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Mostrando postagens com marcador Agências de checagem. Mostrar todas as postagens
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29 março 2023

AGÊNCIAS DE CHECAGEM TOMARAM UMA FACADA NAS COSTAS

Como agentes de esquerda, as agências de checagem se transformaram em juízes da verdade, especialmente durante a campanha eleitoral. Ajudaram a eleger o descondenado, só para, em menos de 100 dias, tomarem uma facada das costas do PT, que resolveu fazer o serviço de propagada e censura diretamente, sem intermediários.

O desgoverno totalitário petista resolveu lançar o seu próprio serviço de "fact-checking", produzindo a ira dos donos das agências de "checagem de fatos", que denunciam a falta de "transparência e metodologia".

A @ctardaguila, por exemplo, já meteu a narrativa de "apropriação indevida e ofensiva", e ainda chamou a iniciativa de "propaganda".

Na verdade, essas agências não passam de serviços terceirizados de censura, bancados pelas próprias empresas de tecnologia, e por bilionários globalistas como Soros, entusiasta da agenda esquerdista radical. 

Posteriormente, as agências passaram a atuar como agentes de censura de órgãos estatais, como a própria Justiça Eleitoral, ganhando uma chancela que obviamente nunca deveriam ter. 

Faz o L e continue comendo abóbora!



23 outubro 2021

ARTIGO 220 TEM SIDO IGNORADO SISTEMATICAMENTE

Em post de abril/21, falamos sobre as empresas denominadas de agências de checagem (fact checkers) e dissemos que elas atuavam sem limites. Fazem o que bem entendem

Durante esta semana o nosso "Ministério da Verdade", se tornou mais visível, foi mais longe, superando tais agências. Desta vez, a caneta é de quem usa o uniforme oficial, e a utiliza para fechar tudo aquilo que desejar e mandar prender aquele que julgar conveniente.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do jornalista Allan dos Santos por suspeitas de atuação em organização criminosa, crimes contra honra e incitação a crimes, preconceito e lavagem de dinheiro. Em outra decisão, ele determinou que o Google informe sobre lives e doadores do canal Terça Livre, desde janeiro de 2020. Também foi determinado o bloqueio de contas e de remessas de dinheiro a Santos, que está nos Estados Unidos, e requisitada cooperação jurídica para sua extradição. A embaixada norte-americana também foi informada.

As decisões do ministro Alexandre de Moraes estavam sob sigilo, mas foram posteriormente divulgadas. Estão acessíveis através dos links oficiais citados abaixo.


O outro lado

Assista os vídeos abaixo para melhor compreensão do que aconteceu. Comece com a opinião da Procuradora da República e professora de Direito Penal, Thaméa Danelon, seguida dos comentários efetuados no programa Pingos Nos Is, a entrevista do Allan dos Santos e o que disseram dois outros jornalistas da Jovem Pan, o Jorge Serrão e a Bruna Torlay.

Thaméa Danelon - Liberdade de Opinião

Alexandre de Moraes manda prender jornalista Allan dos Santos

Allan dos Santos comenta pedido de prisão: "Perseguição abjeta"

STF continua cometendo abusos contra as liberdades


É a censura anunciada. Nenhuma democracia merece tal nome sem liberdade de expressão. Quem luta por ela não se limita a defender o próprio direito de falar. Um genuíno democrata luta com igual tenacidade para que mesmo quem dele diverge possa expor livremente opiniões e ideias, sejam elas quais forem

O Artigo 220 da Constituição brasileira em seu capítulo V determina que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição”. O parágrafo 1º estabelece que“nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social”. 

Em resumo, a lei garante a liberdade de opinião, de expressão e de imprensa e está sendo sistematicamente ignorada.



09 outubro 2021

Patrulhas woke - milicianos obcecados pelo controle do pensamento

A Revista Oeste, em sua matéria de capa deste fim semana, nos traz um artigo da maior importância para o momento atual vivido pela sociedade. Em seu artigo "A tirania do cancelamento foi longe demais", Dagomi Marquezi nos diz que as patrulhas ""woke" não estão deixando pedra sobre pedra, a exemplo do Talibã, no Afeganistão,  que está destruindo templos cristãos e budistas.

Nele, Marquesi afirma que a militância “woke” já foi longe demais. E poderá seguir em frente, nos levando a uma era de trevas e destruição cultural jamais vistas. A nova versão da história da Bela Adormecida “vítima” é só um dos muitos sinais da violência desses milicianos do controle do pensamento. A seguir outros trechos do artigo. A sua versão completa, incluindo as imagens, pode ser acessada neste link.

Outro exemplo citado é o caso de Pepe Le Gambá que mostra a que ponto de ridículo essas patrulhas de censores podem chegar. E o poder absurdo que adquiriram. Mas não param por aí. Outros exemplos são citados em produções da Disney.

A voluptuosa Jessica Rabbit, do filme Uma Cilada para Roger Rabbit, vai trocar seu figurino de estrela de Hollywood dos anos 1940 por uma roupa mais masculinizada de detetive. A roupa sexy da princesa Leia (de Star Wars) foi retirada de catálogo.

Parte da corporação Disney, a Marvel virou um laboratório de experimentos “woke”. Super-heróis que fazem parte da mitologia pop global há 60 anos estão sendo abatidos sem piedade. O personagem Iron Man (Homem de Ferro) virou uma mulher negra de cabelo afro chamada Riri Williams e agora atende pelo nome de Ironheart. O Homem-Aranha não é mais Peter Parker. Foi trocado pelo negro com sangue mexicano Miles Morales.

...  A criação “woke” mais radical da Marvel é um casal de super-heróis dedicados a combater o bullying. Eles atendem pelos nomes de Snowflake e Safespace. Que são dois termos (“floco de neve” e “espaço seguro”) usados para definir uma geração marcada pela fragilidade e pelo medo de enfrentar a idade adulta. Snowflake é uma menina que se veste de azul. Safespace é um menino que se veste de rosa. Os dois usam o mesmo corte de cabelo. São “não binários”. Ainda não se sabe se, ameaçados, correrão com seus iPhones e iogurtinhos para debaixo do edredom. Snowflake e Safespace fazem parte de um novo universo Marvel no qual só existe um personagem branco — o vilão.

...  O problema dessa cultura de cancelamento é que ela tem porta de entrada, mas não tem porta de saída. É uma rodovia expressa para o inferno da ignorância e do autoritarismo. Eles impõem uma realidade que não faz sentido fora das bolhas que frequentam. Hoje foi Pepe Le Gambá. Quem vai ser amanhã? Que perguntas serão feitas por esses censores empoderados?

Eles só agem em países democráticos. A ditadura do Partido Comunista chinês anunciou que todos os personagens de games produzidos no país deverão ter “gênero definido”. Basta que um único personagem não possa ser identificado como homem ou mulher para que o projeto todo seja vetado. Mas a China é respeitada pelos “wokes” por ser “anti-imperialista”. “Wokes” não se importam com o que acontece em países regidos por ditaduras. Danem-se as mulheres e os homossexuais do Irã. Eles têm coisas mais importantes a fazer, como banir do mundo um gambá de sotaque francês.

A situação só tende a piorar, se não houver resistência. Enquanto essa destruição for encarada como algo inevitável, vai continuar. É elitista, artificial, contraditória ao máximo. Mas está se impondo e se espalhando, alimentada por nosso silêncio.

“Esta é a vingança da esquerda que não consegue se eleger”, resumiu Abhijit Majumder no Firstpost. “Por meio de seu controle da mídia e da academia, ela tem forçado sua agenda de constranger pelo menos a elite influente para que seja desenraizada, desfigurando suas próprias raízes e cultura, fundindo toda a diversidade em padrões, enfraquecendo a cola que une nações e democracias.”

xxx ... xxx ... xxx

Bom, como disse Marquesi,  essa militância “woke” já foi longe demais. Tal militância acha-se no direito de destruir conteúdos produzidos profissionalmente. E o que esses conteúdos têm de errado? Ora, simplesmente estão em desacordo com os ditames do pensamento progressista

A militância está, portanto, atuando como fazem as agências de checagem (fact checkers) nas redes sociais e da imprensa em geral. Fazem o que bem entendem. Estamos diante da violência desses milicianos obcecados pelo controle do pensamento.

PS.: No final da década de 2010woke foi adotado como uma gíria amplamente associada à políticas de esquerda, causas socialmente liberais, feminismoativismo LGBT e questões culturais (com os termos woke culture e woke politics também sendo usados). Tem sido alvo de memes, uso irônico e críticas. Seu uso generalizado desde 2014 é resultado do movimento Black Lives Matter.

04 setembro 2021

1984 CHEGOU AO BRASIL

Em post de abril/21, falamos sobre as empresas denominadas de agências de checagem (fact checkers) e dissemos que elas atuavam como um STF das redes sociais e da imprensa em geral. Fazem o que bem entendem.

Agora, apenas quatro meses depois, fomos surpreendidos ao ficarmos sabendo que elas chegaram ao âmago do próprio STF. Poucos dias atrás, a Corte editou a Resolução 742, que cria o “Programa de Combate à Desinformação”, uma versão brasileira do Ministério da Verdade concebido por George Orwell em seu livro 1984, lido por mim no início de 1977.

É a censura anunciada. Nenhuma democracia merece tal nome sem liberdade de expressão. Quem luta por ela não se limita a defender o próprio direito de falar. Um genuíno democrata luta com igual tenacidade para que mesmo quem dele diverge possa expor livremente opiniões e ideias, sejam elas quais forem.

O Artigo 220 da Constituição brasileira em seu capítulo V determina que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição”. O parágrafo 1º estabelece que“nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social”. Em resumo, a lei garante a liberdade de opinião, de expressão e de imprensa.

Entretanto, a partir da atuação das fact checkers, passaram a ser retirados do ar vídeos, entrevistas, programas e reportagens rotulados de fake news por essas agências e pelos funcionários das big techs, proprietárias das redes sociais — todos sem nome, sem rosto nem endereço conhecido — que decidem o que pode ou não ser visto, lido ou ouvido.

A partir de agora, com a implantação do "Ministério da Verdade", tais agências terão mais espaços para atuarem no País. Desta vez, podendo, inclusive, trajarem uniforme oficial. Ah, alguns autores das matérias rotuladas de fake news também correm o  risco de serem presos ilegalmente. 1984 chegou ao Brasil.

12 abril 2021

FACT CHECKERS

Divulgados os ganhos bilionários das big techs obtidos através de um modelo de negócios no qual o produto vendido é o usuário - sem o conhecimento explícito deste e, também, sem nenhuma remuneração, emerge de suas atuações na sociedade, outra categoria de empresas denominadas de agências de checagem (fact checkers) que têm atuado como um STF das redes sociais e da imprensa em geral. Fazem o que bem entendem. 

Tais agências acham-se no direito de carimbar como “falsos” conteúdos produzidos profissionalmente, com apuração de fatos e dados, entrevistas e checagem, sejam eles elaborados por pessoas físicas e/ou jurídicas. E o que esses conteúdos têm de errado? Ora, simplesmente estão em desacordo com os ditames do pensamento progressista. Na prática, na realidade, essas agências são organizações empenhadas na manutenção da hegemonia do marxismo cultural nos meios de comunicação.

No campo político, de forma pragmática, por exemplo, na campanha presidencial americana de 2020, foi notório o esforço conjunto dessas empresas em conluio com os veículos da velha imprensa para esconder os escândalos que envolvem a família do presidente eleito em relações nada republicanas com autoridades e empresas da China. Sempre a China, hein!

De acordo com o Centro de Responsabilidade Política Open Secrets, elas correspondem a cinco dos sete maiores doadores que ajudaram a derrubar Donald Trump. Facebook e Google, ao lado de outras gigantes do Vale do Silício, como Amazon, Apple, Microsoft, Oracle, Netflix e Twitter, as líderes mundiais do mercado de tecnologia já são tradicionalmente conhecidas por financiar projetos ligados à pauta progressista. Segundo a revista Observer, Trump é desafeto particular de Jeff Bezos, CEO da Amazon. Entre cifras que variam de US$1 milhão a US$ 21 milhões por empresa, nada menos que 98% das doações do Vale do Silício foram direcionadas à campanha de Biden.

De mãos dadas com as corporações de redes sociais, e o imenso dinheiro em seus cofres, a atuação dessas agências avançou sobre a terra de ninguém chamada newsfeed — espaço que reúne todo o conteúdo postado por qualquer usuário nessas plataformas. Incapazes de gerenciar o monstro que criaram, as social big techs — prioritariamente, o Facebook — delegaram ($$$) aos fact checkers o poder de escolher o que pode circular nas redes.

No documentário "O dilema das redes", ex-funcionários das empresas mais rentáveis do planeta como Google, Facebook, Instagram e Twitter revelaram que as estratégias dessas companhias para vender anúncios, manipular os usuários é mantê-los cada vez mais conectados às redes sociais. 

Essa relação entre "fornecedores" e "usuários" pode ser resumida numa frase que tornou-se chavão entre as big techs e é citada no documentário: "Quem não está pagando pelo produto é o produto".

Não foi por acaso que, recentemente, o WhatsApp enviou aos usuários uma atualização de sua política de privacidade, e informou que passará a compartilhar os dados do seu público com o Facebook, base de dados esta que se somará aos ativos (informação) que ele já possui com os quais fatura muito alto.  Você, nós usuários das big techs somos apenas o seu produto.

26 janeiro 2021

ENTENDER O PRODUTO NUNCA FOI TÃO PRECIOSO

Durante a última semana circularam notícias sobre vazamentos digitais de grande envergadura, que expuseram informações de milhões de brasileiros, podendo ter atingido todas aquelas pessoas que possuam CPF.

Os dados vazados - algumas companhias os enxergam como ouro - estão sendo oferecidos - pra venda - em pacotes cujos preços variam de US$ 0,75 a US$ 1 por CPF, dependendo da quantidade comprada. O pagamento só pode ser feito em bitcoin.

"Para se ter ideia do valor de uma informação pessoal, é importante saber que grandes empresas já fazem a medição de seu "valuation" (termo em inglês que significa "Valoração de Empresas") pelos ativos de dados que têm. A Coca-Cola, por exemplo, uma das marcas mais valiosas do globo, tem informações de consumo do mundo inteiro que estão começando a fazer parte de seu valor global. No entanto, esses dados não são da companhia, mas sim do João, da Maria e de tantos outros consumidores do popular refrigerante e de outros famosos produtos." (Alexandre Resende)


Entender o produto nunca foi tão precioso. E por que a atribuição de tamanho valor a algo que pertence a terceiros? Porque dados pessoais (produto) são usados para gerar inteligência de negócio, além de poder proporcionar maiores fluxos de caixa futuros às companhias. Marcas que sabem com quem estão falando saem na frente.  


No documentário "
O dilema das redes", ex-funcionários das empresas mais rentáveis do planeta como Google, Facebook, Instagram e Twitter revelaram que as estratégias dessas companhias para vender anúncios, manipular os usuários é mantê-los cada vez mais conectados às redes sociais. 

Essa relação entre "fornecedores" e "usuários" pode ser resumida numa frase que tornou-se chavão entre as big techs e é citada no documentário: "Quem não está pagando pelo produto é o produto".


Não foi por acaso que, recentemente, o WhatsApp enviou aos usuários uma atualização de sua política de privacidade, e informou que passará a compartilhar os dados do seu público com o Facebook, base de dados esta que se somará aos ativos (informação) que ele já possui com os quais fatura muito alto.  Você, nós usuários das big techs somos apenas o seu produto.


Quem tem informação tem poder


Além de um faturamento gigantesco, as big techs demonstram diariamente o enorme poder que hoje possuem junto à sociedade e aos governos em todo o mundo, praticamente em todos os temas discutidos pela população: familiar, costumes, lazer, econômico, político, ... Delas nos tornamos reféns.


Contudo, onde há poder também deve haver segredo. Por isso essas empresas estão correndo atrás de opções técnicas que assegurem a segurança dos dados (nossos) armazenados em seus gigantescos sites/servidores, inclusive usando a criptografia quântica.


Numa imitação da Lei de Moore, Philip Zimmermann, que escreveu o programa de codificação Pretty Good Privacy (PGP), inventou a Lei de Zimmermann que afirma: 


"O fluxo natural de tecnologia tende a se deslocar na direção de tornar mais fácil a vigilância, e a capacidade dos computadores de nos rastrearem dobra a cada dezoito meses. Está na hora da criptografia sair das forças armadas, vir para o sol e abraçar a todos nós."

 e continua ... "A criptografia era uma ciência obscura, com pouca relevância na vida cotidiana. Historicamente, sempre teve papel especial nas comunicações militares e diplomáticas. Mas, na Era da Informação, a criptografia tem a ver com poder político e, em particular, com as relações de poder entre o governo e o povo. Tem a ver com o direito a privacidade, liberdade de expressão, liberdade de associação política, liberdade de imprensa, liberdade contra revistas e prisões injustificadas e liberdade de ser deixado em paz."


Regulamentação


Regulamentações vieram ao encontro da ampla discussão que tem sido realizada nos últimos anos após se tornarem públicos o caso Edward Snowden, acusado por vazar informações sigilosas de segurança do governo dos EUA e, mais recentemente, com o escândalo que envolveu a Cambridge Analytica e o Facebook por uso - sem consentimento - de dados de mais de 50 milhões de usuários para propaganda política. É uma necessidade também reconhecida para as novas relações que se estabeleceram em uma sociedade cada vez mais movida a dados (data-drive society).


No Brasil foi aprovada a  LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), que está valendo desde setembro de 2020, e prevê sanções que vão desde uma advertência até uma multa de 2% sobre o faturamento anual das empresas, até o máximo de R$ 50 milhões. No entanto, as punições só devem ser aplicadas a partir de agosto de 2021. As empresas, órgãos públicos e privados, terão, até esta data, que adotar várias medidas para se adaptarem à LGPD.

01 maio 2020

SEM MEDO DA INFODEMIA

Aqui no Brasil e em países de todos os continentes também, o desgaste em e entre pessoas "amigas de infância" está se espalhando depois que o mundo se tornou altamente conectado, no qual virtualmente todos os indivíduos estão ligados entre si pelo telefone celular.

Atualmente as pessoas despendem muito de seu precioso tempo com a manutenção da conectividade, usando redes sociais digitais globais na busca de mais interação humana e o compartilhamento de informações sobre diversos assuntos.

Nesse contexto, proliferam nas redes sociais a criação de vários grupos, bons e maus intencionados. Como exemplo dos primeiros, podemos citar aqueles capitaneados por líderes governamentais, por empresas de vários setores e por prestadores de serviço, além dos privados de natureza pessoal e/ou familiar.

Neles, nos grupos de boa fé, a informação traz a ideia de legitimidade. Seus usuários enxergam cada vez mais pessoas confiáveis que dão suporte à produção e à troca de informações valiosas.

À medida em que essas informações são mais divulgadas, geralmente cresce a percepção de sua legitimidade. Esse modo de compartilhamento e validação de informações contrasta com os métodos diretamente controlados por intermediários como, por exemplo, a mídia tradicional, cuja divulgação não segue regularmente o fato e caminha mais pela opção editorial do veículo e/ou do grupo de comunicação dominante.

As redes sociais também facilitam a disseminação de desinformação (fake news), provocando a infodemia, nome já atribuído a esse fenômeno. A desinformação tem se propagado ativamente como um meio de desestabilizar a confiança nas pessoas, nos governos e como arma política, podendo ter conseqüências sociais desastrosas para a população.

Contra a infodemia, diversos padrões de conteúdo têm sido projetados para permitir várias vozes, incluindo as críticas à políticas de governos, mantendo controles sobre a validade e autenticidade de reivindicações e recomendações.

Esse objetivo é compreensivelmente complicado. Porém, ao tentar se estabelecer esses padrões, é fundamental que se preserve o papel da mídia social como plataforma para discussões públicas, críticas e abertas, sobre qualquer assunto.

A mídia social deve fornecer uma plataforma que garanta voz aos cidadãos e promova a confiança mútua do público que dela participa, fortalecendo as atitudes e opiniões que contribuam para o desenvolvimento da sociedade.

A esta última cabe, portanto, a reprovação de qualquer atitudes e/ou procedimentos de bastidores, compartilhando a responsabilidade de ajudar a eliminar, SEM MEDO, a infodemia subjacente.