A imagem mostra petistas comemorando o FIM da CPMI do roubo dos aposentados, durante a realização de sua última reunião, nesta sexta-feira, 27 de março de 2026.
A cena foi antecipada no dia anterior quando foi pitoresco acompanhar os votos no Supremo em mais uma interferência no Legislativo, impedindo a continuação das investigações sobre o roubo de R$ 6 bilhões dos velhinhos da Previdência.
Primeiro, os ministros argumentam que é questão interna do Legislativo, para logo em seguida votarem contra a prorrogação.
Depois, afirmam que uma CPI não pode ser prorrogada indefinidamente, mas esqueceram de um inquérito que, se fosse legal, teria 60 dias para investigar, mas já teve 42 vezes esse prazo - o inesquecível “Inquérito do fim do mundo”, criado por Dias Toffoli e relatado por Alexandre de Moraes há 7 anos.
As manobras políticas do Supremo têm sido comandadas por Gilmar Mendes há pelos menos 10 anos, desde que a Lava Jato começou a alcançar membros do STF e avisados pelo então senador Romero Jucá através da seguinte e famosa frase: "Essa sangria tem de acabar". Antes dela o Gilmar chegou a afirmar, entre 2014 e 2015, que "a Lava Jato descobriu um modelo de governança corrupta do PT que merece o nome de cleptocracia. A corrupção descoberta pela operação é estratosférica". Mudou de ideia quando figurões do PSDB e o próprio judiciário entraram na alça de mira da Lava Jato.
De lá para cá, o chefe tem sido objeto de inúmeras capas de revistas, notadamente as da Oeste nos últimos seis anos. Esta abaixo, a desta semana, edição 315, de 27/03/2026, em cuja matéria o chefe é denominado de "pajé da tribo que faz o diabo com chicanas que deixam ruborizado o mais cínico advogado de porta de cadeia".
Diversos senadores afirmaram que, após o recesso legislativo, irão iniciar a coleta de assinaturas para investigar a relação do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master. Nesta segunda-feira, a colunista do GLOBO Malu Gaspar revelou que Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão a favor do banco. Ainda segundo a colunista, a mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, tem um contrato de prestação de serviços com o Master por meio do seu escritório de advocacia. O contrato previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais durante três anos, a partir de 2024.
"Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco", afirmou o senador Alessandro Vieira nas redes sociais.
Uma CPI no Senado não se limitaria a investigar as relações de Moraes e a sua esposa com o Banco Master. Teria o potencial de apurar a relação entre familiares de todos os Ministros do STF que advogam na mais alta Corte e as suas vantagens.
Sem querer Moraes pode estar entregando mais cabeças do que se imagina e o “modus operandi” que afinal é familiar a todos.
Literalmente. Talvez os ministros prefiram o impeachment, afirmou o senador Carlos Portinho.
Histórico o discurso da Deputada Federal Silvia Waiãpi na CPI das ONGs. A Deputada criticou as políticas de isolamento contra indígenas e elogiou os colonizadores portugueses que chegaram ao Brasil em 1500. Quem lucra com isso? perguntou Waiãpi.
Anteriormente, em programas de TV, ela já tinha afirmado:
"Eu passei a minha infância inteira puxando a saia das professoras e pedindo, por favor, para eu hastear aquela bandeira [do Brasil], mas ninguém deixava. Só as crianças brancas e não índias podiam."
"Eu tenho muito orgulho de ser brasileira. Meu maior orgulho é ser indígena, é ser mulher, poder erguer minha cabeça todos os dias e ir trabalhar e acreditar que vou salvar o Brasil."
Senado Federal, CPI das ONGs, 27/06/2023
Waiãpi defende a integração dos índios à sociedade formal, sobretudo por meio da continuidade dos estudos.
Recomendo fortemente a leitura de sua trajetória de vida, exemplo singular para qualquer brasileiro. Disponível aqui.
No mesmo dia em que foram escalados titulares e suplentes da Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no Senado para investigar delinquências ocorridas durante a pandemia de covid-19, a direção de Oeste entendeu que aquilo merecia atenções especiais. A lista de convocados parecia chamada oral em pátio de cadeia. A surpresa virou espanto com a escolha do relator: Renan Calheiros, um notório prontuário ainda em liberdade. Sim, no faroeste à brasileira produzido pela Era PT é o vilão que persegue o xerife. Mas incumbir Renan de investigar patifarias é algo como instalar Marcola, o chefão do PCC, no Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Uma CPI desse calibre exigiu a montagem na redação desta revista de uma Controladoria de Pilantras e Impostores, formada por jornalistas que nunca tratam a verdade a socos e pontapés. Assim nasceu a CPI da CPI. A orientação repassada aos investigadores limitou-se a dois lembretes: 1) ver as coisas como as coisas são; 2) contar o caso como o caso foi. Honrado com o cargo de relator, tive a missão facilitada pelo esforço dos engajados na força-tarefa e, sobretudo, por constatações feitas por J.R. Guzzo e Silvio Navarro. O resumo das conclusões traduz o bom trabalho da CPI da CPI. Aos fatos.
A origem
Os inimigos de Jair Bolsonaro jamais aceitaram o resultado das eleições de 2018. Assim que a apuração dos votos terminou, os devotos do derrotado tentaram impedir a posse do vitorioso, com o pretexto de que teria feito mau uso das redes sociais durante a campanha. De lá para cá, o governo federal não conheceu um só minuto de sossego. Mesmo nos fins de semana, feriados e dias santos, continua a luta da tropa formada pela esquerda parlamentar, por políticos que só têm compromissos com os próprios interesses, por figurões do Judiciário que enxergam um imperador quando contemplam o espelho e por uma imprensa que vê na derrubada do presidente da República a razão de sua existência. Os conspiradores fazem o diabo para impedir que o governo funcione. A mais recente ofensiva ficou por conta da CPI instaurada pelo Senado, por ordem do Supremo Tribunal Federal, para provar que o vírus chinês, no Brasil, não matou ninguém. Os mais de 600 mil mortos foram vítimas do genocídio praticado por Jair Bolsonaro.
O G7
Os partidos que deveriam defender o governo conseguiram quatro vagas no time titular. Apenas Marcos Rogério, de Rondônia, soube enfrentar com competência a ferocidade dos sete oposicionistas, escolhidos entre o que há de pior no Senado. Já na sessão inaugural, o relator Renan Calheiros, de Alagoas, o presidente Omar Aziz, do Amazonas, e seu vice Randolfe Rodrigues, do Amapá, deixaram claro que o parecer estava pronto e as conclusões estavam concluídas. Mas ficariam seis meses em campo para que a torcida brasileira conhecesse melhor os integrantes do que ficaria conhecido como G7. Má ideia. Quem ainda ignorava o caso ficou sabendo que Aziz foi anexado à fila de investigados no Supremo Tribunal Federal por ter tripulado um desvio de verbas destinadas à saúde que somaram R$ 260 milhões. Envolvidos no mesmo caso de polícia, foram presos a mulher e dois irmãos do agora conselheiro. Em julho, Arthur Virgílio Neto afirmou que Aziz só escapou de uma CPI da Pedofilia instaurada pela Assembleia Legislativa graças à interferência do ex-senador e ex-prefeito de Manaus. “A pedido de sua mãe, respeitável e querida senhora, livrei-o de uma dura condenação penal e da desmoralização completa”, contou Virgílio.
Omar Aziz | Foto: Edilson Salgueiro/Agência Brasil
O Brasil que pensa e presta foi apresentado aos chiliques e faniquitos de Randolfe, uma voz de castrato à procura de ministros do STF interessados em aumentar a confusão. A plateia entendeu também que as semelhanças entre o relator e o presidente não apareceram agora. Faz tempo que os dois são casos de polícia. Ganharam notoriedade ou voltaram ao palco outros integrantes do G7. (Nada a ver com o grupo das equipes que lideram o campeonato brasileiro de futebol. Esse G é de Gangue, com maiúscula.) O senador Otto Alencar, da Bahia, é médico formado, mas não veste um jaleco há muitas décadas. Para mostrar que ainda lembra que o antibiótico chegou depois da sulfa, resolveu animar o auditório com pegadinhas. Por pouco não perguntou a alguma Vossa Senhoria se sabia a diferença entre um vírus e um ovário. O senador Humberto Costa, de Pernambuco, mostrou-se tão preparado para socorrer algum doente quanto Otto Alencar. Mas meio mundo lembrou que o mais aflitivo soprano do PT foi aquele ministro da Saúde que se meteu no escândalo dos sanguessugas e acabou ganhando do Departamento de Propinas da Odebrecht o codinome Drácula.
O G do G7 foi escancarado já na largada pela demarcação das fronteiras do território a ser devassado pela CPI. Na linha de tiro estavam Bolsonaro e todos os que se moveram desde março de 2020 nas cercanias do presidente da República. Ficaram fora os 27 governadores e mais de 5.500 prefeitos do Brasil. O alto comando da CPI fez de conta que estava na China, combatendo o inimigo no berço, quando o Supremo Tribunal Federal resolveu que caberia aos administradores estaduais e municipais a montagem e a execução da estratégia para a guerra contra a pandemia. Cuidariam da missão como bem entendessem e com plena autonomia. Nenhuma decisão tomada por governadores e prefeitos poderia ser modificada, muito menos vetada, pelo governo federal.
Humberto Costa | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Brasil
Cabia ao Planalto arranjar a verba e pagar auxílios de emergência a quem perdeu emprego e renda por causa da repressão ao trabalho, à produção e à atividade econômica imposta pelas “autoridades locais”. Previsivelmente, juntaram-se aos estragos feitos pelo coronavírus surtos de incompetência, desperdício de bilhões de reais e uma ladroagem explícita de dimensões amazônicas. A decretação do estado de calamidade pública é uma gazua que, graças à dispensa de licitações e concorrências públicas, permite queimar e embolsar dinheiro até com a polícia por perto. As “autoridades locais” receberam ao longo do último ano, em verbas federais, cerca de R$ 60 bilhões para cuidar da epidemia. Cuidaram do que acharam mais urgente. Aumentar o patrimônio da família, por exemplo.
Entre março de 2020 e julho de 2021, registraram-se bandalheiras bilionárias em todos os Estados. Provas robustas acumulam-se nos porões de centenas de prefeituras. Ainda assim, a CPI pilotada por sete senadores que viravam oito, nove ou dez quando se tornava necessária a solidariedade de suplentes negou-se a enxergar a portentosa onda de saques. Wilson Witzel conseguiu a proeza de ser despejado do governo do Rio antes de chegar à metade do governo. Pousou na CPI como “convidado”, berrou um falatório de inocente injustiçado, combinou com os anfitriões uma “sessão secreta” e foi dispensado de explicações sobre o caso dos hospitais de campanha que foram pagos sem terem existido. Intimados por uma CPI de verdade, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, talvez reencontre na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte seu “irmão de alma” Carlos Gabas, que por decisão do Consórcio Nordeste chefiou o combate à pandemia e o ataque às verbas federais. Fraternalmente, foram poupados pelos detetives de picadeiro que até o começo desta semana agiram em Brasília. Será mais difícil driblar a CPI potiguar, que sabe como tratar fabricantes de álibis mambembes.
O relator
Em 2007, ao tropeçar em outra pilha de patifarias, Renan Calheiros era presidente do Senado. Encorajado pelo acervo de dossiês que coleciona e, segundo a lenda, guardam um colosso de deslizes protagonizados por dezenas de políticos, propôs um acordo aos colegas: toparia renunciar se o mandato não fosse cassado. Escapou por pouco da aposentadoria precoce, atestam trechos de um bate-boca com o cearense Tasso Jereissati ocorrido quando a degola ainda lhe ameaçava o pescoço:
— Renan, não aponte esse dedo sujo pra cima de mim! Estou cansado de suas ameaças. — Esse dedo sujo infelizmente é o de Vossa Excelência. São os dedos dos jatinhos que o Senado pagou. — Cangaceiro, cangaceiro de terceira categoria! — Seu merda… — rebateu Renan.
Renan Calheiros | Foto: Jefferson Rudy/Senado Federal do Brasil
Nesta semana, lá estava a assinatura de Tasso, representante do PSDB na CPI, endossando o palavrório que ergue um monumento à pilantragem e à impostura. O senador cearense não pode ter esquecido o que Renan fez antes daquele duelo verbal em 2007 — nem ignora o que andou fazendo nos últimos 15 anos. Mas também Tasso parece achar que o Grande Satã a exorcizar é Jair Bolsonaro, e que essa tarefa patriótica justifica as mais repulsivas tessituras. Alianças do gênero exigem prodigiosas acrobacias. Deve-se esquecer, por exemplo, que a CPI passou ao largo dos governadores larápios para evitar que a relação de depoentes incluísse Renan Filho, candidato ao Senado, ou Helder Barbalho (filho do suplente Jader Barbalho), em busca de um segundo mandato no Pará.
Tentativas de intimidação mais de uma vez provocaram, em vez de temor, gargalhadas nacionais
Dez inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal atestam que Renan ainda é o recordista na modalidade bandidagem com direito a foro privilegiado. Outros três correm em sigilo ou sob segredo de Justiça. A marca seria ainda mais impressionante se o reincidente compulsivo não tivesse conseguido arquivar dez inquéritos por falta de provas, por decurso de prazo ou por amizade incestuosa entre réu e juiz. “É falso que sejam 17 os inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal que envolvem Renan Calheiros. São nove”, comunicou há poucos meses uma agência de checagem. A subserviência da imprensa velha e suas agências natimortas induziu Renan a dar um passo bem maior do que a perna. O relator pediu a quebra do sigilo bancário da rádio Jovem Pan, de uma produtora de documentários e de alguns sites conservadores, sob a acusação de que disseminavam fake news sobre a pandemia. Causou estranheza a abrangência da devassa nas contas: Renan queria que fosse examinada a movimentação financeira a partir de 2018, quando ninguém podia prever a aparição do vírus chinês. A reação dos próprios aliados aconselhou-o a transferir para Drácula a ideia de jerico e a conformar-se com os agrados do jornalismo euforicamente submisso.
Tentativas de intimidação mais de uma vez provocaram, em vez de temor, gargalhadas nacionais. Foi assim ao comparar o Brasil de Bolsonaro à Alemanha de Hitler. Ao dissertar sobre Hermann Goering, divertiu a plateia ao pronunciar em cangacês castiço o nome do temido nazista: “Góringue”. Durante o depoimento do empresário Luciano Hang, resolveu emparedar o depoente com a interpelação fulminante: perguntou-lhe se também lidava com “creptomoeda” e “biticóio”. Hang replicou com o jab na testa: “Nem sei o que é isso”. Mas nenhuma ousadia resultou tão desastrosa quanto a ideia de transformar Bolsonaro em “genocida”. Na véspera da apresentação do relatório, Renan foi alertado por advogados: seria mais fácil para o relator provar que é um homem honrado do que convencer qualquer juiz da pertinência da acusação. A retirada da sandice que julgava suficientemente grave para garantir o impeachment transformou o senador alagoano no disseminador da mais desprezível fake news registrada desde o começo da pandemia.
Ansioso por safar-se da desmoralização, Renan piorou as coisas. Colocou na cabeça — e no relatório — que Bolsonaro deveria pelo menos ser punido por “epidemia com resultado de morte”. O Código Penal informa que só se enquadra nesse crime quem causa um surto de bom tamanho “mediante a propagação de germes patogênicos”. Teria Bolsonaro capturado num laboratório chinês um bando de vírus responsáveis pelo maior desastre sanitário dos últimos 100 anos, e saído pelo mundo contaminando amigos e inimigos?
Ouça o conselho amparado nas conclusões da CPI da CPI, senador: agora sossegue. Melhor curtir enquanto é tempo a liberdade inexplicável. E leve junto Omar Aziz. Os dois, como o resto da turma, devem desculpas aos homens e mulheres agredidos e afrontados numa CPI que, como constatou J.R. Guzzo, nunca se dispôs a apurar com honestidade erros eventualmente ocorridos no combate à pandemia. O G7 não investigou coisa alguma. O que fez foi ocultar crimes. Comportou-se nos interrogatórios como uma delegacia policial de ditadura; ofendeu, perseguiu e pisoteou os direitos das testemunhas como cidadãos e como seres humanos. A seita dos insolentes e a tropa de choque arrogante só acusaram, como se os interrogados fossem criminosos comprovados e já estivessem condenados antes que pudessem abrir a boca. A CPI da CPI concluiu que, ao fim dos interrogatórios, os inquisidores é que deveriam ouvir dos depoentes a merecidíssima voz de prisão.
Neste domingo (17), a CPI da Covid-19 no Senado Federal adiou a leitura do relatório final, a cargo de Renan Calheiros, de 3ª (19.out.2021) para 4ª feira (20.out). A votação do parecer, por sua vez, passou de 4ª feira para 26 de outubro.
A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) também participa de reuniões desse grupo, frequentemente realizadas, à noite, na casa do presidente da CPI. Mesmo sem voto, Eliziane, assim como suplentes da CPI, são considerados parte do núcleo decisório que tem traçado os caminhos da comissão, já que há titulares da CPI que não viajam a Brasília toda semana e participam de forma remota.
Ao longo de seis meses de duração, a CPI ouviu integrantes do governo federal e alguns de seus apoiadores, empresários, ex-ministros da Saúde, deputados, médicos e cientistas.
Contudo, em todo esse período, a CPI foi um tiro no pé para o G-7. Se antes a ficha suja de algunssenadores estavam restritas ao conhecimento de eleitores em seus estados de origem, passaram, desde os primeiros de funcionamento da CPI, ao domínio público nacional.
Para o Brasil e os brasileiros a CPI também foi um tiro no pé. Muitos recursos públicos desperdiçados e atraso na apreciação e votação de projetos encaminhados pelo governo para o desenvolvimento do País.
Na imagem ao lado, mais uma opinião sobre essa Comissão. O que disse, recentemente, Sergio Etchegoyen, em um dos trechos de seu artigo "A CPI não é um circo".
Nesta quarta-feira (29), tivemos mais uma sessão circense da CPI da Covid-19, no Senado Federal. Desta vez, o feitiço se virou contra o feiticeiro. Os senadores, seus integrantes, se tornaram coadjuvantes no picadeiro do empresário Luciano Hang, dono da Havan. Ao final de sua oitiva estavam desolados.
Vamos começar mostrando um trecho com o próprio presidente da CPI da Pandemia, o senador Omar Aziz (PSD-AM), que falou o que quis sobre Hang e ouviu o que não quis. Confira neste vídeocom duração de menos de 2 minutos -https://youtu.be/s4UP_pg81nQ
Em outro momento foi a vez de Renan Calheiros ao fazer perguntas sobre criptomoedas Durante o questionamento, Renan se confundiu ao pronunciar os termos.
“Em algum momento o senhor operou com “creptomoeda [sic]”, com “bitcóio [sic]” ou outros?”
“Não sei o que é isso, não, zero”, respondeu Hang.
Durante a sessão da CPI DA COVID, nesta quarta-feira, 29/09, o empresário Luciano Hang, ao ouvir por 10 minutos a fala do senador Humberto Costa, expressa sua tristeza por não ter recebido perguntas do Senador. Confira aquihttps://youtu.be/j9Bk9DMuAWc
Em outro trecho de seu depoimento, o "véio da Havan" definiu bem a qualidade de nossos senadores, disse ter ficado
"... muito triste por alguns senadores, a qualidade de alguns é deplorável. Não leem, não se informam, querem discutir com quem conhece mais do que eles ... a senadora (Eliziane Gama, Cidadania - MA), achei-a muito despreparada, não sabia nem o que aconteceu na semana passada ..."
Concluindo, sugiro ouvir a imperdível entrevista de Luciano Hang, concedida aos Pingos nos I's da Jovem Pan, logo após a sua saída do Senado Federal. Acesse-a aqui - https://youtu.be/nhHlM107aWg
Nesta semana a CPI da Covid-19 se "aprofundou" nas investigações do casoCovaxin, denunciado pelos irmãos Miranda, e o caso Davati — alvo de um suposto pedido de propina pelo ex-diretor do Ministério da Saúde, Roberto Dias. Hoje, quarta (14), a Comissão teve a presença da diretora técnica da Precisa Medicamentos,Emanuela Medrades.
As declarações da Emanuela foram um tiro no pé nas pretensões do relator da CPI e confirmou que do Ministério da Saúde não recebeu qualquer proposta de propina e que o MS não fez qualquer pagamento pela vacina. As declarações também reforçaram o pronunciamento do senador Marcos Rogério que declarou que a CPI trouxe ao Senado um criminoso e o promoveu como se fosse um paladino da moralidade - exaltando um bandido - ao se referir ao ex-governador do Rio de Janeiro que teve o seu mandato cassado.
O Senador ainda definiu a nova onda estabelecida pelos opositores do presidente Jair Bolsonaro na CPI: "corrupção agora é onde não há desvio de dinheiro e não houve pagamento de corrupção. Onde houve pagamento de milhões, desvios de dinheiro e roubalheira, não, aí não houve corrupção, não, não, aí é outra coisa", se referindo aos milhões de reais enviados pelo governo federal aos estados e municípios, especialmente o caso do Consórcio Nordeste. Está na hora de compararmos o que é corrupção de verdade e o que é corrupção fakenews. CPI fakenews é a nova versão da CPI da pandemia, disse o Senador.
Em sessão no Senado nesta quarta-feira, 14, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, anunciou a prorrogação do prazo de funcionamento daCPI FAKENEWS por mais 90 dias, a partir de 7 de agosto.
Presidente da Precisa divulga vídeo listando mentiras dos irmãos Miranda
A Precisa Medicamentos divulgou agora à noite, por meio de sua assessoria, um vídeo preparado pelo próprio CEO da empresa, Francisco Maximiano, com uma lista de mentiras contadas pelos irmãos Luís Miranda, deputado federal, e Luís Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde (MS).
Segundo Maximiano, as mentiras vão desde afirmar que a “invoice pro forma” equivale a uma nota fiscal de um compromisso de pagamento até a cronologia entre o primeiro contato com MS, o envio da invoice, a reunião com o presidente Jair Bolsonaro e a revisão de pontos específicos da invoice.
De acordo com o presidente da Precisa, o vídeo foi enviado aos senadores da CPI da Pandemia para dar uma espécie de satisfação, uma vez que seu depoimento foi cancelado para dar lugar ao de Luiz Paulo Dominguetti.
"No governo federal, qualquer suspeito de estar pondo a mão na botija será imediatamente exonerado de sua função"
O governo federal demitiu Roberto Dias do cargo de diretor de Logística do Ministério da Saúde. O ato de demissão está publicado na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (30), sob orientação do presidente Bolsonaro que desde o início de seu governo tem afirmado que aquele que for pego com a mão na botija será imediatamente exonerado de sua função. Roberto Dias foi indicado a Mandetta, que o nomeou, pelo amigo e ex-deputado Abelardo Lupion (DEM-PR).
Dias era responsável por todas as compras do Ministério da Saúde e foi acusado pelo representante da empresa Davati Medical Supply de pedir propina de US 1 por dose da vacina AstraZeneca, durante um jantar, em Brasília, como condição para fechar contrato.
Conforme ilustra a seguir e na imagem, o entendimento da AstraZeneca sobre a Davati Medical Supply "Aconselho, portanto, que as ofertas que a Davati está fazendo sejam consideradas suspeitas e que você não se envolva com elas. Se você pudesse compartilhar os documentos que possui da DAvati, eu ficaria muito grato em poder vê-los. Mais uma confirmo que de forma alguma a sua conexão com eles seria compartilhada por mim ou pela AZ."
Na mesma imagem, recomendo também a leitura do twitter do Kim. D. Paim questionando a Folha de SP, autora de matérias escandalosas, de primeira página sobre o assunto.
No Senado, o senador Randolfe Rodrigues, o vice-presidente da CPI da Covid-19, sim, ele mesmo, não só queria comprar a Covaxin, como queria comprar de qualquer jeito:
"Nós não podemos tratar tempos de guerra com os mesmos parâmetros de tempo de paz"
"Eu suplico à ANVISA..."
"A Covaxin por exemplo já disponibilizou 8 milhões de doses"
Aliás, sobre a Sputinik, técnicos da Organização Mundial de Saúde detectaram falhas "preocupantes" em inspeção numa das plantas de produção da vacina. Os problemas são semelhantes aos encontrados pela Anvisa, que também averiguou as práticas sanitárias do local. Técnicos envolvidos na avaliação da Sputnik disseram, reservadamente, que o conjunto de falhas é suficientemente grave - e impediria, hoje, a aprovação da vacina para distribuição via Covax Facility. "Estamos falando de problemas sérios de segurança na produção de ao menos parte das vacinas", afirmaram. Recentemente, a Anvisa aprovou o uso limitado e repleto de restrições da Sputnik no Brasil, enquanto aguarda mais informações dos russos - e da própria OMS.
Nas redes sociais já circula, de forma cômica, outros personagens que guardam relações com o assunto, notadamente o relator da CPI da Covid-19, no Senado Federal. Confira abaixo.
Paralelo e paralela são palavras que têm sido usadas com alta freqüência de uns tempos desses para cá. Passaram para o domínio político e jurídico. Anteriormente eram mais usadas nos escritórios de engenharia e arquitetura.
No âmbito político ouve-se gabinete paralelo, que tem sido usado com a conotação de que algo está ocorrendo no submundo, quando autoridades do governo atual se encontram com convidados, como nesta ocasião em que o presidente Jair Bolsonaro está reunido com profissionais da saúde, com transmissão ao vivo e sem restrições para todo o País.
A mídia e a oposição, ambas de esquerda, já quiseram cravar uma denominação em inglês - shadow gabinet - mas não encontrou/encontrará elementos para sustentá-la.
No Senado, a CPI da COVID também utiliza essa denominação e a oposição ao governo está apontando suas "armas" para pessoas que delas (reuniões) participaram e/ou participam.
Mas para espanto e nem tanto surpresa no Brasil atual, é no mundo jurídico "que a porca torce o rabo". Nele o termo gabinete é substituído pelo vocábulo decisão, especialmente aquelas oriundas do Supremo Tribunal Federal, principalmente depois que este se tornou um partido político.
Para por os pingos nos i's sobre esse ambiente, recomendo fortemente que se ouça, na íntegra, a entrevista concedida pelo Dr. Paolo Zanotto, virologista de renome internacional, na qual discorre sobre o gabinete paralelo, a Covid-19, as vacinas, a CPI da Covid-19 e as decisões do STF. Você irá se surpreender com suas conclusões e alertas aos brasileiros.
Veja só o que ele disse ao concluir sua fala: "Vamos ver se a gente consegue acabar com essa epidemia de morte do Art. 5☉ da Constituição, dos juizados de direitos, acho que é por aí a conversa, tem a pandemia e tem esse outro aspecto terrível".
Tom Jobim constatou que "o Brasil não é para principiantes". A descoberta é agravada pela suspeita de que nem especialistas em assuntos brasileiros conseguem decifrar o País.
Como levar a sério, por exemplo, uma CPI do Senado presidida por Omar Aziz e conduzida pelo relator Renan Calheiros, ambos protagonistas de casos de polícia?
Ou qualificar de fracassada uma campanha de vacinação que aplicou mais de 70 milhões de doses em menos de três meses?
Ou, ainda, acreditar que o principal candidato da oposição é um corrupto condenado duas vezes, uma delas em terceira e última instância?
“Só no Brasil”, como resume o título do artigo de J. R. Guzzo que nos oferece seguidos exemplos.
Vamos a mais um dos casos citados por Guzzo. O do condenado em três instâncias. Os demais casos podem ser lidos aqui C1 e C2.
"O Brasil é o único país no mundo onde o principal candidato da oposição, do centro moderado e dos defensores da democracia às eleições para presidente de 2022 é um ladrão condenado legalmente pela Justiça, em terceira e última instância, por nove juízes diferentes, por ter praticado os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
A mídia, o mundo político e os institutos de “pesquisa de intenção de voto também já decidiram que ele está eleito, quase um ano e meio antes da eleição — escolhe-se, no momento, o seu ministério, e discute-se a sério qual o cargo que vai ser ocupado pela ex-presidente Dilma Rousseff, que foi, ela própria, despejada do Palácio do Planalto por fraude contábil cinco anos atrás.
O Brasil, como outros países, tem uma lei que proíbe réus condenados pela Justiça penal de ocupar cargos públicos. Mas só aqui se consegue manter uma lei em vigor e, ao mesmo tempo, permitir que os interessados não façam nada do que está escrito nela — a saída, outra solução estritamente nacional, é dizer que o réu foi julgado num lugar e deveria ter sido julgado em outro.
Nem é preciso inventar que ele não cometeu os crimes pelos quais foi condenado, ou perder tempo com qualquer fato que envolva a discussão de culpa ou de inocência: basta dizer que erraram de “foro”.
Tom Jobim constatou que "o Brasil não é para principiantes". A descoberta é agravada pela suspeita de que nem especialistas em assuntos brasileiros conseguem decifrar o País.
Como levar a sério, por exemplo, uma CPI do Senado presidida por Omar Aziz e conduzida pelo relator Renan Calheiros, ambos protagonistas de casos de polícia?
Ou qualificar de fracassada uma campanha de vacinação que aplicou mais de 70 milhões de doses em menos de três meses?
Ou, ainda, acreditar que o principal candidato da oposição é um corrupto condenado duas vezes, uma delas em terceira e última instância?
“Só no Brasil”, como resume o título do artigo de J. R. Guzzo que nos oferece seguidos exemplos.
Vamos a um dos casos que se encontra no Senado Federal. O demais casos podem ser lidos aqui C1 e C3.
...
"∗ O Brasil é o único país no mundo onde há uma CPI “para investigar a covid” na qual o presidente, um Omar Aziz, tem a seguinte anotação em sua folha corrida: foi investigado pela Polícia Federal por corrupção XXXXL-plus na área de saúde. (Não é piada; é o presidente mesmo.) Mais: sua mulher foi para a cadeia acusada de meter a mão em dinheiro público, também em questões de saúde. (Também não é piada; é a mulher dele mesmo, e foi mesmo para a cadeia.) Mais: além da mulher, nada menos do que três irmãos do homem foram presos nesse mesmo rapa e, mais uma vez, não é piada. Mais: dos 81 senadores que representam as 27 unidades da Federação, o escolhido para presidir as investigações vem, justamente, do Amazonas, o lugar onde mais se roubou no Brasil, e possivelmente no mundo, por conta das despesas públicas com a covid. A PF, por sinal, acaba de realizar busca e apreensão na casa e nos escritórios do atual governador do Estado, Wilson Lima, em mais uma operação para combater a ladroagem na compra de respiradores; um dos investigados, um dono de hospital a quem ele deu um contrato, recebeu a polícia à bala.
Não gostou do presidente? Espere, então, pelo relator. Trata-se de ninguém menos que Renan Calheiros — o “Atleta” da lista de políticos corruptos registrados nos computadores do departamento de roubalheira da empreiteira Odebrecht, e um dos senadores mais encrencados com a Justiça criminal em todo o sistema solar. A presença de Renan nesse picadeiro é ainda mais inexplicável que a de Omar; do outro, pelo menos, ninguém tinha ouvido falar até a CPI. Mas o relator já está nessa vida há 30 anos. Como é possível que ele investigue alguma coisa? Como é possível que dezenas de pessoas que jamais tiveram o mínimo problema com a polícia, ou que jamais foram processadas por alguma coisa na Justiça penal, sejam interrogadas por alguém com a sua ficha? Renan, no papel misto de delegado de polícia, promotor e juiz, frequenta todos os dias as primeiras páginas e horários nobres da mídia como se fosse um Santo Tomás de Aquino, pelo menos. Mas ele é apenas o Renan Calheiros de sempre, que no momento responde a nove processos por corrupção. (Não são dez, nem onze, nem doze: as “agências de checagem de fake news” já fizeram questão de dizer que tudo isso é notícia falsa — são só nove processos penais no lombo, nem um a mais. Ah, bom. Ainda bem que avisaram.)
∗ O Brasil é o único país no mundo onde o presidente da República é acusado de ser o responsável por quase 470 mil mortes causadas até agora pela covid, pelo que informam os atestados de óbito. No resto do mundo já morreram, até agora, cerca de 3,5 milhões de pessoas; segundo a oposição, os comunicadores e as classes intelectuais brasileiras, desses 3,5 milhões, por volta de 3,1 milhões não são culpa de ninguém. Só os mortos do Brasil são culpa do governo.
∗ O Brasil é o único país no mundo onde uma campanha de vacinação que já aplicou perto de 70 milhões de doses em pouco mais de três meses é considerada um fracasso pelos cientistas de oposição — sim, porque no Brasil há tipos de ciência diferentes, a ciência boa e a ciência ruim, conforme a opinião política do cientista. Só três países, em todo o planeta, vacinaram mais que o Brasil. Dois deles são a China e a Índia, os maiores produtores de vacinas do mundo; além disso, a China tem 1,44 bilhão de habitantes, e a Índia, 1,38 bilhão. O outro são os Estados Unidos, país que tem um PIB de 21 trilhões de dólares, mais de dez vezes superior ao brasileiro, e também está entre os maiores exportadores; o “auxílio emergencial”, lá, equivale a mais de R$ 6 mil. Por que, então, o Brasil fracassou? “Vacinas para todos”, pede oficialmente a oposição. O país, na opinião da Frente Nacional Pró-Vírus, já deveria ter vacinado a população inteira, no mínimo — mesmo sem produzir aqui um único frasco de vacina, e depender 100% da importação de matéria-prima estrangeira. Os atrasos nas exportações de insumo por parte da China não são culpa da China — são culpa “do Bolsonaro”.
Há o argumento, também único, de que o Brasil vacinou apenas um terço da sua população total até agora — e a Inglaterra, ou Israel, já vacinou quase todo mundo. A Inglaterra tem um quarto da população do Brasil, além de ser um dos países que inventaram a vacina; Israel, então, não chega a ter 10 milhões de habitantes, e sua área é um pouco maior que a ocupada pelo território de Sergipe. Faça as suas contas."
Tom Jobim constatou que "o Brasil não é para principiantes". A descoberta é agravada pela suspeita de que nem especialistas em assuntos brasileiros conseguem decifrar o País.
Como levar a sério, por exemplo, uma CPI do Senado presidida por Omar Aziz e conduzida pelo relator Renan Calheiros, ambos protagonistas de casos de polícia?
Ou qualificar de fracassada uma campanha de vacinação que aplicou mais de 70 milhões de doses em menos de três meses?
Ou, ainda, acreditar que o principal candidato da oposição é um corrupto condenado duas vezes, uma delas em terceira e última instância?
“Só no Brasil”, como resume o título do artigo de J. R. Guzzo que nos oferece seguidos exemplos.
Vamos a um dos casos que se encontra, nada mais na menos, na Suprema Corte, o STF. Os demais casos podem ser lidos aqui C2 e C3.
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"O Brasil é o único país no mundo onde um ministro do Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte de Justiça da nação — no caso, o ministro Antonio Dias Toffoli —, reúne em si próprio, e ao mesmo tempo, as seguintes condições:
• Foi reprovado duas vezes — isso mesmo: duas vezes seguidas — no concurso público para juiz de direito, o que significa o seguinte, em português claro: ele não está autorizado a julgar nem uma ação de despejo na comarca de Arroio dos Ratos, por falta de habilitação profissional, mas pode dar sentença sobre qualquer coisa no tribunal máximo do Brasil.
• Recebia, e só parou de receber depois que descobriram, uma mesada de R$ 100 mil da própria mulher, que é advogada num escritório da capital federal com causas em julgamento no tribunal onde o marido dá expediente.
• Teve reformas na sua casa em Brasília, no valor de R$ 15 mil, pagas por uma empreiteira de obras públicas, quando já era ministro do STF.
• É acusado de receber propinas no valor de R$ 4 milhões e, no julgamento que o STF fez do caso — sobre a validade da delação feita contra ele —, não achou nada de mais em julgar a si próprio.
• Também não achou nada de esquisito em declarar a delação inválida e, com isso, julgar-se inocente. Salvo o ministro Marco Aurélio, nenhum dos seus dez colegas de Corte Suprema imaginou que Toffoli deveria abster-se do julgamento."
Declarações do presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, reforçam a imagem degradante de uma CPI que já completou sua quinta semana de funcionamento.
As declarações foram feitas após a divulgação do vídeo de uma reunião - transmitida ao vivo - ocorrida entre o presidente Jair Bolsonaro e profissionais da saúde sobre a pandemia Covid-19.
Contudo, o vídeo foi editado com o "... objetivo de fortalecer narrativas patéticas e produzir supostos indícios de materialidade ...", divulgou Filipe Martins, Assessor Especial para Assuntos Internacionais do Presidente Jair Bolsonaro. Imagem mais abaixo.
Aziz afirma que o conteúdo corrobora algo já levantado pela CPI, de que o grupo em questão era o responsável por instruir o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas de combate à crise sanitária.
A irresponsabilidade do presidente da CPI da Covid ao criticar tal tipo de reunião, vai mais além ao afirmar que o gabinete paralelo “é responsável pelas vidas de muitas pessoas que foram perdidas para a Covid-19”. “O gabinete paralelo ditava a tua saúde, a minha saúde; quem ia morrer e quem ia viver. Isso é o saldo que nós temos hoje”, concluiu o senador.
Acima da superfície, acima dessa CPI, estamos nós brasileiros comemorando, com prazer, a habilidade do presidente Bolsonaro ao promover esse tipo de reunião. Basta checar os nomes que lá compareceram e/ou ainda comparecem, sempre que convocados. Dela participaram, nada mais nada menos, que o virologista Paolo Zanoto, a imunologista Nise Yamaguchi e o deputado federal Osmar Terra, também médico.
A médica foi anunciada como secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde no dia 12 de maio; porém, dez dias depois, a pasta informou que ela não exerceria o cargo. Sobre isso, ela disse que o ministro Marcelo Queiroga teria dito que sua nomeação não seria aprovada pela Casa Civil.
Há dias, já se dizia nos corredores, que a sua não nomeação foi mais um golaço do presidente Bolsonaro. Hoje, essa comprovação ocorreu durante o seu depoimento, quando ficou claro o seu perfil político que veio aos holofotes ao manifestar, inclusive a sua mágoa por não ter sido nomeada, tornando-se agressiva contra o Presidente e o seu governo, chegando a ser desrespeitosa.
A médica também criticou o tratamento precoce e afirmou que não vê sentido na discussão sobre imunidade de rebanho sem vacinação. Sobre isto, o presidente da CPI, senador Omar Aziz, cancelou, sem justificativas, os depoimentos de médicos que afirmam o contrário do que afirmou a médica que estavam previstos para essa mesma seção.
PS.: Foi aberto o book da cantora Luana Araújo e ele não correspondeu ao que se esperava - https://bit.ly/3gdX3Jw
Iniciamos, com prazer, este artigo para expressar nossos PARABÉNS aos Médicos Pela Vida Covid-19, que elaboraram essa nota de repudio à CPI da pandemia pelo tratamento indigno que dispensaram à Dra. Nise Yamaguchi, cuja dedicação à saúde e à ciência é de reconhecimento mundial.
Entretanto, por se falar em dedicação e serviços prestados à saúde brasileira, também somos obrigados a notificar os brasileiros sobre a enorme distância que separa a Dra. Nise de alguns componentes da CPI, especialmente o ocupante do Ministério da Saúde durante o governo Lula. Estamos nos referindo à denominada "máfia dos sanguessugas", que veio ao conhecimento do País através da Revista Veja, em sua Edição 2236 - ano 44 - no. 39, de 5 de março de 2006.
O espaço aqui é curto para citar tudo o que é publicado sobre a "ilibada" história política de vários senadores que, assiduamente, comparecem as reuniões da CPI. Contudo, pelo menos mais um deles não podemos deixar de mencionar. Trata-se do recordista de capas de revistas ao longo de seu exercício parlamentar. Vamos lá.