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05 fevereiro 2023

OS AUSENTES NUNCA TÊM RAZÃO

        Em seu ótimo artigo na Revista Oeste deste fim de semana (Edição 150), Gustavo Segré, nos relembra Charles-Louis de Secondat, Barão de La Brede e de Montesquieu (1689-1755), político e escritor francês, que provocou mudanças radicais na forma de governar.

        O Brasil ratificou a modalidade republicana quando, pela Constituição brasileira de 1988, o Princípio da Separação dos Poderes foi estabelecido, no Art. 2º, sob o título dos princípios fundamentais, e constitui uma das cláusulas pétreas (lei que não pode ser alterada) do ordenamento jurídico brasileiro. Segundo Montesquieu, com os Poderes divididos em diferentes instâncias, com autonomia e limites entre eles, seria impossível a formação de um regime tirânico ou autoritário.

Segré nos lembra ainda que, "sem quase perceber, o Brasil passou a abdicar de Montesquieu e sua divisão de Poderes — cuja ideia remonta a Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.), na Grécia antiga, e ao iluminista John Locke (1632-1704) — e passou a migrar para outra teoria de poder. Mais exatamente à “dominação legitima”, de Max Weber, que disserta sobre as formas de legitimação do poder".

E continua: "O Poder Judiciário já está muito longe de ser “invisível e nulo”, e começou a “colaborar” com o Poder Executivo em diversas determinações. De um dia para o outro, a Justiça passou a ditar limites à liberdade de expressão, impedindo que determinadas palavras pudessem ser usadas para se referir a determinada pessoa. Muitos meios de comunicação sentiram a canetada de quem deveria cuidar das leis e da Constituição, ao terem seus canais do YouTube desmonetizados e com a Justiça definindo o que podia ou não ser dito".

... "O curioso no caso do Brasil é que a verdadeira dominação não está sendo aplicada diretamente pelo Poder Executivo da República, e sim pelo Poder Judiciário, que, em tese, deve ser o contraponto dos outros dois Poderes. Sem dúvida a dominação social se aplica nesta nova realidade do Brasil, não importando quem a executa, e sim quem a sofre".

Segré conclui o seu artigo citando o dramaturgo francês Philippe Néricault Destouches que teve como uma das suas frases mais famosas a seguinte: “Os ausentes nunca têm razão”. "Ela mostra que está na hora de trabalharmos, cada um desde as nossas fortalezas (econômicas, sociais, de comunicação, jurídicas etc.), para que Brasil volte a ter, nas suas estruturas de poder, um balanceamento muito mais perto de Montesquieu -cujos princípios fundamentais estão descritos abaixo - do que de Max Weber".


Princípios fundamentais

Barão de Montesquieu
O Barão de Montesquieu era uma referência do Iluminismo e, portanto, nada melhor do que compartilhar, como parte final deste artigo, os princípios fundamentais desse livre pensador.

  • Liberdade de expressão: a possibilidade de as pessoas expressarem livremente suas ideias e pensamentos, sem por isso ser censuradas ou penalizadas de outras formas;

  • Empirismo: a ideia de que todo o conhecimento só pode ser obtido e tomado como verdade a partir do momento que é comprovável na prática, com testes;

  • Jusnaturalismo: a ideia de que o ser humano possui uma dignidade própria e direitos inerentes à sua condição. São eles: a vida, a liberdade e a busca da felicidade;

  • Tripartição dos Poderes: um governo justo e equilibrado não concentra todas as suas funções em um só grupo ou pessoa; portanto, é bom e justo que haja Três Poderes: o Legislativo, criador de leis; o Executivo, administrador da nação; e o Judiciário, que julga o descumprimento das leis;

  • Contrato social: a ideia de que as sociedades devem estabelecer um acordo entre governante e governados para que haja um governo legítimo. Ou seja, o povo abdica de sua liberdade absoluta para viver em sociedade sob o governo de leis e de um representante. Assim, a soberania do governo reside na vontade do povo, não na do governante;

  • Racionalismo: a valorização da razão e a crença que ela é a única via de obtenção do conhecimento;

  • Cientificismo: a valorização da ciência e do método científico empírico como via de conhecimento e progresso da humanidade;

  • Livre-comércio: a não intervenção do Estado na economia, fator que garantiria um maior desenvolvimento econômico;

  • Propriedade privada: o direito dos homens de adquirirem a posse de bens para usufruir a seu modo;

  • Igualdade jurídica: a abolição dos privilégios de casta ou classe na sociedade — todos os homens tornam-se iguais perante a lei;

  • Liberdade religiosa: a possibilidade de escolher qual religião professar;

  • Liberalismo: a doutrina da liberdade individual, social, política e econômica.


TIC: MERCADO E TENDÊNCIAS

Empresas de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), baseadas em proposições de alto valor, continuam excedendo as expectativas de analistas para um crescimento futuro. O mercado de TIC permanece bastante promissor.

A estimativa da International Data Corporation (IDC) é de crescimento de 5% em 2023 no Brasil, aproximando-se de um total de US$ 80 bilhões — acima dos US$ 75 bilhões esperados para 2022, sendo US$ 46 bilhões de TI e US$ 29 bilhões de telecom. Com isso, o País representa 1,7% do mercado mundial (11º mercado) de TIC e 33% da América Latina. Computação em nuvem, segurança, inteligência artificial, analytics e serviços gerenciados puxam esse crescimento.

A expectativa é que o mercado global de TIC alcance a marca de US$ 4,48 trilhões em 2022. Em 2001 esse valor foi de US$ 2,4 trilhões e no Brasil, os dispêndios do setor somavam US$ 50,0 bilhões, valor quase três vezes maior que os dispêndios em 1993.

Na tradicional coletiva de imprensa de início do ano para apresentação do Predictions Brazil 2023, realizada nesta quinta-feira, 02/02, executivos da consultoria apresentaram as dez principais tendências para este ano.

  1. Avanço na virtualização do core das redes de telecomunicações;
  2. Amadurecimento do uso de Cloud fará com que as empresas busquem maior controle sobre uso e gastos da nuvem;
  3. Wireless first impulsionando a resiliência de missão crítica e continuidade de negócios;
  4. Redes privativas móveis, habilitadas pelo 5G, permitirão aplicações aprimoradas de IoT (Internet of Things), AI (Artificial Intelligence) e ML (Machine Learning) no Brasil;
  5. Aplicações de negócio consumidas a partir da nuvem se consolidam como principal caminho para modernização;
  6. Fusão de inteligência e automação traz novas capacidades para apoiar os negócios, mas ainda precisa ganhar confiança;
  7. Segurança de TI e dados continuará sendo prioridade e motivo de preocupação em 2023;
  8. O mercado de devices segue importante e representará 43,7% de todas as receitas de TI no país, a despeito dos desafios esperados em 2023;
  9. A distribuição das vendas de Devices sofrerá mudanças em 2023, refletindo o dinamismo necessário para atuar neste segmento;
  10. As empresas compradoras de Devices também podem colher os benefícios do alinhamento com as práticas de ESG (environmental, social and governance).

04 fevereiro 2023

«La Troisième Guerre mondiale a commencé»

Em 24 de fevereiro de 2022, Putin anunciou uma "operação militar especial", supostamente para "desmilitarizar" e "desnazificar" a Ucrânia. Minutos depois, mísseis atingiram locais em todo o território ucraniano, incluindo Kiev, a capital. A Guarda de Fronteira Ucraniana relatou ataques a postos fronteiriços com a Rússia e a Bielorrússia. Pouco depois, as forças terrestres russas entraram na Ucrânia. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky promulgou a lei marcial e clamou por uma mobilização geral no país para combater os invasores.

"É óbvio que o conflito, que começou como uma guerra territorial limitada e agora está se transformando em um confronto econômico abrangente entre todo o Ocidente, por um lado, e a Rússia e a China, por outro, tornou-se uma guerra mundial", disse o pensador francês, Emmanuel Todd ao jornal francês Le Figaro em 12/01/2023, em uma matéria cujo título é o mesmo deste artigo.

Por sua vez, a Ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse que os países da União Europeia estão em guerra contra a Rússia, enquanto autoridades dos EUA e da UE se esforçam para convencer que não são parte do conflito na Ucrânia.

"Eu já disse nos últimos dias – sim, temos que fazer mais para defender a Ucrânia. Sim, temos que fazer mais também em tanques", disse Baerbock durante um debate na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE) na terça-feira (24). "Mas a parte mais importante e crucial é que fazemos isso juntos e que não fazemos o jogo da culpa na Europa, porque estamos lutando uma guerra contra a Rússia e não uns contra os outros".

Enquanto o chanceler alemão Olaf Scholz insistiu que a Alemanha deveria apoiar a Ucrânia, mas evitar o confronto direto com a Rússia, Baerbock assumiu uma posição mais agressiva.

Em seguida, a Coreia do Norte condenou os EUA e potências ocidentais por fornecerem tanques de batalha às forças ucranianas, dizendo que a "guerra por procuração" de Washington contra a Rússia representa uma ameaça à paz mundial. O envolvimento dos EUA na Ucrânia "expôs todo o continente europeu ao grave perigo de guerra". É o que disse Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, à Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) na sexta-feira (27/01/2023).

Na mesma sexta-feira (27), o presidente da Ucrânia criticou a falta de rapidez dos EUA no envio de tanques Abrams à Ucrânia e ressaltou que Kiev não ficará satisfeita com um pequeno número.

Os comentários vieram depois que os EUA prometeram na quarta-feira (25) fornecer a Kiev 31 tanques M1 Abrams, mas alertaram que a entrega poderá levar anos. A Casa Branca explicou que espera adquirir os tanques do fabricante, em vez de retirá-los de seus arsenais. A configuração vendida não será a mesma usada pelos EUA.

No início desta semana, a Alemanha aprovou o fornecimento a Kiev de 14 tanques Leopard 2A6 de seus próprios estoques e também deu permissão a outros países para venda de seus tanques de fabricação alemã ao exército ucraniano.

Estados Unidos e OTAN não estão preparados para guerra com a Rússia, avalia especialista militar dos EUA

Douglas Macgregor, coronel reformado do Exército americano, ex-conselheiro do Secretário de Defesa do governo Trump, avalia no artigo This Time It’s Different que os EUA e a OTAN não estão preparados para lutar uma guerra total com a Rússia, regional ou globalmente.

"Ao contrário das primeiras esperanças e expectativas do Beltway [cúpula do governo federal, seus fornecedores e lobistas, e jornalistas que cobrem Washington, DC] a Rússia não entrou em colapso interno nem capitulou às demandas coletivas do Ocidente por mudança de regime em Moscou", observa Macgregor.

"Washington subestimou a coesão social da Rússia, seu potencial militar latente e sua relativa imunidade às sanções econômicas ocidentais", aponta o coronel. "Como resultado, a guerra por procuração de Washington contra a Rússia está falhando". 

Macgregor nota que "os membros da OTAN nunca estiveram fortemente unidos por trás da cruzada de Washington para enfraquecer fatalmente a Rússia". 

"Embora simpatizante do povo ucraniano, Berlim não apoiou uma guerra total com a Rússia em nome da Ucrânia. Agora, os alemães também estão desconfortáveis com a condição catastrófica das forças armadas alemãs", ressalta Macgregor.

A apenas 20 dias de se completar um ano de guerra, nenhuma das matérias encontradas em todas as mídias noticiam indicativos de negociações em busca da paz. Ao contrário, as notícias são de um crescente avanço na direção da continuidade da guerra. Será mesmo que estamos diante do que disse Todd, o pensador francês?  «La Troisième Guerre mondiale a commencé».

PRIMEIRO PRONUNCIAMENTO PÚBLICO DE BOLSONARO APÓS AS ELEIÇÕES

Bolsonaro participou nesta sexta-feira (03/02/2023) de um evento na Flórida, EUA, realizado pela Turning Point USA. Foi o primeiro pronunciamento do ex-presidente em um auditório após as últimas eleições. Bolsonaro lembrou os resultados de seu governo e manifestou-se otimista com relação ao Brasil, apesar dos obstáculos que este terá que enfrentrar durante o atual governo. Bolsonaro mostrou-se com boa aparência e descontraído.


Ao ser perguntado sobre a situação do Brasil depois de sua derrota nas urnas em 2022, Jair Bolsonaro disse que o Brasil "ia muito bem" e que não entende o porquê de o país "ir para a esquerda".... - Neste momento, o público, apoiadores de verde e amarelo, começou a gritar contra as urnas eletrônicas e entoar "fraude, fraude, fraude". 

O anfitrião do evento, Charlie Kirk, disse: "Isso soa familiar", se referindo à vitória de Joe Biden e as acusações de fraude eleitoral do ex-presidente norte-americano Donald Trump. 

Bolsonaro prosseguiu: "Criamos em 2022 mais de 200 mil empregos por mês. Em dezembro, com o outro governo assumindo, nós perdemos 400 mil empregos. Em janeiro teremos uma grande perda (...). Sem emprego, sem picanha, sem cerveja", disse o ex-presidente. 

Bolsonaro também comparou os ministros de sua gestão com os de Lula. Disse que para fazer uma avaliação do governo é necessário apenas comparar as duas equipes ministeriais.

O ex-presidente também condenou o que ele classificou como ativismo judicial por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Quem legisla é o poder Legislativo. Infelizmente, não raras vezes, o Poder Judiciário tem legislado no Brasil. Quero dar um exemplo apenas, propriedade privada. No Brasil, quando se invade uma propriedade, você entra na Justiça para que aquela propriedade volte a ser sua. Em especial, no campo, os processos levam em média mais de 10 anos e o nosso Judiciário criou mais uma situação a ser cumprida depois do trânsito em julgado para que aquela propriedade volte para seu dono original. Ainda vai para uma comissão indicada pelo atual governo para decidir se a propriedade vai ser entregue ao dono original ou não", alegou.

26 janeiro 2023

BNDES SOB O COMANDO DO ARACAJU

Hoje (26/01/2023), durante a edição do Oeste Sem Filtro, foi comentada a indicação de Aloizio Mercadante, o Aracaju da Odebrecht, para comandar o BNDES. Veja que "admirável" ficha tem o indicado para comandar o principal banco de investimentos público do País. As razões para sua indicação também foram comentadas.

Acessível também através deste link 

O Conselho de Administração do BNDES tinha aprovado na 4ª feira (25/01/2023), por unanimidade, o nome do ex-ministro Aloizio Mercadante para a presidência do banco de fomento federal. Além dele, Tereza Campello, Natalia Dias e Helena Tenorio tiveram os nomes aprovados para integrar a diretoria. Os 4 se juntam a José Luis Gordon, Nelson Barbosa, Luiz Navarro e ao presidente interino Alexandre Corrêa Abreu.

Lula defendeu que o BNDES financie obras em outros países, a exemplo do que fez durante os governos do PT, quando financiou obras de empreiteiras brasileiras em países da América Latina e África, foco das investigações anticorrupção da Operação Lava Jato.

Quem salvará o Brasil?

GOVERNOS: BOLSONARO X LULA

Já estamos nos aproximando do final do primeiro mês de 2023. Ainda em dezembro/2022,  começaram a ser publicado(a)s resultados auferidos ao término do governo Bolsonaro e as primeiras notícias sobre o novo governo, que hoje completou 26 dias de seu exercício.

Delas selecionamos dez manchetes encontradas na Internet: cinco sobre o governo Bolsonaro e as outras cinco relacionadas com o novo governo. Para cada uma delas adicionamos uma pequena descrição. Compare-as. A conclusão é óbvia. Quem salvará o Brasil?

Bolsonaro


Governo Bolsonaro fecha o ano com superávit primário

O superávit primário do Governo Central acumulado em 2022 é de R$ +317,2 bilhões. O resultado é decorrente do aumento da arrecadação em meio ao processo de retomada econômica e à contenção de despesas, mas também de eventos não recorrentes, como as receitas de privatizações e dividendos de estatais.

“Foi um ano bastante difícil, incerto para projeções. Apesar das dificuldades chegamos ao fim do ano com todas as despesas atendidas e com o primeiro superávit primário desde 2013”, disse o Secretário do Tesouro Nacional (STN), Paulo Valle.

Os recolhimentos do governo federal somaram R$ 2,21 trilhões em 2022, a maior arrecadação desde o início da série histórica, em 1995. Em valores corrigidos, totalizou R$ 2,25 trilhões, crescimento real de +8,2% na comparação com o ano de 2021.

Variação do IPCA em 2022 fecha em 5,79%

A tabela ao lado ilustra muito bem, por setor, o desempenho econômico obtido nos últimos dois anos do governo Bolsonaro, apesar dos impactos provocados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia. Não é difícil deduzir que estávamos caminhando em direção de resultados bem positivos.


Produção Agropecuária fecha 2022 em R$ 1,2 trilhão

Valor da Produção Agropecuária (VPB) é o segundo maior da série histórica de 34 anos. O valor das lavouras foi de R$ 815 bilhões e o da pecuária R$ 375 bilhões.

O VBP correspondente ao faturamento dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção agrícola e pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do País dos 26 maiores produtos agropecuários nacionais.


Desemprego cai para 8,1% entre setembro e novembro

A taxa de desocupação do trimestre de setembro a novembro de 2022 (8,1%), a menor taxa desde o trimestre encerrado em abril de 2015 (8,1%), recuou 3,5 p.p. na comparação intranual (11,6%).

A população desocupada (8,7 milhões) recuou 9,8% (-953 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 29,5% (-3,7 milhões) na comparação anual.

A população ocupada chegou a 99,7 milhões de pessoas no trimestre encerrado em novembro, cerca de 4,8 milhões a mais que no mesmo período de 2021.

Atividade econômica é recorde da série histórica

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu +0,4% no terceiro trimestre, atingindo o maior patamar da série histórica, iniciada em 1996. O PIB ficou 4,5% acima do resultado pré-pandemia do quarto trimestre de 2019. No acumulado do ano, o PIB cresceu +3,2% em 9 meses.

Lula


Ações da bolsa brasileira B3 desvalorizam meio trilhão de reais após o 2º turno

Na sexta-feira anterior às eleições de segundo turno, o valor de mercado de mais de 400 empresas listadas na bolsa de valores brasileira somava R$ 4,377 trilhões. Na terça-feira (3), os papéis totalizaram R$ 3,831 trilhões – queda de R$ 546 bilhões (-9,1%) no período.

No mercado financeiro, analistas e representantes do setor produtivo não entenderam nada do anunciado "Plano de Sustentabilidade Social, Ambiental e Econômica" de Haddad. Ele não soube dizer o que exatamente pretende fazer.

Haddad já era visto com desconfiança antes mesmo de tomar posse como Ministro da Fazenda. Oficializado no cargo, teve uma estreia que confirmou as expectativas. Começou mal, titubeante, na defensiva, desastroso em suas primeiras declarações – recebidas como sinal de fraqueza e falta de um rumo claro para a economia do País.

Nova composição dos Ministérios é "absolutamente decepcionante", diz Estadão

“Diante das grandes necessidades do País, não deixa de ser frustrante — reiteradamente frustrante — constatar que Lula e seu partido não entenderam nada, não aprenderam nada, não mudaram nada”, lamentou o jornal O Estado de São Paulo no sábado (24/12/2022).

Em À imagem e semelhança do PT, o jornal constata "que é absolutamente decepcionante para o País verificar a composição dos Ministérios que vai sendo delineada pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva". 

"Todos os postos decisivos estão a cargo do PT ou de gente que, por mais que esteja circunstancialmente em outra legenda, sempre teve e continua tendo a mesma visão do PT. Desenha-se, portanto, um governo radicalmente petista, justamente o contrário daquilo que foi repetidas vezes prometido", destaca.

Folha elogia Governo Bolsonaro e faz crítica ácida ao novo governo do PT

Em editorial, publicado no dia 23/12/2022, a Folha de São Paulo reconhece que "o cenário econômico transformou-se para melhor" em 2022 e alerta que a frente ampla que ajudou Lula a chegar ao poder deve encarar a realidade: Lula 3 repete os erros de Dilma Rousseff.

Na opinião do jornal, no entanto, os petistas "trataram de mais que duplicar a alta recomendável do gasto já no primeiro ano de Lula e a recuperar o discurso envelhecido de 40 anos atrás contra as privatizações —como se não fosse importante estancar a sangria dos cofres públicos com as estatais ineficientes e aumentar o investimento em infraestrutura e saneamento básico".

"Aí se misturam conveniências políticas, compromissos com as corporações da máquina estatal e, pior, a crença pueril de que a prosperidade só pode ser alcançada com expansão contínua do Estado", acrescenta o editorial.

WSJ: O retorno de Lula e a ameaça do STF à democracia

O maior jornal dos Estados Unidos (The Wall Street Journal) apontou, em 25/12/2022, que o futuro presidente Lula trabalha para acabar com o teto de gastos, com as privatizações e com as medidas de combate a corrupção, enquanto a Suprema Corte extrapola sua jurisdição e afronta o Estado Democrático de Direito por motivações políticas.

A colunista O’Grady destacou que Lula assumirá o cargo com previsões de baixo crescimento do País para os próximos dois anos e sob pressão inflacionária causada pelo excesso de gastos do governo. Ainda assim, mesmo antes da posse, Lula está indicando "sua intenção de deixar os gastos públicos estourarem, deter as privatizações e reverter as reformas destinadas a conter a corrupção”. E disse mais:

"Infelizmente, um presidente populista do Partido dos Trabalhadores prometendo gastar para prosperidade nacional não é a única coisa a temer pelos brasileiros", lamentou O’Grady. "Uma ameaça maior é a Suprema Corte de 11 membros, que está extrapolando sua jurisdição e desrespeitando o Estado de Direito por razões políticas sem consequências".

O projeto nacional tem sido uma combinação de financismo e pobreísmo

Em entrevista ao Poder360, Mangabeira Unger mostrou-se pessimista sobre as possibilidades de avanço econômico e social do Brasil com o novo governo.

"O nosso maior risco é o de continuar no marasmo em que estamos, em que cada um leva um pedacinho e vai embora para casa satisfeito. E a grande maioria dos brasileiros vai descer ao túmulo sem jamais ter se descoberto. O risco é a destruição da vitalidade do brasileiro. É desperdiçar esse tesouro", lamenta Mangabeira Unger.

Nesse novo governo, o professor ressaltou que a "tragédia econômica e social" continuará, "se o preço das commodities não desabar", com a produção nacional encolhendo cada vez mais enquanto o País embarca soja bruta e minério de ferro. "Continuaremos mandando isso [matérias-primas pouco transformadas] para a China e recebendo de volta todos os produtos do engenho humano.


GOVERNO BOLSONARO BATE RECORDE ARRECADATÓRIO ANUAL

Os recolhimentos do governo federal somaram R$ 2,21 trilhões em 2022, a maior arrecadação desde o início da série histórica, em 1995. Em valores corrigidos, totalizou R$ 2,25 trilhões, crescimento real de +8,2% na comparação com o ano de 2021.

Em relação às Receitas Administradas, no período de janeiro a dezembro, a arrecadação alcançou R$ 2,09 trilhões, acréscimo real (IPCA) de +6,6%.

Menos impostos e mais arrecadação 

O resultado positivo foi registrado a despeito de mudanças legislativas que diminuíram as receitas do governo. Foram reduzidos o IPI e, também, o PIS/Cofins sobre combustíveis, o que permitiu a diminuição do preço da gasolina e do diesel, nos postos de abastecimento.

Esse é o resultado concreto da boa administração econômica conduzida pelo presidente Bolsonaro e seu Posto Ipiranga, o Paulo Guedes, ao longo de quatro anos de governo austero e sem corrupção.

Na contramão

Em sentido contrário ao descrito acima, Lula e seu poste, Fernando Haddad, em seu primeiro dia de governo, revogou um decreto de Bolsonaro que reduzia em 50% a cobrança de PIS e Cofins para empresas que optam pelo regime não cumulativo. Lula também revogou um decreto de dezembro que prorrogava incentivos concedidos pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis).

Já estamos com 26 dias de novo governo e o Brasil desconhece o seu futuro. Ou melhor, o conhece e, lamentavelmente, não é alvissareiro.

Além da indicação do Haddad, o time econômico de Lula ainda tem o Mercadante e as recém indicadas para as presidências do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, cujos vídeos com seus discursos de posse - todos de "altíssimo nível" - já indicaram o rápido desastre do novo governo petista. Tal avaliação se aplica aos demais indicados para o primeiro e segundo escalões do novo governo.

Quem salvará o Brasil?


25 janeiro 2023

LULA SAIU PEQUENO E RETORNOU MENOR

Em sua primeira viagem ao exterior - Argentina e Uruguai - após ter assumido a presidência da República em primeiro de janeiro deste ano, Lula, que já saiu pequeno do Brasil, retornou ainda menor. 

Após vinte dias de um pior início de governo na história do Brasil, que acumulou o maior desastre através dos conteúdos de seus atos, decisões e pronunciamentos, Lula retornou de sua primeira viagem ao exterior com sua imagem no fundo do poço. Jamais, repito jamais, um presidente brasileiro levou puxões de orelhas - ao vivo - de presidentes de outras nações, no caso dos presidentes do Paraguai e do Uruguai. Deste último por duas vezes, uma na Argentina e a outra no Uruguai.

Visões Opostas

Lula, além de mentir ao falar sobre números estatísticos brasileiros, enfatizou, principalmente, sua defesa aos ditadores de outros países da América Latina e do Caribe, no plenário da reunião da CELAC, defendendo o direito dos ditadores da Venezuela, Nicarágua e de Cuba fazerem aquilo que quiserem e que ninguém deve se meter, em referência à “autodeterminação dos povos”.

No mesmo plenário, o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, pediu que:

“para a subsistência de foros regionais, não pode existir o caráter de clube de amigos ideológicos” e que “existem países integrantes da CELAC que não respeitam a democracia nem os direitos humanos”, disse em referência a Cuba, Venezuela e Nicarágua.

“Temos de transparecer as relações e praticar com a ação o que se diz durante estes foros. Fazemos mal em ter uma tendência ideológica na CELAC. Não tenhamos uma visão hemiplegia de defesa de acordo com o perfil ideológico”, advertiu o presidente uruguaio.

O presidente paraguaio endossou o uruguaio. 



Que pesadelo vive nossa Nação.

20 janeiro 2023

DAVOS - CADA GOVERNO OFERECE O QUE TEM

O Brasil enviou os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Marina Silva (Meio Ambiente) — cada governo oferece o que tem (Revista Oeste, Edição 148, 20/01/2023).

As falas da dupla de ministros, em painéis distintos, foram assustadoras. Marina afirmou que metade da população brasileira passa fome — algo como 120 milhões de pessoas, ou um Japão inteiro. Como nenhuma “agência de checagem” se manifestou até agora e nem ela explicou de onde tirou esse número, parece ser mais uma daquelas “narrativas do bem” — que colam simplesmente porque foram ditas por “seres humanos seletos”, ainda que não tenham respaldo na realidade.

Fernando Haddad foi à Suíça pregar o boicote a empresas que não estejam enquadradas na cartilha ideológica da esquerda. Um espectador desavisado pode ter estranhado por que o ministro da Fazenda quer quebrar algumas empresas nacionais, que oferecem postos de trabalho, pagam impostos e injetam dinheiro na economia? Tampouco a fala causou espanto à maioria das redações brasileiras.

É tudo isso, e muito mais — e o conjunto da obra, com três semanas de governo Lula, é de terra arrasada, com mais arraso pela frente e a construção diária de um futuro sem esperança.

O Brasil não vai viver durante anos a fio de discurso, de cara feia ou de eliminação das liberdades; vai cobrar resultados de Lula, e Lula armou um governo com gente incapaz de produzir resultados.

Quem salvará o Brasil?

PETISTAS REAGEM COM ÓDIO À FOTO PUBLICADA PELA FOLHA DE SÃO PAULO

Folha de São Paulo - 19/01/2023
 
Reação petista

Petistas reagiram - com ódio e, como de costume, com quebradeira - contra a Folha de S.Paulo pela foto divulgada em sua primeira página, na edição de ontem (19/01). Nenhuma surpresa. Esse tipo de reação é comum na trupe petista. Confira nas imagens.

O governo Lula também não gostou. Emitiu uma nota em que critica a foto.

“É lamentável que o jornal Folha de S.Paulo tenha produzido e veiculado uma imagem não jornalística, sugerindo violência contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no contexto dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro”, informou a Secom. “Trata-se de uma montagem, por não retratar nenhum momento que tenha acontecido.”

A autora da foto é a fotojornalista Gabriela Biló, que trabalha para o jornal em Brasília. Segundo a profissional, a imagem foi produzida usando a técnica de múltipla exposição, um recurso que sobrepõe imagens em um mesmo fotograma. Em seu Instagram, em dois vídeos, ela explica tudo sobre a polêmica foto, incluindo as técnicas utilizadas.

“Como eu já previa, o hate (ódio) ,veio forte com essa foto do Lula: na foto tem quem veja morte, tem quem veja resistência, só um trincado, tem quem veja um sorriso atrás, o Lula arrumando a gravata. Não vou dizer o que vc tem que ver. Fotojornalismo não feito pra agradar. Minhas fotos são o espelho do meu olhar. Essa só é a forma como eu vejo o mundo. Você pode ter o seu olhar, discordar do meu, tudo bem, o mundo é plural. Para mim, fotojornalismo é arte. Arte pode incomodar e fotojornalismo não é feito para agradar”, se defendeu a fotógrafa Gabriela Biló.



QUEM SALVARÁ O BRASIL?

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Em recente entrevista Lula declarou que não gosta do Banco Central autônomo. E não gosta porque, para o lulopetismo clássico, o governo deve mandar na autoridade monetária para definir, conforme critérios políticos, quais devem ser os juros básicos da economia.

Lula sugeriu que, se autonomia fosse eficiente, a inflação não estaria tão alta, ignorando o fato, óbvio, de que a inflação só não está mais alta porque o BC tomou as providências necessárias.

Esse receituário heterodoxo foi testado e reprovado no governo de Dilma. A combinação entre juros em patamares artificialmente baixos e os efeitos de uma política fiscal expansionista mergulharam o País em uma profunda crise econômica até hoje não totalmente superada.

Os brasileiros e o próprio Lula lembram do que ocorreu durante o governo de seu poste, Dilma Rousseff, que, sob critérios políticos, forçou o BC a estabelecer uma queda dos juros logo no início de seu primeiro mandato, em 2011, a título de impulsionar o crescimento do País, cujos resultados foram inflação descontrolada, instabilidade econômica e recessão.

As declarações de Lula são ridículas e só demonstram, explicitamente, que Lula e sua equipe continuam incapazes de compreender que, sem autonomia, o Banco Central depende da boa vontade do governante para fazer seu trabalho de preservação do poder de compra da moeda.

Mas Lula e o PT são teimosos

Ao longo de sua história, o PT sempre defendeu que o combate à inflação deve ser realizado por meio do controle de preços de combustíveis, incentivos setoriais e uma política cambial que reduza a volatilidade da moeda.

Em 1986, Aloizio Mercadante foi escalado pelo PT para defender o Plano Cruzado, que estabelecia o congelamento de preços. Fantasiado de “fiscal do Sarney”, o petista fez elogios à medida econômica, que confirmou ser um inevitável fracasso meses depois. O vídeo antigo voltou a circular nas redes sociais nesta semana, depois de ser o indicado para a presidência do BNDES.

Além da indicação de Mercadante, o time econômico de Lula ainda tem o Haddad e as recém indicadas para as presidências do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, cujos vídeos com seus discursos de posse - todos de "altíssimo nível" - já indicaram o rápido desastre do novo governo petista. Tal avaliação se aplica aos demais indicados para o primeiro e segundo escalões do novo governo.

Quem salvará o Brasil?



17 janeiro 2023

DAVOS



"Alguns chegam a acreditar que fazemos parte de uma conspiração secreta que trabalha contra os melhores interesses do EUA, caracterizando a minha família e a mim como "internacionalistas", e de conspirar com outros em todo o mundo para formar uma estrutura econômica e uma política global mais integrada - um mundo, se preferir assim. Se essa é a acusação,
eu sou culpado, e me orgulho disso."
David Rockefeller, em seu livro Memórias, de 2002.

"A elite globalista não é apenas uma vaga classe social de capitalismo e banqueiros. 
É uma entidade  organizada, com existência contínua há mais de um século, 
que se reúne periodicamente para assegurar a unidade de seus planos e a 
continuidade de sua execução, com minúcia e a precisão científica 
com que um engenheiro controla a transmutação do seu projeto em edifício"
Olavo de Carvalho, 2011.

Foi pensando nisso que o mega-investidor globalista George Soros fundou a Open Society, da qual faz parte a centralização da opinião, a concretização do velho sonho dos intelectuais e capitalistas, que desde o final do século XIX chamavam a atenção para a tamanha imprudência de se deixar os rumos globais para as bocas famintas e imprevisíveis das massas alienadas. Em 1922, Walter Lippmann já recomendava: "as opiniões devem ser organizadas para a imprensa e não pela imprensa". Tais grupos sabem muito bem que o povo não ficaria contente em saber que estão planejando o seu futuro sem o seu consentimento.


Criada em 1984, a Open Society defende bandeiras como a liberação das drogas, o desarmamento, a legalização do aborto e a libertação de presos considerados “não violentos”. Alexander Soros sucedeu ao pai na Open Society, em setembro de 2021. 

Entre as ONGs brasileiras que receberam recursos de Soros, a maior beneficiada foi o Instituto Clima e Sociedade: US$ 1,5 milhão. 

Em Davos, no Fórum Econômico Mundial, a ministra Marina Silva reuniu-se com Alexander Soros. Fiel a filosofia do pai, Alexander deu, nas entrelinhas, o seu recado: “O desenvolvimento da floresta em pé na Amazônia beneficiará aqueles que vivem lá, e é crucial para o futuro do nosso planeta”.