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14 novembro 2025

Milei obtém um acordo comercial com os EUA que eliminará algumas tarifas e visa um acordo de livre comércio

    Os Estados Unidos e a Argentina apresentaram na quinta-feira o acordo bilateral de comércio e investimento anunciado no mês passado, pelo qual Washington eliminará tarifas sobre certos recursos naturais argentinos, e ambos os países se comprometem a "melhorar as condições de acesso bilateral e recíproco" aos seus mercados de carne bovina. A declaração conjunta divulgada pela Casa Branca confirma que, como anunciado anteriormente, ambas as partes facilitarão as "condições de acesso bilateral e recíproco aos mercados de carne bovina" e também enfatiza que o governo Trump eliminará algumas das chamadas "tarifas recíprocas" de 10% que os EUA aplicam desde abril a todas as importações argentinas.

    Especificamente, serão removidas as tarifas relacionadas a "certos recursos naturais não disponíveis (nos EUA) e artigos não patenteados para uso farmacêutico". O texto publicado ontem - 13/11/2025 - também explica que a Argentina está comprometida em eliminar exigências adicionais de avaliação para produtos dos EUA, como veículos, alimentos e produtos médicos e farmacêuticos, e que "continuará a eliminar barreiras não tarifárias que afetam o comércio em áreas prioritárias". O texto indica ainda que a Argentina "simplificará os processos de registro de produtos para carne bovina, produtos cárneos, miúdos e produtos suínos dos EUA e não exigirá registro de instalações para importações de laticínios dos EUA". 

    O acordo coincide com a visita do Ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno, a Washington, onde se reuniu com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O acordo foi anunciado após a viagem do presidente argentino, Javier Milei, aos Estados Unidos em outubro, onde se encontrou com Trump na Casa Branca. Trump expressou seu apoio a Milei antes das eleições de meio de mandato de 26 de outubro, que o partido governista venceu. Milei retornou aos EUA na semana passada, onde participou do Fórum Empresarial Americano em Miami, compareceu a um jantar de gala em Mar-a-Lago, residência de Donald Trump, oferecido pela Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), e concluiu sua visita em Nova York, onde se reuniu com líderes empresariais americanos.

  

    O governo de Lula entrará para a história como o mandato de quatro anos em que a Argentina recuperou a vantagem que o Brasil possuía sobre os países latino-americanos em diversas áreas.

10 agosto 2025

Não existe milagre na Argentina. Apenas conhecimento e bons propósitos para execução de uma gestão exemplar



    Pouco mais de um ano e meio após a posse de Javier Milei, a Argentina colhe resultados econômicos que estão sendo elogiados em todo o mundo.

    Diferentemente do que até se divulga, contudo, não existe milagre. Existe apenas conhecimento e bons propósitos de uma gestão já anunciados no período eleitoral. Milei pertence ao grupo de pessoas que se guiam por essa frase - não sei nada sobre isso mas quero aprenderA crise econômica da Argentina na década de 1980 despertou seu interesse pela economia, especialmente após observar o comportamento das pessoas em supermercados durante a hiperinflação. Graduou-se em economia e cursou mestrado e doutorado na área. Atuou como professor universitário e também como economista. Conquistou espaço na mídia argentina, manifestando suas posições libertárias e conservadoras, definindo-se como um capitalista, que defende a troca voluntária de bens e serviços em uma sociedade amplamente regulada pelo mercado e não pelo Estado, marca essa defendida por Ayn Rand, ao escrever seu best-seller "A revolta de Atlas", em 1957, se tornando a musa do liberalismo moderno.

    Matthew Lynn, colunista do jornal britânico The Telegraph, publicou em julho um texto que mencionou o país governado pelo presidente libertário como um exemplo de racionalidade em um mundo de incerteza econômica. “Quando o resto do mundo acordará para o milagre argentino?”, escreveu Lynn.

    A economia argentina está passando por uma forte recuperação. Este é certamente um desenvolvimento muito bem-vindo”, disse o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, segundo informações do jornal Clarín. 

    Allan Gallo, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (MackLiber), afirmou que os dados econômicos da gestão Milei comprovam que “houve acertos importantes”.

“Na minha visão, o principal deles foi o compromisso com o ajuste fiscal. Milei enfrentou resistências duras, mas conseguiu reorganizar as contas públicas e sinalizar que o país não aceitaria mais conviver com déficits crônicos.” 

“Essa virada fiscal devolveu um grau de previsibilidade para a economia argentina. Pela primeira vez em muitos anos, houve superávit, e isso criou uma base mínima para a retomada da confiança geral.”

“Novamente, o que realmente atrai capital estrangeiro é a estabilidade de regras, a previsibilidade e a confiança. Relação pessoal entre presidentes ajuda, mas não substitui fundamentos econômicos”, finalizou Allan Gallo.


25 julho 2025

Os ensinamentos e os resultados do governo Milei


 

    Após um ano e meio de governo Milei, o quadro macroeconômico argentino é muito promissor. Por quê? A resposta é que Milei fez o que era necessário: a recuperação econômica é resultado de uma agenda liberal seguida à risca, com austeridade fiscal, redução de penduricalhos, corte de 19 impostos, diminuição do tamanho do Estado — com a demissão de 50 mil funcionários públicos e o fim de mais de cem órgãos estatais — e, sobretudo, coragem, muita coragem, porque começou o governo sem maioria robusta no Legislativo.

    A inflação devastadora de 25% ao mês na data da sua posse, em 2023, fechou o último mês de maio em 1,5%. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), uma espécie de IBGE, o índice anual está em 43,5%, ante quase 300% ao ano no final do mandato de Alberto Fernández. O corte na taxa básica de juros também foi drástico: de 133% para 29%, uma queda de 104 pontos percentuais, conforme o Banco Central local.

    Diferentemente do presidente brasileiro, Milei pertence ao grupo de pessoas que se guiam por essa frase - não sei nada sobre isso mas quero aprenderA crise econômica da Argentina na década de 1980 despertou seu interesse pela economia, especialmente após observar o comportamento das pessoas em supermercados durante a hiperinflação. Graduou-se em economia e cursou mestrado e doutorado na área. Atuou como professor universitário e também como economista. Conquistou espaço na mídia argentina, manifestando suas posições libertárias e conservadoras, definindo-se como um capitalista, que defende a troca voluntária de bens e serviços em uma sociedade amplamente regulada pelo mercado e não pelo Estado, marca essa defendida por Ayn Rand, ao escrever seu best-seller "A revolta de Atlas", em 1957, se tornando a musa do liberalismo moderno.

    "Asfixiar a criatividade e a liberdade pode custar muito caro", frase desse livro mas presente como nunca, principalmente para o momento atual brasileiro - político e econômico.

08 julho 2025

Por dentro do diálogo militar secreto entre Grã-Bretanha e Argentina

Um acordo contrariaria a China e agradaria aos Estados Unidos. Exige uma diplomacia hábil nas Malvinas

The Economist - Jul 6th 2025 - montevideo


Os altos escalões americanos se preocupam com o Atlântico Sul. É um ponto de partida para a Antártida, onde Rússia e China possuem 15 bases, lutando para garantir recursos. O Atlântico está ligado ao Pacífico pelo Estreito de Magalhães, a única rota marítima segura entre os dois oceanos, além do Canal do Panamá, atingido pela seca. O tráfego pelo Estreito está aumentando, assim como a pesca ilegal chinesa em ambos os lados. A China está impulsionando projetos de infraestrutura em toda a região. Os principais generais americanos visitaram o extremo sul da Argentina três vezes nos últimos dois anos.

À primeira vista, os Estados Unidos estão bem posicionados para lidar com qualquer ameaça. O presidente argentino Javier Milei é um aliado extremamente disposto. O Reino Unido possui caças Typhoon e o navio de patrulha HMS Forth estacionados nas Ilhas Malvinas. Mas as Forças Armadas argentinas estão em mau estado. As britânicas estão focadas em defender as Malvinas (soberania sobre a qual o Reino Unido detém e a Argentina reivindica) da Argentina. Como legado da Guerra das Malvinas, a Grã-Bretanha impôs severas restrições à venda de armas para a Argentina. Isso prejudicou os esforços deste país para aprimorar suas forças armadas e a levou a comprar aviões e armamentos chineses, alarmando os Estados Unidos.

Agora, uma combinação de fatores, incluindo a perspectiva incomum do Milei sobre as ilhas e o entusiasmo americano pela modernização militar da Argentina, criou uma abertura para um novo arranjo estratégico no Atlântico Sul. Discretamente, após um longo hiato, o diálogo entre os ministérios da defesa argentino e britânico foi retomado. A Argentina quer que o Reino Unido afrouxe suas restrições à compra de armas. O Reino Unido quer a aceitação discreta de seu papel no restante do Atlântico Sul, mesmo enquanto a Argentina mantém sua reivindicação constitucional sobre as Malvinas. O Reino Unido também quer que a Argentina coopere com o país em questões práticas para melhorar a vida nas Malvinas.

O aquecimento começou em fevereiro de 2024, alguns meses após a posse do Milei. Adidos de defesa britânicos visitaram o Ministério da Defesa na Argentina pela primeira vez em três anos. Em setembro daquele ano, os ministros das Relações Exteriores britânico e argentino se encontraram e organizaram uma visita dos argentinos aos túmulos de familiares nas Malvinas. Eles também concordaram em compartilhar dados sobre pesca e reiniciar voos diretos mensais da Argentina para as Malvinas. O diálogo sobre defesa então se intensificou. Uma delegação argentina visitou Londres em janeiro. Em seguida, uma delegação britânica deve visitar Buenos Aires.

Milei quer modernizar as forças armadas de seu país com os melhores equipamentos compatíveis com a OTAN. Ele está cortando drasticamente os gastos do governo, mas aumentando o orçamento de defesa de 0,5% do PIB para 2% nos próximos sete anos. No ano passado, a Argentina solicitou o status de parceira da OTAN.

O Reino Unido também está interessado em um acordo, mas cauteloso. Ele compartilha as preocupações americanas sobre o Atlântico Sul. A aceitação de fato pela Argentina da relevância britânica na região facilitaria uma cooperação mais estreita em tudo, da ciência à segurança, não apenas com a Argentina, mas também com seus vizinhos, Chile e Uruguai. Mas, embora as famílias argentinas tenham visitado as Malvinas em dezembro, a Argentina ainda não compartilhou dados sobre pesca nem reiniciou voos, o que constitui um trampolim para o progresso na política de armas. Os ilhadoss estão cautelosos. "Nos sentimos muito seguros", diz Leona Roberts, do Conselho Executivo das Malvinas, "mas provavelmente não nos sentiríamos muito confortáveis ​​com o Reino Unido fornecendo equipamento militar à Argentina".

O Reino Unido há muito tempo bloqueia as vendas de equipamento militar com componentes britânicos para a Argentina, mesmo por terceiros países. Dada a força da indústria de armamentos britânica, isso tem sido uma séria restrição. Em 2020, o país bloqueou a venda de caças coreanos com algumas peças britânicas. A política declarada é bloquear vendas que possam "aumentar a capacidade militar argentina". No entanto, há margem de manobra. O Reino Unido pode permitir vendas que "não sejam prejudiciais aos interesses de defesa e segurança do Reino Unido". Um primeiro passo poderia ser interpretar essa cláusula de forma mais flexível.

O futuro das coisas

Há várias razões para acreditar que um novo acordo seja possível. Poucos consideram a Argentina uma ameaça real às Malvinas. “É militarmente impensável... A Grã-Bretanha nos varreria do planeta”, diz Alejandro Corbacho, historiador militar da Universidade do Cema em Buenos Aires. O Reino Unido parece mais disposto a reconsiderar suas restrições se a Argentina planejasse fazer grandes compras, já que isso impulsionaria a indústria de defesa britânica. Se for esse o caso, isso sugeriria que o embargo tem mais a ver com política do que com a proteção das Malvinas. O Reino Unido sabe que suas restrições estão, de qualquer forma, perdendo força à medida que mais países fabricam equipamentos militares.

O fato de os Estados Unidos desejarem um novo acordo também importa. Em declarações públicas, o país ofereceu apoio "firme" à modernização das Forças Armadas argentinas. Em particular, um americano com conhecimento do assunto chama a Argentina de "um grande parceiro", mas afirma que suas Forças Armadas "precisam urgentemente de equipamento e treinamento". Mas esse equipamento deve ser ocidental, não chinês. O embargo britânico torna isso mais difícil. A intransigência contínua pode acabar fortalecendo aqueles em um governo pós-Milei que acreditam que o futuro da Argentina, em armamento e política, passa pela China e não pelo Ocidente.

O flerte da Argentina com adversários americanos é real. Em 2023, antes de Milei assumir o cargo, uma empresa chinesa parecia pronta para construir um grande porto perto da entrada argentina do Estreito. Esse projeto fracassou em meio a intensas objeções, tanto estrangeiras quanto domésticas, mas a China, que opera uma estação espacial na Patagônia, continua profundamente interessada na região. Sob o último governo, a Argentina esteve "muito perto de comprar caças chineses", alerta o americano. Em 2021, semanas antes da invasão da Ucrânia, o governo anterior assinou um acordo com o Ministério da Defesa russo permitindo que oficiais argentinos viajassem à Rússia para treinamento.

Durante a presidência de Joe Biden, os Estados Unidos pressionaram o Reino Unido a permitir que a Argentina comprasse caças F-16 modernos com assento ejetor de fabricação britânica. O Reino Unido relutou e uma alternativa foi encontrada. A Argentina comprou F-16s mais antigos da Dinamarca com US$ 40 milhões em dinheiro americano. Estes não tinham peças britânicas, portanto, sua aprovação não era necessária. No entanto, os Estados Unidos ainda tentaram explicar e justificar a situação ao Reino Unido, que aceitou. Isso foi um progresso. "O governo americano também estava interessado em saber se os controles de exportação mais amplos poderiam ser encerrados", disse um ex-funcionário americano. Um porta-voz do governo britânico disse que "não há planos atuais para revisar a política de controle de exportação do Reino Unido para a Argentina".

Mas é fácil imaginar a mudança de posição do Reino Unido. O governo Trump é insistente, ignora a ortodoxia e é próximo de Milei, cuja postura pró-Ocidente provavelmente ajuda o Reino Unido a ser flexível. Seu tom conciliador e a quebra de tabus em relação às Malvinas são cruciais. Ele admira abertamente Margaret Thatcher, que liderou o Reino Unido durante a Guerra das Malvinas. Ele admite que as ilhas "estão nas mãos do Reino Unido" e garante que a Argentina não tentará retomá-las à força. Recentemente, ele até pareceu insinuar que os malvinos têm direito à autodeterminação, posição do Reino Unido.

A política interna continua sendo uma barreira formidável em ambos os países. A Argentina nomeou um novo ministro das Relações Exteriores em outubro. Apesar do entusiasmo de outras áreas do governo, a melhoria dos laços com o Reino Unido parece ser uma prioridade menor para o novo ministro. Por sua vez, o Reino Unido se preocupa com quem virá depois de Milei. Vender armas para uma Argentina liderada por Milei pode ser aceitável, mas ele deixará o cargo em 2027 ou 2031. Uma tentativa de reatar as relações em 2016 foi frustrada após o retorno dos peronistas de esquerda ao poder. Seria constrangedor ajudar a Argentina a modernizar suas Forças Armadas apenas para que isso acontecesse novamente.

Em ambos os países, a oposição fervorosa poderia apresentar um acordo como uma concessão e usá-lo para incitar a ira. No Reino Unido, o partido Reform UK, de Nigel Farage, está em alta nas pesquisas e poderia facilmente pressionar o governo sobre qualquer novo acordo, enquadrando-o como uma traição aos mortos da guerra, talvez. Na Argentina, os peronistas já atacaram Milei por sua posição sobre as Malvinas. Com as eleições de meio de mandato em outubro, ele e sua equipe podem preferir evitar o assunto por enquanto.

No entanto, a lógica predominante da política externa de Milei é o alinhamento inabalável com os Estados Unidos (apesar do comércio com a China). O Reino Unido tem uma tradição semelhante, embora menos absolutista. O governo Trump está tão preocupado com a influência chinesa na América Latina que ameaça tomar o Canal do Panamá. Também é claro sobre a ameaça no Atlântico Sul. Se pressionar mais, seus dois aliados podem chegar a uma conclusão semelhante — e agir de acordo. ■

The Economist - Jul 6th 2025 - Montevideo

15 novembro 2024

A surra que a esquerda tem levado nas urnas

A Revista Oeste deste final de semana traz artigos relacionados à surra que a esquerda tem levado nas urnas. Cita os casos da Argentina, do Brasil e dos Estados Unidos.


Em seu artigo de capa, Silvio Navarro diz que essa turma ficou sem votos e sem povo. Textualmente Silvio afirma:

"Ao menos três fatos nos últimos tempos comprovam que novos ventos sopram no mundo, indicadores de um novo ciclo político na América, sem o protagonismo da esquerda: a vitória maiúscula de Donald Trump nos Estados Unidos, o sucesso de Javier Milei na Argentina e o resultado das eleições municipais no Brasil — um massacre para o presidente Lula da Silva. A esquerda ficou sem votos e sem povo."

[ ... ] "Em Brasília, o governo Lula não tem base nominal no Congresso — de 120 a 130 votos na Câmara. Não reúne gente na praça. Tampouco há sinais de que isso vai mudar. É um projeto de poder pendurado exclusivamente do Supremo Tribunal Federal (STF). Qual tem sido a linha majoritária do Supremo nos últimos anos? Censurar, perseguir, multar e contribuir com a cartilha dos “cancelamentos” da esquerda.

Quando o consórcio entre o STF, Lula e a mídia engajada se tornou uma realidade, o Brasil viveu uma escalada de prisões e censura.

Nesta semana, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou numa palestra que a Corte brasileira é capaz de impedir “qualquer ímpeto autoritário que venha de qualquer lugar do mundo”. Barroso parece ter se antecipado ao que vai acontecer na mídia em breve: “É uma nova ordem internacional em que há risco para o multilateralismo, em que há risco de vir uma nova onda autoritária. Nós precisamos resistir”.

O fato novo, pelo qual talvez esse consórcio de poder brasileiro não esperasse tão cedo, é a reprovação popular ao que ele prega — aqui e em todos os cantos do mundo. E isso aconteceu por meio do voto, dos fatos, à luz da democracia que eles dizem proteger." 

[ ... ] “a aritmética eleitoral provou que a tal agenda woke — ou campo progressista, politicamente correto e demais sinônimos — não atende às necessidades reais dos pagadores de impostos”. Rasgada a fantasia, o movimento se revelou “autoritário, disposto a tomar liberdades e perseguir quem não se dobra às suas ‘verdades’”. 

"A evidente reprovação popular dos valores que orientam uma esquerda claramente ultrapassada é cada vez mais nítida. Valendo-se do voto, homens e mulheres de diferentes sotaques avisam que querem, sim, Donald Trump, Javier Milei, governantes e parlamentares conservadores", diz Branca Nunes, diretora de redação da Oeste. 

No Brasil, em 2026, não será diferente.


22 outubro 2024

Precisamos de um Milei no Brasil


O governo de Javier Milei tem implementado medidas fiscais rigorosas, que receberam elogios de instituições internacionais, mas essas ações provocaram protestos internos, especialmente devido aos cortes na área de educação. 

Em matéria produzida com o auxilio de IA, os investimentos em educação pública sofreram significativa redução nos recursos destinados a escolas e universidades em 2024. Milei, ao criticar a universidade pública, afirmou que ela beneficia apenas os filhos das classes mais altas.


O pronunciamento de Milei nos fez relembrar um pronunciamento similar ocorrido no Brasil em 2021, pelo então ministro Paulo Guedes, na Câmara dos Deputados. Em sua fala, Guedes tentou justificar os congelamentos de gastos na pasta de educação e criticou algumas despesas obrigatórias que “complicam” os repasses financeiros. Entre elas, citou o funcionalismo público. O ministro afirmou que “quase metade” desses funcionários no país fazem parte do Ministério da Educação (MEC).

“MEC tem quase metade do funcionalismo público federal. Mas por que estamos no último lugar do PISA?”, indagou Guedes, referindo a qualidade atual da educação no Brasil ao compará-la com as existentes em outros países.

Em 2022, o Brasil ficou em 65º lugar na avaliação de matemática, próximo de países como a Jamaica, Argentina e Colômbia. A pontuação brasileira foi de 379 pontos, 93 pontos abaixo da média da OCDE (472 pontos)

Igualmente elaborado pela OCDE, o Brasil, em 2023, também ocupou a lanterna, amargando a 39ª posição entre os 41 países-membros da organização.

Contudo, no Brasil nada disso tem sido por acaso. É apenas o resultado da antiga estratégia de se implantar o comunismo em um país. A partir de 1995, FHC tornou-se presidente do Brasil e começou a por em prática os métodos de desconstrução dos valores estabelecidos na sociedade brasileira e a fomentar o crescimento socialista no País usando para isto o MEC.

Esta oportunidade surgiu com os dois comunistas - FHC e Lula, ao firmarem "Pacto de Princeton", um combinado de uma falsa oposição e da aplicação dos métodos de doutrinação de Gramsci, feito por Lula e FHC, ocorrido em janeiro de 1993 na cidade de Princeton, EUA. No Pacto, Lula representando o Foro de São Paulo que fomenta o socialismo comunista na América Latina e FHC representando a Diálogo Interamericano ligada ao Partido Democrata americano com pele socialista-fabiano.


No Pacto, Lula e FHC demonstraram para a grande imprensa que eram adversários, adotando os ideais da política das tesouras, de Lênin, como única solução para implantar o socialismo-comunismo no Brasil. Forjaram uma falsa oposição para culminar com o grande projeto de instalação do socialismo em toda a América Latina. Desta forma, qualquer um dos dois que fosse eleito pelo voto democrático, estava comprometido com os ditames socialistas em toda a extensão da América Latina, objeto do Foro de São Paulo.

Além de forjar uma falsa oposição, o Pacto tinha como objetivo (do globalismo): a participação de revolucionários comunistas de 1964 nas eleições, bem como o controle populacional através do estímulo de uniões homossexuais, legalização do aborto, enfraquecimento da Igreja Católica para se prevenir de reações contrárias aos projetos estabelecidos, e também o enfraquecimento das Forças Armadas.

De 2003 a 2010 e demais anos de governo do PT, foi a vez de Lula ganhar, período esse onde aparelhou todas as instituições, investiu bilhões em nações socialistas e forjou pesado na implantação das disciplinas que compõem o marxismo cultural, colocando classes contra classes e pulverizando a discórdia entre pobre e rico, negro e branco, sulista e nortista, homossexual e heterossexual, filho e pai, sociedade civil e polícia. Apoiou a ideologia de gênero, incentivou a corrente feminista, buscou meios para legalizar o aborto, incentivou à promiscuidade e a impunidade, desarmou a população contra resposta do referendo de 2005, sucateou as Forças Armadas, investiu em ONGs trapaceiras que defendem os ideais do globalismo-comunismo e nos artistas consagrados através da Lei Rouanet para se aproveitar do público seguidor dos mesmos no sentido que eles ajudassem falar bem do sistema.

Enfim, concederam todo tipo de incentivo para quem fosse convincente aos ideais marxistas e gramsciano, incluindo para isso a autorização para implantação de escolas de todos os níveis pelo MST e em tantos outros organismos que levantassem a bandeira de luta para destruir o capitalismo e implantar o decadente sistema socialista em nosso País.

O que está acontecendo agora no Brasil é só a continuidade de implantação de toda essa estratégia. 

Precisamos de um Milei no Brasil.


Cátedra gratuito de economia


Sra. Cristina Fernández de Kirchner:
Le pido disculpas qué no le he podido escribir antes pero estaba ocupado resolviendo temas muy importantes para el bienestar de los argentinos de bien. En primer lugar parece que le cuesta más trabajo entender una simple metáfora que mostrar su título de abogada y/o sus casos exitosos que sustentan su inmensa fortuna o entender algo de teoría económica. En segundo lugar le cuento que gracias a esas idioteces (según Ud.) que repetí durante años, estamos bajando la inflación. De hecho, la mayorista pasó del 54% al 2%, mientras que la minorista lo hizo de 25,5% al 3,5% por lo tanto, parece que lo estamos haciendo mucho mejor que su gobierno, ya que cada vez que Usted estuvo al frente de la administración siempre superó la inflación de su predecesor. Respecto al cierre del BCRA, le cuento que antes de cerrarlo, para que no derive en una hiper hay que sanearlo, tal que se recomponga el patrimonio y así poder rescatar los pasivos. En ese sentido le cuento, las LEFI y las LECAPS son deuda que siempre debería haber estado en cabeza del tesoro (ya que Usted financiaba el déficit con emisión y el BCRA colocaba títulos para tratar de mitigar el impacto inflacionario de corto). Al mismo tiempo le cuento que Ustedes dejaron deuda por SIRAs y Dividendos por USD 60.000 millones y RIN negativas en USD 11.500 millones y una pérdida no reconocida por USD 45.000 millones. Por ende si aún no lo cerramos es porque estamos arreglando este desastre que causó su gestión. Pero no tenga dudas que hoy estamos mucho más cerca de hacerlo de lo que Usted puede entender. A su vez, como Usted tiene un punto (incorrecto) sobre el tema deuda, le cuento que en estos 10 meses la hemos reducido en USD 46.000 millones. Finalmente respecto al caso de atender la situación de los más vulnerables le cuento que la mejor política social es bajar la inflación (algo que estamos haciendo) y crear empleo genuino (no como Usted que la falta de creación de empleo genuino la cubría con ñoquis militantes en el Estado) algo en lo que estamos trabajando cada día vía respeto de los derechos de propiedad, bajando la inflación, quitando regulaciones, haciendo reformas estructurales y bajando el riesgo país. Es más, si revisa el trabajo reciente de González Rosada de la UTDT, verá que hemos bajado la pobreza del 57% (fruto de sincerar el desastre que Usted dejó) al 49%. Por último, agradezco sus posteos en dos direcciones: (1) deja en evidencia su ignorancia e impericia para llevar a cabo los destinos de un país, salvo que su objetivo sea destruirlo; y (2) me permite disfrutar el placer de hacer docencia. La espero ansisoso con su próxima barbaridad. CIAO!


Sra. Cristina Fernández de Kirchner:
Peço desculpas por não ter podido escrever-lhe antes, mas estava ocupado resolvendo questões muito importantes para o bem-estar dos bons argentinos. Em primeiro lugar, parece-lhe mais difícil compreender uma simples metáfora do que mostrar a sua formação em Direito e/ou os seus casos de sucesso que sustentam a sua imensa fortuna ou compreender alguma teoria económica. Em segundo lugar, digo-lhe que graças a essas coisas idiotas (na sua opinião) que repeti durante anos, estamos a baixar a inflação. Na verdade, o atacadista passou de 54% para 2%, enquanto o varejista passou de 25,5% para 3,5%, portanto, parece que estamos muito melhor que o seu governo, já que toda vez que você esteve à frente da administração e sempre superou a inflação de seu antecessor. Quanto ao encerramento do BCRA, digo-vos que antes de fechá-lo, para que não conduza a uma crise, deve ser limpo, para que os activos sejam recompostos e assim os passivos possam ser resgatados. Nesse sentido, digo-vos, o LEFI e o LECAPS são dívidas que deveriam ter estado sempre à frente do tesouro (já que financiaram o défice com emissões e o BCRA colocou títulos para tentar mitigar o impacto inflacionário de curto prazo) . Ao mesmo tempo, digo-lhe que deixou uma dívida de SIRAs e Dividendos de 60.000 milhões de dólares e um RIN negativo de 11.500 milhões de dólares e uma perda não reconhecida de 45.000 milhões de dólares. Portanto, se ainda não o fechamos é porque estamos consertando esse desastre que a sua gestão causou. Mas não tenha dúvidas de que hoje estamos muito mais perto de fazê-lo do que você pode imaginar. Por sua vez, como você tem um ponto (incorreto) na questão da dívida, digo-lhe que nestes 10 meses reduzimos em 46 bilhões de dólares. Finalmente, no que diz respeito à abordagem da situação dos mais vulneráveis, digo-vos que a melhor política social é baixar a inflação (algo que estamos a fazer) e criar emprego genuíno (ao contrário de vós, que cobriram a falta de criação de emprego genuíno com militantes nhoque) no Estado) algo em que trabalhamos todos os dias através do respeito pelos direitos de propriedade, da redução da inflação, da remoção de regulamentações, da realização de reformas estruturais e da redução do risco-país. Além do mais, se analisarmos o trabalho recente de González Rosada da UTDT, veremos que reduzimos a pobreza de 57% (resultado de ser honesto sobre o desastre que deixou para trás) para 49%. Por fim, aprecio suas postagens em dois sentidos: (1) deixa evidente sua ignorância e inexperiência na execução dos destinos de um país, a menos que seu objetivo seja destruí-lo; e (2) permite-me desfrutar do prazer de ensinar. Aguardo ansiosamente por ela com sua próxima barbárie. CIAO!

24 abril 2024

Milei anuncia primeiro superávit orçamentário da Argentina em 16 anos


Javier Milei, presidente da Argentina, saudou o primeiro excedente orçamentário trimestral do seu país desde 2008 como uma “conquista histórica”. ... “Este é o primeiro trimestre com superávit financeiro desde 2008”.

No primeiro trimestre de 2024, o país sul-americano registou um superávit de cerca de 275 mil milhões de pesos (cerca de 309 milhões de dólares à taxa oficial), disse ele à televisão nacional na noite de segunda-feira. Isto representou um excedente de 0,2% do PIB.

Milei, que assumiu o cargo em dezembro, vangloriou-se de um feito de significado histórico em escala global. "Se o Estado não gasta mais do que arrecada e não emite (dinheiro), não há inflação. Isto não é magia”, disse o autodenominado “anarcocapitalista”.

Milei venceu as eleições em Novembro passado prometendo reduzir o défice a zero – uma meta ainda mais ambiciosa do que a exigida pelo Fundo Monetário Internacional, com quem a Argentina tem um empréstimo de 44 mil milhões de dólares.


Para esse efeito, instituiu um programa de austeridade que levou o governo a reduzir os subsídios ao combustível e à energia para transportes, apesar de a inflação anual se situar nos 290% em termos anuais, os níveis de pobreza terem atingido os 60% e os assalariados terem perdido um quinto. do seu poder de compra.

“Não esperem uma saída através dos gastos públicos”, alertou Milei.

Quando assumiu o cargo, Milei cortou imediatamente pela metade o número de ministérios e departamentos administrados pelo governo. Porque pelo menos metade do governo argentino era inútil.


No Brasil o novo governo, a partir de 2023, optou por aumentar a máquina governamental dobrando o número de ministérios e sem nenhuma agenda para o País. Quando se observa a trajetória das contas públicas sem o gasto com pagamento de juros, nota-se que o deficit primário foi de R$ 246 bilhões em 12 meses até janeiro.









29 dezembro 2023

Promessa feita, promessa cumprida!

Em agosto, quando ainda era candidato à presidência da Argentina, Milei disse ser contra a entrada da Argentina no Brics porque “nosso alinhamento geopolítico é com os Estados Unidos e com Israel. Nós não vamos nos alinhar com comunistas”.

No dia 22 de dezembro, o presidente da Argentina, efetivou a sua posição ao enviar carta aos países que compõem o BRICs recusando a entrada de seu país no Bloco. 

Enquanto isso, o Brasil ruma ao fundo do poço. A Argentina está com uma liderança forte, capaz de fazê-la submergir. Não há dúvidas que o povo argentino tem mais o que comemorar. Pelo menos, há luz no fim do túnel.






13 dezembro 2023

Medidas econômicas na Argentina

O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, apresentou nesta terça-feira (12) o plano de choque econômico (ousado) do novo governo, com cortes de gastos públicos e uma forte desvalorização cambial, na tentativa de neutralizar a pior crise econômica do país em décadas.

A expectativa é de que sua implementação ajudará a estabilizar a economia e a estabelecer as bases para um crescimento mais sustentável e liderado pelo setor privado.  Eis as primeiras medidas:

  • Contratos de trabalho no Estado com menos de um ano não serão renovados.
  • Fica decretada a suspensão das comunicações oficiais do Governo Nacional nos meios jornalísticos por um ano.
  • Ministérios serão reduzidos de 18 para 9, e as secretarias de 106 para 54, para reduzir os cargos hierárquicos na administração nacional em mais de 50%.
  • Redução ao mínimo das transferências discricionárias do Estado Nacional para as províncias.
  • Governo não lançará mais obras públicas e cancelará as licitações cujo desenvolvimento da obra não tenha sido iniciado.
  • Subsídios às tarifas de serviços públicos e transporte serão reduzidos “Isto implicará um aumento nas contas de luz e gás, além das passagens de trem e ônibus que impactarão especialmente a capital e a Grande Buenos Aires”.
  • Plano “Potenciar Trabajo” será mantido de acordo com orçamento de 2023 e os planos sociais serão reforçados sem intermediários: Abono Universal por Criança duplicará seu valor e o Cartão Alimentar aumentará 50%.
  • Taxa de câmbio oficial vai para os 800 pesos por dólares, o que implica uma desvalorização de 54%.
  • Abertura de importações. “Vamos substituir o sistema de importação SIRA por um sistema estatístico e de informação que não exigirá aprovação prévia de licenças”, afirmou Caputo.

Adicionalmente, o Banco Central da Argentina (BCRA) anunciará nesta quarta-feira (13) medidas relacionadas à política monetária, taxas de juros e dívida.

As informações foram divulgadas pelo Ministério da Economia, em sua conta na rede social X. 

10 dezembro 2023

Brasileiros não querem ver Jair Bolsonaro somente como um símbolo, mas de fato, como um verdadeiro líder - em ação. Os argentinos e o mundo também.

Jair Bolsonaro, foi protagonista neste domingo, 10 de dezembro, em Buenos Aires. Recebido com honras de chefe de Estado e aplaudido nas ruas pelo povo argentino, fica difícil negar a notória popularidade do “ex-presidente” brasileiro por onde passa.


    

Milei ordenou que Bolsonaro recebesse o mesmo tratamento que os demais Chefes de Estado, colocando a disposição a polícia federal e fazendo-o participar de todas as cerimonias. JB foi quem realmente representou o Brasil na sua posse como o novo presidente argentino.

Para além da torcida política, o cerimonial diplomático dispensado por Milei a Bolsonaro tem um significado: como o Presidente argentino não está submetido ao arbítrio de Alexandre de Moraes e do STF/TSE, ele sinalizou a ilegitimidade do processo eleitoral que alijou Bolsonaro do poder.

Jair Bolsonaro, depois de ser alvo de uma perseguição feroz e colecionar milhares de processos durante seus 4 anos de governo, foi condenado pelo TSE, tornando-se inelegível pelos próximos oito anos.

A acusação foi: “abuso de poder e utilização distorcida dos meios de comunicação para fins eleitorais”. Uma condenação esperada, diante do regime que foi instalado no país - desde então todos os opositores de Bolsonaro, establishment e a grande mídia inclusos, pensavam que o povo iria se distanciar do ex-presidente a cada noticia falsa e fabricada por eles. O objetivo era desgastar a imagem do presidente até o povo abandoná-lo completamente.

Eis que surgiu uma movimentação com efeito rebote (graças ao totalitarismo do estado e ao ativismo judicial), certas imagens e fatos estão cada vez mais difíceis de esconder, ou até mesmo distorcê-los. Bolsonaro como presidente, acertou muito e errou também a tal ponto de enfraquecê-lo, asfixiando seus poderes políticos mesmo ocupando a maior cadeira do estado.

Depois desta onda de perseguições ferrenha, resultando em prisões ilegais da direita brasileira e uma morte por negligência do Estado, mais de 58 milhões de eleitores brasileiros entre eles presos políticos e exilados, não querem mais ver Jair Bolsonaro somente como um símbolo, mas de fato, como um verdadeiro líder - em ação. Os argentinos e o mundo também.

20 novembro 2023

Vitória de Milei é derrota para o PT. Argentina elegeu Javier Milei. A vitória da liberdade

O próximo presidente da Argentina será um economista libertário e ousado, Javier Milei. Uma guinada para a direita para uma nação que luta sob uma crise econômica de grande dimensão. 

Milei, 53 anos, economista e ex-personalidade televisiva praticamente sem experiência política, irrompeu no cenário político argentino tradicionalmente fechado com um estilo ousado e uma série de propostas que ele diz serem necessárias para derrubar uma economia e um governo falidos.

Milei obteve 56 por cento dos votos, com 95 por cento dos votos contados, derrotando Sergio Massa, ministro da economia de centro-esquerda da Argentina, que teve 44 por cento dos votos. Massa, 51 anos, admitiu a derrota antes mesmo da divulgação dos resultados oficiais.

No Brasil, o ex-ministro Paulo Guedes imediatamente sumarizou o acontecimento com sabedoria e oportunidade, divulgando na rede X o que mostra a imagem abaixo. Um bom recado para o Brasil.

Em seu discurso muito bom, logo após o reconhecimento da derrota pelo seu opositor, Sergio Massa, Milei saudou os argentinos e disse que as portas estão abertas para quem quiser fazer parte do projeto, de boa-fé, independente do passado. Rechaçou a violência e a ilegalidade, repetiu as bases do seu plano: governo limitado, propriedade privada, economia livre e combate às elites políticas corruptas. 

Mesmo assim, lembrou que a Argentina já foi o terceiro país mais rico do planeta, e há como voltar a ser uma grande potência. Chamou o atual governo à responsabilidade, para não dificultar a transição até o dia 10 de dezembro, quando ocorre a posse.

Do Brasil partiram os cumprimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro e do atual ocupante do Palácio do Planalto, copiados a seguir. A diferença entre as duas mensagens refletem a grande distância existente entre os dois. A última, a do Lula, uma saudação de perdedor, como de fato foi, após trabalhar intensamente, sob várias formas, em favor do candidato derrotado.





A vitória de Javier Milei representa um baque para esquerda de dentro e de fora da Argentina. Responsável por tirar o peronismo e o kirchnerismo do poder, ele tem histórico de criticar publicamente atores “progressistas” no cenário mundial.

Como ilustra a figura ao lado, após a divulgação do resultado, a esquerda brasileira, que aplaude ditaduras em vários continentes, "explodiu" imediatamente ao expor o seu desespero. Veja o que disseram:

“O resultado das eleições argentinas corroboram que o avanço da extrema-direita, potencializado pelas redes, é uma realidade em todo o mundo”, redigiu Randolfe. “Que o histórico de coragem, luta e resistência do povo argentino não arrefeça e que, acima de tudo, a democracia seja respeitada pelo novo governo, como tem sido por seus opositores. Para nós, no Brasil, fica a lição e o alerta. É preciso estar atento e forte!”

O Guilherme Boulos (Psol-SP) classificou a eleição de Milei como a “repetição de uma tragédia” e disse que a luta contra o “fascismo” continua.

“Será uma batalha duríssima, mas não tenho dúvidas que nossos irmãos argentinos resistirão com muito firmeza às cenas de um filme que já conhecemos aqui no Brasil”, redigiu Boulos. “Não importa onde, não importa quando, contem conosco na luta contra fascismo e na defesa da democracia.”

A deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP), que mais cedo endossou apoio ao candidato governista Sergio Massa, escreveu:

“Na Argentina, foi eleito hoje o representante da extrema direita, Milei. Uma tragédia para o povo trabalhador e para todo o continente. A desilusão diante da política econômica anti-povo e da ausência de transformações reais deu vantagem para a demagogia e desfaçatez. Um resultado lamentável. Organizar-se e lutar contra a barbárie será mais necessário que nunca, como bem sabemos no Brasil. Todo apoio ao povo argentino nas batalhas que virão!”

Líderes conservadores de outros países saudaram o novo presidente argentino.

“Parabéns a Javier Milei por uma grande eleição para presidente da Argentina, o mundo inteiro estava te vendo! Estou muito orgulhoso de você, Você vai mudar seu país e fará com que a Argentina seja grande novamente!", disse Trump em redes sociais.

O presidente conservador do Uruguai, Luis Lacalle Pou, também cumprimentou Milei nas redes sociais.

“Saúdo o presidente eleito, Javier Milei. Temos muito para trabalhar em conjunto e melhorar nossas relações bilaterais”, escreveu o presidente uruguaio.

Já o presidente paraguaio, Santiago Peña, também eleito este ano (no final de abril), parabenizou Milei e ofereceu “a mão cordial e fraterna do Paraguai para fortalecer as relações” entre os dois países.

“Em nome do povo paraguaio, saúdo o fraterno povo argentino por uma jornada eleitoral exemplar”, disse o presidente paraguaio na rede social X (ex-Twitter).

Em tempo. Vazou a "REAÇÃO" de Lula após vitória de Milei.