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08 janeiro 2026

A computação é o novo petróleo

    Está em andamento durante toda esta semana a CES (Consumer Electronics Show), uma feira comercial anual sobre tecnologia e eletrônicos de consumo criada em 1967, organizada pela Consumer Technology Association, realizada anualmente em janeiro no Las Vegas Convention Center em Winchester-Nevada.

    Entre as estrelas profissionais da feira esteve presente Jensen Huang fundador e CEO da NVIDIA, empresa líder no setor que fornece a infraestrutra mais avançada e necessária ao funcionamento da IA no mundo. Contudo, em sua palestra de 1 hora e 50 minutos de duração, ele apontou os caminhos que irão levá-los para a próxima fronteira, para impulsionar a IA para o próximo nível. E, claro, para construir data centers com eficiência energética e menor custo-benefício. 

    Ressaltou ainda que a NVIDIA além de fabricar chips de última geração, a empresa agora desenvolve sistemas inteiros, e IA é uma pilha de computação completa. Afirmou ainda: "Estamos reinventando a IA em tudo, desde chips e infraestrutura até modelos e aplicativos. E nosso trabalho é criar toda a pilha, para que todos vocês possam criar aplicativos incríveis para o resto do mundo."


    A palestra do Jensen nos lembrou um artigo 
escrito há um mês cujo título é o deste post. Não iremos entrar no mérito dos dois fatos, nem da palestra nem do artigo, mas ambos nos ilustram porque os EUA são líderes mundiais sob qualquer ângulo que se queira examiná-lo. O artigo descreve a recente negociação entre os EUA e os países do Golo Pérsico e mostra mais uma vez que a América não dá ponto sem nó.

Boa leitura.

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A computação é o novo petróleo

Os Estados Unidos e o Golfo devem trabalhar juntos em inteligência artificial

Daniel Benaim

9 de dezembro de 2025 - Foreign Affairs

Quando o presidente dos EUA, Donald Trump, visitou o Golfo Pérsico em maio, seu foco não estava em Gaza, no Irã ou mesmo na normalização das relações entre Israel e a Arábia Saudita. Em vez disso, estava em acordos comerciais e, sobretudo, em inteligência artificial. Durante a viagem, Trump concordou em vender chips americanos de última geração para a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos e em investir em megacampus de IA no Golfo, que abrigarão empresas americanas. Um desses locais, em Abu Dhabi, poderá se tornar o maior polo mundial de poder computacional, impulsionando a inteligência artificial. Os países do Golfo, por sua vez, prometeram investir dezenas de bilhões de dólares em IA em território americano. E, no mês passado, durante sua viagem a Washington, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman (também conhecido como MBS) obteve a aprovação final para importar dezenas de milhares de semicondutores americanos de última geração, que haviam sido prometidos à Arábia Saudita no início do ano.

Munidos de chips, riqueza soberana e energia abundante, os países do Golfo poderiam ultrapassar a Europa e a Índia em termos de infraestrutura de IA — tornando-se, eventualmente, o terceiro maior polo mundial de poder computacional para IA, atrás dos Estados Unidos e da China. O poder computacional agora ocupa um lugar ao lado do petróleo bruto como pilar da relação EUA-Golfo, e os países do Golfo se tornaram um parceiro prioritário para o governo Trump.

O potencial dessa cooperação em IA é significativo. Se bem-sucedidos, os acordos canalizarão a vasta riqueza dos países do Golfo para empresas americanas de IA e permitirão que essas empresas se expandam para áreas com poucos entraves burocráticos e facilidades de licenciamento. Com a conectividade do Golfo com as regiões vizinhas, o alcance da infraestrutura de IA dos Estados Unidos — ou seja, as camadas de hardware e software sobre as quais a IA é construída — poderia se estender a bilhões de usuários na África, Ásia Central e Oriente Médio. Os acordos também poderiam permitir que os Estados Unidos desbancassem a China como o principal parceiro tecnológico do Golfo, o que seria uma grande vitória para Washington sobre Pequim.

Mas exportar tecnologia americana avançada traz riscos. Por exemplo, essa tecnologia poderia cair em mãos erradas ou prejudicar as operações domésticas de empresas americanas de IA. O problema está, portanto, nos detalhes. A equipe de Trump anunciou esses acordos antes de finalizar seus termos e precisa urgentemente acertar as entrelinhas. Washington deve, em particular, exigir que esses países se comprometam com salvaguardas rigorosas em troca de invenções transformadoras dos EUA, e deve estar preparada para fazer cumprir os termos de qualquer acordo final.

O PESADELO DE UM CHIP HAWK

Há quase uma década, muito antes do ChatGPT ganhar notoriedade, jovens líderes antenados em tecnologia em Abu Dhabi e Riad apostaram que a IA poderia ajudar as economias do Golfo a diversificar sua dependência do petróleo. Em 2017, os Emirados Árabes Unidos criaram o primeiro ministério de IA do mundo e, em 2018, lançaram uma empresa estatal de IA, chamada G42. O país foi um dos pioneiros na adoção de IA em seus serviços governamentais, inaugurou uma universidade focada em IA, desenvolveu modelos de IA em árabe e lançou um enorme fundo de investimento voltado para IA. De acordo com um relatório publicado em novembro pela Microsoft, os Emirados Árabes Unidos agora têm a maior taxa de adoção de IA do mundo, medida pela porcentagem da população em idade ativa que usa IA mensalmente. Enquanto isso, em 2016, a Arábia Saudita começou a investir bilhões em empresas de tecnologia americanas, como a Uber, e a integrar a IA em seus principais empreendimentos, incluindo sua universidade de pesquisa de ponta e a companhia petrolífera nacional.

Essa iniciativa, no entanto, enfrentou dificuldades. Após o assassinato de Jamal Khashoggi pelas forças de segurança sauditas em 2018, algumas empresas do Vale do Silício hesitaram em trabalhar com os governos do Golfo. A China, por sua vez, entrou em cena, oferecendo serviços acessíveis e integrados de 5G e nuvem para empresas da região, muitas vezes com tecnologia de chips da Huawei. A inteligência artificial chinesa, ao que tudo indicava, dominaria o Golfo.

Mas, no final de 2022, o sucesso do ChatGPT demonstrou ao mundo que os Estados Unidos estavam na vanguarda da IA, tornando-se novamente o parceiro mais atraente. E, em 2023, Washington impôs novas condições às suas exportações de chips avançados. Qualquer país que quisesse comprá-los teria que se distanciar de entidades chinesas sancionadas pelos EUA, incluindo a Huawei. O Golfo entendeu a mensagem. O G42, antes profundamente interligado com empresas chinesas, começou a substituir seus equipamentos da Huawei.

Os acordos de IA de Trump com o Golfo reacenderam um debate antigo em Washington sobre como manter a vantagem tecnológica dos Estados Unidos. Os defensores de uma política de restrição à exportação de semicondutores argumentam que as exportações devem ser limitadas apenas a aliados próximos e empresas americanas no exterior, a fim de evitar que tecnologias sensíveis vazem para adversários dos EUA. Eles se opõem à venda de chips avançados para o Golfo devido aos laços tecnológicos e militares da região com a China. De acordo com os defensores de políticas restritivas em relação aos chips, os Estados Unidos podem ser seletivos em suas exportações porque a China ainda não consegue oferecer uma alternativa viável aos chips americanos em larga escala. Eles também alertam que estados autoritários poderiam fazer mau uso da IA.

Do outro lado do debate estão os defensores da difusão da IA, que enfatizam que a vitória na corrida da IA ​​depende da adoção e utilização, por outros países, de ferramentas americanas de computação, nuvem e agentes. Os defensores da difusão alertam que a regulamentação excessiva da IA ​​prejudicará as empresas americanas. Eles veem a proliferação da tecnologia americana de IA como inevitável e desejável, e minimizam os riscos de roubo de chips. Os acordos de Trump com os países do Golfo representam uma grande vitória para o grupo dos defensores da difusão. Embora os acordos de IA tenham sido iniciados durante o governo Biden, o governo Trump os ampliou consideravelmente e eliminou as restrições da era Biden às exportações de semicondutores.

O DIABO ESTÁ NOS DETALHES

Neste caso, em geral, as vantagens de uma cooperação aprimorada em IA com o Golfo superam os riscos, em sua maioria, administráveis. Esses acordos podem promover a diversificação econômica na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos e dar aos Estados Unidos uma vantagem na competição entre grandes potências, substituindo a China como o parceiro tecnológico preferencial do Golfo.

Outra grande oportunidade para os Estados Unidos reside na expansão do alcance global de sua presença em IA. As redes do Golfo na África e na Ásia, em parceria com empresas americanas ou utilizando a infraestrutura tecnológica dos EUA, podem fornecer acesso a mercados onde as empresas de tecnologia americanas raramente atuam sozinhas, onde a baixa conectividade à internet representa um problema para os serviços sediados nos EUA e onde as ofertas chinesas mais baratas se mostrarão atraentes — mesmo que não sejam tão sofisticadas. Os Emirados Árabes Unidos já ultrapassaram a China como o maior investidor na África. Iniciativas coordenadas entre EUA e Emirados podem ajudar a expandir os padrões americanos e levar os benefícios da IA ​​a mercados carentes.

Mas o vazamento é real e, portanto, importante de ser abordado agora — enquanto os detalhes dos acordos ainda estão sendo definidos e muitos dos chips ainda precisam da aprovação do Departamento de Comércio dos EUA para serem enviados ao Golfo. Os acordos devem incluir cláusulas que obriguem os compradores de chips a manter a tecnologia sensível dos EUA longe do hardware ou dos funcionários de empresas consideradas problemáticas, como a Huawei. Esses termos são especialmente importantes para empresas não americanas, sobre as quais o governo dos Estados Unidos tem menos autoridade regulatória. Embora o governo Trump tenha anunciado em 8 de dezembro que permitiria a venda de alguns semicondutores avançados para a China, os chips destinados ao Golfo são mais potentes. Washington também precisa deixar claro que um alinhamento militar ou tecnológico mais profundo com a China coloca em risco a cooperação de ponta.

Os Estados Unidos têm justificativa para exigir que seus parceiros renunciem à cooperação em IA com concorrentes americanos em tecnologias de dupla utilização, ou seja, sistemas que servem tanto a fins civis quanto militares (como drones ou satélites). Afinal, os Estados Unidos não querem que suas tecnologias avançadas sejam usadas contra suas forças em um futuro conflito. Mas tais restrições de exclusividade devem ser direcionadas estritamente às áreas de maior preocupação — como aquelas que poderiam corroer as vantagens militares americanas — e devem ser claramente compreendidas por ambas as partes. Os formuladores de políticas também devem estar cientes dos riscos de que os países do Golfo, que têm suas próprias leis, valores e prioridades, possam usar a IA para repressão interna ou interferência estrangeira. Mas, em última análise, esses Estados não precisam possuir chips de ponta para isso. Os Estados Unidos terão que demonstrar a vontade política para gerenciar essas preocupações, assim como fazem ao trabalhar com esses países fora do âmbito do ciberespaço.

Washington, no entanto, terá que prestar muita atenção ao potencial uso indevido da computação em nuvem. Isso ocorre quando entidades sancionadas pelos EUA alugam acesso remoto a poder computacional de IA via nuvem — às vezes por meio de intermediários que ocultam a identidade do cliente — permitindo-lhes usar chips sem nunca os possuírem fisicamente. Este é um problema global e Washington deve estruturar acordos para garantir que as empresas de IA e os centros de dados do Golfo que usam chips americanos monitorem e relatem usos suspeitos com a mesma urgência que seus homólogos americanos.

Os Estados Unidos têm a influência necessária para fazer cumprir esses termos e devem estar dispostos a usá-la. Os chips que sustentam a IA precisam ser substituídos e atualizados a cada poucos anos. Se a Arábia Saudita ou os Emirados Árabes Unidos violarem os termos de qualquer acordo futuro, Washington pode reter os envios de semicondutores. Mas Washington deve fazer isso apenas como último recurso.

Ao preencher cargos de embaixadores em Abu Dhabi e Riad, o governo Trump pode ajudar a manter os canais de comunicação abertos e evitar que disputas técnicas se agravem. Também deve expandir o Escritório de Indústria e Segurança dentro do Departamento de Comércio, que supervisiona as exportações de chips. E as agências de inteligência dos EUA também devem cooperar estreitamente com empresas de tecnologia americanas e estrangeiras para verificar se os parceiros internacionais estão cumprindo as exigências.

MAIS DO QUE APENAS PETROESTADOS

Se os acordos internacionais de IA forem para ajudar os Estados Unidos a longo prazo, eles devem ser concebidos para complementar, e não para prejudicar, a indústria nacional de IA. Isso significa que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos precisarão cumprir rapidamente suas promessas de investimentos em infraestrutura de IA nos Estados Unidos. Significa também que os Estados Unidos precisam agir com urgência para construir infraestrutura de IA em território nacional, em parte eliminando os entraves burocráticos e aumentando a capacidade de geração de energia doméstica. Os projetos no Golfo já se beneficiam de regulamentações mais flexíveis e energia mais barata. A capacidade dos Estados Unidos de gerar gigawatts de nova eletricidade para IA definirá o limite de quanta demanda global pode ser atendida a partir do território americano.

Em última análise, o sucesso de qualquer acordo de IA também depende da aprovação do público americano. Os acordos com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos foram negociados às pressas e a portas fechadas. Esses acordos também foram negociados em um momento em que parentes de altos funcionários do governo americano enriqueceram-se com negócios imobiliários e de criptomoedas com países do Golfo. Se os americanos passarem a ver os acordos de IA como comprometidos, isso poderá prejudicar sua sustentabilidade e alimentar uma reação interna ainda maior contra a IA. As pessoas envolvidas nesse projeto, incluindo funcionários do governo Trump, monarcas do Golfo e magnatas do Vale do Silício, já estão polarizando a opinião pública americana. Os formuladores de políticas fariam bem em elaborar e implementar os acordos de IA com rigor e divulgar amplamente os detalhes para ampliar o apoio.

Existem outros obstáculos para o sucesso. Os países do Golfo terão que demonstrar que conseguem construir grandes centros de dados, oferecer preços competitivos em serviços de IA e encontrar demanda para as capacidades de IA que estão desenvolvendo. Eles precisam resistir às turbulências do mercado que podem desacelerar o atual ritmo acelerado de investimentos e construção em IA. Mas se Washington e as capitais do Golfo conseguirem concretizar uma colaboração em IA que corresponda às expectativas, isso poderá representar um ponto de virada na evolução dos países do Golfo, de petroestados a atores globais. Os Estados Unidos, por sua vez, poderiam recuperar decisivamente seu lugar como parceiro preferencial da região nas tecnologias definidoras da era.

06 janeiro 2026

8 DE JANEIRO: A fuga das autoridades



"Para uma nau sem rumo, todo vento é desfavorável"
Sêneca


    
De acordo com o que já foi divulgado pela imprensa e nas redes sociais, autoridades convidadas por Lula para o ato comemorativo do 8 de janeiro, o dia da infâmia segundo a ex-ministra do STF Rosa Weber, estão se negando a comparecer. Entre elas os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e David Alcolumbre respectivamente que já se pronunciaram neste sentido. O Palácio do Planalto também não confirmou a presença de quais ministros de Lula estarão presentes incluindo o comparecimento dos militares das FFAA.

    O governo Lula, cuja ilegitimidade se evidencia nas ruas, praças e em qualquer evento, sobrevive hoje pendurado num esforço persecutório de um Supremo Tribunal igualmente impopular. Para se manter vivo mantém-se apoiado num factóide denominado "combate à forças antidemocráticas", enquanto corroem, de fato, a democracia na República.

    Tal iniciativa é trauma psico-social da esquerda brasileira - fato presente em seus quadros.  O mantra do "golpismo" é mecanismo neurolinguístico, preso num ciclo transacional vicioso e repetitivo, que conduz a esquerda nacional inevitavelmente a atribuir a terceiros, seus constantes e episódicos fracassos.

    Triste, muito triste mesmo é ver o País navegar em direção aos rochedos... ignorando o farol da história.


        


26 novembro 2024

No relatório apresentado pela PF, não há evidências concretas de uma TENTATIVA de golpe

O relatório da Polícia Federal (PF), com 884 páginas, sobre a suposta tentativa de golpe de Estado foi divulgado nesta terça-feira (26). Segundo a PF, Bolsonaro fez o decreto que previa o golpe de Estado com apoio de núcleo jurídico da organização criminosa. Ainda, segundo a PF,  o ex-presidente planejou e teve “domínio” do suposto plano de golpe de Estado.

“Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que o então presidente da República planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um golpe de Estado e da abolição do Estado Democrático de Direito, fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade”, argumentou a PF.

Ainda segundo o relatório da PF, um grupo de militares, entre eles, um general da reserva, tramaram o assassinato do presidente Lula, do vice do petista, Geraldo Alckmin, e de Moraes. Teriam ainda cogitado envenenamento.

“Enquanto as medidas para ‘neutralizar’ Moraes estavam em andamento, o núcleo jurídico do grupo investigado finalizou o decreto que formalizaria a ruptura institucional, mediante a decretação de Estado de Defesa no Tribunal Superior Eleitoral e a instituição da Comissão de Regularidade Eleitoral”, observou a PF.

O assunto ganhou manchetes na imprensa. Leandro Ruschel selecionou uma delas e expressou sua análise sobre as 8 provas citadas na manchete. Confira a seguir:


"Fui conferir as 8 "provas" da suposta participação de Bolsonaro na "trama golpista" apresentadas no relatório final da PF, que indiciou o ex-presidente e mais 36 pessoas, segundo a militante de redação do Globo, Bela Megale:

1. Reunião de Bolsonaro e ministros em 2022, na qual o presidente questionou as urnas. De acordo com a PF, isso seria parte de "uma campanha de fake news sobre a lisura do processo eleitoral".

2. A representação do PL na Justiça Eleitoral após o segundo turno, questionando o resultado. (Ou seja, a PF interpreta uma ação judicial, prevista em lei, como elemento do "golpe".)

3. Carta ao Comandante do Exército assinada por 37 oficiais superiores da ativa. Segundo o Metrópoles, o documento expressava preocupação com "insegurança jurídica e instabilidade política e social no País", além de criticar a falta de imparcialidade da mídia. A PF alega que a carta teve anuência do ex-presidente.

4. A chamada "minuta do golpe".

5. Registros de entrada e saída do Palácio que supostamente indicariam que Bolsonaro tinha conhecimento da operação "Punhal Verde e Amarelo", que previa o assassinato de Moraes, Lula e Alckmin.

6. Reunião de Bolsonaro com comandantes militares para discutir a "minuta do golpe".

7. Bolsonaro estaria no Palácio enquanto o general Mário Fernandes imprimia um suposto "plano para o golpe".

8. Reunião com o general Estevam Theóphilo em 9 de dezembro, na qual o comandante teria se prontificado a "capitanear as tropas" caso Bolsonaro assinasse o "decreto do golpe".

Resumindo, se essas são realmente as "provas" apresentadas no relatório, não há evidências concretas de uma TENTATIVA de golpe. A lei brasileira não criminaliza atos preparatórios ou discussões isoladas, conforme apontam juristas.

Além disso, é amplamente sabido que Bolsonaro não considerava o processo eleitoral imparcial e buscou questioná-lo "dentro das quatro linhas". Sem sucesso, encerrou seu mandato.

O restante parece mais uma narrativa para justificar a repressão política promovida pelo sistema nos últimos anos contra a direita e a ascensão do descondenado à presidência."


16 abril 2024

"O 8 de Janeiro, os inocentes e a investigação visual"

Nesta segunda-feira, 15/04/2024, Paula Schmitt postou no X esse pequeno texto e a ele anexou um artigo por ela escrito, há pouco mais de um ano, em 19/01/2023, também transcrito mais adiante.

"O 8 de janeiro não foi uma tentativa de golpe -- ele foi uma psyop usada para instalar a ditadura do judiciário. Quem queria uma ditadura não eram os idosos de camiseta verde amarela, mas aqueles que iriam usá-los para a eliminação do direito e da lei."

Os fatos atuais corroboram essa última análise da Paula e eles reforçam o que disse, antes de Lula, José Dirceu: Não nos iludamos, disse o ex-guerrilheiro, isso não foi uma explosão popular.

Cada dia que se passa, os novos fatos, os novos acontecimentos fortalecem essa afirmação.

Os detalhes foram descritos há poucos dias, (10/04/2024), pelo jornalista Antonio Fernando Pinheiro Pedro, em seu artigo: "Somos todos cobaias do "golpe do golpe", cuja primeira parte está reproduzida abaixo:

O GOLPE DO "GOLPE"

O dia 8 de janeiro de 2023 revela ter sido uma grande farsa engendrada pelo próprio governo globalista de Lula e seu escritório jurídico - o STF, com o intuito de incriminar manifestantes em Brasília, reprimir a liberdade de expressão e criminalizar a mobilização popular no Brasil.


Várias coincidências comprovam essa falácia esquerdo-golpista, tais como:


1 - Viagem inesperada do Lula para Araraquara, alegando chuvas na cidade (ocorridas oito dias antes), contrariando a própria atitude, de não ter comparecido às demais tragédias, bem maiores, Brasil afora;


2 - Presença do Ministro da Justiça no Ministério da Justiça em pleno domingo. Inusual, visto que em função da natureza da viagem, o normal seria estar na comitiva do Lula;


3 - Sintomática redução do efetivo da Guarda Presidencial, no dia dos fatos;


4 - O não acionamento da Força Nacional, que estava em prontidão e em condições de agir - ou seja, parecia estar ali apenas para agir se algo realmente saísse do script;


5 - O incrível surgimento de um documento de intervenção no Distrito Federal, com o consequente afastamento do governador, feito em tempo recorde, com inúmeras firulas e filigranas jurídicas - dando a entender que já se encontrava previamente escrito;


6 - O rápido deslocamento na volta da comitiva de Araraquara para o DF, com a visita aos locais depredados;


7 - A concentração das medidas de responsabilização na figura da Polícia Militar do Distrito Federal pelos episódios, tendo seu Cmt Geral sido preso e o Secretário de Segurança processado, enquanto o chefe do GSI e o Cmt do Batalhão do Exército, responsáveis pela guarda presidencial, permaneceram ilesos;


8 - O sumiço dos vídeos incriminadores, vazados em um ou outro canto, mostrando ter sido a iniciativa do vandalismo cuidadosamente preparada por gente infiltrada; em ações desconectadas da multidão pacífica que ocupava a esplanada. 


O episódio "golpista" de 8 de janeiro... e os ensaios inquisitoriais sobre a "minuta do golpe" - a história revela a cada dia e o tempo torna cristalino, se resumem a um mero "gatilho", armado para justificar as medidas ditatoriais e a censura que agora se abatem no ambiente político e social do Brasil. Medidas que já levaram à morte de inocentes injustamente presos, à prisão de lideranças por suspeitas erigidas em silogismos, à perseguição de parlamentares e uso da persecução sistemática contra opositores - ou seja... à caracterização de uma ditadura totalitária em curso, sob o malho de um judiciário "engajado" e de um governo notoriamente predador.


O que assistimos hoje é, de fato, um golpe de estado, tutelado e protagonizado pela jusburocracia instalada em Brasília.

Mais trechos do artigo do Pinheiro Pedro: 

 [ ... ] O Golpe de Estado em curso adota uma arquitetura interessante, urdida pelo corpo das carreiras jurídicas e pelo esquema de jornalismo, aparelhados pela esquerda: 

1- O meio de subversão da Ordem se desloca para a sede de um poder isento de controle popular: o STF. Assim, o judiciário deixa de produzir jurisprudência para agir com jurisproselitismo, rompendo a ordem legal;


2- O STF usurpa o papel do Ministério Público - com anuência servil da liderança engajada deste, e destaca um ou dois membros para assumirem o domínio do aparato policial, transformando a polícia federal em uma espécie de "gestapo". A partir daí, inicia um processo violento de supressão da ordem democrática, cassando prerrogativas do Parlamento e impondo censura e repressão sobre opositores da ditadura, meios de comunicação, instituições civis e empresariado. Por outro lado, implementa a "revisão do passado", descondenando todo o aparato criminoso que bancava financeiramente a estrutura corrupta do lulopetismo.


3- Liberado do ônus de "reprimir" cidadãos e "rasgar" a ordem legal (terceirizados para o judiciário), o governo Lule trata de ampliar a cooptação das chefias do Poder Legislativo, visando destruir os marcos legais e constitucionais que impedem a consolidação do regime ditatorial, bem como passa a impor mudança radical nos marcos legais e meios administrativos que protegem a vida de nascituros, a moral e os costumes, a unidade familiar, o livre-mercado, a educação e a contratação pública. 


Essa máquina disruptiva trabalha hoje de forma híbrida e acelerada, enganando os desavisados e destruindo o Estado de Direito.


Em resumo, os dias vão passando e revelando/confirmando a existência de uma psyop para instalar uma ditadura no Brasil.  

Por quanto tempo a maioria dos brasileiros manterá seu espírito democrático, tendo em vista que o processo de sua erosão está em curso e vem se acelerando? É o que uma considerável parcela da população brasileira vem se questionando.

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O 8 de Janeiro, os inocentes e a investigação visual 

No calor dos eventos, é prudente especular e irresponsável afirmar

Paula Schmitt 19.jan.2023 (quinta-feira) - 5h52 atualizado: 19.jan.2023 (quinta-feira) - 5h58 

Em encontro com jornalistas na semana passada, o presidente Lula disse que policiais militares facilitaram a invasão que aconteceu no último dia 8, na Esplanada em Brasília. 

“Teve muita gente conivente. Muita gente da Polícia Militar conivente. Teve muita gente das Forças Armadas aqui dentro conivente. Estou convencido que a porta do Palácio do Planalto foi aberta para que gente entrasse, porque não tem porta quebrada. Significa que alguém facilitou a entrada.”

Eu concordo com Lula, em certa medida. Estou longe de poder dizer quem está por trás do que aconteceu, mas tudo indica que a baderna em Brasília não foi espontânea, muito menos “popular”. Os atos de depredação, vandalismo e destruição do patrimônio público provavelmente foram planejados – e quem os planejou não foi nenhuma das mais de 1.000 pessoas presas em massa, sem flagrante, idosos, mulheres e crianças detidos numa das cenas mais deprimentes e tirânicas que eu já vi em uma democracia.

Antes de Lula, no dia seguinte às invasões, José Dirceu deu uma entrevista ao programa Opera Mundi e levantou suspeitas semelhantes. Mas Dirceu incluiu outros agentes na suposta arapuca:

 “Tudo indica que a polícia legislativa colaborou, que a polícia militar colaborou, e que houve uma desídia, omissão ou no mínimo um erro grave de parte dos organismos responsáveis pela segurança do Distrito Federal, tanto o Ministério da Justiça como o governo do estado”. Vou repetir: José Dirceu lançou suspeita sobre a atuação do Ministério da Justiça. “Não nos iludamos”, disse o ex-guerrilheiro, “isso não foi uma explosão popular”.

Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa e ex-ministro extraordinário da Segurança Pública no governo de Michel Temer, fez outra consideração importante em entrevista a William Waack na CNN. Segundo Jungmann, o comando militar do Planalto “mantém um pelotão 24 horas no subsolo do Palácio do Planalto”, composto “de 35 homens, aproximadamente”. Esse comando, de acordo com o ex-ministro, é responsável “pelo Alvorada, Planalto e Jaburu”, e estaria sob a autoridade maior do GSI, o Gabinete de Segurança Institucional.

No calor dos eventos, enquanto a neblina esconde os titereiros movimentando as marionetes, é prudente especular, e irresponsável afirmar. Mas a imprensa panfletária não perdeu tempo em passar vergonha. Enquanto o presidente da República, o ex- revolucionário José Dirceu e um ex-ministro de outro governo levantam a suspeita bastante razoável de que houve manipulação nos protestos, a imprensa ativista, formada por jornalecos dignos da pior assessoria de imprensa e da agitação política mais tosca como o Estadinho e os jornais do grupo Globo, não hesitaram em chamar os presos em massa, sem flagrante ou qualquer evidência, de “terroristas”.

Como conta o Drive, a newsletter paga, exclusiva para assinantes, produzida pela equipe do Poder360 e distribuída 3 vezes ao dia, “‘Terroristas” é como todos são chamados, mesmo que a maioria dos 1.395 presos pelo 8 de Janeiro não tenha depredado nada. [...] Esse tipo de ‘parlance’ foi adotado ‘con gusto’ por parte da mídia. É assim que todas as plataformas do Grupo Globo se referem a quem esteve no gramado da Esplanada dos Ministérios no 8 de Janeiro”.

O grupo Globo provavelmente não tinha sido brifado ainda, porque até o presidente Lula, em uma fala incomumente conciliatória, quase estadista, tentou desassociar os eventos de 8 de Janeiro da maioria da direita e até dos eleitores de Bolsonaro.

Em momentos como este, onde vemos as cenas do filme sem conhecer o diretor, uma das maneiras de tentar entender o que está acontecendo é fazer a velha e certeira pergunta cui bono, ou quem se beneficia. Esta é a heurística mais necessária e simples na identificação da causa de um ato: entender seus resultados. Essa engenharia reversa dos fatos nos permite descobrir quem poderia ter interesse nas consequências do que aconteceu no dia 8. O 1o problema, contudo, é que as consequências do dia 8 ainda são desconhecidas, e os interesses, diversos.

Consigo listar aqui rapidamente alguns possíveis efeitos –ou objetivos– dos eventos do dia 8: aumento da tirania e censura com o suposto intuito de “combater o terrorismo”, enfraquecimento das Forças Armadas, ou mudança dramática em estrutura e comandos militares; detonação de inimigos políticos e atores supostamente omissos ou coniventes com os atos de vandalismo; interferência estrangeira; criação de uma já temida guarda nacional; aumento da perseguição de inimigos políticos; demonização da direita; enfraquecimento e desmoralização do novo governo.

Quem não passou os últimos meses em Marte deve ter ouvido falar de uma teoria que, insolitamente, é compartilhada tanto por gente na esquerda como na direita. Segundo essa hipótese, a chapa Lula-Alckmin teria sido formada como uma união do Coiote com o Papa-léguas, uma aliança de ocasião em que um aliado só está esperando a dupla chegar ao poder para empurrar o outro do precipício.

Analisando-se o passado de ambos os personagens, a teoria não é absurda. Absurdo, num mundo menos do avesso, seria um presidente ter como vice alguém que seu partido acusou de “ladrão de merenda”, e um vice que se sujeita a ser subalterno de alguém que ele afirmou querer voltar “à cena do crime”. Mas existe também um 3o possível interessado em derrubar os 2, e desestabilizar o governo que se forma: Bolsonaro, e seus eventuais apoiadores no Exército.

Uma das cenas mais patéticas dos eventos do dia 8 foi mostrada com exclusividade pelo emissário oficial do patetismo, o programa Fantástico, da rede Globo. Segundo o já mencionado Drive, “o programa ‘Fantástico’ teve o privilégio de receber as imagens de câmeras de segurança do Palácio do Planalto, apesar de serem documento público que deveria ter sido oferecido de maneira aberta a quem tivesse interesse. A ‘Globo’ retribui a deferência. Ontem, domingo, o tom chapa-branca do Fantástico estava presente numa reportagem de 15 minutos a favor do governo Lula”.

A Globo é aquele grupo empresarial que recebeu nada menos que R$ 10,2 bilhões em publicidade federal de 2000 a 2016, uma assessoria de imprensa extremamente cara, paga por todos nós. Durante o governo Bolsonaro, esse valor foi reduzido a uma fração do original, e por isso os serviços foram cancelados.

Voltando à câmera de segurança, no vídeo um homem aparece destruindo um relógio antigo, derrubando uma mesa, dando um rolezinho. Só depois que já se expôs o suficiente, o vândalo decide pegar um extintor de incêndio com o suposto intuito de destruir a câmera –algo que ele não consegue, mas que serve convenientemente para deixar explícito que ele ama Bolsonaro, e sobre isso não é possível ter dúvida porque é a imagem do mito que está na sua camiseta. Como diz a pessoa do tweet acima, exibindo a inteligência de um kinder ovo: “Não foi infiltrado. O homem que quebrou o relógio do século 17 dado pela Corte Francesa ao Dom Joao VI usava uma camiseta do Bolsonaro”.

Que o mundo emburreceu rápido demais já é sabido, e aqui está o Estadinho para confirmar: segundo a “chefe do Estadão em BSB”, o jornal fez uma incrível “investigação visual” e conseguiu a façanha que só gente abençoada com o raro milagre da visão teria conseguido: eles cruzaram falas de Bolsonaro com faixas e frases usadas na manifestação do dia 8 e provaram “por a + b que o golpe teve a mentoria de Bolsonaro”.

Não me dirijo a pessoas com esse intelecto porque obviamente eu não seria entendida por elas –a mesma razão pela qual eu não falo com plantas. Mas para quem tem os outros 4 sentidos intactos, e conexões cerebrais que vão além do nervo óptico, vai aqui uma informação importante: ataques de falsa bandeira têm como característica principal o uso de sinais que fazem o ataque ser atribuído a um inimigo. Daí o nome “falsa bandeira”. Em outras palavras, se eu quero botar a culpa em Bolsonaro, não seria inteligente da minha parte destruir patrimônio em frente a uma câmera vestindo minha camiseta do Snoop Dog fumando um baseado.

Mas é daí que entra o problema com análises de crimes de falsa bandeira –eles são planejados de acordo com a inteligência da audiência. Já contei aqui que, no Oriente Médio, em geral, todo jornalista é passível da suspeita de ser espião israelense. Eu passei alguns sufocos por isso, mas fui inocentada por tabela pelo maior inimigo de Israel, o Hezbollah. Pois bem, quando eu publiquei um livro sobre espionagem para uma editora no Reino Unido, eu imaginei que muitos iriam finalmente entender que eu não era espiã. Mas uma amiga que pensa um pouco além veio me congratular: “Bravo”, ela disse. “Qual a melhor maneira de esconder que você é espiã do que escrevendo um livro sobre espionagem?”

Esse tipo de cálculo é infinito, como o “Spy vs Spy” da revista Mad subindo uma escada de Escher. Podemos aplicar esse mesmo exercício ao ataque do relógio mostrado pelo Fantástico. Para pessoas com um QI super baixo, uma camiseta do Bolsonaro é prova irrefutável de que o culpado é bolsonarista. Mas para alguém com um QI um pouco acima, um detalhe crucial faz com que aquela cena seja completamente implausível: a calça caída com a cueca completamente à mostra. Sabe quando aquele tipo de vestimenta pode ser encontrado numa manifestação de direita pró-Bolsonaro? Com a mesma frequência que se encontra bom jornalismo nos jornais da velha imprensa brasileira. Dito isso, se o QI da audiência for um pouco mais alto, pode-se ir além, e o raciocínio mais razoável seria o seguinte: aquele ataque foi feito para fazer as pessoas pensarem que era um falso ataque de falsa bandeira.



08 janeiro 2022

ARIANISMO PANDÊMICO

Hoje, agora há pouco, leio nas redes sociais da Dra. Roberta Lacerda, médica infectologista, o que segue:

"Desde março/20 percebi um movimento muito estranho no modo como essa Pandemia estava sendo “transmitida” em tempo real. Resolvi fechar meus olhos e ouvidos apenas para aquilo que eu via a beira do leito e discutia com vários colegas - das mais diferentes visões - para tirar minhas próprias conclusões. Ao receber as informações internacionais e ver como o conteúdo e a censura e cancelamento eram os mesmos, só mudava o CEP entendi que vivíamos, além da Pademia, um experimento de controle social q gerou essa Ditadura Sanitária ou “Arianismo Pandêmico” dos mandatos vacinais - mais por força de lei que por razões científicas."

Logo me lembrei do artigo escrito por Fábio Galão: ¨A China está escondendo os verdadeiros números de mortes de Covid-19¨.

Nele, Galão revela que na China, o país mais populoso do mundo e onde surgiu a Covid-19, apenas 4.636 pessoas morreram da doença; para efeito de comparação, o Paraná acumula 40.667 mortes desde o início da pandemia.

Destas 4.636 mortes, 4.632 ocorreram até abril de 2020. Desde então, apenas mais quatro óbitos foram registrados, metade deles em 2021 inteiro. 

Em artigo publicado no fim de semana passado no site da revista Forbes, o pesquisador George Calhoun, do Instituto de Tecnologia Stevens, dos Estados Unidos, apontou que o índice de mortes por Covid-19 na China a cada 100 mil habitantes é “uma impossibilidade estatística, médica, biológica, política e econômica”.

Situações de subnotificação são comuns em momentos de epidemias e pandemias, e mesmo nos Estados Unidos, a revista The Economist estimou que 30% das mortes por Covid-19 não entram nas estatísticas. E que na China o verdadeiro número de mortes pelo coronavírus no país estaria em torno de 1,7 milhão, mais que o dobro dos EUA. Política de Estado?

A China alega que seus inacreditáveis índices durante a pandemia são resultado da sua política agressiva de Covid zero, que impõe severos lockdowns quando são verificados surtos da doença. O mais recente foi aplicado na cidade de Xian e é o maior desde o ocorrido em Wuhan no início de 2020: desde dezembro, mais de 13 milhões de pessoas estão confinadas em suas casas e há relatos de falta de comida e outros itens de primeira necessidade.

Centro de testagem em Xian, cidade onde mais de 13 milhões
 de pessoas estão confinadas em suas casas devido a um surto de Covid-19
Foto: EFE/EPA/STRINGER

A ditadura chinesa aponta que essa política fez com que 97% das mortes por Covid-19 na China ficassem restritas a Hubei, província da qual Wuhan é capital.

Porém, um artigo de 2020, da revista Nature, já colocava em xeque o argumento da eficácia do isolamento de Wuhan, ao sugerir que, quando teve início o bloqueio da cidade, em 23 de janeiro daquele ano, a doença já se disseminava pelo país, devido à movimentação tradicional que ocorre na época do Ano Novo Chinês.

“Parece claro que, por volta de abril de 2020, Pequim decidiu parar de relatar a maioria das estatísticas relacionadas à Covid. A destruição, alteração ou supressão desses dados vitais é um problema não apenas para a China e seus cidadãos, mas para todo o mundo. Isso distorce nossa compreensão da Covid e da melhor maneira de responder a ela. Alimenta ansiedades geopolíticas. Acarreta graves consequências econômicas que só agora começam a aparecer”, lamentou o pesquisador George Calhoun.

Turismo viral

Ano Novo Chinês, conhecido como período Chunyun, dura cerca de 40 dias – apenas em 2019, foram quase 3 bilhões de viagens individuais, das quais 144 milhões para o exterior, ou 12 milhões/mês. Em 2020, esse período durou de 10 de janeiro a 18 de fevereiro, coincidindo com a fase inicial da pandemia. Isso é mais do que suficiente para contaminar todo o planeta. 

Pois bem, nos dois meses que se seguiram ao primeiro anuncio da doença, a ditadura chinesa se manteve em silêncio sem impor os seus severos lockdowns e permitiu que, pelo menos, 24 milhões de chineses circulassem pelo globo terrestre levando o vírus a cada grotão do planeta. 

Política de Estado? Terá propositadamente sido um experimento de controle social tendo como um de seus subprodutos a geração dessa Ditadura Sanitária ou “Arianismo Pandêmico” dos mandatos vacinais - mais por força de lei que por razões científicas, como afirmou a Dra. Roberta Lacerda?