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Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens
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20 abril 2026

O motor econômico da Alemanha muda do Gigante Automotivo Global para o Centro Industrial Militar da Europa


Segundo o WSJ, a Alemanha está vivenciando seu período mais longo de estagnação desde a Segunda Guerra Mundial. O setor manufatureiro está perdendo cerca de 15.000 empregos por mês, enquanto grandes montadoras como Volkswagen e Mercedes-Benz registraram quedas de lucro superiores a 40%.

Em resposta, Berlim comprometeu mais de US$ 500 bilhões (€ 460 bilhões) em gastos com defesa ao longo da próxima década, com despesas militares anuais projetadas para atingir cerca de US$ 190 bilhões até 2029. Várias conversões industriais já estão em andamento: - A Rheinmetall está reaproveitando antigas instalações de peças automotivas em Berlim e Neuss para produção militar. - A Volkswagen está supostamente discutindo a conversão de sua fábrica em Osnabrück para produzir componentes relacionados à defesa, incluindo veículos de transporte e sistemas de mísseis. - A KNDS adquiriu uma antiga fábrica de trens da Alstom em Görlitz para produzir componentes para tanques Leopard 2 e veículos de combate de infantaria Puma. Empresas de defesa como a Hensoldt também estão recrutando engenheiros e técnicos de fornecedores automotivos como Continental e Bosch. A associação da indústria de defesa alemã quase dobrou seu número de membros em um ano, à medida que fornecedores civis migram para contratos militares. Algumas empresas, como a Schaeffler, também estão expandindo a produção para drones. Analistas estimam que elevar os gastos com defesa para 3% do PIB poderia gerar dezenas de bilhões em produção anual e criar até 245.000 empregos. 📰: WSJ

25 novembro 2025

A rede de censura alemã

    Uma iniciativa internacional chamada "Liber Net" mapeou toda a rede de censura alemã – e descobriu muito mais do que esperava. O estudo revela como uma grande "Rede de Censura" financiada pelo Estado controla o debate online na Alemanha, colocando em risco a liberdade de expressão na maior economia da Europa. Aqui está a versão em inglês do estudo.

    O diretor da iniciativa, foi o australiano Andrew Lowenthal que apresentou os resultados do estudo em 20 de novembro em Berlim. Entre as descobertas estão 330 ONGs, fundações e agências governamentais, todas envolvidas na censura digital.     Disponíveis no site Libernet estão também os infográficos do estudo e um banco de dados interativo sobre organizações de controle de conteúdo e o valor do financiamento que recebem do governo alemão.

    O que beneficia particularmente o estudo é a perspectiva externa. Foram principalmente australianos, americanos e espanhóis que analisaram o sistema de censura alemão. O que mais os impressionou foi a abertura da conexão e da cooperação entre ONGs e o governo federal. Segundo os autores, esse nível de abertura não seria possível nos EUA ou na Austrália, por exemplo — lá, esse tipo de cooperação precisa ser tratado com muito mais discrição e sutileza, caso contrário, correria o risco de um escândalo. Nada parecido na Alemanha...

23 fevereiro 2025

Alemanha: teatro político projetado para manter o status quo esquerdista. Será?

    Os resultados eleitorais da Alemanha neste domingo confirmaram o crescimento do AfD de extrema direita. Conforme ilustram as imagens, seu crescimento foi bem superior ao dos demais partidos que tiveram resultados positivos, ficando com a segunda maior bancada do parlamento.


 


Contudo, a realidade é que nenhum dos partidos do establishment sequer considera falar com Alice Weidel, líder do AfD. Ela está em completo isolamento político, e a CDU, sob Friedrich Merz, deixou claro que se aterá ao seu “firewall” artificial em vez de se envolver com o partido que acabou de ganhar mais de 20% dos votos em todo o país e uma maioria absoluta na Saxônia.

    Segundo analistas políticos, Merz preferiria devolver o poder aos mesmos esquerdistas fracassados ​​do SPD e, muito provavelmente, aos Verdes de extrema esquerda do que sequer cogitar a ideia de formar um governo que reflita os resultados reais das eleições. É exatamente assim que a chamada democracia da Alemanha opera — os conservadores vencem nas urnas, mas os esquerdistas ainda conseguem governar. A recusa da CDU em se envolver com o AfD expõe sua completa falta de comprometimento com mudanças reais.     Bom, o resultado já é previsível: Merz formará uma grande coalizão com o SPD ou uma coalizão com o SPD e os Verdes, garantindo que as mesmas políticas desastrosas sobre energia, imigração e economia continuem. Enquanto isso, milhões de eleitores do AfD são completamente ignorados. "Isso não é democracia — isso é teatro político projetado para manter o status quo esquerdista enquanto finge que os conservadores têm voz", concluem diversos analistas políticos até este momento.

04 janeiro 2025

Alice Weidel e Elon Musk reagem a "intelligentsia" alemã

  


        No post anterior, aqui neste blog, se reproduziu o artigo escrito por Elon Musk para o jornal alemão “Welt”, em apoio a candidata Alice Weidel do partido AfD, nas eleições que serão realizadas no próximo dia 23 de fevereiro.

        Hoje (03/01/20205) foi divulgado o convite acima para uma live entre a candidata e o Musk no próximo dia 09/01. Para Musk chegou a vez da Alemanha após sua participação vitoriosa nas eleições dos EUA. Chegou em boa hora, pois os europeus estão vivendo uma experiência inédita na história da civilização humana. Depois de resolverem praticamente todos os seus problemas, parecem ter decidido se suicidar socialmente, da economia ao seu conjunto de convicções históricas. 

        A Europa das últimas décadas por decisão de suas elites intelectuais, dos seus milionários e das castas de burocratas (a intelligentsia, os ungidos) que governam o continente através de suas “Uniões Europeias” e outros comissariados transnacionais, tomou uma decisão sem precedentes em sua existência. Resolveu, alegando as novas exigências políticas, sociais, éticas e científicas que teriam surgido no “mundo contemporâneo”, que só poderia sobreviver se parasse de se desenvolver — na economia, na sua capacidade inventiva, na tecnologia, na criatividade individual e na produção. O resultado é que começou a andar para trás. Como preveem as teorias gerais da evolução, o que não se transforma não fica no mesmo lugar: desaparece.

        Essa situação é consequência de décadas a fio de semeadura e colheita de ideias destrutivas. A mãe de todas elas, que ganhou força de pandemia na virada do século, é a teologia geral da “desconstrução”, como escreveu J. R. Guzzo em seu último artigo na Oeste. Nascida de pais incertos nas universidades mais caras do Primeiro Mundo, ela se transmitiu para as elites culturais, os galhos mais altos da burocracia estatal e as suítes dos presidentes e de outros mandarins de empresas multinacionais — ou, de um modo geral, a tudo que se associa à imagem de “formadores de opinião”. Nunca produziu um átomo de conhecimento real, ou alguma inovação útil para a civilização humana. Em vez disso, concentrou-se em destruir, negar e criminalizar todos os valores racionais do pensamento ocidental o seja, do conjunto de ideias, princípios e fundamentos que formam a estrutura da sociedade tal como nós a conhecemos — uma organização humana com raízes na lógica clássica da filosofia grega, na civilização europeia, na religião e na ética judaico-cristãs e na ideia inegociável da liberdade individual. É o respeito à autodeterminação do ser humano, aos direitos naturais que recebe ao nascer e ao primado da lei aprovada pela maioria. É o exercício permanente da autocrítica e em função disso a abertura para as mudanças. É a liberdade de investigar, de pensar e de acreditar. É o direito de se defender dos governos.

        Na visão do pensamento liberal-conservador de Thomas Sowell, a intelligentsia nada mais é do que a reunião de pensadores de gabinete (os ungidos) que tentam constantemente realizar mudanças estruturais na psiquê, na política e na ética histórica do Ocidente judaico-cristão. Tal grupo de intelectuais se ocupa especialmente do manejo ideológico da cultura e da política, seja de um país determinado ou de toda a comunidade internacional, afirma Sowell, autor do livro "Os ungidos: a fantasia das políticas sociais progressistas", tendo como foco a sociedade dos EUA.

        Portanto, chega em boa hora a parceria entre Alice Weidel e Elon Musk contra a "intelligentsia" alemã ou melhor, contra a fantasia das políticas sociais progressistas atualmente vigentes na Alemanha.



02 janeiro 2025

“Somente o AfD pode salvar a Alemanha"

        É o título do artigo traduzido para o português, escrito por Elon Musk para o jornal alemão “Welt”, em apoio a candidata Alice Weidel do partido AfD.

        As eleições legislativas antecipadas serão realizadas no próximo dia 23 de fevereiro, após o colapso da coalizão de governo de esquerda atual liderado pelo primeiro ministro Olá Scholz.

        A crise industrial e econômica que está acontecendo na Alemanha, a maior economia europeia, e os seus desdobramentos servem de lições para o Brasil.

        E, obviamente, o artigo do Elon Musk é uma forte recomendação aos alemães e - igualmente - uma importante lição para o Brasil. 

        Boa leitura.

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“Somente o AfD pode salvar a Alemanha"



        A Alemanha encontra-se em um momento crítico, com seu futuro oscilando à beira do colapso econômico e cultural. Como alguém que investiu significativamente no cenário industrial e tecnológico da Alemanha, acredito que conquistei o direito de falar francamente sobre sua direção política.         A Alternativa para a Alemanha (AfD) representa o último vestígio de esperança para esta nação. Veja a seguir o porquê:

Renascimento econômico

        A economia da Alemanha, que já foi a potência da Europa, agora está atolada em burocracia e regulamentações sufocantes. O AfD entende que a liberdade econômica não é apenas desejável, mas necessária. Sua abordagem para reduzir o exagero do governo, cortar impostos e desregulamentar o mercado ecoa os princípios que tornaram a Tesla e a SpaceX bem-sucedidas. Se a Alemanha quiser recuperar seu poder industrial, precisará de um partido que não apenas fale sobre crescimento, mas que promova políticas para fomentar um ambiente em que as empresas possam prosperar sem a mão pesada do governo.

Imigração e identidade nacional

        A Alemanha abriu suas fronteiras para a migração em massa, que, embora tenha intenção humanitária, gerou tensões culturais e sociais significativas. A AfD defende uma política de imigração controlada que priorize a integração e a preservação da cultura e da segurança alemãs. Não se trata de xenofobia, mas de garantir que a Alemanha não perca sua identidade na busca pelo globalismo. Uma nação deve manter seus valores fundamentais e sua herança cultural para permanecer forte e unida.

Energia e independência

        As políticas energéticas promovidas pelas coalizões atuais não são apenas economicamente caras, mas também geopoliticamente ingênuas. A decisão da Alemanha de eliminar gradualmente a energia nuclear e depender fortemente do carvão e do gás importado, além da energia eólica e solar altamente variável, sem as baterias em escala de rede necessárias para proporcionar estabilidade, deixou o país vulnerável, especialmente à luz das interrupções no fornecimento de energia. A posição do AfD em relação à energia é pragmática, defendendo uma abordagem equilibrada. Espero que eles considerem dobrar a energia nuclear segura, juntamente com o armazenamento de energia em baterias para amortecer grandes oscilações no uso da eletricidade, pois essa é a solução óbvia.

Realismo político

        Os partidos tradicionais fracassaram na Alemanha. Suas políticas levaram à estagnação econômica, à agitação social e à diluição da identidade nacional. O AfD, apesar de ser rotulado como de extrema direita, oferece um realismo político que ressoa com muitos alemães que sentem que suas preocupações são ignoradas pelo establishment. Eles abordam os problemas em questão sem o politicamente correto que muitas vezes mascara a verdade.         A descrição do AfD como sendo de extrema direita se torna obviamente falsa simplesmente pelo fato de Alice Weidel, a líder do partido, ter um parceiro do mesmo sexo do Sri Lanka! Isso soa como Hitler para você? Por favor.

Inovação e o futuro

        Criei empresas com base no princípio de que a inovação exige liberdade em relação a restrições desnecessárias. A visão do AfD está alinhada com esse ethos. Eles pressionam por reformas educacionais que incentivam o pensamento crítico em vez da doutrinação e apoiam os setores de tecnologia que são o futuro da liderança econômica global.         Para aqueles que condenam o AfD como extremista, eu digo: olhem além dos rótulos. Observem as políticas, os planos econômicos e os esforços de preservação cultural. A Alemanha precisa de um partido que não tenha medo de desafiar o status quo, que não esteja atolado na política do passado.         O AfD pode salvar a Alemanha de se tornar uma sombra de seu antigo eu. Ele pode conduzir o país a um futuro em que a prosperidade econômica, a integridade cultural e a inovação tecnológica não sejam apenas aspirações, mas realidades. A Alemanha tem se sentido confortável demais com a mediocridade; é hora de mudanças ousadas, e o AfD é o único partido que oferece esse caminho”.
        Elon Musk

08 novembro 2024

35º aniversário da Queda do Muro de Berlim


Neste sábado, 9 de novembro, será comemorado o 35º aniversário da Queda do Muro de Berlim. Para não esquecer: Durante 28 anos, o regime comunista manteve 17 milhões de alemães orientais presos para que não fugissem do socialismo.

Com a queda do muro de Berlim e a dissolução da União Soviética, passou-se a acreditar que o totalitarismo, que é diferente do autoritarismo, passaria a existir apenas nos livros de história e na memória de suas vítimas. O regime liberal-democrático teria prevalecido no mundo Ocidental e regimes autoritários estariam com os seus dias contados.

Essa presunção de morte do totalitarismo, como comprova-se hoje, foi exagerada. O que mudou foi a forma de totalitarismo. Enquanto o totalitarismo tradicional se valia de ameaça de violência física, o novo totalitarismo está se valendo de métodos de intimidação mais sutis, envolvendo instrumentos de coerção psicológica e econômica.

Se o totalitarismo clássico procurou implantar regimes radicalmente nacionalistas e/ou racistas e/ou coletivistas, o novo totalitarismo procura implementar uma ideologia que envolve uma estranha combinação de coletivismo e hiperindividualrismo que tem tomado forma atualmente no chamado - indentitarismo woke.

Portanto, o novo totalitarismo ao invés de ser implementado pelo - coturno no rosto - a substituição dos valores do velho mundo está sendo obtida pelas conveniências tecnológicas e econômicas do século XXI, através da - cultura do cancelamento - e do poder das entidades privadas.

No totalitarismo antigo, a politização se dava pela adesão às pautas do partido no poder. No modelo atual, essa politização se dá pela adesão às pautas do identitarismo woke, não somente pelo governo, mas pelas corporações, pelas universidades, pela mídia, pelas ONGs, e assim por diante.

No totalitarismo novo não há gulags, nem interrogatórios na Lubianka, sede da KGB. Haverá simplesmente cancelamento e o cancelado não trabalhará novamente. E mais, seus membros vão ensinar aos filhos dos cancelados a odiarem os seus pais.


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PS.: O governo Lula tem deixado a porteira aberta para o identitarismo e radicalismo woke desde o começo de seu mandato. A tendência perpassa diversos ministérios e se manifesta em audiências, portarias, discursos de autoridades e na implementação de políticas públicas.




05 abril 2024

A vida útil das centrais nucleares em todo o mundo será aumentada. Por que ela está sendo modificada?

Uma imensa quantidade de centrais nucleares geradoras de energia elétrica - já envelhecidas - poderão ajudar a reduzir as emissões de gases com efeito estufa. Talvez esta seja a principal razão, no momento atual, para que a vida útil de seus reatores seja aumentada e os que foram desligados voltem a funcionar.

Nos EUA, que têm mais reatores em funcionamento do que qualquer outro país, o reator médio tem 42 anos e quase 90% dos reatores na Europa existem há 30 anos ou mais.

Indian Point Energy Center, em Nova York,
gerou eletricidade com reatores nucleares por quase
60 anos antes de fechar em 2021

Os reatores mais antigos, especialmente os menores, foram desligados em massa devido a pressões econômicas, especialmente em áreas com outras fontes de electricidade mais baratas, como o gás natural. A empresa Holtec International desativou, recentemente, várias usinas, incluindo o Indian Point Energy Center, em Nova York.

"Poderá ainda haver muita vida útil em reatores nucleares mais antigos". É o que diz a Holtec, a nova proprietária da central Palisades, em Michigan, fechada em 2022, e que agora está trabalhando para reabri-la. Se a reinicialização for bem-sucedida, a usina poderá operar por um total de 80 anos. Outras estão a ver extensões de 20 anos nas licenças dos seus reatores.

Central Nuclear Palisades - Michigan

A usina Palisades foi fechada em 20 de maio de 2022, após 50 anos gerando eletricidade com baixo teor de carbonoUm reinício bem-sucedido será um marco importante para o conjunto de usinas nucleares dos EUA, e os 800 MW de capacidade do reator poderão ajudar o país a aproximar-se dos objetivos climáticos. 

Estudos estão apontando que prolongar a vida útil das centrais nucleares existentes poderá ajudar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa e é geralmente mais barato do que construir novas. 

Quanto tempo de vida útil se pode esperar das centrais nucleares?

Nos EUA, a Comissão Reguladora Nuclear (NRC) licencia reatores nucleares para uma vida útil operacional de 40 anos. Mas as centrais certamente podem operar por mais tempo do que isso, e muitas o fazem, dizem os especialistas.

O cronograma de 40 anos não foi concebido para colocar um ponto final na vida de uma central, disse Patrick White, diretor de pesquisa da Nuclear Innovation Alliance, um think tank sem fins lucrativos. Em vez disso, pretendia-se garantir que as usinas pudessem funcionar durante um tempo suficiente para recuperar o dinheiro investido na sua construção, disse ele.

A NRC concedeu extensões de licença de 20 anos a grande parte da centrais nucleares existentes nos EUA, permitindo-lhes operar durante 60 anos. Agora, algumas operadoras estão solicitando uma extensão adicional. Vários reatores já foram aprovados para operar por um total de 80 anos, incluindo duas unidades em Turkey Point, na Flórida. Embora os reatores em operação mais antigos do mundo tenham hoje apenas 54 anos, já existem pesquisas iniciais investigando a extensão da vida útil para 100 anos, disse White.

No entanto, conseguir essas extensões tem sido difícil. Desde então, a NRC retrocedeu parcialmente em algumas das suas aprovações e está a exigir que vários dos locais previamente aprovados passem por análises ambientais adicionais utilizando dados mais recentes.

A realidade é que uma central nuclear tem muito poucos componentes que realmente limitam sua vida útil. Equipamentos como bombas, válvulas e trocadores de calor no sistema de refrigeração de água e na infraestrutura de suporte podem ser mantidos, reparados ou substituídos. Eles podem até ser atualizados à medida que a tecnologia melhora para ajudar uma usina a gerar eletricidade com mais eficiência. Leia no rodapé, o que diz o professor de engenharia nuclear, Jacopo Buongiorno, do MIT¹.

Prolongar a vida útil do conjunto de usinas nucleares em todo o mundo, em 10 anos, acrescentaria 26.000 terawatts-hora de electricidade com baixo teor de carbono à rede nas próximas décadas, de acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Viena, Austria. Isso equivale a um ano de demanda global atual por eletricidade e poderia ajudar a reduzir as emissões poluentes enquanto o mundo expande a capacidade energética de baixo carbono.

Alemanha

A Alemanha fechou, em 15/04/2023, seus últimos três reatores nucleares, concluindo o abandono desse tipo de energia, um velho compromisso, acordado em 2002, às vezes incompreendido em um contexto de urgência climática.

As três últimas usinas nucleares forneciam apenas 6% do consumo total de eletricidade da Alemanha, mas foram consideradas necessárias para a segurança do abastecimento, principalmente após o início da guerra Rússia x Ucrânia.

Contudo, ao mesmo tempo em que concluiu a eliminação progressiva da energia nuclear, a Alemanha reativou várias usinas elétricas a carvão. O governo estima eliminar essa fonte de energia entre 2030 e 2038. Não deixa de ser uma contradição sob o ponto de vista ambiental, defendido pelos partidos componentes do atual governo.

Por isso mesmo, a indústria e a oposição conservadora da Alemanha criticaram o apagão nuclear no país e negaram que o fornecimento de energia esteja garantido, como afirma o governo.

Brasil

A energia nuclear no Brasil tem uma história marcada por altos e baixos, com avanços e retrocessos em seu desenvolvimento.

No País, atualmente, estão em operação as usinas Angra 1 - com capacidade para geração de 657 MW, e Angra 2 - de 1350 MW. São, portanto, responsáveis por uma parcela pequena, mas significativa, da geração de eletricidade do País.

Angra 3: será praticamente uma réplica de Angra 2 (incorporando os avanços tecnológicos ocorridos desde a sua construção), está prevista para gerar 1405 MW. A construção da usina começou na década de 1980, mas enfrentou inúmeros atrasos e problemas técnicos e financeiros. Recentemente, houve avanços no projeto, com a retomada das obras.

Novas Usinas Nucleares: discute-se a possibilidade de se construir novas usinas nucleares para diversificar nossa matriz energética e garantir segurança no abastecimento. No entanto, projetos concretos ainda não foram anunciados, e há resistência da opinião pública e de alguns setores políticos devido a preocupações com segurança, custo e gestão de resíduos nucleares.


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¹ Segundo Jacopo Buongiorno, professor de engenharia nuclear no MIT, dois componentes principais determinam a vida útil de uma central: o vaso de pressão do reator e a estrutura de contenção.



O vaso de pressão do reator é o coração de uma usina nuclear, contendo o núcleo do reator, bem como o sistema de resfriamento associado. A estrutura deve manter o núcleo do reator em alta temperatura e pressão sem vazamentos.

A estrutura de contenção é uma concha ao redor do reator nuclear. Ele foi projetado para ser hermético e manter qualquer material radioativo contido em caso de emergência.

Ambos os componentes são cruciais para o funcionamento seguro de uma central nuclear e são geralmente demasiado caros ou muito difíceis de substituir. Assim, à medida que os reguladores examinam os pedidos de prolongamento da vida útil das instalações, a vida útil desses componentes são os que mais preocupam, diz Buongiorno.

15 janeiro 2024

Planos de guerra vazados revelam que a Alemanha está se preparando para a 3a. Guerra Mundial

Documentos publicados pelo jornal alemão BILD revelam que a Europa está se preparando para se defender de um possível ataque aos países aliados da OTAN no próximo ano, com receio de que o presidente russo, Vladimir Putin, expanda a guerra de seu país na Ucrânia




Segundo o jornal – que obteve as informações militares confidenciais do Ministério da Defesa alemão – as forças armadas do país estão se preparando para um ataque “híbrido” russo na Europa Oriental.

O jornal detalhou como vários cenários potencialmente alarmantes poderiam se desenrolar nos próximos meses.

Um desses cenários, apelidado de “Aliança de Defesa 2025”, começaria em fevereiro, com a Rússia mobilizando mais 200.000 soldados.

Encorajada pelo esgotamento do apoio financeiro ocidental à Ucrânia, a Rússia lançaria então uma massiva “ofensiva de primavera” contra as forças armadas ucranianas.

cenário potencial descreve como a Rússia poderia começar a travar uma guerra no Báltico até Julho, recorrendo a “graves ataques cibernéticos”, ao mesmo tempo que provocava o descontentamento entre os cidadãos russos na Estónia, Letónia e Lituânia. 

Em setembro, esses confrontos, mostram os documentos confidenciais, poderão então ser usados ​​pela Rússia como um ímpeto para desencadear o “Zapad 2024”, um “exercício” militar em grande escala que reuniria cerca de 50.000 soldados russos no oeste do país e na Bielorrússia. A  partir daí, descreve o cenário, a Rússia poderia deslocar tropas e mísseis de médio alcance para Kaliningrado, um território russo de 86 milhas quadradas encravado entre a Lituânia e a Polónia, ambos membros da OTAN.

De acordo com os documentos, a Rússia poderia bombardear a região com propaganda alertando sobre um ataque iminente das forças da OTAN, com o objectivo final de conquistar uma área conhecida como Suwalki Gap, um estreito corredor polaco-lituano que fica entre a Bielorrússia e Kaliningrado.

Em dezembro, de acordo com o enredo – um exercício de pior cenário possível – a Rússia poderia então aproveitar o período de transição após as eleições presidenciais dos EUA e usar propaganda, proclamando “conflitos fronteiriços” fictícios ou “motins com numerosas mortes” para incitar a violência. na área de Suwalki Gap e semeiam agitação, relata o BILD. 

Na sequência de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em Janeiro de 2025, a Rússia poderia então acusar falsamente os aliados ocidentais de conspirarem para agir contra o regime de Putin, o que poderia então utilizar para reunir tropas para a Bielorrússia e os países bálticos até Março de 2025. Na sequência de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em Janeiro de 2025, a Rússia poderia então acusar falsamente os aliados ocidentais de conspirarem para agir contra o regime de Putin, o que poderia então utilizar para reunir tropas para a Bielorrússia e os países bálticos até Março de 2025.

O documento vazado diz que, neste cenário, 30 mil soldados alemães seriam destacados para a defesa, enquanto cerca de 70 mil forças russas teriam se concentrado na Bielorrússia. Até Maio de 2025, esse aumento poderá levar a OTAN a promulgar “medidas de dissuasão credíveis” para evitar novas incursões russas, o que se traduz num combate entre as tropas ocidentais e as forças russas.

Putin e as autoridades russas negaram repetidamente que iriam escalar o conflito na Ucrânia para além das fronteiras do país. Embora os planos obtidos pelo BILD sejam um cenário potencial preparado pelos generais do exército alemão, os aliados europeus levam a sério a ameaça da Rússia e estão a preparar-se em conformidade.

Na semana  passada, o Ministro da Defesa Civil da Suécia, convidado pela OTAN, Carl-Oskar Bohlin, disse numa conferência “Povo e Defesa” que a guerra na Suécia era possível. Este sentimento foi prontamente ecoado pelo Comandante-em-Chefe militar do país, Micael Bydén, que disse: “Precisamos de nos preparar tanto quanto possível, a todos os níveis, em toda a sociedade”, escreveu a NBC .

Funcionários do Ministério da Defesa alemão não abordaram os cenários específicos apresentados no documento, mas disseram ao BILD: “Posso dizer-lhe que considerar diferentes cenários, mesmo que sejam extremamente improváveis, faz parte do trabalho militar quotidiano, especialmente no treino”.

16 abril 2023

ALEMANHA DEU ADEUS A ENERGIA NUCLEAR

A Alemanha fechou, neste sábado (15/04), seus últimos três reatores nucleares, concluindo o abandono desse tipo de energia, um velho compromisso, acordado em 2002, às vezes incompreendido em um contexto de urgência climática.

As três últimas usinas nucleares forneciam apenas 6% do consumo total de eletricidade da Alemanha, mas foram consideradas necessárias para a segurança do abastecimento, principalmente após o início da guerra Rússia x Ucrânia.

Porém, ao mesmo tempo em que concluiu a eliminação progressiva da energia nuclear, a Alemanha reativou várias usinas elétricas a carvão, embora ainda pretenda eliminar essa fonte de energia entre 2030 e 2038. Não deixa de ser uma contradição sob o ponto de vista ambiental, defendido pelos partidos componentes do atual governo.

A indústria e a oposição conservadora da Alemanha criticaram o apagão nuclear no país e negaram que o fornecimento de energia esteja garantido, como afirma o governo.

"A segurança energética foi alcançada no difícil inverno passado e assim continuará no futuro", disse Habeck, vice-chanceler da coalizão tripartite de social-democratas, verdes e liberais.

O ministro lembrou que os estoques de gás estão em níveis adequados, que os primeiros terminais de GNL foram instalados e estão operando no norte do país, e que estão sendo feitos progressos no desenvolvimento de energias renováveis, que devem fornecer 80% do consumo até 2030.

Sabe-se contudo, que apenas as energias de fontes solar e eólica não serão suficientes para garantir um futuro neutro em carbono. Por isso, enquanto os países buscam cumprir metas de emissões, o hidrogênio volta aos holofotes.

Daí a já reconhecida necessidade de se investir em hidrogênio como fonte de energia. Apesar de a produção de energia por hidrogênio não ser novidade, o debate de propostas envolvendo esta fonte de energia está atrasado.

Consideradas muito caras e muito complexas, tecnologias de hidrogênio perderam a corrida pelo financiamento à energia limpa.

Um exemplo do reconhecimento do papel crucial do hidrogênio na diminuição das emissões de carbono é o investimento anunciado em julho/2022 pela União Europeia. O grupo planeja alcançar 40 GW de eletrólise de hidrogênio renovável até 2030 — o que equivale a 40 reatores nucleares.

O que é hidrogênio?

O hidrogênio é um elemento químico. Tem o símbolo H e o número atômico 1. As principais características do hidrogênio são: tem um peso atômico padrão de 1,008, o que significa que é o elemento mais leve da tabela periódica. O hidrogênio é o elemento químico mais comum no Universo, constituindo 75% de toda a matéria normal (bariônica) (em massa).

O que é hidrogênio combustível?

O hidrogênio é um combustível limpo que, quando consumido em uma célula a combustível, produz apenas água. O hidrogênio pode ser produzido a partir de uma variedade de recursos, como gás natural, energia nuclear, biomassa e energia renovável como solar e eólica. Essas qualidades o tornam uma opção de combustível atraente para aplicações de transporte e geração de eletricidade. Ele pode ser usado em carros, em casas, para energia portátil e em muitas outras aplicações.

Como é produzido o hidrogênio combustível?

Hoje, o hidrogênio combustível pode ser produzido por vários métodos. Os métodos mais comuns para a produção de hidrogênio em escala industrial são a reforma do gás natural(processos térmicos¹) e a eletrólise. Outros métodos incluem processos movidos a energia solar e biológicos².

Eletrólise do hidrogênio

Como aprendemos na aula de Química (Prof. Plácido Xavier de Andrade), a água (H2O) pode ser separada em oxigênio e hidrogênio por meio de um processo chamado eletrólise. Os processos eletrolíticos ocorrem em um eletrolisador, que funciona como uma célula a combustível ao contrário – em vez de usar a energia de uma molécula de hidrogênio, cria hidrogênio a partir de moléculas de água.

Quais são as diferentes cores de classificação do hidrogênio combustível?

O hidrogênio, por si só, é um combustível limpo. Mas a fabricação de hidrogênio combustível, no entanto, consome muita energia. Nesse caso, convencionou-se classificar a produção de hidrogênio em cores. Veja quais são elas:

  • Hidrogênio marrom: É o criado por meio da gaseificação do carvão.
  • Hidrogênio cinza: É o processo de produção a partir do gás natural em que há liberação de resíduos de carbono.
  • Hidrogênio azul: Usa a captura e o armazenamento de carbono para os gases de efeito estufa produzidos na criação do hidrogênio cinza.
  • Hidrogênio verde: É o recurso definitivo de produção do hidrogênio combustível limpo. Ele usa energia renovável para a produção do combustível. Essa energia pode ser usada, por exemplo, na eletrólise, fazendo com que sua produção seja inteiramente renovável.

De acordo com a BloombergNEF (BNEF), o hidrogênio azul custa hoje entre US$ 2,50 e US$ 6,80 por quilograma, contra US$ 1 a 1,80/kg do hidrogênio cinza e US$ 1,40 a 2,40/kg para o verde.

A produção de cada 5.000 toneladas de hidrogênio verde requer cerca de 250 GWh de energia renovável, o equivalente a uma capacidade instalada de 79 MW de energia eólica offshore (com um fator de capacidade de 36%) ou 130 MW de energia eólica onshore (fator de capacidade de 22%). Vale lembrar que as eólicas brasileiras trabalham com fatores de capacidade maiores do que esses.

Sendo assim, a Alemanha considera realizar leilões de eólicas offshore especiais para produzir hidrogênio verde. A proposta inicial é que o hidrogênio forneça 20% das necessidades do produto no país até 2030, o que equivaleria a quase 1,5 milhão de toneladas, de acordo com a Platts.

Atualmente, o país produz 70 milhões de toneladas de hidrogênio por ano. O hidrogênio verde é utilizado principalmente para uso em refinarias de petróleo e na produção de amônia.

O governo alemão pretende assegurar € 2 bilhões em projetos de hidrogênio verde, com participação de 20% no investimento. Este investimento pode significar uma capacidade de eletrólise de 3 GW aproximadamente, porém a meta é 5 GW de capacidade de eletrólise.

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¹ Os processos térmicos para a produção de hidrogênio normalmente envolvem a reforma a vapor, um processo de alta temperatura no qual o vapor reage com um hidrocarboneto para produzir hidrogênio. Entre eles, gás natural, diesel, combustíveis líquidos renováveis, carvão gaseificado ou biomassa gaseificada. Hoje, cerca de 95% de todo o hidrogênio é produzido a partir da reforma a vapor do gás natural. Nesse caso, contudo, o hidrogênio não é considerado um combustível limpo, já que é produzido a partir de hidrocarbonetos.

² Energia solar e hidrogênio - A produção de hidrogênio por energia solar usa a luz como agente para a produção do combustível. Existem alguns processos movidos a energia solar, incluindo fotobiológico, fotoeletroquímico e termoquímico solar, que permitem a produção de hidrogênio.



16 março 2023

Governo alemão quer fabricantes pagando pelos danos causados a vacinados

 

O Ministro da Saúde da Alemanha, Karl Lauterbach, admitiu que as lesões induzidas por vacinas covid são um problema sério e disse que espera que as empresas farmacêuticas ajudem voluntariamente a compensar os prejudicados.


Como ministro da Saúde desde dezembro de 2021, sob a coalizão liderada pelo Chanceler Olaf Scholz, Lauterbach, "o Fauci da Alemanha", adotou uma postura agressivamente pró-lockdown e pró-vacinação. Seu objetivo declarado era vacinar todos os alemães – através da imposição de mandatos – a fim de alcançar a chamada "imunidade de rebanho" durante a pandemia e suas inúmeras variantes.

Para frustração da coalizão governista, o parlamento alemão rejeitou a vacinação obrigatória para a população em geral, como era o desejo de Olaf Scholz e Karl Lauterbach.

No entanto, uma variedade de medidas administrativas impositivas do governo federal tornaram a vacinação de fato obrigatória, uma pré-condição para levar qualquer atividade que se assemelhe a uma vida normal – e tornando a vida impossível para os não vacinados, inclusive por meio de lockdowns direcionados.

Uma minoria de políticos se opôs às políticas de vacinação em massa de Lauterbach, alertando sobre os efeitos colaterais da tecnologia mRNA.

Lauterbach respondeu – em redes sociais e também em vários programas – que as vacinas covid não tinham efeitos colaterais, uma afirmação surpreendente, considerando que os números do próprio Ministério da Saúde da Alemanha mostraram que os eventos adversos graves relatados ocorreram em uma em cada 5.000 inoculações, aumentando para 2 em 1.000 para todos os eventos adversos suspeitos.

Nos últimos dois anos, mais de 300.000 casos de efeitos colaterais de vacinas se acumularam no próprio sistema do Ministério, e mais e mais pessoas estão apresentando pedidos de indenização contra o Estado alemão – responsável por qualquer dano relacionado à vacina, segundo contratos assinados pela União Europeia com os fabricantes.

As lesões por vacinas covid passaram a ser discutidas abertamente na grande imprensa alemã.

Esses fatos forçaram Lauterbach a fazer uma reviravolta espetacular. Em entrevista à TV, ele admitiu que as lesões induzidas por vacinas são um problema sério. E disse que o ministério planeja lançar um programa para investigar as consequências negativas da vacinação contra a covid.

Além disso, Lauterbach disse que espera que as empresas farmacêuticas ajudem voluntariamente a compensar os prejudicados pelas vacinas. "Isso porque os lucros têm sido exorbitantes", disse. Há apenas um ano, ele havia dito: "As empresas farmacêuticas não ficarão ricas com vacinas".

Os partidos da oposição estão pedindo um inquérito para investigar a desastrada e autoritária resposta do governo à pandemia, mas as declarações de Lauterbach atrairam reações mistas de seus próprios aliados da coalizão governista.

"Tais declarações não contribuem para fortalecer a Alemanha como um local de pesquisa e medicina", disse um especialista em produtos farmacêuticos do partido FDP, uma referência à decisão da BioNTech de aumentar o investimento no país.

27 maio 2022

Alemanha destrói floresta de 12 mil anos e vilarejos para extração de carvão (*)


"A Floresta é um símbolo do que há de errado com nossa sociedade e nossa economia. Precisamos protegê-la, não destruí-la para o lucro de apenas uma grande empresa. A crise climática é uma realidade que temos que agir agora, mas a RWE e outras grandes empresas de combustíveis fósseis não vão parar de escavar carvão. Na realidade climática de hoje, não deveríamos cortar carvalhos de 300 anos para chegar ao carvão a 400 metros de profundidade na terra, apenas para queimá-lo. Só produzirá mais CO2", disse  Gelände Kathrin Henneberger, porta-voz do grupo ativista Ende Gelände.

A cicatriz marrom-cinza na terra que é a mina de Garzweiler já engoliu mais de uma dúzia de vilarejos. Igrejas centenárias, casas, rodovias foram demolidas e o solo sobre a qual foram construídas foi removido. Terras agrícolas desapareceram, os cemitérios foram esvaziados.

Com mais de mais de 5.500 hectares, a Floresta Hambach era a maior floresta da Renânia do Norte-Vestfália. Única em sua ecologia, e uma das florestas mais antigas da Europa, é descrita como “o último remanescente de um ecossistema silvestre que ocupou esta parte da planície do rio Reno entre Aachen e Colônia desde o final da última era glacial”. 

Começando em 1978, a RWE começou a derrubar a floresta de 12 mil anos para escavar e queimar as vastas quantidades de carvão marrom depositados abaixo das árvores centenárias. Agora, menos de um décimo do dossel original sobrevive, com um núcleo de apenas 200 hectares restantes.

Em seu lugar está um dos maiores buracos da Europa. Entre 370 e 450 metros de profundidade, a mina se estende por uma paisagem lunar de 85 quilômetros quadrados. É a maior mina de lignite a céu aberto da Alemanha e, segundo a empresa, produz 40 milhões de toneladas de lignite por ano, fornecendo trabalho para cerca de 1.300 pessoas.

A Alemanha continua sendo o maior consumidor de carvão da Europa e as usinas a carvão perto da mina estão entre as maiores emissoras de dióxido de carbono da União Europeia.

A Alemanha está considerando adiar o fechamento de algumas usinas de energia de lignite — tanto as de reserva quanto as que operam no mercado — e trazer de volta as usinas de lignite que fecharam recentemente, disse Sabrina Kernbichler, analista de energia europeia da S&P Global.

A lignite é um dos combustíveis menos eficientes, porque tem um alto teor de água, representa cerca de 45% do grid de eletricidade do Estado, com o excedente de energia exportado para a França e a Holanda.


A geração de eletricidade de carvão lignite foi elevada ao "status militar estratégico" na Alemanha nazista sob a Lei de Promoção da Indústria de Energia de 1935, adotada para fortalecer as capacidades de guerra e permitir o despejo de comunidades inteiras para escavação de carvão. Apesar das promessas de remover todas as leis nazistas, "o espírito dessas conveniências em tempos de guerra prevalece em muitas regulamentações energéticas até hoje".

A Lei Federal de Mineração, revisada em 1980, estipula a "renúncia obrigatória de propriedade privada às mineradoras [...] por domínio eminente sempre que o bem-estar público for atendido, particularmente por fornecer ao mercado matérias-primas, garantir emprego na indústria de mineração, estabilizar as economias regionais ou promover procedimentos de mineração sensatos e ordenados".


(*) A postagem original desta matéria você pode acessar clicando aqui Nela consta também informações sobre os aspectos jurídicos travados entre a população (perdedora da causa), a empresa e o Estado.

26 dezembro 2021

IV REICH ?

Segundo Ivan Kleber, correspondente internacional para o canal PHVox, o novo governo alemão pretende criar um maxiestado federal liderado por Berlim.

"A Alemanha quer transformar a União Europeia no Quarto Reich". A declaração vem do vice-primeiro-ministro da Polônia, Jaroslaw Kaczynski.

"A ruína moral sempre precede a derrocada de qualquer civilização.

Da derrocada da civilização sempre surge um tirano prometendo salvá-la.

Desesperados, todos olham apenas as aparências do tirano, escondem o mal para não perderem a última esperança."

Jaroslaw está quase certo, foi o governo de Angela Merkel que deu início a esse projeto, o novo governo faz parte dos planos.

Pátria Grande

No Chile, o presidente eleito Gabriel Boric passou a representar mais um governo esquerdista na América do Sul, reforçando a meta de fazer do continente o que chamam de "Pátria Grande", maior bandeira socialista preconizada pelo Foro de São Paulo, criado em 1990, iniciativa que Lula desenvolveu junto com Fidel Castro, com a finalidade de dar sobrevida ao comunismo na América Latina, depois da queda do Muro de Berlim, deixando óbvio, portanto, que aqueles que se dizem democratas não o são.

O mundo está na contramão da democracia. O trem já partiu e o seu passageiro é conhecido. O Brasil poderá ser a próxima estação. Mas depende de você e de cada brasileiro. Veja como se defender e qual o risco de mergulharmos nesse abismo. Clique aqui.