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23 dezembro 2024

Polícia Federal é uma Gestapo em gestação no consórcio Lula-STF


J.R. GUZZO   Gazeta do Povo 23/12/24 

É claro que, mais cedo ou mais tarde, o regime Lula-STF iria montar a sua própria polícia política para reprimir adversários, desafetos e gente que incomoda o governo. Não existe até hoje, na experiência humana, nenhum regime de esquerda que não tenha se tornado uma ditadura, e não existe nenhuma ditadura que não tenha a polícia como ferramenta vital para manter-se de pé. Não poderia ser diferente no Brasil, e não está sendo – a Polícia Federal, hoje, está cada vez mais próxima de se tornar para o Supremo e seus sócios no governo Lula o que o DOPS foi para a ditadura militar de 1964. É claro que o regime Lula-STF não chegou, como ditadura em construção, ao nível técnico de seus mestres. Ainda falta, por exemplo, a censura na imprensa – por enquanto seu ataque se concentra nas redes sociais, que é área que realmente os preocupa. Não há a tortura oficializada, nem a pena de morte, nem campo de concentração. O Congresso continua aberto, e há discursos de senadores e deputados – feitos sob o risco de perseguição policial, censura e cassação. Mas o DOPS do Supremo, que opera sobretudo sob a direção do ministro Alexandre de Moraes – e agora Flávio Dino – já está em fase de treinamento avançado. A Gestapo em gestação no regime é a Polícia Federal, e o seu uso como polícia política é 100% ilegal – uma das top ten das ilegalidades do consórcio Lula-STF, com certeza. No momento, uma das atividades fundamentais da PF é executar planos criados pelos chefes, em vez de fazer investigações: ou seja, já recebem ordens de cima mandando que os inquéritos descubram isso, mais isso e mais aquilo, e têm de usar a sua criatividade para entregar o que a chefia está querendo. Nada poderia demonstrar esse fato de maneira mais óbvia do que o inquérito universal do Golpe dos Estilingues – fantasia inventada no STF e na mídia para eliminar rivais políticos. Essa aventura já começa a ser exposta na imprensa internacional. A última manifestação foi uma contundente reportagem do Wall Street Journal, que acaba de ser publicada, levantando a possibilidade de ações clandestinas da PF nos Estados Unidos para incriminar falsamente o ex-assessor presidencial Filipe Martins. Tais ações, por envolverem o Departamento de Imigração dos Estados Unidos, podem vir a ser investigadas pelo “czar” da imigração americana no futuro governo de Donald Trump – um dos mais radicais colaboradores do novo presidente. No seu último espasmo de polícia secreta de ditadura, a Polícia Federal se submeteu a um papel particularmente estúpido: “investigar”, a pedido do governo de Lula, os “responsáveis” pelas recentes altas do dólar, incluindo autores de memes. O culpado número 1 pela disparada do dólar para acima dos R$ 6 é o próprio presidente Lula; precisa dizer mais alguma coisa? Antes disso e, também num de seus piores momentos, a PF se atirou contra o deputado Marcel van Hattem, um dos mais combativos da oposição. A degeneração, aqui, é especialmente ofensiva. A polícia quer punir Marcel e mais um colega deputado por discursos feitos na tribuna da Câmara – um insulto grosseiro à Constituição Federal, que determina imunidade por quaisquer palavras dos parlamentares. O discurso de Marcel van Hattem se referia justamente ao perigoso caso de Filipe Martins – mas não é ele, o deputado, quem pode ser investigado, e investigado na duríssima Justiça americana, por falsificação de documento oficial. Ditaduras, ou projetos de ditadura, dão nisso: começam a tirar a roupa, vão sendo obrigados a tirar cada vez mais e, no fim, acabam em pelo.

26 novembro 2024

No relatório apresentado pela PF, não há evidências concretas de uma TENTATIVA de golpe

O relatório da Polícia Federal (PF), com 884 páginas, sobre a suposta tentativa de golpe de Estado foi divulgado nesta terça-feira (26). Segundo a PF, Bolsonaro fez o decreto que previa o golpe de Estado com apoio de núcleo jurídico da organização criminosa. Ainda, segundo a PF,  o ex-presidente planejou e teve “domínio” do suposto plano de golpe de Estado.

“Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que o então presidente da República planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um golpe de Estado e da abolição do Estado Democrático de Direito, fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade”, argumentou a PF.

Ainda segundo o relatório da PF, um grupo de militares, entre eles, um general da reserva, tramaram o assassinato do presidente Lula, do vice do petista, Geraldo Alckmin, e de Moraes. Teriam ainda cogitado envenenamento.

“Enquanto as medidas para ‘neutralizar’ Moraes estavam em andamento, o núcleo jurídico do grupo investigado finalizou o decreto que formalizaria a ruptura institucional, mediante a decretação de Estado de Defesa no Tribunal Superior Eleitoral e a instituição da Comissão de Regularidade Eleitoral”, observou a PF.

O assunto ganhou manchetes na imprensa. Leandro Ruschel selecionou uma delas e expressou sua análise sobre as 8 provas citadas na manchete. Confira a seguir:


"Fui conferir as 8 "provas" da suposta participação de Bolsonaro na "trama golpista" apresentadas no relatório final da PF, que indiciou o ex-presidente e mais 36 pessoas, segundo a militante de redação do Globo, Bela Megale:

1. Reunião de Bolsonaro e ministros em 2022, na qual o presidente questionou as urnas. De acordo com a PF, isso seria parte de "uma campanha de fake news sobre a lisura do processo eleitoral".

2. A representação do PL na Justiça Eleitoral após o segundo turno, questionando o resultado. (Ou seja, a PF interpreta uma ação judicial, prevista em lei, como elemento do "golpe".)

3. Carta ao Comandante do Exército assinada por 37 oficiais superiores da ativa. Segundo o Metrópoles, o documento expressava preocupação com "insegurança jurídica e instabilidade política e social no País", além de criticar a falta de imparcialidade da mídia. A PF alega que a carta teve anuência do ex-presidente.

4. A chamada "minuta do golpe".

5. Registros de entrada e saída do Palácio que supostamente indicariam que Bolsonaro tinha conhecimento da operação "Punhal Verde e Amarelo", que previa o assassinato de Moraes, Lula e Alckmin.

6. Reunião de Bolsonaro com comandantes militares para discutir a "minuta do golpe".

7. Bolsonaro estaria no Palácio enquanto o general Mário Fernandes imprimia um suposto "plano para o golpe".

8. Reunião com o general Estevam Theóphilo em 9 de dezembro, na qual o comandante teria se prontificado a "capitanear as tropas" caso Bolsonaro assinasse o "decreto do golpe".

Resumindo, se essas são realmente as "provas" apresentadas no relatório, não há evidências concretas de uma TENTATIVA de golpe. A lei brasileira não criminaliza atos preparatórios ou discussões isoladas, conforme apontam juristas.

Além disso, é amplamente sabido que Bolsonaro não considerava o processo eleitoral imparcial e buscou questioná-lo "dentro das quatro linhas". Sem sucesso, encerrou seu mandato.

O restante parece mais uma narrativa para justificar a repressão política promovida pelo sistema nos últimos anos contra a direita e a ascensão do descondenado à presidência."


24 novembro 2024

O fantasma de Stálin e o inacreditável caso de Filipe Martins

Em mais um brilhante artigo na Gazeta do Povo, Paulo Briguet expôs o que não é segredo para mais ninguém no Brasil ou no Mundo, referindo-se ao indiciamento de Jair Bolsonaro e de mais 36 pessoas pela Stasi(1) alexandrina.

"Esse indiciamento teratológico nada mais é do que a continuidade e a consumação do golpe que as elites políticas deram no povo brasileiro a partir da descondenação de Lula, levando-o da cadeia para a cadeira presidencial."

É preciso, portanto, sempre estar se relembrando que o golpe aplicado no Brasil não foi por acaso. Este sim, foi precedido de planejamento, organização e as decisões sobre as devidas atribuições, cuja execução já teve, pelo menos, três episódios de destaque: a descondenação de Lula, sua eleição para o Planalto e o 8 de janeiro de 2023.

Para ilustrar seu artigo no caso do indiciamento de Filipe Martins, Briguet utiliza um fato que ocorreu em 1936, no auge dos Processos de Moscou — julgamentos farsescos a partir dos quais milhões de vidas foram destruídas na União Soviética —, o ditador Josef Stálin ficou furioso quando descobriram que uma suposta reunião secreta para tramar o assassinato de autoridades comunistas havia ocorrido no Hotel Bristol, na Dinamarca. O único problema, logo notado pelos que acompanhavam os julgamentos, era que o tal hotel havia sido demolido 19 anos antes. Diante da falha de narrativa, Stálin bradou:

— Para que diabos vocês precisam do hotel? Deveriam ter dito estação ferroviária. A estação está sempre lá!

Como se sabe, e usando as palavras do Briguet, "a Stasi do Imperador Calvo agora resolveu mudar a sua versão sobre Filipe Martins. Doravante, ele será acusado de ter “simulado sua viagem aos EUA para se esconder da polícia”.

(1) Stasiorganização de polícia secreta e inteligência da República Democrática Alemã (RDA).

Boa leitura.

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O fantasma de Stálin e o inacreditável caso de Filipe Martins

Por Paulo Briguet 24/11/2024 08:00 

Alexandre de Moraes revogou a prisão preventiva de Filipe Martins, 
preso em 8 de fevereiro de 2024, durante a deflagração da Operação Tempus Veritatis.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil; Arthur Max/MRE

“Ou se prende os comunistas pelos crimes que eles cometeram, ou eles, fortalecidos, irão nos prender por crimes que não cometemos.” (Olavo de Carvalho)

Em 1936, no auge dos Processos de Moscou — julgamentos farsescos a partir dos quais milhões de vidas foram destruídas na União Soviética —, o ditador Josef Stálin ficou furioso quando descobriram que uma suposta reunião secreta para tramar o assassinato de autoridades comunistas havia ocorrido no Hotel Bristol, na Dinamarca. O único problema, logo notado pelos que acompanhavam os julgamentos, era que o tal hotel havia sido demolido 19 anos antes. Diante da falha de narrativa, Stálin bradou:


— Para que diabos vocês precisam do hotel? Deveriam ter dito estação ferroviária. A estação está sempre lá!

Lembrei-me desse episódio quando vi o nome de Filipe Martins entre os indiciados por “atentado violento ao Estado Democrático de Direito”.

Como todos sabem, o ex-assessor internacional da Presidência esteve preso por seis meses sob acusação de fazer uma viagem internacional que ele não fez e que, se tivesse feito, não seria crime. 

Depois de inúmeras provas de que estivera no Brasil todo o tempo, Filipe foi finalmente libertado no último mês de agosto. Libertado, em termos: mesmo não tendo cometido crime algum, ele continua sendo tratado como um bandido perigoso e encontra-se limitado por uma série de restrições absurdas, como a de usar tornozeleira eletrônica, ser impedido de trabalhar e precisar comparecer semanalmente ao Fórum de sua cidade.

Assim como quem diz bom-dia, a Stasi do Imperador Calvo agora resolveu mudar a sua versão sobre Filipe Martins. Doravante, ele será acusado de ter “simulado sua viagem aos EUA para se esconder da polícia”.

Não por acaso, Olavo de Carvalho dizia que os Processos de Moscou representam a forma mentis da esquerda contemporânea.

O problema, no caso de Filipe Martins, é que a estação ferroviária também não existe. O documento I-94 da Customs and Border Protection (agência do Departamento de Segurança Interna dos EUA) informando sobre a suposta de entrada do ex-assessor presidencial em Orlando, no dia 30 de dezembro de 2022, foi emitido com a grafia errada do nome do passageiro (Felipe, em vez de Filipe) e utiliza o número de um passaporte que fora perdido ou roubado em 2021, e cuja perda fora comunicada às autoridades brasileiras pelo próprio Filipe.

Se alguém quisesse levar a sério essa história pessimamente roteirizada, precisaria ignorar o fato de que Filipe Martins realizou, já no dia 31 de dezembro de 2022, um voo comercial para Curitiba e “escondeu-se” na casa dos pais de sua esposa, de onde fez tudo aquilo que um fugitivo da polícia não pode fazer sob pena de ser imediatamente localizado: abriu conta bancária, usou o mesmo celular que usava antes, andou de Uber e pediu iFood.

Ao acusá-lo de “simular” a viagem para os EUA, a Stasi alexandrina acaba por dar um tiro no pé: agora, as autoridades americanas vão querer descobrir quem foi o responsável por forjar esse falso I-94 com o passaporte roubado de Filipe. A pessoa que fez isso, sem nenhuma dúvida, merece ir para o xilindró por muitos anos.

É como disse em seu perfil no X a jornalista americana Mary Anastasia O’Grady, colunista do Wall Street Journal:

“Quem foi o agente da Alfândega e da patrulha de fronteira em Orlando que fez isso acontecer — e com um passaporte perdido ou roubado em 2021, cujo roubo fora registrado pelo próprio Filipe?”

Na mesma linha lógica, o empresário Otávio Fakhoury questionou:

“Como poderia Filipe Martins querer simular sua saída do Brasil para se esconder da PF se no mesmo dia 31 de dezembro ele pegou um voo comercial de Brasília para o Paraná e manteve seu fone o tempo todo ligado e rastreável? Desde quando alguém que deseja sumir do mapa fica aí pegando voos comerciais, andando de Uber e pedindo iFood?”

O caso de Filipe Martins me fez lembrar um conto de Philip K. Dick, depois adaptado para o cinema por Steven Spielberg: Minority Report. Nessa pequena obra-prima, o gênio da ficção científica narra a história de um policial que trabalha no Departamento de Pré-Crimes em uma sociedade do futuro.

Na época em que o policial vivia, os crimes foram totalmente erradicados graças a três seres mutantes — chamados precogs — cujos sonhos preveem a ocorrência de crimes antes que eles sejam consumados. O resultado é que milhares de pessoas estão presas por “pré-crimes” — ou seja, delitos que elas poderiam ter cometido (enfatize-se o uso do verbo no futuro do pretérito). Mas não cometeram.

O espírito de Minority Report baixou na Stasi alexandrina — embora os roteiristas brasileiros não tenham um milésimo do talento de Philip K. Dick. O que se vê no indiciamento de Bolsonaro e mais 36 pessoas é a criminalização do pensamento, da cogitação e da preparação de um golpe que jamais existiu — quando, no ordenamento jurídico brasileiro, essas fases do iter criminis não constituem crime e não podem ser punidas.

Não existe — muito ao contrário do que supõe o governador Tarcísio — a mínima possibilidade de que se realize uma investigação e um julgamento justo com base nesses alicerces podres. 

Esse indiciamento teratológico nada mais é do que a continuidade e a consumação do golpe que as elites políticas deram no povo brasileiro a partir da descondenação de Lula, levando-o da cadeia para a cadeira presidencial.

É necessário, para o atual regime, criar uma narrativa para substituir essa realidade. 

Para tanto, os donos do poder precisam criminalizar toda a verdadeira oposição — ou, em outras palavras, destruir a direita conservadora. Aqui, como na Rússia de Stálin, qualquer crítica sobre as políticas ou o caráter do regime automaticamente será considerada “terrorismo” e “conspiração para assassinato”. 

No entanto, a verdade resistirá a todos esses golpes — e será revelada. Em Minority Report, existe um problema convenientemente ignorado pelas autoridades: os três precogs algumas vezes divergem nas suas previsões de crimes.

No filme de Spielberg, um chefe de polícia corrupto e assassino se aproveita dessas brechas para ocultar os próprios crimes. É exatamente o que o regime PT-STF está fazendo hoje: usando a narrativa do golpe falso para encobrir o golpe real. Outra vez a vida imita a ficção. Mas, no fundo, isso é uma boa notícia — pois, na vida e na arte, a vitória final pertence à Verdade.

Entre os indiciados por “abolição violenta ao Estado Democrático de Direito”, está o Padre José Eduardo de Oliveira, sobre quem já falei numa coluna anterior. Para encerrar esta crônica, nada melhor do que reproduzir o que ele acaba de dizer em suas redes sociais:

“Se você se sente insatisfeito, humilhado, é aí que você dá mais frutos. Aprenda a glorificar a Deus nessa situação, porque é a glória dEle que importa, não a nossa. Nós não podemos buscar a nós mesmos, nós temos que buscar a Deus e esperar com calma os momentos de Deus. Isso é grandioso. Às vezes nós ficamos tão contrariados porque as pessoas fecham a porta na nossa cara, porque talvez nos desprezem ou por algum motivo nos excluem, mas tudo isso está calculado pela providência divina para produzir uma grande eficácia sobrenatural. ‘Não é pela força nem pela violência, mas pelo meu Santo Espírito’, diz o Senhor através do profeta Zacarias”.

23 novembro 2024

O senador Gal Hamilton Mourão convoca a sociedade brasileira para se unir e lutar contra os desmandos judiciários que o STF vem cometendo contra a democracia brasileira

 Neste final de semana Silvio Navarro escreveu na matéria de capa da Oeste que eles - o consórcio - o presidente Lula e os ministros do STF não querem que a paz reine na sociedade brasileira.

Para fomentar a guerra, cortinas de fumaça se formam em Brasília e inundam as manchetes da velha imprensa.

Os roteiros contam com a parceria da Polícia Federal para prender supostos envolvidos e apreender dezenas de celulares e computadores. Depois, surgem acusações de que essas pessoas preparavam uma trama cinematográfica, com envenenamento, sequestro, explosões e enforcamento de autoridades em praça pública — o que tampouco aconteceu. 

Silvio também assinala que depois de dois anos, não foi encontrada uma prova de que Jair Bolsonaro estava por trás de uma conspiração para seguir no poder. 

É a primeira vez desde a redemocratização que um presidente eleito enfrenta uma situação desse tipo. 

Seguem as transcrições das falas recentes dos ministros sobre o homem que se suicidou com fogos de artifício em frente ao Supremo. 

1. “É um contexto que se iniciou lá atrás, quando o famoso ‘gabinete do ódio’ começou a destilar discurso de ódio contra as instituições, contra o STF principalmente, contra a autonomia do Judiciário e contra os ministros e familiares de cada um.” (Alexandre de Moraes)

2. “Muito embora o extremismo e a intolerância tenham atingido o paroxismo em 8 de janeiro de 2023, a ideologia rasteira que inspirou a tentativa de golpe de Estado não surgiu subitamente (...) O discurso de ódio, o fanatismo político e a indústria de desinformação foram largamente estimulados pelo governo anterior.” (Gilmar Mendes)

3. “Algumas pessoas foram da indignação à pena, procurando naturalizar o absurdo. Não veem que dão um incentivo para que o mesmo tipo de comportamento ocorra outras vezes. Querem perdoar sem antes sequer condenar.” (Luís Roberto Barroso)

4. “O ataque não é ao edifício do STF. O ataque é contra a legalidade, contra a Constituição. Ontem, um cidadão disse: ‘Minha solidariedade, eu sou de direita’. Eu disse: ‘E daí? O senhor tem mão esquerda e perna esquerda, o senhor é algo a mais do que uma posição política partidária’.” (Flávio Dino)

No mesmo dia, Jair Bolsonaro deu declarações completamente opostas e usou a palavra “pacificação” depois da tragédia. Ele escreveu no X:

“As instituições têm papel fundamental na construção desse diálogo e desse ambiente de união. Por isso, apelo a todas as correntes políticas e aos líderes das instituições nacionais para que, neste momento de tragédia, deem os passos necessários para avançar na pacificação nacional. Quem vai ganhar com isso não será um ou outro partido, líder ou facção política. Vai ser o Brasil". 

Sobre o mesmo tema, o senador Gal Hamilton Mourão, direto da tribuna do Senado, convocou a sociedade brasileira para se unir e lutar contra os desmandos judiciários que o STF vem cometendo contra a democracia brasileira. Confira neste vídeo.





22 novembro 2024

'Kids Pretos' e Golpe: PF usa especulações para acusar plano contra Moraes

Conforme anunciado pelo próprio David Ágape, jornalista investigativo, agora há pouco foi publicada sua análise detalhada sobre a investigação da Polícia Federal envolvendo os "Kids Pretos" e a tentativa de Golpe de Estado, com detalhes que parecem ter passados despercebidos durante a investigação. Entre eles, Ágape destaca:

"A investigação ocorre no âmbito do Inquérito das Milícias Digitais (INQ 4874), instaurado por Alexandre de Moraes como um desdobramento dos Inquéritos das Fake News e dos Atos Antidemocráticos.

Para manter o controle sobre todas as operações, Moraes reúne questões distintas e desconexas, como a fraude no cartão de vacinação de Bolsonaro, o caso das joias sauditas e os ataques às vacinas contra a Covid-19.

Embora essa estratégia lhe conceda amplos poderes com prazos indefinidos, ela pode acabar sendo a sua ruína. Tudo irá desmoronar como um castelo de cartas assim que a primeira ação for invalidada. E o impacto não se limitará a este inquérito, mas poderá atingir outros processos correlatos.

E já há dezenas, senão centenas, de irregularidades apontadas nessas investigações e operações. Hoje as instituições têm sido lenientes com as ações de Moraes, usando-o como bucha de canhão. Mas, e quando se intensificar a pressão internacional diante de tantas violações dos direitos humanos, especialmente nesta nova era Trump/Musk? O sistema, então, irá cuspí-lo como um caroço de laranja."

O texto completo poderá ser acessado clicando-se neste link.

25 março 2024

REVISIONISMO SEM VERGONHA

Em mais um Editorial, o Estadão desta segunda-feira, 25 de março de 2024, repetiu o tom de suas matérias publicadas no dia anterior, registradas aqui, quando criticou (editorial) a atuação dos ministros do STF e chamou a atenção para o abuso de autoridade da PF a mando do ministro Alexandre de Moraes. Na mesma edição, em outras colunas, fez duras críticas a Lula. E, certamente, não irá parar por aqui, pois finalmente percebeu que Lula e o petismo são um desastre para a Nação.

Boa leitura.

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REVISIONISMO SEM VERGONHA 

A volta de Lula deu ânimo adicional aos que pretendem reescrever a história da Lava Jato, como se a corrupção durante os governos do PT não tivesse existido. Mas os fatos se impõem.

O programa Especial 10 Anos da Lava Jato, levado ao ar recentemente pela TV Brasil, é um documento histórico. Não por reconstituir com imparcialidade a maior ação de combate à corrupção da história do Brasil, porque isso seria impossível numa TV pública convertida em emissora oficial do PT, mas justamente porque retrata com fidelidade a desfaçatez e a mendacidade do partido de Lula da Silva, ansioso por reescrever a história do período em que as entranhas corruptas do lulopetismo ficaram expostas para todo o País. E nesse revisionismo, diga-se a bem da verdade, o PT e Lula não estão sozinhos – têm a companhia de ministros do Supremo, de empresários corruptos ansiosos para limpar o nome e de políticos interessados em desmoralizar a luta contra a roubalheira.

A volta de Lula da Silva à Presidência certamente deu ânimo adicional aos petistas para distorcer os fatos. Afinal, o chefão petista – aquele que alhures disse que “o mensalão nunca existiu” – vive a alardear que a Lava Jato não passou de uma “conspiração” dos EUA para, por meio do então juiz federal Sérgio Moro, tido por Lula como “capanga” dos norte-americanos, “destruir a indústria de óleo e gás deste país”. Nada menos.

Com uma hora e meia de duração, o tal programa da TV Brasil dedicou somente 1 minuto e 53 segundos à corrupção na Petrobras – e apenas para tratá-la como “pontual”, segundo um sindicalista entrevistado. O resto do tempo foi usado para desancar a Lava Jato, com convidados escolhidos a dedo – todos críticos virulentos da operação.

Esse é o padrão do PT. Nem Lula nem os petistas jamais admitiram a corrupção desvendada pela Lava Jato, malgrado as provas irrefutáveis dos desvios de recursos públicos por meio de contratos fraudulentos entre as maiores empreiteiras do País e a Petrobras. Convenientemente, os erros e abusos cometidos pela força-tarefa da Lava Jato foram usados pelos detratores da operação para desqualificá-la como um todo, como se crimes confessos jamais tivessem sido praticados. Eis o grau da desfaçatez.

Esse discurso revisionista, mais orientado pela mudança dos ventos da política nacional do que pelo apego à verdade factual, contaminou até a atuação do Supremo – Corte que outrora chancelou não uma, mas quase todas as ações da Lava Jato que ora pretende desmoralizar, como se os erros cometidos por alguns membros da força-tarefa tivessem o condão de contaminar a operação em todas as suas dimensões, sobretudo sua dimensão fática.

Talvez se sentindo devedor de Lula, cuja prisão classificou como “um dos maiores erros judiciários da história”, o ministro Dias Toffoli também contribuiu para esse esforço revisionista. Com a volta do petista ao Palácio do Planalto, Toffoli decidiu anular as provas de corrupção e suspender o pagamento de multas impostas à Odebrecht e à J&F por considerar que essas empresas teriam sofrido, ora vejam, “coação institucional” para firmar acordos de colaboração premiada. Em audiência pública recente, no próprio Supremo, nem os prepostos dessas empresas admitiram ter sofrido tal violência estatal.

Mas os fatos insistem em se impor. Levantamento feito pelo Estadão com base em acordos firmados entre os investigados e o Ministério Público mostrou que cinco ex-funcionários de alto escalão da Petrobras aceitaram devolver nada menos que R$ 279,8 milhões ao Tesouro e à empresa. Dessa dinheirama, quase 90% se referem a propinas recebidas por aqueles executivos, subornados por algumas das maiores empreiteiras do Brasil interessadas em obter contratos com a Petrobras. Ao que consta, nenhum desses ex-funcionários corruptos foi coagido pela Lava Jato a confessar que havia embolsado milhões em suborno – e igualmente não há notícia de que o dinheiro que devolveram fosse de mentirinha.

É preciso recolocar as coisas nos seus devidos lugares. Quem quiser acreditar na fábula lulopetista de que o PT e seu chefão foram perseguidos por um poderoso consórcio golpista que envolveu até o FBI, que acredite, pois questões de fé não se discutem. Já quem preza a verdade factual, sem a qual não há democracia, certamente espera que a Lava Jato encontre seu melhor lugar na história.

29 julho 2023

A história se repete com farsa. Em ditaduras as vítimas são a Nação e seu próprio povo

Esta edição da Revista Oeste nos diz, com precisão e muitos exemplos, o que está acontecendo no Brasil atual e serve para compreender o atual aparelhamento ideológico e o uso das forças de segurança pública, especialmente da própria Polícia Federal, contra adversários políticos.


Silvio Navarro, que escreveu a matéria, dá nome aos bois e relembra a entrevista concedida pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, em dezembro do ano passado, ao O Globo, quando este afirmou a diretriz recebida de Lula

— O presidente me orientou: “Flávio, aproxime-se das polícias”. 


A Revista traz ainda a coluna de J. R. Guzzo, que fala sobre o retrato em alta definição do golpe de estado que está sendo imposto ao País, com a falsificação das leis e da Constituição Federal, através de decisões judiciais. Está em curso um avanço no processo biológico das tiranias. Agora não é mais o exército que dá o golpe. Os militares apenas procuram uma toga para obedecer, em vez de um general, e aí se colocam ao seu serviço de olhos fechados.

Mas nesse ponto, sobre os militares, Marcio Amaro, presidente do Instituto Brasil Soberano,  nos conta que os interesses dos generais vão mais além. Ultrapassam, inclusive, a defesa da soberania nacional. Nesse processo, "há pessoas que valorizam mais seus benefícios próprios e momentâneos que os interesses de sua própria Nação e seu próprio povo".







21 novembro 2017

ESTANCAR A SANGRIA

    Logo após a posse do novo diretor da Polícia Federal, ganhou manchetes o estarrecimento dos articulistas da grande imprensa, dos blogueiros e da população em geral, provocado pelo conteúdo dos pronunciamentos e entrevistas do novo titular, especialmente quando afirmou "Se fosse sob a égide da Polícia Federal, a investigação que implica o presidente Michel Temer teria de durar mais tempo". 

"Uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção", disse Segovia.

    Sem surpresa para os seus padrinhos, pois era tudo o que desejavam ouvir do mais recente afilhado indicado para assumir uma função no atual governo.

    É pertinente lembrar que Fernando Segovia foi ungido por indicação de políticos delatados, como Eliseu Padilha e José Sarney, ambos do PMDB.

    Do lado de fora do Planalto e também Brasil afora, era tudo o que os brasileiros não queriam ouvir. Estes estão cansados e horrorizados com a história do PMDB, desde a redemocratização do País, em 1985. Uma herança deixada em seus mais de 30 anos no poder, que tem levado o País para o abismo e para um mar de corrupção.

    Jamais o partido poderá se eximir de um legado rico em acrobacias econômicas e negociatas, incluindo-se aí os acertos, ainda em 2002, para eleição do ex-presidente Lula e sua participação nos governos do PT.

    No momento atual, praticamente todas as suas lideranças e mais acentuadamente aquelas que estão ocupando (ou ocuparam) postos e cargos no sistema político de governo, são citadas, investigadas e algumas já até denunciadas por corrupção.

    Aos brasileiros não restam dúvidas, não há mais suspeitas, após os pronunciamentos, de que Segovia foi nomeado para "estancar a sangria" da Lava Jato, conforme desejo das lideranças do partido ouvidas em gravações que vieram à público.