Translate

Mostrando postagens com marcador PMDB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PMDB. Mostrar todas as postagens

10 dezembro 2016

O PMDB NO PODER

Tornou-se comum, nos principais veículos de comunicação do Brasil e do mundo, manchetes policiais envolvendo os "engenheiros" da "ponte para o futuro", denominação esta atribuída pelo PMDB ao seu projeto de poder.

Ao analisarmos a história do partido, concluímos, rapidamente, que a frase está mal formulada. Os caminhos percorridos pelo PMDB, desde a redemocratização do País, em 1985, indicam que o título mais correto seria "Uma ponte para assumir o poder".

Contudo, o mais sensato, neste momento, para a sociedade brasileira, seria o PMDB pedir desculpas à Nação pelo legado deixado em seus mais de 30 anos no poder. A dita ponte tem levado o País para o abismo e para um mar de corrupção.

Jamais o partido poderá se eximir de um legado rico em acrobacias econômicas e negociatas, incluindo-se aí os acertos, ainda em 2002, para eleição do ex-presidente Lula e sua participação nos governos do PT.

No momento atual, praticamente todas as suas lideranças e mais acentuadamente aquelas que estão ocupando (ou ocuparam) postos e cargos no sistema político de governo, são citadas, investigadas e algumas já até denunciadas por corrupção.

São também os mesmos caciques (os que nunca largaram o osso), e apenas esses, segundo as manifestações de alguns membros do próprio partido,  que estão comandando o País.

Também não custa relembrar um acordão, negociado na calada da noite, entre os titulares dos três poderes, que mudou o organograma da República. Essas autoridades caminharam aceleradamente para o desmanche institucional do País.




Atualizado em 17/01/2018


27 maio 2016

UM ICEBERG INCONTORNÁVEL NO MEIO DO CAMINHO

    As revelações de conversas entre caciques do PMDB, trazidas à público, escancararam as vísceras do partido que está no poder há mais de 30 anos. Alguns de seus membros até um pouco mais, pois também lá estiveram durante o período militar.

    Elas, as vísceras, passaram a cheirar mal desde a redemocratização do País, em 1985, quando o partido fez a opção por uma ponte para nunca deixar o poder. Jamais o partido poderá se eximir de um legado rico em acrobacias econômicas, negociatas e corrupção, incluindo-se aí os acertos, em 2002, para eleição do ex-presidente Lula e sua participação nos governos do PT.

    No momento atual, praticamente todas as suas lideranças e mais acentuadamente aquelas que estão ocupando (ou ocuparam) postos e cargos no sistema político de governo, são citadas, investigadas e algumas já até denunciadas.

    Mesmo assim a ganância não se arrefeceu, chegaram ao cargo máximo do poder e alguns já pronunciam que o País está vivendo uma ditadura da justiça. É muita cara de pau e desprezo pela população. 

    Essa turma jamais esperou que a ditadura da corrupção (ou a ponte para nunca deixar o poder) vigente no País estivesse com os seus dias contados. No meio do caminho, para destruí-la, há um iceberg, gigante e incontornável, chamado Lava Jato.

23 março 2016

PMDB, 50 ANOS !

Amanhã, segundo o que acabei de ouvir na Rádio Senado, o PMDB  completará 50 anos de sua fundação.
Dos pronunciamentos que escutei, sobre seu aniversário, nenhum deles comemorou o momento atual do partido.
Que bom que estão sendo sinceros, esses poucos que resolveram falar. Outros, por motivos óbvios, não se atrevem a abrir o bico.
As referências lembradas e que receberam comentários elogiosos, foram de líderes que cumpriram o seu papel até o restabelecimento da redemocratização do País.
Lideranças essas, em sua maioria, já falecidas, como Ulysses Guimarães, Teotonio Vilela, Paulo Brossard e Tancredo Neves.
Nenhuma referência ao seu comando atual, nem mesmo a um deles que chegou a ser presidente do Brasil e continua sendo o coronel do partido.
Mas este registro, que faço aqui, é muito mais para explicitar a situação caótica porque passa a democracia brasileira.
A imagem do atual PMDB nada diverge de qualquer outra dos demais partidos. Há alguns até piores, embora mais jovens. Não preciso nominá-los aqui.
Felizmente, a população brasileira foi às ruas e continuará indo, em históricas manifestações, para protestar contra a degeneração do sistema político, a decomposição do governo e a escalada da corrupção.
Que a próxima geração possa comemorar os 100 anos do PMDB, não se referindo apenas ao seus primeiros anos de criação, mas, também, ao presente de sua existência secular.
Chegou a hora, neste momento lhe é dada a oportunidade de virar a sua página dos últimos 25 anos.
Para o bem do Brasil e de sua democracia, até lá, os brasileiros estarão firmes, torcendo para que isso aconteça.

12 março 2016

PMDB REUNIDO PARA ASSUMIR O PODER

Em convenção neste sábado (12/03/2016), o PMDB escolheu sua estrutura de poder. Ninguém se apresse em querer conhecer os novos titulares, pois não se trata de uma renovação. A diferença significativa de reuniões precedentes, talvez mesmo a única, é que desta vez o partido defende a ruptura com o atual governo.


Obviamente, tal manifestação é decorrente do clima Titanic vivido, neste momento, pelo transatlântico chamado Brasil.

Já foi definida a data final para que todos abandonem o navio. Daqui a 30 dias. Os barcos salva-vidas já estão prontos. A nova frota foi batizada com o nome "Uma ponte para o futuro".

Ora, se analisarmos a história do partido, concluímos, rapidamente, que a frase está mal formulada. Os caminhos percorridos pelo PMDB, desde a redemocratização do País, em 1985, apontam que o título mais correto seria "Uma ponte para continuar no poder".

Contudo, mais sensato, neste momento, para a sociedade brasileira, seria o PMDB pedir desculpas à Nação pelo legado deixado em seus 30 anos no poder.

Jamais o partido poderá se eximir de um legado rico em acrobacias econômicas e negociatas, incluindo-se aí os acertos, ainda em 2002, para eleição do ex-presidente Lula e sua participação nos governos do PT.

No momento atual, praticamente todas as suas lideranças e mais acentuadamente aquelas que estão ocupando (ou ocuparam) postos e cargos no sistema político de governo, são citadas, investigadas e algumas já até denunciadas por corrupção.

São também os mesmos caciques (os que nunca largaram o osso), e apenas esses, segundo as manifestações de alguns membros do próprio partido,  que desejam alcançar o comando do transatlântico.

Os brasileiros não contam com isso. No meio do caminho, para impedí-los, há um iceberg, gigante e incontornável, chamado Lava Jato.









16 novembro 2015

UMA PONTE PARA SE MANTER NO PODER


    Em matéria publicada em 16/11/2015, na Folha de São Paulo, foi noticiado que o ministro Eliseu Padilha, do PMDB, disse que a ruptura do partido com o governo Dilma é defendida por minoria.


    Tal manifestação é decorrente do evento que acontecerá na terça-feira (17), na Fundação Ulysses Guimarães, para discutir o documento, de natureza econômica, "Uma ponte para o futuro".


    Se analisarmos a história do partido, concluímos rapidamente que a frase está mal formulada. Os caminhos percorridos pelo PMDB, desde a redemocratização do País, em 1985, apontam que o título mais correto, e coerente com a fala do ministro, seria "Uma ponte para se manter no poder".


    Mais sensato, neste momento, para a sociedade brasileira, seria o PMDB pedir desculpas à Nação pelo legado deixado em seus 30 anos no poder.


    Jamais o partido poderá se eximir de um legado rico em acrobacias econômicas e negociatas, incluindo-se aí os acertos, ainda em 2002, para eleição do ex-presidente Lula e sua participação nos governos do PT.


    No momento atual, praticamente todas as suas lideranças e mais acentuadamente aquelas que estão ocupando (ou ocuparam) postos e cargos no sistema político de governo, são citadas, investigadas e algumas já até denunciadas por corrupção.


    São também os mesmos caciques (os que nunca largaram o osso), e apenas esses, segundo as manifestações de alguns membros do próprio partido,  que estão urdindo esse novo documento, uma espécie de salva-vidas para quando saltarem do barco que, como já bem enxergaram, está naufragando. Estão consumindo muito óleo de peroba.

    É muita cara de pau.







05 novembro 2015

POR QUE FOI MESMO, PMDB ?

Depois de mais de 30 anos no poder (dele nunca saiu, esqueceu ?), o PMDB Nacional​ aponta, em seu documento "Uma ponte para o futuro", divulgado neste último final de semana, que a carga tributária brasileira é muito alta e cresceu muito nos últimos 25 anos.

"Em 1985, data da redemocratização, os impostos representavam 24% do PIB. Neste mesmo ano, nos Estados Unidos, a carga tributária era de 26%, um pouco acima da nossa. Na Alemanha, era de 36% e na Inglaterra, 38% ".

"Em 2013, nossa carga tinha saltado para 36% do PIB, enquanto nos Estados Unidos ela baixara para 25%, na Alemanha subira para apenas 37% e na Inglaterra, caiu para 33% ".

"Ou seja, todos os países relevantes e bem-sucedidos mantiveram ou mesmo baixaram os impostos em relação à renda, enquanto o Brasil aumentou os impostos cobrados da sociedade em 50% ".

Muito bem. Preciso no diagnóstico. Mas nenhuma palavra explicando porque, depois dessa "magnífica" subida de impostos e de tanto tempo no poder, o Brasil não tem, pelo menos, os mesmos serviços públicos, em quantidade e qualidade, encontrados nos demais países citados em seu documento. Para tê-los não foi por falta de impostos dos contribuintes.

Por que foi mesmo, PMDB ?



23 outubro 2015

RESPOSTA DO GOVERNO E DA OPOSIÇÃO: AGUARDEM 2018

O PMDB,  partícipe de acordos com o executivo, sem fugir a regra, não demorou muito em demonstrar que possui caneta cheia e que se encontra a postos.


No Senado, o seu presidente manobrou e postergou o julgamento, pelo Congresso Nacional, das contas 2014 da presidente Dilma Roussef. Prazo para que isto venha a ocorrer tornou-se indefinido.


Na Câmara dos Deputados, o seu também presidente já questiona se as pedaladas fiscais, especificadas pelo TCU, sejam, necessariamente, razões para aceitar o pedido de impeachment apresentado pelo Dr. Hélio Bicudo.


Em comum, a todos os personagens envolvidos, a determinação de salvarem os seus mandatos face às acusações que lhes são imputadas, doa a quem doer.

Do lado da oposição, encontrada apenas em gabinetes, esta se parece mais com um pavio de candeeiro e não daqueles usados em detonação de pedreiras. É pavio de candeeiro mesmo, daquele de maior diâmetro, que apesar de produzir maior chama, ao mesmo tempo, consome mais rapidamente o querosene e a si próprio. Rapidamente, de um dia pro outro, só se encontra a cinza.

E o que todos esses personagens pensam sobre o Brasil ? Ao que parece, nunca pensaram nada sobre o destino do País e, particularmente, sobre os seus cidadãos. 


Os brasileiros continuam, dia após dia, bestializados e atônitos com a única resposta dada, até então, para a solução da crise vivida pelo País. 

Essa resposta, seja do governo, seja da oposição, parece ser mesmo a de que todos aguardem até as eleições de 2018.

26 junho 2015

FRENTE DO ATRASO

A Folha de S.Paulo​ desta 5a. feira trouxe, na coluna de Bernardo Mello Franco, a notícia do surgimento de uma frente de esquerda, cujo manifesto está previsto para ser lançado no próximo dia 6/7. Segundo a coluna, o objetivo principal dessa frente é contestar a aliança do governo com o PMDB e torpedear o ajuste fiscal do ministro Joaquim Levy. Seus líderes desejam empurrar o governo para a esquerda.

Lideram essa frente: os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL) e Lindbergh Farias (PT), os ex-ministros Tarso Genro (PT) e Roberto Amaral (PSB), os deputados Alessandro Molon (PT) e Glauber Braga (PSB). No sábado, eles se reunirão em São Paulo com João Pedro Stédile, do MST, Guilherme Boulos, do MTST, e dirigentes de centrais sindicais, como a CUT.

Mas não precisaremos recorrer aos conhecimentos deixados por Torricelli (1643), discípulo de Galileu, para sabermos que essa frente não irá muito longe, não subirá o quanto deseja. Mesmo no vácuo e sem pressão, esse grupo não sairá do chão. O perfil de seus componentes é o do atraso. Já nascerá muito pesada, carregada com visões ultrapassadas, de um passado bem remoto. Seu destino certo será mesmo se juntar ao PT, Lula e Dilma nas profundezas do volume morto.