superiores


    Nesta semana o senador Alessandro Vieira, na CPI do Crime Organizado, descreveu um futuro de forma bastante crua: 

— Este é um país que já teve presidente preso, já teve ministro preso, senador preso, deputado preso, prefeito, vereador, mas ainda não teve ministros de tribunais superiores. E me parece que esse momento se avizinha.

    Foi o gancho para o artigo de Malu Gaspar, uma respeitada jornalista investigativa brasileira e figura central na mídia política do país. Ela também é autora de "A Organização", um best-seller que expõe as redes de poder internas da Petrobras e as estruturas de corrupção que cercam a classe política brasileira.

    Devido à sua reputação, quando Malu Gaspar denuncia que um banco sob investigação criminal manteve um contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da esposa de um ministro do Supremo Tribunal Federal — priorizando pagamentos mesmo com a falência do banco — isso sinaliza que as evidências são críveis e que o escândalo acarreta consequências reais.

    Segundo Malu, a escolha que os ministros têm diante de si, agora, não é entre matar ou não o inquérito do Master, e sim entre aceitar que não são intocáveis e devem satisfação ao público ou se prepararem para o futuro descrito pelo senador Alessando Vieira.

Confira.



09 dezembro 2025

Quem com ferro fere, com ferro será ferido

    Alexandre de Moraes vazou o conteúdo do celular de Jair Bolsonaro para a imprensa após executar um mandado de busca em sua casa, expondo conversas íntimas com sua família, uma ação que violou todos os princípios da cadeia de custódia adequada e da imparcialidade judicial.

    E agora, numa reviravolta digna de uma tragicomédia, o telefone apreendido de Daniel Vorcaro revelou algo que Moraes certamente não esperava ver nas manchetes: o contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa.


    O escândalo de fraude e corrupção mais extraordinário está se desenrolando no Brasil neste momento, envolvendo um banco falido com bilhões em prejuízos, uma investigação de corrupção e um contrato de R$ 129 milhões para encobrir tudo, ligado à família de ninguém menos que … o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.


13 novembro 2025

Odebrecht 2.0? A quadrilha voltou à cena do crime

 


A Polícia Federal afirmou que o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto recebia até R$ 250 mil por mês em propina para permitir os descontos ilegais em aposentadorias e pensões pela Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

Stefanutto foi preso durante a nova fase da Operação Sem Desconto. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O caso tramita em sigilo na Corte, mas Mendonça levantou divulgou a decisão no início desta noite.

Stefanutto foi identificado pela PF como um "facilitador institucional do grupo criminoso". Sua participação teria se iniciado com a facilitação jurídica para a celebração do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) da Conafer em 2017. A propina teria sido paga por meio de empresas de fachada, entre elas uma pizzaria.

Durante a investigação, a Polícia Federal encontrou mensagens e planilhas sobre pagamentos a políticos e diretores do INSS com o operador financeiro da Conafer, Cícero Marcelino, e o presidente da entidade, Carlos Roberto Lopes. O formato de “prestação de contas” dos valores ilícitos lembra a planilha da Odebrecht apreendida pela PF na Operação Lava Jato, em 2016. Veja abaixo alguns dos apelidos da planilha de propina do INSS:
  • Alessandro Stefanutto: “Italiano”;
  • André Fidelis, ex-diretor do INSS: “Herói A”; o ex-procurador
  • Virgílio Oliveira Filho, ex-procurador federal: “Herói V”,  “Amigo V”,  ou “Procurador”;
  • Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), deputado federal:  "Herói E";
  • José Carlos Oliveira (hoje chamado de Ahmed Mohamad Oliveira), ex-ministro da Previdência e ex-diretor de Benefícios do INSS: "São Paulo Yasser".
Segundo a PF, o deputado era "a pessoa melhor paga na lista de propina" e teria recebido um repasse de pelo menos R$ 14,7 milhões por meio de uma loteria e construtora para blindar a Conafer. Pettersen foi alvo de busca e apreensão.

A corporação afirmou que as análises periciais confirmaram que os valores e datas constantes nas planilhas coincidiam integralmente com as transferências bancárias reais.

13 julho 2025

Defenda o Brasil do PT e de todos os 🐀 do sistema

 

    O que tem dito Lula e sua "cumpanheirada" em reação ao Trump só nos faz lembrar e reiterar que Lula está ocupando um lugar que não mais deveria. 

    No noticiário já se tonaram permanentes as mesmas notícias que os brasileiros já ouviram nos governos anteriores do PT. Desde o mensalão, o petrolão e por aí vai.

    Mais recentemente, agora em 2025, a corrupção no INSS. E não fica só nisso. Há também registros da má ocupação de toda a máquina administrativa do governo por pessoas despreparadas para assumirem as diversas funções. Até o ministro da fazendo declarou que não sabe nada de economia. Parece que de outras coisas também.

    Durante a semana que se encerrou o jornalista Cláudio Humberto divulgou o texto abaixo:

"Os cartões de pagamento do governo Lula (PT), os tais “cartões corporativos”, já tomaram mais de R$56 milhões dos pagadores de impostos apenas no primeiro semestre do ano. O Ministério da Justiça, com a Polícia Federal, é o órgão que mais gastou com cartões corporativos em 2025; R$15,3 milhões, seguido pela Presidência da República, que torrou R$12 milhões com só 11 portadores de cartões.

Bolada misteriosa

Um cartão da Presidência de Lula pagou uma só conta de R$252 mil em julho. Detalhes estão protegidos sob sigilo.

Tudo em segredo

No mês passado, uma outra conta de cartão da Presidência da República custou R$189 mil aos pagadores de impostos.

Média estratosférica

Existem apenas 4.325 cartões no governo, entretanto cada um gasta cerca de R$12,5 mil por mês, mais de oito vezes o salário-mínimo.

Tem mais

A conta não inclui R$216,3 milhões dos cartões da Defesa Civil, usados em respostas a emergências promovidas por governos estaduais."

    Não é difícil se concluir, portanto, que camisetas, faixas, adesivos, ... mais adequadas para o futuro do país DEVEM incluir  essa mensagem: "Defenda o Brasil do PT".

Imagem

16 maio 2025

CPMI DO INSS: APÓS BOICOTÁ-LA, LULA E O PT SE PREPARAM PARA "TOMÁ-LA" DA OPOSIÇÃO


    Já é dada como inevitável a instalação da CPMI para investigar o esquema de fraudes nos descontos do INSS. Lula se reuniu com ministros e líderes partidários nesta sexta-feira (16) para discutir esta crise. Um dos encontros foi com o novo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, para buscar uma solução para o reembolso dos aposentados.

    Protocolada pela oposição na última segunda-feira (12), a CPMI reuniu 36 assinaturas no Senado e 223 na Câmara, ultrapassando o número mínimo necessário.

    Tanto Lula como os seus auxiliares temem o desgaste do escândalo no governo e, procuram reforçar que o esquema começou em 2019, no governo de Jair Bolsonaro. Vídeo do governo neste sentido até já foi divulgado.

    O roubo covarde e cruel de milhões de brasileiros na velhice; muitos que não sabem nem ler e escrever. Ontem ficou escancarado em audiência ocorrida na Comissão de Transparência do Senado. O PT voltou, com sede, à cena do crime, não há mais nenhuma dúvida. A fala do Ministro da Previdência foi um festival de respostas evasivas que nada explicaram sobre o desmando que se está presenciando no INSS. Ele tentou se esquivar, culpou o governo anterior, mas ignorou o fato de que o governo Lula potencializou absurdamente os desvios cujo prejuízo, pode ultrapassar os 100 bilhões de reais - atingindo principalmente os mais vulneráveis, que ganham apenas um salário mínimo.

    Lula e seus auxiliares após tentarem boicotar a CPMI agora estão buscando uma estratégia para tomarem e assumirem o comando da Comissão. Que a oposição fique alerta para que isto não ocorra.

09 maio 2025

O Brasil de hoje é “um ladroestado dirigido por malfeitores"

    Quando um escândalo envolvendo o governo vem à tona, convém não ficar desesperado: logo deve surgir outro pior. No dia 23 de abril, por exemplo, soube-se que R$ 6,3 bilhões haviam sido desviados dos bolsos de aposentados e pensionistas. Nesta semana, descobriu-se que o valor movimentado pode ter chegado a R$ 90 bilhões. O Brasil de hoje é “um ladroestado dirigido por malfeitores”, resume J.R. Guzzo no artigo de capa desta edição, que está aberto para sua leitura integral.

    Neste país do avesso, o ministro da Previdência foi demitido do cargo “com uma semana de atraso”, observa Silvio Navarro. Era pouco: em seu lugar entrou Wolney Queiroz. O novo ministro já tinha se reunido com as entidades que comandavam esse esquema criminoso. Quando deputado, foi ele o autor de uma proposta que adiou a necessidade de revalidar anualmente os descontos na folha de pagamento do INSS. A troca do péssimo pelo horrível confirma o que diz Augusto Nunes em sua coluna: o Ministério de Lula é o pior de todos os tempos, afirmativas constantes da mesma edição da Oeste.

    Em menos de 24 horas após sua designação para substituir Lupi na Previdência Social, o deputado Sóstenes Cavalcante protocolou um pedido formal à Procuradoria-Geral da República pedindo o afastamento do novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Sóstenes também requereu a abertura de investigação por suposta omissão diante das denúncias sobre o esquema bilionário de descontos irregulares em aposentadorias do INSS.

    No documento enviado à PGR, o deputado Sóstenes afirmou que “Wolney Queiroz, participou ativamente de reuniões no ano de 2023 nas quais foram apresentados relatórios técnicos detalhados e alertas inequívocos sobre a existência de um esquema fraudulento de proporções bilionárias no âmbito do INSS”. 

“Wolney Queiroz quedou-se inerte, abstendo-se de adotar qualquer medida administrativa eficaz para a imediata cessação das fraudes, a responsabilização dos envolvidos e a comunicação aos órgãos de controle competentes”, justificou Sóstenes. 

Ainda no pedido enviado à PGR, Sóstenes afirmou que “a omissão deliberada, por parte de um agente público com poder decisório e o dever de agir, revela, prima facie, conduta dolosa e negligência grave no cumprimento de suas atribuições ou ainda o que levanta indícios de conivência institucional e desvio de finalidade. O líder argumentou que a nomeação de Wolney Queiroz “não apenas fragiliza a necessária apuração isenta dos fatos, mas também configura um atentado aos princípios da moralidade e da probidade administrativa”. 

    A toda essa desordem, Guzzo a denominou de "Morte clínica em Brasilia", resultado de um golpe de Estado dado em 2022 pelo STF junto com as facções da esquerda, mas a partir disso não formou um governo.