Translate

12 abril 2021

FACT CHECKERS

Divulgados os ganhos bilionários das big techs obtidos através de um modelo de negócios no qual o produto vendido é o usuário - sem o conhecimento explícito deste e, também, sem nenhuma remuneração, emerge de suas atuações na sociedade, outra categoria de empresas denominadas de agências de checagem (fact checkers) que têm atuado como um STF das redes sociais e da imprensa em geral. Fazem o que bem entendem. 

Tais agências acham-se no direito de carimbar como “falsos” conteúdos produzidos profissionalmente, com apuração de fatos e dados, entrevistas e checagem, sejam eles elaborados por pessoas físicas e/ou jurídicas. E o que esses conteúdos têm de errado? Ora, simplesmente estão em desacordo com os ditames do pensamento progressista. Na prática, na realidade, essas agências são organizações empenhadas na manutenção da hegemonia do marxismo cultural nos meios de comunicação.

No campo político, de forma pragmática, por exemplo, na campanha presidencial americana de 2020, foi notório o esforço conjunto dessas empresas em conluio com os veículos da velha imprensa para esconder os escândalos que envolvem a família do presidente eleito em relações nada republicanas com autoridades e empresas da China. Sempre a China, hein!

De acordo com o Centro de Responsabilidade Política Open Secrets, elas correspondem a cinco dos sete maiores doadores que ajudaram a derrubar Donald Trump. Facebook e Google, ao lado de outras gigantes do Vale do Silício, como Amazon, Apple, Microsoft, Oracle, Netflix e Twitter, as líderes mundiais do mercado de tecnologia já são tradicionalmente conhecidas por financiar projetos ligados à pauta progressista. Segundo a revista Observer, Trump é desafeto particular de Jeff Bezos, CEO da Amazon. Entre cifras que variam de US$1 milhão a US$ 21 milhões por empresa, nada menos que 98% das doações do Vale do Silício foram direcionadas à campanha de Biden.

De mãos dadas com as corporações de redes sociais, e o imenso dinheiro em seus cofres, a atuação dessas agências avançou sobre a terra de ninguém chamada newsfeed — espaço que reúne todo o conteúdo postado por qualquer usuário nessas plataformas. Incapazes de gerenciar o monstro que criaram, as social big techs — prioritariamente, o Facebook — delegaram ($$$) aos fact checkers o poder de escolher o que pode circular nas redes.

No documentário "O dilema das redes", ex-funcionários das empresas mais rentáveis do planeta como Google, Facebook, Instagram e Twitter revelaram que as estratégias dessas companhias para vender anúncios, manipular os usuários é mantê-los cada vez mais conectados às redes sociais. 

Essa relação entre "fornecedores" e "usuários" pode ser resumida numa frase que tornou-se chavão entre as big techs e é citada no documentário: "Quem não está pagando pelo produto é o produto".

Não foi por acaso que, recentemente, o WhatsApp enviou aos usuários uma atualização de sua política de privacidade, e informou que passará a compartilhar os dados do seu público com o Facebook, base de dados esta que se somará aos ativos (informação) que ele já possui com os quais fatura muito alto.  Você, nós usuários das big techs somos apenas o seu produto.

11 abril 2021

O ESCÂNDALO SIGILOSO DA PRISÃO DO JORNALISTA

Artigo de autoria do jornalista J. R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S.Paulo reproduzido pela Revista Oeste, neste domingo, 11 de abril de 2021.


"
Todo mundo tem o pleno direito de detestar o que Oswaldo Eustáquio diz. Mas isso não lhe tira a cidadania, nem a proteção da lei."

Boa leitura.

Há no Brasil um escândalo mantido virtualmente em sigilo, como se fosse um segredo de Estado, ou algum tema proibido pela censura: o jornalista Oswaldo Eustáquio, indiciado num inquérito ilegal no STF, está preso há três meses e meio por crime de opinião, acusado de violar a Lei de Segurança Nacional que sobreviveu ao regime militar. Não foi preso em flagrante. Não cometeu nenhum crime descrito na lei como “hediondo” e, portanto, inafiançável. Não tem direito a nenhuma das múltiplas garantias que a lei brasileira oferece a qualquer acusado de infração penal. Não tem acesso completo às informações do seu processo. Não lhe foi dito até agora quais são, exatamente, as acusações que estão sendo feitas contra ele. Não há data para a conclusão do inquérito, e nenhuma obrigação por parte dos carcereiros de responder às perguntas dos seus advogados. Não tem culpa formada. Não foi condenado por nenhum dos 361 artigos do Código Penal. Mas está preso desde o dia 18 de dezembro de 2020, por ordem e desejo do ministro Alexandre Moraes.

O caso de Eustáquio é um escândalo porque não existe nada de correto, de compreensível ou de legal em sua prisão. Se tivesse cometido um assalto a mão armada, e caído no “juiz de garantias” certo, ele já estaria solto há muito tempo; como é um jornalista de direita, falou mal do PSOL e deixou bravo o ministro Moraes, está preso – hoje em “prisão domiciliar”, com tornozeleira. O que o jornalista fez? Em junho do ano passado, ele foi preso uma primeira vez, por ter “instigado uma parcela da população” que “tem sido utilizada para impulsionar o extremismo do discurso de polarização e antagonismo ao Congresso e ao STF”. Acredite se quiser: é nesse português que estão escrevendo o inquérito. “Impulsionar o extremismo do discurso”? Que raio de crime seria um negócio desses na lei penal brasileira?

Eustáquio ficou na cadeia um mês, e quando saiu recebeu a ordem de não se comunicar com outros investigados no inquérito ilegal que Moraes vem tocando há quase dois anos para apurar o incentivo a “pautas antidemocráticas”; não chegar perto da Praça dos Três Poderes e não sair de Brasília. Em dezembro, foi preso de novo, acusado de desacatar a ordem do ministro por ter saído da capital. Entre as suas ações de desacato, foi citada a gravação de um vídeo com o título “O laranjal de Boulos: PSOL utiliza empresas fantasmas para lavar dinheiro na corrida eleitoral em São Paulo”. Moraes considerou que “os fatos são gravíssimos” e mandou o jornalista de volta ao xadrez; no fim de janeiro, ele passou à prisão domiciliar, sem data para sair. Está proibido de “acessar redes sociais”, receber visitas ou se comunicar com os demais indiciados no inquérito.

A desordem legal imposta ao Brasil pelo STF não é novidade. Extraordinário, embora também não seja novo, é o silêncio de cemitério com que o caso é tratado na mídia. Se um “morador de rua” for agredido por um segurança qualquer, o mundo para – o assunto vai direto para a primeira página e para o horário nobre. Mas o jornalista escreve “pautas antidemocráticas”, segundo a linguagem oficial de hoje; pode ficar preso pelo resto da vida que ninguém vai abrir a boca. O assunto não está proibido apenas na imprensa. O mundo político brasileiro em peso, as organizações de direitos humanos, a Ordem dos Advogados, as entidades que representam jornalistas e o consórcio democrático-equilibrado-intelectual-civilizado e de centro-esquerda também faz de conta que não está acontecendo nada.

Todo mundo tem o pleno direito de detestar o que Oswaldo Eustáquio diz. Mas isso não lhe tira a cidadania, nem a proteção da lei.

10 abril 2021

A OPÇÃO DO BOLSONARO NÃO FOI DAR UM TIRO NO PEITO

Em 31/03/1964, com a intervenção das FFAA - a pedido da população - se evitou que fosse implantada no Brasil, a ditadura do proletariado, nos moldes cubanos, como confessou Fernando Gabeira, no programa "Documentário", da Globo News, usando, para este fim, guerrilha armada e sequestros. Preso, Gabeira foi solto posteriormente na troca de prisioneiros e embarcou para a Cuba de Fidel. Lá pode observar como a ditadura comunista cubana tratava os homossexuais, internando-os em campos de concentração. Não ficou muito tempo na Ilha. Lá não há o que se comemorar. Dela, veja aqui o que disseram Roberto Ampuero e Mario Vargas Llosa.

Há poucos dias, durante a semana do aniversário da Revolução1964, foram divulgadas inflamadas manifestações de repúdio ao ocorrido em 1964, escritas e/ou faladas por notórios admiradores das ditaduras cubana, norte-coreana, venezuelana, ... Trata-se de "intelectuais" cuja ética e moralidade são flexíveis: dependendo da ditadura podem ser contra ou a favor.

Nessa trilha também embarcou a imprensa militante publicando manchetes e matérias anunciando que o Brasil estava vivendo sua maior crise militar dos últimos 50-60 anos após a troca do ministro da Defesa e os comandantes das Forças Armadas. Torceu muito para 
que essas demissões, todos de uma vez só, e nas vésperas do dia 31 de março, desse um xeque-mate no presidente Bolsonaro e que este repetisse o gesto de Getúlio Vargas em 24 de agosto de 1954. Isto não ocorreu e a vida continua exatamente como era e uma 
semana depois o Presidente comparece, com galhardia, à  Solenidade de Promoção de Oficiais-Generais.

Mais uma vez a extrema imprensa deu com os burros n'água ao tentar reproduzir a tese preferida pela oposição e pelos "cientistas políticos" de que Bolsonaro queria dar algum tipo de "autogolpe" e que os militares se recusaram a participar.

09 abril 2021

POLITICALHA E ATIVISMO JUDICIAL

O STF, mais uma vez, através de um de seus ministros "estica a corda" e volta a ferir os princípios de harmonia entre os poderes previstos em nossa Constituição Federal.

Desta vez, a manchete acertadamente aplicada ao caso foi dita pelo presidente da República e referendada pela maioria dos brasileiros, políticos, ou não;  juristas, ou não; e todos os demais brasileiros que desejam um Brasil com letras maiúsculas. Confira aqui algumas dessas manifestações.

Disse o Presidente sobre o ministro luiz barroso, cujo nome deve ser escrito mesmo com letras minúsculas: "barroso fez politicalha e ativismo judicial” e ainda afirmou que "falta coragem moral ao barroso" para determinar a análise de pedidos de impeachment de seus companheiros que foram apresentados ao Senado Federal.

De novo, a politicalha se faz presente na maior Casa da justiça brasileira, se tornando costumeira na sua configuração atual. Chegou a hora, ou melhor, já passou da hora do outro poder, no caso o Congresso Nacional, dar um basta a tais acontecimentos. É o que desejam aqueles que responderam a esta enquete.

Mais Reações

"Os deputados federais Carlos Jordy (PSL-RJ) e Filipe Barros (PSL-PR) acionaram a Advocacia-Geral da União (AGU) nesta sexta-feira, 9, para solicitar o ingresso de um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. Além disso, os parlamentares pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) a instauração de uma investigação criminal contra o magistrado. “Barroso cometeu abuso de autoridade e praticou crime contra a segurança nacional”, acusou Filipe Barros, em entrevista concedida ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, do qual participaram Ana Paula Henkel, Augusto Nunes e Guilherme Fiuza, colunistas da Revista Oeste. Segundo o deputado federal, o ministro do STF atua de maneira político-partidária ao interferir nos outros Poderes da República. “Na decisão em que determina a instauração da CPI da Pandemia, Barroso diz abertamente que o Senado não pode tomar decisão estritamente política, sendo que, na verdade, o parlamento é uma Casa eminentemente política”, afirma Filipe Barros. Mais cedo, o senador Carlos Viana (PSD-MG) informara a intenção de iniciar uma investigação contra o magistrado. “Se nós chegarmos à conclusão de que a decisão [a respeito da CPI da Pandemia] não tem embasamento na Constituição, é hora de promovermos o primeiro impeachment de um ministro do Supremo”, afirmara o parlamentar." - Revista Oeste .

03 abril 2021

O DOIDO DO BOLSONARO

Cabra doido da peste, fala cada besteira que deixa até seus eleitores com raiva e no final é ele que tá certo, é ele que tem razão.

O homem é tão doido, tão doido que resolveu peitar a Globo, uma das TVs maiores do mundo. Eles estão desesperados, é pau todo dia, de manhã a tarde e a noite e nada, o homem nem se abala kkkkkkkk faz é dar cassetada de volta, esse doido.

O doido do Bolsonaro resolveu peitar o Sistema, sim o Sistema, que vem dominando o pais há décadas e sugando como um vampiro o sangue dos brasileiros.

Rapaz, não é que esse doido tirou a mamata desses políticos na marra, kkkkkkkkkk. Não distribuiu um cargo de ministro e nem dividiu estatais com partidos acostumados a mamarem nas tetas do contribuinte. Mano, os caras tão desesperados. Tramando golpe a toda hora pra derrubarem BOLSONARO, mas nada da certo. Tão quase ficando doidos igual BOLSONARO, tomara.

Rapaz, se junta presidente da Câmara, presidente do Senado, presidente do STF. Haja reunião para derrubar o doido, e o doido não cai.

Esse BOLSONARO é tão doido, tão doido que até os inimigos infiltrados no seu governo e aqueles puxa-sacos não aguentam e mostram a cara. É Doriana, é pepa, é frutinha, Janaina etc...

Gente, e os petralhas. Mano, eles tão todos doentes, gemem para um lado, choram pra outro, gritam, quebram panela, inventam mentiras etc...

E a defensora de aborto em época de Covid-19. Kkkkkkkkkkkkkk pedindo respeito a vida. Kkkkkkkkkkkkkkk humilhante para os petralhas.

Amigos, agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de conhecer um doido tão varrido como o nosso presidente BOLSONARO. Gostaria que Deus enviasse vários clones desse doido aqui pro Brasil.

Queria um doido na presidência da Câmara dos Deputados, no Senado, no STF , um governador do meu estado, um prefeito e todos os meus vereadores.

Queria encher essa porra de doidos. Porque amigos vivi até hoje elegendo pessoas normais e só fui roubado.
*Rapaz, eu amo esse meu presidente!*

-----------

Repito o que disse Isaac Aghion 
"O TEXTO NÃO É MEU. MAS AMEI" 
😍I!!!

02 abril 2021

O TOMBO DA VELHA MÍDIA

Já se encontra disponível a nova edição da Revista Oeste, cujo assunto de capa é o caminho escolhido pela extrema imprensa nacional, em sua forma impressa, na internet, através das redes sociais e na TV aberta e por assinatura.

A seguir um resumo de seu conteúdo assinado pelos seus editores. Nas palavras destacadas estão contidos os links para os respectivos autores/matérias publicadas.

Boa leitura.
.......

A debacle da mídia, a crise fake, as mentiras amigas e as boas razões para não se indignar

A julgar pela temperatura política aferida por absoluta maioria das redações, um grupo expressivo de jornalistas estaria agora à frente de portões de embaixadas em busca de asilo político. O golpe estava armado, logo ali, na antessala do Planalto. A democracia corria sérios riscos.

O que se viu nesta semana foi mais uma evidência de um fenômeno extraordinário que acomete a imprensa nacional. Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, os veículos de comunicação abdicaram da prerrogativa de apresentar ao público sua visão particular dos acontecimentos. A adesão a uma espécie de pool doutrinário tem como consequência a reprodução do mesmo discurso em todos os jornais e emissoras de TV. O lockdown é a única saída “científica” para domar o avanço da pandemia. O presidente é genocida. Recursos preventivos contra a covid não podem sequer ser debatidos — são automaticamente tachados de fake news. Não há discussão possível. Não há pautas fora da linha da suposta virtude progressista. O tal “Consórcio da Imprensa” define o rumo da cobertura. Determinadas perguntas são vetadas. Vozes que questionam a visão que a mídia definiu como a “correta” são canceladas.

Razões como essas estão na raiz da debacle da mídia tradicional. A chamada “grande imprensa” tem hoje uma mínima fração da audiência que tinha há dez ou vinte anos — e não apenas pelo avanço da internet. Para apresentar um panorama desse cenário, o articulista Dagomir Marquezi examinou os dados compilados pelo repórter Artur Piva e escreveu a matéria de capa desta Edição 54 da Revista Oeste.

O tombo da velha mídia se materializa não só nas planilhas que exibem a receita em declínio vertiginoso, mas também na abordagem das pautas. A crise fake da semana só serviu para tirar a pandemia das principais manchetes, como nos mostra Augusto Nunes. Em mais um artigo que comprova seu talento descomunal, Augusto faz um retrospecto de fatos da História recente relacionados ao Ministério da Defesa. Se não houve “risco institucional” ou tensões na caserna quando um comunista assumiu a pasta, por que haveria agora?

Os jornalistas parecem ficar saudosos de tempos em que podiam se sentir heróis em combate contra um regime repressivo. Há uma espécie de tara nas redações quando se fala em Forças Armadas. Tanto que houve inclusive quem pedisse golpe — contra Bolsonaro, claro; aí, seria “golpe democrático”. A esse respeito, assinala J. R. Guzzo, com a notável clareza tão conhecida do assinante da Revista Oeste: “O problema dessas histórias, trazidas pelos peritos que a mídia vai buscar nas universidades para dar entrevistas e participar de mesas-redondas, é que nem Bolsonaro, nem os militares demitidos, nem os que foram para o lugar deles podem dar golpe nenhum — não no mundo das realidades.”

O escritor Guilherme Fiuza aborda outros aspectos do mesmo assunto. “Claro que 'a maior crise militar em quase 45 anos' não vai tomar carimbo de 'desinformação' dos senhores da verdade, porque mentira boa é mentira amiga”, diz Fiuza. Como é facilmente comprovável, aqueles que se apresentam como “verificadores independentes” estão a serviço de uma ideologia, não do leitor. A agência Aos Fatos, por exemplo, mais uma vez classificou como falsa uma nota correta, checada e 100% baseada em dados publicada no site de Oeste. Entretanto, como pondera Fiuza, “se servir para fermentar crise de proveta contra o fascismo imaginário, está valendo”.

A tal luta contra o suposto “fascismo” que se instalou no Planalto inclui a plataforma de defesa irrestrita do isolamento social. De modo que a imprensa tradicional simplesmente ignora as alarmantes ilegalidades cometidas sob a égide da preservação de vidas. As arbitrariedades do lockdown estão na matéria assinada pela editora Branca Nunes.

Diante desses fatos, embora a fúria pareça às vezes irreprimível, Rodrigo Constantino ressalta, num texto inspiradíssimo, que a indignação pode não ser o melhor caminho: “Indignação é fraqueza. É silenciar o pensamento racional e permitir o triunfo da emoção. Apesar do que você tem ouvido e visto ultimamente, não é uma virtude. Não é algo para ser celebrado, nem elogiado, nem aspirado. É uma emoção profundamente humana — às vezes até compreensível — mas raramente é produtiva, virtuosa ou útil.”

Boa leitura.
Os Editores.

28 março 2021

O BRASIL REAGE E NÃO IRÁ FICAR MENOR

Na contramão do que pensa a sociedade brasileira, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal aceitou pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declarou que o ex-juiz Sergio Moro agiu com parcialidade no processo sobre o tríplex do Guarujá. A decisão poderá anular todas as diligências e provas produzidas e representa o maior revés da Operação Lava-Jato em sete anos. O Supremo Tribunal Federal - mais uma vez- deixou o País menor.

A reação inteligente dos brasileiros ao que está ocorrendo na Suprema Corte tem sido exercida por diversas formas. Algumas delas são citadas a seguir.

Em encaminhamento formal, já foi protocolado no Senado Federal o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, o qual foi subscrito por quase três milhões de assinaturas de brasileiros de todo o País e desta vez não irá para a gaveta, conforme revelou o senador Kajuru em sua entrevista ao programa Pingos nos Is da Rádio Jovem Pan. Clique aqui para ouví-lo.

Outras manifestações estão ocorrendo por meio de artigos publicados por reconhecidos jornalistas e juristas. A seguir, caminhos (links) para três deles e por fim, uma carta, em texto completo, de autoria do advogado, ex-juiz, ex-presidente de tribunal e com 47 anos de atividade profissional no Direito, o Dr. Ricardo Sampaio. 

Começamos pelo artigo do J. R. Guzzo, publicado na Revista Oeste deste final de semana, no qual afirmou ...

"A conduta atual do STF produz um Brasil cada vez mais subdesenvolvido, mais pobre, mais desigual, com menos oportunidades para todos, menos progresso, menos produção e menos esperança. É uma receita acabada de falência."

O artigo do Guzzo, sem meias palavras, é um alerta e uma convocação aos brasileiros de bem.  

Além do texto do Guzzo, os dois artigos abaixo discorrem sobre a situação atual do STF. Ambos estão acessíveis através dos links contidos em seus títulos.

Por último, na íntegra, a carta encaminhada à Ministra Cármen Lúcia, do STF.

Boa leitura.

-------

UM VOTO E O JULGAMENTO DA HISTÓRIA 

Excelentíssima Senhora Ministra CARMEN LÚCIA

Atônito, como milhões de brasileiros, manifesto-lhe respeitosamente surpresa e indignação com sua inusitada mudança de voto no emblemático julgamento da 2a. Turma do STF, no dia de ontem, 23/03/2021, destinado a ter repercussões históricas e sociais gravíssimas.

Não o faço, senhora Ministra, por viés ideológico, partidário ou pessoal, que não os posso ter como advogado, ex-juiz, ex-presidente de tribunal e com 47 anos de atividade profissional no Direito. A surpresa e o choque seriam os mesmos, qualquer que fosse o réu.

Bem sei que o magistrado pode reconsiderar o voto até o momento em que ainda não proclamado o resultado do julgamento. Mas jamais sem que nenhum - repito e enfatizo! - absolutamente NENHUM "fato novo" tenha vindo ao processo, lícito, legal e constitucional, no intervalo entre o seu primeiro voto e o de ontem!

É justo conceder-lhe o "benefício da dúvida", de que agiu com respeito às suas mais sagradas convicções – somando-se a dois outros votos, dentre cinco, para verem o que não viram nem o juiz de 1o, grau, nem os três desembargadores do TRF da 4a. Região, nem os Ministros do STJ, nem o Ministério Público em seus três graus.

Mas o seu voto, Senhora Ministra, vai muito além da dúvida sobre suposto e sagrado direito constitucional do réu, que até o momento só foi vislumbrado como violado por três, dentre onze Ministros da Corte Suprema.

Extrapola o julgamento isolado. Espraia-se pelo país como inequívoco sinal de premiação à impunidade. Promove o desalento entre nosso sofrido povo, que voltará a acreditar que, cedo ou tarde, o Excelso STF faz tábula rasa de detalhada instrução processual e se apega a derradeiros pedúnculos e a contorcionismos de linguagem, desprezando a inteligência e a imparcialidade de todos os magistrados que antes trabalham no feito, em três instâncias inferiores.

Aterrador que o voto decisivo de uma só penada absolva por via indireta um réu já condenado em três graus de jurisdição e por mais da metade da opinião pública do país e condena e execra o mais corajoso, intrépido, célere, preparado e leal juiz que, ao risco da própria integridade física, foi um sopro de alento para 215 milhões de brasileiros, acostumados e conformados com a impunidade dos poderosos, herança e cultura malditas que nos acompanham há 521 anos.

O seu voto, e mais do que ele, a circunstância da reconsideração tardia, sem argumentos técnicos sólidos e convincentes, restabelece a desesperança de todo um povo e fortalece os pregoeiros da ditadura, mediante atos delinquentes que pregam até intervenção em nosso sagrado STF. Talvez tenha sido, também, ainda que inconsciente, a martelada que faltava no último prego do caixão da mais importante operação de combate e desestímulo à corrupção em nosso querido país – talvez no mundo.

Um dia, a Senhora Ministra haverá de se aposentar por ato próprio ou disposição constitucional. Quando, e se, retornar à seu berço natal, em Montes Claros-MG, terá de conviver com o julgamento inexorável da História. Nele infelizmente entrará apequenada, pois o que ficará na memória não será a defesa de um direito individual, por mais relevante, mas sim de ter-se vergado à verborragia de diatribes e achincalhes de um seu Par, este sim, claramente “suspeito”, por infatigável guerra contra um homem de bem, íntegro e digno cujo único crime foi ter sido JUIZ na maior acepção da palavra, ter cumprido sua missão e ter trabalhado por um Brasil melhor.

Então, poderá voltar os olhos para as consequências danosas de seu voto para o Brasil e a própria ordem jurídica e também para as montanhas do Serro, a pouco mais de 300 quilômetros. E haverá de se lembrar da grandeza de seu conterrâneo PEDRO LESSA, ali nascido, tido como o maior dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Talvez porque foi súdito dos autos e da Justiça e sempre viu o juiz como “vivificador da norma e construtor das soluções.” E, como pregava ele em histórico voto no STF, no HC 2793, “... é ocioso indagar se pelo habeas corpus se podem resolver questões políticas. Nem políticas, nem civis...”

Felicidades, e que os Céus apaziguem seu coração e mente, quando cedo ou tarde se der conta da enormidade do erro ontem cometido, e de suas danosas consequências para a Justiça e o Brasil!

Ricardo Sampaio - OAB-PR 25.788

27 março 2021

"A CONDUTA ATUAL DO STF PRODUZ UM BRASIL CADA VEZ MAIS SUBDESENVOLVIDO"

"A conduta atual do STF produz um Brasil cada vez mais subdesenvolvido, mais pobre, mais desigual, com menos oportunidades para todos, menos progresso, menos produção e menos esperança. É uma receita acabada de falência."

O parágrafo acima conclui o artigo J. R. Guzzo publicado na Revista Oeste deste final de semana. Nele não há meias palavras.

A publicação original, reproduzida abaixo, está acessível clicando-se no link contido no título do artigo.

Boa leitura.

------------

O DONO DO SUPREMO

Do ponto de vista político, para todos os efeitos, a principal Corte de Justiça do país passou a ser propriedade privada de Lula. Que raio de 'ordem constitucional' é essa?

J. R. Guzzo
Revista Oeste
26 MAR 2021

O Brasil está vivendo numa situação de desordem. De um lado, por conta da pior epidemia de sua história, foi paralisado por governadores e prefeitos que ganharam poderes de ditador — como acontecia na América Central ou em algum fundão da África, onde os golpistas derrubam o governo, ocupam o palácio e tomam a central de energia elétrica. De outro, e aí está o pior da história, todo o sistema de leis entrou em colapso; parou de funcionar como um conjunto organizado, lógico e previsível de direitos e obrigações, e foi substituído por uma junta civil de onze juízes-advogados que aboliu a Constituição, anulou as funções dos Poderes Executivo e Legislativo, e hoje decide o que o cidadão brasileiro pode, não pode e é obrigado a fazer.

O desmanche da economia, das liberdades individuais e da vida social do Brasil, comandado pelas “autoridades locais” e por seus comitês de “cientistas”, deve durar enquanto durar a covid. A baderna instalada na sociedade brasileira pelo Supremo Tribunal Federal já são outros 500. Os ministros governam por default, como se diz. Perceberam que o Legislativo, de um lado, se pôs de joelhos diante deles — mais de um terço dos seus integrantes tem processos penais nas costas e estão no Congresso para se esconder da polícia; só o STF pode lhes causar problemas, e ninguém ali quer problema. Já sabem, de outro lado, que têm diante de si um Executivo frouxo, derrotado, sem músculos, sem energia e sem cérebro — incapaz de reagir às agressões que recebe o tempo todo dos ministros e incapaz, sobretudo, de defender as convicções dos seus próprios eleitores. O STF, assim, não tem nenhum motivo para mandar menos. É óbvio que só vai mandar mais.

O último surto dessa ditadura de Terceiro Mundo com pose de “sociedade civil” e roupa de lorde inglês foi um insulto em duas fases aos cidadãos que cumprem a lei e pagam os seus impostos, e mesmo aos que não pagam nada. Num primeiro momento, o ministro Edson Fachin anulou de uma vez só todas as quatro ações penais que envolvem o ex-presidente Lula, inclusive sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro em terceira e última instância. O ministro não deu um pio sobre provas, culpa, confissões ou qualquer outra coisa que tenha a ver com um processo criminal; apenas disse que Lula tinha de ser processado em outro lugar, e por isso as sentenças de condenação assinadas por nove magistrados não valem mais nada. Mas o STF achou que só isso não bastava: além de premiar o réu, decidiu que também tinha de condenar o juiz. Num segundo momento, então, a ministra Cármen Lúcia acrescentou a avacalhação ao desastre: declarou o juiz Sergio Moro “suspeito” — com base em informações obtidas por meio de crime — de ter sido parcial na primeira das nove sentenças de condenação. Não apenas Lula não tem culpa de nada; agora, o culpado é o juiz que mandou o chefe supremo para o xadrez. Do ponto de vista político, para todos os efeitos, a principal Corte de Justiça do país passou a ser sua propriedade privada.

Que raio de “ordem constitucional” é essa? O STF, tudo de uma vez só, endossa o “toque de recolher” imposto pelos governadores — medida que poderia ser decretada unicamente em estado de sítio. Não existe estado de sítio no Brasil, mesmo porque só o presidente da República, pela Constituição, tem o direito de decretar uma providência assim; mas o STF não toma conhecimento dessa deformidade. Os ministros prendem um deputado, sem ter nenhum direito a isso; ao mesmo tempo, conduzem há mais de um ano um inquérito perfeitamente ilegal contra seus inimigos, com censura à imprensa e prisão de jornalistas. Anulam leis votadas de maneira legítima pelo Congresso. Declaram nulos decretos do presidente da República. Proíbem a polícia de voar de helicóptero sobre as favelas do Rio de Janeiro. Vetam a nomeação de funcionários de primeiro escalão do Executivo. Anulam por motivos políticos, como fizeram neste caso de dupla proteção a Lula, processos que correm legalmente na Justiça. Atendem, de maneira quase automática, a petições de partidos políticos de esquerda que perdem votações no plenário do Congresso.

O STF não está mais funcionando, nem por aproximação, como uma Corte constitucional — o que poderia ter a ver com a Constituição, por exemplo, a alteração de menos de 0,1% na área de um parque nacional, que a Câmara aprovou e o STF anulou? Também não está funcionando como um tribunal de Justiça comum. Está governando — e está governando em favor de uma orientação política e partidária muito bem definida. As mentes civilizadas fazem de conta que o STF é neutro. Como assim, “neutro”? Oito dos seus onze ministros foram escolhidos justamente pelos dois governos mais corruptos da História do Brasil, os de Lula e de Dilma Rousseff — são, ao mesmo tempo, os mais beneficiados pelo “salva ladrão” geral que vem marcando sistematicamente as decisões penais do tribunal. Como seria possível esperar imparcialidade de um órgão composto de nomeações puramente políticas? Isso não sai nunca a preço de custo para o público pagante. Basta ver as decisões de cada um dos onze. Quem está ganhando?

É curioso. O STF diz que Sergio Moro é “suspeito”. E ele mesmo, o STF, não é suspeito de nada? Além de todas as suas outras aberrações, o tribunal vem funcionando, há anos, como um escritório de advocacia para ladrões milionários, sejam eles políticos ou não. E o beneficiado não é apenas o PT, nem de longe — nesse mesmo bonde estão o alto almirantado do PSDB, o centrão mais extremo e tudo aquilo que, de um jeito ou de outro, consegue roubar alguma coisa de algum cofre do governo. A propósito, o ministro Gilmar Mendes, o principal inimigo do juiz Sergio Moro e das investigações antiladroagem da Operação Lava Jato, achou que deveria fazer, sem ninguém lhe pedir, um elogio público aos advogados de defesa de Lula. Ou seja, não ficou contente só em condenar o juiz que condenou Lula — também pisou em cima. Esse é o “garantismo” que existe no STF real; o que se garante, mesmo, é o atendimento dos desejos, ideias e interesses pessoais dos ministros, dos seus amigos e dos amigos dos amigos.

Nesse último episódio, como se sabe, a ministra Cármen tomou a espantosa decisão de mudar o voto que ela própria tinha dado tempos atrás sobre o mesmíssimo assunto; decidira, então, que o juiz Sergio Moro não era suspeito de coisa nenhuma. Mas agora, sem que tenha acontecido rigorosamente nada de novo, e depois de ter “conversado muito com o ministro Gilmar Mendes”, resolveu atender o atual chefe da facção pró-Lula do STF e voltou atrás; disse que o seu primeiro voto não valia mais, e veio com um segundo exatamente ao contrário, este a favor do ex-presidente e contra o juiz que o mandou para a cadeia. Não há sustentação nenhuma para o que Cármen fez, nem do ponto de vista jurídico, nem do ponto de vista lógico, nem do ponto de vista da honradez; na verdade, como lembrou a advogada e deputada estadual Janaina Paschoal, poderia ser enquadrada em crime de responsabilidade — se o STF, é claro, não mantivesse as leis do país, o tempo todo, em estado de morte cerebral. A conduta de Cármen, em todo caso, combina perfeitamente com a atmosfera de anestesia moral permanente em que vivem hoje os ministros do tribunal.

O STF, pelas decisões que tomou nos últimos anos, transformou-se na maior ameaça à segurança jurídica no Brasil em que vivemos; como em qualquer país subdesenvolvido, aqui a mesma lei é diferente a cada vez que é aplicada pelo STF, e vai sempre na direção daquilo que os ministros estão querendo no momento. Tudo serve, nada é previsível. O cidadão, como resultado, está sempre inseguro: nunca sabe o que vão resolver, e nunca consegue se sentir protegido pela lei. A decisão de Cármen levou o STF a novos patamares de insegurança jurídica; é como se tivesse dobrado a aposta. Trata-se de insegurança jurídica direto na veia — o que pode haver de mais inquietante que um ministro do Supremo que muda uma decisão já tomada por ele mesmo? Se nem o próprio voto de um ministro vale mais nada, podendo ser trocado como um boné de praia, então o que está valendo? Se isso não é insegurança, então o que poderia ser?

O fato é que esse tipo de atitude não é novidade, levando-se em conta a qualidade individual dos integrantes do STF. Só é compreensível falar um pouco mais da ministra Cármen, aliás, porque foi ela a última a vir para o noticiário por conta do que fez; normalmente, o mais prático é ignorar que existe. Cármen Lúcia é uma pessoa pequena. Nunca se destacou em nada. Tem a firmeza ética de uma gelatina de segunda linha. Sua contribuição à ciência jurídica é igual a três vezes zero; como ocorre com seus colegas, nunca produziu em sua atividade profissional mais do que uma turva aglomeração de palavras repetidas, copiadas, mal pensadas e mal escritas. Até algum tempo atrás, Cármen tinha posições contrárias a Lula e à corrupção porque tinha medo do que poderiam fazer os militares; havia uns ruídos, aqui e ali, de que eles estariam insatisfeitos com a impunidade dos ladrões. Mas o tempo passou, os militares nunca saíram de onde estiveram e a estática sumiu; quando a ministra perdeu o medo, trocou de voto e de lado. (Essas coisas não acontecem só com ela: a coragem pessoal jamais trouxe algum problema para os atuais ministros do STF.)

Se tudo isso já não fosse mais do que desastroso do ponto de vista da estabilidade legal, ainda sobra uma pergunta: se o STF é tão “garantista” que exige o cumprimento rigorosíssimo da lei nos mínimos detalhes quando se trata dos direitos dos réus, por que esse mesmo STF admite como válidas informações obtidas por meio da prática de crimes? Foi o que aconteceu no processo em que Moro foi condenado. Que raio de “garantia” ao cumprimento da lei existe numa coisa dessas? O tribunal não só admitiu como “provas” contra Moro gravações criminosas de conversas telefônicas; baseou unicamente nelas a sua decisão. E a lei? Não está escrito ali que qualquer elemento obtido de forma ilegal não pode jamais servir de “prova” para coisa nenhuma? Está. Mas a lei, hoje, não é o que está escrito; é apenas aquilo que os ministros querem neste ou naquele momento.

A conduta atual do STF produz um Brasil cada vez mais subdesenvolvido, mais pobre, mais desigual, com menos oportunidades para todos, menos progresso, menos produção e menos esperança. É uma receita acabada de falência.

20 março 2021

NÃO FOI UMA MIRAGEM

Reproduzo mais abaixo o artigo sob o titulo acima, publicado no Jornal NH, de autoria do General Sergio Etchegoyen, cuja biografia se encontra disponível na Internet, no qual reafirma, de forma contundente e lúcida, o que a maioria dos brasileiros tem falado e escrito nos últimos dias sobre o comportamento de nossa Suprema Corte, principalmente após a heterodoxa decisão do ministro Edson Fachin de anular as condenações do ex-presidiário Lula, O INOCENTE MAIS CULPADO DA HISTÓRIA DO BRASIL.

Destaco do artigo publicado os seguintes trechos:

"Mais uma vez o STF sacode o Brasil com decisões que aprofundam a insegurança jurídica, criam vácuos legais que nenhum daqueles magistrados vai resolver, desestabilizam o universo politico e obrigam o país a retroceder muitos passos no penoso esforço de moralidade."

... 

"A desfaçatez está de volta com a benção do STF e apresenta mais uma vez como como alternativa eleitoral, nosso povo não pode ser engambelado outra vez pelo canto de uma sereia que não hesitará em seu bolso. Se a Justiça é tão incerta, a sentença do tribunal das urnas não permite recurso e chicanas, ainda, e é lá que essa porção organicamente corrupta da esquerda deve ser enxotada definitivamente da política, até mesmo para salvar a própria esquerda, aquela da boa fé e da honestidade de propósitos, e ela existe sim e é necessária numa democracia saudável."


Nesse contexto realçado pelo General Etchegoyen, chamo a atenção dos leitores para aquilo que já escrevi aqui, alertando que tudo o que está acontecendo no Brasil não é por acaso, inclusive a atuação do Supremo Tribunal Federal.

xxx --- xxx --- xxx



17 março 2021

RECESSÃO DEMOCRÁTICA


A elevada taxa de ocupação hospitalar nos últimos dias e/ou meses não é privilégio do Brasil. Em diversas outras regiões de países do mundo esse fato também se repete, mesmo havendo entre eles enormes diferenças qualitativas e quantitativas em suas infraestruturas de apoio à saúde.

Contudo, uma causa é comum em todos eles: a constatação de que a proliferação do vírus chinês tem se tornado cada vez mais rápida e extensa.

Nesse sentido, diariamente, recebemos notícias de diversas regiões sobre o surgimento e proliferação de novas cepas do vírus como essa registrada aqui: "Coronavirus, individuata in Francia una nuova variante con 9 mutazioni". 

Todavia, tem sido também comum em - vários países - o esquecimento sobre a responsabilidade da China sobre a pandemia - "a bomba atômica chinesa" -  até o momento não esclarecida. 

No caso do Brasil, em particular, tal responsabilidade tem sido debitada ao presidente Jair Bolsonaro, por seus opositores que jamais aceitaram os resultados eleitorais de outubro de 2018.

Entretanto, para ela - oposição - cuidar da pandemia nunca foi prioridade. No topo da pirâmide, o assunto que lá sempre esteve e nele continua são - as eleições presidenciais em 2022 - cuja antecipação vem sendo tentada desde o anúncio da vitória e posse do Presidente atual. O estado de São Paulo é o maior representante dessa situação: gestão da pandemia sem resultados positivos e sua utilização para fins políticos.

É nesse contexto que já foi pro lixo o mais sagrado direito da humanidade - a liberdade individual de cada cidadão. Com ele seguiu o Texto Constitucional de 1988 e a desmoralização das instituições da República que deveriam defendê-lo, segundo renomados juristas que já se pronunciaram sobre esse assunto. 

E nesse âmbito, como sabemos, além da prisão de um deputado federal, do cancelamento de condenações de criminosos, a própria pandemia tem sido objeto permanentemente utilizado para ampliar essa situação vivenciada pelos brasileiros: a de ter sido suspensa a existência e harmonia entre os poderes da República, passando a se conviver, desde então, em completa RECESSÃO DEMOCRÁTICA.


10 março 2021

A ACEITAÇÃO DA TOTAL INDIVIDUALIZAÇÃO DO COMPORTAMENTO E DA IMPOTÊNCIA DA SOCIEDADE ANTE O SEU DESTINO

O registro publicado por Amelia Pagano em sua página do Facebook aponta com todas as letras a ameaça presente no mundo em que hoje estamos vivendo.

Ameaça esta já prevista, em meados dos anos (19)90 pelo sociólogo e ex-marxista(?) Manuel Castells em seus três livros que compõem a trilogia "A era da informação: economia, sociedade e cultura" (A sociedade em rede, O poder da identidade e o Fim do milênio), após 12 anos de pesquisa e redação.

Em seu conceito de rede, os nós dessa rede podem ser qualquer coisa: em uma rede social, por exemplo, as pessoas seriam os nós. Da mesma forma, uma corrente política também é uma rede cujos nós são o(s) partido(s), sites e pessoas. As fronteiras das redes são delimitadas pela conexão entre os nós e essas conexões podem ser criadas ou canceladas a qualquer momento. Com elas, ações políticas têm seu alcance ampliado, tornando-se comum a disseminação e a imposição de campanhas como a do NÓS X ELES, citada por Amelia Pagano.

Em seus livros Castells afirma:

"Cada vez mais, as pessoas organizam seu significado não em torno do que fazem, mas com base no que elas são ou acreditam que são. ... Nossas sociedades estão cada vez mais estruturadas em uma oposição bipolar entre a Rede e o Ser.
...
Nessa esquizofrenia estrutural entre função e o significado, padrões de comunicação social ficam sob tensão crescente. E quando a comunicação se rompe, quando já não existe comunicação nem mesmo de forma conflituosa, (como nos casos de lutas sociais e de oposição política), surge uma alienação entre os grupos sociais e indivíduos que passam a considerar o outro como um estranho, finalmente uma ameaça."
...
A teoria e a cultura pós-moderna celebram o fim da história e, de certa forma, o fim da razão, renunciando a nossa capacidade de entender e encontrar sentido até no que não tem sentido. A suposição implícita é a aceitação da total individualização do comportamento e da impotência da sociedade ante seu destino." 


Aos discursos de políticos se somam as opiniões de outros personagens de segunda linha, youtubers, funkeiras, celebridades e subcelebridades. Embora todos tenham o direito de expressar seus pontos de vista, o que escapa a lógica é por que razão a chancela política de artistas e influenciadores digitais deveria receber tamanha consideração em vários segmentos da sociedade em detrimento dos especialistas que se dedicam ao estudo profissional, por anos a fio sobre os vários assuntos trazidos à pauta. Qual a credencial desses ídolos midiáticos para pontificar de forma categórica sobre quase tudo? A escritora Selma Santa Cruz, em seu ótimo artigo "O culto à ignorância" responde com maestria:

"Esse mito do artista onisciente, reconheça-se, não é novidade nem exclusividade brasileira. Haja vista a desenvoltura com a qual roqueiros globais se metem constantemente nas discussões sobre a Amazônia e o destaque dado às estrelas de Hollywood nas eleições norte-americanas. Porém, a intensidade que o fenômeno vem ganhando por aqui, além de empobrecer o debate público, parece indicar algo mais grave sobre nosso atual estágio civilizatório: o pouco valor que atribuímos, como sociedade e Estado, à educação e ao conhecimento."


Tais ocorrências - ... "eles agora colocaram suas garras de fora", lembradas pela Amelia Pagano, nos sinaliza, nos parece, que estamos cada vez mais próximos da "aceitação da total individualização do comportamento e da impotência da sociedade ante seu destino"prevista por Castells, hoje fortemente estimulada pelas redes sociais digitais da atualidade e carente dos pré-requisitos citados pela escritora Selma Santa Cruz.


09 março 2021

BRASIL VACINA MAIS RÁPIDO DO QUE O REINO UNIDO

Brasil imunizou quase 11 milhões em 50 dias, enquanto o Reino Unido aplicou 9,79 milhões de doses (*)

A vacinação contra covid-19 no Brasil imunizou quase 11 milhões (exatos 10,83 milhões) de brasileiros em 50 dias. É um desempenho melhor, por exemplo, que no Reino Unido, primeiro a iniciar a vacinação.

Em 50 dias, o Reino Unido aplicou 9,79 milhões de doses. A plataforma Worldometer mostra também que o número de novos casos é menor no Brasil: são 51,5 mil por milhão de habitantes no Brasil contra 62 mil casos no Reino Unido. Lá, são 1.828 óbitos por milhão de habitantes. Aqui, são 1.243. 

A plataforma Our World in Data indica que os dois países aplicam hoje a mesma quantidade de doses diárias. Mas o Brasil está em aceleração.

Aula para o 1º mundo: somados, Alemanha, França e Itália possuem população semelhante à brasileira, mas, no total, vacinaram menos: 10,2 milhões de doses.

Rico e influente, os EUA deram show e aplicaram 41,2 milhões de doses nos primeiros 50 dias. A Índia, que exporta vacinas, aplicou 19,5 milhões.

Dados do Our World in Data mostram que as doses aplicadas pelo Brasil equivalem a 5,1% da população. A média mundial é de 3,9%.

(*) Texto do Tiago Vasconcelos, publicado em "O Diário do Poder"