Marco Rubio faz a incômoda pergunta a líderes europeus e burocratas da OTAN e UE: “O QUE ESTAMOS DEFENDENDO?” E acrescentou: “Exércitos não combatem por abstrações. Exércitos lutam por um povo, por uma nação, por um estilo de vida.
Esta parte da fala de Marco Rubio na Conferência de Segurança de Munique é um dos discursos mais contundentes de um alto funcionário americano, desde que Ronald Reagan disse a Mikhail Gorbachev "derrube esse muro!", comentou Gerson Gomes.
Aqui está:
Por cinco séculos, antes do fim da Segunda Guerra Mundial, o Ocidente estava se expandindo. Seus missionários, seus peregrinos, seus soldados, seus exploradores, saindo de suas costas para cruzar oceanos, colonizar novos continentes, construir vastos impérios, se estendendo pelo globo.
Mas em 1945, pela primeira vez desde a era de Colombo, o Ocidente se contraía. A Europa estava em ruínas. Metade dela vivia atrás de uma cortina de ferro e o resto parecia que logo seguiria pelo mesmo caminho.
Os grandes impérios ocidentais haviam entrado em declínio terminal, acelerado por revoluções de comunistas ateus e por levantes anticoloniais que transformariam o mundo e cobririam vastas áreas do mapa com a foice e o martelo vermelhos nos anos seguintes.
Contra esse pano de fundo, à época como agora, muitos passaram a acreditar que a era de predominância do Ocidente havia chegado ao fim e que nosso futuro estava destinado a ser um eco fraco e débil do nosso passado.
No entanto, nossos antepassados reconheceram que o declínio era uma escolha, e foi uma escolha que eles se recusaram a fazer.
Isso que fizemos juntos uma vez antes é o que o Presidente Trump e os Estados Unidos querem fazer novamente agora. Juntos.
É por isso que não queremos que nossos aliados sejam fracos, porque isso nos torna mais fracos. Queremos aliados que possam se defender, para que nenhum adversário seja tentado a testar nossa força coletiva. É por isso que não queremos que nossos aliados sejam acorrentados pela culpa e pela vergonha.
Queremos aliados que se orgulhem de sua cultura e de sua herança, que entendam que somos herdeiros da mesma grande e nobre civilização, e que, juntos conosco, estejam dispostos e capazes de defendê-la.
É por isso que não queremos aliados que racionalizem em cima do status quo quebrado, em vez de lidar com o que é necessário para consertá-lo.
Nós, na América, não temos interesse em ser educados e ordeiros administradores do declínio gerenciado do Ocidente.
Não buscamos nos separar, mas revitalizar uma velha amizade e renovar a maior civilização da história humana. O que queremos é uma aliança revigorada que reconheça que o que aflige nossas sociedades não é apenas um conjunto de políticas ruins, mas um mal-estar de desesperança e complacência.
Uma aliança que queremos é uma que não seja paralisada pelo medo. Medo das mudanças climáticas, medo da guerra, medo da tecnologia. Em vez disso, queremos uma aliança que corra ousadamente para o futuro.
O único medo que temos é o medo da vergonha de não deixar nossas nações mais orgulhosas, mais fortes e mais ricas para nossos filhos.
Uma aliança pronta para defender nosso povo, salvaguardar nossos interesses e preservar a liberdade de ação que nos permite moldar nosso próprio destino. Não uma que exista para operar um estado de bem-estar global e expiar os supostos pecados das gerações passadas.
Uma Aliança que não permita que seu poder seja terceirizado, restringido, subordinado a sistemas além de seu controle. Uma que não dependa de outros para as necessidades críticas de sua vida nacional. E uma que não mantenha a pretensão polida de que nosso modo de vida é apenas um entre muitos e que pede permissão antes de agir.
E, acima de tudo, uma aliança baseada no reconhecimento de que nós, o Ocidente, herdamos juntos algo único, distinto e insubstituível. Porque isso, afinal, é o próprio fundamento do vínculo transatlântico.
PROJETO DE LEI DOS EUA MIRA A UE E O BRASIL POR CENSURA ONLINE: "CENSURE UM AMERICANO, PAGUE MILHÕES"
A Lei GRANITE, que garante direitos contra novas tiranias e extorsões internacionais, está ganhando força.
Já protocolado em Wyoming e New Hampshire, o projeto de lei, segundo a subsecretária de Estado dos EUA, Sarah Rogers, está "prestes" a ser apresentado na Câmara, após as ameaças da Ofcom, do Reino Unido, e a multa de US$ 150 milhões imposta pela UE à X terem ultrapassado a "linha vermelha" de Trump.
O projeto de lei elimina a imunidade soberana estrangeira para qualquer governo que censure cidadãos americanos, permitindo que as vítimas processem o país por indenizações triplicadas ou um mínimo de US$ 10 milhões por violação.
Isso visa diretamente as multas da DSA de Bruxelas e a proibição do X/Rumble pelo juiz brasileiro Alexandre de Moraes.
Comissários da UE e ditadores brasileiros acham que podem silenciar os americanos à distância porque a imunidade soberana os protege.
A GRANITE desfaz essa proteção, transformando cada ordem de censura em uma mina de ouro milionária em processos judiciais nos EUA.
Alexandre de Moraes já foi duramente criticado em um tribunal da Flórida por sua proibição de conteúdo; agora imagine os burocratas da UE enfrentando multas de mais de 10 milhões de dólares cada vez que multam.
Aprovada a lei, os censores estrangeiros terão que recuar ou assistir suas economias sufocarem quando os tribunais dos EUA congelarem ativos (o Reino Unido tem US$ 60 bilhões apenas em bancos americanos).
Esta é a essência da política externa da era Trump: fazer os valentões pagarem até que se rendam.
A mensagem é clara: censure os americanos e vá à falência em seus tribunais.
Fontes: GB News, Reuters, Zero Hedge
A foto acima está sendo divulgada apontando fatos para uma comparação do Parvis (pátio) da Notre-Dame de 1960 com a sua aparência prevista para 2027. O espaço em frente à catedral está sendo transformado em uma área mais acolhedora e ecologicamente correta. O pátio remodelado incluirá áreas sombreadas com 160 novas árvores, uma fina lâmina d'água para refrescar o ar em dias quentes e um pavimento de calcário que destaca a fachada icônica da Notre-Dame. No subsolo, o antigo estacionamento se tornará um espaço cultural com livraria, café e acesso à Cripta Arqueológica.
Tal divulgação relembra um outro aspecto importante, na medida em que planejamentos, urbano e arquitetônico, têm sido desobedecidos e ou refeitos em diversas cidades do mundo. Contudo, a Europa tem sido uma exceção. No Brasil só Brasília tem seus planos totalmente preservados, devido ao seu tombamento como Patrimônio Cultural da Humanidade, feito pela UNESCO. Mas, aqui acolá, empresários da construção civil querem modificá-lo como já o fizeram em diversas capitais do País, a começar por São Paulo e Rio de Janeiro, destruindo os espaços antigos e não apenas criando novos em áreas adjacentes.
De um lado estão aqueles que defendem os arranha-céus como símbolo máximo do progresso e da modernidade. Para outros, eles são como uma mancha feia no horizonte. Não se precisa de muita massa cinzenta para se saber quem tem razão, nos ensina diversas cidades do mundo, principalmente as mais famosas da Europa.
Ora, a história nos mostra que os primeiros edifícios realmente altos de que se tem notícia foram os zigurates de tijolos de barro construídos na Suméria, onde antes ficava a Mesopotâmia e hoje é o sul do Iraque. Eram estruturas religiosas moldadas pela fusão entre a riqueza recém-acumulada e a crença em algo além da existência material.
Esse desejo de alcançar o céu, enquanto se celebra tanto a fortuna e o poder quanto os deuses, também deu origem às pirâmides do antigo Egito e, milênios depois, às torres das catedrais medievais.
A Grande Pirâmide de Gizé, concluída em 2540 a.C, reinou soberana, erguendo-se acima de todas as outras edificações, assim como a torre da Catedral de Lincoln, na Inglaterra, finalizada em 1092.
Catedral de Lincoln, na Inglaterra, foi finalizada em 1092,
e era uma das maiores construções da época
Mas foi no final do século 19, quando as estruturas de aço e os elevadores tornaram possível — e viável — viver e trabalhar a 300 metros de altura, que os arranha-céus começaram a surgir em Chicago e Nova York. A corrida rumo às nuvens começou nas cidades americanas, mas, com o tempo, também em outras metrópoles ao redor do mundo.
Hoje, na lista dos 100 edifícios mais altos do planeta, elaborada pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH), o prédio que aparece em primeiro lugar nos Estados Unidos é o World Trade Center, em Nova York. Ele ocupa o sétimo lugar, com 541 metros de altura, e é 287 metros mais baixo que o campeão: o Burj Khalifa, em Dubai.
Na verdade, os primeiros lugares dessa lista mostram como estados, reinos e emirados do Oriente Médio competem com a China, enquanto outros países, ansiosos por exibir sua nova riqueza, também entraram nesse jogo de números.
A Europa, no entanto, é uma honrosa exceção
Isso se deve a diversos fatores, mas um dos mais cruciais é que é muito mais difícil construir prédios altos na Europa por causa das regulamentações criadas para proteger o patrimônio cultural, tema observado e perseguido, por todas as suas gerações.
Embora seja verdade que no 16º lugar da lista CTBUH apareça o Centro Lakhta, em São Petersburgo — o primeiro edifício europeu a figurar no ranking —, e que bem mais abaixo estejam três prédios em Moscou e um em Istambul, não há nenhum representante da Europa Ocidental.
O Centro Lakhta, em São Petersburgo, com seus 462 metros de altura, é o prédio mais alto da Europa
E mais: somente sete dos mil prédios mais altos do mundo se encontram na União Europeia. O Varso, um edifício comercial no centro de Varsóvia, na Polônia, ostenta o título de arranha-céu mais alto dessa região, mas está apenas no 179º lugar do ranking global. Depois dele vem a Torre Commerzbank, em Frankfurt, na Alemanha, que aparece na 552° posição, apesar dos seus 259 metros.
Regulamentações rígidas
Não é que não existam arranha-céus na Europa Ocidental, principalmente se considerarmos que, para ser classificado como um arranha-céu, um prédio precisa ter altura mínima de 100 metros.
A região até possui alguns prédios que entram na categoria de arranha-céus "altos", com mais de 150 metros, mas são raríssimos os "super altos", que ultrapassam 300 metros, e não existe nenhum classificado como "mega alto", com mais de 600 metros.
E considerando que é um território rico, com pouco espaço disponível e muita gente — a Alemanha, por exemplo, tem uma densidade populacional maior que a dos Emirados Árabes, que são obcecados por arranha-céus — , era de se esperar que a Europa construísse mais prédios altos. Mas não tem sido assim, e não é por falta de conhecimento ou possibilidades.
Desde o início da corrida rumo ao céu, a Europa já contava com todas as competências necessárias, como demonstraram o francês Gustave Eiffel, em 1889, e o alemão Werner von Siemens, que inventou o primeiro elevador elétrico em 1880.
As regras em Atenas, Roma e Londres
Atenas: Suas construções não podem tampar a vista do Partenon. Estão limitadas a 12 andares, a menos que estejam longe o suficiente para não impedir a visão do templo dedicado à protetora da cidade, Atena, deusa da sabedoria, da estratégia e da justiça.
De forma semelhante, na região central de Roma, nenhum prédio pode ultrapassar a altura da cúpula da Basílica de São Pedro, caso contrário, corre o risco de enfrentar a ira de Deus, do papa ou, pelo menos, de alguns burocratas da cidade.
Esse limite de 136 metros de altura foi quebrado em 2012, quando se construiu o arranha-céu "Torre Eurosky", de 155 metros. Mas ele só foi construído por estar fora da área de proibição, no distrito comercial e residencial da Exposição Universal de Roma (EUR).
A Basílica de São Pedro determina a altura máxima na zona central de Roma
Então temos Londres. A capital britânica não é estranha aos arranha-céus. O mais alto, The Shard, ocupa o 195º lugar no ranking global, com seus 306 metros de altura.
Mas, apesar de Londres ter vários arranha-céus, não é tão fácil construí-los. Isso se deve, em grande parte, a uma lei de 1938, feita para proteger a Catedral de Saint Paul — ou, pelo menos, para garantir a vista do prédio, que já foi o mais alto da cidade, com 111 metros. Há oito corredores visuais protegidos que cruzam Londres, e todos eles devem preservar uma vista da catedral. Um obstáculo complicado de se contornar para quem sonha em quebrar recordes de altura.
Não se pode construir nada que tampe a vista da Catedral de Saint Paul, em Londres
Com o tempo, alguns edifícios mais altos conseguiram surgir na Europa. Mas, com frequência, eles são controversos e mal vistos. Poucos conseguem ser mais odiados do que a famosa estrutura alta de Paris. E não, não é a Torre Eiffel, mas a Torre Montparnasse, com seus 210 metros. Construída em 1973, ela foi tão rejeitada que uma nova lei foi rapidamente aprovada para limitar a 37 metros a construção de novos prédios no centro de Paris. Somente no subúrbio do distrito comercial de La Défense se construíram edifícios altos depois disso, ainda assim, não tão altos quanto em outras partes do mundo. Essa é uma tendência na Europa: os arranha-céus, via de regra, ficam nos arredores da cidade.
Torre Montparnasse, que pode ser vista no horizonte de Paris,
junto à Torre Eiffel, é odiada por muitos moradores
Outras razões para ausência de arraha-céus
Sem dúvida, há outras razões, além do patrimônio cultural e da regulamentação rígida, que diferenciam os horizontes europeus de outras partes do mundo. A geografia particular de certas regiões da Europa também tem influência. Dada à sua latitude norte, os arranha-céus fazem mais sombra e, consequentemente, deixam menos luz para quem está embaixo.
Em Gotemburgo, na Suécia, por exemplo, os 245 metros de altura do Karlatornet projetam uma sombra no meio da tarde quase tão longa quanto a projetada pelos 828 metros do Burj Khalifa, edifício mais alto do mundo. E isso importa muito em uma região que recebe, em média, pouco mais de cinco horas de luz do sol por dia ao longo do ano.
Para alguns, a ausência de arranha-céus também pode ser explicada pela falta de necessidade: os arranha-céus são símbolo de status, que servem para dar visibilidade às cidades onde foram construídos. Nem Paris, nem Roma, nem Atenas e nem Praga precisam de um edifício alto para ter um lugar no mapa cultural da humanidade.
Rue de Rivoli, Paris
E assim, a Europa tem resistido, em grande parte, à tentação de construir prédios cada vez mais altos. E há quem defenda por se estar diante da beleza de sua arquitetura histórica, que não tampa a vista do céu. Tomara que continue assim.
A semana se encerrou com o extenso noticiário sobre o encontro ocorrido na Casa Branca entre os presidentes Trump e Zelensky, no qual farpas foram trocadas, acordos deixaram de ser firmados e a agenda encerrada antecipadamente, não havendo sequer a tradicional coletiva de imprensa que estava prevista.
Horas depois dessa discussão, Zelensky viajou para o Reino Unido para uma reunião com o primeiro-ministro Keir Starmer. Logo após cumprimentar o presidente ucraniano, Starmer reiterou o apoio do Reino Unido à Ucrânia, e disse: "Estamos com a Ucrânia pelo tempo que for preciso." Zelensky agradeceu Starmer pelo apoio e confirmou que fará uma reunião com o Rei Charles 3° no domingo (2/3).
A delegação ucraniana também participará de uma cúpula de líderes europeus organizada por Starmer neste domingo (2/3). Ele também comemorou o acordo anunciado de um empréstimo no valor de £ 2,26 bilhões (R$ 19 bi) para a Ucrânia. "Este empréstimo aumentará as capacidades de defesa da Ucrânia e será pago por meio de receitas de ativos russos congelados", escreveu o presidente no X.
O presidente francês, Emmanuel Macron, que se encontrou com Trump no início da semana passada, disse que o agressor é a Rússia e a vítima é a Ucrânia. "Há um agressor: a Rússia. Há uma vítima: a Ucrânia. Estávamos certos em ajudar a Ucrânia e em sancionar a Rússia há três anos - e em continuar a fazê-lo".
O chanceler alemão, Olaf Scholz, também escreveu no X que "ninguém quer a paz mais do que os ucranianos", antes de acrescentar que "a Ucrânia pode confiar na Alemanha e na Europa". Já Friedrich Merz, que é cotado para suceder Scholz como líder alemão, disse que está com a Ucrânia e Zelensky "nos bons e maus momentos". "Nunca devemos confundir o agressor com a vítima nesta guerra terrível", afirmou Merz.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, disse que é necessária uma "reunião imediata" entre os EUA, a Europa e os seus aliados para discutir a guerra na Ucrânia
Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a "dignidade" de Zelensky "honra a bravura do povo ucraniano". "Seja forte, seja corajoso, não tenha medo". "Você nunca está sozinho, querido presidente. Continuaremos trabalhando com você para uma paz justa e duradoura", escreveu nas redes sociais.
A ministra das Relações Exteriores da UE, Kaja Kallas, escreveu: "A Ucrânia é a Europa! Nós apoiamos a Ucrânia. Aumentaremos nosso apoio à Ucrânia para que ela possa continuar a lutar contra o agressor. Hoje ficou claro que o mundo livre precisa de um novo líder. Cabe a nós, europeus, assumir esse desafio", escreveu ela no X.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, escreveu: "Ucrânia, a Espanha está com você".
A Suécia está com a Ucrânia. Eles não estão lutando apenas por sua liberdade, mas pela liberdade de toda a Europa, disse o primeiro-ministro sueco Ulf Kristersson.
O primeiro-ministro da Polônia, vizinha da Ucrânia, também se manifestou. "Caro Zelensky, queridos amigos ucranianos: vocês não estão sozinhos!", escreveu Donald Tusk. O líder norueguês Jonas Gahr Støre também acrescentou seu apoio: "Apoiamos a Ucrânia em sua luta justa por uma paz justa e duradoura."
Do Canadá, o primeiro-ministro Justin Trudeau disse que "a Rússia invadiu a Ucrânia ilegal e injustificadamente". Os ucranianos vêm lutando há três anos com coragem e resiliência. Sua luta por democracia, liberdade e soberania é uma luta que importa para todos nós. O Canadá continuará a apoiar a Ucrânia e os ucranianos para alcançar uma paz justa e duradoura", disse ele.
Momento decisivo para uma nova arquitetura
Nas duas décadas que se seguiram ao fim da Guerra Fria, o globalismo ganhou terreno sobre o nacionalismo. Simultaneamente, a ascensão de sistemas e redes cada vez mais complexos — institucionais, financeiros e tecnológicos — ofuscou o papel do indivíduo na política. Mas no início da década de 2010, uma mudança profunda começou. Ao aprender a aproveitar as ferramentas deste século, um grupo de figuras carismáticas reviveu os arquétipos do anterior: o líder forte, a grande nação, a civilização orgulhosa.
A mudança começou, sem dúvida, na Rússia. Em 2012, Vladimir Putin encerrou um curto experimento durante o qual deixou a presidência e passou quatro anos como primeiro-ministro, enquanto um aliado complacente serviu como presidente. Putin retornou ao cargo mais alto e consolidou sua autoridade, esmagando toda a oposição e se dedicando a reconstruir "o mundo russo", restaurando o status de grande potência que havia evaporado com a queda da União Soviética e resistindo ao domínio dos Estados Unidos e seus aliados.
Dois anos depois, Xi Jinping chegou ao topo na China. Seus objetivos eram como os de Putin, mas muito maiores em escala — e a China tinha capacidades muito maiores. Em 2014, Narendra Modi, um homem com vastas aspirações para a Índia, completou sua longa ascensão política ao cargo de primeiro-ministro e estabeleceu o nacionalismo hindu como a ideologia dominante de seu país. No mesmo ano, Recep Tayyip Erdogan, que passou pouco mais de uma década como o primeiro-ministro esforçado da Turquia, tornou-se seu presidente. Em pouco tempo, Erdogan transformou o conjunto democrático faccionalizado de seu país em um show autocrático de um homem só.
Talvez o momento mais consequente dessa evolução tenha ocorrido em 2016, quando Donald Trump ganhou a presidência dos Estados Unidos. Ele prometeu "tornar a América grande novamente" e colocar "a América em primeiro lugar" — slogans que capturaram um espírito populista, nacionalista e antiglobalista que vinha se infiltrando dentro e fora do Ocidente, mesmo quando a ordem internacional liberal liderada pelos EUA se consolidou e cresceu. Trump não estava apenas surfando uma onda global.
O retorno de Trump e de tribunos comparáveis de grandeza nacional estão agora definindo a agenda global. Eles são homens fortes autointitulados que dão pouco valor a sistemas baseados em regras, alianças ou fóruns multinacionais. Eles abraçam a glória passada e futura dos países que governam, afirmando um mandato quase místico para seu governo.
De certa forma, esses líderes e suas visões evocam “o choque de civilizações” que o cientista político Samuel Huntington, escrevendo no início dos anos 1990, imaginou que impulsionaria o conflito global após a Guerra Fria. Mas eles o fazem de uma maneira que é frequentemente performática e flexível, em vez de categórica e excessivamente zelosa. É o choque de civilizações light: uma série de gestos e um estilo de liderança que pode reconfigurar a competição (e cooperação) sobre interesses econômicos e geopolíticos como uma disputa entre estados-civilização em cruzada.
Essa disputa é retórica às vezes, permitindo que os líderes empreguem a linguagem e as narrativas da civilização sem ter que se ater ao roteiro de Huntington ou às divisões um tanto simplistas que ele previu.
Nos próximos anos, o tipo de ordem que esses líderes moldarão dependerá muito do segundo mandato de Trump. Afinal, foi a ordem liderada pelos EUA que encorajou o desenvolvimento de estruturas supranacionais após a Guerra Fria. Agora que os Estados Unidos se juntaram à dança das nações do século XXI, eles frequentemente darão o tom. Com Trump no poder, a sabedoria convencional em Ancara, Pequim, Moscou, Nova Déli e Washington (e muitas outras capitais) decretará que não há um sistema único e nenhum conjunto de regras acordado.
Nesse ambiente geopolítico, a já tênue ideia do "Ocidente" recuará ainda mais — e, consequentemente, também o status da Europa, que na era pós-Guerra Fria foi parceira de Washington na representação do "mundo ocidental".
A administração Trump tem o potencial de ter sucesso em uma ordem internacional revisada que levou anos para ser feita. Mas os Estados Unidos prosperarão apenas se Washington reconhecer o perigo de tantas falhas nacionais cruzadas e neutralizar esses riscos por meio de uma diplomacia paciente e aberta. Trump e sua equipe devem considerar a gestão de conflitos como um pré-requisito para a grandeza americana, não como um impedimento a ela.
Velhas alianças e suposições não são apenas destruídas, as peças não se encaixam mais. Agora é um momento decisivo para tentar criar uma nova arquitetura.
O vice-presidente J.D. Vance fez seu primeiro grande discurso na Europa na sexta-feira, falando na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha. J.D. Vance, ex-advogado, senador dos EUA e veterano do Corpo de Fuzileiros Navais de Ohio, criticou as elites da UE que ameaçam Elon Musk e insistem em livrar o continente da liberdade de expressão.
Vance afirmou hoje que a maior ameaça à Europa não é externa (Rússia ou China), mas sim interna, devido ao abandono de valores fundamentais; criticou a restrição da liberdade de expressão na Europa, a anulação de eleições e a crise migratória.
No final deste texto o discurso completo e legendado.
Vance:
"Cada vez mais, em toda a Europa, sua população está votando em líderes políticos que prometem acabar com a migração descontrolada. Agora, eu concordo com muitas dessas preocupações, mas você não precisa concordar comigo. Eu só acho que as pessoas se importam com suas casas, se importam com seus sonhos, se importam com sua segurança e sua capacidade de sustentar a si mesmas e seus filhos. [ ... ] Acho que essa é uma das coisas mais importantes que aprendi no meu breve tempo na política, ao contrário do que você pode ouvir em algumas montanhas em Davos, os cidadãos de todas as nossas nações geralmente não se consideram animais educados ou engrenagens intercambiáveis de uma economia global. Não é de se surpreender que eles não queiram ser embaralhados ou implacavelmente ignorados por seus líderes. É função da democracia julgar essas grandes questões nas urnas.
Acredito que dispensar pessoas, dispensar suas preocupações ou, pior ainda, fechar a mídia, fechar eleições ou excluir pessoas do processo político não protege nada. Na verdade, é a maneira mais infalível de destruir a democracia. Falar e expressar opiniões não é interferência eleitoral.
Mesmo quando as pessoas expressam opiniões fora do seu próprio país, e mesmo quando essas pessoas são muito influentes.
Confie em mim, digo isso com todo humor, se a democracia americana pode sobreviver a 10 anos de repreensão de Greta Thunberg, vocês podem sobreviver a alguns meses de Elon Musk. Mas o que nenhuma democracia, americana, alemã ou europeia, sobreviverá é dizer a milhões de eleitores que seus pensamentos e preocupações, suas aspirações, seus pedidos de alívio, são inválidos ou indignos de serem considerados. A democracia se baseia no princípio sagrado de que a voz do povo importa. Não há espaço para firewalls. Ou você defende o princípio ou não.
O que me preocupa é a ameaça interna, o recuo da Europa de alguns de seus valores mais fundamentais, valores compartilhados com os Estados Unidos da América".
Se sua democracia pode ser destruída com algumas centenas de milhares de dólares de publicidade digital de um país estrangeiro, então ela não era muito forte para começar”, ele disse.
O discurso surpreendeu os líderes reunidos na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, que esperavam que o número 2 americano detalhasse uma abordagem para a guerra na Ucrânia.
Nesta última quinta-feira (09/01/2025), enquanto se desenvolvia uma conversa entre Elon Musk e Alice Weidel, candidata do partido de direita, Alternativa para Alemanha (AfD), 150 burocratas da União Europeia estavam observando-os para fazer cumprir a ridícula Lei dos Serviços Digitais, que nada mais é do que censura à liberdade de expressão.
“Ou a Comissão Europeia aplica com a máxima firmeza as leis que nos foram dadas para proteger nosso espaço público, ou não o faz, e então terá que concordar em devolver aos Estados-Membros da UE a capacidade de fazê-lo", disse na quarta-feira (8), o chefe da diplomacia francesa,Jean-Noël Barrot, que chegou a pedir à Comissão Europeia que protegesse os Estados-membros do bloco “com a maior firmeza” contra a interferência no debate público europeu, especialmente pelo dono da X, Elon Musk.
Nos dias anteriores, líderes estrangeiros e a grande mídia alegaram que Elon Musk está minando a democracia e interferindo nas eleições. Em um grande discurso, o presidente francês Emmanuel Macron acusou Musk de agir para "intervir diretamente nas eleições". Musk "se envolve tão diretamente nos assuntos internos de outros países", disse o primeiro-ministro da Noruega. "Tire as mãos da nossa democracia, Sr. Musk!", disse o ministro da Economia da Alemanha. Musk "injeta caos nos sistemas políticos de outros países", "sequestra a política do Reino Unido" e está "jogando granadas", disseram o Washington Post, o The New York Times e o Wall Street Journal.
Mas não há evidências de que Musk tenha interferido ilegalmente em eleições estrangeiras. Em todos os casos, o que os líderes estrangeiros e a mídia estão se referindo são postagens que Musk fez no X, antigo Twitter, e um artigo de opinião que Musk escreveu para um jornal alemão. E esse artigo de opinião e essas postagens são legais, não apenas nos Estados Unidos, mas também na Alemanha, França, Noruega e no resto da Europa.
É verdade que Musk perguntou a seus 211 milhões de seguidores se "a América deveria libertar o povo da Grã-Bretanha de seu governo tirânico", indicou que pode doar US$ 100 milhões ao Partido Reformista da Grã-Bretanha e disse: "Somente o AfD pode salvar a Alemanha". E ele se aproximou da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, cujo governo anunciou um acordo de US$ 1,6 bilhão com a Starlink de Musk.
Mas, como até mesmo o New York Times reconheceu, o tuíte de Musk sobre a libertação do Reino Unido foi "irônico". A lei britânica permite que empresas, incluindo X e Tesla, doem para partidos políticos, mas Musk disse que não sabia se as doações seriam legais. De qualquer forma, se o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e seu Partido Trabalhista no poder não querem que Musk doe, eles devem mudar suas leis.
Musk está livre não apenas para expressar sua opinião sobre o AfD, mas também para sediar uma conversa com seu líder, como ele disse que faria nesta quinta-feira, dia 09. Quanto à Starlink, é a única empresa de Internet baseada no espaço capaz de fornecer tais serviços. A prova desse fato pode ser vista na falha do governo Biden em usar os US$ 42 bilhões alocados em seu “Inflation Reduction Act” para acesso à banda larga, dada sua aparente relutância em contratar a Starlink.
Macaco não olha o rabo
E nem os líderes estrangeiros nem a mídia deram/dão nenhum alarme, quando GeorgeSoros gastou/gasta bilhões de dólares para influenciar a política ao redor do mundo, da Europa aos EUA, inclusive aqui no Brasil. Soros financiou uma campanha anti-Brexit em 2016 no Reino Unido. Sua fundação apoiou uma ONG alemã chamada "Correctiv", que espalhou desinformação sobre o AfD, difamando o partido e fazendeiros alemães comuns como nazistas. Soros foi o maior doador para os democratas nas eleições de meio de mandato de 2022, dando a eles quase US$ 200 milhões. Globalmente, Soros doou US$ 32 bilhões ao redor do mundo para advocacia política e de políticas.
E a influência de Soros sobre a opinião pública vai muito além do apoio político direto. Operativos apoiados por Soros “passaram os últimos oito anos se incorporando em papéis importantes na Wikimedia Foundation”, relatou Ashley Rindsberg, “transformando o site em uma ferramenta para engenharia social radical”. O público e outros documentaram o financiamento de Soros para censura ao redor do mundo, dos EUA a várias nações europeias e ao Brasil.
Soros dificilmente está sozinho. Bill Gates, por meio da Fundação Bill e Melinda Gates, tem se engajado em ampla defesa de políticas ao redor do mundo. Sua organização é a maior doadora privada da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é uma das maiores financiadoras de mídia e jornalismo na África.
Por que, então, a mídia e os líderes europeus estão retratando Musk como uma ameaça à democracia?
Sem dúvida a resposta está em uma única palavra: TRUMP, que venceu a trupe progressista e woke e que lá nos EUA segue em rápido desmoronamento¹ com repercussões em outros países de todos os continentes.
¹ Erosão woke
A Toyota anunciou que não patrocinará mais paradas e eventos LGBTQ e não fará mais esforços para promover diversidade, equidade e inclusão (DEI).
A Nissan reverterá suas iniciativas de diversidade e deixará de financiar eventos do Orgulho Gay e cancelará suas cotas de contratação e promoção para candidatos desses grupos nos Estados Unidos: NY POST
A Meta de Mark Zuckerberg está encerrando seus principais programas de diversidade (DEI), com efeito imediato, incluindo na contratação, treinamento e na seleção de fornecedores: Axios.
Amazon, de Jeff Bezos, anunciou o fim de diversas iniciativas de diversidade (DEI).
e mais dezenas de mega corporações americanas que estão anunciando nos últimos meses o encerramento definitivo das práticas discriminatórias que atingem principalmente homens e mulheres brancas nos EUA.
PS.: "O vírus da mente woke é o comunismo repaginado." Elon Musk
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, expôs como Soros disse à UE que ela deveria aceitar milhões de migrantes:
“O Sr. George Soros publicou seu plano em inglês na publicação Project Syndicate em 2015.
Ele disse muito claramente que, citando novamente, a UE tem que aceitar pelo menos um milhão de requerentes de asilo anualmente.
Então é por isso que a história não é apenas sobre migração, mas sobre como esta União Europeia está funcionando e como George Soros foi capaz de capturar as principais posições dentro de muitas instituições da União Europeia, comprando parlamentares e outros líderes para executar o plano.”
Em comentário nas redes sociais Elon Musk afirmou:
"Soros realmente era um gênio em arbitragem, tanto financeira quanto política.
Ele também descobriu como pegar uma pequena quantia de financiamento privado e transformá-la em um grande financiamento governamental.
Brilhante.
Eu só queria que ele amasse, em vez de odiar, a humanidade."
*. *. *
Em 2004, nos EUA, ao formar o Partido das Sombras, Soros forneceu aos democratas uma fonte alternativa de financiamento - uma que ele e as instituições que criou controlavam. Ele estava em condições de definir a agenda do partido e também de expurgar a pequena minoria de remanescentes moderados e planejar a próxima eleição para determinar o futuro presidente americano, tema este tratado neste post.
O Partido Socialista Norueguês tem um "muro da vergonha" em seu escritório com "pessoas ricas que deixaram a Noruega" devido aos impostos exorbitantes que agora estão sendo cobrados.
Quem você encontra naquela parede?
Fundadores de startups forçados a deixarem o país porque estavam pagando TODA a sua renda em impostos.
"Quando a União Soviética está se tornando o modelo do seu país, é hora de cair fora", disse o co-fundador da Dune, que ainda acrescentou:.
"Tentei criar uma empresa de tecnologia na Noruega e aqui está o que aconteceu:
1. Dois anos de construção sem quase nenhum dinheiro/financiamento, boa parte de um ano sem salário
2. Aumente o VC e torne-se um dos primeiros unicórnios da Noruega
3. Enfrentar uma conta de imposto sobre ganhos não realizados de muitas vezes o meu salário líquido anual. Claro que a empresa está dando prejuízo e todos os investidores têm ações preferenciais, então não posso sacar nenhum dinheiro.
4. Grite publicamente que isso não faz sentido. Independente do nível, a tributação precisa acontecer quando você realmente ganha dinheiro.
5. Eu me mudo para a Suíça porque nenhum político se importa/ouve.
6. Ainda não obtive nenhuma resposta tangível e sensata às minhas críticas ao imposto sobre ganhos não realizados, MAS sou colocado no "muro da vergonha" nos escritórios dos partidos socialistas...
Eu sou norueguês e amo a Noruega, mas os políticos socialistas estão levando o país para um caminho obscuro. É um Atlas Shrugged da vida real."
*. *. *
Atlas Shrugged é um livro de ficção da autora e filósofa Ayn Randpublicado em 1957. Lançado no Brasil como Quem É John Galt? em 1987, relançado em 2010 como A revolta de Atlas.
O livro explora uma versão distópica dos Estados Unidos, em que muitos dos industriais mais importantes e bem sucedidos da sociedade decidem abandonar suas fortunas e a própria nação, em resposta a agressivas regulações de um governo progressista e corrupto, que insiste em sobretaxar e regulamentar os cidadãos produtivos, suas empresas e realizações individuais.
O título é uma referência a Atlas, um Titã descrito no livro como "o gigante que mantém o mundo em seus ombros". O significado desta referência aparece em uma conversa entre os personagens Francisco d'Anconia e Hank Rearden, em que d'Anconia pergunta que conselho Rearden daria a Atlas ao ver que "quanto maior o esforço [do titã], mais pesado fica o mundo em seus ombros". Com Rearden incapaz de responder, d'Anconia dá a sua própria resposta: "encolher os ombros" ("to shrug").
A Europa reagiu e deu início a luta pela liberdade, pelo respeito às tradições, pela família, pelo mérito na conquista de objetivos pessoais, sem o Estado tirânico a atrapalhar.
A esquerda e extrema-esquerda estão sendo varridas da política. A direita e centro-direita venceram as eleições em toda a Europa. A previsão é de que o Novo Parlamento Europeu terá cerca de 55% da sua composição por eurodeputados de direita e centro-direita.
O povo europeu disse não a agenda globalista (Agenda 2030), a agenda climática, e a todas aberrações que levaram o continente ao caos. Foi dado um passo fundamental na defesa da vida, da liberdade e da propriedade dos indivíduos.
Entenda os grupos do Parlamento Europeu
Partido Popular Europeu – mantém-se como o maior grupo do Parlamento Europeu, com uma base significativa de integrantes alemães, poloneses e romenos. Nos últimos 5 anos, colaborou estreitamente com os socialistas e o grupo liberal Renovar a Europa. Angela Merkel, ex-chanceler da Alemanha, é um dos principais nomes próximos ao grupo.
Aliança Progressista de Socialistas e Democratas – 2o maior grupo do Poder Legislativo da União Europeia. Com forte representação do Partido Socialista dos Trabalhadores do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, o grupo enfatiza a luta contra o desemprego e a promoção de sociedades mais equitativas.
Renovar a Europa – liderado pelo partido Renascença do presidente da França, Emmanuel Macron, é o 3o maior. Mas perdeu força: tinha 102 parlamentares neste mandato. O resultado é reflexo da ascensão de deputados apoiados por Marine Le Pen.
Grupo dos Verdes – atualmente, possui 72 assentos no Poder Legislativo do bloco europeu. Nas eleições de 2019 para o Parlamento Europeu, os parlamentares da sigla foram fortalecidos pelos protestos climáticos de 2019. Agora, perderam cadeiras.
Esquerda Unitária Europeia – focado em direitos trabalhistas, justiça econômica e igualdade. Enfrenta incertezas devido a uma nova divisão na esquerda alemã, liderada pela ex-co-presidente do Die Linke, Sahra Wagenknecht.
Conservadores e Reformistas Europeus – promete uma postura firme sobre migração e uma abertura para maior cooperação dentro da UE. Ganhou cadeiras em um resultado que demonstra a força da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.
Identidade e Democracia – crescerá no Poder Legislativo da União Europeia. Enfrenta controvérsias por conta da expulsão de deputados ligados ao partido alemão de direita acusado de neonazismo, a AfD (Alternativa para a Alemanha). Apesar das críticas, mantém sua influência em um contexto de crescente insatisfação dos eleitores com o aumento do custo de energia e de vida enfrentado pelos alemães.
Na França, financiadores ligados a George Soros lamentam e o presidente Emmanuel Macron dissolveu parlamento.
Em resposta, a líder da oposição, Marine Le Pen, apelou aos franceses para que se juntem para formarem uma maioria em torno do partido RN (Rassemblement National) a serviço da única causa que guia os seus passos: a França.
Na Bélgica o primeiro-ministro, Alexander De Croo, demitiu-se depois que o seu partido ser derrotado nas eleições parlamentares nacionais e europeias.
Direita em festa na Alemanha
Os conservadores dos partidos irmãos União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU) devem manter a dianteira no Parlamento Europeu com 30,2% dos votos, o que garantiria a eles 30 dos 96 assentos na câmara baixa da União Europeia (UE), segundo pesquisas de boca de urna.
A eles se soma o segundo grande vencedor das eleições europeias. O ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD), com 16 assentos – um crescimento de quase 50% em relação a 2019, quando a sigla elegeu 11 eurodeputados.
A Espanha também está entre os países que “guinaram” à direita nas eleições europeias de 2024. Na imagem observamos a comparação do mapa eleitoral de 2019 e 2024. O resultado de 2024 está na parte de cima, com as partes em azul representado partidos de direita e em vermelho os partidos de esquerda.
Na Itália, a primeira-ministra, Giorgia Meloni, e seu partido de direita, Irmãos de Itália (FdI), venceram as eleições ao Parlamento Europeu no país com 28,59% dos votos, de acordo com dados provisórios deste domingo, 9. A vitória do FdI reforça o crescimento do partido e torna a principal força política dos italianos.
PS.: Este post foi censurado pelo FaceBook. As justificativas usadas para a sua remoção não fazem o menor sentido, até porque, se assim fosse, todos os posts que escrevo aqui neste blog, e os publico também no FB teriam sido removidos.
Como sempre acontece, a mídia, as classes culturais e os “progressistas” brasileiros engolem com casca e tudo seja lá o que vier de Nova York, de Londres ou de Paris
A Índia tem 1,4 bilhão de habitantes, ou três vezes mais que a Europa; sozinha, tem mais gente que a Europa e os Estados Unidos juntos, e abriga um quinto de toda a população mundial. Por que raios, tendo as duras realidades que têm, seus habitantes deveriam sentir as mesmas angústias de europeus e americanos — essas que você vê todos os dias na mídia, maciçamente, e que são apresentadas como se fossem um problema de vida ou morte para todo ser humano vivo? Por que os seus atletas, por exemplo, deveriam se ajoelhar antes das competições para protestar contra o “racismo sistêmico”? Não passa pela cabeça de um indiano sair à rua para dizer que “vidas negras importam”, ou que a cor da pele seja um problema em seu país; por que, então, iriam ficar de joelhos para combater o racismo? Também não fazem parte do seu mundo e de sua vida as aflições com o “aquecimento global”, visto o calor que faz na Índia há 5.000 anos, nem que um cidadão esteja proibido de dizer que só mulheres podem ficar grávidas e parir um filho. O “indiano médio”, como diriam nossos institutos de pesquisa de opinião, acha que um homem é um homem e uma mulher é uma mulher — e, queiram ou não queiram, um em cada cinco habitantes atuais do planeta é um “indiano médio”. Não ocorreu ali a nenhum colégio de gente rica, ou a qualquer colégio, ensinar uma “linguagem neutra” a seus alunos; ficaria complicado, levando-se em conta que na Índia são falados 400 idiomas e dialetos diferentes, e que há 23 línguas oficiais. O nível do mar está subindo na Flórida? As pessoas são legalmente autorizadas a roubar até US$ 900 por dia, como acontece na Califórnia? A Holanda está proibindo os seus agricultores de produzirem comida? Nada disso faz parte das realidades do 1,4 bilhão de indianos, nem representa para eles a mais remota preocupação. Não fazem, aliás, nenhum nexo dentro do sistema de pensamento hoje em vigor na Índia.
Jogadores do Liverpool protestam contra o racismo | Foto: Twitter Liverpool/ Reprodução/CP
As angústias dos países do Primeiro Mundo não querem dizer nada, também, para o 1,3 bilhão de habitantes da China. Por acaso há algum chinês achando que o Super-Homem é gay, ou que um “transgênero” de 2 metros de altura pode competir numa prova de natação para mulheres? E as atrizes que, 20 ou 30 anos atrás, tiveram um caso com o diretor para ganhar um papel no filme, e hoje são consideradas heroínas nacionais? Existe isso na China? Há por ali um “Ministério Público”, ou alguma ONG, ou entidade da “sociedade civil”, ou seja lá o que for, proibindo a construção de aeroportos, de pontes ou de estradas de ferro? Alguém fala em “dívida histórica” com os negros? Não há nenhum registro de estátuas postas abaixo na China, nem de planos para proibir a fabricação de automóveis, e nem de movimentos para diminuir as verbas da polícia. O chinês está pouco ligando, e não vai ligar nunca, para os direitos dos pedófilos, o respeito aos gordos e gordas ou a porcentagem exata de negros nos filmes, séries de televisão e comerciais de propaganda. Só aí, na Índia e na China, já são 2,7 bilhões de pessoas — e um PIB somado de mais de US$ 21 trilhões. Mas as mesmas coisas podem ser ditas, em geral, da África, do mundo islâmico e de todo o Oriente, mais a Rússia. Na verdade, a Europa e os Estados Unidos, juntos, somam cerca de 800 milhões de habitantes — ou só 10% da população mundial, nada mais que isso. Faz sentido, então, que as neuras, as prioridades e até mesmo os problemas objetivos de europeus e americanos tenham de preocupar os 90% restantes da humanidade?
John Kent, o novo Super-Homem, e seu namorado, Jay Nakamura| Foto: Reprodução/Redes sociais
O ministro do Exterior da Índia, recentemente, disse numa reunião internacional que os europeus fariam bem de ter em mente uma coisa muito simples: os problemas da Europa não são os problemas do mundo. Foram meia dúzia de palavras, em torno de uma ideia sem nenhuma complicação — mas, provavelmente, estão entre as afirmações mais relevantes, realistas e inteligentes feitas há muito tempo por um homem público na cena mundial. É um chamado exemplar à realidade: o mundo, muito simplesmente, não é como eles querem que seja. Vende-se na Europa, nos Estados Unidos e nas suas franjas a noção de que “o planeta” está morto de ansiedade com a proibição das sacolas de plástico, a multiplicação das ciclovias e a promoção das hortas orgânicas. É falso — apenas isso. Mais do que tudo, estão convencidos que as suas “agendas”, ou o que as elites apresentam como “agenda”, são a lista de deveres de casa que os 8 bilhões de habitantes do mundo têm de cumprir, obrigatoriamente. É o caso da “agenda 2030”, uma coleção de desejos montada por bilionários que vão à reunião anual de Davos, na Suíça, fundações que torram dinheiro grosso em favor da virtude e um punhado de governozinhos globaloides, controlados por uma casta de funcionários que não foram eleitos por ninguém e têm horror à ideia de que alguém, além deles, queira mais bem-estar nas suas vidas. Segundo eles todos, o mundo não pode mais progredir, nem dar oportunidades aos bilhões que têm pouco ou nada, em termos materiais. O capitalismo, ali, é um crime; só se aplica aos que já têm o capital hoje. Se o sujeito tem US$ 50 bilhões e faz uma doação de 1 bilhão, todos os seres humanos deveriam fazer a mesma coisa, não é? Para preservar o meio ambiente e “salvar o clima”, o mundo que está fora da Europa e dos Estados Unidos tem de voltar à Idade da Pedra. As minorias são mais importantes que as maiorias — e por aí vamos. É isso, a “agenda” dos ricos. Tudo bem. Querem ser roubados em US$ 900 por dia? Que sejam. Querem morrer de fome para preservar a natureza? À vontade. Mas a agenda da Europa não tem de ser a agenda do mundo, como disse o ministro do Exterior da Índia.
Também não deve ser, obviamente, a agenda do Brasil. Mas nossas elites querem que seja, é claro — e acaba sendo, na vida pública, no mundo oficial e na “sociedade”. Como sempre acontece, e está acontecendo de novo agora, a mídia, as classes culturais e os “progressistas” brasileiros engolem com casca e tudo seja lá o que vier de Nova York, de Londres ou de Paris; são, possivelmente, os mais excitados importadores de más ideias do mundo. É bem sabido, desde que a Corte de Dom João VI desembarcou no Rio de Janeiro, em 1808, que o animal mais parecido com os habitantes da elite brasileira é o macaco — nada revela tão bem um brasileiro rico, “culto” ou “influente” quanto a sua ânsia permanente de copiar o que se faz na Europa e nos Estados Unidos. (Imaginam, ao fazer isso, que são avançados e estão a par dos últimos passos da civilização; não percebem o quanto são subdesenvolvidos típicos.) Continua assim, mais de 200 anos depois. O resultado é que o Brasil assume como sendo suas um monte de preocupações que têm pouco ou nada a ver com as realidades efetivas do país. Poderia ser apenas mais uma palhaçada, como a linguagem neutra ou as campanhas do Uber contra o “racismo”, a “fobia” anti-LGBT+ e tudo o que é visto como politicamente irregular. Mas acaba sendo mais que isso — passa a influir no debate político e nas decisões dos que mandam no país, e por esse motivo começa a afetar a legislação, os atos de governo e o comportamento das empresas.
O Brasil está produzindo alimentos demais, e isso vai contra as noções de virtude das cabeças mais avançadas da Europa
É pior, na verdade: o Brasil não apenas imita os europeus e americanos em sua busca inesgotável por causas cretinas, ou que não têm nada a ver com as necessidades brasileiras, mas tornou-se, ele próprio, um dos maiores alvos da perseguição “globalista”. O Brasil é um horror, talvez o maior horror de hoje, para a “agenda 2030” — para os delicados burocratas que comandam os governos do Primeiro Mundo, para os bilionários socialistas de Davos, para os departamentos de marketing de multinacionais que se converteram à prática “do bem”. Sua ideia fixa, acima de qualquer outra, é a Amazônia e a sua floresta. O Brasil, segundo eles, não tem o direito de governar a Amazônia, que deveria ser declarada “área internacional”. De atores de Hollywood a reis da Escandinávia, de governos da Europa às universidades de primeira linha, mais a “comunidade científica” mundial, todos exigem que a vida humana cesse para a Amazônia e os 20 milhões de brasileiros que vivem ali; só devem existir árvores, bichos e peixes. Numa ação paralela, querem parar o agronegócio brasileiro — o Brasil está produzindo alimentos demais, e isso vai contra as noções de virtude das cabeças mais avançadas da Europa, como é o caso da Holanda, onde se acha uma boa ideia proibir as pessoas de cultivarem o solo.
Toda essa gente tem aliados ativos na vida pública e privada do Brasil. Banqueiros de esquerda, por exemplo, escrevem manifestos anunciando “boicotes” fatais contra a economia brasileira por parte dos grandes fundos de investimento internacionais e das múltis mais globalizadas, para punir a nossa pouca atenção à “crise do clima”. Os boicotes nunca aparecem no mundo das realidades; a produção e as exportações do agro brasileiro batem novos recordes a cada ano. Mas fazem grande sucesso nos salões, na mídia e nos meios “bem informados”. Também há as ONGs, é claro — essas fazem dia e noite, e frequentemente com dinheiro público, um trabalho de agressão em tempo integral contra tudo o que o país tem de bom, ou tenta construir para se desenvolver. Há as classes intelectuais, a universidade pública e o universo artístico. Há as empresas socialistas. Há as agências de publicidade inclusivas. Há o Ministério Público, a justiça e as “agências reguladoras”. Há, em geral, tudo o que se descreve como “esquerda”. Querem, todos eles, um Brasil desenhado por funcionários das agências temáticas da Comunidade Europeia, ou por executivos da Disney, ou por professores de Harvard; acham que o que é virtude em Bruxelas tem de ser virtude em Piracicaba. Não imaginam, nunca, que o Brasil faça parte dos 90% do mundo que estão fora da Europa e dos Estados Unidos; acham que estamos nos 10%. São um atestado da falência de si próprios.