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Mostrando postagens com marcador INSS. Mostrar todas as postagens
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27 março 2026

O CHEFE


    A imagem mostra petistas comemorando o FIM da CPMI do roubo dos aposentados, durante a realização de sua última reunião, nesta sexta-feira, 27 de março de 2026.

    A cena foi antecipada no dia anterior quando foi pitoresco acompanhar os votos no Supremo em mais uma interferência no Legislativo, impedindo a continuação das investigações sobre o roubo de R$ 6 bilhões dos velhinhos da Previdência.

    Primeiro, os ministros argumentam que é questão interna do Legislativo, para logo em seguida votarem contra a prorrogação.

    Depois, afirmam que uma CPI não pode ser prorrogada indefinidamente, mas esqueceram de um inquérito que, se fosse legal, teria 60 dias para investigar, mas já teve 42 vezes esse prazo - o inesquecível “Inquérito do fim do mundo”, criado por Dias Toffoli e relatado por Alexandre de Moraes há 7 anos.

    As manobras políticas do Supremo têm sido comandadas por Gilmar Mendes há pelos menos 10 anos, desde que a Lava Jato começou a alcançar membros do STF e avisados pelo então senador Romero Jucá através da seguinte e famosa frase: "Essa sangria tem de acabar". Antes dela o Gilmar chegou a afirmar, entre 2014 e 2015, que "a Lava Jato descobriu um modelo de governança corrupta do PT que merece o nome de cleptocracia. A corrupção descoberta pela operação é estratosférica". Mudou de ideia quando figurões do PSDB e o próprio judiciário entraram na alça de mira da Lava Jato.

    De lá para cá, o chefe tem sido objeto de inúmeras capas de revistas, notadamente as da Oeste nos últimos seis anos. Esta abaixo, a desta semana, edição 315, de 27/03/2026, em cuja matéria o chefe é denominado de "pajé da tribo que faz o diabo com chicanas que deixam ruborizado o mais cínico advogado de porta de cadeia".



20 dezembro 2025

Governo Lula volta ao centro da bandalheira no INSS

Editorial, Folha de S. Paulo (20/12/2025)

Prisão de número 2 do ministério e suspeita sobre senador do PDT expõem inoperância em reestruturar o setor


São evidentes a omissão e a incúria na gestão; o pagamento de benefícios previdenciários anda pela casa de R$ 1 trilhão ao ano. A Polícia Federal prendeu na quinta-feira (18) Adroaldo da Cunha Portal, secretário-executivo da Previdência Social, segundo nome mais importante da pasta. Portal é suspeito de ter recebido propina a fim de facilitar o roubo de benefícios previdenciários, desviados sob pretexto de serem contribuições a associações e sindicatos. O esquema bilionário foi escancarado em abril pela Operação Sem Desconto. Portal foi promovido em maio pelo ministro Wolney Queiroz (PDT), que substituiu seu correligionário Carlos Lupi, abatido pelo escândalo. O agora ex-secretário-executivo ocupava o cargo de secretário de Regime Geral de Previdência desde 2023. Antes disso, fora assessor de mais um pedetista, o senador Weverton Rocha (MA), também objeto de investigações sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta ao centro da bandalheira porque não se ocupou de renovar a administração de um serviço inoperante, no mínimo, e incrustado de corrupção, a se confirmarem as suspeitas da PF. Não se sabe se Portal é pessoalmente culpado, o que depende da Justiça, mas são evidentes a omissão e a incúria na gestão. Registre-se que o pagamento de benefícios previdenciários anda pela casa de R$ 1 trilhão ao ano, o equivalente a 43% da despesa federal não financeira. O número de requerimentos de benefícios previdenciários à espera de solução chegou a 2,862 milhões em outubro, estoque que cresceu 49% em um ano. Nada se fez de relevante para reformar uma estrutura decrépita, com problemas no INSS, na Dataprev e na perícia médica. Com providências duras e tempestivas para rever esse quadro, o governo poderia ter notado também o roubo do dinheiro de aposentados e pensionistas. Nada se fez, porém, nem quando houve alertas por parte de procuradores federais, Controladoria Geral da União e Tribunal de Contas da União, além de queixas dos beneficiários e reportagens jornalísticas. Alega-se que o esquema começou sob outros presidentes da República, o que é verdade. Mas tal desculpa apenas expõe a inércia da atual administração, durante a qual os montantes dispararam. Quando o esbulho se tornou caso de polícia público, o governo relutou em demitir Lupi. Quando o fez, nomeou para o posto um aliado e número dois do ministro caído, Queiroz. O presidente do INSS com Lupi, Alessandro Stefanutto, foi demitido em abril, entre outros da cúpula do ministério, e preso em novembro. No entanto integrantes do mesmo grupo político do PDT continuaram a ter cargos e influência na pasta. Para Lula, que passa até pelo constrangimento de ter um filho citado numa mensagem investigada pela Polícia Federal, não resta saída correta além de promover uma reestruturação completa do setor. Se vier mesmo a fazê-lo, já será com enorme atraso.

13 novembro 2025

Odebrecht 2.0? A quadrilha voltou à cena do crime

 


A Polícia Federal afirmou que o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto recebia até R$ 250 mil por mês em propina para permitir os descontos ilegais em aposentadorias e pensões pela Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

Stefanutto foi preso durante a nova fase da Operação Sem Desconto. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O caso tramita em sigilo na Corte, mas Mendonça levantou divulgou a decisão no início desta noite.

Stefanutto foi identificado pela PF como um "facilitador institucional do grupo criminoso". Sua participação teria se iniciado com a facilitação jurídica para a celebração do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) da Conafer em 2017. A propina teria sido paga por meio de empresas de fachada, entre elas uma pizzaria.

Durante a investigação, a Polícia Federal encontrou mensagens e planilhas sobre pagamentos a políticos e diretores do INSS com o operador financeiro da Conafer, Cícero Marcelino, e o presidente da entidade, Carlos Roberto Lopes. O formato de “prestação de contas” dos valores ilícitos lembra a planilha da Odebrecht apreendida pela PF na Operação Lava Jato, em 2016. Veja abaixo alguns dos apelidos da planilha de propina do INSS:
  • Alessandro Stefanutto: “Italiano”;
  • André Fidelis, ex-diretor do INSS: “Herói A”; o ex-procurador
  • Virgílio Oliveira Filho, ex-procurador federal: “Herói V”,  “Amigo V”,  ou “Procurador”;
  • Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), deputado federal:  "Herói E";
  • José Carlos Oliveira (hoje chamado de Ahmed Mohamad Oliveira), ex-ministro da Previdência e ex-diretor de Benefícios do INSS: "São Paulo Yasser".
Segundo a PF, o deputado era "a pessoa melhor paga na lista de propina" e teria recebido um repasse de pelo menos R$ 14,7 milhões por meio de uma loteria e construtora para blindar a Conafer. Pettersen foi alvo de busca e apreensão.

A corporação afirmou que as análises periciais confirmaram que os valores e datas constantes nas planilhas coincidiam integralmente com as transferências bancárias reais.

16 maio 2025

CPMI DO INSS: APÓS BOICOTÁ-LA, LULA E O PT SE PREPARAM PARA "TOMÁ-LA" DA OPOSIÇÃO


    Já é dada como inevitável a instalação da CPMI para investigar o esquema de fraudes nos descontos do INSS. Lula se reuniu com ministros e líderes partidários nesta sexta-feira (16) para discutir esta crise. Um dos encontros foi com o novo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, para buscar uma solução para o reembolso dos aposentados.

    Protocolada pela oposição na última segunda-feira (12), a CPMI reuniu 36 assinaturas no Senado e 223 na Câmara, ultrapassando o número mínimo necessário.

    Tanto Lula como os seus auxiliares temem o desgaste do escândalo no governo e, procuram reforçar que o esquema começou em 2019, no governo de Jair Bolsonaro. Vídeo do governo neste sentido até já foi divulgado.

    O roubo covarde e cruel de milhões de brasileiros na velhice; muitos que não sabem nem ler e escrever. Ontem ficou escancarado em audiência ocorrida na Comissão de Transparência do Senado. O PT voltou, com sede, à cena do crime, não há mais nenhuma dúvida. A fala do Ministro da Previdência foi um festival de respostas evasivas que nada explicaram sobre o desmando que se está presenciando no INSS. Ele tentou se esquivar, culpou o governo anterior, mas ignorou o fato de que o governo Lula potencializou absurdamente os desvios cujo prejuízo, pode ultrapassar os 100 bilhões de reais - atingindo principalmente os mais vulneráveis, que ganham apenas um salário mínimo.

    Lula e seus auxiliares após tentarem boicotar a CPMI agora estão buscando uma estratégia para tomarem e assumirem o comando da Comissão. Que a oposição fique alerta para que isto não ocorra.

03 maio 2025

Deputado do PL pede o afastamento do novo ministro da Previdência

 

    Em menos de 24 horas após sua designação para substituir Lupi na Previdência Social, o deputado Sóstenes Cavalcante protocolou neste sábado, 3, um pedido formal à Procuradoria-Geral da República pedindo o afastamento do novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Sóstenes também requer a abertura de investigação por suposta omissão diante das denúncias sobre o esquema bilionário de descontos irregulares em aposentadorias do INSS.

    No documento enviado à PGR neste sábado, o líder afirmou que “Wolney Queiroz, participou ativamente de reuniões no ano de 2023 nas quais foram apresentados relatórios técnicos detalhados e alertas inequívocos sobre a existência de um esquema fraudulento de proporções bilionárias no âmbito do INSS”. 

“Wolney Queiroz quedou-se inerte, abstendo-se de adotar qualquer medida administrativa eficaz para a imediata cessação das fraudes, a responsabilização dos envolvidos e a comunicação aos órgãos de controle competentes”, justificou Sóstenes. 

Ainda no pedido enviado à PGR, Sóstenes afirmou que “a omissão deliberada, por parte de um agente público com poder decisório e o dever de agir, revela, prima facie, conduta dolosa e negligência grave no cumprimento de suas atribuições ou ainda o que levanta indícios de conivência institucional e desvio de finalidade. O líder argumentou que a nomeação de Wolney Queiroz “não apenas fragiliza a necessária apuração isenta dos fatos, mas também configura um atentado aos princípios da moralidade e da probidade administrativa”. 

Sóstenes alertou que a atuação de Wolney Queiroz pode se enquadrar nos seguintes crimes:

• Prevaricação – “ao retardar ou omitir ato de ofício, contrariando dever funcional”;

• Improbidade administrativa – “por violação dos princípios da legalidade, moralidade e eficiência”;

• Desvio de finalidade e afronta à moralidade administrativa – “ao ser nomeado para liderar uma pasta sobre a qual já demonstrou omissão grave, ferindo o interesse público e a ética administrativa”.

    

    Nesse sentido, Sóstenes solicita: “A imediata instauração de investigação para apurar a conduta do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, em relação à sua omissão diante das denúncias formais de fraude bilionária no INSS, investigando sua responsabilidade administrativa, cível e criminal”.

 
  




02 maio 2025

Lula passará por maus bocados na reta final do mandato

    O Dia do Trabalhador que outrora já foi o dia de festa para Lula já não o é mais. Deixou de sê-lo há muito tempo. Neste de 2025, Lula ficou trancado no Palácio da Alvorada.

    E este ano foi pior. Foi além do não comparecimento de trabalhadores aos eventos do PT e das Centrais Sindicais. Maio começou com a criação da federação União Brasil/Progressistas, batizada de “União Progressista” (UP). Nasceu robusta, com 109 deputados federais e 17 senadores e uma consequência dramática para a estabilidade do governo Lula: serão entregues os quatro ministérios ocupados pelo grupo, que também deixou clara a busca de uma candidatura de centro-direita para presidente, em 2026. O distanciamento ficou evidente com a recusa do deputado Pedro Celso (MA) para ser ministro das Comunicações. Foi humilhante para Lula.

    A federação UP sinaliza um novo partido de centro-direita, forte no Congresso, 1.368 prefeituras e quase R$1 bilhão de Fundo Eleitoral. O novo UP deixa claro para Lula que as diferenças ideológicas os afastam. Na prática, Lula passará por maus bocados na reta final do mandato. “O governo acabou”, diz um senador aliado, muito pessimista.

    No Congresso a instalação de uma CPMI do INSS anda rápido. Em entrevista concedida à CNN, o senador Rogério Marinho explica o andamento sobre a concessão da anistia e a fraude bilionária no INSS. Confira-a a partir dos 02:00 minutos.

    
    Na tribuna do Senado assim se pronunciou o senador Rogério Marinho sobre os dois assuntos: INSS e Anistia.




    As manchetes de outros veículos de comunicação já são suficientes para estabelecerem a dimensão da corrupção no atual governo. Aliás, o fato não é nenhuma surpresa.

     










   

Bom, na corrupção, é dos carecas que o PT gosta mais, ...