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12 dezembro 2024

Anúncio de uma nova pandemia



Esta matéria foi publicada hoje (12/12/2024) no Poder360. Nela, Paula Schmitt comunica que a data de uma nova pandemia foi anunciada ao vivo pelo cientista Peter Hotez, da Rockefeller University, “pediatra e ativista nas áreas de saúde global, vacinologia e controle de doenças tropicais negligenciadas”. Doenças tropicais negligenciadas ou DTN, segundo a mesma Wikipedia, são um “diverso grupo de infecções tropicais comuns em países de baixa renda”.

O anúncio está num vídeo cuja tradução em texto segue abaixo:

“Aqui está a razão pela qual precisamos nos importar com essas coisas. Temos algumas coisas importantes surgindo, começando em 21 de janeiro. O Sr. Bloomberg mencionou o H5N1, com o qual estou realmente preocupado, está em todas as aves selvagens na parte ocidental dos Estados Unidos e indo para o norte; está chegando às aves. 

“Estamos vendo casos humanos esporádicos, nenhuma transmissão de humano para humano ainda, mas isso pode acontecer; está no gado, está no leite. E isso é apenas o começo. Temos outro grande coronavírus provavelmente se formando na Ásia. Tivemos SARS em 2002; SARS2, COVID 19… sabemos que esses vírus estão pulando de morcegos para pessoas milhares de vezes por ano. Mas ainda tem mais. 

“Sabemos que temos um grande problema com vírus transmitidos por mosquitos em toda a costa do Golfo onde estou no Texas. Estamos esperando dengue e provavelm—possivelmente o vírus zika voltando, o vírus oroupuche, talvez até a febre amarela. 

“E tem mais, então temos esse aumento acentuado em doenças preveníveis por vacinas aumentando por causa, em parte, do ativismo antivacina que é tão proeminente agora. Temos um aumento de 5 vezes nos casos de coqueluche no ano passado, temos poliomielite que está nas águas residuais do estado de Nova York. Tudo isso vai desabar em 21 de janeiro no governo Trump. Precisamos de uma boa equipe para lidar com isso.”...

No artigo a jornalista explica também como funciona a FARMÁFIA, cujos participantes estão espalhados pelo mundo, inclusive aqui no Brasil. Por isto mesmo, sugiro a leitura de seu artigo completo livremente disponível. É só clicar neste link

Nele Paula também pergunta: 

"Adivinha quem é o parceiro dos EUA nessa maravilhosa busca de um vírus mortal? Acertou quem respondeu “a China”, e acertou mais ainda quem citou a participação crucial de cientistas associados a um laboratório já conhecido das pessoas minimamente bem-informadas: o Instituto de Virologia de Wuhan."

03 junho 2022

“GERM GAMES” - Bill Gates é indubitavelmente um craque. Let’s play!

Ao longo da pandemia C19, Flávio Gordon tem publicado, na Gazeta do Povo, brilhantes textos expondo um contexto sobre a possível origem laboratorial do coronavírus e o envolvimento de personagens mundialmente conhecidas.

Seus dois últimos artigos estão focados no personagem Bill Gates, "outrora vendedor de vacinas digitais (os antivírus da Microsoft), e hoje vendedor de vacinas analógicas", além de ter se tornado profeta.

O próximo artigo (02/06) -  "A imaginação malthusiana de Bill e Melinda Gates" - mais uma vez fala de Bill Gates – o cacique global personagem deste artigo – e a sua obsessiva agenda de controle populacional, juntamente com sua ex-esposa Melinda Gates. Ambos criaram o “Instituto para o Controle Populacional” que juntamente com a Fundação Gates têm investido pesado na promoção do aborto, especialmente entre mulheres pobres de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.


Textos imperdíveis. Boa leitura.

x x x - - - x x x

“Germ Games”

Por Flavio Gordon (*)

25/05/2022 17:44

“Todo mundo precisa de um técnico. Não importa se você é um jogador de basquete, um tenista, um ginasta ou um jogador de bridge.” (Bill Gates)


No fim de 2021, Bill Gates declarou que os governos do mundo deveriam se preparar para enfrentar futuras pandemias e ataques bioterroristas com vírus da varíola. O alerta foi dado em entrevista a Jeremy Hunt, presidente do Comitê Seleto de Saúde e Assistência Social do Reino Unido, para o think tank Policy Exchange. A preparação deveria incluir o investimento de bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, bem como a criação de uma força-tarefa contra pandemias por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Além dessas propostas, o fundador da Microsoft sugeriu também a prática daquilo que chamou de “germ games” (“jogos gérmicos”, em tradução livre), uma espécie de exercício preparatório para o enfrentamento de eventuais novos surtos, quer de origem natural, quer de origem terrorista. “Custará provavelmente cerca de um bilhão por ano para uma força-tarefa ao nível da OMS, para fazer o controle e aquilo que chamo de ‘germ games’, em que você pratica” – disse Gates. “Imaginemos que um bioterrorista ataque dez aeroportos com o vírus da varíola. Como responder a isso?”

A fala de Bill Gates é de 4 de novembro de 2021. Coisa de seis meses depois, cá estamos nós, às voltas com o anúncio de uma possível nova pandemia, agora justamente de... varíola. Não sei o que pensa o leitor, mas, após as notícias sobre o aumento global dos casos de varíola do macaco – situação que já leva autoridades de saúde em várias partes do mundo, inclusive da nossa Anvisa, a cogitar medidas restritivas similares às adotadas para a Covid-19 –, começo a achar que nós somos as peças no tabuleiro desses tais “jogos gérmicos” concebidos pelo outrora vendedor de vacinas digitais (os antivírus da Microsoft), e hoje vendedor de vacinas analógicas. Afinal, já tivemos um desses jogos antes. E conhecemos a estranha coincidência de ele haver antecipado a pandemia global que, meses depois, devastaria o planeta.

Aconteceu em outubro de 2019, mesma época em que – mais uma estranha coincidência! – a China estava adquirindo quantidades inéditas de testes PCR. Naquele momento, a Fundação Bill e Melinda Gates, o Johns Hopkins Center for Health Security e o Fórum Econômico Mundial (entidade responsável por publicar o libelo globalista Covid-19: the Great Reset) reuniram 15 lideranças das áreas de negócios, saúde pública e governança para um estranho evento, com o pitoresco nome de “Event 201: a global pandemic exercise”.

O referido “germ game” teve três horas e meia de duração, no decorrer das quais os participantes – dentre eles George Fu Gao, então diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China – eram confrontados com cenários dramáticos e vários dilemas, tendo por missão formular respostas e propor soluções para uma hipotética pandemia causada por... um novo coronavírus. Ausente num jogador comum, essa capacidade de antever a jogada é marca registrada do craque. E, em se tratando dos “germ games”, Bill Gates é indubitavelmente um craque.

Mas os jogos mundiais pandêmicos não estariam completos sem a presença de um outro jogador de destaque: Anthony Fauci. Também aproximadamente no mesmo momento em que a China comprava quantidades extraordinárias de testes PCR, e que Bill Gates e seus companheiros de equipe faziam exercícios de futurologia sobre uma pandemia de coronavírus, a FDA (U.S. Food and Drug Administration) aprovava uma nova vacina de prevenção contra a varíola comum e... contra a varíola do macaco. A vacina foi produzida pela Bavarian Nordic, empresa que recebeu da Niaid (U.S. National Institute of Allergy and Infectious Diseases), perpetuamente comandada por Fauci, um subsídio de US$ 100 milhões. Empresa de sorte, não é mesmo?

E isso não é tudo. Em 28 de fevereiro deste ano, meses antes do mais recente surto global de varíola do macaco, foi publicado na revista científica chinesa Virologia Sinica um estudo que reunia fragmentos do genoma do vírus da varíola do macaco, a fim de permitir a sua detecção via testes PCR. A metodologia utilizada é conhecida como TAR (recombinação associada a transformação), descrita como “essencial para preparar clones contagiosos de grandes vírus de DNA e RNA”. O estudo admite que, aplicado à pesquisa em virologia, o método TAR “pode suscitar preocupações sobre segurança, sobretudo quando o produto reunido contém um conjunto completo de material genético capaz de ser recuperado num patógeno contagioso”.

Ah, já ia quase me esquecendo de contar ao leitor: o referido estudo é coautorado por nove pesquisadores do... Instituto de Virologia de Wuhan (IVW). Sim, aquele mesmo, em cujos laboratórios com índices insuficientes de biossegurança se realizavam pesquisas em “ganho de função” financiadas pela mesma Niaid de Anthony Fauci, e que pode muito bem ter sido a origem do Sars-CoV-2, hipótese que o “consórcio” mundial de imprensa nos garantiu se tratar de uma “teoria da conspiração” (como já discutimos em vários artigos, aqui, aqui, aqui e aqui).

Para quem, mais uma vez, ouse especular que as novas mutações do vírus da varíola do macaco possam ser fruto de experimentos conduzidos no IVW ou qualquer outro laboratório, a pecha de “teoria da conspiração” já está novamente à disposição, pronta para uso. Já para os incorrigíveis, segundo os quais toda essa corrida sanitária talvez não passe de um pretexto para o controle político totalitário, estão abertas novas vagas em maravilhosos centros de reeducação para a cidadania global. Os jogadores estão prontos. O tabuleiro, montado. E as peças, cá estamos. Let’s play!

Próximo artigo:  "A imaginação malthusiana de Bill e Melinda Gates


(*) Em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/flavio-gordon/germ-games-bill-gates-variola-do-macaco/?ref=link-interno-materia 

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17 janeiro 2022

RIQUEZA DOS 10 HOMENS MAIS RICOS DO MUNDO DOBROU NA PANDEMIA

De acordo com dados da Forbes, os 10 homens mais ricos do mundo são: Elon Musk, Jeff Bezos, Bernard Arnault e família, Bill Gates, Larry Ellison, Larry Page, Sergey Brin, Mark Zuckerberg, Steve Ballmer e Warren Buffet. Coletivamente, a riqueza deles foi de US$ 700 bilhões para US$ 1,5 trilhão.

Ou seja, as fortunas das 10 pessoas mais ricas do mundo mais que dobraram desde março de 2020. A conclusão é de um levantamento da organização não governamental britânica Oxfam. "Mesmo durante uma crise global, nossos sistemas econômicos injustos conseguem oferecer lucros inesperados para os mais ricos", destaca Danny Sriskandarajah, executivo-chefe da Oxfam.

O relatório sobre a desigualdade global da Oxfam é tradicionalmente divulgado no início da reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. É o segundo ano consecutivo que o encontro é realizado online — desta vez, em razão da disseminação da variante ômicron.

O outro lado da moeda

Segundo o estudo, a pandemia tornou os bilionários do mundo mais ricos e levou mais gente a viver na pobreza. Essa queda na renda dos mais pobres contribuiu para a morte diária de 21 mil pessoas.

O executivo relata que, nesse período, mais 160 milhões de indivíduos foram arrastados para a pobreza. "Algo está profundamente errado em nosso sistema econômico", conclui. Hoje, essas pessoas vivem com menos de US$ 5,50 (R$ 30) por dia. Para o Banco Mundial, US$ 5,50 por dia é a medida de pobreza em países de renda média alta.

"Um novo bilionário surgiu quase todos os dias na pandemia. Paralelamente, 99% da população mundial está pior por causa de lockdowns, menos comércio e menos turismo internacional.”, afirmou Sriskandarajah. 

O que dirão agora aqueles que implantaram os lockdowns e fecharam o comércio, ... no Brasil? Aqueles do "fica em casa e a economia a gente ver depois".

25 setembro 2021

AS ORIGENS DA PANDEMIA DE COVID-19 CONTINUAM EM ABERTO.

Um novo documento de 900 páginas, obtido pelo portal americano The Intercept por meio da lei de informação dos EUA detalha o trabalho da organização americana de saúde EcoHealth Alliance (EHA) em parceria com o Instituto de Virologia de Wuhan (IVW) em pesquisas sobre coronavírus de morcego no laboratório chinês. Entre os documentos obtidos estão duas propostas para requisição de financiamento, que não haviam sido divulgadas ao público até então, ao Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA (NIH), uma agência federal americana dirigida por Anthony Fauci, principal conselheiro da Casa Branca para a resposta à pandemia de Covid-19.

A proposta de financiamento era para um projeto chamado “Compreendendo os riscos do surgimento de coronavírus de morcegos”, que envolvia amostragens de morcegos e de pessoas que trabalhavam com animais vivos, para a detecção de novos tipos de coronavírus.

A pesquisa recebeu financiamento de US$ 3,1 milhões para o período entre 2014 e 2019. O incentivo foi renovado em 2019 e cancelado em 2020, pelo governo do então presidente Donald Trump. Os recursos incluíram US$ 599 mil para as pesquisas com coronavírus de morcegos do Instituto de Virologia de Wuhan.

Uma das informações reveladas pelos documentos que foram tornados públicos é a de que a pesquisa com camundongos “humanizados” – geneticamente modificados para apresentarem tecidos humanos e usados em pesquisas – foi conduzida em um laboratório de biossegurança de nível 3 da Universidade de Wuhan, e não no Instituto de Virologia de Wuhan – que tem nível 4 de biossegurança – como se acreditava até então.

As origens da pandemia de Covid-19 continuam em aberto e a última investigação do serviço de inteligência americano não chegou a uma conclusão.

27 junho 2021

PANDEMIA X ELEIÇÕES2022 - O QUE PODERIA SER PIOR PARA O BRASIL?

Pensou na pandemia? Não, não é ela. Pra ela, logo, logo haverá cura e até o final do ano toda a população brasileira estará vacinada. Entretanto, para a resposta correta ao que se pergunta não existe remédio, não há cura, nem mesmo no futuro. 

Todo brasileiro sabe que se trata do condenado, em terceira e última instância, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

  LULA




Aliás, sobre o coronavírus, Lula se expressou agradecendo a sua chegada. Ouça-o no youtube clicando aqui, ou diretamente na imagem abaixo.





É isso.

26 maio 2021

A PANDEMIA E A CPI COVID-19

Aprendemos nos bancos escolares, desde cedo, que linhas paralelas não se cruzam. No mundo, vários episódios guardam essa propriedade.

No momento, aqui no Brasil, dois eventos estão seguindo esse conceito e, infelizmente, ambos estão atuando em direções opostas. Não é difícil identificá-los. Rapidamente se conclui que estamos falando da Pandemia e da CPI COVID-19.

Enquanto o primeiro - a Pandemia - reune esforços humanos e elevados recursos financeiros para salvar vidas, o segundo - a CPI COVID-19, atua em sentido inverso, em perfeito alinhamento com o que disse Lula no momento em que agradeceu a natureza pelo surgimento do corona vírus. Clique aqui e relembre-o.

O vocabulário da  turma que cuida da Pandemia é atrelado ao que se conhece no âmbito da medicina, da saúde, da solidariedade ...  Avanços e conquistas importantes têm sido obtidas no combate ao vírus chinês.

No caso da CPI COVID-19 só se ouve fingimento daqueles que perderam as eleições de 2018. O Brasil inteiro sabe que o propósito de criação da CPI está na disputa do próximo pleito eleitoral. Ela foi criada e é comandada por senadores de oposição ao governo e à Pandemia. 

As sessões da CPI, transmitidas ao vivo, escancaram um palco eleitoral circense. Para divulgar ainda mais esse espetáculo, a oposição conta com a maior parte da mídia e o engajamento das redes sociais. 

Contudo, a cada dia que se passa, torna-se mais evidente para a população brasileira que o grupo desse circo mambembe jamais retornará ao poder.

Mas como em todo circo, há momentos para boas risadas como o que foi protagonizado por este palhaço aqui.

Divirtam-se.

Ah, pode continuar sorrindo um pouco mais com a imagem abaixo.

25/05/2021






03 maio 2021

MODELO DE COMBATE À PANDEMIA É CRUCIAL PARA QUE A ECONOMIA E O MERCADO DE TRABALHO SE RECUPEREM

Já dissemos anteriormente que o mundo sofre com o coronavírus, uma doença grave e com muitas questões por esclarecer. Até o momento só se sabe que o vírus teve origem na China e que se questiona muito como se deu o seu espalhamento pelo planeta. Já são mais de 3 milhões de mortes, de um total aproximado de 150 milhões de contaminados.

Além dessa situação lamentável, estamos convivendo, como decorrência dela, com o aumento do desemprego e da fome em todo o mundo com exceção da China, de acordo com as notícias que nos chegam. 

Na América Latina (AL) a pandemia gerou uma recessão econômica sem precedentes, já considerada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como a Região mais afetada, principalmente por se tratarem de nações emergentes. Segundo seu relatório, 26 milhões de pessoas da Região perderam os seus empregos durante o último ano.

Também a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou, no final do ano passado, que a pandemia pode levar a América Latina a uma crise de fome de proporções inéditas nas últimas três décadas. 

Antes do início do surto da Covid-19, a região possuía 47,7 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, sem acesso sequer a uma cesta básica de alimentos e, agora, outras 28 milhões de pessoas podem entrar para a lista, o que faria com que os números se igualassem aos registrados em 1990.

Esses dados cada vez mais salientam que o modelo adotado de combate à pandemia é crucial para que a economia e o mercado de trabalho se recuperem.

No Brasil, a partir da decisão do STF que retirou do Governo Federal a responsabilidade de coordenar ações e de estabelecer um modelo nacional de combate à pandemia, o assunto se tornou um saco de gatos, com confrontos políticos entre autoridades e poderes estabelecidos em todo o País.

Que os dados acima nos sirvam para aprender a seguinte lição: combater o vírus chinês é preciso, é mandatório, mas não perder o emprego também.

16 janeiro 2021

DORIANA, A JANE FONDA BRASILEIRA

"Janes Fondas" brasileiros. Sim, é verdade, todos eles com intenções políticas ao se pronunciarem sobre o vírus chinês. "O Brasil no fundo do poço é tudo o que eles querem", disse o ex-deputado Roberto Jefferson.


Não se trata apenas de uma coincidência com o que disse, em outubro do ano passado, a atriz Jane Fonda durante a campanha eleitoral nos Estados Unidos. Os Fondas daqui rezam pela mesma cartilha.

Lá nos EUA o que ela disse não foi surpresa para ninguém. Recordando, Jane Fonda ficou bastante conhecida entre o povo americano por se confraternizar com soldados inimigos durante a Guerra do Vietnã. Junto com eles sorria enquanto os prisioneiros de guerra que se recusaram a participar de um filme de propaganda com ela eram torturados.

Desta vez, participando da campanha de Biden, chamou o vírus chinês de "um presente de Deus para a esquerda". Traduzindo nas entrelinhas: "enfim, agora temos a arma (além das fraudes nas urnas) que nos faltava para derrotar o Trump nessas eleições".

Fonda está na casa dos 80 anos, e o que restou de seu cérebro(?) foi destruído por botox, preenchimentos e cirurgia plástica.

Aqui no Brasil, os que rezam pela cartilha da Fonda estão se sentindo eufóricos. "Até que enfim nos chegou a arma que nos faltava, a morte de brasileiros, para tirarmos o Bolsonaro do poder e até a sua vida". É o que está nas entrelinhas das manifestações ouvidas daqueles que fazem oposição extremista ao Presidente da República. E quanto aos seus cérebros, humm, basta ouvir o que diz uma exemplar voz feminina do grupo que certa vez pediu para os brasileiros estocarem vento.

Em seu pronunciamento de ontem (15), a Fonda brasileira além de chamar o Bolsonaro de facínora, exortou a população a promover atos de protesto contra o Presidente, culpando-o e não a quem de direito, segundo a determinação do STF, o governador do Amazonas e o prefeito de Manaus pela situação da pandemia naquele Estado.

Começamos 2021 como os EUA. Lá como cá, a Covid-19 se transformou em uma mercadoria (ou arma)  política

15 janeiro 2021

A COVID SE TRANSFORMOU EM MERCADORIA (OU ARMA) POLÍTICA

 





"A transformação da covid e todas as suas consequências em mercadoria política, traficada de um lado para outro por governantes para tirar vantagem pessoal da desgraça comum, está sendo exposta ao público mais do que nunca, e já sem disfarces, com a irada polêmica que envolve no momento a vacinação – e, mais do que tudo, a vacina chinesa Coronavac, ou a “vacina do Doria”, fruto de um negócio entre a China e o governo do Estado de São Paulo.


É uma história que começou mal, e não melhorou. A compra, feita sem licitação pública – como todas as outras atividades comerciais geradas pela covid – envolve contratos que têm partes inteiras ocultas pelo sigilo. Informações importantes para a sua avaliação não podem ser dadas à comunidade médica, por serem mantidas em segredo pelos fabricantes. Não houve exames independentes de sua composição e de seu desenvolvimento, através de organismos científicos internacionais. Não foi aceita e nem está sendo aplicada em nenhum país desenvolvido e com boa reputação no trato da saúde pública.” J. R. Guzzo - O texto completo deste artigo está disponível neste link da Revista Oeste

12 janeiro 2021

CoronaVac - CRISE DE CONFIANÇA

Pelo o que se leu e o que se ouviu nas últimas horas, jogaram no ralo a imagem de uma instituição brasileira de reconhecimento internacional. Pelo título, o leitor rapidamente já identificou que estamos falando do Instituto Butantan.

O Instituto Butantan, como está expresso em seu site oficial, é uma instituição pública centenária centrada na divulgação do conhecimento científico e no desenvolvimento de iniciativas e produtos que impactem beneficamente a saúde pública através da expertise em ciência de base.

Pois bem, no anseio por projeção política o governador de São Paulo esteve sempre acima do processo de produção da vacina de origem chinesa, tentando atropelar os princípios científicos básicos que esse processo requer e necessários à segurança da população.

Slide usado durante coletiva de imprensa
do governo do Estado de São Paulo

Foto: Reprodução/YouTube

 Anunciada a conta-gotas desde o ano passado, a eficácia da CoronaVac teve hoje (12) seu resultado divulgado pelo governo do Estado de São Paulo, durante coletiva de imprensa oficial sem a presença do governador. Claro, ninguém é bobo, a sua ausência se deveu ao fato de que esse valor foi de apenas 50,38%, ou seja, um número pouco acima de 50%, limite exigido para aprovação pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para relembrar a todos, apenas cinco dias atrás, no dia 7, o mesmo governo e o Instituto Butantan só tinham divulgado, por oportunismo político do primeiro, o valor de prevenção de casos leves (que necessitam de algum auxílio médico), 78%, mais saudável aos ouvidos de quem os escutou. Deixou no cofre o número não "palatável", o da eficácia que engloba também aqueles que não precisaram (no grupo testado) de assistência médica mas foram infectados, pois são sabedores que esse número traria ruídos à população, como de fato aconteceu.

Essa falta de transparência na publicação completa dos dados impôs ao Instituto Butantan um vergonhoso castigo, ferindo a sua gloriosa tradição mundialmente reconhecida.

"A notícia de hoje de que a eficácia geral da CoronaVac ficou em 50,38% repercutiu mal. Após três adiamentos para divulgação dos dados, a impressão que dá é que o governo do Estado já sabia da baixa eficácia da vacina e estava represando informações, ou, pior, tentando esconder dados",  publicou a Revista Oeste.

 "Uma vacina que não funciona não é culpa nem de quem a desenvolveu nem de quem fez os testes. É uma realidade científica que não vai ser mudada por qualquer discurso político”, escreveu o biólogo Fernando Reinach em sua coluna para o jornal O Estado de S. Paulo."

"À Jovem Pan, o virologista Raphael Rangel comemorou os resultados. “A CoronaVac teve 100% de eficácia em casos graves. Isso mostra que não haverá mais óbitos por Covid-19 em um país onde mais de 200 mil vidas já foram ceifadas. Isso nos deixa muito felizes e temos que levar esse resultado em consideração”, disse. O médico infectologista do Hospital Sírio Libanês, Max Igor, afirmou que a divulgação foi “um pouco desastrosa”, devido à divergência nos números."

Bom, o estrago já está feito e não adianta buscar explicações científicas quando foi instalada uma verdadeira crise de confiança.

Na ânsia de assumir a paternidade da primeira vacina a ser aplicada no Brasil, o governador João Doria atropelou o rigor cientifico que o caso exige, para se afundar mais uma vez em sua desastrada administração do Estado de São Paulo. Quem desejar rever uma outra bem recente, ocorrida no mês de dezembro clique aqui.

Para o brasileiro, aquele que está trancafiado em casa, ou que está morando na rua após perder o seu emprego por conta do lockdown decretado na maioria das cidades brasileiras, e sabedor que tudo na china é escondido, que lá não há transparência, que lá não há verdade, multiplicaram-se, ainda mais, as suas incertezas quanto ao futuro do que está por vir neste ano que mal acabou de ser iniciado.

27 dezembro 2020

A VACINA, A IMPRENSA E A TRAMA GOLPISTA

A pressa pela vacina. Os pingos nos i's no texto desta imagem. Faz-se necessário ler e reproduzí-lo na íntegra. 

A imprensa militante digital, ou impressa não o faz. Ao contrário, divulga-o suprimindo informações e muitas vezes o reescreve de forma distorcida com o propósito de prejudicar o atual governo. 

Essa imprensa,
na batalha por sua sobrevivência diante da perda dramática de receitas publicitárias, especialmente as públicas, preferiu falar para um segmento radical da sociedade que perdeu as eleições e/ou para sua bolha.

Os seus instrumentos, alguns deles oriundos de empresas de comunicação com mais de um século de existência, optaram por se atrelar a alinhamentos ideológicos que no passado e no presente queimaram e ainda queimam qualquer publicação que não esteja alinhada e/ou subjugada aos seus gurus (1).

Deles (Instrumentos), desapareceram a pluralidade ideológica e o diálogo com a sociedade. Foram engolidos pelas redes sociais, cujos grupos falam apenas para os seus fanáticos seguidores, prevalecendo a cisão entre "nós" e "eles". Submergiram na moldura da intolerância.

"Recentemente, o ministro Paulo Guedes concedeu uma entrevista, para a revista Oeste,em que revelou uma trama golpista contra o presidente Bolsonaro. Já era conhecida uma ligação que o governador de São Paulo, João Doria, teria feito ao ministro recomendando que ele saísse do governo para salvar sua biografia. Mas Guedes acrescentou informações novas e gravíssimas. “Houve, sim, um movimento para desestabilizar o governo. Não é mais ou menos, não. Tinha cronograma. Em 60 dias iriam fazer o impeachment. Tinha gente da Justiça, tinha o Rodrigo Maia, tinha governadores envolvidos.”

"Após as revelações gravíssimas feitas por Guedes, houve um ensurdecedor silêncio dos órgãos de imprensa em geral. Foi como se o ministro não tivesse exposto uma conspiração contra o povo, contra quase 60 milhões de eleitores que deram a vitória a Bolsonaro. As perguntas vêm imediatamente à mente: vão todos fingir que o ministro não disse que tentaram um golpe contra Bolsonaro, incluindo o STF?


Se o povo brasileiro realmente deseja ser livre e viver numa democracia, então terá de fazer por onde. Reagir é preciso. Resistir é necessário. Caso contrário, a realidade argentina está aí para nos mostrar o passo intermediário antes do destino final: a Venezuela."




(1) China condena jornalista por cobrir o surto de covid-19 Zhang Zhan viajou a Wuhan e publicou informações sobre a evolução da doença na cidade onde o coronavírus surgiu https://revistaoeste.com/china-condena-jornalista-por-cobrir-o-surto-de-covid-19/

24 outubro 2020

JUDICIALIZAÇÃO DA VACINA CONTRA O CORONAVIRUS - MUDA BRASIL!

Manifestações políticas, politicagem e a judicialização sobre a compra e o uso de uma vacina contra o vírus chinês não surpreendeu os brasileiros. Foi o assunto dominante na mídia. Tem sido assim nos últimos tempos.

Contudo, a manifestação do novo presidente do STF, o ministro Luiz Fux, o mesmo que revelou seu desejo de recuperar o "respeito" do Supremo, falhou na sua primeira oportunidade. Disse o Ministro: "Podem escrever, haverá uma judicialização, que eu acho que é necessária, que é essa questão da vacinação (sic). Não só a liberdade individual, como também os pré-requisitos para se adotar uma vacina". 

Nessa toada, não demorará muito acordarmos com uma manchete de alguma "excelência" dizendo que o STF irá decidir quem poderá comer um suculento bife malpassado.

O STF ainda não aprendeu e tudo indica que não aprenderá com os erros recentemente cometidos. Não percebeu que o brasileiro já está de saco cheio de vê-lo nas manchetes, com falatórios de seus ministros mergulhados na politização e na politicagem.

E, infelizmente, essa questão não é encontrada apenas no Supremo. Ao olharmos para esse tipo de declaração, sob outro ângulo, nos deparamos com um problema mais amplo e profundo que tem prejudicado o desenvolvimento do País. 

Ele é decorrente do ambiente instalado no Brasil nas últimas décadas, carregado de interferências políticas, burocracia excessiva e desperdício do dinheiro público. A Constituição de 1988 abriu espaço para implementação desse comportamento. 

Assim, torna-se urgente que a sociedade brasileira entenda e pratique o que cabe a qualquer cidadão. NÃO ABDICAR DE SUA LIBERDADE. O Estado não deve decidir por ele. Todos nós devemos nos engajar na defesa intransigente de nossa liberdade.  Só mesmo grupos esquerdistas abdicam desse direito e desejam (ou impõem) que todo mundo pense igualzinho a eles.

Nesse sentido, após perderem o poder nas últimas eleições tais grupos têm agido, através de siglas partidárias, sobre muitos temas cuja opção e/ou decisão deve caber a cada cidadão e não ao STF. No caso da vacina, por exemplo, já compareceram ao Supremo o PCdoB, o PSOL, o PT, o Cidadania e o PSB. O PTB também chegou lá mas em sentido inverso, ou seja, defendendo a liberdade do cidadão poder decidir se a toma, ou não.

Anteriormente, há bem pouco tempo, esses mesmos grupos juntamente com o STF tomaram decisões (o fique em casa adotado pelos governadores) coerentes com os desejos de um Estado autocrático que deve ser repudiado pelo cidadão.

Em direção contrária, o de ampla liberdade, um governo liberal - e não autocrático - mostra quais são os riscos, porém acredita que o cidadão sabe se cuidar, reforçando o entendimento de que as pessoas são capazes de pensar e agir por si próprias.

MUDA BRASIL !


28 abril 2020

MONITORAMENTO DO COVID-19 GANHA DESTAQUE NO MUNDO

O monitoramento do coronavírus ganha destaque no mundo. Na Web, várias páginas para isto têm surgido em diversas partes do globo, a maioria delas oriundas de relevantes instituições de pesquisa.

Uma das mais recentes e em evidência nas redes sociais vem de Singapura, produzida no Data-Driven Innovation Lab na Singapore University of Technology and Design.  Suas previsões estão baseadas em dados colhidos em diversos países e incluí datas estimadas para o término do COVID-19, com atualizações diárias.

Para cada país, é fornecido um número simples para visualizar o ciclo de vida pandêmico estimado juntamente com os dados reais até o momento, e que revela o ponto de inflexão previsto e a fase final.

Segundo seus autores, "a evolução do COVID-19 não é completamente aleatória. Como outras pandemias, segue uma vida padrão de ciclo desde o foco até a fase de aceleração, ponto de inflexão, período de desaceleração e eventual parada ou término. Esse ciclo de vida é o resultado da adaptação e comportamentos contrários aos agentes, incluindo indivíduos (evitando contato físico) e cidades (bloqueio das cidades), bem como as limitações naturais do ecossistema."

Os resultados mostrados se utilizam de modelos matemáticos já estabelecidos: o logistc model que estuda o ciclo de crescimento populacional e o SIR que descreve a disseminação de doenças infecciosas.

Em seu artigo, "When Will COVID-19 End? Data-Driven Prediction",  Jianxi Luo alerta que as estimativas se realizadas adequadamente, podem reduzir a ansiedade e o excesso de otimismo e preparar a mentalidade de todos nós para as próximas fases da evolução da epidemia, não importando se vai melhorar ou piorar. Esse monitoramento preditivo permitirá as decisões e o planejamento de governos e empresas que precisam ser feitos agora para que o futuro seja mais "informado sobre o futuro".

Luo alerta também que o excesso de otimismo baseado em algumas datas de término previstas é perigoso, pois pode afrouxar disciplinas e controles e causar a reviravolta do vírus e infecção e que o modelo, dados e previsão são imprecisos e insuficientes para representar completamente as realidades complexas, em evolução e heterogêneas de nosso mundo.

O site será continuamente ajustado com os dados diários mais recentes. Nas figuras abaixo, a evolução das previsões para o Brasil. A última atualização dessas figuras estará sempre disponível aqui neste link.



Brasil em 26/04/2020


Brasil em 02/05/2020





Aqui, neste gráfico ao lado, uma visão do período de incubação do coronavírus, o impacto de intervenções não farmacêuticas (NPIs), a demanda de cuidados de saúde e a dinâmica viral em casos leves e graves do COVID-19.





Atualizado em 06/05/2020, às 22:57 h

22 abril 2020

O CORONAVIRUS ESTÁ MATANDO SILENCIOSAMENTE. VEJA COMO ENFRENTÁ-LO ANTES QUE SEJA TRDE DEMAIS

O que aprendi durante dez dias de tratamento contra a pneumonia por covid-19 no Hospital Bellevue
Richard Levitan, The New York Times (*)
22 de abril de 2020 | 14h13
Trabalho com medicina de emergência há trinta anos. Em 1994, inventei um sistema de imagens para ensinar a intubação, o procedimento de inserção de tubos respiratórios. Por isso, comecei a fazer pesquisas sobre esse procedimento e, tempos depois, passei a ministrar cursos sobre vias aéreas a médicos em todo o mundo nas últimas duas décadas.
Então, no fim de março, quando uma multidão de pacientes de covid-19 começou a sobrecarregar os hospitais da cidade de Nova York, eu me ofereci para passar dez dias no Bellevue, ajudando o hospital onde me formei. Durante esses dias, percebi que não estamos detectando a pneumonia mortal que o vírus causa cedo o suficiente e que poderíamos estar fazendo mais para evitar que os pacientes precisem de ventiladores – e morram.
Na longa viagem de minha casa em New Hampshire até Nova York, liguei para meu amigo Nick Caputo, médico de emergência no Bronx, que já estava no olho do furacão. Eu queria saber o que iria enfrentar, como me garantir minha segurança e quais eram suas ideias sobre o gerenciamento das vias aéreas nessa doença. “Rich”, ele disse, “nunca tinha visto uma coisa dessas na vida”.
Ele estava certo. A pneumonia causada pelo coronavírus teve um impacto impressionante no sistema hospitalar da cidade. Normalmente, um pronto-socorro atende um conjunto de pacientes que variam de condições graves, como ataques cardíacos, derrames e lesões traumáticas, a quadros que não representam risco de morte, como ferimentos leves, intoxicação, lesões ortopédicas e enxaqueca.
Porém, durante minha recente passagem pelo Bellevue, quase todos os pacientes no pronto-socorro tiveram pneumonia por covid-19. Na primeira hora do meu primeiro plantão, inseri tubos de respiração em dois pacientes.
Mesmo pacientes sem queixas respiratórias tinham pneumonia por covid. O paciente esfaqueado no ombro, a quem radiografamos porque temíamos que ele estivesse com um dos pulmões colapsados, na verdade tinha pneumonia por covid. Nos pacientes em que realizamos tomografias computadorizadas por lesões em quedas também encontramos pneumonia por covid. O mesmo aconteceu com pacientes idosos que desmaiaram por razões desconhecidas e vários pacientes diabéticos.
Eis aqui o que realmente nos surpreendeu: esses pacientes não relataram nenhuma sensação de problemas respiratórios, mesmo que os raios X de tórax mostrassem pneumonia difusa e o oxigênio estivesse abaixo do normal. Como isso podia acontecer?
Estamos apenas começando a entender que a pneumonia por covid inicialmente causa uma forma de privação de oxigênio que chamamos de “hipóxia silenciosa” – silenciosa porque tem uma natureza insidiosa e difícil de detectar.
A pneumonia é uma infecção dos pulmões na qual os sacos de ar se enchem de líquido ou pus. Normalmente, os pacientes apresentam desconforto no peito, dor na respiração e outros problemas respiratórios. Mas, quando a pneumonia por covid ataca, os pacientes não sentem falta de ar, mesmo quando os níveis de oxigênio caem. E, quando enfim sentem dificuldade de respirar, têm níveis alarmantemente baixos de oxigênio e pneumonia moderada a grave (como se vê nas radiografias de tórax). A saturação normal de oxigênio para a maioria das pessoas ao nível do mar fica entre 94% a 100%; os pacientes com pneumonia por covid que vi chegaram a ter saturações de oxigênio de apenas 50%.
Para minha surpresa, quase todos os pacientes que vi disseram que estavam doentes havia uma semana, com febre, tosse, dor de estômago e fadiga, mas só ficaram sem fôlego no dia em que procuraram o hospital. Claramente, sua pneumonia já estava instalada dias antes, mas, quando eles sentiram que tinham de ir ao hospital, já se encontravam em estado crítico.
Nos departamentos de emergência, inserimos tubos de respiração em pacientes críticos por várias razões. Mas, nos meus trinta anos de experiência, a maioria dos pacientes com necessidade de intubação de emergência estava em choque, com estado mental alterado ou dificuldade de respirar. Pacientes que precisam de intubação por causa de hipóxia aguda muitas vezes estão inconscientes ou usando todos os músculos possíveis para respirar. Estão sob sofrimento extremo. Os casos de pneumonia por covid são bem diferentes.
A grande maioria dos pacientes com pneumonia por covid que tratei no hospital apresentava saturação de oxigênio extraordinariamente baixa na triagem – em níveis aparentemente incompatíveis com a vida. Mas continuavam mexendo em seus telefones celulares quando os colocávamos nos monitores. Mesmo respirando mais rápido, pareciam ter um sofrimento relativamente mínimo, apesar dos níveis perigosamente baixos de oxigênio e da terrível pneumonia nas radiografias do tórax.
Estamos apenas começando a entender por que isso acontece. O coronavírus ataca as células pulmonares que produzem surfactante. Essa substância ajuda a manter os sacos de ar dos pulmões abertos entre as respirações e é fundamental para a normalidade da função pulmonar. Quando a inflamação da pneumonia por covid começa, ela provoca o colapso dos sacos de ar e os níveis de oxigênio caem. No entanto, os pulmões inicialmente permanecem “em conformidade”, ainda não rígidos nem cheios de líquido. Isso significa que os pacientes ainda podem expelir dióxido de carbono – e, sem acúmulo de dióxido de carbono, os pacientes não sentem falta de ar.
Os pacientes compensam o baixo oxigênio no sangue respirando mais rápido e mais profundamente – e isso acontece sem que eles percebam. Essa hipóxia silenciosa e a resposta fisiológica do paciente a ela causam ainda mais inflamação e mais colapso de bolsas de ar. A pneumonia piora e os níveis de oxigênio despencam. A verdade é que o paciente está lesionando seus próprios pulmões ao respirar cada vez mais forte. Vinte por cento dos pacientes com pneumonia por covid passam para uma segunda e mais mortal fase de lesão pulmonar. O líquido se acumula e os pulmões ficam rígidos. O dióxido de carbono aumenta e os pacientes desenvolvem insuficiência respiratória aguda.
Quando os pacientes começam a ter dificuldades visíveis para respirar e chegam ao hospital com níveis perigosamente baixos de oxigênio, muitos precisam de ventilador.
O fato de a hipóxia silenciosa progredir rapidamente para a insuficiência respiratória explica os casos de pacientes de covid-19 que morrem de repente, sem chegarem a sentir falta de ar. (Parece que a maioria dos pacientes de covid-19 apresenta sintomas relativamente leves e supera a doença em uma ou duas semanas, sem tratamento).
Um dos principais motivos pelos quais essa pandemia está afetando nosso sistema de saúde é a alarmante gravidade dos pacientes que chegam ao pronto-socorro com lesões pulmonares. A covid-19 mata os pulmões, impiedosamente. E, como muitos pacientes não procuram o hospital até que a pneumonia já esteja bem avançada, muitos acabam precisando de ventiladores, ocasionando escassez de aparelhos. E, mesmo quando estão nos ventiladores, muitos morrem.
Evitar o uso de ventilador é uma grande vitória para o paciente e para o sistema de saúde. Os recursos necessários para pacientes em ventiladores são espantosos. Pacientes ventilados precisam de vários sedativos para que não resistam à ventilação nem removam acidentalmente os tubos respiratórios; precisam de acessos intravenosos e arteriais, de bombas e medicamentos intravenosos. Além do tubo na traqueia, precisam de tubos no estômago e na bexiga. É necessário que as equipes mexam cada paciente duas vezes por dia, virando-o de barriga para cima e depois de costas, para melhorar a função pulmonar.
Existe uma maneira de identificarmos mais pacientes com pneumonia por covid mais cedo e tratá-los com mais eficácia – sem que seja necessário aguardar um teste de coronavírus em hospital ou consultório médico. Trata-se da detecção precoce de hipóxia silenciosa por meio de um dispositivo médico comum, que pode ser adquirido sem receita médica na maioria das farmácias: um oxímetro de pulso. 
Fazer a oximetria de pulso é tão simples quanto usar um termômetro. Basta apertar o botão para ligar o dispositivo e colocá-lo na ponta do dedo. Em alguns segundos, o visor apresenta dois números: saturação de oxigênio e frequência cardíaca. Os oxímetros de pulso são extremamente confiáveis na detecção de problemas de oxigenação e batimentos cardíacos elevados.
Os oxímetros de pulso ajudaram a salvar a vida de dois médicos de emergência que conheço, alertando-os desde o início sobre a necessidade de tratamento. Quando eles perceberam que os níveis de oxigênio estavam caindo, ambos foram para o hospital e se recuperaram (um deles precisou de mais tempo e tratamento). Ao que parece, a detecção da hipóxia, o tratamento precoce e o monitoramento cuidadoso também funcionaram para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.
A detecção generalizada por oximetria de pulso para pneumonia por covid – com as pessoas fazendo testes em si mesmas com dispositivos domésticos ou indo a clínicas e consultórios médicos – poderia estabelecer um sistema de alerta precoce para os tipos de problemas respiratórios associados à pneumonia por covid.
As pessoas que usam os dispositivos domésticos teriam de consultar seus médicos para reduzir o número de pessoas que procuram os hospitais desnecessariamente por algum equívoco na interpretação dos dados do dispositivo. Também pode haver alguns pacientes com problemas pulmonares crônicos não conhecidos e com saturação de oxigênio limítrofe ou levemente baixa não relacionada à covid-19.
Todos os pacientes que testaram positivo para o coronavírus devem fazer o monitoramento da oximetria de pulso por duas semanas, período durante o qual geralmente se desenvolve a pneumonia por covid. Todas as pessoas com tosse, fadiga e febre também devem fazer o monitoramento do oxímetro de pulso, mesmo que não tenham feito o teste de vírus ou que o teste tenha dado negativo, porque esses testes têm precisão de apenas 70%. A grande maioria dos americanos que foram expostos ao vírus não o sabe.
Há outras coisas que podemos fazer para evitar o recurso imediato à intubação e ao ventilador. As manobras de posicionamento do paciente (com os pacientes deitados de bruços e de lado) abrem os pulmões inferiores e posteriores, partes mais afetadas na pneumonia por covid. A oxigenação e o posicionamento ajudaram os pacientes a respirar com mais facilidade e, ao que parece, impediram a progressão da doença em muitos casos. Segundo um estudo preliminar do Dr. Caputo, essa estratégia ajudou a evitar que três em cada quatro pacientes com pneumonia por covid avançada precisassem de ventilador nas primeiras 24 horas.
Até o momento, a covid-19 matou mais de 40.600 pessoas em todo o país – mais de 10 mil somente no estado de Nova York. Os oxímetros não são 100% precisos e não são uma panaceia. Haverá mortes e consequências ruins que não são evitáveis. Ainda não sabemos ao certo por que certos pacientes ficam tão doentes ou por que alguns desenvolvem falência de múltiplos órgãos. Muitos idosos, já debilitados por doenças crônicas, e as pessoas com doença pulmonar subjacente ficam muito mal com pneumonia por covid, apesar do tratamento agressivo.
Mas podemos fazer mais para combater o vírus. No momento, muitos serviços de emergência estão sendo arrasados por essa doença – ou aguardando seu impacto. Devemos direcionar recursos para identificar e tratar a fase inicial da pneumonia por covid mais cedo, examinando a hipóxia silenciosa.
Está na hora de nos anteciparmos a esse vírus, em vez de apenas corrermos atrás dele.
(*) Tradução de Renato Prelorentzou, publicada no jornal O Estado de São Paulo

15 abril 2020

HARVARD: COVID19 SE TORNARÁ SAZONAL, COMO OUTROS CORONAVÍRUS

Nesta terça-feira (14), pesquisadores de Harvard publicaram um estudo no qual prevê que o SARS-CoV-2 (Covid19) se tornará uma doença sazonal, como outros coronavírus e que sua vigilância deve ser mantida até 2024. Os resultados divulgados foram obtidos por simulação computacional, utilizando-se os dados dos Estados Unidos.


"Percebemos que um período único de medidas de distanciamento social pode ser insuficiente para manter a incidência do Sars-CoV-2 dentro do limite da capacidade de atendimento nos Estados Unidos", disse a jornalistas o principal autor do estudo, Stephen Kissler. "O que parece ser necessário, na ausência de outros tipos de tratamento, são períodos intermitentes de distanciamento social."

"Estudos sorológicos longitudinais são urgentemente necessários para determinar a extensão e a duração da imunidade à SARS-CoV-2. Mesmo no caso de eliminação aparente, a vigilância de SARS-CoV-2 deve ser mantida, pois um ressurgimento do contágio pode ser possível até 2024."

"Nossas estimativas para esses valores estão dentro das faixas de estimativas da literatura. Embora a dinâmica da doença possa diferir por idade, não tivemos dados suficientes para parametrizar um modelo estruturado por idade. Também não modelamos diretamente nenhum efeito da abertura de escolas, o que poderia levar a um aumento adicional na força de transmissão no início do outono. O modelo de transmissão é determinístico, por isso não pode capturar a possibilidade de extinção de SARS-CoV-2. Também não incorpora estrutura geográfica, portanto, a possibilidade de transmissão espacialmente heterogênea não pode ser avaliada." 

Os autores reconheceram como uma grande desvantagem de seu estudo o quão pouco se sabe sobre o quão forte é a imunidade das pessoas e que o vírus tem uma alta capacidade de mutação.

A sociedade em todo o mundo aplaude os esforços da comunidade científica mundial para dar uma solução rápida para a crise atual. Especialmente torce desesperadamente para que seja encontrada uma vacina no menor espaço de tempo, pois sem ela todos estaremos sujeitos a uma nova epidemia.

10 abril 2020

NÚMEROS E FATOS DO COVID-19 SE ASSEMELHAM AOS DA GRIPE ESPANHOLA

Membros da Cruz Vermelha Americana removem 
vítima da Gripe Espanhola em St. Louis, nos EUA, em 1918.
Foto: St. Louis Post Dispatch/Wikimedia Commons

A pandemia conhecida como Gripe Espanhola, matou cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, entre janeiro de 1918 e dezembro de 1920, quase 2,5% da população mundial estimada na época. Os registros oficiais mostram que só nos Estados Unidos foram mais de 450 mil perdas de vida. No Brasil, aproximadamente 35 mil foram a óbito. Uma delas, foi o presidente Rodrigo Alves, que faleceu antes de assumir a presidência do País pela segunda vez.

Neste momento, os dados acima nos chamaram a atenção ao serem confrontados com os números previstos pelo Imperial College, para o COVID19. Um total de 53.208.505 mortos no mundo, sendo 474.227 nos EUA, são da mesma ordem de grandeza da Gripe Espanhola. As tabelas originais com os números de vários países podem ser acessados aqui.

Existirá apenas essa coincidência ? Não. No passado, as pandemias tiveram enormes efeitos a longo prazo, tanto na política como na economia.

No caso do CoronaVirus (COVID-19) não será diferente. Ele também mudará o rumo da história. Apesar do curto espaço de tempo da descoberta da doença, esse surto está mudando dramaticamente a maneira de como milhões de pessoas em todo o mundo passarão a viver suas vidas, com impactos já imediatamente refletidos em todos os setores da sociedade.

As mudanças são inúmeras e se iniciam com a alteração de hábitos de cada pessoa dentro de casa, se prolongam nas ruas, no trabalho e nos encontros sociais. Nada de apertos de mãos, nada de beijinhos no rosto, menos viagens e menos coworking e mais home office. Na economia, o consumo de energia já caiu quase 15% nas duas últimas semanas, indicando sua desaceleração. Mas a lista de itens similares é longa e qualquer uma delas escrita neste momento corre o risco de ficar rapidamente incompleta.

Entretanto, dentre os impactos que podem ser observados, no Brasil o que mais chama a atenção, neste momento, está ocorrendo na área política. A disputa pelo poder entrou em cena e com ele a vaidade de seus personagens.

Todos eles, infectados, continuam "com aquele velho e conhecido vírus", desejando manchetes nos diversos meios de comunicação, pensando nas próximas eleições e até mesmo em derrubar o presidente recentemente eleito.

Nas manchetes atuais, desejam aparecer como o(s) autor(es) do melhor modelo de quarentena, da melhor montagem de hospitais, da melhor  e mais rápida distribuição de Equipamentos de Proteção Individual e até do remédio que cura a doença. Ah, tudo isto sem esquecerem de colocarem nos bolsos os recursos dos fundos partidário e eleitoral que, juntos, somam cerca de R$ 3 bilhões.

Nenhum deles preocupados com a vida. No Brasil, mais de 100 mil vidas são anualmente perdidas decorrentes de homicídios e acidentes de trânsito. Números iguais ou superiores morrem de pneumonia, enfisema, asma e bronquite. Em pleno século XXI e entre as dez maiores economias do mundo, aqui ainda temos mortos por sarampo, dengue e outras doenças similares. Tudo isto por falta de políticas públicas adequadas.

Lá, naquele antro, naquela praça chamada de "Praça dos Três Poderes", predomina mesmo é muita sacanagem com o restante da população brasileira, empresários de todos os tamanhos e trabalhadores, que acabarão falidos ou desempregados. E mortos também.