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26 março 2025

Trump não elogiou as urnas eletrônicas brasileiras

 


    A velha imprensa divulgou, hoje (26/03/2025), que os ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, do STF, citaram um ato do presidente Donald Trump, em sessão da Primeira Turma do Supremo desta quarta-feira (26) para defender a eficácia do sistema de votação brasileiro, com o uso da urna eletrônica.

    Alexandre de Moraes: "Nunca houve uma comprovação de fraude ou falha das urnas eletrônicas."

    Cármen Lúcia: "Aliás, ministro, ontem foi reconhecido nos Estados Unidos o mérito do sistema brasileiro, segundo o noticiário."

    Alexandre: "Exatamente, ministra Cármen. Vossa Excelência se refere bem. O presidente norte-americano, Donald Trump, alterou a legislação por ato executivo, o que seria muito equivalente ao nosso decreto autônomo, para melhorar as eleições. Esse link está no site da Casa Branca, que diz: 'Apesar do pioneirismo do autogoverno, os Estados Unidos agora deixam de aplicar proteções eleitorais básicas e necessárias empregadas por nações modernas e desenvolvidas, bem como aquelas que estão em desenvolvimento. A Índia e o Brasil, por exemplo, estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem em grande parte da autodeclaração de cidadania'. Então o Brasil é citado expressamente como um modelo de sucesso pelo presidente norte-americano Donald Trump. Enquanto aqui no Brasil houve toda essa preparação para se colocar em dúvida as urnas eletrônicas." 

    Ora, Trump não se referiu as urnas eletrônicas. Apenas se referiu ao sistema biométrico para identificação dos eleitores. Como exemplo de boas práticas, o documento cita o uso da biometria nas eleições do Brasil e da Índia, destacando que, ao contrário dos EUA, esses países vinculam a identificação do eleitor a sistemas mais rigorosos.

    No final da tarde, Ana Paula Henkel tonou clara a informação do presidente americano trazendo o pronunciamento do próprio Trump que deixa claro a sua não concordância com a utilização das urnas eletrônicas.



12 janeiro 2024

Urna eletrônica / Voto impresso - Senado discutiu as implicações do uso da tecnologia no processo eleitoral brasileiro

Em dezembro último (12/12/2023) a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) realizou audiência pública para discutir as implicações do uso da tecnologia no processo eleitoral brasileiro. Participaram da reunião parlamentares, especialistas da área de tecnologia e um jurista.


Presidida pelo senador Izalci Lucas (DF), foram ouvidos  como palestrantes as seguintes pessoas, citadas pela ordem de seus pronunciamentos:

  1. Amilcar Brunão Filho - Auditor do Comitê Multidisciplinar Independente, que relatou toda a sua experiência com o sistema e o processo eleitoral eletrônico brasileiro, desde o seu início em 1996. A sua conclusão final (38') é triste e vergonhosa e tem como principal motivo o acúmulo de poder pelo STF/TSE.
  2. Carlos Manuel Baigorri - Presidente da Anatel, falou por poucos minutos e não se envolveu na análise do processo.
  3. Adriel Tavares de Andrade - Tecnólogo em Automação Industrial, que mostrou a diferença de resultados obtidos nas diversas urnas eletrônicas por ano de fabricação.
  4. Pedro Antônio Dourado de Rezende - Professor de Ciência da Computação, especialista em segurança de informação e membro do Comitê Multidisciplinar Independente.
  5. Carlos Rocha - presidente do Instituto Voto Legal, engenheiro formado pelo ITA, liderou o desenvolvimento e a fabricação da urna eletrônica inicial, em 1995/96. Logo no início ele lembra que essa urna, modelo mais antigo, fazia a impressão do voto. Apresentou também uma nova proposta para o sigilo do voto. Deixou várias sugestões para o aprimoramento do sistema eleitoral.
  6. Felipe Marcelo Gimenez - Procurador do estado de Mato Grosso do Sul. Enfatizou a necessidade da contagem pública dos votos, fato este que foi retirado do povo a partir da implantação do voto eletrônico. No momento atual o sistema e os resultados eleitorais não estão sob o domínio dos eleitores.

Seguiu-se, após os respectivos pronunciamentos, comentários dos parlamentares presentes e as conclusões finais de cada palestrante. Abaixo a íntegra do vídeo dessa audiência no canal oficial do Senado no Youtube. Aprende-se muito assistindo-o.


Finalmente, não resta dúvida que essa audiência foi importante não só pelo conteúdo mas, também, por ser bastante oportuna como ponto de partida para a retomada das discussões sobre esse assunto.

Do exposto ficou claro que as sugestões de aperfeiçoamento do processo eleitoral são bem vindas, sob todos os aspectos mencionados, além de não deixar dúvida de que o buraco é mais embaixo e que a ameaça existente sabiamente está representada nesta imagem. 

Acorda Brasil.



01 julho 2023

URNA ELETRÔNICA 2026

Já circula nas redes sociais o modelo da urna eletrônica (extraoficial) que será utilizado nas próximas eleições presidenciais no Brasil. Esse modelo é o resultado de um longo processo de aparelhamento completo das instituições brasileiras promovido pela esquerda, há décadas, seguindo uma estratégia gramsciana de tomada do poder.



Segundo a ótica do ex-presidiário, em entrevista à Rádio Gaúcha (29/06/2023), quando foi questionado sobre os motivos para o governo federal e setores da esquerda brasileira não considerarem o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, como uma ditadura, Lula afirmou:

“A Venezuela tem mais eleições do que o Brasil. O conceito de democracia é relativo para você e para mim. Eu gosto de democracia, porque a democracia que me fez chegar à Presidência da República pela 3ª vez."

À tarde, durante o encontro do Foro de São Paulo, Lula disse:

[ ... ] “Eles nos acusam de comunistas, achando que nós ficamos ofendidos com isso. Nós não ficamos ofendidos. Ficaríamos ofendidos se nos chamassem de nazista, de neofascista, de terrorista. Mas de comunista, de socialista, nunca. Isso não nos ofende. Isso nos orgulha muitas vezes”.

Bom, a cada cinco anos, a Coreia do Norte realiza eleições. Na festa da democracia norte-coreana, 100% dos eleitores comparecem para votar. Os candidatos vencedores recebem algo próximo de 100% dos votos.

Cuba, a ilha rebelde, também realiza eleições. Sendo assim, como chamar aquela ditadura de ditadura?  Lá os cubanos têm que simplesmente escolher entre um candidato do Partido Comunista de Cuba e outro do Partido Comunista de Cuba, previamente indicados pelos dirigentes do Partido Comunista de Cuba. Esses delegados vão compor a Assembleia Nacional que elege (valida) o presidente.

Em 2021, a ex-presidente Dilma Rousseff condenou as democracias ocidentais e disse que o futuro é a China. “Democracia com características chinesas”.

Pouca gente entendeu quando Dirceu afirmou: "vamos tomar o poder, que é muito diferente de ganhar uma eleição". Após as eleições passadas (2022), isso ficou muito claro nas palavras dos próprios petistas, ops, comunistas, para orgulho de seu dirigente superior.

10 novembro 2022

Parte 2 - FFAA - Fiscalização do Sistema Eletrônico de Votação

Nesta quinta-feira (10), às 10h58, o Ministério da Defesa - a propósito das notícias que vêm circulando nas redes sociais e da própria Nota emitida pelo TSE, divulga ontem (09), após receber o Relatório das FFAA - emitiu a seguinte Nota, copiada abaixo, acessível também neste link


"Relatório das Forças Armadas não excluiu a possibilidade de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas".


Brasília (DF), 10/11/2022 - Com a finalidade de evitar distorções do conteúdo do relatório enviado, ontem (9.11), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Ministério da Defesa esclarece que o acurado trabalho da equipe de técnicos militares na fiscalização do sistema eletrônico de votação, embora não tenha apontado, também não excluiu a possibilidade da existência de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022. Ademais, o relatório indicou importantes aspectos que demandam esclarecimentos. Entre eles:

- houve possível risco à segurança na geração dos programas das urnas eletrônicas devido à ocorrência de acesso dos computadores à rede do TSE durante a compilação do código-fonte;

- os testes de funcionalidade das urnas (Teste de Integridade e Projeto-Piloto com Biometria), da forma como foram realizados, não foram suficientes para afastar a possibilidade da influência de um eventual código malicioso capaz de alterar o funcionamento do sistema de votação; e

- houve restrições ao acesso adequado dos técnicos ao código-fonte e às bibliotecas de software desenvolvidas por terceiros, inviabilizando o completo entendimento da execução do código, que abrange mais de 17 milhões de linhas de programação.

Em consequência dessas constatações e de outros óbices elencados no relatório, não é possível assegurar que os programas que foram executados nas urnas eletrônicas estão livres de inserções maliciosas que alterem o seu funcionamento.

Por isso, o Ministério da Defesa solicitou ao TSE, com urgência, a realização de uma investigação técnica sobre o ocorrido na compilação do código-fonte e de uma análise minuciosa dos códigos que efetivamente foram executados nas urnas eletrônicas, criando-se, para esses fins, uma comissão específica de técnicos renomados da sociedade e de técnicos representantes das entidades fiscalizadoras.

Por fim, o Ministério da Defesa reafirma o compromisso permanente da Pasta e das Forças Armadas com o Povo brasileiro, a democracia, a liberdade, a defesa da Pátria e a garantia dos Poderes Constitucionais, da lei e da ordem.
 

Ministério da Defesa 


PS.: Esta nota está plenamente de acordo com a primeira análise que fizemos sobre o citado Relatório.

09 novembro 2022

Parte 1 - FFAA - Fiscalização do Sistema Eletrônico de Votação

Após a divulgação do relatório produzido pelas FFAA, divulgado hoje, 09/11/2022, comecei a sua leitura. Só conseguir chegar apenas ao item II - Acesso ao código-fonte, p. 2-4, imagens abaixo, e tomei um grande susto. Após o texto, emiti minhas primeiras observações.











Nese item consta, portanto, que as FFAA sofreram limites de acesso ao sistema, ao seu código-fonte.

Tradução imediata 

O código-fonte (o código que é criado pelo programador) não foi testado em operação (execução). Permitiu-se apenas a sua leitura, em tela. Material impresso também foi proibido. Ingressar na sala somente com lápis e caneta. 

Código-fonte é o conjunto de palavras ou símbolos escritos de forma ordenada, contendo instruções em uma linguagem de programação, de maneira lógica, para execução de uma determinada tarefa.

Esse procedimento (acesso ao código-fonte), da forma como foi realizado, não serviu absolutamente para nada. Não se precisava nem mais analisar as demais etapas. Já deveria se ter colocado a "boca no trombone" a partir deste fato (2-19/ago/2022) e suspender o uso imediato das urnas eletrônicas nessas eleições.

O lado positivo do relatório, é que desde o seu início, já demonstra a fragilidade do TSE na condução do processo eleitoral e do sistema utilizado pelas urnas eletrônicas.

Por enquanto paro por aqui. Eventualmente, irei ler os demais itens contidos no relatório e, se assim o for, me pronunciarei posteriormente.

06 novembro 2022

PARTE 2 - ZERO VOTOS? O BRASIL QUER SABER

Hoje, domingo (06/07), o jornalista argentino Fernando Cerimedo, fez sua segunda live, na qual mostrou, por meio dos dados do próprio TSE, que a fraude maior se encontra especificamente nas urnas do Nordeste. Desejando ler o post sobre a primeira live, clique aqui.

Nos modelos de urnas 2020, as mais atuais e que são auditáveis, o comportamento apresenta uma dispersão normal de votos entre os candidatos.

Já nas urnas anteriores a 2020, não são auditáveis, seus comportamentos apresentam anomalias e as discrepância de votos entre os candidatos são maiores.

Os dados mostram, também, que mesmo Lula vencendo no Nordeste, a quantidade de votos tirados de Bolsonaro em favor do petista, já seria suficiente para que Bolsonaro fosse vitorioso.

Além disso, entre as informações chocantes da live, está o fato de que o TSE tem contrato com a empresa Smartmatic, ou seja, existe acesso externo aos nossos dados eleitorais.

Nas eleições de 2012 e 2014, no Brasil, tomou-se conhecimento das impressões digitais deixadas pela empresa Smartmatic. A Smartmatic foi contratada pelo TSE para cuidar da atualização do software utilizado nas urnas eletrônicas e prover tecnologia para transferência de dados. A Smartmatic é umbilicalmente ligada ao chavismo. Sua criação contou com o financiamento secreto do governo chavista e é a responsável pelas eleições venezuelanas.


Continuamos, de boa fé, caso seja descoberto alguma falha no sistema, não queremos admitir que o TSE seja cúmplice. Contudo, o será se não investigar os fatos divulgados - com o maior rigor e transparência - e esclarecer tudo de forma convincente à sociedade brasileira.

05 novembro 2022

ZERO VOTOS? O BRASIL QUER SABER

Já se passaram mais de 24 horas da divulgação de informações que levantaram legítimas dúvidas sobre os resultados eleitorais brasileiros. Entretanto, até o momento, sobre elas, não foi prestada nenhuma explicação pelas autoridades competentes.

https://goo.gl/maps/x3sQhZSmpi8qmyj17
Por exemplo, para explicar porque o presidente Jair Bolsonaro obteve zero votos em centenas de urnas. Isto ocorreu nos estados de São Paulo (Franca, Osasco, Guarulhos) e de Roraima. Há outras centenas, senão milhares de urnas com votações igualmente improváveis em todo o Brasil. Veja o mapa interativo com as urnas. Com um zoom, pode se ver os tipos de cidades, e ainda inclui os links diretos para o site do TSE de cada seção com zero votos para Jair Bolsonaro. PS.: No momento em que estou escrevendo este texto, o site do TSE não está permitindo o acesso aos dados de urna. Por que será?

Curiosamente não há uma única urna - em todo o país - onde o Bolsonaro tenha tido 100% dos votos. E se há suspeita de fraude em uma única urna, elas recaem sobre todo o sistema.

Qualquer cidadão, como eu, tem o dever de exigir esclarecimentos das autoridades competentes para preservar a democracia e a legitimidade de nossas instituições.

De boa fé, caso seja descoberto alguma falha no sistema, não queremos admitir que o TSE seja cúmplice. Contudo, o será se não investigar os fatos divulgados - com o maior rigor e transparência - e esclarecer tudo de forma convincente à sociedade brasileira.

É o que deseja todo o Brasil e até mesmo a maioria das nações estrangeiras em todo o mundo.

05 outubro 2022

ECONTRADAS INCONSISTÊNCIAS DE DADOS EM BOLETINS DE URNAS

Está circulando nas redes sociais notícias sobre a inconsistência de dados encontrados em Boletins de Urna. Fomos checar, no site do TSE, dois casos e encontramos os seguintes resultados que confirmaram as inconsistências.

O primeiro caso em Macapá/Amapá, na Seção 824 da Zona 02, encontramos a primeira tela que mostra uma descrição sumária da seção, com os seguintes dados:

Eleitores aptos: 125  Comparecimento: 116

Na última tela, já com os votos de cada candidato:

Eleitores aptos: 458  Comparecimento: 414

   
 

Em Cotia/SP

Na Seção 481 da Zona Eleitoral 227

Encontramos a primeira tela que mostra uma descrição sumária da seção, com os seguintes dados:

Eleitores aptos: 397  Comparecimento: 320

Na última tela, já com os votos de cada candidato:

Eleitores aptos: 398  Comparecimento: 321


  

Uberaba/MG

Aqui, neste link, você poderá ver um caso similar ao ocorrido em Macapá que também está circulando nas redes sociais. Não deixe de vê-lo.

                                               *   *   *

Bom, inconsistência de dados em boletins de urnas anula o atestado de segurança de nossas urnas eletrônicas? 

Com a palavra os especialistas e o responsável pelo processo/sistema eleitoral brasileiro.

A população brasileira quer uma resposta clara, objetiva, sincera e verdadeira.

                                        *  *  *

(06/10/2022 - 15:07) Primeira explicação para esses "dados inconsistentes"

A variação é decorrente do voto em trânsito. Segundo informações divulgadas aqui, o TSE registrou mais de 332 mil solicitações para o primeiro turno, e quase 315 mil referentes ao segundo turno das Eleições 2022.

Caso fosse divulgado um mapa completo sobre a votação em trânsito em todo o Brasil, para esclarecimento da população, talvez esses questionamentos não fossem levantados e, evidentemente, o principal beneficiado seria o próprio TSE.

Instrumentos de auditoria, por exemplo, poderiam comprovar a integridade das listas dos eleitores que votaram em trânsito, comparada com as listas das respectivas seções de origem, bem como, a comparação dos resultados dos votos dos eleitores que votaram em trânsito com os resultados dos votos dos eleitores que votaram na sua seção de origem.


Dessa forma, para comprovar a integridade dos resultados, seria necessária uma análise estatística com inteligência de dados, para comparar:


1. Em cada local de votação, os resultados dos votos dos eleitores locais com os resultados dos votos dos eleitores em trânsito.


2. Listas dos eleitores que votam em trânsito com listas dos eleitores que compareceram nas seções eleitorais originais.


29 maio 2022

O documento eletrônico individual do voto dará transparência às eleições

O artigo a seguir, uma peça didática, é a íntegra do que foi publicado pelo Instituto Voto Legal, cuja presidência é ocupada por Carlos Rocha, engenheiro formado no ITA, e que liderou o desenvolvimento e a fabricação da urna eletrônica no Brasil.

O seu primeiro parágrafo já contém uma afirmação muito importante para uma nação que se julga ser uma democracia plena e, portanto, deveria cumprir as leis estabelecidas pelo Congresso Nacional. Não é o caso do Brasil neste momento.

É conhecido, é sabido no meio técnico, portanto, que "hoje não existem instrumentos de auditoria independente que permitam ao TSE e à sociedade garantir a integridade dos resultados das eleições brasileiras". O assunto não é desconhecido pelo Supremo Tribunal Federal que, em sessão plenária, antes das eleições de 2018, já tinha conhecimento do fato e se esquivou de implementar as devidas correções. 

Boa leitura.

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O documento eletrônico individual do voto dará transparência às eleições

assinado com um certificado da ICP-Brasil para garantir a validade jurídica

Carlos Rocha

Presidente do Instituto Voto Legal, engenheiro formado no ITA, liderou o desenvolvimento e a fabricação da urna eletrônica

Processo eleitoral atual descumpre a lei

Recentemente, especialistas do Comando de Defesa Cibernética sugeriram ao TSE a "adoção de medidas que permitam a validação e a contagem de cada voto sufragado". Concordo com quem entende que a urna eletrônica deixa de cumprir duas leis: a que define o registro digital de cada voto e a que garante a validade jurídica do documento eletrônico. Isto torna impossível ao eleitor confirmar o registro digital do seu voto e à seção eleitoral realizar a contagem pública dos votos, como determina o Art. 37 da Constituição Federal. A urna faz uma apuração secreta, quando todo ato administrativo deve ser público para ter validade jurídica. Sem os instrumentos técnicos necessários, os partidos políticos não conseguem fiscalizar todas as fases da votação e apuração na urna eletrônica, um procedimento garantido pelo Art. 66 da Lei 9.504 de 1997.

Registro digital de cada voto

A Lei 9.504/97 estabelece, no parágrafo 4º do Art. 59, que: “A urna eletrônica disporá de recursos que, mediante assinatura digital, permitam o registro digital de cada voto e a identificação da urna em que foi registrado, resguardado o anonimato do eleitor.” Basta ler a Lei para compreender que o registro de cada voto deve ser feito de modo individual e, naturalmente, gerando um documento eletrônico que tenha validade jurídica.

Em vez de fazer o registro individual do voto, a urna eletrônica armazena todos os votos juntos em um único arquivo, chamado de Registro Digital do Voto RDV. O nome no singular pode passar uma mensagem enganosa, pois, ao guardar todos os votos de uma seção eleitoral, o arquivo único deveria se chamar “Registro Digital de Todos os Votos”, o que, obviamente, não atende ao que a lei determina.

Como o arquivo único RDV reúne todos os votos, ele não pode se tornar um documento eletrônico com validade jurídica, antes do final da votação, porque, a cada novo voto recebido pela urna, o conteúdo do RDV é alterado. Por isso, o arquivo RDV não impede a manipulação dos votos, no caso de um ataque interno aos programas da urna, realizado por alguém que está dentro da organização e tem controle absoluto sobre o código-fonte. O registro digital do voto, realizado em uma linha da planilha RDV, não tem, portanto, a necessária validade jurídica que só seria garantida, através de um documento eletrônico individual criado para cada voto, assinado digitalmente com um certificado digital da ICP-Brasil.

Validade jurídica do documento eletrônico do voto

"Fica instituída a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), para garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras". Este é o art. 1º da Medida Provisória (MP) 2.200 de 2001, considerada o marco normativo da validade jurídica do documento digital no direito brasileiro.

Tempos atrás, você chegava a uma loja e, depois da compra, aguardava o vendedor retirar o talão de notas fiscais da gaveta e preencher a sua nota, manualmente. Isso se tornou coisa do passado. Hoje, todos os estabelecimentos comerciais emitem a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Ela substitui a nota fiscal impressa em papel, e tem todos os dados referentes à venda de produtos ou serviços transmitidos para a Secretaria da Fazenda. Toda empresa precisa fazer a assinatura digital da Nota Fiscal eletrônica com um certificado digital da ICP-Brasil, para garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica da nota em forma eletrônica.

Documento eletrônico individual do voto pode replicar a cédula em papel

Nas eleições de 2022, continuarão ocorrendo votação e apuração realizadas com cédulas impressas em papel, quando não são usadas urnas eletrônicas, na forma definida pela Resolução TSE Nº 23.669, de 14 de dezembro de 2021. Assim, para gerar o registro digital de cada voto, seria natural a urna eletrônica criar um documento eletrônico individual, seguindo o mesmo formato definido para as cédulas em papel. Entre os artigos 82 a 89, a Lei 9.504/1997 define duas cédulas oficiais impressas em papel: uma de cor branca, para as eleições proporcionais, e outra de cor amarela, para as eleições majoritárias.

Um certificado digital ICP-Brasil para cada seção eleitoral, similar ao usado em cada empresa

Para as eleições de 2022, cada urna eletrônica deveria trazer instalado um certificado digital da ICP-Brasil, individual para cada seção eleitoral, e um programa certificado, pelo INMETRO, para gerar um documento eletrônico para cada voto, com a validade jurídica da assinatura digital ICP-Brasil. No documento eletrônico criado para o registro digital de cada voto, não haverá qualquer informação sobre o eleitor, para garantir o sigilo do voto, exatamente da mesma forma realizada nas cédulas impressas em papel.

O novo documento eletrônico do voto poderia ser exibido ao eleitor, na tela da urna eletrônica, para a sua verificação e confirmação. A contagem pública ocorreria na seção eleitoral, com a exibição de cada voto na tela, para a fiscalização dos partidos. Auditorias independentes fariam a recontagem dos documentos eletrônicos dos votos, após a eleição. A autenticidade legal do documento eletrônico do voto seria sempre garantida pela certificação digital da ICP-Brasil, com uma cadeia de confiança independente do TSE.

Certificar a urna eletrônica no INMETRO, como é feito com a balança da padaria

A urna eletrônica deve ser o único produto eletrônico profissional, no Brasil, que não tem qualquer certificação independente. Até a balança da padaria precisa ser certificada pelo INMETRO, antes de medir o peso da mortadela comprada pelo consumidor. O TSE poderia combinar com o INMETRO o processo de certificação independente da urna eletrônica e dos programas do sistema eletrônico de votação.

A integridade do seu voto, a segurança da informação e a governança organizacional da Administração Eleitoral são temas essencialmente técnicos e devem ser tratados por especialistas que conhecem profundamente o assunto, sem a polarização política que vem ocorrendo.

24 maio 2022

O SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO E A CONFIABILIDADE DA URNA ELETRÔNICA

Legítimos profissionais do setor de tecnologia voltaram a se pronunciar sobre o nosso sistema eleitoral. Mais uma vez reafirmaram a necessidade de sua melhoria, não só da urna eletrônica, mas de todo o processo eleitoral.

Desta vez sob os auspícios da Sociedade dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (SERGS), foi promovido o debate

O SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO E A CONFIABILIDADE DA URNA ELETRÔNICA" .

Assista o seu conteúdo clicando aqui 

O debate revelou que o sistema atual retrocedeu em relação ao usado em 2018, pelo menos no que diz respeito ao registro individual do voto do eleitor, além de sugerir relevantes melhorias não apenas na urna eletrônica, mas em todo o processo eleitoral brasileiro.

18 agosto 2021

NOVA CAMPANHA DO TSE É MAIS UMA PROVOCAÇÃO AOS BRASILEIROS

Mais uma vez o TSE volta a afrontar a inteligência dos brasileiros, especialmente os eleitores que estão se manifestando por eleições e apuração de votos impressos e auditáveis em todo o Brasil. 

Desta vez através do vídeo mostrado a seguir. É de uma irresponsabilidade assustadora, pois o conteúdo da propaganda é enganoso. Literalmente, a urna não precisa estar conectada na Internet para haver fraude. Ela pode vir para a seção eleitoral com o seu software já fraudado e contar tendenciosamente os votos. A insegurança da urna já foi reiterada inúmeras vezes pelos melhores profissionais do setor de tecnologia.


Além disso, a fala da Djamila Ribeiro (garota propaganda do vídeo) compromete ainda mais a credibilidade do TSE, considerando que se trata de uma pessoa partidariamente vinculada a um dos lados que disputará as próximas eleições, como mostrou a reportagem dos PingosNosIs.

Tal campanha não se trata de um atestado de burrice, mas de PROVOCAÇÃO mesmo, endossada pelo ministro presidente do TSE. 

09 agosto 2021

MULTIDÃO VOLTOU ÀS RUAS PARA EXIGIR VOTO ELEITORAL AUDITÁVEL

Nestes sábado e domingo (07-08/08) a população se reencontrou com o presidente Jair Bolsonaro nas ruas de Florianópolis e Brasília, respectivamente, em manifestações ordeiras, para manifestar apoio ao seu governo e exigir do Congresso a aprovação do voto auditável nas próximas eleições.

Também foi um recado ao STF que durante o decorrer da semana, através dpronunciamento de seu presidente, forçou a barra e conseguiu não só afrontar novamente o Executivo como a toda população brasileira.

   

Em Florianópolis, 07/07/2021 

Para assistir o evento em Brasilia, clique neste link https://youtu.be/TGAzAuaQ5NE


08 agosto 2021

IMPRENSA DOS EUA DETONA URNAS SEM VOTO IMPRESSO

Especialistas em segurança e comentaristas políticos dos EUA são quase unânimes em afirmar que as urnas eletrônicas sem comprovante impresso NÃO SÃO SEGURAS, sendo necessário o comprovante em papel para auditoria.


 

A fraude em urnas eletrônicas é possível - pois poderá ser configurada para que isto ocorra - POR QUEM TEM ACESSO AO CÓDIGO DE SEU PROGRAMA FONTE - e, dessa forma, implicará na impressão de um Boletim de Urna já fraudado.

As fraudes também poderão ocorrer durante a transferência de votos e sua contabilização central realizada pelo TSE. Nesta última etapa - a de totalização dos votos - a fraude poderá acontecer de forma mais segura para quem a cometer.

Portanto, a impressão e a conferência do voto pelo eleitor, no momento em que o eleitor está votando, é indispensável para se assegurar auditorias e os corretos resultados eleitorais. Esta ação será possível de ser feita sem que o eleitor pegue no voto impresso. Apenas o verá no painel específico para isto.