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25 abril 2026

Déjà vu


    A semana terminou sem novidades em sua pauta. Há anos ela vem sendo a mesma: a desmoralização do STF. Desta vez através das entrevistas de Gilmar Mendes e o respectivo embate com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. 7 x 0 pro Zema.

    E não fica por aí. Bem próximo ao STF está o TSE. Este, sem que o processo eleitoral sequer tenha se iniciado, já passou a ocupar espaços nos meios de comunicação indicando que decisões estapafúrdias, novamente, vão interferir nas próximas eleições. O alvo não mudou: continuará sendo a direita, principalmente no entorno de nomes mais próximos ao Bolsonaro.

    Enfim, quatro anos após 2022 os togados já estão entrando em cena. Pensando bem, nunca saíram dela. Na semana passada, Alexandre de Moraes abriu um inquérito para investigar o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, por suposta prática de calúnia contra Lula. Em nota pública, a associação de juristas Lexum apontou falhas na decisão de Moraes. A Associação questionou entre outros motivos, a ausência de análise sobre a imunidade parlamentar, prevista no artigo 53 da Constituição, e levantou dúvidas sobre a imparcialidade na condução do caso. Na avaliação da Lexum, a abertura de inquéritos contra adversários políticos em período pré-eleitoral pode produzir um “efeito de silenciamento”, ao impor custos jurídicos e reputacionais que desestimulam a crítica.

    Os episódios têm um ponto em comum: atingem diretamente quem se opõe ao

consórcio Lula-STF. Flávio, por exemplo, lidera diversas pesquisas de intenções de voto. Zema, por sua vez, se consolidou como um dos principais nomes do conservadorismo na disputa presidencial.


    Contudo, apesar das tentativas do STF e do TSE de reescrever o roteiro de 2022, o cenário agora é outro. Antes intocáveis, ministros passaram a enfrentar desgaste público em razão do escândalo que envolve o Banco Master, entre outros.


    Pesquisas de opinião reforçam o descontentamento dos brasileiros com os ministros. Levantamento da Futura Inteligência, em parceria com a Apex Partners, mostra que 43,4% dos brasileiros avaliam a atuação do STF como ruim ou péssima, ante 28,4% que a classificam como ótima ou boa; outros 23,8% a consideram regular. Esse resultado reforça a perda de apoio na opinião pública e contrasta com o ambiente observado na eleição anterior, quando a Corte operava sob maior respaldo institucional.



“Pescoço Tecnológico”


    A indústria da beleza está se aproveitando da ansiedade em relação às rugas causadas pelo uso excessivo de telas. A tecnologia já foi acusada de tudo, desde o aumento da ansiedade até a diminuição da capacidade de atenção e o isolamento social. Agora, ela tem mais uma acusação: rugas.

    Eis o “pescoço tecnológico”, nome dado às linhas horizontais que se desenvolvem no pescoço com a idade e que, aparentemente, pioram com o uso incessante de smartphones. A ansiedade em relação a essa condição está se espalhando e a corrida por uma cura começou. A indústria da beleza está oferecendo uma série de soluções, incluindo cremes e massageadores rolinhos, máscaras de silicone lubrificadas e coleiras futuristas com luz vermelha de LED.

    Embora a genética e o envelhecimento desempenhem um papel, profissionais da saúde afirmam que o uso constante do celular pode agravar o problema. Manter a cabeça em um ângulo de 45 graus para baixo enquanto se usa a internet é como sustentar um peso de 22 quilos com o pescoço.

    Um cirurgião plástico nova-iorquino disse que sua clínica observou um aumento de 25% nos últimos dois anos no número de pacientes na faixa dos 30 anos que buscam lifting de pescoço, em parte devido à repercussão em torno do "pescoço tecnológico".

Principais Impactos e Sintomas (disponibilizados por IA)
    • Sobrecarga Cervical: A cabeça humana pesa cerca de 5 kg em posição neutra. Uma inclinação de 60º aumenta a força sobre a coluna para aproximadamente 27 kg, o equivalente a carregar um botijão de gás.
    • Dor e Tensão: Contratura muscular, dor no pescoço, ombros, dorso (entre as escápulas) e dores de cabeça.
    • Alterações Estruturais: Retificação da lordose cervical (o pescoço perde a curvatura natural), cifose cervical e risco de hérnias de disco.
    • Sintomas Neurológicos: Dormência ou formigamento nos braços e mãos devido à compressão nervosa.
Como Prevenir e Minimizar (disponibilizados por IA)
    • Ajuste o Celular: Mantenha os dispositivos eletrônicos, como celulares e tablets, na altura dos olhos para evitar curvar o pescoço.
    • Pausas Ativas: Faça pausas regulares, levante-se e realize alongamentos para a região cervical e ombros.
    • Fortalecimento: Pratique exercícios físicos, com foco no fortalecimento muscular das costas e pescoço.
    • Ergonomia: Use cadeiras ergonômicas e monitores posicionados corretamente no trabalho. 

31 maio 2025

A queda do fascismo na Itália

    Em 25 de julho de 1943 o Grande Conselho do Fascismo depôs Benito Mussolini, o rei mandou prendê-lo e o substituiu pelo marechal Pietro Badoglio, que passou a ser o novo Chefe de Estado. Foi a queda do fascismo. 

Os nazistas libertaram Benito Mussolini da prisão em 12 de setembro de 1943, durante a denominada Operação Carvalho, mas não conseguiram impô-lo no poder. Mussolini foi novamente capturado em 27 de abril de 1945 por partisans (resistentes italianos) enquanto tentava fugir para a Suíça com sua amante Clara Petacci, disfarçado como soldado alemão. No dia seguinte, 28 de abril de 1945, Mussolini e Clara foram executados por fuzilamento perto da vila de Dongo, no norte da Itália.

    Retornando. Em 8 de setembro de 1943, uma proclamação do marechal Badoglio, divulgada pelo rádio, revelou o armistício selado cinco dias antes, em grande sigilo, com os americanos. O rei, toda a corte, todo o governo e todo o Estado-Maior do Exército fugiram vergonhosamente de Roma, abandonando os italianos, soldados e civis, à mercê dos alemães e do destino. De fato, a Itália passou a estar em guerra com a Alemanha, até o dia anterior sua aliada. Os alemães a ocuparam como se ocupa um país inimigo. Os nazistas se apoderaram de Salermo e de Nápoles, os soldados do Reich foram autorizados a atirar na multidão em caso de aglomeração, orientados ao roubo, ao saque, ao incêndio e foi declarado o estado sítio.

    Em 25 de abril de 1945, a Itália foi liberada do nazi-fscismo. Após o término da guerra, realizaram-se, em 2 de junho de 1946,  as primeiras eleições livres depois de 25 anos. Votou-se para escolher entre a monarquia ou a república e para a assembleia constituinte. A república venceu e foi a primeira vez que as mulheres votaram.

    Por poucos meses, democratas-cristãos, comunistas e socialistas governaram o país juntos. Mas logo o vento mudou. Muitos fascistas acusados de crimes graves foram libertados depois de uma anistia geral. Formou-se o primeiro governo monopartidário democrata-cristão do qual foram excluídos os comunistas, e as eleições de 1948 transcorreram em clima de inimizade entre os italianos que combateram o fascismo sonhando com a revolução e os que no momento tinham pesadelo dela.

    A democracia-cristã governou a Itália pelos próximos quarenta anos, os americanos lhe deram apoio, o Santo Ofício excomungou os comunistas, o país entrou na Otan, e o economista liberal Luigi Einaudi foi eleito presidente da república.

    Pelas informações expostas acima, e tendo em vista que a A Força Expedicionária Brasileira (FEB) embarcou para a Itália durante a Segunda Guerra Mundial somente em julho de 1944, com os primeiros soldados partindo em 2 de julho de 1944. No total, cerca de 25 mil soldados brasileiros participaram da campanha na Itália, lutando ao lado dos Aliados.

    Portanto, quando a FEB chegou à Itália em 1944, a Alemanha nazista era inimiga tanto do Brasil quanto da Itália (no caso da Itália, o governo legítimo aliado dos britânicos e americanos). As tropas brasileiras lutaram principalmente contra forças alemãs e alguns remanescentes fascistas italianos no norte do país.