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Mostrando postagens com marcador Bolsonaro. Mostrar todas as postagens
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05 dezembro 2025

Jair Bolsonaro escolhe Flávio Bolsonaro para disputar as eleições em 2026

 





































Abaixo Nota publicada agora há pouco pelo senador Flávio Bolsonaro põe um fim sobre o tema que vinha sendo discutido nas redes sociais. Vamos em frente, não há mais dúvida sobre o candidato da direita nas eleições do próximo ano.


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É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação. Eu não posso, e não vou, me conformar ao ver o nosso país caminhar por um tempo de instabilidade, insegurança e desânimo. Eu não vou ficar de braços cruzados enquanto vejo a esperança das famílias sendo apagada e nossa democracia sucumbindo. O nosso país vive dias difíceis, em que muitos se sentem abandonados, aposentados são roubados pelo próprio governo, narco-terroristas dominam cidades e exploram trabalhadores, estatais voltaram a ser saqueadas, novos impostos não param de ser criados ou aumentados, nossas crianças não têm expectativas de futuro. Ninguém aguenta mais! Mas eu creio em um Deus que não abandona nossa nação.

Eu creio que Ele levanta pessoas e inicia novos tempos quando o povo clama por justiça. Eu creio que nenhum cativeiro é maior do que o poder de Deus para libertar. Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão.

E sei que Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada. Que Deus abençoe o nosso povo! Que Deus abençoe o nosso Brasil!

28 novembro 2025

Decisão de Moraes abre brechas para reversão judicial a Bolsonaro e outros réus


Para os especialistas, as decisões de Alexandre de Moraes adotam rigor máximo, tanto na interpretação dos crimes quanto na condução acelerada do processo e no controle sobre a execução da pena. “Alguns pontos descritos formam um cenário atípico no Judiciário brasileiro marcado por punição elevada, rapidez incomum e forte concentração de autoridade no gabinete do próprio relator”,
diz o doutor em Direito Luiz Augusto Módolo.

O criminalista Gauthama Fornaciari entende que assim ficam brechas significativas que ainda podem ser questionadas pelas defesas — inclusive com potencial para anular a decisão.

Questionado se os pontos controversos levantados ainda podem ser atacados pelas equipes jurídicas, o criminalista é direto. “Entendo que sim.” Segundo ele, as medidas adotadas no processo apresentam vícios graves. “Cerceamento de defesa gera nulidade absoluta da decisão”, afirmou.

O advogado foi além e classificou o ato do ministro como algo fora dos parâmetros normais do Direito. “Estamos diante de uma decisão teratológica”, disse, utilizando o termo técnico aplicado a decisões consideradas “absurdas, ilegais ou absolutamente incompatíveis” com o ordenamento jurídico.

O especialista lembrou que o próprio STF já criou precedentes para lidar com situações desse tipo. “A jurisprudência do STF já admitiu o conhecimento excepcional de habeas corpus nesses casos absurdos e de ilegalidades flagrantes”, destacou, sugerindo que esse pode ser um dos caminhos possíveis para as defesas daqui em diante.

25 novembro 2025

O Golpe da Disney: Brasil transforma justiça em farsa


Se alguém quiser um manual moderno sobre como as democracias se deterioram por dentro, pode ignorar Caracas, Havana e Manágua e olhar diretamente para Brasília, onde Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão pelo que ficará marcado como a acusação política mais ridícula do século: um suposto "golpe" orquestrado de uma casa alugada em Orlando enquanto planejava uma viagem em família para a Disney World.

Bolsonaro entregou o poder pacificamente. Embarcou para os EUA. Fixou residência por um breve período na Flórida. Enquanto isso, Lula assumiu o cargo com controle total de todas as forças de segurança. No entanto, oito dias depois — com Bolsonaro aposentado no exterior, impotente e a milhares de quilômetros de distância — algumas centenas de manifestantes vandalizaram prédios governamentais vazios em um domingo tranquilo. Sem armas, sem cadeia de comando militar, nada que remotamente lembrasse um golpe. Bolsonaro condenou o ocorrido em tempo real. As únicas pessoas que o chamaram de golpe foram os aliados de Lula e o ministro Alexandre de Moraes, cuja ideia de “devido processo legal” se assemelha cada vez mais a uma perseguição política disfarçada de processo legal. E agora, nessa fantasia, foi condenado a quase três décadas atrás das grades — a principal figura da oposição, o favorito para 2026, preso pelo que a história lembrará como o “golpe da Disney”. Um golpe supostamente orquestrado de um subúrbio de Orlando e executado por ninguém. Um golpe cujo suposto mentor era levar seus netos a parques temáticos.

O absurdo seria cômico se não estivesse sendo usado para neutralizar o rival político mais popular do Brasil. O próprio Lula foi condenado por corrupção — e saiu impune graças a tecnicalidades arquitetadas para trazê-lo de volta ao poder. Bolsonaro, por sua vez, está preso por um crime que existe apenas na imaginação de um judiciário que trava abertamente uma guerra política. A escolha do momento não foi acidental. Um dia depois de os Estados Unidos terem suavizado as medidas comerciais num gesto de boa vontade, Alexandre de Moraes recorreu ao uso mais severo do poder judicial até então — provando exatamente por que essas sanções existiam em primeiro lugar. Bolsonaro agora se junta às fileiras de dissidentes presos não por violência ou corrupção, mas porque suas ideias aterrorizam a classe dominante: Václav Havel, Nelson Mandela, Lech Wałęsa — líderes encarcerados porque as elites temiam as urnas. As instituições se revelam pela forma como tratam seus oponentes. Quando os tribunais orquestram a eliminação do adversário mais forte antes de uma eleição, não se trata de justiça — é a manutenção do regime disfarçado de juiz. A vergonha do Brasil agora está estampada em negrito: 27 anos por um golpe que nunca aconteceu, supostamente liderado por um homem que comia churrasco em Orlando. A história não esquecerá a covardia por trás dessa sentença. O golpe da Disney será lembrado não como o crime de Bolsonaro, mas como a vergonha do Supremo Tribunal Federal.

Por Vicky Richter - Jornalista, Florida USA


24 novembro 2025

A prisão do Bolsonaro não é um fato isolado



    Bolsonaro é apenas o personagem da vez. Desde Lenin, 1917, a prática da esquerda é mate e/ou destrua o seu adversário. 

    Há muitos exemplos disto no mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil, até mesmo com o Bolsonaro em 2018 quando recebeu a facada em Juiz de Fora

    Portanto, o que está ocorrendo no Brasil é muito mais complexo por ser político, pois se trata da implantação de um sistema de poder que no caso até está escrito na cartilha do Foro de São Paulo, e que se tornou a Bíblia da esquerda após a queda da URSS. 

    É um assunto do andar de cima e pouca gente o entende. Mas a cúpula do PT sabe direitinho o que deve ser feito e como agir.


19 outubro 2025

O Brasil invadiu a proteção de fronteira dos EUA? (The Wall Street Journal)

Em artigo de hoje, o WSJ relata que Alexandre de Moraes usou um registro falso da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA para justificar a prisão de um oponente político, o assessor de Jair Bolsonaro Filipe Martins, a fim de pressioná-lo a cooperar contra Bolsonaro.

O CBP finalmente conseguiu confirmar que o registro era falso, mas por mais de um ano Moraes confiou nele para manter Martins preso, grande parte dele em confinamento solitário, e um total de 183 dias detido sem acusações, com base em uma entrada falsificada em um banco de dados federal dos EUA. Isso levanta uma questão assustadora: como um regime estrangeiro plantou ou explorou dados falsificados dentro de um banco de dados do CBP para promover um processo político no exterior?

Leia abaixo o artigo completo (tradução).

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A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA não é conhecida por sua humildade. Admitir que errou é um grande problema. No entanto, tomou essa medida incomum, em um comunicado à imprensa de 10 de outubro, finalmente reconhecendo que estava errada ao afirmar que o brasileiro Filipe Martins entrou nos EUA no final de dezembro de 2022.

A correção do CBP ocorre mais de 18 meses depois de Filipe Martins provar às autoridades americanas que não havia deixado o Brasil naquele momento. Por que o CBP alegou que ele havia deixado o Brasil e se recusou, até agora, a admitir que tal registro não existe? É duvidoso que tenha sido um mero problema burocrático. Os registros eletrônicos falsos do CBP foram usados ​​para promover um processo politicamente motivado contra ele no Brasil, e é difícil acreditar que tenha sido coincidência.

O Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) — ferrenho oponente de Bolsonaro e sua equipe — conseguiu usar, nas palavras da CBP, o "histórico errôneo para justificar a prisão de meses do Sr. Martins". Essa prisão foi parte de um esforço de Moraes para pressionar membros do círculo íntimo do ex-presidente a condená-lo e seus assessores por planejar um golpe de Estado contra seu sucessor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Alguém na CBP ou no Departamento de Segurança Interna dos EUA, que supervisiona a agência, merece crédito extra por expor essa farsa. A CBP afirma que a investigação continua, e isso é bom porque o trabalho ainda não está concluído. O caso tem todas as características de penetração estrangeira na CBP. Mas o público não saberá até descobrir quem entrou no sistema da agência e colocou o nome do Sr. Martins com uma data de entrada falsa na página de "histórico de viagens" do site, e posteriormente criou o registro legal falso, conhecido como I-94. E por quê? Além disso, por que demorou tanto para corrigir o registro I-94 e por que a página de "histórico de viagens" ainda não foi corrigida?

Bolsonaro perdeu a tentativa de reeleição em outubro de 2022. Antes e depois da votação, ele reclamou amargamente da falta de um processo de auditoria do sistema de votação eletrônica. Mas ele voou para os EUA no final de dezembro de 2022 e, assim, renunciou ao cargo voluntariamente. Ele não compareceu à posse de Lula em 1º de janeiro de 2023.

Em 8 de janeiro de 2023, durante um protesto pró-Bolsonaro em Brasília, vândalos invadiram o Supremo Tribunal Federal e o prédio do Congresso. Era domingo; os prédios estavam vazios. Mesmo assim, o Ministro de Moraes usou a invasão para acusar Bolsonaro de estar por trás de uma tentativa de derrubar Lula.

Para construir seu caso, o ministro procurou colocar pessoas de dentro do governo contra seu ex-chefe. A maioria era leal. Era improvável que incentivos funcionassem. Mas o CBP deu uma surra no Ministro de Moraes.

Em 8 de fevereiro de 2024, o Sr. Martins foi detido no Brasil. Nenhuma acusação havia sido apresentada contra ele. Para prendê-lo, o Ministro de Moraes apontou o nome do Sr. Martins na página de histórico de viagens do CBP, indicando sua entrada em Orlando, Flórida, em 30 de dezembro de 2022. Ele disse que, como não havia registro oficial da saída do Sr. Martins do Brasil, conforme exigido por lei, isso provava que ele representava um risco de fuga.

O Sr. Martins alegou que o Ministro de Moraes precisava de um motivo para mantê-lo atrás das grades porque o ministro estava tentando coagir uma confissão sobre o suposto complô de Bolsonaro. O Sr. Martins afirmou ter sido mantido em confinamento solitário em uma cela sem janelas e sem luz por 10 dias, de 23 de fevereiro a 4 de março. Ele foi liberado para prisão domiciliar após 183 dias e está sob sigilo da imprensa desde então. Ele foi indiciado em 22 de abril de 2025 por seu papel na suposta conspiração de golpe.

A página com histórico de viagens não é um documento legal. Assim, em abril de 2024, a advogada do Sr. Martins na Flórida, Ana Bárbara Schaffert, contatou o CBP para solicitar uma cópia do I-94 registrado para todo estrangeiro não residente ao entrar nos EUA. Uma autoridade em Orlando respondeu por e-mail que não havia nenhum I-94 para o Sr. Martins em dezembro de 2022.

Um mês depois, um apareceu de repente. Era obviamente falso. O primeiro nome do Sr. Martins estava escrito incorretamente, o passaporte utilizado havia sido cancelado em 2021 e o tipo de visto estava incorreto. A Sra. Schaffert contestou novamente o CBP de Orlando e forneceu documentação de apoio — incluindo a resposta original de Orlando a ela de que não havia um I-94 para uma entrada de Martins em dezembro de 2022. O CBP tentou encobrir seus rastros: corrigiu o erro de ortografia, o número do passaporte e o tipo de visto. Ela afirma que todos os esforços posteriores para corrigir as coisas resultaram em um impasse.

Os advogados do Sr. Martins entraram com uma ação na justiça federal para acessar os registros do CBP que mostrariam quem colocou o nome do Sr. Martins na página de histórico de viagens do site e, posteriormente, criou o I-94 fraudulento. O CBP os entregou, mas omitiu os nomes dos funcionários envolvidos e as datas das entradas.

O caso está em fase de descoberta. Enquanto isso, os americanos estão certos em perguntar o que o CBP está tentando esconder.

12 outubro 2025

O Brasil tem pressa


Imagem de autor desconhecido 

    A imagem fala por si mesma e relembra ao povo brasileiro as manobras jurídicas e políticas que foram realizadas no antro dos gabinetes palacianos para colocar Lula de volta no Palácio do Planalto. Dia a dia a verdade vai surgindo e mostrando como a oportunidade do Brasil ingressar no mundo desenvolvido foi e está sendo desperdiçada.

    As gerações futuras não irão perdoar os responsáveis e participantes  de tudo isto que está acontecendo no Brasil atual e de fácil registro para a história do País. Serão tristes para a Nação e para o mundo a leitura do curriculum vitae de cada um deles. Vaidosos como são, espero que eles não ultrapassem a vida antes da possível leitura de seu respectivo CV, cujo conteúdo jamais será destruído. Com alguns desses personagens isto já está ocorrendo, inclusive já estão tomando conhecimento das denominações com as quais passaram a ser identificados em todo o mundo.

    O Brasil tem pressa. O ambiente político deve retornar a sua normalidade e suas instituições voltarem a funcionar conforme previsto na Constituição de 1988 e os brasileiros retornarem  a acreditar no futuro do Pais. Anistia já.

14 setembro 2025

A Porta Que Se Fecha

    Aos domingos, como de hábito, Roberto Motta nos premia com bons artigos. O deste domingo está ótimo. Ao estilo Motta, com muita clareza, ele nos revela a sua análise sobre o que ocorreu durante o julgamento de Jair Bolsonaro pela primeira turma do STF, como se sabe, composta por cinco membros. Antecipadamente o seu resultado já era do conhecimento de todos os brasileiros. Mas, com certeza, poucos imaginavam os fatos extrajudiciais que ocorreram durante o julgamento tendo como atores os próprios julgadores, tudo ao vivo, como se pôde testemunhar. Como juízes, ministros ou algo parecido não dá mais para designá-los depois do ocorrido. Salvou-se apenas o Fux com a sua magistral aula de direito.

Boa leitura.

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A Porta Que Se Fecha 

O veredito menos surpreendente da história acaba de ser anunciado: Jair Bolsonaro foi condenado.


O veredito menos surpreendente da história brasileira acaba de ser anunciado: o ex-presidente Jair Bolsonaro e vários outros réus foram condenados por crimes que incluem “tentativa de abolição do estado democrático de direito” e “golpe de estado”. 


Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado, Walter Braga Netto a 26 anos de prisão, Anderson Torres a 24 anos e perda de cargo na Polícia Federal, Almir Garnier Santos a 24 anos, Augusto Heleno a 21 anos, Paulo Sérgio Nogueira a 19 anos, Mauro Cid a 2 anos em regime aberto e Alexandre Ramagem a 16 anos de prisão, perda de mandato de deputado federal e perda do cargo na Polícia Federal. Todos ficarão inelegíveis por 8 anos após o cumprimento das sentenças e, além de multas individuais, terão que pagar uma multa “solidária” de R$ 30 milhões.


Ao debater o valor da multa, um dos ministros comentou em tom mordaz que o réu Jair Bolsonaro teria “boa situação financeira”, lembrando de doações via Pix que teriam sido recebidas por ele. Apesar da gravidade da decisão e de suas consequências, o bom-humor predominou enquanto os ministros pronunciavam suas sugestões para o tempo em que o ex-presidente deveria ficar na cadeia.


Se não houve surpresa alguma com esse resultado, certamente houve choque; o choque de ver confirmada uma previsão que, apesar de já ser considerada certa, ainda assim não perdeu o poder de espantar.


A surpresa já tinha vindo um dia antes, no voto do ministro Luiz Fux.


No início da semana, no programa Os Pingos nos Is, eu disse que não esperava nenhuma novidade no julgamento. Errei. O voto do Ministro Fux não foi apenas desconcertante e divergente; na opinião de muitos juristas ele foi demolidor. É um voto a ser estudado em salas de aula de Direito no Brasil do futuro – um país que, por algum milagre, tenha se reencontrado com a legalidade.


Um milagre será necessário porque o voto do Ministro Fux apontou três nulidades – três fatores que, na sua opinião, tornariam o processo nulo. Em primeiro lugar, a corte não teria competência para julgar o caso, já que os réus deste processo não têm foro privilegiado - eles deixaram seus cargos no governo antes que fosse modificado o entendimento da corte sobre a manutenção do foro. Os réus deveriam ser julgados por um juiz de primeiro grau, disse o ministro Fux.


Em segundo lugar, disse o ministro, mesmo que, de alguma forma, fosse reconhecida a competência da corte, o caso não deveria ser julgado pela turma, e sim pelo plenário, lugar onde foram realizados todos os grandes julgamentos. Por último, afirma o ministro, ficou comprovado que houve cerceamento de defesa. Para o ministro Luiz Fux, trata-se de nulidades insanáveis.


Em seu extenso voto (a leitura durou treze horas) o magistrado fez um exame detalhado dos autos, provas e alegações. Ele considerou cada uma das acusações, submeteu as provas apresentadas a testes temporais e de lógica, e comparou as condutas dos réus com aquelas definidas na lei como crimes. Ao final desse processo, o ministro votou pela absolvição do ex-presidente Bolsonaro. Segundo ele, os fatos narrados pela Procuradoria Geral da República não correspondem ao crime de golpe de Estado. Para o ministro, também não é possível dizer que os crimes praticados nos atos de 8 de janeiro de 2023 decorrem de discursos e entrevistas do ex-presidente. Ele lembrou que “a lei não permite que se considere uma pessoa responsável por crimes cometidos por outros que foram influenciados por suas palavras”. E deu um claro exemplo: a culpa pelo atentado sofrido por Jair Bolsonaro em 2018 não pode ser imputada a opositores políticos que usaram retórica violenta contra o então candidato.


É o óbvio.


Em homenagem ao jurista Evaristo de Moraes, o ministro Fux lembrou que “um crime só existe quando a conduta se encaixa na lei penal como uma luva se encaixa na mão”. Além de Bolsonaro, o ministro pediu a absolvição de todos os outros réus, à exceção de Mauro Cid e Braga Neto.


Um dos trechos mais impactantes do voto de Fux fala sobre a imparcialidade do juiz. Ele disse: 


“O juiz deve acompanhar a ação penal com distanciamento, não apenas por não dispor de competência investigativa como também por seu necessário dever de imparcialidade”. 


Fux afirmou ainda que não compete ao tribunal realizar juízo político, e que sua missão exige objetividade, rigor técnico e “minimalismo interpretativo”.


O voto do ministro Luiz Fux produziu um alívio momentâneo em milhões de brasileiros. No dia seguinte vieram as condenações. Retornando de uma viagem a São Paulo, eu atravessava o saguão do Aeroporto de Congonhas quando um rapaz humilde me parou, os olhos cheios d’água. Ele disse: “me sinto como se o condenado fosse eu”.


Não é o único.


Há quem diga que o voto do ministro Fux, além de firmar sua posição como um defensor do Direito, abriu uma porta para que o tribunal saísse da confusão em que havia se metido.


Um dia depois o tribunal fechou a porta com estrondo.

06 setembro 2025

7 anos

 


    Hoje o Brasil relembra 7 anos da facada sofrida por Bolsonaro em Juiz de Fora. Este atentado consolidou um deputado até então considerado de "baixo clero" como candidato antissistema. Até hoje, Bolsonaro ainda enfrenta complicações de saúde mas se consolidou como a principal liderança da direita brasileira. Contudo, o Sistema continuou a atacá-lo covardemente tal qual o fez na cidade mineira.

     Foram 7 anos de tentativas do Sistema para, no mínimo, desmobilizá-lo e impedí-lo de novamente assumir a Presidência da República. Tiveram sucesso em 2002. Agora, em 2025, Bolsonaro é réu no STF, acusado de tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022.

    Na manhã desta última terça-feira (2/9), o STF começou a escrever como o Sistema tomou conta do Brasil. A pior composição possível do STF decidiu armar um teatro para julgar um crime que não aconteceu: o golpe de 8 de janeiro de 2023. O país assistiu a um espetáculo de mau gosto — e as leis foram pisoteadas.

    Com um conjunto probatório vazio, os advogados dos réus mostraram não haver provas. "A acusação é uma narrativa e não se pode condenar alguém com base numa narrativa." Além de não haver provas o processo como um todo é recheado de ilegalidades e não atende as normas jurídicas do País. Portanto, deve ser anulado, posição esta defendida pelos defensores dos réus e também por milhares de advogados em todo o País. Como ir adiante com tudo o que já se expôs no processo e durante o julgamento? não, não há como se ir adiante. Não sob a lógica do Direito Penal Brasileiro. A volta aos caminhos da legalidade impõe a anulação de tudo.

    Para completar, em paralelo a ocorrência do julgamento, se viu o depoimento à Comissão do Senado, de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes. As revelações e fatos de como tem se dado a atuação do STF na era “alexandrina”, o modo persecutório, o cerceamento à defesa e a instrumentalização de órgãos de Estado já são mais do que suficientes para paralisar e anular todo o julgamento atual, porque o que estamos vivendo não pode continuar.

16 agosto 2025

O Brasil não aguenta mais


     

O Editorial do Estadão deste 16 de agosto de 2025, sob o título "TARCÍSIO ESTÁ CERTO" destaca o que o governador Tarcísio de Freitas afirmou recentemente. Veja um dos trechos deste Editorial.

[ ... ] “O Brasil não aguenta mais o PT, o Brasil não aguenta mais o Lula.” O desabafo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, num encontro promovido pelo BTG Pactual com outros presidenciáveis de centro-direita, como Ratinho Jr., Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, vocaliza mais que um diagnóstico político. É a expressão condensada de um esgotamento histórico, comprovado por dados e pelo cotidiano. Não se trata de mera retórica eleitoral. O sentimento popular, traduzido em índices de rejeição, ecoa uma realidade objetiva: o modelo lulopetista é fiscalmente insustentável, economicamente estagnante, institucionalmente corrosivo e diplomaticamente anacrônico - e desbancá-lo é condição para superar o atraso.

    Na sequência o Editorial apresentou as justificativas para retirar o PT do poder, destacando:

[ ... ] "Na oposição, recorde-se, o PT sempre foi irresponsável, rejeitando marcos civilizacionais, a começar pela Constituição e o Plano Real. No governo, o resultado foi inequívoco: retrocesso na produtividade, deterioração fiscal, aparelhamento do Estado, corrosão da moralidade pública e uma política externa que confunde alinhamento com ditaduras e hostilidade ao Ocidente com “soberania”. Na economia, o lulopetismo substituiu reformas estruturais por expansão desenfreada do gasto corrente, subsídios distorcivos e intervencionismo improvisado. O preço está na dívida crescente, no déficit crônico, nos juros exorbitantes, na paralisia do investimento privado. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 45 anos o Brasil despencou do 48.º para o 87.º lugar no ranking de PIB per capita, aproximando-se da metade mais pobre do planeta – e isso tem relação direta com o fato de que o Brasil foi governado pelo PT em 16 dos últimos 22 anos."

    O Editorial termina afirmando:

[ ... ] "Mas, para ser completa, ela não pode omitir um dado incômodo: o Brasil não aguenta mais o bolsonarismo também. Entre os muitos males que Lula e o PT causaram ao País, um dos mais degradantes foi a ascensão de Jair Bolsonaro. O populismo bolsonarista foi um subproduto dialético do populismo lulopetista. O antipetismo viabilizou a ascensão de Bolsonaro, e o antibolsonarismo viabilizou o retorno de Lula, mantendo o País cativo de um ciclo infernal de ressentimento, radicalização e estagnação. Rompê-lo é condição para avançar. Como resumiu singelamente Ratinho Jr., basta eleger “uma pessoa normal”.

Virar a página não é trocar um demagogo por outro. É abandonar a mentalidade retrógrada que nos prende a crises recorrentes, colocar a responsabilidade fiscal no centro da agenda, reafirmar o compromisso com instituições sólidas e abraçar o mundo como ele é, e não como o imaginário ideológico o descreve. O Brasil não aguenta mais Lula e Bolsonaro – e, se não superá-los de uma vez, estará condenado à mais profunda mediocridade."

    Contudo, o Estadão deixou de olhar pros seus próprios pés, ou pro seu próprio rabo, como popularmente é mais conhecido esse ditado popular. O Estadão não está excluído do que a história brasileira já registrou.

    Essa história tem anotado que, após a Proclamação da República, surgiram e se mantiveram em curva ascendente desde então, empresários imorais, sindicatos imorais, intelectuais imorais, jornalistas imorais, associações imorais, todos buscando aquilo que não conseguiriam da sociedade num regime de liberdade de mercado, todos sobrevivendo às custas da coerção estatal, o caminho da servidão.

19 julho 2025

Pela liberdade


    Pela primeira vez na história do Brasil, autoridades da Suprema Corte são proibidas de entrarem nos EUA. O secretário de estado americano, Marco Rubio, anunciou a suspensão de vistos para autoridades brasileiras.

    Alexandre de Moraes (nominalmente) e extraoficial, segundo correspondentes FoxNews e pessoas familiarizadas com a situação: Paulo Gonet Branco, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Andrey Rodrigues, Fábio Schor, Ricardo Lewandowski, Rodrigo Pacheco e demais dependentes das autoridades.


@POTUS made clear that his administration will hold accountable foreign nationals who are responsible for censorship of protected expression in the United States. Brazilian Supreme Federal Court Justice Alexandre de Moraes's political witch hunt against Jair Bolsonaro created a persecution and censorship complex so sweeping that it not only violates basic rights of Brazilians, but also extends beyond Brazil's shores to target Americans.
I have therefore ordered visa revocations for Moraes and his allies on the court, as well as their immediate family members effective immediately.
Tradução:
@POTUS deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos. A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos.
Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato.

    A ordem do governo americano é anunciada no mesmo dia em que Bolsonaro foi alvo de ação da Polícia Federal justamente sob a acusação de atentar contra a soberania do Brasil ao articular medidas no exterior. O ex-presidente está obrigado a usar tornozeleira eletrônica e não pode se aproximar de embaixadas e consulados estrangeiros.     Em Belo Horizonte e em São Paulo, o povo foi para as ruas comemorar essa decisão do governo americano. Confira nos vídeos abaixo.




    Outras convocações já estão sendo programadas como é o caso de Brasília no próximo domingo e também de Belo Horizonte.



    O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) usou seu perfil na rede social X, nesta sexta-feira (18), para convocar manifestações populares diante das medidas judiciais impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

– Vamos pra rua já, o Brasil vai parar! – escreveu o parlamentar.