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30 abril 2026

Em 30 de abril de 1945, Adolf Hitler cometeu suicídio


Em 30 de abril de 1945, Adolf Hitler cometeu suicídio em seu Führerbunker subterrâneo em Berlim, enquanto as forças soviéticas se aproximavam. Ele atirou na sua cabeça enquanto sua esposa, Eva Braun, tomava cianeto.

A história raramente é organizada. Eras se sobrepõem e assuntos inacabados de um período perduram. A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra sem precedentes na magnitude de seus efeitos sobre a vida das pessoas e o destino das nações. Foi uma combinação de muitos conflitos, incluindo ódios étnicos e nacionais, que se seguiram ao colapso de quatro impérios e à redefinição de fronteiras na Conferência de Paz de Paris, após a Primeira Guerra Mundial. Vários historiadores argumentam que a Segunda Guerra Mundial foi uma fase de uma longa guerra que durou de 1914 a 1945 ou mesmo até o colapso da União Soviética em 1991 — uma guerra civil global, primeiro entre o capitalismo e o comunismo, depois entre a democracia e a ditadura.

A Segunda Guerra Mundial certamente uniu os fios da história mundial, com seu alcance global e sua aceleração do fim do colonialismo na África, Ásia e Oriente Médio. No entanto, apesar de compartilhar essa experiência internacional e entrar na mesma ordem construída em seu rastro, cada país envolvido criou e se apegou à sua própria narrativa do grande conflito.

Até mesmo a questão de quando a guerra começou ainda é debatida. Na narrativa americana, ela começou para valer quando os Estados Unidos entraram no conflito após o ataque japonês a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, e o ditador alemão Adolf Hitler declarou guerra aos Estados Unidos alguns dias depois. O presidente russo, Vladimir Putin, por sua vez, insiste que a guerra começou em junho de 1941, quando Hitler invadiu a União Soviética — ignorando a invasão conjunta soviética e nazista da Polônia em setembro de 1939, que marca o início da guerra para a maioria dos europeus. No entanto, alguns remontam sua origem a um período ainda mais remoto. Para a China, começou em 1937, com a Guerra Sino-Japonesa, ou ainda antes, com a ocupação japonesa da Manchúria em 1931. Muitos da esquerda espanhola estão convencidos de que começou em 1936, com a derrubada da república pelo general Francisco Franco, dando início à Guerra Civil Espanhola.

Essas visões de mundo conflitantes continuam sendo uma fonte de tensão e instabilidade na política global. Putin seleciona cuidadosamente a história russa, combinando a homenagem ao sacrifício soviético na "Grande Guerra Patriótica", como a Segunda Guerra Mundial é conhecida na Rússia, com as ideias reacionárias dos russos brancos czaristas exilados após sua derrota para os comunistas vermelhos na Guerra Civil Russa de 1917-1922. Estas últimas incluem justificativas religiosas para a supremacia russa sobre toda a Eurásia — "de Vladivostok a Dublin", como disse o ideólogo de Putin, Aleksandr Dugin — e um ódio profundamente enraizado à Europa Ocidental liberal.

Putin reabilitou o líder soviético Joseph Stalin, da Segunda Guerra Mundial, que, como afirmou o físico e dissidente soviético Andrei Sakharov, foi diretamente responsável por ainda mais milhões de mortes do que Hitler. O presidente russo chega a insistir que a União Soviética poderia ter vencido a guerra contra a Alemanha nazista sozinha, quando até mesmo Stalin e outros líderes soviéticos reconheceram em particular que a União Soviética não teria sobrevivido sem a ajuda americana. Eles também sabiam que a campanha de bombardeio estratégico dos EUA e do Reino Unido contra cidades alemãs forçou o grosso da Luftwaffe alemã a recuar da frente oriental, dando assim aos soviéticos a supremacia aérea. Acima de tudo, Putin se recusa a reconhecer os horrores da era stalinista. Como Mary Soames, filha do primeiro-ministro britânico Winston Churchill, disse em em 2003, Churchill perguntou a Stalin, durante uma reunião informal em outubro de 1944, o que o líder soviético mais lamentava em sua vida. Stalin refletiu por um momento antes de responder calmamente: "A matança dos kulaks" — os camponeses proprietários de terras. Essa campanha atingiu o auge com o Holodomor, em 1932-33, quando Stalin deliberadamente infligiu fome à Ucrânia, matando mais de três milhões de pessoas e incutindo o ódio a Moscou entre muitos sobreviventes e seus descendentes.

A Segunda Guerra Mundial também produziu um equilíbrio muitas vezes instável entre a Europa e os Estados Unidos. As ambições hegemônicas de Hitler forçaram o Reino Unido a abandonar seu autoproclamado papel de polícia mundial e recorrer aos americanos em busca de ajuda. Os britânicos estavam genuinamente orgulhosos de sua participação na vitória final dos Aliados, mas tentaram esconder a dor de sua influência global em declínio, repetindo o clichê de que o Reino Unido havia conseguido "superar suas expectativas" na guerra e se apegando à sua "relação especial" com os Estados Unidos. Churchill ficou consternado com a perspectiva de que as tropas americanas pudessem simplesmente voltar para casa após o fim da guerra no Pacífico, em 1945. Embora as atitudes americanas continuassem a oscilar entre a busca por um papel global ativo e o recuo para o isolacionismo, a ameaça de Moscou garantiu que Washington permaneceria profundamente engajado na Europa até o colapso da União Soviética em 1991.

Hoje, a primeira grande guerra continental na Europa desde a Segunda Guerra Mundial está em seu quarto ano, impulsionada em parte pela leitura seletiva da história russa por Putin, enquanto conflitos mortais no Oriente Médio e em outros lugares ameaçam se espalhar ainda mais. Oitenta anos atrás, o fim da Segunda Guerra Mundial abriu caminho para uma nova ordem internacional baseada no respeito à soberania e às fronteiras nacionais.


21 fevereiro 2025

Tribunais políticos. Durante o Terceiro Reich e no Brasil atual


 

    Noventa anos depois, no Brasil, mutatis mutandis, a história está se repetindo ao se trocar a palavra judeus por bolsonaristas. Independentemente da denominação dada ao regime vigente neste momento aqui no Brasil, qualquer que seja o nome escolhido, no seu significado, obrigatoriamente, constará, em primeira opção, regime totalitário. Os fatos em grande quantidade corroboram essa escolha, ao quais se somam mais um: o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao STF para o indiciamento de Jair Bolsonaro, sob a tutoria do "juiz" Alexandre de Moraes. 

    Senão vejamos. A denúncia da PGR nos faz lembrar de um outro evento ocorrido no século passado com semelhanças com o nosso 8 de janeiro. Trata-se do incêndio do Reichstag, em 27 de fevereiro de 1933, em Berlim, que havia sido provocado pelos nazistas para justificar a supressão das liberdades individuais que se seguiu.

    Na sequência, foi instituído, por Adolf Hitler, o "tribunal do povo", Volksgerichtshof (VGH), em alemão,  um tribunal político que esteve ativo na Alemanha entre 1934 e 1945, tendo sido responsável pelo julgamento de acusados de crimes de alta traição e atentado contra a segurança do Estado, praticados pela resistência alemã durante o regime nazista.

    Terminada a Segunda Guerra Mundial, o tribunal alemão é tristemente lembrado pelo grande número de condenações pronunciadas em seus poucos anos de existência, sobretudo entre 1942 e 1945, sob a presidência do juiz Roland Freisler, cuja atuação é tida como exemplo de desvio da lei (Rechtsbeugung) e submissão da justiça ao terror organizado de Estado, sob o nazismo.

Segundo escreveu Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy

[ ... ] "Roland Freisler é o mais acabado exemplo de juiz nazista e fanático, que confundia as funções de acusação e de julgamento. Brutal e sarcástico, Freisler era menos um juiz do que um jurista do partido ao qual servia. Crítico de qualquer concepção jurídica liberal, Freisler insistia na inafastabilidade dos conceitos de Povo, Jurista e Direito; o Direito, na concepção de Freisler, deveria substancializar o espírito do nacional-socialismo (Den Geist des Nationalsozialismus). É um juiz de triste memória."

    Mais semelhanças entre o Terceiro Reich e o Brasil atual, podem ser encontradas nesses dois artigos: "Hitler e Lula. O nazismo e o petismo são iguais?" e "Um Brasil mais nazista".

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22 fevereiro 2024

Preferência antiga por ditadores: os elogios de Lula a Hitler e a Fidel em entrevista à Playboy

        De tempos em tempos, alguém resgata a histórica (e controversa) entrevista concedida em julho/1979 pelo presidente Lula à revista Playboy. E o motivo é sempre o mesmo: sua admiração confessa por figuras nefastas como Hitler, Che Guevara, Fidel Castro, Mao Tsé-Tung e o Aiatolá Khomeini.

        Desta vez, após as declarações de Lula em seu discurso durante a reunião da 37ª Cúpula Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), em Adis Abeba, na Etiópia, recebeu destaque a análise de Boris Casoy, vídeo abaixo, na qual afirma que "Lula mais uma vez se esconde atrás da sua ignorância."


        Obviamente, a entrevista de Lula já poderia ter ficado para trás e se tornado apenas um registro de outros tempos na vida do petista. Mas, 45 anos depois, Lula segue apoiando ditadores, autocratas e outros líderes sanguinários do mundo. É da sua natureza, tal qual responde o escorpião ao sapo quando questionado: “Não vê que vais morrer também... Por que me picaste?” ao que o escorpião responde “Não pude evitar, esta é a minha natureza”.

        Essa atração pelo lado errado marcou os seus dois primeiros mandatos na Presidência da República e tem se acentuado no terceiro. Só em 2023, o ex-metalúrgico se encontrou com chefes de Estado de 13 países com regimes questionáveis do ponto de vista da democracia ocidental.

Veja a seguir, trechos da entrevista em que Lula fala desses “ídolos” perversos.

Playboy – Há alguma figura de renome que tenha inspirado você? Alguém de agora ou do passado?

Lula – Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil. (…) Um cara que me emociona muito é o Gandhi. (…) Outro que eu admiro muito é o Che Guevara, que se dedicou inteiramente à sua causa. Essa dedicação é que me faz admirar um homem.

A ação e a ideologia?

Não está em jogo a ideologia, o que ele pensava, mas a atitude, a dedicação. Se todo mundo desse um pouco de si como eles, as coisas não andariam como andam no mundo.

Inimigo da democracia e da imprensa livre, o argentino Ernesto Che Guevara (1928-1967) tomou o poder em Cuba, ao lado de Fidel Castro, às custas de uma lista infindável de crimes. Responsável por diversas execuções de adversários, ele também fundou campos de trabalho forçado e chegou a assumir, em uma carta para seu pai, que realmente gostava de matar.

Alguém mais que você admira?

O Mao Tsé-Tung também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa.

>>> Mao foi o líder da revolução comunista chinesa, chefe de Estado do país por quase três décadas e maior genocida do século vinte. Em 4 anos (1958 e 1962), 45 milhões de pessoas morreram. Veja um resumo de quem foi Mao clicando aqui.

Diga mais…

Por exemplo… O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.

Quer dizer que você admira o Adolfo?

Não, não. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação. É diferente de admirar as ideias dele, a ideologia dele.

>>> Hitler e Lula. O nazismo e o petismo são iguais ? "o contexto alemão dos anos 1930 pode servir de paralelo para a compreensão da ascensão do lulopetismo ao poder no Brasil. Como foi possível? Leia aqui.

E entre os vivos?

O Fidel Castro, que também se dedicou a uma causa e lutou contra tudo.

>>> Lula admira Fidel Castro e toda a sua trajetória em Cuba. O ex-presidiário aprendeu lições do ditador cubano logo cedo, desde os seus tempos de líder sindicalista no ABC paulista. Posteriormente, Lula os renovou dias antes das eleições presidenciais de 1989, quando foi se aconselhar com o ditador cubano. Do regime cubano veja aqui o que disseram Roberto Ampuero e Mario Vargas Llosa.


 

Mais...

Khomeini. Eu não conheço muita coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério.

No novo Irã, já foram mortas centenas de pessoas. Isso não abala a sua admiração pelo Khomeini? 

Ninguém pode ter a pretensão de governar sem oposição. E ninguém tem o direito de matar ninguém. (…) É preciso fazer alguma coisa para ganhar mais adeptos, não se preocupar com a minoria descontente, mas se importar com a maioria dos contentes. (...) Acho que o importante é fazer a coisa de forma que não sobre argumento para ninguém ser contra.

>>> Durante seus 11 anos de governo, Khomeini acumulou um amplo histórico de violações dos direitos humanos, que incluíram prisões injustas, execuções, torturas e abuso sexual. Mais de 20 mil iranianos, a maioria jovens, foram mortos nesse período.

A seguir, em 13 páginas, a íntegra da entrevista de Lula à Playboy.



   

 

 

19 fevereiro 2024

Lula poderá responder por crime de racismo e sofrer impeachment

 

Foto: SO Johnson Barros/Força Aérea Brasileira.

Lula conseguiu, mais uma vez, se superar com sua declaração criminosa, aberrante e antissemita contra os judeus neste domingo 18/02/2024. Disse Lula no discurso que fez durante a reunião da 37ª Cúpula Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), em Adis Abeba, na Etiópia:

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza, com o povo palestino, não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler decidiu matar os judeus” 

Comparar a legítima reação de Israel contra os ataques covardes do Hamas ao que Hitler fez durante o Nazismo é completamente deplorável. É inexplicável!

A banalização do holocausto por Lula é puro antissemitismo e, segundo juristas que já se pronunciaram sobre o assunto, é cabível que Lula responda pelo crime de racismo.

Parlamentares da oposição reforçaram as críticas a Lula e produziram um pedido de impeachment que já soma mais de 40 assinaturas.

Lula não apenas fala, mas age contra Israel: prometeu mandar ainda mais recursos para instituições ligadas à ONU que, de forma absurda, foram corrompidas pelo Hamas facilitando a construção de túneis para terroristas. Lula faz isso justamente no momento em que o mundo livre tem repudiado tais organismos e cortado seu financiamento. 

Obviamente, após esse pronunciamento, a reação do Hamas foi imediata. O grupo terrorista publicou em seu canal oficial no Telegram, um comunicado elogiando Lula por sua declaração.

Apreciamos a declaração do presidente brasileiro Lula da Silva, que descreveu aquilo a que o nosso povo palestino está a ser submetido na Faixa de Gaza como um Holocausto, e que o que os sionistas estão a fazer hoje em Gaza é o mesmo que Hitler nazista fez aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial."  

[ ... ] O comunicado também apela à Corte Internacional de Justiça. “Para que tenha em conta a declaração do presidente brasileiro relativamente às violações e atrocidades que o nosso povo palestino está a sofrer nas mãos do exército de ocupação criminoso e dos seus colonos terroristas, que nunca foram testemunhadas na história moderna”.

Sem limites

Em seus dias em países africanos, além de apoiar o Hamas e comparar judeus a nazistas, Lula passou pano para o Putin depois da morte de seu maior opositor numa prisão na Sibéria.

No mesmo tom, Lula também disse "não saber de nada" sobre a crise na Venezuela em relação aos funcionários da ONU. Quando questionado sobre a expulsão do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos em Caracas, Lula disse que não "tem as informações do que está acontecendo".   

Recordando. A ditadura da Venezuela determinou na última quinta-feira (15) a suspensão das atividades do escritório local de assessoria técnica do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e deu um prazo de 72 horas para que seus funcionários deixem o país. Nesse escritório funciona, desde 2019, uma assessoria técnica do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos com o objetivo de investigar denúncias de desrespeito a esses direitos pelo chavismo.

09 julho 2023

Hitler e Lula. O nazismo e o petismo são iguais ?

Segundo Napoleão Bonaparte, são os homens de imaginação, antes que os líderes políticos e militares, quem determinam em última análise o rumo dos acontecimentos que, de acordo com a clássica hipótese trifuncional de Georges Dumézil, pode ser exposta como:

  • poder pollíco-militar - o poder dos nobres e guerreiros;
  • poder econômico -  o poder dos produtores e comerciantes; e o
  • poder ideológico-cultural -  o poder dos sacerdotes, clérigos e intelectuais.

É inevitável, portanto, que se presencie o triste espetáculo protagonizado por intelectuais brasileiros nos últimos 40-50 anos e, especialmente, nesta década e meia de regime lulopetista. Em todo esse período, a corrupção da inteligência mostrou-se bastante gritante.

Mas neste artigo, em particular, não trataremos  do grave problema convivido nessas décadas por frequentadores de universidades, colégios, editoras e redações. Isto ficará para uma outra oportunidade quando será comentado o processo que - no Brasil - perverteu a produção artística e intelectual, abrindo às idéias marxistas a todos os setores da vida: das rodas de samba à Academia Brasileira de Letras, dos sindicatos às universidades, das associações de bairro ao Palácio do Planalto, dos terreiros de umbanda à CNBB - uma teia de controle ideológico que abarca a programação televisiva, as políticas editoriais, a escola de nossos filhos, a filosofia e a teologia, a produção literária e os comentaristas das rádios, da Web e dos jornais.

Aqui se deseja mostrar as principais semelhanças existentes entre Lula e Hitler, talvez abordada /ou escrita pela primeira vez, apontadas por Flávio Gordon em seu livro "A corrupção da inteligência" (2017 e 2022), a partir do que foi descrito sobre Hitler, por Eric Voegelin, em seu livro "Hitler e os alemães" e por Hannah Arendt no livro "Eichmann in Jerusalem" (1964). Os três livros se encontram à venda.

De início, Gordon já diz que o nazismo e o petismo não são iguais. Que não está afirmando que A é igual a B, senão que A está para X assim como B está para Y. O que ele sugere não é o estabelecimento de uma relação entre os termos tomados em si mesmo, mas uma correlação, ou comparação entre relações: a relação da sociedade alemã com o nazismo e a relação da sociedade brasileira com o lulopetismo.

Voegelin explica como fora possível a chegada de uma figura como Hitler ao poder na Alemanha; ou, em outras palavras, o que houvera de corrompido na sociedade alemã da época para que tivesse se permitido representar por aquele homem e seus asseclas.

Voegelin desmantela as explicações recorrentes que apelam ao caráter pretensamente excepcional da personalidade de Hitler, enfatizando, ao contrário, sua representatividade social. "Nem gênio nem demônio, Hitler unia uma inteligência pragmática a uma perfeita estupidez moral, traço este que o Führer partilhava com o alemão médio dos anos 1930". 

"Tudo o que é preciso para o triunfo do mal é que nada façam os homens de bem" (Edmund Burke)

Os principais alvos da critica de Voegelin não são Hitler e seus seguidores fanáticos, mas sobretudo os intelectuais superiores, que, por um sem-números de ações e omissões, permitiram que a Alemanha chegasse até onde chegou e que foi descrito por Arendt no livro já citado.

O objeto de Voegelin foi investigar "a culpa dos inocentes", a misteriosa cumplicidade no mal daqueles que não parecem ser maus e que essa cumplicidade não pode ser encarada como uma fatalidade do destino ou produto dos condicionantes históricos e culturais, uma vez que, em meio àquele contexto de corrupção política e institucional, houve muitos alemães ilustres que tomaram a decisão moral de resistir ao projeto nazista, segundo o Flávio Gordon.

Olhando para o Brasil, Gordon escreveu: 

[ ... ] "o contexto alemão dos anos 1930 pode servir de paralelo para a compreensão da ascensão do lulopetismo ao poder no Brasil. Como foi possível? Quais segmentos sociais  agiram ou deixaram de agir para um tipo como Lula - sujeito sem caráter ou princípios, tal como reconhecido até mesmo por alguns de seus ex-companheiros de partido - ganhasse estatuto de grande estadista e símbolo pátrio?"

[ ... ] "Ocorreu no Brasil um fenômeno curiosamente parecido com o que foi descrito para a Alemanha nazista:  ...

... praticamente não houve instituição brasileira (aí incluídas a Igreja e as Forças Armadas) que, por ação ou omissão, não tenham colaborado com o projeto petista de poder, a despeito das recorrentes demonstrações de sectarismo e mentalidade totalitária por parte dos altos quadros do Partido dos Trabalhadores. ... 

... Logo, é perfeitamente compreensível e justificada a descrença generalizada que os brasileiros exibem hoje em face das instituições e não apenas do Estado."

[ ... ] "Tanto na Alemanha como no Brasil, a corrupção político institucional foi precedida e possibilitada pela corrupção da inteligência."

 [ ... ] "Lula não é e nunca foi um político particularmente brilhante. Ardiloso, isso sim, e malandro, seu sucesso deveu-se muito mais aos seus vícios - a sua mais completa amoralidade, por exemplo - que às suas virtudes". 

[ ... ] "Lula partilha com Hitler um traço de personalidade que os distingue de quase todos os grandes líderes políticos e militares da história: uma autopiedade histriônica e sentimentaloide, nada compatível com têmpera de um grande estadista." 

[ ... ] "Portanto, Hitler e Lula não impressionaram por terem sido excepcionais, mas representativos, - homem massa -. Contudo, são apenas dois homens medíocres, movidos por um orgulho doentio e pela crença totalmente irreal na própria grandeza." 

Ninguém menos que o próprio Lula reconheceu a sua admiração por Hitler ao afirmar: "O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer",  de acordo com sua entrevista a revista Playboy, julho de 1979.

Adicionalmente ao que foi exposto acima, as semelhanças, as correlações entre os dois personagens não param por aí.

Por exemplo, Hitler chegou ao poder através de eleições. Lula também, inclusive chegando a afirmar que "a eleição é uma “farsa” pela qual é preciso passar a fim de se chegar ao poder". 



16 junho 2023

O Brasil em crise. Mas há salvação

A atual situação política do País é muito grave. É tão grave que já está sendo comparada ao que ocorreu na Alemanha durante a ascensão de Hitler ao poder no início dos anos 30 do século passado. 

O advogado Cláudio Luiz Caivano, durante a live "Um pingo de liberdade" fez uma adequada analogia do nosso 8 de janeiro que, segundo o Cláudio, em um só ato reuniu os dois eventos ocorridos em Berlim em 1933 e 1934, respectivamente: o incêndio no Reichstag (prédio do parlamento alemão) e a "Noite das Facas Longas", como ficou conhecido o ato de perseguição do nazismo aos seus opositores políticos. Confira os dados vendo o vídeo abaixo. A íntegra da live está disponível no YouTube neste link


No Brasil, atos de perseguição política ao Bolsonarismo, que é como está sendo denominada a direita brasileira, vem ocorrendo desde a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. Obtida a vitória, já na sua diplomação no cargo de Presidente da República, no próprio TSE, ele recebeu o seu primeiro insulto oficial. Sim, através da presidente do Tribunal, ministra Rosa Weber, ao lhe entregar um exemplar da nossa Constituição Federal.

De lá para cá, tais provocações e decisões das Cortes Superiores do País se multiplicaram e se sucedem em rápida velocidade. Todas sem nenhum respeito à nossa Lei Magna, à legislação inferior e aos demais poderes da República. Há centenas de casos sob este chapéu, muitos deles de conhecimento público (pasmem, outros não), todos eles objetos de manifestações de repúdio de consagrados juristas brasileiros.

Além do que já se mencionou acima, também merece grande destaque e a atenção de todos, o que disse o jornalista Augusto Nunes durante o programa Oeste Sem Filtro.

Augusto trouxe à tona uma acusação contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, alegando “obstrução de justiça” no caso de vandalismo ocorrido em 8 de janeiro. Além disso, Augusto também fez acusações ao general GDias, ao ministro da justiça, Flávio Dino, e ao presidente Lula, afirmando que todos foram, pelo menos omissos, diante dos fatos ocorridos. Augusto também se prontificou a prestar seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI 8 de janeiro) para esclarecer as suas denúncias. Confira a seguir:


As milhares de reações de apoio ao que se ouviu em ambos os vídeos foram imediatas. É o que conforta a maioria dos brasileiros, pois já se ver luz do final do túnel. Os inimigos do Brasil sofrerão resistência daqueles que irão lutar em favor de nossa democracia e da salvação do País.


07 janeiro 2022

CARIOCA PERDE MAIS UM ITEM DE SUA LIBERDADE

O prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes, sancionou a lei que proíbe comercialização, publicação, distribuição e circulação do livro “Minha Luta” (Mein Kampf em alemão) de autoria de Adolf Hitler. A proibição abrange ainda circulação digital da obra.

Caso haja descumprimento da lei, a prefeitura avisa que será feita apreensão de material, advertência e multa.

Vamos dizer o óbvio: a decisão do prefeito não é apenas intelectualmente aberrante; é inútil. O livro de Hitler está disponível em dezenas ou centenas de sites. Se existem interessados em ler a obra, basta ligar o computador.

"Minha Luta" pode ser um livro "infame". Mas ele é, antes de tudo, um documento histórico. Escrito na prisão de Landsberg, depois do "putsch" fracassado dos nazistas contra o governo da Baviera em 8 de novembro de1923, o livro constitui o único texto "sistemático" da mundividência de Hitler.

A decisão do prefeito do Rio de Janeiro é um insulto à inteligência dos cariocas e um atestado do atraso intelectual dele próprio e da Câmara de Vereadores.

DITADORES NUNCA IRÃO LUTAR POR LIBERDADE

Infelizmente, isto não é passado. Em pleno século XXI tais procedimentos ainda existem nos países totalitários. Obviamente, não são mais em países nazistas ou fascistas, cujos sistemas, acertadamente, foram mundialmente extirpados. Por bobeada sobrou o comunismo.

Em Cuba e na China, por exemplo, além dos livros que foram/continuam sendo destruídos, os respectivos autores ficaram proibidos de pisarem em seus solos.

Recentemente, a China promoveu a queima de livros considerados “ilegais” ou impróprios”. Eram livros religiosos ou que de alguma forma continham críticas ao Partido Comunista. E não se trata de um ato tresloucado de comunistas exaltados numa província remota e atrasada. Não, a queima seguiu orientações do governo ditatorial.

É por esse caminho que as lideranças do Rio de Janeiro querem seguir?  Tenho certeza que estarão em sentido contrário aos desejos dos cariocas.