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02 junho 2026

Lula conseguiu!



    O governo americano reconheceu o Brasil como uma nação hostil, ao lado de Nicarágua, Cuba, Venezuela e Colômbia. O Secretário de Estado dos EUA disse que com exceção desses países, os outros países do continente são amigos.


Por que a esquerda ficou indignada com os EUA chamando PCC e CV de terroristas? Segundo Leandro Ruschel, após os Estados Unidos anunciarem que vão tratar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, a reação do Estado brasileiro foi tão reveladora quanto a própria medida. Em vez de comemorar uma ação contra as duas maiores facções do país, o governo correu para falar em soberania, riscos e interferência. Ou seja: diante de uma iniciativa contra grupos que aterrorizam milhões de brasileiros, o incômodo principal não foi com o terror imposto pelas facções, mas com o fato de alguém tê-las chamado pelo nome. Esse ponto precisa ser entendido com clareza. O próprio governo admitiu que essas organizações praticam o terror nos territórios em que vivem milhões de famílias. Admitiu o essencial. Mas, logo em seguida, rejeitou a consequência lógica dessa constatação. É exatamente aí que aparece o retrato moral do país. A soberania que se corre para defender não é a do cidadão que quer voltar vivo para casa. Não é a da mãe que cria filho em território dominado pelo tráfico. Não é a do comerciante que paga pedágio para continuar trabalhando. A soberania defendida é a de um arranjo estatal que já entregou o controle de partes do território ao crime, mas se ofende quando alguém de fora resolve nomear o problema. Isso não é apenas falha de gestão. Há uma visão de mundo por trás disso. Uma corrente política que há décadas aprende a tratar o criminoso como vítima da sociedade, enquanto reserva a palavra “terrorista” para o opositor político, para o dissidente, para quem incomoda o regime. O bandido armado é produto da desigualdade. O sujeito que protesta contra o sistema é ameaça à democracia. Essa inversão moral não surgiu ontem, e também não nasceu no vazio. Ela tem doutrina, tem tradição e tem consequência concreta. O nascimento do próprio Comando Vermelho já aponta nessa direção. A organização surgiu no contato entre presos comuns e militantes da esquerda armada, absorvendo disciplina de célula, lógica revolucionária e a ideia de que o crime contra a ordem estabelecida pode ser instrumento político. O PCC, mais tarde, nasce sob retórica parecida, de “defesa dos presos”, mas replicando uma lógica de poder, coesão e controle social que vai muito além de uma quadrilha comum. Quando se observa o continente como um todo, o padrão fica ainda mais visível: FARC, chavismo, narcoterrorismo, normalização da cocaína no discurso de chefes de Estado. Não é coincidência. É uma tradição política que sempre flertou com o crime quando isso serviu à sua estratégia de poder, já dizia Fidel Castro em seus ensinamentos ao presidente venezuelano Hugo Chávez.

Esses registros podem ser encontrados no livro "Hugo Chávez: o espectro", publicado em janeiro de 2018. O livro mostra, detalhadamente, como o presidente venezuelano alimentou o narcotráfico, financiou o terrorismo e promoveu a desordem global, com pretensões que iam muito além da América Latina.

O livro nos conta que em entrevista concedida ao próprio Leonardo, em 01/08/2015, em Washington, DC, um exilado venezuelano, ex-executivo da PDVSA, reafirmou que dezenas de malas de dinheiro "desceram da Venezuela" rumo ao sul. Segundo ele, "esse dinheiro foi utilizado por chavistas para patrocinarem as campanhas de Evo Morales, na Bolivia, Pepe Mujica, no Uruguai, Fernando Lugo, no Paraguai, e Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil", p. 42, livro capa dura.

Por isso a reação do establishment brasileiro não surpreende. Ela é coerente com a sua própria formação. Quando PCC e CV são tratados como terroristas, expõe-se não só a natureza das facções, mas também o desconforto de quem construiu, por anos, um ambiente cultural e político mais disposto a relativizar o criminoso do que a enfrentá-lo. E isso ajuda a explicar por que, no Brasil, combater o crime é tantas vezes pintado como autoritarismo, enquanto afrouxar a lei, limitar a polícia e romantizar o bandido é vendido como civilização.

02 novembro 2025

Seja marginal, seja herói!


    A imagem acima circula nas redes sociais com a seguinte descrição: "Líder do CV do Ceará q foi morto no RJ😱😡🤦🏽‍♂️🤔 Sabem com quem ele está na foto? Governador do Ceará - Elmano de Freitas e Ministro da Educação do Lula - Camilo Santana".

    Eles, os políticos e os bandidos da foto, não estão sozinhos. Quando Lula disse que traficantes são vítimas dos usuários, não foi ato falho. Desde sempre, os ideólogos progressistas absolvem o criminoso e culpam a sociedade. Para Lula e a esquerda, o crime, numa sociedade capitalista, é mero subproduto do meio, um reflexo das desigualdades. A culpa, portanto, é da sociedade.

    A responsabilização do indivíduo é tratada, segundo a esquerda, como opressão burguesa, e a indulgência, como virtude. O progressismo cultiva o marginal como símbolo de “autenticidade social”, enquanto humilha o cidadão comum, que paga impostos e respeita a lei, como hipócrita e alienado. O delinquente virou personagem de “resistência”; o trabalhador, engrenagem da máquina de opressão.

    Os ideólogos que povoam o governo alternam garantismo e punitivismo ao sabor da conveniência política: rigor contra adversários, indulgência com aliados. É a ética dos “companheiros” travestida de teoria crítica. Os mesmos militantes que celebram terroristas e ditadores recriminam a punição a delinquentes como “violência estatal”. Entre o sentimentalismo e o cinismo, derramam lágrimas para bandidos e fazem selfies com tiranos.

    O Comando Vermelho herdou mais que seu nome das milícias marxistas dos anos 1970. Elas lhe ensinaram não só táticas de guerrilha urbana, mas o léxico da guerra cultural. “Paz, justiça e liberdade!”, rezava o lema da facção, enquanto a contracultura glamourizava a bandidagem: “Seja marginal, seja herói!”.

    Juízes progressistas libertam criminosos com dezenas de reincidências (alegando que o “Estado de Direito” não admite “futurologia”), desativam hospitais de custódia e despejam psicopatas em “ambientes comunitários”.

    Quando os valores morais se invertem, a sociedade perde o senso de bem comum, a autoridade da lei e a confiança na justiça — elementos indispensáveis à liberdade e à prosperidade.

“A liberdade política só se encontra nos governos moderados, e mesmo nesses, apenas quando não se abusa do poder.” Montesquieu, "O Espírito das Leis", 1748.

30 outubro 2025

O Narco Brasil

     Os brasileiros, em sua maioria, estão repudiando os pronunciamentos de todos aqueles que se solidarizaram com os bandidos mortos na operação desta terça-feira no RJ. Hoje foi a vez do ministro Fachin, presidente do STF. Fachin qualificou o episódio como uma “tragédia” e declarou que a Corte acompanhará o caso “com a discrição e sobriedade necessárias”.... Na quarta-feira, no mesmo tom, a voz foi de Gilmar Mendes.

    Algumas dessas manifestações optaram por atacar a operação do RJ, dizendo “não ser normal” uma ação da polícia que resulte na morte de faccionados que reagiram com alto poderio bélico.

    Normal, para eles, talvez sejam os 4 policiais assassinados; os mais de 100 fuzis, de uso militar, apreendidos nas mãos dos criminosos; os drones-bombas sob posse de traficantes; ou facções oprimindo, extorquindo e matando civis inocentes, num território da federação sequestrado pelo crime organizado.

    Um estado de anormalidade pede por soluções não convencionais, também. A mentalidade por trás dos que assim se manifestaram e de muitos dos nossos políticos, produziu o Narco Brasil em que vivemos hoje. E se não acordarmos, perderemos as rédeas de uma forma irrecuperável.

29 julho 2025

Aumenta a recompensa para US$ 25 milhões, chefe de cartel e narcoterrorismo


 

    O presidente da VenezuelaNicolás Maduro, é alvo dos Estados Unidos, que estabeleceu uma recompensa de US$ 25 milhões (cerca de R$ 140 milhões) pela sua prisão. Maduro é acusado pelo governo americano de chefiar um cartel classificado como terrorista.

    A divulgação do cartaz coincide com o aniversário de um ano da reeleição de Maduro, em um pleito controverso e sem transparência, amplamente repudiado pela comunidade internacional.

    Outros dois altos oficiais de Maduro são procurados pelos EUA, também com recompensas milionárias por informações que levem às suas prisões: 

Diosdado Cabello Rondón, ministro do Interior, Justiça e Paz, e considerado nº 2 do chavismo—recompensa de US$ 25 milhões (cerca de R$ 140 milhões);  

Vladimir Padrino López, ministro da Defesa —recompensa de US$ 15 milhões (cerca de R$ 84 milhões).

    O casamento da Venezuela com o narcotráfico, foi feito de forma didática. Fidel Castro convenceu Chávez de que, ao oferecer apoio total e irrestrito aos colombianos das Farcs, não só fomentaria a revolução no país vizinho como causaria danos aos Estados Unidos. O Brasil não foi excluído desses ensinamentos.

21 julho 2025

NARCOTRÁFICO - DE HAVANA AOS DIAS ATUAIS







  
  



  

    Neste domingo (20/07/2025), o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, divulgou nas redes sociais informações, incluindo imagens, sobre a apreensão de cocaína realizada pela Marinha de seus país, reproduzidas a seguir.

"Nossa Marinha Nacional interceptou uma embarcação de baixo perfil (LPV) 600 milhas náuticas (1.111 quilômetros) a sudoeste da foz de El Cordoncillo, no estuário de Jaltepeque.

Havia três traficantes de drogas a bordo, dois equatorianos e um colombiano.

Eles transportavam 1,3 toneladas de cocaína, avaliadas em aproximadamente US$ 33 milhões.

Com esta operação, 4oram apreendidas um total de 35,8 toneladas de drogas entre 2024 e o ano corrente.

Um golpe econômico ao crime organizado de cerca de US$ 897,3 milhões."


     O fato nos faz recordar que a utilização de grupos narcotraficantes tem, desde a sua origem na América Latina, o beneplácito de ditaduras. Iniciada por Cuba quando Fidel Castro percebeu a importância de seu uso (dinheiro fácil) para financiar suas atividades e para a operação de grupos visando a implantação de sistemas comunistas em países do nosso Continente e da África. Fidel dizia que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo.

    Nesse sentido, de forma didática, o cubano convenceu Chávez de que, ao oferecer apoio total e irrestrito aos colombianos das Farcs, não só fomentaria a revolução no país vizinho como causaria danos aos Estados Unidos. O Brasil não foi excluído desses ensinamentos.

O casamento do castrismo com o narcotráfico ocorreu após superadas as exigências de Pablo Escobar que resistia a se aproximar dos irmãos Castro. Estes cada vez mais desesperados por dinheiro, pois as esmolas que recebiam dos russos estavam diminuindo.

A isca lançada pelos cubanos foi a possibilidade de empregar todo o seu aparato militar para acobertar as rotas de tráfico. A ferramenta, vislumbrou Escobar, que possibilitaria burlar a fiscalização dos Estados Unidos. Quando apertou as mãos de Escobar, os cubanos haviam aceitado receber 1 milhão de dólares por dia para que o Cartel de Medellín pudesse usar livremente o espaço aéreo, as águas, os portos e aeroportos e montar um entreposto para estocagem de cocaína. 

Cumprimentados por Fidel Castro, Escobar e seu companheiro Roberto Suárez (o maior produtor de folhas de coca e pasta base do planeta) ouviram do ditador: "Vocês serão o míssil com o qual perfuraremos o bloqueio e o injusto embargo que sofre meu país”.


    Essa importância das organizações narcotraficantes cresceu ainda mais após a queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética (URSS), pois o apoio financeiro que dela vinha minguou para todos. As organizações socialistas então existentes e as que vieram a substituí-las consumiam/consomem grana. E muita grana. 

    Em dezembro de 2021, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, incluiu o Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações que sofrem sanções dos Estados Unidos por envolvimento com o tráfico internacional de drogas.  No texto original disponível aqui, encontramos: 

"Brazil

Primeiro Comando Da Capital (a.k.a. “PCC,” “First Capital Command”) is the most powerful organized crime group in Brazil and among the most powerful in the world. PCC arose in Sao Paulo in the 1990s and has forged a bloody path to dominance through drug trafficking, as well as money laundering, extortion, murder-for-hire, and drug debt collection. PCC operates throughout South America, Paraguay, and Bolivia, and its operations reach the United States, Europe, Africa, and Asia."

26 agosto 2023

O PCC montou um bunker no Guarujá


Em entrevista a Revista Oeste (179), deste fim de semana, o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, afirmou que o Porto de Santos se tornou o maior entreposto comercial de drogas do mundo. O PCC estabeleceu um bunker no Guarujá. "No estado inteiro apreendemos 150 toneladas de drogas só neste ano - foram 12 toneladas numa única ação ... o Porto de Santos é um ponto de convergência, porque a droga que é produzida dentro e fora do Estado passa por ali.  Os grandes operadores do crime organizado estão morando no Guarujá, em Cubatão e em Santos. Virou área crítica", disse Tarcísio.

Contudo, a história  do que aconteceu e ainda acontece em Cuba e na Venezuela, revela que os narcotraficantes nunca estiveram sozinhos. As operações de tráfico nos dois países escalaram em dimensão e em ousadia a partir do momento em que as direções do tráfico se entenderam com as autoridades dos respectivos países.

Livros publicados sobre o assunto, como, por exemplo, o de Leonardo Coutinho, "Hugo Chávez - o espectro", revela o que disse um ex-militar que fez parte do círculo do presidente Hugo Chávez:  "... a justificativa moral para o uso do aparato estatal em favor do narcotráfico foi ensinada por Fidel Castro".

"Em uma visita a Havana, o presidente venezuelano revelou ao ditador cubano sua disposição em dar suporte às Farc colombianas. No entanto, havia o inconveniente da cocaína. Fidel, sem titubear, corrigiu o discípulo. Disse que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo americano."

Uma perspectiva perigosa

O diretor do Observatório Geopolítico da América Latina (OGAL), Alberto Ray, afirmou que as perspectivas estão se tornando perigosas. Ele deu ênfase especial à situação no Equador e à violência armada. Ele lembrou que a fronteira colombiana-equatoriana é uma das importantes na produção de cocaína.

Essa área, com a maior produção de cocaína do mundo, está localizada em uma faixa de 10 quilômetros ao longo da fronteira colombiana-equatoriana, no lado colombiano.

“A partir dessa zona longe do mar, os novos caminhos são traçados pelos rios e vão para o sul. Para o Brasil, para abastecer o mercado daquele país, para ir para a África e de lá para a Europa”.

No início de 2015, o guarda-costas, Leamsy Salazar, um capitão de corveta da Marinha venezuelana, recém-exilado nos Estados Unidos, declarou às autoridades americanas ter presenciado, em 2013, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, despachar quatro lanchas de cocaína a partir de uma praia localizada na Península Paraguana, porção do território venezuelano que avança pelo Mar do Caribe.

Em junho de 2015, Diosdado, visitou o Brasil a convite da maior indústria de carnes do país e principal fornecedora da Venezuela, a JBS Friboi. Ciceroneado pelo presidente do Conselho da companhia, Joesley Batista, Diosdado foi recebido duas vezes pelo descondenado Lula da Silva na sede do instituto que leva seu nome, em São Paulo 

E embora não tivesse comunicado sua presença ao Itamaraty ou sequer marcado previamente, conseguiu “furar” a agenda das principais autoridades da política nacional e foi recebido pela ex-presidente Dilma Rousseff, pelo vice-presidente Michel Temer, e pelo presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros. 


20 agosto 2023

Economia ilegal põe em perigo o destino da economia mundial na medida em que a atividade criminosa está sendo 'legalizada'

 


Durante um debate no Observatório Geopolítico da América Latina (OGAL), Alberto Ray, especialista em segurança cidadã, afirmou que 61% do território venezuelano é controlado por grupos irregulares. Tudo isso porque a impunidade é o bônus que os Estados dão às "máfias”. Ray indicou que essa situação ocorre como resultado do aumento da economia ilegal na Venezuela. "A economia ilegal põe em perigo o destino da economia mundial na medida em que a atividade criminosa está sendo 'legalizada'", disse ele.

Do debate, organizado pelo político venezuelano Antonio Ledezma, participou María Paula Romo, ex-ministra do Governo do Equador. Romo garantiu que o continente está "jogando sua sobrevivência democrática". Isso ao enfrentar o narcotráfico, principal indústria criminosa da região.

Para Romo “estão em curso outros mecanismos criminosos que vão desde crimes cibernéticos, extorsão, legitimação ou branqueamento de capitais. Tráfico ilegal de minerais, armas, tráfico de brancos ou pessoas, contrabando e falsificação.

Por sua vez, advertiu que todas estas operações ocorrem em contextos onde o Estado se encontra fragilizado.

Uma perspectiva perigosa

Por sua vez, o diretor-geral do Observatório, Antonio Ledezma, afirmou que as perspectivas estão se tornando perigosas. Ele deu ênfase especial à situação no Equador e à violência armada. Ele lembrou que a fronteira colombiana-equatoriana é uma das importantes na produção de cocaína.

Essa área, com a maior produção de cocaína do mundo, está localizada em uma faixa de 10 quilômetros ao longo da fronteira colombiana-equatoriana, no lado colombiano.

“A partir desta zona longe do mar, os novos caminhos são traçados pelos rios e vão para o sul. Para o Brasil, para abastecer o mercado daquele país, para ir para a África e de lá para a Europa”, afirmou o presidente Gustavo Petro há alguns dias.

Eles acrescentam que do Equador grupos irregulares também vão para o Peru, para ir para o leste da Ásia, Japão e Austrália, conforme detalhou o presidente Petro.

Soma-se a esta situação a “mexicanização” do narcotráfico. Segundo Francisco Santos, ex-presidente da Colômbia, esta situação ameaça todo o continente.

Em sua opinião, isso fica evidente no uso da violência. “É evidente o crescente controle dos territórios, um terço do território mexicano é controlado pelas máfias do tráfico que governam impunemente”.

Para Santos é preocupante “observar o comportamento dos Estados Unidos, que parece desconhecer esse drama. Enquanto a China avança para consolidar o controle da América Latina”.

Narcobolivarianismo visitou o Brasil

No contexto das delações feitas por ex-castristas e ex-chavistas, Leonardo Coutinho em seu livro "Hugo Chávez - o espectro", nos traz o que disse um ex-militar que fez parte do círculo do presidente Hugo Chávez revelando que a justificativa moral para o uso do aparato estatal em favor do narcotráfico foi ensinada por Fidel Castro. 

Em uma visita a Havana, o presidente venezuelano revelou ao ditador cubano sua disposição em dar suporte às Farc. No entanto, havia o inconveniente da cocaína. Fidel, sem titubear, corrigiu o discípulo. Disse que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo americano.

No início de 2015, o guarda-costas, Leamsy Salazar, um capitão de corveta da Marinha venezuelana, recém-exilado nos Estados Unidos, declarou às autoridades americanas ter presenciado, em 2013, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, despachar quatro lanchas de cocaína a partir de uma praia localizada na Península Paraguana, porção do território venezuelano que avança pelo Mar do Caribe.

Em junho de 2015, Diosdado, visitou o Brasil a convite da maior indústria de carnes do país e principal fornecedora da Venezuela, a JBS Friboi. Ciceroneado pelo presidente do Conselho da companhia, Joesley Batista, Diosdado foi recebido duas vezes pelo descondenado Lula da Silva na sede do instituto que leva seu nome, em São Paulo. 

E embora não tivesse comunicado sua presença ao Itamaraty ou sequer marcado previamente, conseguiu “furar” a agenda das principais autoridades da política nacional e foi recebido pela ex-presidente Dilma Rousseff, pelo vice-presidente Michel Temer, e pelo presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros. 



30 maio 2023

O BRASIL JÁ NÃO É MAIS EXCEÇÃO

Ontem (29/05) no Palácio do Planalto, Lula recepcionou o ditador venezuelano Maduro. Durante o seu discurso, Lula citou uma integração cooperativa entre as forças armadas dos dois países para combate ao narcotráfico. Seria cômico se não fosse trágico: Lula disse isso ao lado do chefe do Cartel dos Sóis ("Cartel de los Soles"), grupo narcotraficante que opera dentro das forças armadas venezuelanas e é responsável pelo escoamento de 25% de toda a cocaína produzida no mundo.

O termo "Cartel de los Soles" foi usado pela primeira vez em 1993, quando dois generais da Guarda Nacional Bolivariana foram investigados por tráfico de drogas e crimes relacionados. Cada um carregava nos ombros as insígnias de um único sol que caracteriza os generais de brigada, dando origem ao nome "Cartel del Sol".

Leonardo Coutinho em seu livro "Hugo Chávez - o espectro" nos conta o que disse um ex-militar que fez parte do círculo do presidente Hugo Chávez revelando que a justificativa moral para o uso do aparato estatal em favor do narcotráfico foi ensinada por Fidel Castro. 

Em uma visita a Havana, o presidente venezuelano revelou ao ditador cubano sua disposição em dar suporte às Farc. No entanto, havia o inconveniente da cocaína. Fidel, sem titubear, corrigiu o discípulo. Disse que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo.

De forma didática, o cubano convenceu Chávez de que, ao oferecer apoio total e irrestrito aos colombianos, não só fomentaria a revolução no país vizinho como causaria danos aos Estados Unidos. O incremento do tráfico, ensinou Fidel, obrigaria os americanos a gastar mais dinheiro com as ações de repressão e com os tratamentos dos adictos. 

A isca lançada pelos cubanos foi a possibilidade de empregar todo o seu aparato militar para acobertar as rotas de tráfico. Quando apertou as mãos de Pablo Escobar, os cubanos haviam aceitado receber 1 milhão de dólares por dia para que o Cartel de Medellín pudesse usar livremente o espaço aéreo, as águas, os portos e aeroportos e montar um entreposto para estocagem de cocaína.

Hoje (30/05) ocorre uma reunião, em Brasília, com o objetivo de se convencer os presidentes dos países da América Latina a restaurarem a falida Unasul, para torná-la um centro aglutinador de ações diplomáticas do continente.

Mas não é segredo para ninguém que quase todos os países visitantes se encontram no fundo do poço em consequência do modelo econômico bolivariano do finado Hugo Chavez secundado pelo cubano, símbolo maior do retrocesso que ainda permanece no mundo, incluindo a prisão e morte de presos políticos. O Brasil já não é mais exceção. No momento já são vários brasileiros que se encontram na condição de preso político. Nos encontramos também numa ditadura. 

Também não é mais segredo para o mundo que o Brasil segue firme em sua postura de se tornar um párea internacional, aliando-se aos principais regimes totalitários, assassinos e criminosos do mundo. Hoje está sendo dado mais um passo nesse sentido.


PS.: Participam da reunião os presidentes Alberto Fernández (Argentina), Luís Arce (Bolívia), Gabriel Boric (Chile), Gustavo Petro (Colômbia), Guillermo Lasso (Equador), Irfaan Ali (Guiana), Mário Abdo Benítez (Paraguai), Chan Santokhi (Suriname), Luís Lacalle Pou (Uruguai) e Nicolás Maduro (Venezuela). A presidente do Peru, Dina Boluarte, está impedida de deixar seu país e não pôde comparecer ao encontro.


31 dezembro 2022

OS BASTIDORES DOS AMIGOS ÍNTIMOS QUE SE CUMPRIMENTARÃO NO PALÁCIO DO PLANALTO


A confraternização de Lula com os chefes de alguns governos e vice-versa é fortemente entendida com o auxílio deste vídeo. Ele contém as razões pelas quais o encontro é desejado por todos.


A foto nos revela que as "amizades"são de longo tempo. Desta, no vídeo, por exemplo, só um dos participantes ainda sobrevive.

Todos esses países visitantes se encontram no fundo do poço em consequência do modelo econômico bolivariano do finado Hugo Chavez secundado pelo cubano, símbolo maior do retrocesso que ainda permanece no mundo, incluindo a prisão e morte de presos políticos. O Brasil já não é mais exceção. No momento já são sete brasileiros que se encontram na condição de preso político. Nos encontramos também numa ditadura. Numa democracia não existem presos políticos.

Foi por meio da Lava Jato que se pôde ver as bizarras relações que o Brasil estabeleceu com os governos bolivarianos. Emilio Odebrecht revelou os bastidores de como Chávez lhe encomendou a construção do porto de Mariel, em Cuba, para ajudar o regime dos irmãos Castro. Segundo Emílio, bastou uma ligação de Chávez para Lula.

E assim foi feito. Lula interveio junto ao BNDES para conceder empréstimos que somaram US$ 682 milhões. Como se tratava de uma operação totalmente atípica, o contrato foi classificado como secreto até o ano 2027.

Os bilhões de dólares torrados pelo Brasil na aventura bolivariana do chavismo se tornaram ínfimos diante do prejuízo institucional. Em junho de 2011, após seis meses de ter assumido o Planalto, Dilma Rousseff recebeu a visita de Chávez. Dilma não esperou um minuto para dizer ao colega que não se preocupasse. Lula tinha ido embora, mas com ela seguia tudo igual.

Narcotráfico

Um ex-militar que fez parte do círculo do presidente Hugo Chávez revelou que a justificativa moral para o uso do aparato estatal em favor do narcotráfico foi ensinada por Fidel Castro. 

Em uma visita a Havana, o presidente venezuelano revelou ao ditador cubano sua disposição em dar suporte às Farc. No entanto, havia o inconveniente da cocaína. Fidel, sem titubear, corrigiu o discípulo. Disse que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo.

De forma didática, o cubano convenceu Chávez de que, ao oferecer apoio total e irrestrito aos colombianos, não só fomentaria a revolução no país vizinho como causaria danos aos Estados Unidos. O incremento do tráfico, ensinou Fidel, obrigaria os americanos a gastar mais dinheiro com as ações de repressão e com os tratamentos dos adictos. 

O casamento do castrismo com o narcotráfico ocorreu após superadas as exigências de Pablo Escobar que resistia a se aproximar dos irmãos Castro. Estes cada vez mais desesperados por dinheiro, pois as esmolas que recebiam dos russos estavam diminuindo.

A isca lançada pelos cubanos foi a possibilidade de empregar todo o seu aparato militar para acobertar as rotas de tráfico. A ferramenta, vislumbrou Escobar, que possibilitaria burlar a fiscalização dos Estados Unidos. Quando apertou as mãos de Escobar, os cubanos haviam aceitado receber 1 milhão de dólares por dia para que o Cartel de Medellín pudesse usar livremente o espaço aéreo, as águas, os portos e aeroportos e montar um entreposto para estocagem de cocaína. 

Cumprimentados por Fidel Castro, Escobar e seu companheiro Roberto Suárez (o maior produtor de folhas de coca e pasta base do planeta) ouviram do ditador: "Vocês serão o míssil com o qual perfuraremos o bloqueio e o injusto embargo que sofre meu país”.

19 junho 2022

O NARCOTRÁFICO GANHA MAIS UMA NAS AMÉRICAS

 

A utilização de grupos narcotraficantes tem, desde a sua origem na América Latina, o beneplácito de ditaduras. Iniciada por Cuba quando Fidel Castro percebeu a importância de seu uso (dinheiro fácil) para financiar suas atividades e para a operação de grupos visando a implantação de sistemas comunistas em países do nosso Continente e da África. Fidel dizia que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo.

Nesse sentido, de forma didática, o cubano convenceu Chávez de que, ao oferecer apoio total e irrestrito aos colombianos das Farcs, não só fomentaria a revolução no país vizinho como causaria danos aos Estados Unidos. O Brasil não foi excluído desses ensinamentos. O narcobolivarianismo também nos visitou

Nos dias atuais, nada como ler um pequeno texto e ver o filme para denunciar a aliança entre as narcoditaduras latino-americanas e o partido espanhol Podemos, por meio do chamado Grupo de Puebla, herdeiro do Foro de São Paulo. Cliqueaqui.

O novo presidente colombiano, Gustavo Petro já foi preso, em 1985, por posse ilegal de armas e era integrante do Grupo M-19, responsável pela invasão do Palácio da Justiça, ocorrida nos dias 6 e 7 de novembro de 1985, que fez mais de 300 pessoas reféns. A tomada durou 28 horas e terminou em um confronto com o exército. A ação deixou mais de 100 mortos, entre ele o presidente da Suprema Corte, Alfonso Reyes Echandía.

Petro tinha amizade com Hugo Chávez e é frequentemente criticado por querer transformar o país em uma Venezuela.

17 junho 2022

OS PORTOS DO NARCOTRÁFICO NAS AMÉRICAS

Está circulando a notícia de que o jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira foram assassinados não por garimpeiros, nem por madeireiros, nem por desmatadores, mas a mando de um narcotraficante: o peruano Rubens Villar Coelho, também conhecido como “Colômbia”.

"Preso há uma semana e apontado como principal suspeito pelo desaparecimento do indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, Amarildo Costa de Oliveira, o "Pelado", seria o executor de um crime pensado e encomendado por um traficante de drogas peruano.

O líder de uma organização criminosa teria contratado Pelado para executar Dom e Bruno, por causa do trabalho de ambos, que denunciavam crimes na Amazônia, na região de fronteira do Brasil com a Colômbia, onde eles foram vistos com vida pela última vez e restos mortais foram encontrados, além de pertences de ambos.

Apesar da nacionalidade peruana, o tal traficante é conhecido como “Colômbia”. Já Pelado tem histórico de ameaças a indígenas e envolvimento com o tráfico de drogas."


O narcotráfico nas Américas

A utilização de grupos narcotraficantes tem, desde a sua origem na América Latina, o beneplácito de ditaduras. Iniciada por Cuba quando Fidel Castro percebeu a importância de seu uso (dinheiro fácil) para financiar suas atividades e para a operação de grupos visando a implantação de sistemas comunistas em países do nosso Continente e da África. Fidel dizia que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo.

Nesse sentido, de forma didática, o cubano convenceu Chávez de que, ao oferecer apoio total e irrestrito aos colombianos das Farcs, não só fomentaria a revolução no país vizinho como causaria danos aos Estados Unidos. O Brasil não foi excluído desses ensinamentos. O narcobolivarianismo também nos visitou.

Essa importância das organizações narcotraficantes cresceu ainda mais após a queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética, pois o apoio financeiro que dela vinha minguou para todos. As organizações socialistas então existentes e as que vieram a substituí-las consumiam/consomem grana. E muita grana. 

Nos dias atuais, nada como ler um pequeno texto e ver o filme para denunciar a aliança entre as narcoditaduras latino-americanas e o partido espanhol Podemos, por meio do chamado Grupo de Puebla, herdeiro do Foro de São Paulo. Clique aqui.

11 fevereiro 2022

DOSSIÊ CARVAJAL - O MAIOR PESADELO DE LULA

Indiciado por tráfico de drogas em 2011 por um procurador de Nova Iorque,  Hugo Armando Carvajal, o "El Pollo", é acusado de envolvimento na exportação de cocaína para os Estados Unidos, incluindo um carregamento de 5,6 toneladas transportado da Venezuela para o México em 2006. 

Poderá ser condenado a uma pena de dez anos de prisão ou até a prisão perpétua nos Estados Unidos. O antigo general foi afastado do exército venezuelano por decisão do chefe de Estado, Nicolás Maduro, por ter reconhecido, no início de 2019, o opositor e Presidente autoproclamado Juan Guaidó. Carvajal fugiu então da Venezuela por mar até à República Dominicana e daí para Espanha. 

Em 03/12/2021, a justiça espanhola deu 'luz verde' à sua extradição para os Estados Unidos. O Dossiê Carvajal é o maior pesadelo de Lula e dos partidos de esquerda do Brasil. Ouça aqui as razões apontadas para isto. Clique neste link  https://youtu.be/w09kax1m9Rg


https://youtu.be/w09kax1m9Rg


22 dezembro 2021

NARCOTRÁFICO - DE HAVANA AOS DIAS ATUAIS

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, incluiu o Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações que sofrem sanções dos Estados Unidos por envolvimento com o tráfico internacional de drogas.  No texto original disponível aqui, encontramos: 

"Brazil

Primeiro Comando Da Capital (a.k.a. “PCC,” “First Capital Command”) is the most powerful organized crime group in Brazil and among the most powerful in the world. PCC arose in Sao Paulo in the 1990s and has forged a bloody path to dominance through drug trafficking, as well as money laundering, extortion, murder-for-hire, and drug debt collection. PCC operates throughout South America, Paraguay, and Bolivia, and its operations reach the United States, Europe, Africa, and Asia."

Recordemos que a utilização de grupos narcotraficantes tem, desde a sua origem na América Latina, o beneplácito de ditaduras. Iniciada por Cuba quando Fidel Castro percebeu a importância de seu uso (dinheiro fácil) para financiar suas atividades e para a operação de grupos visando a implantação sistemas comunistas em países do nosso Continente e da África. Fidel dizia que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo.

Nesse sentido, de forma didática, o cubano convenceu Chávez de que, ao oferecer apoio total e irrestrito aos colombianos das Farcs, não só fomentaria a revolução no país vizinho como causaria danos aos Estados Unidos. O Brasil não foi excluído desses ensinamentos. O narcobolivarianismo também nos visitou.

Essa importância das organizações narcotraficantes cresceu ainda mais após a queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética (URSS), pois o apoio financeiro que dela vinha minguou para todos. As organizações socialistas então existentes e as que vieram a substituí-las consumiam/consomem grana. E muita grana. 

Dentre elas, aquelas conhecidas como organizações de fachada, como foi o caso da CPC - Conferência Cristã pela Paz, sediada em Praga e subordinada diretamente à KGB. Os recursos para o seu funcionamento procediam de Moscou e foi utilizada para manipulação de bispos sul-americanos que faziam parte da Conferência do Episcopado da América Latina em Medellin.

Aliás, nesse contexto é que surgiu a denominada "Teologia da Libertação", usada para atividades de propaganda pela seção de desinformação do serviço de inteligência da KGB, entre os anos de 1958 e 1991, que motivava os pobres habitantes da América Latina a uma revolta armada.

Na literatura/Internet encontramos o seguinte depoimento do ex-general Ion Pacepa, do serviço de inteligência comunista romeno: 

Lubianca é a designação popular para a sede da KGB
 Praça Lubianca em Moscou
 ... "Eu dei uma olhada, ultimamente, no livro "A Theology of Liberation: History, Politics, Salvation", 1971, e tive a impressão de que foi escrito na Lubianka. O seu autor é inegavelmente considerado o pai da Teologia da Libertação."

No Brasil existe um ardoroso adepto e defensor da Teologia da Libertação. É um militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial do ex-presidiário Lula. Em 1962, foi escolhido como dirigente nacional da Juventude Estudantil Católica(JEC). Ah, também foi colunista do jornal Folha de São Paulo.

Nos dias atuais, nada como ler um pequeno texto e ver o filme para denunciar a aliança entre as narcoditaduras latino-americanas e o partido espanhol Podemos, por meio do chamado Grupo de Puebla, herdeiro do Foro de São Paulo. Clique asui.

E é bom nunca esquecer que a principal organização comunista continua viva e cada vez mais atuante. Trata-se do Partido Comunista Chinês, o PPCh, perigoso para a liberdade do mundo. O totalitarismo aplicado pelo regime aos seus cidadãos seria desastroso se adotado em escala global.

26 outubro 2021

NARCOBOLIVARIANISMO VISITOU O BRASIL

No contexto das delações feitas por ex-castristas e ex-chavistas, Leonardo Coutinho em seu livro "Hugo Chávez - o espectro", nos traz o que disse um ex-militar que fez parte do círculo do presidente Hugo Chávez revelando que a justificativa moral para o uso do aparato estatal em favor do narcotráfico foi ensinada por Fidel Castro. 

Em uma visita a Havana, o presidente venezuelano revelou ao ditador cubano sua disposição em dar suporte às Farc. No entanto, havia o inconveniente da cocaína. Fidel, sem titubear, corrigiu o discípulo. Disse que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo.

De forma didática, o cubano convenceu Chávez de que, ao oferecer apoio total e irrestrito aos colombianos, não só fomentaria a revolução no país vizinho como causaria danos aos Estados Unidos. O incremento do tráfico, ensinou Fidel, obrigaria os americanos a gastar mais dinheiro com as ações de repressão e com os tratamentos dos adictos. 

O casamento do castrismo com o narcotráfico ocorreu após superadas as exigências de Pablo Escobar que resistia a se aproximar dos irmãos Castro. Estes cada vez mais desesperados por dinheiro, pois as esmolas que recebiam dos russos estavam diminuindo.

A isca lançada pelos cubanos foi a possibilidade de empregar todo o seu aparato militar para acobertar as rotas de tráfico. A ferramenta, vislumbrou Escobar, que possibilitaria burlar a fiscalização dos Estados Unidos. Quando apertou as mãos de Escobar, os cubanos haviam aceitado receber 1 milhão de dólares por dia para que o Cartel de Medellín pudesse usar livremente o espaço aéreo, as águas, os portos e aeroportos e montar um entreposto para estocagem de cocaína. 

Cumprimentados por Fidel Castro, Escobar e seu companheiro Roberto Suárez (o maior produtor de folhas de coca e pasta base do planeta) ouviram do ditador: "Vocês serão o míssil com o qual perfuraremos o bloqueio e o injusto embargo que sofre meu país”.

A tese do líder cubano se alicerçava também sobre outro pilar - o da expansão do regime cubano na América Latina. O dinheiro originário do tráfico era uma forma de patrocinar partidos de esquerda e grupos guerrilheiros em todo essa região. E o melhor: esse dinheiro que financiaria a expansão da revolução no continente teria origem, de certo modo, nos Estados Unidos. Assim, por meio desse argumento, Fidel Castro celebrou a união do tráfico de drogas com os movimentos insurgentes do continente, criando o que se convencionou chamar de narcoguerrilha.

No início de 2015, o guarda-costas, Leamsy Salazar, um capitão de corveta da Marinha venezuelana, recém-exilado nos Estados Unidos, declarou às autoridades americanas ter presenciado, em 2013, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, despachar quatro lanchas de cocaína a partir de uma praia localizada na Península Paraguana, porção do território venezuelano que avança pelo Mar do Caribe.

Em junho de 2015, Diosdado, visitou o Brasil a convite da maior indústria de carnes do país e principal fornecedora da Venezuela, a JBS Friboi. Ciceroneado pelo presidente do Conselho da companhia, Joesley Batista, Diosdado foi recebido duas vezes pelo descondenado Lula da Silva na sede do instituto que leva seu nome, em São Paulo. 

E embora não tivesse comunicado sua presença ao Itamaraty ou sequer marcado previamente, conseguiu “furar” a agenda das principais autoridades da política nacional e foi recebido pela ex-presidente Dilma Rousseff, pelo vice-presidente Michel Temer, e pelo presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros. 


Oficialmente, o tour pelo Brasil tinha como meta renegociar dívidas da Venezuela com os fornecedores e atrair mais investimentos para o país, apesar da crescente insolvência junto aos exportadores brasileiros. 

Mas o périplo de Cabello tinha um objetivo estratégico. Por causa das afinidades com o governo brasileiro, o Brasil foi escolhido como laboratório para verificar se os americanos apresentariam alguma ordem internacional de captura. Ele sabia que em um país amigo as chances de uma prisão seriam remotas.

Bom, esses laços de "amizade" não se iniciaram só a partir desse dia. Há muito tempo Lula e Dilma já viviam sob as ordens de Chávez. Confira isto clicando aqui.





24 outubro 2021

LULA E DILMA SOB AS ORDENS DE CHÁVEZ

"Na trilha do dinheiro de Chávez: dois presos com muito a revelar",  é o título de uma matéria da Veja, publicada esta semana, 20/10/2021, que pode ser lida através deste link, na qual se comenta a prisão de ex-colaboradores do regime chavista.

A matéria aponta que um deles é Alex Saab empresário colombiano que se tornou uma figura importante nos subterrâneos do chavismo, e foi deportado de Cabo Verde para os Estados Unidos no sábado passado. Outro é Hugo Carvajal, considerado um dos mais importantes operadores da rede de narcotráfico na Venezuela, ex-chefe do serviço militar de inteligência, que caiu numa armadilha feita por seus próprios colegas e teve que fugir da Venezuela depois de declarar apoio ao oposicionista Juan Guaidó. Carvajal era o “espião dos espiões”, o homem encarregado por Chávez de ficar de olho no seu entorno mais próximo, principalmente os líderes militares que juravam lealdade e poderiam traí-lo.

A reportagem selecionou, sob sua ótica, o trecho mais significativo que o Carvajal entregou à justiça:  

... “Enquanto fui diretor de Inteligência e Contrainteligência Militar da Venezuela, recebi uma grande quantidade de informes assinalando que o financiamento internacional estava ocorrendo”. ...

... “Exemplos concretos são: Néstor Kirchner na Argentina, Evo Morales na Bolívia, Lula da Silva no Brasil, Fernando Lugo no Paraguai, Ollanta Humala no Peru, Zelaya em Honduras, Gustavo Petro na Colômbia, Movimento Cinco Estrelas na Itália e Podemos na Espanha. Todos estes foram registrados como receptores de dinheiro enviado pelo governo venezuelano”. 

Em seguida traz outras informações que tentam demonstrar um pouco o caminho dessas operações, com "portos" em vários países do mundo.

Tais revelações não são novidades e muitas delas já foram publicadas pela Veja em seus velhos e gloriosos tempos de uma imprensa com letra maíuscula, e não as minúsculas dos tempos atuais.

Esses registros também podem ser encontrados no livro "Hugo Chávez: o espectro", publicado em janeiro de 2018, de Leonardo Coutinho, jornalista há mais de 20 anos, dezessete deles na revista Veja. O livro mostra, detalhadamente, como o presidente venezuelano alimentou o narcotráfico, financiou o terrorismo e promoveu a desordem global, com pretensões que iam muito além da América Latina.

O livro nos conta que em entrevista concedida ao próprio Leonardo, em 01/08/2015, em Washington, DC, um exilado venezuelano, ex-executivo da PDVSA, reafirmou que dezenas de malas de dinheiro "desceram da Venezuela" rumo ao sul. Segundo ele, "esse dinheiro foi utilizado por chavistas para patrocinarem as campanhas de Evo Morales, na Bolivia, Pepe Mujica, no Uruguai, Fernando Lugo, no Paraguai, e Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil", p. 42, livro capa dura.

E por falar em eleições, Leonardo confirma (p. 40), o que os brasileiros souberam durante as eleições de 2012 e 2014 no Brasil. Trata-se das impressões digitais deixadas pela empresa Smartmatic nessas eleições. A Smartmatic foi contratada pelo TSE para cuidar da atualização do software utilizado nas urnas eletrônicas e prover tecnologia para transferência de dados. A Smartmatic é umbilicalmente ligada ao chavismo. Sua criação contou com o financiamento secreto do governo venezuelano e é a responsável pelas eleições venezuelanas.

Em todos os capítulos do livro, há fatos que conectam o Brasil e a Venezuela durante os treze anos de governo petista. Contudo, sua última parte, seu posfácio - E o Brasil com isso? - é dedicado ao nosso País, p. 183-94. Resumiremos a seguir três de seus seis subtítulos: " Sob as ordens de Chávez" -  "O Brasil bolivariano" - "Affair totalitário".

Sob as ordens de Chávez

Foi por meio da Lava Jato que se pôde ver as bizarras relações que o Brasil estabeleceu com os governos bolivarianos. Emilio Odebrecht revelou os bastidores de como Chávez lhe encomendou a construção do porto de Mariel, em Cuba, para ajudar o regime dos irmãos Castro. Segundo Emílio, bastou uma ligação de Chávez para Lula.

E assim foi feito. Lula interveio junto ao BNDES para conceder empréstimos que somaram US$ 682 milhões. Para se liberar o financiamento, foram negligenciados vários pareceres técnicos desfavoráveis. Emílio disse aos procuradores da Lava Jato que, em condições normais, nem o BNDES, nem a Odebrecht entrariam no negócio. Como se tratava de uma operação totalmente atípica, o contrato foi classificado como secreto até o ano 2027.

Contudo, os delírios de Chávez com a cumplicidade de Lula iam mais longe. Atingiram proporções superlativas e nada se iguala ao prejuízo, causado ao Brasil, pela construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Projetada ao custo de US$ 2,5 bilhões em 2005, só chegou a ser inaugurada em 2017,  sem estar concluída, tendo custado US$ 20,1 bilhões, sem nenhum investimento venezuelano como incialmente previsto e produzindo apenas 110 mil barris diários, menos da metade dos 230 mil para os quais fora projetada. Para se ter uma idéia comparativa, no mundo a maior refinaria está na India, com processamento de 1,2 bilhão de barris/dia e consumiu US$ 30 bilhões. Em valores proporcionais custou sete vezes menos que o projeto chavista.

O Brasil bolivariano

Os bilhões de dólares torrados pelo Brasil na aventura bolivariana do chavismo se tornaram ínfimos diante do prejuízo institucional. Em junho de 2011, após seis meses de ter assumido o Planalto, Dilma Rousseff recebeu a visita de Chávez. Dilma não esperou um minuto para dizer ao colega que não se preocupasse. Lula tinha ido embora, mas com ela seguia tudo igual.

Dilma lhe informou que estava "trabalhando" o Congresso do Paraguai para aprovar a entrada da Venezuela no Mercosul. Como moeda de troca, Dilma submeteu ao Congresso brasileiro um projeto de reajuste de 200% do valor pago pelo Brasil pelo excedente de energia gerada em Itaipu pelo Paraguai. Dilma fez subir de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões o custo da aquisição do excedente de energia. Mas o plano de Dilma fracassou: os senadores do Paraguai agradeceram o presente e rejeitaram o pedido de autorização de admissão da  Venezuela no Mercosul.

Dilma e Chávez perderam também a próxima batalha travada no Paraguai ao tentarem impedir o impeachment do presidente Fernando Lugo. Contudo não desistiram e planejaram um castigo a ser aplicado ao Paraguai. Alegando rompimento democrático no país vizinho, Dilma, em conluio com a Cristina Kirchner, pediu a expulsão do Paraguai do Mercosul. Conseguiu a suspensão ao conquistar os votos da Argentina e do Uruguai.

Affair totalitário

... "Em 2010, sob o pretexto de "defesa dos direitos humanos", o governo Lula tentou emplacar uma lei de meios que foi interpretada pelo setor como uma medida que restringiria a liberdade de imprensa. O aparelhamento da máquina estatal chegou a contar com mais de 107 mil funcionários ocupando cargos sem concurso público. FHC deixou o governo em 2003 com menos de 19 mil servidores nessa situação. No episódio do Mensalão, na falta de uma base política, comprou-se uma."...

... "Apesar disso em treze anos de governos definidos como de esquerda, nenhuma dessas medidas prosperou, mas elas tiveram efeito sobre a percepção do que seja autoritarismo para os brasileiros. Por mais paradoxal que pareça, o mesmo Brasil que flerta com modelos ditatoriais tem aversão a eles. Os mesmos 23% da população que se dizem favoráveis a um governo militar são aqueles que também rejeitam o avanço do totalitarismo da esquerda. Boa parte dos eleitores que abominam movimentos e candidatos que pregam as virtudes do regime militar são aqueles que toleram e justificam os crimes e os desmandos da esquerda. O que sugere que ambos os polos do espectro político brasileiro tolerariam uma inflexão ao totalitarismo. Cada um deles conforme a sua preferência política." ...

... "O Brasil jamais precisou ser uma cópia exata do vizinho para reproduzir alguns de seus exemplos mais sinistros. Este por sinal foi o legado de Chávez também para o Brasil. Ele está presente, mesmo quando não pode ser visto. Este é o seu espectro."