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10 julho 2025

Lula, dia sim, dia não, na história da política externa brasileira

     Só lembrando que nem Rússia nem China levaram o Lula a sério o suficiente pra virem à reunião do BRICS. Pior governo da história, de longe. Pior ate que seus governos anteriores.

    Lula e Janja só são respeitados por ONG de bilionário e organização criminosa. No Dia da Vitória em Moscou eles foram colocados num canto sem sombra à esquerda, escondidos e sem prestígio, mais longe de Putin que Maduro e até Abbas. Todos sabem o que isso significa em evento oficial






O que disse.o Estadão sobre esse comparecimento de Lula. Confira nos três parágrafos:


"A imagem de Lula na Praça Vermelha, ladeado por facínoras para ver o desfile de mísseis que vão massacrar inocentes na Ucrânia, marcará o dia da infâmia da política externa brasileira".

"Ao tomar parte nas celebrações do “Dia da Vitória” em Moscou – data em que a Rússia festeja a vitória na 2.ª Guerra contra o nazismo alemão e que o autocrata Vladimir Putin usa para fazer propaganda de seu regime tirano –, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva selou não um triunfo diplomático ou um gesto de realismo pragmático, mas um vexame moral e um fiasco geopolítico para o Brasil. Ao lado de autocratas de todos os cantos, Lula foi aquilo que os antigos agentes secretos soviéticos chamariam de “idiota útil”: um ocidental deslumbrado e voluntarioso – e descartável após servir às ambições do império russo.

Em teoria, a participação de um presidente brasileiro nas comemorações do fim da 2.ª Guerra poderia significar a celebração da liberdade contra a tirania, da coragem do povo russo, do papel civilizatório da Rússia nas artes, nas letras, nas ciências, ou mesmo uma oportunidade para um estadista astuto tecer alianças diplomáticas num mundo multipolar – e até explorar canais para promover uma paz justa entre Rússia e Ucrânia. Na prática, Lula foi o exato oposto.
O cortejo foi a peça de propaganda fabricada por um regime que encarna o que há de mais próximo ao fascismo hoje: uma autocracia que envilece sua nação e oprime seu povo, silenciando a oposição, perseguindo minorias, fraudando eleições para sustentar um líder vitalício adornado por uma iconografia imperial. É também um Estado predador, que desestabiliza governos, invade vizinhos e massacra civis sob a bandeira fraudulenta da “desnazificação”. A semelhança com as ambições irredentistas de Hitler, que invocava a germanidade para saquear territórios da Checoslováquia e da Polônia, é óbvia demais para ser ignorada."

    Após, indevidamente, subir a rampa do Planalto, Lula preferiu colocar a ideologia acima do interesse do povo. A conta chegou.

27 junho 2025

Lula e outros sonhando com a segunda Guerra Fria para destruir o império ianque

     Em pleno século XXI o governo Lula repete o que sabíamos sobre a esquerda desde o final da Segunda Guerra Mundial, cuja bandeira anti-ianque nas Américas era hasteada pelo ditador Fidel Castro na companhia de Che Guevara, seu "secretário de comunicação". Ambos em obediência a Moscou que infiltrava em todos os países da América Latina os "professores" da cartilha comunista, treinando aplicados alunos como alguns que compõem a imagem abaixo.


    No final da década de 50, o Brasil crescia a 7%/ano. Foi então que surgiu na vida pública brasileira um tétrico e inacabável período de grandes contrafações políticas, começando com a renúncia de Jânio Quadros. Nada então poderia ter sido melhor para os comunistas. Era como eles queriam: o poder caiu inesperadamente em suas mãos despreparadas, inexperientes e que não aceitavam nem o desconforto, nem as inibições oriundas de quaisquer tipos de escrúpulos. A partir daí, os investimentos sumiram, a classe empresarial e os trabalhadores logo sentiram suas consequências e só começou a ser estancada em 1964.

    Em 2003 essa turma voltou ao poder após o sucesso da trama conhecida como "Política das Tesouras", iniciada com a criação do  Foro de São Paulo, forjado por Lula e Fidel Castro, através do que ficou conhecido como Pacto de Princeton.


    O Pacto de Princeton foi um combinado de uma falsa oposição e da aplicação dos métodos de doutrinação de Gramsci, feito por Lula e FHC, ocorrido em janeiro de 1993 na cidade de Princeton, EUA. No Pacto, Lula representando o Foro de São Paulo que fomenta o socialismo comunista na América Latina e FHC representando a Diálogo Interamericano ligada ao Partido Democrata americano com pele socialista-fabiano.

    No Pacto, os dois comunistas - Lula e FHC- demonstraram para a grande imprensa que eram adversários, adotando os ideais da política das tesouras, de Lênin, como única solução para implantar o socialismo-comunismo no Brasil. Forjaram uma falsa oposição para culminar com o grande projeto de instalação do socialismo em toda a América Latina. Desta forma, qualquer um dos dois que fosse eleito pelo voto democrático, estava comprometido com os ditames socialistas em toda a extensão da América Latina, objeto do Foro de São Paulo.

Além de forjar uma falsa oposição, o Pacto tinha como objetivos: a participação de revolucionários comunistas de 1964 nas eleições, bem como o controle populacional através do estímulo de uniões homossexuais, legalização do aborto, enfraquecimento da Igreja Católica para se prevenir de reações contrárias aos projetos estabelecidos, e também o enfraquecimento das Forças Armadas.

No ano de 1995, FHC ganhou a eleição presidencial no Brasil e começou a por em prática os métodos de desconstrução dos valores estabelecidos na sociedade brasileira e a fomentar o crescimento socialista no País.

    Em 2003/2006 foi a vez de Lula ganhar as eleições, ficando no poder até o final de 2010, período esse onde aparelhou todas as instituições, investiu bilhões em nações socialistas e forjou pesado na implantação das disciplinas que compõem o marxismo cultural, colocando classes contra classes e pulverizando a discórdia entre pobre e rico, negro e branco, sulista e nortista, homossexual e heterossexual, filho e pai, sociedade civil e polícia. Apoiou a ideologia de gênero, incentivou a corrente feminista, buscou meios para legalizar o aborto, incentivou à promiscuidade e a impunidade, desarmou a população contra resposta do referendo de 2005, sucateou as Forças Armadas, investiu em ONGs trapaceiras que defendem os ideais do globalismo-comunismo e nos artistas consagrados através da Lei Rouanet para se aproveitar do público seguidor dos mesmos no sentido que eles ajudassem falar bem do sistema.

    No cenário externo, em todo esse período petista no poder, Lula afundou o Brasil e agora, desde 2023, segue executando os procedimentos impostos pela cartilha do século XX. Lula continua sendo anti-ianque e propagando sua amizade pelas ditaduras e já dizendo publicamente que Israel é um país genocida. As imagens abaixo ilustram as prioridades de Lula e todo o seu trajeto no poder desde 2003.




    Lula e todos eles continuam sonhando com uma segunda Guerra Fria para destruir o império ianque. Entre o bem e o mal Lula sempre torce pelo bandido. Entre a treva e a luz Lula sempre lutou pela escuridão. O Brasil se tornou sem importância para quem fala sério sobre política internacional. Não há maneira mais eficaz de defender os interesses nacionais brasileiros do que andar na companhia dos EUA e da luz do seu progreso. Em vez disso, Lula quer o Brasil na treva dos grupos terroristas aliados do Irã, do Iêmen, ... e dos narcoestados.

    Nesta sexta-feira, o Cel Gerson Gomes, em seu comentário na rádio Auri Verde, fala como a  delação do ex-general venezuelano Hugo Carvajal nos Estados Unidos pode impactar o governo Lula, inclusive esclarecendo o que é um narcoestado. Ouça-o.




27 fevereiro 2025

Mais um vexame internacional para o Brasil

    Segundo o ex-embaixador do Brasil em Londres e Nova York, Rubens Barbosa, o Itamaraty jamais escreveria essa Nota e diz ter quase certeza  que ela foi expedida sob pressão externa de outros poderes.

    


    Como podemos ver no seu conteúdo, ocorreu também um erro imperdoável com respeito a um principio fundamental no cumprimento da hierarquia diplomática entre nações. No caso, a Nota emitida nos EUA, publicada na rede social X, não foi pelo Departamento de Estado, órgão equivalente ao Itamaraty e sim pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, de nível hierárquico inferior. Na Nota do Itamaraty há esse erro explícito ao citar a sua autoria como sendo do Departamento de Estado. Confira as duas Notas.


Itamaraty

NOTA À IMPRENSA Nº 99

Manifestação do governo norte-americano sobre decisões da Justiça brasileira

Publicado em 26/02/2025 18h19  

O governo brasileiro recebe, com surpresa, a manifestação veiculada hoje pelo Departamento de Estado norte-americano a respeito de ação judicial movida por empresas privadas daquele país para eximirem-se do cumprimento de decisões da Suprema Corte brasileira 

O governo brasileiro rejeita, com firmeza, qualquer tentativa de politizar decisões judiciais e ressalta a importância do respeito ao princípio republicano da independência dos poderes, contemplado na Constituição Federal brasileira de 1988. 

A manifestação do Departamento de Estado distorce o sentido das decisões do Supremo Tribunal Federal, cujos efeitos destinam-se a assegurar a aplicação, no território nacional, da legislação brasileira pertinente, inclusive a exigência da constituição de representantes legais a todas as empresas que atuam no Brasil. A liberdade de expressão, direito fundamental consagrado no sistema jurídico brasileiro, deve ser exercida, no Brasil, em consonância com os demais preceitos legais vigentes, sobretudo os de natureza criminal.

O Estado brasileiro e suas instituições republicanas foram alvo de uma orquestração antidemocrática baseada na desinformação em massa, divulgada em mídias sociais. Os fatos envolvendo a tentativa de golpe contra a soberania popular, após as eleições presidenciais de 2022, são objeto de ação em curso no Poder Judiciário brasileiro.

    No cardápio de atual governo, constata-se frequentemente o enfraquecimento do Itamaraty que experimenta hoje e que, na sua história, ficará registrado como uma época em que esteve submetido às exigências de linha política muito mais planetária do que realista e em que as orientações para a sua performance eram formuladas não por uma corpo diplomático experimentado, mas por um ideólogo de pequena grandeza, manchando a sua história diplomática de sucesso de anos anteriores, como as do tempo de Oswaldo Aranha.

14 janeiro 2024

Aumenta a decadência da imagem brasileira no exterior

A imagem brasileira perante os países democráticos, especialmente os ocidentais, EUA, Alemanha, França e Inglaterra, caminha para uma profunda e lamentável decadência, desde que o ex-presidiário assumiu o (des)governo. Tal percepção tem sido manifestada, inclusive, por pessoas que ocuparam cargos no primeiro escalão do governo, como os ex-ministros Celso Lafer, Rubens Ricupero e Ciro Gomes. Veja a seguir alguns exemplos.

Guerra Rússia x Ucrânia

Desde o o seu início, Lula se manifestou em ziguezague, muito incerta. Ele já deu cinco ou seis declarações, e o que se sustenta é que, no fundo, ele tem uma atitude benevolente em relação ao Putin, à Rússia. "Ninguém simpatiza com essa posição do Brasil em relação à Ucrânia", afirmou Ricupero ao Estadão.

“Uma tragédia humanitária acontecendo, uma guerra… Falando que cerveja é o remédio que ele recomenda para acabar com a guerra na Ucrânia. Veja que cenas patéticas de demagogia. […] Isso me causa mais do que vergonha alheia. Isso me causa náuseas”, afirmou Ciro Gomes em seu canal no Youtube.

Israel x Hamas

Neste caso, a posição de Lula também prejudicou a imagem do Brasil no exterior. Lula não reconheceu o Hamas como um grupo terrorista e declarou o apoio do Brasil (não dos brasileiros) ao pedido da África do Sul para condenar Israel por genocídio, através da Corte Internacional de Justiça. Ao contrário de Lula, diversos outros países, como os EUA e a Alemanha (veja aqui  têm se manifestado condenando a iniciativa da África do Sul. Aqui o que disse o ex-ministro Celso Lafer.

Venezuela

Na América do Sul, a decisão de Lula de "estender um tapete vermelho" para o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. "Lula depositou uma confiança em Nicolás Maduro quando, alguns meses atrás, ele fez uma reunião de presidentes em Brasília para refundar a Unasul [União de Nações Sul-Americanas].

"Lula seguramente queria mostrar que ele podia ter uma relação especial com a Venezuela e Maduro. Mas Maduro, ao criar esse problema grave com a Guiana, mostrou que Lula fez uma aposta errada, confiou numa pessoa que não merecia", complementou Ricupero.

Talvez em seu 3º mandato, como já escreveu Thomas Traumann, Lula sonhe em ser o novo Nelson Mandela e receber o prêmio Nobel da Paz: o líder político que vai preso, é solto e retorna ao poder de forma triunfante. 

Mas o fato é que, até agora, o balanço de incursões de Lula no exterior é que teve resultados fracassados. Sem contar a ambiguidade do brasileiro, que chegou a dizer que talvez a Ucrânia devesse ceder algum território para Rússia como forma de acabar com a guerra.




12 janeiro 2024

Ex-chanceler Celso Lafer critica, em bases jurídicas, o governo brasileiro por ter apoiado à África do Sul

Nesta quarta-feira (10/01/2024) Lula declarou o apoio do Brasil (não dos brasileiros) ao pedido da África do Sul para condenar Israel por genocídio, através da Corte Internacional de Justiça.

Ao contrário de Lula, diversos outros países, como os EUA e a Alemanha (veja aqui) têm se manifestado condenando a iniciativa da África do Sul.

No Brasil, as manifestações contrárias a esse posicionamento, que envergonham, cada vez mais, a nação brasileira estão se multiplicando. Uma delas, de forma oficial, através de carta, foi encaminhada ao Itamaraty.

De autoria do ex-chanceler Celso Lafer, a carta critica, em bases jurídicas, o governo brasileiro por ter apoiado a iniciativa da África do Sul contra Israel. Confira a íntegra da carta nas imagens abaixo.





10 outubro 2023

Brasil: status de anão diplomático reduzido ao de bactéria diplomática

Para somar mais um dia vergonhoso para a nação brasileira, Lula e o Itamaraty trataram o assassinato do brasileiro Ranani Nidejelski Glazer como “falecimento”. Ranani é um dos brasileiros mortos pelo grupo terrorista Hamas durante os ataques a Israel.

Ao confirmar a morte de Ranani sem citar o Hamas, o Ministério das Relações Exteriores expressou “profundo pesar” pelo “falecimento” do brasileiro, que era natural do Rio Grande do Sul. Na mesma linha, Lula foi às redes sociais prestar solidariedade à família de Ranani pelo “falecimento” do brasileiro.

A publicação do comunicado do Itamaraty na rede social X (ex-Twitter) foi checada pelos usuários e passou a exibir uma nota dos leitores informando que, na verdade, “Ranani Glazer foi assassinado pelo grupo terrorista Hamas”.

Em pouco mais de seis horas, a publicação teve 2,2 milhões de visualizações. Após as críticas, o Itamaraty bloqueou os comentários.

Em São Paulo, ao comentar a publicação de Lula, o deputado Gil Diniz (PL-SP) disse que “Ranani foi brutalmente e covardemente assassinado pelo grupo terrorista Hamas” e completou: “Esta triste e cruel página na história da humanidade ficará marcada não somente pela barbárie promovida pelo Hamas mas também por todos que se recusaram a condená-los nominalmente”.

O fundador e ex-presidente do Partido Novo, João Amoedo, compartilhou o comunicado do Itamaraty com a seguinte mensagem: “Não foi um ‘falecimento’, foi o assassinato de um jovem pelo grupo terrorista Hamas”.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também questionou o governo: “Falecimento?? O Itamaraty não consegue condenar o terrorismo que assassinou um brasileiro?”, escreveu o parlamentar em seu perfil na rede social X.

Anteriormente, no domingo, na ONU, em reunião presidida pelo Brasil, este não criticou os atentados que incluíram estupros, profanação de corpos de mulheres, sequestros de crianças, degolações a golpes de enxadas e outras atrocidades praticadas pelos animais do Hamas. Nosso país acaba de ter seu status de anão diplomático reduzido ao de bactéria diplomática.

É muito importante você saber que Lula e o PT apoiam o grupo terrorista Hamas e este parabenizou Lula por ocasião da sua vitória nas eleições de 2022. 

É muito importante você saber também que o Irã, o Afeganistão, Cuba, Taliban, Hezbollah, FARC, ELN e tantos outros grupos terroristas também apoiam o Hamas. 

E por último é importante você saber também que aqui no Brasil os partidos PSOL, Rede, PCdoB também adoram o Hamas.


25 agosto 2023

A reunião de Lula com o "carniceiro de Teerã"

Ebrahim Raisi, também conhecido por aqueles lados como o "carniceiro de Teerã". Ganhou esse "carinhoso apelido" em 1988 quando era juiz do Supremo Tribunal do Irã, ao ordenar a execução de milhares de prisioneiros políticos e a prisão ilegal (extrajudicial) de dezenas de milhares de iranianos que protestavam contra a ditadura dos Aiatolás. De acordo com a Anistia Internacional:

"milhares de prisioneiros políticos foram sistematicamente submetidos a desaparecimentos forçados em centros de detenção iranianos em todo o país e executados extrajudicialmente de acordo com uma ordem emitida pelo Líder Supremo do Irã e implementada em todas as prisões do país. Muitos dos mortos durante este período foram submetidos a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes no processo”.

Aqui está o link para o relatório oficial da Anistia Internacional - Iran: Blood-soaked secrets: Why Iran’s 1988 prison massacres are ongoing crimes against humanitycom esses e outros crimes contra a humanidade cometidos por Ebrahim Raisi.

A IstoÉ, em matéria sob o título "Meus queridos ditadores", (2010), ilustrada pela imagem abaixo, revelou que o governo Lula tinha se desviado do rumo seguido por governos antecessores:

[ ... ]  "No poder, Lula já chamou de “amigo e irmão” o general líbio Muammar Kadafi, defendeu o “companheiro” iraniano Mahmoud Ahmadinejad e causou arrepios ao criticar a greve de fome do preso político cubano Orlando Zapata. Na segunda-feira 5, Lula voltou a prestigiar outro ditador. Desta vez foi o presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que está no cargo há 31 anos."


Há pouco menos de um ano, Rodrigo Constantino, no artigo "Lula e as ditaduras", publicado na Revista Oeste (136), também abordou o assunto e o ilustrou com a imagem abaixo. Imagem esta que foi censurada pelo TSE durante a campanha eleitoral de 2022.



Pelo visto, o "virus por amigos ditadores" não foi extinto, deixando mais claro que Lula e o PT jamais demonstraram respeito pela democracia.



31 maio 2023

Política externa brasileira durante os primeiros cinco meses de dois governos

Acertadamente o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, divulgou as ações do primeiros cinco meses do governo Bolsonaro no campo da política externa brasileira, planejadas e executadas pelo Itamaraty sob o comando do então ministro.

É um registro importante para a história do Brasil mas, neste momento, para confrontar diretamente a "política externa" do atual governo, cujo ponto culminante e lamentável ocorreu durante o início desta semana, com o recebimento formal de chefe de Estado concedido ao narcoditador venezuelano Nicolás Maduro, responsável por tortura, espancamento, asfixia, violência sexual, prisões arbitrárias, censura e repressão, segundo o que consta no informe produzido por missão criada pela ONU, e que refuta categoricamente a tese de Lula de que a situação na Venezuela seria apenas uma "narrativa" criada contra Maduro.

Leia a seguir o texto divulgado pelo Ernesto Araújo através de suas redes sociais.

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Recordando.

Nos primeiros 5 meses do governo Bolsonaro, com a nova política externa que eu então conduzi:

- Organizamos uma coalizão de mais de 50 países de todo o mundo que retirou reconhecimento ao regime ditatorial de Maduro na Venezuela, possibilitou a formação do governo legítimo de Juan Guaidó, e só não conseguiu derrubar a ditadura por causa da repressão brutal de Maduro apoiado pelos governos totalitários de Rússia, China e Cuba.

- Realizamos visita presidencial histórica aos Estados Unidos onde estabelecemos as bases de uma aliança Brasil-EUA, com o princípio de que, se queremos ter no Brasil uma verdadeira democracia com economia de mercado (liberdade política e liberdade econômica), nossa principal relação precisa ser com a maior democracia e economia de mercado do mundo, e não com um país totalitário e socialista como a China.

- Criamos o PROSUL, organização para uma integração sul-americana baseada na democracia e livre mercado e no combate ao crime organizado (corrupção/narcotráfico /terrorismo) que forma a essência do Foro de São Paulo. Fechamos o clube de apoio recíproco entre narco-socialistas, que era a UNASUL.

- Renovamos o Mercosul, para que deixasse de ser uma vaca leiteira do Foro de São Paulo e se tornasse plataforma de integração ao mundo, o que se confirmou logo em junho de 2019 com a conclusão do Acordo Mercosul-União Europeia.

- Realizamos visita presidencial também histórica a Jerusalém, concretizando finalmente a amizade profunda sentida pelo povo brasileiro com Israel, ao mesmo tempo em que aumentamos a relação com os países árabes, o que contribuiu para os futuros acordos de paz na região.

- Reorganizamos a relação com a China, sob o princípio de que “queremos vender soja e não vender a nossa alma”, ou seja, relação comercial produtiva, mas sem trazer para o Brasil o modelo chinês de governança e sem condicionar nossas decisões às estratégias do Partido Comunista Chinês.

- Assumimos a presidência do BRICS e demos ao grupo o caráter de simples foro de diálogo e iniciativas técnicas específicas, não de aliança estratégica, que não teria cabimento em se tratando de grupo com presença de dois países totalitários com valores completamente diferentes dos nossos, China e Rússia.

- Assumimos posições na ONU pela preservação da soberania brasileira, não aceitando que organismos internacionais definissem a nossa legislação em temas como aborto, gênero ou educação, e sem subordinar nossa Constituição à Agenda 2030 da ONU.

- Reposicionamo-nos nas negociações do clima para evitar que fossem usadas como pretexto para controlar nossa agricultura, e reorientamos a estratégia para a Amazônia, de modo a centrá-la na atração de investimentos produtivos, exploração sustentável de recursos e criação de empregos, não no financiamento de ONGs pouco transparentes.

- Iniciamos a construção de parcerias estratégicas com grandes democracias como Japão, Índia e Reino Unido.

- Obtivemos o apoio de todos os países da OCDE para nos tornarmos membros, possibilitando o convite oficial que viria em 2021.

- Começamos a mudar a mentalidade da diplomacia brasileira, para que deixasse de bajular tiranos externos e corruptos internos, acomodada em falsas tradições pró-totalitárias, indiferente ao povo, e se tornasse um centro de trabalho pela liberdade, soberania, prosperidade, segurança e valores dos brasileiros.

Todas essas e outras iniciativas começaram a dar frutos imediatamente. Entretanto, com a influência crescente do Centrão, da esquerda e do Partido Comunista Chinês sobre o governo e demais instituições, a partir de 2020 começaram a ser travadas. A partir de março de 2021, quando deixei o governo, foram quase todas abandonadas. Agora, nestes trágicos primeiros meses de governo Lula, estão sendo completamente revertidas. A política externa de Lula e Celso Amorim já conseguiu afundar o Brasil até o pescoço na lama do projeto totalitário e do globalismo destruidor da nossa liberdade, dignidade e soberania.