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10 dezembro 2025

Dosimetria: um cálculo de conveniência, não de justiça.



A aprovação do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados foi apresentada como um passo rumo à “pacificação”.

Na prática, porém, o movimento está muito distante de restaurar o Estado de Direito, devolver liberdades fundamentais ou reparar a injustiça cometida contra perseguidos políticos que ainda hoje vivem sob prisão, exílio ou restrições desproporcionais. O que está em jogo é menos jurídico e mais político — e envolve interesses distintos entre esquerda e centrão no rearranjo do poder nacional. A resposta é simples: não há interesse político em concedê-la. A esquerda opera dentro de um projeto hegemônico, de poder concentrado, que não tolera dividir espaço nem abrir mão da narrativa construída. Não há ali uma visão democrática plural; há a intenção de manter controle. O centrão, por sua vez, não compartilha desse projeto totalitário, mas carrega outra preocupação: a direita organizada representa uma ameaça real. Foi ela que, anos atrás, emparedou o establishment e desencadeou um terremoto político sem precedentes — que atingiu partidos, líderes e estruturas inteiras. Por isso, o centrão deseja o apoio da direita nas próximas eleições, mas não quer Bolsonaro, nem suas principais lideranças, justamente por enxergar nelas a possibilidade de um novo abalo sísmico no sistema. A dosimetria é, portanto, um cálculo de conveniência, não de justiça.

12 outubro 2025

O Brasil tem pressa


Imagem de autor desconhecido 

    A imagem fala por si mesma e relembra ao povo brasileiro as manobras jurídicas e políticas que foram realizadas no antro dos gabinetes palacianos para colocar Lula de volta no Palácio do Planalto. Dia a dia a verdade vai surgindo e mostrando como a oportunidade do Brasil ingressar no mundo desenvolvido foi e está sendo desperdiçada.

    As gerações futuras não irão perdoar os responsáveis e participantes  de tudo isto que está acontecendo no Brasil atual e de fácil registro para a história do País. Serão tristes para a Nação e para o mundo a leitura do curriculum vitae de cada um deles. Vaidosos como são, espero que eles não ultrapassem a vida antes da possível leitura de seu respectivo CV, cujo conteúdo jamais será destruído. Com alguns desses personagens isto já está ocorrendo, inclusive já estão tomando conhecimento das denominações com as quais passaram a ser identificados em todo o mundo.

    O Brasil tem pressa. O ambiente político deve retornar a sua normalidade e suas instituições voltarem a funcionar conforme previsto na Constituição de 1988 e os brasileiros retornarem  a acreditar no futuro do Pais. Anistia já.

20 setembro 2025

O conceito gramsciano foi definitivamente implantado no Brasil

    Amanhã (21) lula e o PT organizam manifestações contra o PL da anistia que poderia libertar Jair Bolsonaro. Os cartazes indicam que figuras populares brasileiras são genuinamente contrárias à lei de anistia.



    Desde que voltou ao poder em 2023, lula desembolsou gastos culturais recordes. Bancos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, juntamente com programas de incentivo federais, financiam turnês, festivais e shows. Para os artistas, o acesso a esse canal impulsionam suas carreiras, ops suas finanças.

    Contudo, nos bastidores, se comenta que outros artistas estão sendo pressionados a comparecer aos comícios do PT, com dois deles até sendo instruídos a reorganizar seus planos de viagem no último minuto para comparecer ou perder o financiamento.

    Será mesmo? Não, não é bem assim. Há muito tempo a esquerda construiu maioria nas universidades a partir de conceitos de ocupação de espaços culturais idealizados pelo italiano Antonio Gramsci (1891–1937). Segundo tais ideias, a disputa política não se vence apenas nas urnas ou pela força do Estado, mas pela hegemonia cultural — quando uma visão de mundo se torna dominante em escolas, universidades, sindicatos, igrejas e meios de comunicação. Instituições de ensino, sindicatos de professores, editoras de livros didáticos e associações estudantis foram progressivamente dominadas por intelectuais alinhados a correntes marxistas. Isso moldou os currículos e a produção de conhecimento, o que criou uma cultura universitária em que divergências eram vistas como indesejadas.

    Fernando Henrique Cardoso foi um cérebro operante por trás da implementação definitiva do comunismo no Brasil desde seus tempos como estudante e, posteriormente, como professor na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) da USPEntre 1966 e 1968, as ideias de Gramsci repercutiram no interior de um restrito circulo de intelectuais e professores universitários de ciências sociais, sobretudo na USP. FHC (sempre ele), por exemplo, através de um artigo publicado na revista Les temps modernes. FHC foi um dos primeiros intelectuais brasileiros a fazer menção ao conceito gramsciano de hegemonia.

    A partir dos anos 1990, as ideias conservadoras passaram a ser vistas como ameaças a um consenso ideológico. 

    A hegemonia gera um círculo vicioso. “Os professores de esquerda, que são maioria nas universidades, acabam contratando apenas professores de esquerda”, explica o cientista político Fernando Schüler. “São eles também que são promovidos, convidados para participar de seminários e publicar seus trabalhos. Um amigo que leciona na USP costuma dizer que o professor de direita almoça sozinho no restaurante da universidade. Ninguém senta com ele”.


Leia também o artigo "Professor doutrinador", acessível neste link.

Totalmente sem nexo

 


    O Estadão, sempre aos sábados, permite que sua editorialista deste dia vomite parte da podridão que acumula ao longo da semana. Tem sido assim sistematicamente. Não foi diferente neste 20 de setembro como ilustra a imagem a seguir.



    Como se conclui do próprio título da matéria - Dos males, o menor - a editorialista se posiciona de forma categórica contra a pacificação política no Brasil. Junta-se assim, aos caciques retrógados que nas entrevistas sem nexo só criam crises desnecessárias para quem quer um País novo e diferente.

    Tais entrevistas estiveram nas manchetes das redes sociais durante toda esta semana, algumas delas ilustradas com as imagens abaixo.













12 setembro 2025

Um dia sombrio e vergonhoso para a democracia brasileira

    Essa condenação fraudulenta do Bolsonaro não é justiça, é vingança política. Um julgamento encenado com o objetivo de intimidar, punir e abafar a voz do povo.

    A democracia morre quando juízes agem como ditadores. O povo brasileiro merece tribunais justos, eleições livres e líderes escolhidos nas urnas, e não condenados em julgamentos secretos.

    Depois de um dia auspicioso e de uma aula de direito de Luiz Fux – o único juiz concursado deste grupo, lembremos – o Supremo brasileiro voltou ao lamaçal de todos os dias com o Xandão levantando a voz, indignado, e até apresentando um vídeo onde ele é chamado de canalha por Jair Bolsonaro.
    Deixando de lado o fato que esta foi uma das poucas vezes em que Bolsonaro esteve 100% certo na vida, o juiz de voz fina e sotaque apaulistanado tenta se passar por baluarte da justiça perguntando se aquilo é liberdade de expressão. Alexandre não percebe que expõe seu despreparo e sua ignorância ao fazer essa pergunta. Ele é tão vaidoso e limitado que jamais entenderá que, sim, ofender uma autoridade é liberdade de expressão. Não passa de um mimizento mimado se utilizando do Supremo brasileiro para vingancinha pessoal.


Nota oficial - LEIA COM ATENÇÃO!



ANISTIA JÁ! O que o Brasil testemunhou não foi um julgamento. Foi um espetáculo jurídico construído para esmagar um homem e, junto com ele, tentar calar milhões de brasileiros que ousam pensar diferente do sistema. Negaram a Jair Bolsonaro o direito pleno à defesa. Restringiram sua liberdade de ir e vir. Anteciparam a sentença com o processo ainda em curso. A Constituição Federal assegura o contraditório, a ampla defesa e a imparcialidade do julgador. Nenhuma dessas garantias foi observada. Quando quem julga já declarou publicamente sua posição sobre os fatos, a imparcialidade deixa de existir. Isso não é justiça, é vingança. E vingança disfarçada de legalidade é a pior forma de abuso. A democracia não se sustenta sem segurança jurídica. Quando o Direito deixa de ser previsível e passa a servir aos humores do poder, instala-se o arbítrio. E onde há arbítrio, não há liberdade. O princípio da imparcialidade do juiz não é apenas um ideal ético. É uma cláusula pétrea do devido processo legal, reconhecida em todas as democracias consolidadas. Quando este princípio é ferido, o processo perde legitimidade. A condenação de um ex-presidente sem provas robustas e com o cerceamento da defesa entra para a história como uma das páginas mais sombrias da nossa democracia. O Brasil vive hoje um estado de exceção disfarçado de normalidade institucional. É dever de todos os democratas, dentro e fora do país, denunciar esse abuso de poder. O desequilíbrio entre os Poderes da República não fortalece o Estado, mas o enfraquece. Não há democracia plena onde há concentração arbitrária de poder. Diante desse cenário, só há um caminho para reconstruir o país: a anistia. Não como concessão política, mas como compromisso com a paz. Um país não pode viver em guerra eterna contra si mesmo. A anistia não ignora os erros. Ela os reconhece e, ainda assim, opta por reconciliar. Ela abre a porta para o perdão, a estabilidade institucional e a pacificação nacional. O Parlamento não assistirá calado à derrocada das liberdades. A Câmara dos Deputados tem o dever de se levantar em defesa do Estado Democrático de Direito, do equilíbrio entre os Poderes e da vontade soberana do povo brasileiro. Sei que seremos criticados. Sei que vão tentar desqualificar esse apelo. Mas impossível mesmo é continuar assim: um país dividido, adoecido, paralisado pelo ódio e pela perseguição. Enquanto isso, a população sofre com a falta de saúde, segurança, educação, emprego e dignidade. A pacificação nacional não se constrói pela força nem pela imposição, mas pelo retorno aos fundamentos da Constituição: liberdade, legalidade e respeito mútuo entre os Poderes. Não se faz justiça eliminando adversários. O que começa como perseguição política termina como tirania institucional. O tempo da vingança precisa acabar. O Brasil precisa respirar. Deputado Federal Sóstenes Cavalcante Líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados

07 abril 2025

Multidão compareceu à Avenida Paulista



    Bolsonaro reuniu uma multidão de pessoas neste domingo (6.abr.2025), na av. Paulista, em São Paulo. A manifestação defendeu a anistia para presos e investigados pelos ataques do 8 de Janeiro.



Estiveram presentes sete governadores de Estado: Amazonas – Wilson Lima (União Brasil); Goiás – Ronaldo Caiado (União Brasil); Mato Grosso – Mauro Mendes (União Brasil); Minas Gerais – Romeu Zema (Novo); Paraná – Ratinho Júnior (PSD); São Paulo – Tarcísio de Freitas (Republicanos); Santa Catarina – Jorginho Mello (PL). Quatro deles são cotados para disputarem o Planalto em 2026 no campo da direita. A presença dos governadores solidifica a percepção de que o candidato da direita em 2026 passa obrigatoriamente por Bolsonaro.


 A pauta da manifestação, como se sabe desde a sua convocação foi a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro que ganhou, nas últimas semanas, um símbolo: o batom. Michele Bolsonaro havia pedido aos manifestantes que todos levassem o batom ao ato.

  • O que disse Bolsonaro – declarou que a esquerda já perdeu a guerra contra a anistia, chamou de “psicopata” quem vê golpe no 8 de Janeiro, criticou Lula e Moraes;
  • O que disse Michelle Bolsonaro – pediu ajuda do ministro Luiz Fux com os processos do 8 de Janeiro no STF; 
  • O que disse o governador Tarcísio de Freitas – “Anistia não é heresia” ; 
  • O que disse o prefeito Ricardo Nunes – disse que trabalhará dentro do MDB para aprovar a anistia;
  • O que disse o senador Rogério Marinho – “Anistia é prerrogativa do Congresso”; 
  • O que disse o deputado Nikolas Ferreira – declarou que Moraes “se lascou” e chamou o ministro do STF de “covarde”;
  • O que disse a deputada Carol de Toni – “Jamais existiu golpe”; 
  • O que disse o deputado Sóstenes Cavalcante – pressionou o presidente da Câmara, Hugo Motta, a pautar o PL da anistia; 
  • O que disse o pastor Silas Malafaia – afirmou que Motta “envergonha o povo”.


22 março 2025

Augusto Nunes: "O que está acontecendo com Hugo Motta, possivelmente, é um crime envolvendo chantagem"

 


    A fala de Hugo Motta dizendo que o Brasil não tem presos e nem exilados políticos continua repercutindo. Ela tem sido utilizada para demonstrar o nível qualitativo do atual presidente da Câmara dos Deputados. 

    Repete-se, como se verá nos pronunciamentos a seguir, aquilo que os brasileiros já conhecem sobre os políticos deste país e demais agentes ocupantes dos cargos existentes nas instituições que compõem a República. A conclusão a que se chega não é novidade. Nas redes sociais, há quem disse, inclusive, que a trilha seguida por Hugo Motta, para sua ascensão política e ao poder, é a mesma anteriormente usada por diversas figuras de nosso espectro político, incluindo o fato de se tornarem reféns do STF.

    Todos os vídeos mostrados a seguir foram capturados do programa Oeste Sem Filtro levado ao ar nesta sexta-feira, dia 21 de março de 2025.

    O primeiro deles do deputado gaúcho Marcel van Hattem, cobrando uma retratação e um pedido de desculpas de Hugo Motta.


    O segundo vídeo é do veterano jornalista Alexandre Garcia. Paula Leal, condutora do Programa, logo de início, lembra que Hugo Motta no dia anterior compareceu a um jantar na residência de Alexandre de Moraes. Garcia começa dizendo que Motta sepultou a sua esperança inicialmente surgida com o discurso de posse de Deputado.


    Em seguida foi a vez de Ana Paula Henkel lembrando que, como mineira, já estava observando Motta do cume da montanha, tendo em vista as atitudes anteriores do Deputado por ocasião da prisão do deputado Daniel Silveira e pela notícias de corrupção divulgadas na mídia, além do seu comparecimento ao jantar de Moraes.


    Para concluir, foi a vez de Augusto Nunes. Este reiterou o que já havia dito Alexandre Garcia e Ana Paula Henkel e, ao final, carimbou, denominou o que está acontecendo com Hugo Motta: "possivelmente um crime envolvendo chantagem".






16 março 2025

Anistia. Já passou da hora de se adotá-la

Copacabana, 16/03/2025

    A manifestação de hoje em Copacabana foi uma amostra do que pensam os brasileiros. O Brasil tem tradição histórica sobre fatos reais de tentativa de golpes de estado, o que nem sequer chegou a ocorrer em 8 de janeiro de 2023.

    Em diversas daquelas ocasiões, a opção escolhida para a solução do problema foi a busca pela paz ao invés de se incendiar ainda mais o País. Entre os instrumentos utilizados para isso está o da anistia. Já passou da hora de se adotá-la.

    O Brasil precisa deixar essa discussão inócua para trás e enfrentar a violência no campo e na cidade, combater a inflação que assombra quem vai ao supermercado e construir vida melhor para os brasileiros.

14 março 2025

ANISTIA

 


    No próximo domingo, 16/03/2025, o povo voltará as ruas em diversas cidades do Brasil. Como em outras ocasiões, ele retornará para dar início a campanha popular defendendo, desta vez, a anistia para os presos políticos que, em pleno século XXI, passaram a existir no País, decorrente do ativismo judicial que aqui foi implantado e já se aproxima de uma década de duração.

    No âmbito desse ativismo, todos se lembram também da heterodoxa decisão do ministro Edson Fachin que, em 08/03/2021, anulou as condenações do ex-presidiário Lula. Com ela, o ministro sujou ainda mais a imagem já bastante desgastada do STF, e foi mais longe em sua decisão, ao denominar de "supostos crimes de Lula" os delitos já julgados em três instâncias inferiores da justiça. Isto significou chamar de levianas as decisões tomadas pelos juizes componentes dessas instancias (13a. Vara Federal de Curitiba, TRF-4 e STJ) que condenaram Lula a mais de 20 anos de prisão.

    Esse ativismo do STF cresceu e aqueles que se manifestaram pela volta da democracia ao País estão presos. O povo, no próximo domingo, irá às ruas para exigir uma mudança de rumo para o Brasil. As pessoas que estiveram nos gramados da Esplanada dos Ministérios em 08/01/2023 não cometeram nenhuma infração que ferisse a nossa democracia. Bem ao contrário, muitos empunhavam a nossa Bandeira verde e amarela e cantavam o Hino Nacional.

    Novamente o  povo irá praticar um ato de REAÇÃO, algo similar ao que estabelece a terceira lei de Newton: o princípio da ação e reação. "A toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade, mas que atua em sentido oposto." 

    O Brasil conhece bem os provocadores da AÇÃO, cuja responsabilidade civil pelas decisões tomadas cabem medidas punitivas dentro da lei, por estarem promovendo ações inconstitucionais, sem que se respeite nem o devido processo legal, trazendo prejuízos significativos para o Brasil, para a sua democracia e para a sua sociedade.

25 janeiro 2025

A guerra contra a anistia e a alma da esquerda: intransigente, vingativa e perversa


Por J.R. Guzzo 25/01/2025 às 08:00

    "De todas as infâmias que a história real da esquerda brasileira registra – e nenhuma facção política tem uma folha corrida de infâmias que possa ser comparada à da esquerda brasileira – possivelmente não há nenhuma mais sórdida do que a sua guerra contra a anistia. O grito “Sem Anistia”, um dos versículos mais cantados no atual Alcorão do regime Lula-STF, é perfeitamente adequado, é lógico, à verdadeira alma da esquerda – intransigente na punição aos adversários derrotados, vingativa e perversa. Nunca foram diferentes disso. Mas no caso específico da anistia à multidão de infelizes que pagam nos cárceres do STF pelo Golpe dos Estilingues, atingem padrões de indecência que não tinham conseguido atingir até agora.

    No final do mês de agosto de 1979 o Brasil, em lei sancionada pelo presidente João Figueiredo, foi beneficiado pela anistia mais ampla, generosa e inteligente que poderia ter nas circunstâncias objetivas da época. A medida, então, foi descrita como essencial para a pacificação do Brasil, o encerramento do regime militar e a volta das instituições democráticas. Beneficiou a militares acusados de tortura, mas quem mais lucrou com a anistia, disparado, foi a esquerda – nem seus líderes negam isso. Mas, agora, os perdoados não querem perdoar.     O brado “Sem Anistia”, entoado hoje com cólera pelos anistiados de ontem, é um certificado da bancarrota moral em que afundou o Brasil do consórcio Lula-STF. Pode esquecer o bobo alegre padrão da universidade que sai por aí repetindo o que ouviu sem ter a menor ideia do que é uma anistia – e que “luta” contra uma ditadura que já tinha acabado muitos anos antes de ele nascer. O comportamento realmente abjeto está por conta de quem chorava emocionado pela anistia, 50 anos atrás, e agora espuma de raiva contra quem pede o mesmo esquecimento para atos infinitamente menos graves.     Piores que todos são os que receberam o perdão pelos crimes reais que efetivamente cometeram, muitas vezes acompanhado de indenizações em dinheiro, aposentadorias integrais e empregos de marajá no funcionalismo público. É gente que, em nome da “democracia”, assaltou bancos, matou dezenas de pessoas a sangue frio, explodiu bombas, roubou fortunas – e hoje não quer perdão para quem quebrou meia dúzia de cadeiras e umas vidraças no prédio do STF. Por força da anistia, tornaram-se governadores, parlamentares, ministros de Estado; uma figura dessa turma, chamada Dilma Rousseff, chegou a ser presidente da República.     Lembre-se disso tudo na próxima vez em que alguém venha lhe dizer que é contra a anistia para os coitados que receberam 17 anos de prisão pelo quebra-quebra do dia 8 de janeiro de 2023. Lembre-se, principalmente, da covardia sem limites que é ficar de quatro diante de bilionários ladrões que confessaram crimes de corrupção ativa e, ao mesmo tempo, sair por aí gritando: “Sem anistia”. Talvez toda essa turma possa repetir, como seu grande lema, um verso imortal da MPB, mas com uma leve alteração: “Das feridas que a esquerda cria, sou o pus”."

01 novembro 2024

A guerra de Lula, do PT e da esquerda contra a anistia

A história registra momentos vergonhosos da esquerda mundial, expressados principalmente pelas prisões e assassinatos ocorridos em nações comunistas. Foi assim na China, em Cuba e em todos os países que compunham a União Soviética. No Brasil sua história também está registrada e parte dela pode ser lida em "100 ANOS DE HISTÓRIA E DE MUITOS CRIMES". O comunismo, a máquina de criar pobreza, fome e morte,  prospera ainda hoje sem que receba a mesma condenação de intelectuais, políticos e personalidades, mesmo que tenha provocado mais mortes que o nazismo.

Ontem, 31/10/2024, Guzzo revelou que hoje se vive no Brasil um dos momentos mais baixos na história da esquerda nacional, em seu artigo na Gazeta do Povo, "Não à anistia: a vingança da esquerda disfarçada de “defesa da democracia”"

Cartaz empunhado por participantes de manifestação 
pede liberdade e anistia aos presos do 8 de Janeiro.| 
Foto: João Pequeno - Gazeta do Povo

"Sua posição (a da esquerda) não é apenas um monumento ao ódio. É, talvez pior ainda do que isso, um grave distúrbio cognitivo. A anistia aos presos do “8 de janeiro” é muito mais que um gesto de perdão: é a solução para eliminar a maior infâmia já cometida pelo Sistema de Justiça do Brasil, com suas histéricas condenações a pobres coitados que fizeram um quebra-quebra em Brasília e estão sendo punidos pelo crime de “golpe de Estado”. Mais ainda: estão sendo punidos por “golpe de Estado” e “abolição violenta do Estado de Direito” ao mesmo tempo, como se alguém fosse capaz de fazer uma coisa dessas.


[ ... ] De todas as taras políticas que conduzem a política brasileira de hoje – e olhem que nunca houve tanta tara junta no mesmo momento –, uma das mais neuróticas é a guerra de Lula, do PT e da esquerda contra a anistia. Historicamente, e em condições mais ou menos normais do ponto de vista mental, as pessoas e organizações só se mobilizam em favor de anistias. No Brasil de Lula é o exato contrário – eles conseguiram montar uma cruzada colérica contra a anistia. Negam a possibilidade de qualquer tipo de concórdia. Não abrem mão da vingança – e chamam isso de “defesa da democracia”."



E os ânimos petistas ficaram mais exaltados após sua avassaladora derrota ocorrida nas eleições municipais deste ano que escancarou o final melancólico de sua existência.


Esquerda reunida para criação do PT - 10/02/1980




30 agosto 2024

Anistia: a opção a ser seguida, sem traumas, para todos os brasileiros

O texto abaixo é uma cópia fiel da Carta ao Leitor da nova edição da revista Oeste, disponibilizada na manhã desta sexta-feira, 30/08/2024, recebida através de e-mail.

O texto da Branca Nunes é primoroso ao resumir, em uma página, a história minúscula enfrentada pelo Brasil nos últimos cinco anos e apontar, com precisão, a opção a ser seguida, sem traumas, para todos os brasileiros, a mesma que foi utilizada, com sucesso, em 1979.

Boa leitura.

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25 fevereiro 2024

Paulista 25/2/2024. Pela liberdade o Brasil voltou 🇧🇷

"Pela família brasileira, pelos valores cristãos, pela liberdade e pelo amor ao nosso Brasil 🇧🇷".

Esse foi o resumo feito pela deputada federal Silvia Waiãpi em suas redes sociais.

Uma tradução ao pé da letra para todos aqueles que compareceram ao evento (750 mil, segundo a SSP/SP) ou o assistiram pela Internet. Logo após o seu término, outros políticos também começaram a se manifestar. 


O ex-procurador da operação Lava Jato e ex-deputado federal, Deltan Dallagnol (Novo-PR) que também foi ao ato, afirmou que ele e o seu partido não vão desistir do Brasil. “Só podemos transformar a sociedade com unidade em torno de valores e princípios inegociáveis. Não vamos desistir do Brasil.”

O Senador Carlos Portinho (RJ) disse que o povo brasileiro foi às ruas dizer que “não permite ataques à democracia”.

A senadora Damares Alves (DF) disse que não foi à manifestação, pois estava de repouso, mas que hoje seria “um novo ciclo na vida” do ex-presidente e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Foi lindo na Paulista”, escreveu Damares no X. “Como queria ter ido, mas estava aqui, no repouso de minha cirurgia, orando e chorando por vocês. Hoje é o início de um novo ciclo na vida de vocês e para nosso país.”

“A democracia se fez presente na Paulista, forte, vibrante, com sede de participação. A esquerda não consegue conviver com esta realidade. Durante décadas, eles pensaram que o povo era monopólio deles. O povo foi apoiar o presidente Bolsonaro para dizer: somos donos do nosso destino". escreveu no X o senador Ciro Nogueira (PI), que estava no ato.

Silas Malafaia, organizador do ato, também discursou e listou, com muita coragem, um bom apanhado de fatos desde 2021 sobre a perseguição a Bolsonaro.

Em seu discurso, Bolsonaro pediu anistia para os presos em 8 de janeiro. 


O ex-deputado federal Xico Graziano (SP) foi outro a comentar o protesto de hoje. Para ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro protagonizou um dos pontos altos do evento. “Bolsonaro fez o melhor discurso, não apenas do evento, mas da sua vida”, afirmou Graziano. “Foi oportuno e conveniente. Raciocinou, não vociferou, respeitou limites. Deu o recado da direita brasileira, num tom que valoriza o debate democrático.”

"Não houve um único e escasso surto de violência. Com a Paulista reconquistada por genuínos democratas, faltou espaço para provocadores. Tudo somado, o que poderia ser o último ato em defesa de Bolsonaro se transformou na primeira manifestação em favor da anistia e da redemocratização. O povo retomou o domínio das ruas, soltou o grito preso na garganta e começou a sepultar a era do medo", escreveu Augusto Nunes em seu artigo "O som do grito preso na garganta", publicado no início desta noite na Oeste.