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31 maio 2019

A URGENTE NECESSIDADE DE NOSSAS CRIANÇAS

No intervalo de apenas 15 dias, ocorreram no País duas manifestações supostamente tendo como pano de fundo mais recursos para a educação. Terá sido mesmo?

Parece que não. Segundo o que foi divulgado, até o momento, não li, não vi, e não ouvi nenhuma palavra, nenhum grito, nenhum gesto em defesa dos mais vulneráveis dos brasileiros: AS NOSSAS CRIANÇAS.

As estatísticas do setor nos apontam que mais de mil municípios brasileiros dependem em mais de 80% da participação do Fundeb (em algumas cidades este valor atinge 95%) e correm o risco de fechar as escolas públicas, locais estes onde as crianças, em muitos casos, fazem a única refeição do dia. Será que ainda não tenha chegado a hora de se discutir a continuidade do Fundeb, cujo prazo de validade é até o final deste ano? A única refeição dessas crianças não pode acabar, o que exige obrigatoriedade de se clamar pela extensão desse Fundo. 

Obviamente, deve se perguntar também por que com todo o dinheiro investido em nossa educação, os nossos jovens aprendem menos do que há 20 anos, segundo o Pisa. Ou por que, segundo dados da OCDE, no Brasil, 67% dos jovens de 15 e 16 anos levariam zero em matemática, leitura e ciências se comparados a seus colegas de toda parte. A mesma pesquisa da OCDE nos colocou em 58o lugar entre 65 países.

Tais resultados demonstram que não foram levadas a sério  a Lei de Diretrizes e Bases de 1961 e uma mensagem de um ex-presidente da República encaminhada ao Congresso Nacional, há mais de 50 anos, na qual se ler que uma verdadeira democracia só se alcança quando todos os cidadãos, sem nenhuma distinção, tiverem acesso a uma educação de qualidade.

A LDB/1961, estabeleceu escola pública, universal, gratuita e laica para todos os brasileiros. O ensino dela decorrente, deveria estar sintonizado com amplo projeto político e liberal, onde o mérito deveria ser o mais essencial critério de progresso do individuo e o método de impulsão e de produtividade de toda a sociedade.

Lamentavelmente essa democracia ainda inexiste no Brasil. Lamentavelmente também, o barulho e/ou a balbúrdia vistas nas duas manifestações, referenciadas no início deste post, tiveram conotações ideológicas e politicas/partidárias acentuadas e nada sobre a citada necessidade de nossas crianças.

28 maio 2019

A GRANDE POLÍTICA

Em seu artigo de hoje (28), no Correio Braziliense, Luiz Carlos Azedo, a propósito das manifestações políticas ocorridas no domingo (26), destacou: "Ao não lotear o governo e recusar o toma lá dá cá, Bolsonaro devolve a GRANDE POLÍTICA ao Congresso, que está recuperando sua capacidade de mediação com a sociedade". 

Em um país democrático é louvável que se constate isso, embora tardiamente, pois essa prática deveria estar ocorrendo desde a redemocratização do País e a aprovação da nova Constituição em 1988.

Disse ainda o colunista:

"Quem apostou no fracasso das manifestações de apoio ao presidente Jair Bolsonaro no último domingo perdeu. Foi uma dupla demonstração de força: primeiro, do poder de mobilização de uma militância aguerrida e ideologicamente alinhada com seu líder; segundo, da capacidade de direção política dos protestos, que foram convocados para confrontar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), mas acabaram redirecionados para apoiar o presidente da República e a reforma da Previdência. Não é pouco."

As manifestações, cuja afluência não foi nada desprezível, confirmaram a legitimidade do presidente Bolsonaro obtida nas urnas, em outubro de 2018, e reiteraram, especialmente, as pautas que decidiram aquelas eleições.

Que esse entendimento, demonstrado nas ruas pela sociedade, em coerência com os milhões
de votos depositados nas urnas, seja também acompanhado pelos parlamentares pertencentes as duas Casas do Congresso Nacional. Com isto, será dado um importante passo para ingressarmos na GRANDE POLÍTICA almejada por todos os brasileiros.

26 maio 2019

PERDA COM EVASÃO ESCOLAR É SUPERIOR AO ORÇAMENTO ANUAL DO MEC

O Brasil perde R$ 151 bilhões por ano ao manter 15% dos jovens entre 15 e 17 anos fora da escola, ou 1,5 milhão de jovens, aponta matéria publicada neste domingo (26) em O Globo. Há um custo para cada um deles, impedidos de ocupar vagas com maior renda apenas com o ensino fundamental. A conta inclui também os custos para o país de ter na sua população esses trabalhadores menos qualificados. 

Essa perda é superior a todo o orçamento do Ministério da Educação, de cerca de R$ 100 bilhões por ano.

O resultado da evasão escolar na adolescência é que, dos 3,2 milhões de jovens que completam 18 anos a cada ano, 35% não terminam o ensino médio: o equivalente a 1,12 milhão nessa condição. O custo financeiro para o país é de R$ 135 mil para cada jovem que não se forma por ano.

Esse valor é superior ao custo médio por aluno, R$ 27 mil, nas universidades federais, mas existem variações enorme entre elas, R$ 14 mil/ano na UFAP e R$ 70 mil/ano na UFRJ. Mesmo assim, nenhuma delas supera o custo financeiro citado no parágrafo anterior.

As contas são do economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor do Insper, Ricardo Paes de Barros, que coordenou um diagnóstico sobre a educação no país:
— O custo privado mais significativo para jovens é a perda de empregabilidade e renda.

A estimativa leva em conta a perda de produtividade e competitividade do país com trabalhadores menos qualificados, mas também custos relacionados ao aumento da violência e à piora nas condições de saúde dos menos escolarizados.

Em termo qualitativos, os dados da OCDE apontam  que no Brasil 67% dos jovens de 15 e 16 anos levariam zero em matemática, leitura e ciências se comparados a seus colegas de toda parte. A mesma pesquisa nos colocou em 58o. lugar entre 65 países.


Porém, a esses resultados não se pode atribuir a falta de recursos. Já há algum tempo, o Brasil vem investindo na educação valores semelhantes aos dos países desenvolvidos, em torno de 6% de seu PIB. O que devemos cobrar é a eficiência e a eficácia, uma boa gestão, de sua utilização em todas as esferas: federal, estadual e municipal.




22 maio 2019

AS RAÍZES DO ATRASO BRASILEIRO

Na época do "milagre econômico" parecia havermos descoberto a tecnologia de superação do subdesenvolvimento. Naquele decênio, o Brasil se destacou ao poupar respeitáveis 21% do produto interno bruto. Hoje, a "questão terrível", para nós e para o mundo perplexo, consiste em saber como o Brasil consegue continuar pobre.

Há 29 anos o PIB brasileiro era superior ao da China em US$ 102 bilhões  (462 x 360). Ao longo desse período, vimos aquele país nos igualar e, rapidamente, nos ultrapassar, tornando-se a segunda economia mundial neste momento. Se, pelo menos, tivéssemos acompanhado a média do crescimento global, o nosso PIB seria 76% maior do que o valor atual.

No que diz respeito à renda per capita, o Brasil ocupa a 75ª posição no mundo, segundo os dados do FMI e do Banco Mundial. Somos um país de renda média e também um dos mais desiguais. Não temos avançado. Somos 20% da renda per capita dos EUA desde 1960.

O Chile, seguindo os asiáticos, destoa dos demais países da nossa região e deve sagrar-se o primeiro sul-americano desenvolvido na próxima década.

Quem estiver a procura de soluções para os problemas do desenvolvimento econômico brasileiro não precisa ir muito longe.

Basta dar uma espiada e verificar que todos os países que lograram êxito em seu desenvolvimento e nos ultrapassaram em riqueza, buscaram associações entre empresas nacionais e estrangeiras no campo da alta tecnologia. "Temos de reconhecer que a maneira mais sábia e efetiva de proteger nossos interesses nacionais é pela cooperação internacional —a saber, por meio de esforços conjuntos pela obtenção de objetivos comuns" —discurso de encerramento do secretário do Tesouro americano Henry Morgenthau Jr. na conferência de Bretton Woods, em 20 de julho de 1944.

Os segmentos mais sofisticados reúnem a indústria de eletrônica e informática; máquinas e equipamentos; química; automobilística e farmacêutica. O economista Paulo César Morceiro, que terminou seu doutorado na USP (Universidade de São Paulo) em 2018, orientado pelo pesquisador Joaquim Guilhoto, da USP e da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), nos trouxe um trabalho que resultou em análises inéditas sobre a trajetória da indústria brasileira. 

O setor industrial como um todo atingiu, em 2018, sua menor participação no PIB desde 1947. Ele recuou para apenas 11,3%, menos da metade do pico de 27,3% atingido em 1986. "A indústria de mais alta tecnologia no Brasil não conseguiu sustentar seu pico de participação no PIB nem por uma década. É um resultado ruim se comparado ao de países que se desenvolveram", afirma Morceiro. O Brasil perde empresa de alta tecnologia antes de se tornar um país inovador.

Tais números nos trouxeram a lembrança do que ocorreu com o setor de informática a partir de meados da década de 70, cuja reserva de mercado ocupou toda a década de 80, permanecendo até outubro de 1992, com prejuízos incalculáveis à sua utilização, em larga escala, por todo o País. O Brasil demorou muito para ser informatizado.

As repercussões de tal política foram danosas para o País, em especial para o setor de educação. Naquela época já havia computadores nas escolas primárias e de segundo grau dos países desenvolvidos. 

No ensino superior, na Universidade de Chicago (1989), existia um computador por aluno. No Brasil, nem os professores podiam adquiri-los.  Um PC-XT, fabricado aqui por força da reserva de mercado estabelecida, na configuração de 640 kb de memória, teclado e monitor de vídeo, custava 50 salários mínimos (SM) de NCz$ 63,00. Nos EUA esse mesmo equipamento custava um pouco menos de 1 SM, no Reino Unido 1 1/2 e na Coréia do Sul 3 SMs.

Passados cerca de trinta anos melhoramos, mas ainda não conseguimos ter um computador para cada aluno em nossas escolas primárias, salvo algumas exceções no setor privado. Naquelas, as escolas públicas, as noticias diárias são de desânimo dado o estado físico em que se encontram e o baixo valor do salário pago aos seus professores.

Um outro aspecto a ser cuidado com grande atenção, mais do que em qualquer outro momento de sua história, é o da ciência. A falta e/ou a não execução de planejamento estratégico, de investimento e de formação de cientistas poderá nos levar para posições de menor importância no cenário mundial. O Brasil precisa elevar de forma considerável a produtividade da sua economia, o que só ocorrerá com grande investimento na formação/retenção de talentos e na inovação tecnológica.

E temos bons exemplos aqui mesmo que comprovam isso. O Brasil jamais teria alcançado a posição de sétima economia do mundo não fosse o investimento feito em ciência, tecnologia e inovação, que lhe permitiu produzir alimentos a preços acessíveis para sua população e ainda exportar excedentes para todos os cantos do planeta. E a C&T brasileira nos permitiu produzir aeronaves sofisticadas, extrair petróleo das profundezas do mar e produzir uma matriz energética limpa baseada no uso do etanol combustível.

Hoje o Brasil aparece em 12˚ lugar no ranking de investimento em C&T que totalizam apenas 2% do investimento chinês. A Índia segue a China. Nosso País precisa se inspirar no conjunto das nações que estão apostando em investimentos e políticas cientificas e tecnológicas robustas e de longo prazo, únicos caminhos possíveis para alcançar o seu desenvolvimento sustentável e deixar de ser pobre.

15 maio 2019

O PT NOS CONDENOU A VIVER MAIS UMA DÉCADA PERDIDA

As notícias econômicas de hoje (15) apontam o tamanho do buraco cavado pelos governos do PT ao longo dos últimos 15 anos e que nos condenou a viver mais uma década perdida.

Feitos os cálculos, o governo tem a pagar, no segundo semestre, R$ 753,8 bilhões somente com cinco contas abertas no Orçamento: aposentadorias e pensões, compensação por desoneração da folha, benefícios de prestação continuada (BPC), Bolsa Família e subsídios em geral. As projeções de receitas não passam de R$ 504,9 bilhões.

Mantidas as duas curvas atuais de arrecadação e de gastos, o que se constata é que os recursos do Tesouro Nacional só darão para cobrir dois terços das contas a serem pagas. Faltam R$ 248,9 bilhões.

Essa situação leva as pessoas de bem a concluírem que, se cada um dos nossos representantes no governo e no Congresso Nacional levasse a sério suas responsabilidades no trato da coisa pública, não viveríamos as calamidades atuais do desemprego de milhões pessoas e do rombo fiscal que, de tão grande e crescente, inibe o crescimento econômico do país.

Os protestos e as balbúrdias acabam ficando para os honestos, que se dispõem a fazer contas e a cortar despesas. Os demagogos estragam tudo em troca do aplauso fácil e deixam o desgaste do conserto para os que vêm depois.

Foi o que se viu agora há pouco na tribuna do Senado Federal em pronunciamentos de senadores do PT, a propósito das manifestações realizadas hoje em todo o Brasil pela destinação de mais recursos para a educação. O mesmo está ocorrendo no plenário da Câmara dos Deputados. De nenhum deles se ouviu um mea culpa. 

Nenhuma palavra sobre o governo Dilma Rousseff, especialmente sobre o governo que escolheu como lema "Pátria Educadora", quando o MEC perdeu R$ 10,5 bi, ou 10% do seu orçamento.  Nenhuma palavra sobre os dados da OCDE, que apontam  que no Brasil, 67% dos jovens de 15 e 16 anos levariam zero em matemática, leitura e ciências se comparados a seus colegas de toda parte. A mesma pesquisa nos colocou em 58o. lugar entre 65 países.

Ora, a diminuição de recursos para as universidades não é uma invenção do governo atual. No momento, ela é decorrente da realidade orçamentária, da herança econômica deixada pelos governos do PT.

04 maio 2019

A METÁSTASE NA POLÍTICA BRASILEIRA SOBREVIVE

Na próxima semana tem inicio, na Câmara dos Deputados, o funcionamento da Comissão Especial que irá analisar o mérito da proposta de reforma da Previdência, submetida pelo governo Bolsonaro.

Aguarda-se que os posicionamentos dos deputados contra, a favor, ou com ressalvas ao texto submetido pelo executivo tenham como parâmetro os interesses da Nação e não interesses paroquiais, encerrando, assim, a velha política.

Entretanto, tudo indica que isso não ocorrerá. Na última quarta-feira (1), em São Paulo, durante o ato unificado pelo Dia do Trabalho das centrais sindicais, o deputado Paulinho da Força convocou o Centrão para "desidratar" a reforma da Previdência, para não permitir a economia de R$ 1,2 trilhão em dez anos pois, dessa forma, a reeleição de Jair Bolsonaro, em 2022, estaria garantida.

“Tenho atuado muito junto com os partidos de centro para que a gente possa ganhar a opinião daquele povo. Se fizermos uma reforma que dê R$ 1 trilhão em dez anos, significa que daríamos em três anos ao Bolsonaro R$ 330 bilhões. Ou seja, isso garante a reeleição dele. Esse é o discurso com muitos partidos que não têm interesse na eleição do Bolsonaro. É possível trazer esses partidos para uma posição de desidratar a reforma.”

Constata-se, assim, que a desidratação desejada pelos eleitores nas últimas eleições não é a mesma dos políticos e que ainda poderá levar mais alguns anos para que isso ocorra.

De forma pragmática, parece não haver nenhuma dúvida de que a velha política, minada pela corrupção, insensível às necessidades e demandas das pessoas comuns, continuará dominando o destino do País e os eleitores permanecendo em segundo plano.

Uma sociedade não funciona bem e uma democracia se torna disfuncional quando cidadãos sentem que o sistema continua doente e viciado. A metástase na política brasileira sobrevive. Algum dia ela será debelada, incluindo seu tumor primário?

01 maio 2019

SEMPRE FOMOS SALVOS NA UNDÉCIMA HORA

Deploráveis certas imagens, uma delas aqui, que mostram nazistas queimando livros no início dos anos 30 (1933 ...) e que estão sendo divulgadas pela esquerda brasileira, desejando vinculá-las, de certa forma, à nova administração do Ministério da Educação.

Infelizmente, isto não é passado. Em pleno século XXI tais procedimentos ainda existem nos países COMUNISTAS. Por exemplo, em CUBA. Além dos livros que foram/continuam sendo destruídos, os respectivos autores também ficaram proibidos de pisarem em solo cubano.



Até hoje, por exemplo (mas a lista é extensa), Roberto Ampuero, autor do livro "Nossos anos verde-oliva", romance autobiográfico sobre os anos em que viveu exilado em Cuba (jul/1974-ago/1979), após fugir do Chile, perseguido pela DINA e pelos carabineros de Augusto Pinochet. 

Trata-se de um livro sobre o qual Mario Vargas Llosa assim se pronunciou (2010): "Fazia tempo que um livro não me absorvia e emocionava tanto como esta descrição tão honesta, tão veraz e tão lúcida de uma ilusão que compartilhamos tantos latino-americanos com a Revolução Cubana, e também o desencanto que se seguiu ao entusiasmo inicial ao ver que, ao contrário do que acreditávamos, a Revolução de Fidel e dos barbudos não era diferente das que converteram a Rússia e a China Popular nas satrapias que conhecemos (...) transformando Cuba em uma sociedade autoritária corrompida onde a mentira chegou a tornar invisível a vida para todo aquele que se negasse a aceitar a servidão e o engano".



Nós, brasileiros, tivemos mais sorte. Em todos os momentos em que estivemos correndo perigo, sempre nos salvamos na undécima hora. Em março de 1964 e em outubro de 2018 não foi diferente.


Jair Bolsonaro, 31/03/2014. Brasília/DF

28 abril 2019

GERAÇÃO DE MONOPÓLIOS DERIVADOS DO PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO


Glen Weyl, economista americano, pesquisador da Microsoft e da Universidade Princeton, esteve recentemente no Brasil, para o lançamento de seu livro  “Mercados radicais”, em coautoria com Eric Posner, professor da Escola de Direito da Universidade de Chicago .
Glen Weyl proferiu palestras em diversas instituições do eixo Rio-São Paulo e concedeu entrevistas. Em uma delas, ao Estadão, - integra acessível aqui - Glen teceu comentários sobre as propostas econômicas apresentadas pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, e acendeu um alerta ao afirmar que poderão concentrar poder econômico e aumentar a desigualdade, sem resultar em mais crescimento econômico. 
Veja a seguir alguns trechos dessa entrevista em que o autor sinaliza a possibilidade de geração de monopólios derivados do processo de privatização.
Reformas como as propostas, se não se controlar a competição, não se garantir que as coisas sejam constantemente realocadas para novos usos, chega-se a grandes monopólios. E provavelmente esses monopólios serão controlados pelo número pequeno de famílias que tradicionalmente tiveram o poder no Brasil. 
Isso é muito perigoso, porque reduz a inovação e o potencial empreendedor. Foi o que aconteceu na Rússia, com os oligarcas.
Privatizaram tudo muito rapidamente e poucas pessoas ficaram com o poder. E então essas poucas pessoas ficaram amigas das pessoas do governo e eles protegeram uns aos outros.
O resultado seria mais concentração de renda e menos crescimento, menos dinamismo. Mais acordos corruptos entre os capitalistas e o Estado. 
A ideia de que podemos simplesmente deixar o sistema de propriedade privada com o qual estamos acostumados funcionar e que isso levará a competição e produtividade no benefício dos mercados é completamente ingênua. 
Glen Weyl alerta ainda que com a criação da internet, todos pensavam que isso iria abrir tudo para muita competição e, agora, temos o Facebook e o Google, que provavelmente têm mais poder do que qualquer outra organização na história humana. 

Eles controlam de duas a três horas, na média, do tempo de cada pessoa mundo afora. Isso é a versão mais extrema de planejamento central (modelo econômico do Bloco Soviético) que já vimos e foi criada pelo “livre mercado”. 
 x .-. x .-. x
O alerta está dado, embora para o Brasil ele já chega tardiamente. Ao longo de sua história, os monopólios estatais e privados têm sido a regra no País, incluindo famílias e/ou empresas tradicionais do Brasil somadas a outras tantas com origem no exterior. No momento há receio que isto suba mais um degrau, chegando ao nível de um determinado país oriental.
Conhecemos também a receita utilizada, até agora, no combate aos monopólios existentes: a criação de agências reguladoras para os diversos setores econômicos do País. 
Entretanto, a sua implementação tem sido um fracasso. Em geral, as agências criadas não atuam, de forma equilibrada, na defesa do tripé consumidores, fornecedores e governo, além de terem se tornado cabides de empregos de partidos políticos que, por sua vez, atuam no interesse de parlamentares "amigos" dos donos das empresas que atuam nos respectivos setores.
Eita Brasil !

PS.: Comentários sobre o livro propriamente dito virão em posts futuros. Adianto aqui que o livro revela formas novas e ousadas de organizar os mercados para chegar ao bem comum. Mostra como a força emancipatória de mercados genuinamente abertos, livres e competitivos pode despertar o espírito adormecido de reforma liberal do século XIX e levar a maior igualdade, prosperidade e cooperação. Vai haver muito debate sobre isto. A conferir.

27 abril 2019

EDUCAÇÃO E PRODUTIVIDADE

Há uma discussão inócua sobre a redução de investimentos nos cursos vinculados as ciências humanas e sociais após pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, em sua live, divulgada nas redes sociais e em outros meios de comunicação.

O contexto na ocasião era o econômico e de definição de prioridades para o País, ou pela falta de recursos mesmo, e neste quadro o curso de Filosofia não é prioritário em nenhum lugar do mundo. No Brasil são 8 milhões de estudantes (40 por mil habitantes), 1 milhão dos quais em universidades públicas, gratuitas, e 7 milhões em universidades privadas, que cobram mensalidades. O sistema de universidades públicas (são 78 hoje), consomem quase todo o orçamento do Ministério da Educação, de cerca de R$ 100 bilhões por ano. Nas universidades federais o custo médio por aluno é de cerca de R$ 27 mil, mas existem variações enormes entre elas. Na Universidade Federal do Amapá o custo é de cerca de R$ 14 mil reais e na Universidade Federal do Rio de Janeiro, R$ 70 mil por aluno. Obviamente, é necessário um esforço de racionalização, que caberia aos reitores dessas universidades liderar.

Não foi a primeira vez que isto ocorreu no Brasil. O Programa Ciência sem Fronteiras, criado em 2011, também não incluiu as áreas sociais. O projeto previa a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação fizessem estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação.

Sob o ângulo de setores econômicos propriamente ditos, o Brasil já fez algo parecido, estabelecendo prioridade na educação profissional com perfil atrelado a um determinado setor econômico. 

Isso ocorreu quando se criou a Embrapa, no início dos anos 70, e priorizou-se a formação de profissionais de alto nível para o seu quadro de colaboradores. Hoje, os resultados do agronegócio comprovam o acerto daquela tomada de decisão.

Em termos financeiros, por exemplo, só a matemática pode somar R$ 1trilhão por ano a nossa economia. A produtividade das profissões matematizadas em países desenvolvidos alcança a marca de 47,20 euros/hora.

Há uma relação direta entre níveis educacionais, níveis de escolaridade e produtividade de um país. Até oito anos de escolaridade, há um crescimento da produtividade muito pequeno, quase que marginal. A partir dos oito anos de escolaridade, o crescimento da produtividade passa a ser exponencial, e isto começa a acontecer a partir do ensino médio seguido do ensino superior. 
No mundo, um bom exemplo nesse sentido está na Coreia do Sul. Veja abaixo o que aconteceu por lá nos últimos 50 anos.
  • Em 1960 a renda per capita da Coreia do Sul era a metade da do Brasil. 
  • Em 1970 eram parecidas. 
  • Hoje na Coréia ela é três vezes maior do que a do Brasil. 
  • A virada em 50 anos:  Educação, educação, educação. 
  • A Coreia investiu no ensino básico público, de qualidade e acessível a todos. 
  • A Coreia gasta seis vezes mais do que o Brasil no ensino de nível médio. 
  • Na Coréia, um professor do ensino médio ganha o dobro do salário médio dos coreanos. No Brasil, não chega nem na média.
  • A Coreia do Sul é o país com o percentual mais alto de jovens na universidade, mais de 70%, contra apenas 13% no Brasil. 
  • A Coreia forma oito vezes mais engenheiros do que nós. Com um detalhe, a Coreia gasta menos com o estudante universitário do que o Brasil e forma 4 vezes mais PhDs do que o nosso País.
Toda a Ásia seguiu o mesmo caminho. Educação, educação, educação. Hoje, a renda média de um asiático está a poucos anos de equiparar-se à de um sul-americano. Há 38 anos, a primeira era 1/4 da segunda.

Há 29 anos o PIB brasileiro era superior ao da China em US$ 102 bilhões  (462 x 360). Ao longo desse período, vimos aquele país nos igualar e, rapidamente, nos ultrapassar, tornando-se a segunda economia mundial no momento atual. Se, pelo menos, tivéssemos acompanhado a média do crescimento global, o nosso PIB seria 76% maior do que o valor atual.

No que diz respeito à renda per capita, o Brasil ocupa a 75ª posição no mundo, segundo os dados do FMI e do Banco Mundial. Somos um país de renda média e também um dos mais desiguais. Não temos avançado. Somos 20% da renda per capita dos EUA desde 1960.

O Chile, seguindo os asiáticos, destoa dos demais países da nossa região e deve sagrar-se o primeiro sul-americano desenvolvido na próxima década.

Revisado em 29/04/2019.

26 abril 2019

HERANÇA DO PT PARA O NOVO GOVERNO: UM ESTOQUE INFERNAL DE MISÉRIA E POBREZA



Matéria publicada pela Folha de São Paulo, aponta que a recuperação da renda per capita no Brasil tem o seu pior momento na história.

O seu texto relata que: "Nunca foi tão difícil para o brasileiro conseguir recuperar a renda após um período de recessão econômica — e o processo ainda corre o risco de se prolongar. O padrão de vida medido pela chamada renda per capita, que divide o PIB (Produto Interno Bruto) pelo número de habitantes, estagnou ao redor de R$ 32 mil no Brasil. O valor está 9% abaixo do pico, alcançado no primeiro trimestre de 2014 — ou seja, há 19 trimestres".

Esse valor de renda per capita, ao dólar de hoje, R$ 4,00, nos coloca na faixa de US 8,000.00, muito distante das nações desenvolvidas. Este é o Brasil recebido pelo governo Bolsonaro após quatro mandatos consecutivos de governos do PT. Que maldita herança. 

Outras você pode conferir aqui.  O infernal estoque de pobres - Famílias de baixa renda conforme se pode ver quando se separam os cadastrados por faixa de rendimento: de R$ 0 até R$ 77 -38.919.660 pessoas; de R$ 77,01 até R$ 154 -14.852.534; de R$ 154,01 até meio salário mínimo -19.554.985. O total é um estoque infernal de miséria e pobreza. 

Pode até haver mais, porque o cadastro inclui apenas 7,8 milhões de pessoas que ganham mais que meio salário mínimo. Números do Banco Mundial, referentes ao Brasil, retratam que, no final de 2016, mais de 7,3 milhões de pessoas caíram no fosso existencial dos que vivem com menos de US$ 5,50 por dia, ou R$ 22,00. Eram 36,5 milhões em 2014, dois anos depois já chegavam a 44 milhões. Os que apenas parecem viver com menos de R$ 7,60 por dia (ou US$ 1,90) passaram, só naqueles dois anos, de 5,6 milhões para 10,1 milhões de seres humanos no que é chamado de "abaixo da linha de pobreza".

Retornando aos números da renda per capita. Há 29 anos o PIB brasileiro era superior ao da China em US$ 102 bilhões  (462 x 360). Ao longo desse período, vimos aquele país nos igualar e, rapidamente, nos ultrapassar, tornando-se a segunda economia mundial no momento atual.

A Ásia tirou o atraso nas décadas seguintes. Hoje, a renda média de um asiático está a poucos anos de equiparar-se à de um sul-americano. Há 38 anos, a primeira era 1/4 da segunda.

Na nossa região, o Chile destoa dos demais países e deve sagrar-se o primeiro sul-americano desenvolvido na próxima década.

O Peru celebra duas décadas de crescimento e estabilidade constantes. A renda per capita subiu de US$ 1,9 mil para US$ 6,6 mil no período, com reflexos na estrutura social do país de 32 milhões de habitantes. A proporção de pobres recuou de 55% para 22% da população com programas de auxílio e de proteção social.

Na África negra, o candidato é Botsuana, que decuplicou o PIB nas últimas quatro décadas, após praticar, há 50 anos, regimes abertos na política e na economia. Sua renda per capita ultrapassou a brasileira em 2014 e não vai parar tão cedo de abrir distância.

Enquanto tudo isso aconteceu lá fora, aqui o nosso Brasil continuou adormecido e engarrafado de gente corrupta e incompetente. Apenas a nossa lentidão foi veloz.

20 abril 2019

MANIFESTO PÓS-FUTURISTA

Acaba de chegar ao Brasil, com prefácio de janeiro de 2019, o livro "Depois do Futuro", de Franco Berardi, publicado originalmente em 2009, no aniversário de cem anos do Manifesto Futurista.



Manifesto Futurista foi escrito pelo poeta italiano Fillipo Tommaso Marinetti e publicado no jornal francês Le Figaro em 20 de fevereiro de 1909. Segundo Berardi, este manifesto marcou a fundação do futurismo, um dos primeiros movimentos da arte moderna. Consistia em 11 itens que proclamavam a ruptura com o passado e a identificação do homem com a máquina mecânica de metal reluzente, a velocidade e o dinamismo do novo século.

Em seu livro, o autor afirma que no decorrer de um século (1909-2009), essa máquina visível no espaço da cidade se transformou em uma maquina invisível, interiorizou-se, tornou-se infomáquina, biomáquina, nanomáquina, potência penetrante que se autogera e canibaliza o tempo.

O que quer dizer "futuro" a essa altura? Na época moderna, os indivíduos puderam construir uma biografia para si mesmos, ter lembranças pessoais, imaginações próprias. Homens e mulheres eram força-trabalho à disposição da máquina produtiva, mas eram também pessoas com seu corpo, com sua memória pessoal e de grupo. Agora, o tempo de vida se apresenta como um mosaico de fragmentos celularizados, células de tempo a serem emprestadas à rede. O que resta da singularidade de percursos biográficos individuais?, pergunta o autor.

Berardi faz um balanço das ideias de porvir gestadas na aurora das vanguardas artísticas e políticas do século passado. O autor articula filosofia, política, arte, cinema e literatura para fazer uma diagnóstico crítico do nosso tempo e lançar o seu "Manifesto Pós-futurista", contendo também 11 itens.

Manifesto Pós-futurista

1. Queremos cantar o perigo do amor, a criação diária da energia doce que nunca se dispersa.

2. A ironia, a doçura e a rebelião serão elementos essenciais da nossa poesia.

3. A ideologia e a publicidade exaltaram até agora a mobilização permanente das energias produtivas e nervosas da humanidade para o lucro e para a guerra; nós queremos exaltar a ternura, o sonho e o êxtase,  a fragilidade das necessidades e o fazer dos sentidos. 

4. Afirmamos que a grandiosidade do mundo enriqueceu-se com uma beleza nova, a beleza da autonomia. Cada um tem o seu ritmo e ninguém deve ser obrigado a correr em velocidade uniforme. Os automóveis perderam da raridade; sobretudo, não podem mais desempenhar a tarefa para a qual foram concebidos. A velocidade se tornou lenta. Os automóveis estão imóveis como estúpidas tartarugas no tráfego das cidades. Apenas a lentidão é veloz.

5. Queremos cantar o homem e a mulher que se acariciam para se conhecer melhor e conhecer melhor o mundo.

6. É necessário que o poeta se esbanje com calor e generosidade para aumentar a potência da inteligência coletiva e para reduzir o tempo do trabalho assalariado.

7. Só há beleza na autonomia. Nenhuma obra que não expresse a inteligência do possível pode ser uma obra de arte. A poesia é uma ponte lançada sobre o abismo do nada para criar compartilhamento entre imagens diferentes e libertar a singularidade.

8. Estamos sobre o promontório extremo entre os séculos. Temos que olhar para trás de nós para relembrar o abismo de violência que a agressividade militar e a ignorância nacionalista podem desencadear a qualquer momento. Vivemos há muito tempo na religião do tempo uniforme. A eterna velocidade onipresente já está atrás de nós, na internet; por isso, agora podemos esquecê-la para encontrar nosso ritmo próprio.

9. Podemos ridicularizar os idiotas que difundem o discurso da guerra, os fanáticos da competição, os fanáticos do deus barbudo que nos incita ao massacre, os fanáticos aterrorizados pela feminilidade desarmaste que há em todos nós.

10. Queremos fazer da arte uma força de mudança da velocidade da vida, gostaríamos de abolir a separação entre a poesia e a comunicação de massa, gostaríamos de tirar a mídia do comando dos mercados para entregá-la aos sábios e poetas.

11. Cantaremos as multidões que podem, enfim, libertar-se da escravidão do trabalho assalariado, cantaremos a solidariedade e a revolta contra a exploração. Cantaremos a rede infinita do conhecimento e da invenção, a tecnologia imaterial que nos liberta do cansaço físico. Cantaremos o intelectual rebelde, que executa um trabalho precário, mas que se põe em contato com o próprio corpo. Cantaremos a infinidade presente e não teremos mais necessidade do futuro.

11 abril 2019

A MÁQUINA DE FAZER CABEÇAS

(...) "O que quer que uma pessoa possa ser, se você quer ser uma, delete suas contas nas redes sociais", afirma Jaron Lanier.

Jaron Lanier é cientista, músico e escritor, mais conhecido pelo trabalho em realidade virtual e sua defesa do humanismo e da economia sustentável no contexto digital, autor de diversos livros de crítica sobre a Era Digital, lançou em 2018 seu quarto livro, no qual denuncia o Vale do Silício de um modo geral, e o Facebook, em particular, como uma verdadeira máquina de fazer cabeças.

Lanier batizou a máquina de "Bummer", um acrônimo da frase em inglês "Behaviour of Others, Modified, and Made into an Empire for Rent".

A Bummer é uma máquina com seis partes (A, B, C, D, E, F). A de Aquisição de atenção que resulta na supremacia do babaca. B de meter o Bedelho na vida de todo o mundo. C de Comprimir conteúdo goela abaixo das pessoas. D de Direcionar o comportamento das pessoas de maneira mais sorrateira possível. E de Embolsa dinheiro ao deixar que os maiores babacas ferrem secretamente todas as outras pessoas. F de multidões Falsas e Falsificadoras.

A cada dia, a máquina Bummer está ficando mais forte porque aquilo que os algoritmos precisam, mais do que tudo, são os dados e comportamentos para analisar. Quanto mais matéria prima os algoritmos têm para trabalhar mais eficazes eles se tornam. A retórica das empresas proprietárias das redes sociais é toda sobre fazer amigos e torná-los mais conectados. E ainda assim a ciência revela a verdade.  Pesquisas mostram um mundo que não está mais conectado, em vez disso, sofre de uma sensação maior de isolamento.

O padrão se tornou tão claro que até pesquisas publicadas por plataformas de redes sociais mostram que as redes deixam você triste. Pesquisadores do Facebook praticamente se gabaram de que podiam deixar as pessoas infelizes sem que elas percebessem.

No mundo, a construção da democracia se espalhou por um número de países cada vez maior. Recentemente, na era Bummer, essa construção está dando sinais de desmoronamento impensável e catastrófico: Turquia, Áustria, Estados Unidos, Índia e outras democracias. Em cada caso, segundo conta Lanier, detalhando o que ocorreu nos EUA, a Bummer exerceu um papel proeminente. Brasil (?) - o livro foi escrito antes de nossas eleições. 

Residem aí as razões do pedido de Lanier para que as pessoas excluam suas contas das redes sociais, subsidiado por DEZ ARGUMENTOS PARA VOCÊ DELETAR AGORA SUAS REDES SOCIAIS, frase esta que dá o título ao seu livro e, nele, os argumentos são explicados com detalhes. Vale a pena a sua leitura. A seguir os dez argumentos.

Argumento UM  
VOCÊ ESTÁ PERDENDO SEU LIVRE-ARBÍTRIO

Argumento DOIS  
LARGAR AS REDES SOCIAIS É A MANEIRA MAIS CERTEIRA DE RESISTIR À INSANIDADE DOS NOSSOS TEMPOS

Argumento TRÊS  
AS REDES SOCIAIS ESTÃO TORNANDO VOCÊ UM BABACA

Argumento QUATRO 
AS REDES SOCIAIS MINAM A VERDADE

Argumento CINCO
AS REDES SOCIAIS TRANSFORMARAM O QUE VOCÊ DIZ EM ALGO SEM SENTIDO

Argumento SEIS
AS REDES SOCIAIS DESTROEM SUA CAPACIDADE DE EMPATIA

Argumento SETE
AS REDES SOCIAIS DEIXAM VOCÊ INFELIZ

Argumento OITO
 AS REDES SOCIAIS NÃO QUEREM QUE VOCÊ TENHA DIGNIDADE ECONÔMICA

Argumento NOVE
 AS REDES SOCIAIS TORNAM A POLÍTICA IMPOSSÍVEL

Argumento DEZ
 AS REDES SOCIAIS ODEIAM SUA ALMA




PS.:
Senadores dos EUA propuseram nesta quarta-feira (10), uma lei contra algoritmos e processos de inteligência artificial preconceituosos, com viés de discriminação, nas empresas de tecnologia. As novas regras se aplicariam às empresas com faturamento anual superior a US$ 50 milhões, e/ou às que comercializam informações de consumidores, e/ou às que detêm mais de 1 milhão de usuários.

Essa proposta vem depois que o Departamento de Habitação e Urbanismo americano acusou o Facebook por discriminação em anúncios de moradia. "Os computadores estão cada vez mais envolvidos nas decisões importantes que afetam a vida dos americanos - se alguém pode ou não comprar uma casa, conseguir um emprego, ou até mesmo ir para cadeia", disse o senador democrata Ron Wyden em comunicado de imprensa anunciando o projeto.

Essa reação é proveniente dos efeitos da máquina Bummer, divulgados amplamente por Jaron Lanier. O Congresso americano começou apenas a agir.