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15 janeiro 2025

Por trás de Davos, um ambiente de trabalho tóxico

    Durante a semana se realizará em Davos, Suíça, mais uma reunião do Fórum Econômico Mundial. Em nossos arquivos o artigo abaixo, propositalmente armazenado para só ser publicado aqui no Blog nesta data. Leia-o, você precisa conhecer as entranhas dessa organização, embora elas sejam chocantes e decepcionantes. É o mínimo que se pode deduzir desse texto de Shalini Ramachandran e Khadeeja Safdar publicado, em julho de 2024, no The Wall Street Journal. A matéria detalha que apesar de seus objetivos elevados, o Fórum enfrentou inúmeras acusações de assédio sexual e discriminação contra mulheres e pessoas negras.

    Boa leitura.

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    Há alguns anos, Klaus Schwab, o octogenário fundador do Fórum Econômico Mundial, decidiu que a organização precisava de uma renovação jovem. Então, ele escolheu um grupo de funcionários com mais de 50 anos e instruiu seu chefe de recursos humanos a se livrar de todos eles, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Isso, explicou ele, reduziria a idade média da força de trabalho. O chefe de RH, um antigo executivo experiente do Banco Mundial chamado Paolo Gallo, recusou, salientando que tem de haver uma explicação razoável para despedir alguém, como um mau desempenho. Pouco tempo depois, Schwab demitiu Gallo. Não foi o único exemplo de Schwab envolvido em comportamentos que violariam as políticas de local de trabalho padrão dos principais parceiros corporativos do Fórum. Um episódio que ainda circula entre os funcionários é quando, em 2017, ele contratou uma jovem para liderar uma iniciativa para startups. Ela descobriu que estava grávida e, durante os primeiros dias de trabalho, foi ao escritório de Schwab em Genebra para contar-lhe. Ela ficou chateada por não conseguir continuar trabalhando no mesmo ritmo, disseram pessoas familiarizadas com o incidente, e afirmaram que ela não era adequada para seu novo papel de liderança. Ela foi expulsa após o que o Fórum disse ser um breve período experimental.

    O Fórum Econômico Mundial, a organização por trás do encontro anual de líderes e executivos mundiais em Davos, afirma que a sua missão é nada menos do que melhorar a situação do mundo. Mas sob a supervisão de décadas de Schwab, o Fórum permitiu alimentar uma atmosfera hostil às mulheres e aos negros no seu próprio local de trabalho, de acordo com queixas internas, trocas de e-mails e entrevistas com dezenas de atuais e antigos funcionários do Fórum e outras pessoas familiarizadas com as práticas do Fórum.

    Pelo menos seis funcionárias foram despedidas ou viram as suas carreiras sofrerem quando estavam grávidas ou regressando da licença de maternidade. Outra meia dúzia descreveu o assédio sexual que sofreram por parte de gestores seniores, alguns dos quais permanecem no Fórum. Duas disseram que foram assediadas sexualmente anos atrás por VIPs em reuniões do Fórum, inclusive em Davos, onde se esperava que funcionários do sexo feminino estivessem à disposição dos delegados. Em dois incidentes mais recentes, funcionários registraram reclamações internas depois que gerentes brancos do Fórum usaram N-palavras em relação a funcionários negros. Funcionários negros também apresentaram queixas formais aos líderes do Fórum sobre terem sido preteridos em promoções ou deixados de fora de Davos.

    O Fórum recusou-se a disponibilizar Schwab para uma entrevista. O porta-voz do Fórum, Yann Zopf, disse em comunicado que este artigo “descaracterizaria nossa organização, cultura e colegas, incluindo nosso fundador”. Em respostas escritas ao Journal, o Fórum afirmou que mantém, a si e aos seus funcionários, um elevado conjunto de valores, com canais de denúncia confidenciais e um processo de investigação minucioso. Afirmou que Schwab nunca criou um limite de idade para os funcionários e que colaborou com o chefe de RH para possibilitar que as pessoas trabalhassem além da idade normal de aposentadoria. Discordou da caracterização dos acontecimentos feita pelo Journal e disse que a organização tem tolerância zero com assédio ou discriminação e responde adequadamente a quaisquer reclamações recebidas. Ele disse que houve três alegações de discriminação racial desde 2020 e que cada uma foi minuciosamente investigada e as medidas apropriadas foram tomadas.

    O Fórum acrescentou que muitos dos episódios descritos pelo Journal, incluindo aqueles que alegam discriminação na gravidez, envolveram ex-funcionárias que foram demitidas por motivos de desempenho ou como parte de reestruturações. Um porta-voz do Fórum disse que as mulheres não enfrentam uma taxa de rotatividade mais elevada após a licença parental e que pelo menos 150 funcionárias regressaram da licença para o mesmo emprego ou para um emprego melhor durante um período de oito anos. Num memorando ao pessoal em 21 de maio de 2024, Schwab anunciou que planeava deixar o cargo de presidente executivo, o que indicou ser parte de uma transição há muito planejada. Ele disse que permanecerá como presidente não executivo do conselho de administração. O anúncio veio depois que Schwab enviou uma carta ao editor e editor-chefe do Journal para compartilhar preocupações sobre a reportagem deste artigo.

    A cultura do local de trabalho do Fórum é particularmente angustiante para muitos funcionários devido às posições públicas da organização que promovem a igualdade de gênero. Publica anualmente um “Relatório Global sobre a Disparidade de Gênero” que detalha o progresso de vários países em direção à paridade de gênero. Algumas das alegações de maus-tratos vieram de ex-membros da própria equipe que o montou.

“Foi o mais decepcionante ver a distância entre o que o Fórum aspira e o que acontece nos bastidores”, disse Cheryl Martin, ex-funcionária do Departamento de Energia dos EUA que atuou como executiva de alto escalão do Fórum.

    O Journal entrevistou mais de 80 funcionários atuais e antigos, com mandato desde a década de 1980 até os dias atuais. Alguns deles se uniram por causa do que descrevem como trauma compartilhado em um grupo de WhatsApp chamado “WEFugees”, que conta com centenas de ex-funcionários. “Foi angustiante ver colegas se afastarem visivelmente de si mesmos com o ataque de assédio por parte de funcionários de alto nível, passando de sociais e alegres para auto-isolados, evitando contato visual, compartilhando pesadelos durante anos”, disse Farid Ben Amor, um ex-executivo de mídia dos EUA que trabalhou no Fórum por mais de um ano antes de renunciar em 2019. “É particularmente angustiante quando comparado com o entusiasmo e a seriedade com que muitos de nós aderimos ao Fórum.”

O chefe

    Schwab era um jovem acadêmico alemão quando criou a primeira conferência de Davos em 1971. Ele transformou o evento numa conferência global que reúne líderes mundiais, bilionários e celebridades. (Dow Jones, editora do The Wall Street Journal, é parceira do Fórum e tem presença de destaque no evento anual em Davos.) Ao longo de cinco décadas como seu líder, Schwab também transformou o Fórum de uma pequena organização sem fins lucrativos numa organização em expansão que gera mais de 400 milhões de dólares em receitas anuais, com cerca de 1.000 funcionários em Genebra, Nova Iorque e outras cidades. Muitos deles chegaram como jovens profissionais ansiosos por mudar o mundo. Alguns disseram que se beneficiaram do tempo que passaram no Fórum, conheceram colegas intelectuais e tiveram chefes benevolentes. Outros pintaram um quadro mais sombrio, dizendo que as mulheres eram rotineiramente sexualizadas e objetificadas, um tom que, segundo eles, foi definido no topo da organização. Desde os primeiros anos do Fórum, os funcionários dizem que as mulheres receberam avisos sobre Schwab: se você estiver sozinha com ele, ele poderá fazer comentários desconfortáveis ​​sobre sua aparência. Eles descrevem seu comportamento como mais estranho do que ameaçador, mas inapropriado para um líder. Schwab é casado com sua esposa Hilde, sua ex-assistente, desde 1971.

    Barbara Erskine, ex-executiva de comunicações do Fórum, disse que Schwab pediu a um membro do conselho que lhe dissesse que ela precisava perder peso. Schwab disse a outros executivos que ela não tinha charme, disse Erskine, que passou uma década no Fórum e saiu em 2000. Três mulheres que trabalharam em Genebra em estreita colaboração com Schwab – uma recepcionista, uma assistente pessoal e uma funcionária europeia – disseram ao Journal que o chefe durante várias décadas lhes fez comentários sugestivos que as deixaram desconfortáveis. Vários outros colegas de trabalho disseram estar cientes do comportamento de Schwab com as mulheres. A recepcionista que trabalhava para Schwab disse que ele a convidava para jantares e excursões particulares. Ela disse que precisava deixar bem claro para ele mais de uma vez “que tipo de relacionamento eu queria: profissional e nada sexual”. Myriam Boussina, que trabalhou no Fórum na década de 1990 como assistente pessoal de Schwab e na função de lidar com empresas parceiras, disse que Schwab elogiou seu traje, corte de cabelo e corpo de uma forma que era inadequada para um local de trabalho e a deixou desconfortável. “Eu sabia que ele gostava de mim e sabia que ele me achava bonita”, disse Boussina. “Todo homem com muito poder pensa que pode conquistar qualquer mulher e não tem vergonha.” Ela disse que não havia nenhum departamento real de recursos humanos no momento que ela pudesse notificar. “Você não podia reclamar, era impossível”, disse ela.

    O Fórum disse que Schwab nunca fez investidas sexuais contra uma funcionária e que as alegações das mulheres eram vagas e falsas. "Senhor. Schwab não se envolveu e nunca se envolverá nos comportamentos vulgares que você descreve”, disse um porta-voz do Fórum.

    A funcionária europeia, que trabalhou em Genebra na década de 2000, disse que Schwab nunca ultrapassou os limites do contato físico com ela, mas que o seu padrão de comentários e comportamento sugestivos era “uma coisa horrível para uma mulher aceitar”. Uma vez, disse ela, ele apoiou a perna na mesa dela com a virilha na frente do rosto dela e disse que gostaria que ela fosse havaiana porque gostaria de vê-la em uma fantasia havaiana. “Preciso encontrar um homem para você e, se não fosse casada, me colocaria no topo da lista”, disse Schwab a ela mais de uma vez. Um ex-executivo sênior do Fórum confirmou que um funcionário europeu lhe contou alguns dos comentários de flerte de Schwab para ela pouco depois. Ele e outro funcionário do Fórum disseram ter testemunhado Schwab fazendo pose de virilha na frente do funcionário europeu e de outras mulheres. O Fórum disse que Schwab nunca fez tal coisa. “Isso é nojento e incorreto”, disse o porta-voz do Fórum, acrescentando que Schwab não estava familiarizado com os trajes havaianos.

‘Ação Branco sobre Azul’

    O Fórum é uma organização internacional, mas também é um assunto de família. Os dois filhos de Schwab ocupam cargos importantes no Fórum e a sua esposa é copresidente da Fundação Schwab para o Empreendedorismo Social, que é uma organização irmã do Fórum.

    As funcionárias disseram que seus colegas – especialmente os homens – comentavam frequentemente sobre sua aparência. “Havia muita pressão para ser bonita e usar vestidos justos”, disse uma mulher que trabalhou lá na década de 2010. “Nunca em minha carreira experimentei que a aparência fosse um tema tão importante como no Fórum.” Ela disse que era comum que jovens funcionárias recebessem propostas dos participantes dos eventos do Fórum. Numa cimeira do WEF África, ela lembra-se de um CEO ter perguntado se ela queria voltar ao seu quarto e tomar um whisky japonês especial com ele. Ela disse não.

    Outra mulher, que se juntou ao Fórum em 2006, disse que recebia mensagens de texto de parceiros do Fórum dizendo: “Você está bonita hoje” e pedindo para tomar uma bebida após os eventos do dia. Ela disse que teve que se defender de um ministro do governo que ligou para ela com um suposto problema em seu quarto de hotel. “Nossos colegas do sexo masculino receberam diferentes tipos de mensagens dos constituintes, como: você sabe se há alguma garota com quem sair esta noite”, disse ela. “Nunca nos sentimos realmente protegidas.”

    Martin, ex-funcionária do Departamento de Energia, disse que buscou mudanças internas para resolver a questão do assédio durante seu período no conselho de administração do Fórum. Ela disse que pressionou para fortalecer o código de conduta em Davos e incentivou os funcionários a denunciarem qualquer assédio no evento. Ela disse que Schwab e outros membros do conselho administrativo consideraram sua defesa uma reação exagerada. Em 2018, disse ela, Schwab mudou o seu papel de uma forma que a privou de responsabilidades, pessoal e recursos orçamentais. Ele nunca disse a ela por quê. Martin renunciou no final daquele ano. O Fórum disse que ela recebeu novas responsabilidades antes de decidir sair. “Mudei o que pude e, quando percebi que realmente não era capaz de fazer mais nada, pedi demissão”, disse ela. “Você levantou as pedras que pôde.”

Toque indesejado

    O Fórum manteve – e, em alguns casos, promoveu – cerca de uma dúzia de gestores contra os quais foram apresentadas queixas específicas ao longo dos anos, de acordo com entrevistas com denunciantes e documentos revistos pelo Journal que foram enviados ao RH ou a outros líderes seniores. O Fórum disse que investiga todas as reclamações, demitiu aqueles que violaram as suas políticas e concluiu que algumas eram sem mérito.

    Em 2018, Justyna Swiatkowska fez uma reclamação aos departamentos jurídico e de RH de que George Karam, um gerente, a convidou para sair para beber depois do trabalho e se envolveu em toques indesejados e beijos forçados. “Nos meses que se seguiram, este evento e a presença do Sr. Karam no Fórum deixaram-me traumatizada e com medo de ir trabalhar”, escreveu ela num e-mail ao chefe de RH e ao presidente do Fórum, revisto pelo Journal. “Também aprendi que não estava sozinha e que havia outras mulheres com histórias semelhantes.” Uma colega fez uma reclamação semelhante sobre Karam naquele ano. As duas acusadores também descobriram outras pessoas, incluindo uma mulher que lhes disse ter reclamado dele anos antes. “O Fórum tinha conhecimento institucional sobre a predatória do Sr. Karam, pelo menos desde o momento da primeira denúncia, mas não fez nada durante quase 3 anos para impedir o assédio e cuidar das vítimas”, escreveu Swiatkowska em outro e-mail para o chefe de RH. O Fórum disse que lançou uma investigação e demitiu Karam dentro de uma semana. Ele rapidamente conseguiu um emprego em um parceiro do Fórum. O Fórum disse que deixou claro que ele não teria permissão para entrar em contato com o Fórum ou seus funcionários em sua nova função. Karam não respondeu aos pedidos de comentários.

Outros gestores do Fórum que receberam reclamações continuam em suas funções

    Durante uma campanha de vacinação contra a gripe em 2010, Malte Godbersen, o atual chefe de tecnologia e serviços digitais, fingiu ser médico quando uma jovem funcionária apareceu, de acordo com uma denúncia enviada a Schwab e a outro líder do Fórum. Ele fez perguntas médicas e respondeu afirmativamente quando ela perguntou se deveria tirar a camisa, mas primeiro solicitou que ela movesse o corpo em diferentes posições, de acordo com a denúncia e pessoas familiarizadas com o incidente. Só então um médico de verdade entrou e a jovem percebeu que havia sido enganada. Jeremy Jurgens, um importante gerente da Schwab que apareceu no local, riu, disse uma das pessoas. Posteriormente, Godbersen disse que era uma piada, de acordo com a denúncia. Logo depois, ele mandou flores para a casa da mulher. A mulher queixou-se aos recursos humanos. O RH chamou a mulher para discutir o que havia acontecido. Quase imediatamente depois, ela começou a perceber que seu trabalho era constantemente criticado por seu chefe, alguém que não era Godbersen, apesar do feedback positivo de partes interessadas externas, de acordo com a denúncia. Em poucos meses, o Fórum a demitiu. O RH disse a ela que a demissão não estava relacionada ao incidente e sim por causa de seu desempenho no trabalho. O Fórum disse que o episódio foi um mal-entendido e que Godbersen apresentou um pedido de desculpas. Ele foi repreendido e teve seu bônus reduzido, mostram os documentos. Godbersen, que permanece no Fórum, não respondeu aos pedidos de comentários.

Novas mães

    Depois de engravidar ou dar à luz, várias mulheres viram a sua sorte piorar no Fórum, segundo pessoas familiarizadas com as suas experiências. Algumas receberam críticas duras sobre suas atuações ou perderam seus papéis logo ao voltarem da licença maternidade. Às vezes, eram-lhes oferecidos empregos temporários ou funções que as mães consideravam rebaixamentos. Tais resultados, disseram, entram em conflito com as posições públicas do Fórum: a organização publicou vários artigos e livros brancos destacando a importância de apoiar as novas mães no mercado de trabalho.

    Jurgens, o principal gerente de Schwab, fez comentários humilhantes a uma nova mãe logo depois que ela voltou ao trabalho da licença maternidade, dizendo repetidamente que não gostava dela, segundo pessoas familiarizadas com o incidente. Quando ela reclamou ao RH em 2018 que Jurgens a estava intimidando, o funcionário a encaminhou a um terapeuta. O Fórum disse que não houve reclamação acionável sobre bullying. Jurgens não respondeu aos pedidos de comentários. Trabalhando sob a direção de um novo chefe direto em 2021, a mulher sofreu um aborto espontâneo. Em um diário enviado por mensagem de texto para o marido de uma cama de hospital, ela explicou como vinha trabalhando até a exaustão e não revelou que estava grávida: “Não é o tipo de lugar onde você pode declarar confidencialmente que você está grávida para seu gerente e espera que a carga de trabalho seja aliviada enquanto tenta conciliar a exaustão do primeiro trimestre.

O Fórum disse que oferece flexibilidade quando solicitado, desde que seja possível a absorção por equipes mais amplas

    Topaz Smith, funcionária do escritório de Nova York, que ingressou no Fórum em 2022, deu à luz gêmeos no ano passado (2023). Ela disse que foi informada, uma semana antes de retornar da licença maternidade, em fevereiro, que seu cargo havia sido eliminado, embora ela tenha dito que não tinha problemas relacionados ao desempenho. Foi-lhe oferecido um cargo temporário de seis meses. Em poucas semanas, o Fórum contratou uma substituta para ocupar uma função com o mesmo título de “parceiro líder” que ela tinha anteriormente, que abrangia suas funções anteriores, disse ela. “É uma instituição psicologicamente violenta e não compreendo como é que eles têm credibilidade para escrever este relatório sobre a disparidade de gênero e ditar como as economias e as indústrias são geridas a nível global”, disse ela. O Fórum disse que a função foi alterada como parte de uma reestruturação maior e uma posição temporária foi criada para ajudar Smith a encontrar outra oportunidade.

A N-palavra

    O Fórum tem por vezes lutado para cumprir os ideais que prega sobre a promoção da diversidade, equidade e inclusão. Funcionários negros que trabalharam no Fórum descreveram ter sido preteridos em promoções, excluídos do importante evento anual em Davos e incidentes de gerentes que fizeram comentários que variavam de surdos a abertamente racistas. Seis funcionários negros descreveram a perda de promoções ou a perda repentina de melhores oportunidades, com os chefes dando a alguns deles feedback de que não eram “visíveis” o suficiente para a liderança sênior ou que precisavam sorrir mais. O Fórum disse que as promoções são baseadas no mérito.

    No início deste ano (2024), Kimberly Bennett, uma funcionária negra que trabalhou em Genebra e ajudou a liderar o grupo de recursos de funcionários negros, enviou uma carta ao RH que levantou preocupações entre muitos funcionários negros de que eles foram deixados de fora das cotas de pessoal para comparecer a Davos, apesar de organizarem eventos importantes. sessões lá. Num exemplo, ela destacou que quando a equipa DEI do Fórum enviou pessoal para Davos, “todos os membros do pessoal são brancos e da Europa”. O que isso diz sobre o nosso compromisso com a DEI se a maioria dos representantes que escolhemos enviar para o nosso evento mais importante são brancos?” ela perguntou na carta. Ela disse que não recebeu resposta.

    O Fórum disse que apenas metade da sua força de trabalho participa da reunião anual em Davos, que a raça e o género não desempenham qualquer papel na determinação de quem vai e que a seleção é baseada nas necessidades locais.

    Nos últimos anos, dois gerentes disseram a palavra com N na frente das mulheres negras que trabalhavam para eles. Um deles foi o antigo chefe de operações de Schwab, Jean-Loup Denereaz. Vários funcionários descreveram comentários desagradáveis ​​que ele fez ao longo dos anos, incluindo um incidente em que uma mulher reclamou aos chefes em 2017 que ele fez comentários inadequados em resposta a uma queixa de assédio sexual que lhe foi apresentada. Denereaz foi demitido do Fórum em 2018 após um incidente em que menosprezou uma mulher negra de sua equipe no escritório aberto. Ao se afastar, ele disse: “O que você pode esperar de um N–”, de acordo com pessoas familiarizadas com o episódio. O Fórum disse que o episódio de Denereaz foi abominável e ele foi dispensado poucos dias após o incidente por violar seu código de conduta. Denereaz não respondeu aos pedidos de comentários.

    O outro incidente ocorreu em setembro de 2022, durante um almoço de equipe em Genebra, quando colegas compartilhavam marshmallows dinamarqueses com cobertura de chocolate. Margi Van Gogh, uma gerente sul-africana, e outro colega de trabalho branco discutiram como os doces costumavam ser chamados de “N-balls” na Dinamarca e tinham um nome com som semelhante na África do Sul, usando a palavra completa na frente de um nome negro, de acordo com pessoas familiarizadas com o incidente e documentos revisados ​​​​pelo Journal. A mulher negra, que ficou chocada, mais tarde levantou a questão num e-mail para Van Gogh, seu empresário. Ela escreveu que não acha que a palavra tenha sido usada “por malícia”, mas que é um gatilho para ela e outras pessoas negras. “Há um entendimento comum de que o único uso adequado da palavra é simplesmente não usá-la.” Eles tiveram uma reunião onde Van Gogh chorou sobre sua culpa ancestral e solicitou que o funcionário negro se encarregasse de organizar um treinamento DEI para a equipe, segundo as pessoas. O RH disse à mulher que não tinha recursos da DEI e Van Gogh nunca deu seguimento, acrescentaram essas pessoas. O Fórum disse que foi um momento resolvido de forma empática e amigável. Van Gogh, chefe da cadeia de abastecimento e das indústrias de transporte no Fórum, não respondeu aos pedidos de comentários.

    Tiffany Hart, uma funcionária negra que passou quase uma década no Fórum, disse que um chefe em Davos a questionou sobre sua peruca e, enquanto brandia fósforos, perguntou se poderia atear fogo nela. Em outro momento, ela disse que ele lhe disse: “Se eu soubesse que você tinha dislexia, não teria contratado você”. Ela disse que denunciou o chefe aos recursos humanos sem sucesso. O Fórum disse que não tinha conhecimento das acusações. Quando outro chefe, Roberto Bocca, atual executivo sênior, a repreendeu e a chamou de “vadia” em uma ligação de equipe quando ela fez uma pergunta, ela disse que os recursos humanos ignoraram que ele era apenas “italiano e muito apaixonado”. O Fórum disse que a situação de Bocca foi analisada e tratada de forma adequada, e a linguagem dura não foi relatada. Bocca não respondeu aos pedidos de comentários. Hart disse que saiu por vontade própria em 2022. “Não comemos nossa própria comida de cachorro”, disse Hart. “Promovemos a inclusão e a melhoria da situação do mundo e das questões das mulheres, mas fazemos o oposto.”

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Visto em 1º de julho de 2024 como 'Behind Glitter of Davos, Staff Saw a Toxic Workplace'.

Shalini Ramachandran em Shalini.Ramachandran@wsj.com e Khadeeja Safdar em khadeeja.safdar@wsj.com

20 janeiro 2024

Davos - conheça quem lá pousa nesta época do ano

J. R. Guzzo em seu artigo, "É uma tragédia — temos comida demais",  publicado na revista Oeste no. 200, nos revelou o perfil de quem escolhe pousar em Davos, na Suíça, nesta época do ano.

"Vai receber uma salva de palmas em Davos, o pouso preferido nesta época do ano para os Bill Gates da vida, os banqueiros com “pegada” social e os cardumes de marajás da OMS e de outras espécies nativas do mesmo ecossistema".

Essa turma comparece ao encontro anual organizado pelo World Economic Fórum (WEF), que, segundo Guzzo, trata-se de uma "quermesse anual dos bilionários, peixes graúdos da burocracia internacional e magnatas das universidades mais caras do mundo para decidir o futuro da humanidade".

Durante o evento, o presidente da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez uma proclamação extraordinária, gancho para esse artigo do Guzzo. Disse o Tedros, sim aquele mesmo da má gestão da COVID19, o do fecha tudo, admirado pelo ex-governador de São Paulo, João Doria, e por ministros do STF. Ah, também pela atual ministra da saúde no Brasil. Disse o Tedros: 

“Nossos sistemas de produção de alimentos estão prejudicando a saúde das pessoas no planeta. “Esses sistemas contribuem para 30% das emissões de gás do efeito estufa e respondem por um terço do ônus global das doenças.”

Bom, o artigo do Guzzo explica com precisão como o Tedros e muitos dos que pousaram em Davos pretendem diminuir a população no mundo, retirando-lhes a disponibilidade de alimentos, sob o manto da Agenda 2030 da ONU, incluindo a matança de milhões de bovinos e o aumento de impostos para desestimular a atividade rural, o agronegócio.

Guzzo lembra ainda que "as multidões da África, da Ásia e do próprio Brasil não podem viver apenas com as cenouras das hortas orgânicas dos artistas da Rede Globo, do MST e dos executivos do Vale do Silício".

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Em outro artigo, a revista Oeste nos revela que o presidente do STF, o Barroso, também compareceu à referida quermesse. A revista levantou que ele foi o único magistrado do mundo que esteve em Davos, entre quase 3 mil participantes.

Em artigo, Rodrigo Constantino revela o que sentiu quando viu o discurso de Barroso em Davos.

"Para começo de conversa, questionei que raios o presidente do STF foi fazer no Fórum Econômico Mundial, substituindo o presidente da República. Quem Barroso representa? Quantos votos ele recebeu? Quem o elegeu como porta-voz da nação? Por que a sua opinião pessoal e subjetiva sobre determinado tema deveria ter mais peso ou relevância do que, digamos, a opinião da dona Maria e do seu José?

[ ... ] Para minha surpresa, até que Barroso não disse apenas bobagens. Ele fez, por exemplo, uma autocrítica do “progressismo” no que tange à negligência com o combate ao crime.

[ ... ] Além da violência urbana, Barroso alertou para a crescente ameaça à soberania da Amazônia devido à atuação do crime organizado.  

[ ... ]Mas eis o ponto: mesmo que Barroso pensasse como eu, mesmo que ele fosse um conservador defensor da tolerância zero com marginais, eu não estaria aplaudindo, por considerar o fórum inadequado, tudo promíscuo demais. Afinal, não cabe ao presidente do STF discutir e sugerir políticas públicas.  

Por fim, no último parágrafo de seu artigo, Constantino reflete e/ou reproduz a opinião de muitos outros brasileiros que se manifestaram sobre a ida de Barroso ao Fórum.

"Mas a opinião de Barroso é somente isso: a opinião de um cidadão, um indivíduo, um brasileiro entre 200 milhões. Se ele quer impactar políticas públicas, se ele quer legislar, se ele quer ver sua ideologia colocada em prática, então ele deve abandonar a toga e se candidatar a algum cargo eletivo. Barroso para presidente! Tenho certeza de que os votos de George Soros, Bill Gates e Klaus Schwab ele receberia — se ao menos esses ícones globalistas votassem no Brasil..."

19 janeiro 2024

Milei confirmou que George Orwell foi também um profeta

Em Davos, nesta quarta-feira (17), o presidente argentino Javier Milei disse que lá estava 

[ ... ] "para dizer que o mundo ocidental está em perigo. E está ameaçado porque aqueles que deveriam defender os valores do Ocidente estão cooptados por uma visão de mundo que inexoravelmente leva ao socialismo e, assim, à pobreza."

[ ... ] "a falha lamentável dos modelos coletivistas e os avanços inegáveis no mundo livre, os socialistas foram forçados a mudar sua agenda. Eles deixaram para trás a luta de classes baseada no sistema econômico e a substituíram por outros supostos conflitos sociais, igualmente prejudiciais à vida em comunidade e ao crescimento econômico."

[ ... ] "Estamos aqui para dizer que os experimentos coletivistas nunca são a solução para os problemas que afligem os cidadãos do mundo. Pelo contrário, são a causa raiz", afirmou Milei. 

É claro que Milei se referiu ao desastre ocorrido nas nações que seguiram ou foram obrigadas a seguir o socialismo no pós-guerra, cujo símbolo maior desse desastre foi a queda do muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989.

Desde então, os comunistas vestiram o "marxismo cultural", uma pantomima esquerdista com pitadas "progressistas", para dissimular a destruição das economias de diversas nações sob um discurso de permanente "mitigação" climática, ambiental e identitária. Essa mitigação vem degradando a formação das novas gerações e a segurança econômica e jurídica das nações.

Denunciada em 1948 por George Orwell em sua obra "1984", a apropriação da verdade praticada pelos sistemas totalitários pressupunha o esgarçamento de valores morais, a falência da unidade familiar e o descrédito das formas tradicionais de associação civil, massacradas por uma nova estética neurolinguística e por uma ética cultural intelectualmente desonesta e decididamente hipócrita. Tais sistemas mantém legiões de servos inoculados nas burocracias de todos os órgãos de poder dessas nações.

Milei confirmou, portanto, que George Orwell, além de escritor foi também um profeta.

17 janeiro 2024

Histórico o discurso de Javier Milei em Davos - WEF Annual Meeting 2024

    Milei fez a maior defesa do capitalismo, do Ocidente, da liberdade e da democracia em TODA a história do World Economic Fórum (WEF), destacando a catástrofe humanitária a que leva o socialismo.



    As reações foram imediatas, no sentido de que foi, sem dúvidas, o melhor discurso da história do WEF. Um discurso antagônico a quase tudo o que se propaga ali, um fórum da elite globalista e alienada sobre o cidadão comum.

    No WEF provavelmente nada mudará. Mas um público importante que nunca o ouviu sobre liberdade e outros assuntos, agora ouvirá. E isto faz muita diferença.

Javier Milei antes de embarcar

- Qual é o propósito da viagem a Davos? 

- “Plantar as ideias de liberdade num fórum que está contaminado pela agenda socialista de 2030 (“Você não terá nada e será feliz”)  e que a única coisa que trará é miséria ao mundo. A liberdade é a chave da prosperidade", disse o presidente argentino.


PS.: A tradução do discurso do Milei, divulgada agora há pouco (19:15 h)

“Discurso de Milei no WEI: Boa tarde. Muito obrigado. Hoje estou aqui para dizer que o mundo ocidental está em perigo. E está ameaçado porque aqueles que deveriam defender os valores do Ocidente estão cooptados por uma visão de mundo que inexoravelmente leva ao socialismo e, assim, à pobreza. Infelizmente, nas últimas décadas, motivados por algumas pessoas bem-intencionadas dispostas a ajudar outros e outros motivados pelo desejo de pertencer a uma casta privilegiada, os principais líderes do mundo ocidental abandonaram o modelo de liberdade por diferentes versões do que chamamos de coletivismo. Estamos aqui para dizer que os experimentos coletivistas nunca são a solução para os problemas que afligem os cidadãos do mundo. Pelo contrário, são a causa raiz... Dada a falha lamentável dos modelos coletivistas e os avanços inegáveis no mundo livre, os socialistas foram forçados a mudar sua agenda. Eles deixaram para trás a luta de classes baseada no sistema econômico e a substituíram por outros supostos conflitos sociais, igualmente prejudiciais à vida em comunidade e ao crescimento econômico. O primeiro desses novos conflitos foi a luta ridícula e antinatural entre homem e mulher.... Tudo o que essa agenda radical feminista causou foi uma maior intervenção do estado para atrapalhar o processo econômico, dando empregos a burocratas que não contribuíram em nada para a sociedade. Exemplos: ministérios das mulheres ou organizações internacionais dedicadas a promover essa agenda. Outro conflito introduzido pelos socialistas é o dos seres humanos contra a natureza, alegando que nós, seres humanos, danificamos o planeta, que deve ser protegido a todo custo, chegando ao ponto de advogar por mecanismos de controle populacional ou a sangrenta agenda do aborto. Infelizmente, essas ideias prejudiciais têm se fortalecido em nossa sociedade. Os neo-marxistas conseguiram se apropriar do senso comum do mundo ocidental, e isso eles conseguiram ao se apropriar da mídia, cultura, universidades.... O caso da Argentina é uma demonstração empírica de que, não importa o quão rico você seja ou o quanto tenha em termos de recursos naturais, ou quão habilidosa seja sua população ou educada, ou quantas barras de ouro você tenha no banco central, se medidas forem adotadas que dificultem o livre funcionamento dos mercados, a livre concorrência, os sistemas de preços livres, se você atrapalhar o comércio, atacar a propriedade privada, o único destino possível é a pobreza.... Hoje, os estados não precisam controlar diretamente os meios de produção para controlar todos os aspectos da vida dos indivíduos, com ferramentas como impressão de dinheiro, dívida, subsídios, controle da taxa de juros, controle de preços e regulamentações para corrigir os chamados fracassos de mercado. Eles podem controlar as vidas e destinos de milhões de indivíduos.... Boa parte das posições políticas geralmente aceitas na maioria dos países ocidentais são variantes coletivistas, se proclamem abertamente comunistas, fascistas, nazistas, socialistas, democratas sociais, democratas cristãos ou cristãos democratas. Eles são neo-keynesianos, progressistas, populistas, nacionalistas ou globalistas no fundo. Não há grandes diferenças. Todos dizem que o estado deve dirigir todos os aspectos da vida dos indivíduos. Todos defendem um modelo contrário ao que levou a humanidade ao progresso mais espetacular de sua história. Viemos aqui hoje para convidar o restante dos países do mundo ocidental a voltar ao caminho da prosperidade, liberdade econômica, governo limitado e respeito ilimitado pela propriedade privada.

O empobrecimento produzido pelo coletivismo não é fantasia, nem é um destino inevitável. Mas é uma realidade que nós argentinos conhecemos muito bem. Nós passamos por isso. Passamos por isso porque, como eu disse anteriormente, desde que decidimos abandonar o modelo de liberdade que nos tornou ricos, estamos presos em uma espiral descendente, como parte da qual ficamos mais pobres a cada dia.... Em conclusão, gostaria de deixar uma mensagem para todos os empresários aqui e para aqueles que não estão aqui pessoalmente, mas estão acompanhando de todo o mundo. Não se deixem intimidar, nem pela classe política nem pelos parasitas que vivem do estado. Não se rendam a uma classe política que só quer se manter no poder e manter seus privilégios. Vocês são benfeitores sociais. Vocês são heróis. Vocês são os criadores do período mais extraordinário de prosperidade que já vimos. Que ninguém lhes diga que sua ambição é imoral. Se vocês ganham dinheiro, é porque oferecem um produto melhor a um preço melhor, contribuindo assim para o bem-estar geral. Não se rendam ao avanço do estado. O estado não é a solução. O estado é o problema em si. Vocês são os verdadeiros protagonistas dessa história e tenham certeza de que, a partir de hoje, a Argentina é sua aliada firme e incondicional.

20 janeiro 2023

DAVOS - CADA GOVERNO OFERECE O QUE TEM

O Brasil enviou os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Marina Silva (Meio Ambiente) — cada governo oferece o que tem (Revista Oeste, Edição 148, 20/01/2023).

As falas da dupla de ministros, em painéis distintos, foram assustadoras. Marina afirmou que metade da população brasileira passa fome — algo como 120 milhões de pessoas, ou um Japão inteiro. Como nenhuma “agência de checagem” se manifestou até agora e nem ela explicou de onde tirou esse número, parece ser mais uma daquelas “narrativas do bem” — que colam simplesmente porque foram ditas por “seres humanos seletos”, ainda que não tenham respaldo na realidade.

Fernando Haddad foi à Suíça pregar o boicote a empresas que não estejam enquadradas na cartilha ideológica da esquerda. Um espectador desavisado pode ter estranhado por que o ministro da Fazenda quer quebrar algumas empresas nacionais, que oferecem postos de trabalho, pagam impostos e injetam dinheiro na economia? Tampouco a fala causou espanto à maioria das redações brasileiras.

É tudo isso, e muito mais — e o conjunto da obra, com três semanas de governo Lula, é de terra arrasada, com mais arraso pela frente e a construção diária de um futuro sem esperança.

O Brasil não vai viver durante anos a fio de discurso, de cara feia ou de eliminação das liberdades; vai cobrar resultados de Lula, e Lula armou um governo com gente incapaz de produzir resultados.

Quem salvará o Brasil?

17 janeiro 2023

DAVOS



"Alguns chegam a acreditar que fazemos parte de uma conspiração secreta que trabalha contra os melhores interesses do EUA, caracterizando a minha família e a mim como "internacionalistas", e de conspirar com outros em todo o mundo para formar uma estrutura econômica e uma política global mais integrada - um mundo, se preferir assim. Se essa é a acusação,
eu sou culpado, e me orgulho disso."
David Rockefeller, em seu livro Memórias, de 2002.

"A elite globalista não é apenas uma vaga classe social de capitalismo e banqueiros. 
É uma entidade  organizada, com existência contínua há mais de um século, 
que se reúne periodicamente para assegurar a unidade de seus planos e a 
continuidade de sua execução, com minúcia e a precisão científica 
com que um engenheiro controla a transmutação do seu projeto em edifício"
Olavo de Carvalho, 2011.

Foi pensando nisso que o mega-investidor globalista George Soros fundou a Open Society, da qual faz parte a centralização da opinião, a concretização do velho sonho dos intelectuais e capitalistas, que desde o final do século XIX chamavam a atenção para a tamanha imprudência de se deixar os rumos globais para as bocas famintas e imprevisíveis das massas alienadas. Em 1922, Walter Lippmann já recomendava: "as opiniões devem ser organizadas para a imprensa e não pela imprensa". Tais grupos sabem muito bem que o povo não ficaria contente em saber que estão planejando o seu futuro sem o seu consentimento.


Criada em 1984, a Open Society defende bandeiras como a liberação das drogas, o desarmamento, a legalização do aborto e a libertação de presos considerados “não violentos”. Alexander Soros sucedeu ao pai na Open Society, em setembro de 2021. 

Entre as ONGs brasileiras que receberam recursos de Soros, a maior beneficiada foi o Instituto Clima e Sociedade: US$ 1,5 milhão. 

Em Davos, no Fórum Econômico Mundial, a ministra Marina Silva reuniu-se com Alexander Soros. Fiel a filosofia do pai, Alexander deu, nas entrelinhas, o seu recado: “O desenvolvimento da floresta em pé na Amazônia beneficiará aqueles que vivem lá, e é crucial para o futuro do nosso planeta”.


24 janeiro 2019

SETOR PRODUTIVO TAMBÉM REAGE POSITIVAMENTE SOBRE A PRESENÇA DE BOLSONARO EM DAVOS

Durante a presença de Jair Bolsonaro em Davos, na Suíça, o presidente  além de fazer o discurso de abertura do World Economic Forum (WEF), também se reuniu com 11 chefes de estado e de governo, e representantes de outros países. O ministro da economia, Paulo Guedes, teve encontros com presidentes de 10 empresas estrangeiras e com dirigentes de quatro organismos internacionais ligados ao desenvolvimento e ao comércio mundial. Além disso, fez cerca de 10 palestras e debates com empresários e governantes.


As repercussões dessa viagem no mercado financeiro brasileiro foi positivo, fazendo o Ibovespa atingir sua máxima histórica nesta quinta-feira (24). 
No setor produtivo não foi diferente e ganhou destaque nas páginas sobre a conjuntura econômica do País. De acordo com a matéria "Bolsonaro acertou na estreia internacional", publicada pelo Correio Brazilense (24), 
A impressão do presidente da Cbic, José Carlos Martins, sobre a passagem de Bolsonaro por Davos foi semelhante à de muitos empresários do setor da construção e da indústria de uma forma geral. Martins expressou o seguinte.
“Tenho uns 10 grupos no WhatsApp, formados por empresários, pessoas da construção, da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Só vi críticas em relação à imprensa internacional, que não transmitiu o que foi dito por Bolsonaro. Por outro lado, não será um discurso que vai mudar a imagem do país para alguém que quer investir. Os investidores precisam de alguma materialidade, de um executivo ou alguém do governo que diga o que eles esperam ouvir”.

Da mesma forma se pronunciou o presidente executivo da Abiquim, entidade que representa o setor químico, Fernando Figueiredo também não viu problemas no tempo usado por Bolsonaro em seu discurso. “Existe uma crença no Vale do Silício de que, se você precisa de mais de cinco minutos para expressar sua ideia, a ideia não é boa. As palestras da famosa série de conferências TED Talks, por exemplo, têm geralmente duração limite de 10 a 15 minutos”, compara. 


Para Figueiredo, o discurso do presidente brasileiro foi “adequado para a audiência de líderes mundiais que não têm tempo a perder com longos discursos. O presidente passou as mensagens de forma clara e objetiva. Davos não é lugar para se aprofundar sobre a reforma da Previdência ou a reforma tributária”, observa. Segundo ele, o momento era para mostrar o rumo que o país adotará. “O presidente Bolsonaro, nesse sentido, foi eficiente em seu discurso. O nosso país caminha para a modernização, redução da burocracia, redução do custo-Brasil e a retomada do desenvolvimento”. Fonte CB, 24/01/2019.

IBOVESPA REAGE POSITIVAMENTE DURANTE A SEMANA DE BOLSONARO NA SUIÇA

Depois de abrir o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, com um discurso simples, curto e assertivo e posteriores encontros com lideranças políticas, econômicas e investidores, juntamente com seus ministros da Fazenda. da Justiça e das Relações Exteriores, o presidente Jair Bolsonaro chegará ao Brasil, nesta sexta-feira (25), recebendo boas notícias locais, no campo econômico, em reação ao que lá ocorreu. 


Uma delas, a de que a bolsa paulista fechou a semana (amanhã é feriado em SP) com o Ibovespa em nova máxima histórica nesta quinta-feira, acima dos 97 mil pontos pela primeira vez.


Esse crescimento está apoiado em apostas positivas para a economia do País e na esteira de sinalizações ouvidas do governo, em Davos, reiterando o compromisso com o ajuste fiscal, tema crucial para investidores. 
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,16%, a 97.677 pontos. Se continuar nesse ritmo, a bolsa em breve alcançará o patamar de 100.000 pontos, segundo as estimativas de bancos e corretoras.

Para o setor produtivo, Bolsonaro acertou na estreia internacional. Sobre o seu discurso, na abertura do World Economic Fórum: “Acho que foi satisfatório, além de ter sido um discurso enorme para quem se comunica tanto pelo Twitter. Foi sucinto, mas disse tudo que era preciso. No exterior, a imagem que foi feita do governo Bolsonaro nos últimos meses foi a pior possível. É importante que ele vá a um evento como o Fórum Econômico Mundial e se mostre para tirar um pouco da imagem criada em torno dele”, avalia José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

20 janeiro 2019

DAVOS À ESPERA DO BRASIL

Em sua primeira viagem internacional, como presidente da República, Jair Bolsonaro estreará no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O encontro deste ano tem como tema a "Globalização 4.0: Moldando uma arquitetura na era da quarta revolução industrial".

Davos está à espera do Brasil. Esse recado foi dado ao novo governo em suas três primeiras semanas,  estampado na valorização da Bolsa de Valores de São Paulo, que subiu quase 10%, cravando um recorde atrás do outro.

A responsabilidade do Presidente teve, proporcionalmente, igual acréscimo. A expectativa dos donos do dinheiro é animadora, ávidos por encontrarem no Brasil a melhor oportunidade para os seus investimentos, tendo como base um país sério, que respeita contratos, desburocratizado e menos corrupto.

A tarefa de Bolsonaro se tornará mais fácil porque o ambiente desejado pelos investidores fez parte de suas promessas durante a sua campanha eleitoral, reafirmado durante a sua diplomação e em momentos subsequentes, por ele e por sua equipe ministerial.

O País está vivendo uma nova política, com a construção de uma narrativa, com mensagem única - nela incluídos menos desgoverno, menos politicagem, menos privilégios  menos incompetência  menos roubalheira - estabelecendo vínculo direto e permanente do político com os eleitores, que apesar de virtual, tem sido feito com transparência, paciência e empatia.

Sob o ponto de vista econômico, a mensagem reforçará a imagem de que o Brasil é uma democracia que funciona e vai fazer com que os mercados aqui também funcionem, sem viés ideológico e com foco em parcerias bilaterais, temas abordados durante as posses dos ministros da Economia e das Relações Exteriores, respectivamente.

O Brasil não decepcionará. O Presidente repetirá o que já disse em suas redes sociais (Twitter, 14/01), copiados a seguir: 

"Na próxima semana embarco rumo a Davos, Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial. Estou confiante e feliz com essa grande oportunidade de apresentar a lideres do mundo todo um Brasil diferente, livre das amarras ideológicas e corrupção generalizada."

"Mostrarei nosso desejo de fazer comércio com o mundo todo, prezando pela liberdade econômica, acordos bilaterais e saúde fiscal. Com esses pilares, o Brasil caminhará na direção do pleno emprego e da prosperidade. Espero trazer boas experiências e avanços ao nosso País."

Boa sorte, Presidente. Davos está à sua espera e os brasileiros que ficam também.


02 janeiro 2016

SAÍDA DA CRISE PELA PORTA ERRADA

Ouve-se, enfaticamente, que a solução para o fim da atual crise econômica no Brasil, passa pela implementação das reformas trabalhista e da previdência social.

Claro que essas reformas e outras, como a política e a tributária, são necessárias quando estivermos olhando para os próximos 10-20-30 anos.

Entretanto, a crise econômica em que o País está vivendo hoje, foi, é (e poderá continuar sendo, independentemente da eventual implementação dessas reformas) decorrente:

  • da gastança irresponsável; 
  • do incentivo ao consumo sem estímulo à produção; 
  • da distribuição de benefícios mal concebidos; e 
  • da péssima administração de um setor público aparelhado, loteado e saqueado numa verdadeira orgia de corrupção.
É na urgente solução dessas questões, do presente, que o Brasil poderá ser passado a limpo e começar a enxergar um futuro mais promissor.

No contexto acima, é inaceitável a proposta divulgada pelo PT com o objetivo de criar novos impostos, como a CPMF, e de elevar as tarifas dos já existentes para arrecadar mais recursos da sociedade.

Segundo matéria publicada no Correio Braziliense (15/01), "Brasil sai do foco em Davos", o fracasso da governabilidade, a crise política e a corrupção no Brasil são os principais obstáculos para se fazer negócios no país, segundo empresários e investidores internacionais.

A constatação é de uma pesquisa feita com 13 mil homens de negócio e líderes corporativos, cujos resultados foram divulgados ontem pelo Fórum Econômico Mundial, entidade que todos os anos reúne personalidades da política e da economia na cidade de Davos, nos Alpes suíços, para discutir os problemas globais.

A parcela dos que apontam a falta de governabilidade como principal problema do Brasil — 60% dos entrevistados — é maior do que a daqueles que consideram a falta de água ou de infraestrutura como os maiores entraves. 

Enfim, a crise atual não é superável com o governo que atualmente ocupa o Palácio do Planalto.