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16 outubro 2021

SERIA 'TRÁGICO' TER UMA 'MORAL' COMO A DE LULA

As farpas trocadas, durante esta semana, entre Ciro Gomes - o eterno candidato a presidente da República - e o descondenado Lula, subiram de tom. É o que revela a matéria na imagem abaixo.

Lula insinuou que a atitude de Ciro poderia ser sequela da Covid-19, uma "problema no cérebro, do esquecimento". Em reposta, Ciro afirmou que "trágico mesmo seria ter uma sequela moral como a do notório Lula" e lembrou ainda a relação de Lula com políticos do MDB, como Renan Calheiros e Eunício de Oliveira.

A matéria revela também o encontro de Fernando Haddad com empresários e banqueiros ocorrida em São Paulo. Haddad também confirma a estratégia que está sendo construída por Lula no sentido de reconhecer que houve corrupção na Petrobras, mas que esta foi decorrente de ações de seu diretores sem o conhecimento de Lula. Contudo, não revelou os planos para encobrir a corrupção em outros setores do governo e nas empresas estatais, como os Correios, por exemplo.

Tais revelações relembram os acertos de Lula com políticos e empresários realizados por José Dirceu para a campanha das eleições de 2002, o militante sonhador dos anos 1960, organizador do PT e capitão do time no primeiro governo de Lula, que continua capturado pela brilhante conclusão de sua biografia, escrita pelo repórter Otávio Cabral: “José Dirceu de Oliveira e Silva jamais chegou a lugar nenhum”.

Já de Lula, o "politicamente correto", será que ele irá pedir desculpas pros milhões de brasileiros e de sequelados da Covid-19? Não irá. Pedir desculpas não faz o estilo dele. Mas certamente pedirá votos.

Queira ou não queira, entretanto, a corrupção não vai sumir por um ato de vontade de Lula, do PT e do estado maior da sua campanha de 2022. A maioria da população brasileira não possui sequelas em sua memória.




O TRIBUNAL DA DESORDEM (*)

O STF é hoje o principal promotor da insegurança jurídica no país. Pode? Não deveria poder, mas na prática é exatamente assim que se passam as coisas 

Poucas coisas definem tão bem um país subdesenvolvido quanto a insegurança jurídica. É o contrário, exatamente, do que acontece nas nações que deram certo, dos pontos de vista econômico, ético e social. Em sociedades bem-sucedidas, a população, ou pelo menos os advogados sabem que a Justiça, em qualquer processo, vai decidir segundo o que está escrito na lei — e, como consequência direta desse hábito, vai repetir no caso de hoje a sentença que deu no caso de ontem, todas as vezes que um caso for igual ao outro. Já nas repúblicas bananeiras de Terceiro Mundo, a coisa anda na direção oposta. A lei depende do que os juízes querem, e aí ninguém nunca está seguro de nada; pode ser assim, pode ser o oposto, pode talvez ser uma terceira coisa, e ao cidadão comum só cabe rezar. (O cidadão não comum tem outros recursos, muitos deles altamente eficazes, mas aqui já é uma outra história, que fica para uma outra vez.) É triste, mas lugar subdesenvolvido é assim mesmo: tudo o que o sujeito pode esperar é que não lhe aconteça nada que o coloque em contato com a Justiça do seu próprio país.

O que vale é aquilo que o gestor da Justiça quer — e, quanto mais alto o gestor, mais ele pode querer

O Brasil, nesse tipo de calamidade, está sempre ganhando a medalha de ouro; é hoje um dos países de maior insegurança jurídica do mundo, incluindo qualquer fundão da África, e o nevoeiro legal que torna tudo incerto por aqui, o tempo todo, é um dos principais motivos do nosso atraso. Ninguém, pessoa física ou jurídica, empresa privada ou pública, jamais tem certeza — não precisa ser certeza absoluta, é claro, mas uma mera expectativa racional — dos seus direitos; também não sabe, nunca, quais são as suas obrigações. Uns e outros são estabelecidos, na prática, pelos 25.000 mandarins, talvez, que habitam atualmente no sistema judiciário nacional. Trata-se de uma pasta incompreensível — um delírio que vai do Ministério Público Federal aos Ministérios Públicos Estaduais, do Ministério Público do Trabalho ao Ministério Público do Meio Ambiente, das Defensorias Públicas (da União e dos Estados) aos juízes federais e estaduais, mais os tribunais de alçada, e os tribunais de justiça, e os tribunais regionais, e os tribunais superiores, e o Supremo Tribunal Federal. É um milagre que saia alguma coisa razoável de um negócio desses.

Os magistrados, naturalmente, ficam horrorizados quando alguém menciona a falência do Judiciário brasileiro como um sistema de prestação de justiça — a começar pelo fato de que a população nunca sabe o que vale e o que não vale na lei. Todos garantem que os direitos e deveres do cidadão estão perfeitamente definidos na Constituição, nos Códigos e nos outros 10 milhões de leis (ou mais?) hoje em vigor neste país. Qual seria o problema, se temos lei para tudo? O problema é que não é assim na vida real — as regras podem estar na lei, mas não estão na existência das pessoas. O que vale mesmo, aí, é aquilo que o gestor da Justiça quer — e, quanto mais alto o gestor, mais ele pode querer.

Nada resume tão bem a atuação aberrante da Justiça brasileira quanto a conduta rotineira do Supremo Tribunal Federal, a Corte de justiça mais elevada do Brasil. O STF é hoje, simplesmente, o principal promotor da insegurança jurídica no país. Pode? Não deveria poder, mas na prática é exatamente assim que se passam as coisas: o Supremo, em sua posição de último degrau da escada em que se define o que é legal e o que é ilegal está sendo, na verdade, o primeiro lugar onde essas duas coisas se confundem. Hoje o tribunal decide que isso ou aquilo vai ser assim, porque interessa pessoalmente ao ministro Fulano que seja assim. Amanhã decide-se que vai ser assado, porque o ministro Beltrano quer que seja assado. É óbvio que nunca vai dar para saber, desse jeito, se a próxima sentença, sobre os mesmos fatos, vai ser assim ou assado.

A última demonstração desse tipo de insanidade acaba de ser dada pelo ministro Ricardo Lewandowski. Como é do conhecimento geral, o senador do Amapá que preside neste momento a Comissão de Justiça do Senado vem se comportando há três meses como um desordeiro: recusa-se, por despeito e por interesses pessoais contrariados, a colocar em votação o nome indicado pelo presidente da República para a vaga que existe no momento no STF. Só no Brasil: um cidadão eleito senador com meia dúzia de votos, num eleitorado inferior ao de Osasco, impede, absolutamente sozinho, uma nomeação essencial para que o mais elevado tribunal do Brasil possa funcionar com seu efetivo completo.

Barroso decide uma coisa, Lewandowski decide o oposto, e fica tudo por isso mesmo

Muito bem — e aí, o que faz o STF? Dois senadores entraram com um pedido para que o Supremo obrigue o tal presidente da Comissão de Justiça a colocar em votação, como estabelece a lei e exige a lógica, o nome do novo ministro. Lewandowski, a quem coube se manifestar no caso, mandou deixar tudo assim mesmo — segundo ele, o STF não pode “interferir” em decisões de um membro da hierarquia do Senado. É mentira: ele fez isso unicamente porque é inimigo declarado e militante do presidente da República, advoga no plenário em favor de Lula e acumpliciou-se na desordem promovida pelo presidente da Comissão porque calcula que isso vai prejudicar o governo. Nada de muito anormal, até aí — esse Lewandowski se comporta assim mesmo. O prodigioso, na história toda, é que apenas seis meses atrás, em abril último, os dois mesmíssimos senadores fizeram o mesmíssimo tipo de pedido ao mesmíssimo Supremo Tribunal Federal; queriam, então, que o STF obrigasse o presidente do Senado a abrir a infame “CPI da Covid”, decisão que o homem não queria tomar, valendo-se dos seus direitos regimentais. Tudo igual, portanto — só que a decisão do tribunal, naquela ocasião, foi exatamente contrária à que foi tomada agora.

O ministro Luís Roberto Barroso, no primeiro pedido dos dois senadores, ignorou por completo a suposta independência do Legislativo; não lhe passou pela cabeça que o STF não pode “interferir” em decisões de um membro da hierarquia do Senado, como diz Lewandowski. Mandou o presidente do Senado instalar a CPI e pronto — a “separação de Poderes” que vá para o diabo que a carregue. A conclusão de toda essa comédia é uma só: Barroso decide uma coisa, Lewandowski decide o oposto, e fica tudo por isso mesmo. Qual é a seriedade de um negócio desses? Ambos, com as suas togas pretas e discurseira em mau latim, fazem de conta que estão na Corte Suprema dos Estados Unidos; na vida real são apenas dois magnatas do Brasilzão atrasado de sempre, entregues às suas pequenas miudezas, pequenos interesses e pequenos talentos.

Decisões absolutamente contrárias entre si, no mesmo tribunal, sobre o mesmo assunto e quase ao mesmo tempo — se isso não é criar insegurança jurídica, direto na veia, então o que seria? Os ministros, por meio de suas ações concretas, estão mostrando que o Supremo Tribunal Federal não abre mão de viver num país subdesenvolvido.

(*) - Artigo publicado na Revista Oeste - Edição 82

15 outubro 2021

1º VEÍCULO ELÉTRICO COM BATERIA DE NIÓBIO NO BRASIL

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) e a CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) fizeram um acordo para desenvolver e produzir baterias de nióbio para veículos elétricos. Com elas, os automóveis serão recarregados em menos de dez minutos e terão maior autonomia. 

A solução pode colocar o Brasil em posição de destaque mundial no segmento ao unir a CBMM, empresa que trabalha no desenvolvimento de novas tecnologias com nióbio - Tecnologia 100% nacional - e a Volkswagen, responsável pelo funcionamento dessas baterias em cada veículo. O projeto é resultado de mais de três anos de pesquisa em parceria com a Toshiba, no Japão.

Visando acelerar a adoção em massa do Nióbio nesse campo, a companhia recentemente inaugurou uma estrutura dedicada à produção e testes em escala laboratorial, dentro de seu Centro de Tecnologia (CT) em Araxá MG. A empresa atualmente possui desenvolvimentos de aplicações do Nióbio em baterias com empresas de vários países e regiões, como os Estados Unidos, Europa e Ásia. As aplicações podem começar a chegar ao mercado em até 2 anos.

A planta da CBMM em Araxá (MG) 
Daí saem 80% do nióbio consumido no mundo
 
Além de todo o trabalho no CT de Araxá MG, a CBMM investiu 7,2 milhões de dólares numa fábrica piloto no Japão em parceria com o conglomerado japonês Toshiba para desenvolver baterias de carros elétricos que utilizam o nióbio. Nos testes, as baterias podem ser carregadas em apenas 6 minutos, com autonomia de 350 quilômetros. Atualmente, o nióbio da CBMM é usado para aumentar a resistência e a flexibilidade de ligas de aço utilizadas, por exemplo, na fabricação de carros, equipamentos de energia e na construção civil.

A fábrica piloto, em construção especialmente para o desenvolvimento de baterias de carros elétricos contendo nióbio, será situada em Yokohama, no Japão, junto a uma nova fábrica de baterias da Toshiba. 

Características das baterias com nióbio

O nióbio é um metal usado para dar liga e resistência ao aço, muito utilizado na indústria para a produção de supercondutores — canais que conduzem eletricidade sem resistência. As baterias de lítio tradicionais apresentam um polo negativo chamado ânodo, que usa o carbono para transferir energia. Nas que serão desenvolvidas pela VWCO e pela CBMM, o carbono será trocado por óxido de nióbio, o que aumenta a transferência de eletricidade, reduz o tempo de recarga e proporciona maior segurança e durabilidade para as células das baterias.

O Brasil é o maior produtor de nióbio do mundo
 (Imagem: Reprodução/ Click Petróleo e Gás

Brasil é o maior produtor mundial de Nióbio


O presidente Jair Bolsonaro participou nesta sexta-feira, 8, da abertura da 1ª Feira Brasileira do Nióbio, em Campinas, no interior de São Paulo, e destacou a importância estratégica desse elemento químico. O mineral é encontrado em abundância em nosso País. O Brasil detém cerca de 98% dos depósitos de nióbio em operação no mundo, seguido por Canadá e Austrália. 

O polêmico Nióbio 

Mitos e mal-entendidos rondam esse metal. Até há bem pouco tempo desconhecido da maioria dos brasileiros, o nióbio frequentou o noticiário e motivou discussões durante a última campanha eleitoral. Mensagens veiculadas nas redes sociais alertavam que as reservas brasileiras do minério, as maiores do planeta, estariam sendo dilapidadas por meio de contrabando ou da venda a preços irrisórios no mercado internacional.

O então deputado federal e hoje presidente Jair Bolsonaro, um entusiasta da multifuncionalidade do metal, participou do debate. Em vídeo de 20 minutos, enalteceu as virtudes do nióbio, usado como elemento de liga em aços e em aplicações de alta tecnologia, como baterias de carros elétricos, lentes ópticas, aceleradores de partículas, implantes ortopédicos e turbinas aeronáuticas.

A gravação foi feita em 2016, na maior jazida em operação de nióbio do mundo, localizada nos arredores da cidade de Araxá, a 360 quilômetros de Belo Horizonte (MG). Veja abaixo a gravação. 

Resistência do aço

A adição de teores mínimos de ferronióbio, da ordem de 0,05%, torna o aço mecanicamente mais resistente, sem reduzir sua tenacidade, que é a capacidade de se deformar plasticamente sem sofrer ruptura. Conhecidos como microligados, esses aços são usados na fabricação de dutos para óleo e gás, automóveis, navios, pontes e viadutos. Apenas 8% do aço produzido no mundo têm nióbio em sua composição, o que aponta para uma ampla margem de crescimento do mercado.

Por ser mais resistente, a chapa de aço fabricada com ferronióbio pode ser mais fina do que a convencional. Na indústria automotiva, as carrocerias dos carros ficam mais leves sem perder a resistência. A redução do peso melhora a eficiência de veículos à combustão e elétricos”, conta Marcos Stuart, diretor de Tecnologia da CBMM. Em oleodutos e gasodutos, aplicação mais tradicional, o nióbio impede a propagação de trincas e, ao mesmo tempo, permite a construção de estruturas mais delgadas. “A espessura das paredes pode ser reduzida para 20 milímetros (mm), metade da medida de tubulações fabricadas sem ferronióbio”, explica. Na figura abaixo, os principais setores no mundo que já utilizam o nióbio.



14 outubro 2021

TERRORISMO AO VIVO. CUMPRA-SE A LEI

"Terrorismo: emprego sistemático da violência para fins políticos, especialmente a prática de atentados e destruições por grupos cujo objetivo é a desorganização da sociedade existente e a tomada do poder.”

Na manhã desta quinta-feira (14), por volta das 7:00 h,
um grupo de terroristas invadiu, pichou e depredou uma residência, no Lago Sul, em Brasília, onde funciona a Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja). A residência invadida e vandalizada pelo grupo abriga ainda outras entidades do agronegócio, como a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e a Associação Brasileira de Produtores de Sementes de Soja. Os militantes picharam portões, muros e paredes da residência e jogaram tinta vermelha nas janelas. Pelas redes sociais, o MST assumiu a autoria da ação e ainda tentou justificar o vandalismo.



Não se tratou de um protesto admissível ao que é estabelecido em um país democrático como o Brasil

O MST nos faz lembrar as Ligas Camponesas que atuaram no Brasil nos anos 50/60, em adesão aos partidos comunistas que assumiram o poder em Cuba, na URSS e na China. Naquela época a Argentina, o Peru, a Guatemala e o Brasil (São Paulo e Nordeste) foram os países eleitos pelo "Bureau Latino-Americano" de Buenos Aires seção da "IVa. Internacional". A Argentina, com os camponeses do Valle de la Convencion e o Brasil com as ligas camponesas de Francisco Julião deviam ser "trabalhadas" no sentido de organizar insurreições em todos os países, pavimentando o caminho para os comunistas assumirem o poder.

O crime de terrorismo e sua tipificação no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional

Constituição Federal em seu artigo 5º, inciso XLIII, equipara o crime de terrorismo aos crimes previstos na chamada Lei dos Crimes Hediondos - Lei 8072/90. É um crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.

Cumpra-se a lei. Brasília e o Brasil viram o terrorismo sendo praticado no País. 

13 outubro 2021

Ilhas de energia no Mar do Norte em substituição aos campos de petróleo e gás

A empresa britânica National Grid revelou que está em negociações com outras duas partes sobre a construção de uma “ilha de energia” no Mar do Norte que usaria parques eólicos para fornecer eletricidade limpa a milhões de residências no noroeste da Europa. A National Grid é uma grande desenvolvedora de cabos de longa distância na região.

A ideia prevê parques eólicos offshore que têm uma capacidade muito maior do que aqueles em uso hoje, com cabos elétricos submarinos levando a energia para o país que mais precisa.

“Estamos em discussões tripartite sobre uma ilha de energia à qual o Reino Unido provavelmente se conectaria”, disse Nicola Medalova da National Grid. Ela não quis nomear as outras duas partes com as quais a empresa está conversando.

“Existem agora vários conceitos de ilhas de energia sendo promovidos por diferentes partes em países como Dinamarca, Bélgica e Holanda, e estamos conversando com todos eles para entender os conceitos por aí”, disse a porta-voz.

Na Dinamarca o tema avançou após o governo anunciar que ajudaria a financiar, com £ 24 bilhões, uma ilha ao oeste do país. A Dinamarca vê um papel fundamental para a energia eólica em sua pauta de exportação na busca de outras fontes após a proibição de novos campos de petróleo e gás.

Medalova disse que as ilhas de energia podem ser construídas em uma ilha natural existente ou artificial. Ela acrescenta que o projeto em discussão visa “três pontos de conexão”, uma indicação de que os três países estão envolvidos.

No fim de semana passado, A GE Renewable Energy, subsidiária da gigante General Electric, revelou as conquistas da Haliade-X, a maior turbina eólica do mundo, que em 2019 foi capaz de gerar 12 MW, com o protótipo instalado provisoriamente em Roterdã. Dois anos depois, eles conseguiram pulverizar esse recorde atingindo 14 MW. A poderosa turbina será lançada neste ano 2021 e envolveu investimentos de 400 milhões de dólares!

12 outubro 2021

Gigantesca Edificação Nuclear na China

 Quando a "China é 'Intocável' em Termos de Poderio Militar"

Entrevista concedida, agora há pouco, pelo presidente Jair Bolsonaro ao programa Pingos nos Is.

Nesta entrevista o presidente desmentiu matérias publicadas pela Folha/UOL e o Antagonista e falou, dentre outros, sobre os seguintes assuntos: 

  • sua visita a Aparecida
  • indicação do André Mendonça para o STF
  • vacinação contra o vírus chinês e a respectiva CPI 
  • o que ocorreu entre os dias 7-9 de setembro
  • julgamento no TSE do processo de impugnação da chapa Bolsonaro-Mourão, 
  • economia e agricultura 
  • eleições 2022 e urnas eletrônicas ...

Veja-a clicando aqui. Arraste o cursor para 1:26:10.




11 outubro 2021

Bons ventos: General Electric, de novo, nos traz boas notícias

A GE foi fundada por Thomas Edison em 1878 com o nome de Edison Electric Light Company e, de lá para cá, tem proporcionado ao mundo inúmeras criações/invenções tecnológicas para o bem econômico e social da humanidade.

Um ano depois de criada, em Nova Jersey (EUA), Edison inventa a primeira lâmpada incandescente com filamento de carbono comercialmente viável. Ainda em 1879, Edison e sua equipe desenvolvem o primeiro dínamo, capaz de fornecer energia elétrica para um bairro inteiro.

Em 1882 Thomas Edison lança seu primeiro negócio de energia e constrói a primeira Central de Energia dos Estados Unidos, em Nova York (EUA), com o nome de Edison Electric Illuminating Company.

Em 1892, já nas mãos de J. P. Morgan, principal patrocinador/investidor de Thomas Edison, nasce a General Electric Company a partir da fusão entre a Edison General Electric Company e a Thomson-Houston Company.

Ao longo de toda a história da GE, encontrada em diversas fontes, sabe-se que a amplitude de sua atuação foi expandida para vários setores industriais e doméstico: distribuição elétrica, motores de aviação, plásticos, eletrodomésticos, e por ai vai. A lista é enorme e uma das melhores fontes para se conhecer toda a sua história é a leitura do livro de um de seus maiores executivos em todos os tempos. Leia, "Jack definitivo, segredos do executivo do século", uma biografia escrita pelo próprio Jack Welch, publicada em 2001 pela editora Campus.

A boa notícia de agora

Esta nos chegou ao conhecimento através da matéria publicada neste fim de semana, 09/10, por Flavia Marinho, em Energia Renovável, acessível neste link e republicada a seguir, com os ajustes necessários a edição/formatação exigida por esta plataforma (Blogger-Google). Boa leitura.

A GE Renewable Energy, subsidiária da gigante General Electric, revelou as conquistas da Haliade-X, a maior turbina eólica do mundo, que em 2019 foi capaz de gerar 12 MW, com o protótipo instalado provisoriamente em Roterdã. Dois anos depois, eles conseguiram pulverizar esse recorde atingindo 14 MW. A poderosa turbina será lançada neste ano 2021 e envolveu investimentos de 400 milhões de dólares!

Vincent Schellings, Diretor de Tecnologia da GE Renewable Energy Offshore Wind, disse: “Temos o prazer de anunciar que o protótipo Haliade-X é a primeira turbina do setor a rodar com sucesso a 14 MW. Quando encomendamos nosso protótipo Haliade-X pela primeira vez, em novembro de 2019, com 12 MW, demos um grande salto na indústria. Nos últimos dois anos aprendemos muito sobre operar e otimizar o desempenho da nossa plataforma Haliade-X, permitindo-nos aumentar a plataforma para 14 MW, hoje”. Assista o vídeo aqui e veja o funcionamento do protótipo da Haliade-X – a maior e mais poderosa turbina eólica do mundo da GE Renewable Energy.

A GE Renewable Energy está comprometida em viabilizar a transição energética. Como parte dessa responsabilidade, o negócio está focado em fornecer e manter uma frota global de ativos de energia renovável, ajudando a reduzir o custo da energia renovável, garantindo a resiliência, eficiência e confiabilidade da rede e fazendo com que a energia renovável funcione de forma mais despachada.

De acordo com a GE Renewable Energy, esta nova versão do Haliade-X, tem 107 metros de comprimento e 260 metros de altura. Com seu tamanho e levando em conta as condições ambientais, eles calculam que a turbina tem potencial para produzir até 74 GWh de energia, a cada ano.

Nas métricas da empresa, eles esperam economizar cerca de 52.000 toneladas de CO2 por ano. Isso equivale às emissões de 11.000 veículos a combustão em um ano. 

Por que o esforço para tornar as turbinas maiores e mais poderosas? Significa ter que instalar menos turbinas em cada parque eólico se cada uma delas gerar mais energia. Isso significa, de certa forma, uma economia nos custos de instalação.

10 outubro 2021

CADÊ O FOGO QUE ESTAVA AQUI?

De junho a setembro deste ano, a redução de incêndios e queimadas foi de 13% no Brasil

Chegou a primavera e, com ela, as chuvas. O relógio do clima tropical é preciso. Passado o equinócio de setembro, aos poucos se encerra o ciclo sazonal de queimadas e incêndios no Brasil. Como em outros temas, as queimadas têm sido objeto de uma preocupação seletiva da mídia. Nesta estação seca, as redações não se incendiaram com denúncias e acusações sobre queimadas e incêndios no Brasil. Nem aqui, nem no exterior. Poucos tocaram no assunto. Comportamento muito diferente do de 2020. A razão seria a redução do fogo no Pantanal e na Amazônia durante a estação seca de 2021. Contra fatos…

De junho a setembro deste ano, a redução de incêndios e queimadas foi de 13% no Brasil. O país registrou 124.995 focos de fogo, valor idêntico ao de 2019 (125.821). Em mais de 30 anos, entre 1988 e 2021, a média foi de 135.000 no período seco. Em 2020, foram 143.000 focos, valor acima da média. Variações interanuais podem ser grandes: já se registrou um mínimo de 57.000 queimadas no ano 2000 e um máximo de 265.000 em 2007.

Os dados são do monitoramento das queimadas por satélite, realizado pela Nasa. Há décadas, a ocorrência de qualquer fogo de alguma magnitude é detectada várias vezes por dia, por diversos satélites, em sua maioria norte-americanos. O sistema atual de referência internacional para monitorar queimadas e incêndios usa os dados do satélite Aqua M-T, da Nasa. A detecção dos pontos de calor ou fogos ativos pelo satélite é disponibilizada, em tempo quase real, num site conhecido como Firms (Fire Information for Resource Management System). E, no Brasil, esses dados são oferecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) no Programa Queimadas.

No Pantanal, a redução foi de 69% em relação a 2020. Situação parecida na Amazônia: uma redução de 26%, contrastando com o aumento de 2020. Quem divulgou os dados sobre a redução das queimadas e incêndios nesses dois biomas? Ou tentou entender as razões? Quem comparou a dinâmica do fogo nos seis biomas brasileiros e alhures? Cadê os interessados?

O Ano da Graça de 2021 passará à história como um exemplo de redução nesse fenômeno indesejado? Alguém explicará as causas dessa variação? Provavelmente, não. O Poder Executivo, acusado pelo aumento das queimadas na Amazônia ou no Pantanal em 2020, será responsabilizado pela redução do fenômeno? Dificilmente. Nem no Dia da Amazônia, em setembro, as catilinárias e as diatribes sobre as ações humanas nesse bioma não saudaram a redução no número das queimadas.

O apagão midiático parece resultar de uma verdade inconveniente: a redução das queimadas não interessa

Em 2020, incêndios e queimadas mobilizaram a mídia nacional e internacional, com acusações ao Brasil por parte de organizações não governamentais, do presidente francês, de outros chefes de governos e até com fotos de girafas e cangurus queimados. Neste ano, alguns até tentaram uns sinais de fumaça, mas faltou lenha ou fogo. O apagão midiático parece resultar de uma verdade inconveniente: a redução das queimadas não interessa. Apenas seu aumento. Os desafios colocados pelo uso do fogo na agricultura também não interessam. Levar tecnologias, financiamentos e conhecimentos para os pequenos agricultores reduzirem o uso do fogo também não. Só interessaria o incremento para acusar e culpar A ou B, como no ano passado? Aqui e no exterior? Em 2021, ainda não houve uma reportagem para atribuir o mérito da redução das queimadas a A ou B. Nem aqui, nem no exterior. Cadê o crítico? O gato comeu. C´est la vie.

A matéria completa, reproduzida parcialmente acima, com ilustrações, tabelas e gráficos está acessível neste link, clique aqui.


09 outubro 2021

As fake news de Lula e Gleisi Hoffmann

"Candidato a qualquer coisa, no Brasil, tem de se anunciar como um marechal de campo da luta contra a ladroagem e os ladrões; sem isso, já se começa a campanha perdendo de dois a zero. Agora, honestamente: dá para alguém pensar a sério que Lula pode subir ao palanque em 2022 falando que ele, Lula, vai combater a corrupção? Não — não dá." É o que afirma J. R. Guzzo em seu artigo deste final de semana "Lula está sem promessas".    

Durante a semana que se passou, o descondenado Lula esteve em Brasília. Ao final de reuniões com velhas lideranças partidárias, habituadas ao uso dos cofres públicos para benefícios próprios, Lula concedeu uma entrevista coletiva, mas selecionou, previamente, os repórteres que lhe podiam dirigir perguntas. Também se pronunciou a presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann. Confira a seguir, em vídeos, a análise do veterano jornalista político, José Maria Trindade, sobre os pronunciamentos de ambos os petistas.

As fake news de Lula e Gleisi Hoffmann

Lula, Brasília, 0/10/2021

Gleisi Hoffmann, Brasília, 07/10/2021


A Internet não perdoa. Sobre esta estratégia abordada pela Gleisi Hoffmann - para  começar - seguem quatro imagens lembrando a passagem do PT pelo Palácio do Planalto. Há muitas outras.


Folha SP, 30/03/2014








Estadão, 21/03/2014



Diego Escosteguy, Época, 29/03/2014


Patrulhas woke - milicianos obcecados pelo controle do pensamento

A Revista Oeste, em sua matéria de capa deste fim semana, nos traz um artigo da maior importância para o momento atual vivido pela sociedade. Em seu artigo "A tirania do cancelamento foi longe demais", Dagomi Marquezi nos diz que as patrulhas ""woke" não estão deixando pedra sobre pedra, a exemplo do Talibã, no Afeganistão,  que está destruindo templos cristãos e budistas.

Nele, Marquesi afirma que a militância “woke” já foi longe demais. E poderá seguir em frente, nos levando a uma era de trevas e destruição cultural jamais vistas. A nova versão da história da Bela Adormecida “vítima” é só um dos muitos sinais da violência desses milicianos do controle do pensamento. A seguir outros trechos do artigo. A sua versão completa, incluindo as imagens, pode ser acessada neste link.

Outro exemplo citado é o caso de Pepe Le Gambá que mostra a que ponto de ridículo essas patrulhas de censores podem chegar. E o poder absurdo que adquiriram. Mas não param por aí. Outros exemplos são citados em produções da Disney.

A voluptuosa Jessica Rabbit, do filme Uma Cilada para Roger Rabbit, vai trocar seu figurino de estrela de Hollywood dos anos 1940 por uma roupa mais masculinizada de detetive. A roupa sexy da princesa Leia (de Star Wars) foi retirada de catálogo.

Parte da corporação Disney, a Marvel virou um laboratório de experimentos “woke”. Super-heróis que fazem parte da mitologia pop global há 60 anos estão sendo abatidos sem piedade. O personagem Iron Man (Homem de Ferro) virou uma mulher negra de cabelo afro chamada Riri Williams e agora atende pelo nome de Ironheart. O Homem-Aranha não é mais Peter Parker. Foi trocado pelo negro com sangue mexicano Miles Morales.

...  A criação “woke” mais radical da Marvel é um casal de super-heróis dedicados a combater o bullying. Eles atendem pelos nomes de Snowflake e Safespace. Que são dois termos (“floco de neve” e “espaço seguro”) usados para definir uma geração marcada pela fragilidade e pelo medo de enfrentar a idade adulta. Snowflake é uma menina que se veste de azul. Safespace é um menino que se veste de rosa. Os dois usam o mesmo corte de cabelo. São “não binários”. Ainda não se sabe se, ameaçados, correrão com seus iPhones e iogurtinhos para debaixo do edredom. Snowflake e Safespace fazem parte de um novo universo Marvel no qual só existe um personagem branco — o vilão.

...  O problema dessa cultura de cancelamento é que ela tem porta de entrada, mas não tem porta de saída. É uma rodovia expressa para o inferno da ignorância e do autoritarismo. Eles impõem uma realidade que não faz sentido fora das bolhas que frequentam. Hoje foi Pepe Le Gambá. Quem vai ser amanhã? Que perguntas serão feitas por esses censores empoderados?

Eles só agem em países democráticos. A ditadura do Partido Comunista chinês anunciou que todos os personagens de games produzidos no país deverão ter “gênero definido”. Basta que um único personagem não possa ser identificado como homem ou mulher para que o projeto todo seja vetado. Mas a China é respeitada pelos “wokes” por ser “anti-imperialista”. “Wokes” não se importam com o que acontece em países regidos por ditaduras. Danem-se as mulheres e os homossexuais do Irã. Eles têm coisas mais importantes a fazer, como banir do mundo um gambá de sotaque francês.

A situação só tende a piorar, se não houver resistência. Enquanto essa destruição for encarada como algo inevitável, vai continuar. É elitista, artificial, contraditória ao máximo. Mas está se impondo e se espalhando, alimentada por nosso silêncio.

“Esta é a vingança da esquerda que não consegue se eleger”, resumiu Abhijit Majumder no Firstpost. “Por meio de seu controle da mídia e da academia, ela tem forçado sua agenda de constranger pelo menos a elite influente para que seja desenraizada, desfigurando suas próprias raízes e cultura, fundindo toda a diversidade em padrões, enfraquecendo a cola que une nações e democracias.”

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Bom, como disse Marquesi,  essa militância “woke” já foi longe demais. Tal militância acha-se no direito de destruir conteúdos produzidos profissionalmente. E o que esses conteúdos têm de errado? Ora, simplesmente estão em desacordo com os ditames do pensamento progressista

A militância está, portanto, atuando como fazem as agências de checagem (fact checkers) nas redes sociais e da imprensa em geral. Fazem o que bem entendem. Estamos diante da violência desses milicianos obcecados pelo controle do pensamento.

PS.: No final da década de 2010woke foi adotado como uma gíria amplamente associada à políticas de esquerda, causas socialmente liberais, feminismoativismo LGBT e questões culturais (com os termos woke culture e woke politics também sendo usados). Tem sido alvo de memes, uso irônico e críticas. Seu uso generalizado desde 2014 é resultado do movimento Black Lives Matter.

BOLSONARO ANUNCIA MAIS INVESTIMENTOS EM C&T

 

Durante a tarde desta sexta-feira (8/10), o Presidente Jair Bolsonaro cumpriu mais uma promessa de sua campanha eleitoral: a utilização mais intensiva do nióbio em vários setores. Em seu Plano de Governo, apresentado em 2018, durante a campanha eleitoral, explicitamente encontramos:

"O Brasil deverá ser um centro mundial de pesquisa e desenvolvimento em grafeno e nióbio, gerando novas aplicações e produtos."

Nesse sentido esteve presente na cerimônia de abertura da 1ª Feira Brasileira do Nióbio, em Campinas, São Paulo. O evento também marcou a inauguração de novas instalações do Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (CNPEM/MCTI).

A edição inaugural da feira tem o intuito de contribuir para o posicionamento brasileiro no cenário mundial como uma referência na produção, caracterização e aplicação do nióbio. Dificilmente encontrado no resto do planeta, mas em abundância no Brasil, o mineral tem aplicações cada vez mais importantes na indústria global e já pode ser utilizado nos setores automobilístico, de saúde e até mesmo na indústria aeroespacial.

Ao citar as várias aplicações do nióbio, o Presidente Jair Bolsonaro defendeu os investimentos como fundamentais para o desenvolvimento brasileiro: "Quanto mais tecnologia, mais certeza de sermos um país de sucesso no futuro. O Brasil tem tudo para ser uma grande nação e vamos chegar lá".

Avanço no Sirius

Ainda em Campinas, as autoridades descerraram a placa alusiva à inauguração das novas instalações do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), que integra o Centro de Pesquisa do MCTI. As estruturas serão dedicadas à pesquisa de nanodispositivos e nanossistemas que possibilitam desenvolvimento nas áreas da saúde, meio ambiente, agricultura e tecnologia.

Foram entregues também cinco novas linhas de luz no Sirius, acelerador de partículas brasileiro de última geração. A tecnologia passará a contar com seis estações de pesquisa que vão contribuir com estudos de ponta em diversas áreas do conhecimento.

Investimento em jovens pesquisadores





Bolsonaro também vem cumprindo sua promessa de investimentos em jovens para o futuro. Nessa direção foi lançada mais uma chamada destinada à concessão de bolsas no país e no exterior para jovens pesquisadores. Um investimento estimado em R$ 165 milhões. A este valor, como diz o próprio anúncio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, na imagem abaixo, ainda no mês de outubro devem ser lançadas três novas chamadas.