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07 dezembro 2025

Glória aos mártires imolados no altar da Pátria

    Hoje o Brasil reverencia a memória do policial federal Hélio Carvalho de Araújo, assassinado por terroristas da VPR há 55 anos. Ele tombou em combate quando tentava impedir o seqüestro do Embaixador da Suíça, em 7 de dezembro de 1970.

    Naquele dia, o automóvel que conduzia o diplomata foi cercado por sete elementos, que planejavam raptá-lo para chantagear o governo brasileiro e forçá-lo a soltar 70 subversivos presos.
    Araújo estava no banco traseiro, ao lado do Embaixador, quando o carro foi abordado. Tentou sacar sua arma, sendo então alvejado nas costas por Carlos Lamarca, posicionado atrás do veículo. O disparo atingiu-lhe a coluna e paralisou-lhe os membros imediatamente. O Embaixador, Giovanni Enrico Bücher, foi levado para o cativeiro e libertado semanas depois, quando o governo soltou os 70 terroristas.
    Deve-se destacar que Araújo não morreu na hora. Agonizou no hospital por três dias antes de falecer. Foi sepultado com honras de Estado na presença do Almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald, Vice-Presidente da República, em 11 de dezembro de 1970. 

Glória aos mártires imolados no altar da Pátria!

PS.: Carlos Lamarca e a VPR eram financiadas por Rubens Paiva.



 
 
   

























07 dezembro 2024

Com um festival de argumentos medíocres, STF começa o enterro da liberdade de expressão no Brasil


 

Editorial do Partido NOVO

O Supremo Tribunal Federal resolveu legislar mais uma vez. Nesta semana, Dias Toffoli, relator do julgamento sobre o Marco Civil da Internet, apresentou voto para declarar inconstitucional o artigo 19 da lei, que contém a seguinte redação: "Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário." Na visão de Toffoli, este artigo, aprovado pelo Parlamento brasileiro, não serve. O texto da lei, no entanto, é autoexplicativo. Não se pode suprimir conteúdo antes de ordem judicial para tanto, pois isto configuraria censura prévia, ato vedado pela Constituição Federal. Ocorre que, no Brasil dos últimos anos, a Corte que deve resguardar o texto constitucional é a principal responsável pela insegurança jurídica, pela desarmonia entre os poderes e pelo desrespeito à lei. O avanço do STF sobre pautas legislativas não é algo novo, mas tem sido cada vez mais frequente em tempos recentes. O voto de Toffoli sobre um tema tão relevante e delicado como a liberdade de expressão nas redes foi um festival de barbaridades. O ministro chegou a comparar violência policial ao livre discurso em plataformas digitais, afirmando que “um direito individual não pode constituir-se em salvaguarda para condutas ilícitas. Podemos entender que aquilo que aquele PM fez na ponte é liberdade de expressão? Se levarmos a liberdade de expressão ao absoluto, ele estaria protegido por ela. A liberdade de expressão abarca qualquer expressão?” Sim, um membro da mais alta corte judiciária do país comparou um absurdo caso de violência com liberdade de expressão. Vê-se que o “notável saber jurídico” exigido para o cargo não esteve presente na sessão de julgamento. Há uma diferença óbvia entre ação e opinião. Se opiniões podem levar a ações erradas ou ilegais, que estas sejam apreciadas pela Justiça no momento oportuno, com a devida provocação jurídica e sem uma indevida antecipação de cenários ou intromissão inoportuna na liberdade de manifestação do pensamento. Uma das regras basilares para atuação dos juízes é a inércia, ou seja, só podem agir quando provocados por meio de ações judiciais. O princípio da inércia existe para garantir imparcialidade nos julgamentos e, em última instância, a separação entre poderes. O Marco Civil da Internet já prevê, minuciosamente, tal como transcrevemos acima, a responsabilização de quem compartilha conteúdo nas redes. É evidente que um direito individual jamais será salvo conduto para cometimento de crimes. Todavia, entre censurar previamente milhões de pessoas e proteger o livre discurso, com a apreciação por parte do Judiciário em casos de abusos de direito, o correto sempre será garantir a liberdade de manifestação. O voto de Toffoli foi além. O ministro propôs a criação do soviético Departamento de Acompanhamento da Internet no Brasil (DAI), órgão a ser criado no âmbito do Conselho Nacional de Justiça e que ficará responsável pelo “monitoramento do respeito aos direitos fundamentais na internet”, seja lá o que isso signifique. A invenção de mais um órgão antidemocrático de controle do discurso soma-se à já notória tentativa do STF, meses atrás, em contratar uma empresa para monitorar todas as menções ao tribunal e aos seus ministros na internet brasileira, com informações sobre geolocalização dos usuários. As consequências da decisão de Toffoli são óbvias e nefastas. Com o risco de serem responsabilizadas por tudo que pode ser publicado em suas redes, as plataformas digitais farão controles extremamente rigorosos de conteúdo por receios de punições cíveis e penais, suprimindo qualquer manifestação que possa minimamente parecer-se com algo errado. Perderá a sociedade brasileira. Perderá a liberdade de expressão em um país que já sofre há tempos com ataques à democracia. Perde, acima de tudo, o Parlamento, que vê uma lei aprovada por si sendo anulada pela canetada de um cidadão que jamais recebeu qualquer voto popular. Os únicos que ganham com o voto de Toffoli são os governantes e poderosos que morrem de medo de serem criticados.

Neste momento Trump diz para os EUA não se envolverem com a Síria

Vídeos vindos de Damasco hoje mostram soldados de Assad jogando fora seus uniformes e trocando-os por roupas civis. Eles não lutarão. Eles tentarão se misturar à população civil e fugir.


Donald Trump acaba de divulgar em suas redes sociais que "OS ESTADOS UNIDOS NÃO DEVEM TER NADA A VER COM ISSO. ESTA NÃO É NOSSA LUTA. DEIXE QUE ACONTEÇA. NÃO SE ENVOLVA!"


Celebrações na cidade de Arbin, nos subúrbios da capital Damasco. O regime de Assad esta mais próximo da queda.


O Partido Baath derrubou a democracia há quase 62 anos e governa a Síria como uma ditadura desde então. Aqui temos os líderes do golpe comemorando seu golpe bem-sucedido em 8 de março de 1963.


O partido queria unir todos os países árabes em um único estado socialista. Com a saída de Bashar al-Assad, o partido Baath também é história.





07 dezembro 2021

HANÁK

    Ênio Silveira
    As gerações após a II Guerra Mundial tiveram mais contato com publicações oriundas de editoras comunistas, motivadas pela obediência ao estabelecido nas cartilhas do partido. No Brasil não foi diferente e temos um caso bem conhecido. Trata-se da "Civilização Brasileira" que foi a maior editora comunista do País, dirigida pelo militante histórico Ênio Silveira e por Edmar Morel. Este último, depois de servir ao Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da ditadura Vargas, soube adaptar-se rapidamente aos novos tempos após a queda do ditador e ganhou, do governo soviético, uma viagem a Moscou que relatou em livro de 1952. 

    Posteriormente, após a revolução de 31 de março de 1964, Morel tornou-se bastante citado na mídia, depois de expor sua tese de que a queda de João Goulart ocorreu com a profunda e avassaladora influência da CIA. Contudo, até a presente data, na imensa bibliografia a respeito desse momento, não surgiu um único nome de um agente daquela organização que estivesse, na época, lotado no Brasil.

    Segundo Olavo de Carvalho que prefaciou o livro citado a seguir, "em sentido inverso, a teoria moreliana do golpe de 1964 baseia-se na premissa - tão unânime e indiscutida quanto ela mesma - de que não havia infiltração comunista no governo João Goulart, nem o menor risco de uma revolução comunista, nem muito menos qualquer ingerência soviética nos assuntos nacionais".

    É o que encontramos no livro "1964 O ELO PERDIDO: o Brasil nos arquivos do serviço secreto comunista", dos autores Mauro "Abranches" Kraenski e Vladimir Petrilak. O primeiro, brasileiro e residente na Polônia e o segundo, colunista tcheco. Ambos leram e resumiram documentos de fontes primárias sobretudo da polícia tcheca de inteligência, a StB, e com extremo cuidado de não sair carimbando ninguém de agente da KGB. Esse livro foi utilizado como fonte básica deste artigo. 

"Esse livro, sozinho, vale mais do que toda a bibliografia consagrada sobre os acontecimentos de 1964". .... " Mas agora a brincadeira acabou. Não só este livro memorável traz a prova cabal e definitiva do engodo, mas surge numa situação bem diversa daquela em que o País viveu nos últimos cinquenta e tantos anos. Hoje há um público mais consciente, que, desmoronada a farsa do comunopetismo, já não se verga, com mutismo servil, ante a opinião do beautiful people jornalístico e universitário", afirmou Olavo de Carvalho.

Hanák

    Antes de falarmos um pouco sobre o agente Hanák, é importante lembrar que a StB, criada em 30/junho/1945, ou seja, imediatamente após a desocupação alemã e ocupação russa da Tchecoslováquia, operou no Brasil entre os anos de 1952 e 1971, usando o modelo e/ou comando soviético da KGB. Os tchecos foram o "braço direito" dos russos antes que estes começassem a operar em território brasileiro, após o restabelecimento das relações diplomáticas da URSS com o Brasil.

Bom, mas quem é Hanák? 

Hermano de Deus Nobre Alves
    Hanák é o codinome de um jornalista brasileiro que trabalhava no Jornal do Brasil e que foi "trabalhado" pela StB a partir do dia 23 de fevereiro de 1960, pelo agente tcheco Bakalár. Tornarm-se "amigos" até dezembro de 1961, quando foi dada a ordem para deixar o brasileiro em paz. Até o fim das atividades da StB no Brasil, em 1971, não houve qualquer tentativa de reaproveitá-lo de alguma maneira. Por outro lado é certo que, mesmo sabendo quem o camarada Bakalár era de verdade, Hanák não o entregou às autoridades brasileiras, não traiu o seu velho "amigo". 

Hanák nos registros tchecos

    Sobre isso, os autores do livro já citado encontraram nos arquivos tchecos a pasta de registros número 80691. Literalmente nela está escrito:

"Nome sobrenome do figurante. Hermano de D. N. A. (1927-2010). Jornalista, contrário à revolução de 1964 mas que continuou a viver no Brasil, publicou artigos e tornou-se inclusive deputado federal. Em 1968 teve os direitos cassados e exilou-se no México; depois trabalhou para a BBC e, em 1984, voltou ao Brasil. Em 2005, através da Comissão de Anistia, o Ministério da Justiça brasileiro concedeu-lhe reparações econômicas de caráter indenizatório de R$ 2.160.794,62 (quase 1 milhão de dólares na cotação da moeda à época), além de um benefício mensal permanente no valor de R$ 14.777,50. Ao que tudo indica - pelo menos é o que afirmam os documentos - colaborou com o serviço de inteligência tchecoslovaco ainda antes de a junta militar tomar o governo."

    Para os brasileiros, do momento atual, o registro mais importante é aquele ocorrido em 2005. Ele expõe até que ponto está sendo utilizado o dinheiro público, o imposto que pagamos, em um Brasil que foi governado por socialistas/comunistas, no contexto de atos que compõem o "Teatro das Tesouras", cujas lideranças e personagens habitam os arquivos do PSDB e do PT.

    Certamente, os brasileiros que leram o artigo até aqui, putos estão, surpresos nem tanto, pois já conhecem bem as práticas dos dois partidos. Mas ainda estão curiosos, ávidos para conhecerem mais detalhes de Hermano de D. N. A. Fui até a Wikipedia. Vejam o que encontramos


PS: 

    O livro citado mostra ainda que na época do governo Jango havia muitos colaboradores do StB entre as fileiras de políticos, economistas, jornalistas e intelectuais em geral.

Almino Afonso
    Um deles com a seguinte descrição: "Parlamento brasileiro. Deputado progressista, do PTB-AM, Almino A. que recebeu o codinome de Kato, posteriormente Lauro". Trata-se de Almino Afonso, cassado em 1964, viveu no exílio por doze anos na Iugoslávia, Uruguai, Chile, Peru e Argentina. Foi ministro do Trabalho e Previdência Social no governo de João Goulart, de 24 de janeiro a 18 de junho de 1963. Lauro informou ao Stb que o Brasil estava se preparando para várias formas de lutas além do Parlamento. ... "outros amigos meus possuem um grupo, que, em caso de necessidade, iniciará a guerrilha". Referia-se as Ligas Camponesas, chefiadas por Julião. Retornando ao Brasil em 1976, foi Secretário dos Negócios Metropolitanos de São Paulo no governo de André Franco Montoro, época em que eclodiu o escândalo Mogigate, quando cassou a permissionária dos transportes São Paulo - Mogi das Cruzes que operava desde 1940, empresa vitima de tentativa de extorsão. Foi também vice-governador do Estado de São Paulo na gestão de Orestes Quércia, tendo exercido o cargo de governador nos impedimentos e viagens do titular. Enquanto parlamentar, além de líder da bancada governista na Câmara dos Deputados, no governo do Presidente João Goulart, foi deputado federal e Conselheiro da República na gestão do Presidente Luis Inácio "Lula" da Silva. Em 2002, Lauro recebeu R$ 90 mil por decisão da Comissão de Anistia.

    É importante notar que 2 anos antes de mar/64, autoridades do País - que se diziam democráticos - falavam para espiões comunistas sobre a existência de grupos armados ilegais no Brasil.
Raul Ryff

    
No mesmo contexto, o livro informa sobre o Leto. Trata-se de Raul Ryff, assessor e amigo íntimo de Jango que quando em viagens cuidava também do conforto do seu chefe: pela manhã, preparava-lhe o mate que tomavam juntos no quarto do Goulart e se expressavam positivamente sobre os países do bloco socialista. O livro ainda revela que Leto, com a ajuda de Jango, melhorou muito sua situação financeira, pois tinha empregos em estatais, onde recebia dinheiro sem a necessidade de trabalhar. Da mesma forma o seu filho, lotado em um instituto de aposentadorias controlado pelo PTB de Goulart. Leto também estava entre as 60 pessoas que tiveram seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional anunciado pelo novo governo sob o comando do Marechal Castelo Branco.

    O livro nos lembra também o número de agentes comunistas em nosso País antes da revolução de 1964, que depôs um governo aliado aos países socialistas, cujo objetivo era a implantação no Brasil dos regimes implantados nos 15 países que compunham a URSS, na China e em Cuba. Na passagem de 1963 para 1964, operavam aqui no Brasil, através das embaixadas na Tchecoslováquia e da URSS, algumas dezenas de agentes dos serviços de inteligência dos dois países, StB e KGB respectivamente, travestidos de diplomatas, em articulação com altas autoridades do governo e do parlamento brasileiro. Esses países viam no Brasil as condições mais favoráveis para implantação do comunismo na América Latina para fortalecerem sua luta contra os EUA. Em "1964 O ELO PERDIDO", p. 340.