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08 maio 2026

II Guerra Mundial, 8 de maio de 1945. O Dia da Vitória

 


Há 81 anos o mundo celebra o fim da II Guerra Mundial um triunfo monumental sobre a tirania e o mal na Europa.

A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra sem precedentes na magnitude de seus efeitos sobre a vida das pessoas e o destino das nações. Foi uma combinação de muitos conflitos, incluindo ódios étnicos e nacionais, que se seguiram ao colapso de quatro impérios e à redefinição de fronteiras na Conferência de Paz de Paris, após a Primeira Guerra Mundial. Vários historiadores argumentam que a Segunda Guerra Mundial foi uma fase de uma longa guerra que durou de 1914 a 1945 ou mesmo até o colapso da União Soviética em 1991 — uma guerra civil global, primeiro entre o capitalismo e o comunismo, depois entre a democracia e a ditadura.

A Segunda Guerra Mundial também produziu um equilíbrio muitas vezes instável entre a Europa e os Estados Unidos. As ambições hegemônicas de Hitler forçaram o Reino Unido a abandonar seu autoproclamado papel de polícia mundial e recorrer aos americanos em busca de ajuda. Os britânicos estavam genuinamente orgulhosos de sua participação na vitória final dos Aliados, mas tentaram esconder a dor de sua influência global em declínio, repetindo o clichê de que o Reino Unido havia conseguido "superar suas expectativas" na guerra e se apegando à sua "relação especial" com os Estados Unidos. Churchill ficou consternado com a perspectiva de que as tropas americanas pudessem simplesmente voltar para casa após o fim da guerra no Pacífico, em 1945. Embora as atitudes americanas continuassem a oscilar entre a busca por um papel global ativo e o recuo para o isolacionismo, a ameaça de Moscou garantiu que Washington permaneceria profundamente engajado na Europa até o colapso da União Soviética em 1991.

Quando a Guerra terminou, as potências aliadas vitoriosas tiveram que decidir o que fazer com os altos funcionários nazistas. Algumas opções foram levantadas — incluindo execuções sumárias — mas, no fim, França, União Soviética, Reino Unido e Estados Unidos decidiram convocar os julgamentos de Nuremberg, O tribunal inicial levou à justiça apenas alguns dos líderes nazistas, mas sua abordagem inovadora para processar crimes de guerra estabeleceu as bases para grande parte do direito internacional moderno.

O Brasil participou diretamente da Guerra em campos da Itália com a FEB. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) embarcou para a Itália em 2 de julho de 1944, com a partida dos  primeiros soldados. No total, cerca de 25 mil soldados brasileiros participaram da campanha na Itália, lutando ao lado dos Aliados.

Em relato detalhado, a historiadora Cristina Feres, publicou, em 2023, o livro "A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro", baseado no diário do cabo Waldemar Reinaldo Cerezoli, que expõe as desgraças vivenciadas durante a IIGM e o Holocausto. Waldemar ao ser excluido do Exército foi jogado à própria sorte, como se a reintegração à sociedade civil pudesse dar-se naturalmente e repentinamente apagar o stress do combate e do enfrentamento com a morte, eliminar a dor de seus ferimentos e o sofrimento decorrente da fome e do frio, calar o som das granadas e das metralhadoras, apagar a imagem daqueles que tombaram diante de si e dos que fora obrigado a matar. A história de Waldemar é uma entre um universo de desajustados psíquicos, a ponto de reportagens da época chamarem a atenção para o problema que, segundo dados da associação dos Ex-combatentes do Brasil, devia afetar cerca de mil ex-combatestes pelo País.


31 maio 2025

A queda do fascismo na Itália

    Em 25 de julho de 1943 o Grande Conselho do Fascismo depôs Benito Mussolini, o rei mandou prendê-lo e o substituiu pelo marechal Pietro Badoglio, que passou a ser o novo Chefe de Estado. Foi a queda do fascismo. 

Os nazistas libertaram Benito Mussolini da prisão em 12 de setembro de 1943, durante a denominada Operação Carvalho, mas não conseguiram impô-lo no poder. Mussolini foi novamente capturado em 27 de abril de 1945 por partisans (resistentes italianos) enquanto tentava fugir para a Suíça com sua amante Clara Petacci, disfarçado como soldado alemão. No dia seguinte, 28 de abril de 1945, Mussolini e Clara foram executados por fuzilamento perto da vila de Dongo, no norte da Itália.

    Retornando. Em 8 de setembro de 1943, uma proclamação do marechal Badoglio, divulgada pelo rádio, revelou o armistício selado cinco dias antes, em grande sigilo, com os americanos. O rei, toda a corte, todo o governo e todo o Estado-Maior do Exército fugiram vergonhosamente de Roma, abandonando os italianos, soldados e civis, à mercê dos alemães e do destino. De fato, a Itália passou a estar em guerra com a Alemanha, até o dia anterior sua aliada. Os alemães a ocuparam como se ocupa um país inimigo. Os nazistas se apoderaram de Salermo e de Nápoles, os soldados do Reich foram autorizados a atirar na multidão em caso de aglomeração, orientados ao roubo, ao saque, ao incêndio e foi declarado o estado sítio.

    Em 25 de abril de 1945, a Itália foi liberada do nazi-fscismo. Após o término da guerra, realizaram-se, em 2 de junho de 1946,  as primeiras eleições livres depois de 25 anos. Votou-se para escolher entre a monarquia ou a república e para a assembleia constituinte. A república venceu e foi a primeira vez que as mulheres votaram.

    Por poucos meses, democratas-cristãos, comunistas e socialistas governaram o país juntos. Mas logo o vento mudou. Muitos fascistas acusados de crimes graves foram libertados depois de uma anistia geral. Formou-se o primeiro governo monopartidário democrata-cristão do qual foram excluídos os comunistas, e as eleições de 1948 transcorreram em clima de inimizade entre os italianos que combateram o fascismo sonhando com a revolução e os que no momento tinham pesadelo dela.

    A democracia-cristã governou a Itália pelos próximos quarenta anos, os americanos lhe deram apoio, o Santo Ofício excomungou os comunistas, o país entrou na Otan, e o economista liberal Luigi Einaudi foi eleito presidente da república.

    Pelas informações expostas acima, e tendo em vista que a A Força Expedicionária Brasileira (FEB) embarcou para a Itália durante a Segunda Guerra Mundial somente em julho de 1944, com os primeiros soldados partindo em 2 de julho de 1944. No total, cerca de 25 mil soldados brasileiros participaram da campanha na Itália, lutando ao lado dos Aliados.

    Portanto, quando a FEB chegou à Itália em 1944, a Alemanha nazista era inimiga tanto do Brasil quanto da Itália (no caso da Itália, o governo legítimo aliado dos britânicos e americanos). As tropas brasileiras lutaram principalmente contra forças alemãs e alguns remanescentes fascistas italianos no norte do país.

03 maio 2025

Brasil: o país das contradições. Para alguns a guerra não acabou

    Em várias partes do mundo está se celebrando o 80० aniversário do final da Segunda Guerra Mundial. Há muitos livros disponíveis sobre a participação do Brasil no referido conflito. Chamam a atenção de seus leitores os relatos dedicados a Força Expedicionária Brasileira (FEB), principalmente o que aconteceu com os seus participantes após a guerra.

    A FEB foi dissolvida em 6 de julho de 1945 ou seja, menos de 60 dias após o final da guerra, quando os expedicionários sobreviventes ainda estavam na Itália se preparando para a sua viagem de volta ao Brasil. Nos meses seguintes a maioria deles, principalmente os de baixa patente, foram para a reserva, inclusive os que permaneceram no Brasil atuando, por exemplo, na vigilância do litoral do País.

    Com isso todos passaram a compor o grupo dos inúmeros brasileiros anônimos que foram negligenciados pelo Estado brasileiro ao não estabelecer um programa de reintegração social, conforme se pode ler no livro de Francisco Cesar Ferraz, "A guerra não acabou", [...] "Convocados, armados e treinados para o combate, os cidadãos -soldados brasileiros - lutaram contra o nazifascismo, na Campanha da Itália. Vitoriosos, foram recebidos com festas e promessas de valorização social. Mas, aos poucos, os ex-combatentes e seu passado caíram no esquecimento. Ao longo de décadas, os veteranos da FEB têm lutado pelo reconhecimento concreto e simbólico de seus feitos. Para esses brasileiros, trata-se de uma guerra que ainda não acabou".

    Em relato detalhado, a historiadora Cristina Feres, publicou, em 2023, o livro "A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro", baseado no diário do cabo Waldemar Reinaldo Cerezoli, que expõe as desgraças vivenciadas durante a IIGM e o Holocausto. Waldemar ao ser excluido do Exército foi jogado à própria sorte, como se a reintegração à sociedade civil pudesse dar-se naturalmente e repentinamente apagar o stress do combate e do enfrentamento com a morte, eliminar a dor de seus ferimentos e o sofrimento decorrente da fome e do frio, calar o som das granadas e das metralhadoras, apagar a imagem daqueles que tombaram diante de si e dos que fora obrigado a matar.

    A história de Waldemar é uma entre um universo de desajustados psíquicos, a ponto de reportagens da época chamarem a atenção para o problema que, segundo dados da associação dos Ex-combatentes do Brasil, devia afetar cerca de mil ex-combatestes pelo País. Por incrível que se pareça, o Posto Avançado de Neuropsiquiatria da FEB foi extinto em 6 de junho de 1945, como se finda a guerra todos os impactos físicos e emocionais sobre o combatente igualmente fossem eliminados. Entre os que morreram como indigentes - vítimas descartáveis e vítimas do abandono, da miséria e alguns também do alcoolismo, pode-se dizer que Waldemar, de certa forma teve sorte, afirma Cristina, por sua solicitação de reforma por incapacidade ser aprovada - mesmo que isto se tenha dado 17 anos após seu retorno da guerra. Tal processo teve início em dezembro de 1959 e só foi concluído em outubro de 1962. O parecer médico o definiu como "incapaz definitivamente para o serviço do Exército e de prover meios de subsistência". Waldemar obteve então reforma passando a ocupar o posto de 3० sargento. Note-se que o benefício foi adquirido graças à incapacidade para o trabalho e não por sua participação na FEB.

    Porém, em 2002, Fernando Henrique Cardoso criou a Comissão da Verdade  para premiar aqueles que lutaram para destruir o Brasil. FHC nunca enganou ninguém. Também em 2002 trabalhou para Lula ganhar a eleição. Tudo quanto é porcaria de política pública comportamental no Brasil ganhou força no governo FHC: drogas, desarmamento, gênero, MST, comissão da verdade etc., sem se distanciar, portanto, da cartilha utilizada pela esquerda caviar: discurso comunista e vida de burguês. FHC foi um cérebro operante por trás da implementação definitiva do comunismo no Brasil desde seus tempos como estudante e, posteriormente, como professor na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) da USPEntre 1966 e 1968, as ideias de Gramsci repercutiram no interior de um restrito circulo de intelectuais e professores universitários de ciências sociais, sobretudo na USP. FHC foi um dos primeiros intelectuais brasileiros a fazer menção ao conceito gramsciano de hegemonia.

    Sobre FHC ainda se pode ler no livro 1889, de Laurentino Batista, que ele teve seu caminho pavimentado pela própria família. O avô de FHC, Joaquim Inácio Batista Cardoso, chegou a sugerir a Benjamin Constant, o fuzilamento de Pedro II caso ele resistisse ao exílio (p. 41). O tio de FHC, Felicíssimo Cardoso, era membro do Conselho Mundial para a Paz, uma organização criada pela KGB, a polícia secreta soviética. O pai de FHC, General de Exército Leônidas Cardoso, foi militante do CEDPEN, entidade diretamente envolvida na campanha popular "O Petróleo é nosso!", perseguido pelo Conselho de Segurança Nacional em 1953, sob a alegação de envolvimento com atividades comunistas, subversivo" (Última Hora 26/5/1953, p.3).  O General Leônidas chegou a ter seu nome citado como eventual candidato do então Partido Comunista do Brasil (PCB) em 1954.