O governo encerrou 2015 com o maior déficit primário de sua história. Um rombo de R$ 114,9 bilhões, o que equivale a 1,94 % do PIB, segundo dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional.
A meta fiscal para 2015, prevista incialmente, era de um superavit de 1,2 % do PIB (R$ 66,3 bilhões). Posteriormente, em julho/2015, a meta foi reduzida para 0,15 % (R$ 8,74 bilhões).
Três meses depois, em outubro, o governo voltou a revisá-la, desta feita, para já apontar, ao invés de superavit, um déficit de 1% do PIB.
Reprisou o feito em dezembro para propor uma nova meta, agora com déficit de 2 % do PIB.
Nesta quinta-feira (28), o governo anunciou, sem pestanejar, que tinha cumprido sua meta fiscal de 2015, aprovada pelo Congresso Nacional.
Mas, não disse, e nem pediu desculpas, por não ter cumprido a meta inicialmente prevista, que este já era o segundo ano consecutivo que pediu aval do Congresso para mudar metas e fechar anos fiscais com déficits, permitindo, assim, que a presidente pudesse "legalizar" suas contas sem incorrer em crime de responsabilidade fiscal.
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29 janeiro 2016
GOVERNO SE MOVE NO ESCURO COM FARÓIS APAGADOS
Keywords:
Desgoverno,
Dilma,
Economia
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.
26 janeiro 2016
PREÇO DO BARRIL DE PETRÓLEO SUBIU E DAS AÇÕES DA PETROBRAS CAIU
O anuncio da petrolífera estatal saudita Saudi Aramco de que o aumento da demanda por petróleo pode superar 1,2 milhão de barris por dia em 2016, fez o petróleo se firmar em alta e, durante a tarde, chegar a subir mais de 6% em Londres e em Nova York.
Conversações entre os maiores produtores do óleo prosseguem e Citigroup, Bloomberg e OPEP já projetam ganhos no segundo semestre do ano, com o barril de Brent a US$ 41 no terceiro quadrimestre do ano e a US$ 52 nos últimos três meses.
Como já dissemos anteriormente, "Ouro negro, agora e ainda por muito tempo".
Enquanto lá fora o clima foi de euforia, aqui no Brasil, hoje, o preço das ações da Petrobras afundou ainda mais (R$4,20), junto com as demais notícias do governo Dilma Rousseff.
Entre elas, a suspensão judicial da venda de 49% da Gaspetro pela Petrobras para a empresa japonesa Mitsui Gás e Energia do Brasil.
A Mitsui pagou R$ 1,9 bilhão pela fatia minoritária (49%) da Petrobras na sua subsidiária de gás, após aprovação da transação pelo conselho de administração da estatal.
A operação foi a primeira a sair do papel dentro do plano de desinvestimentos da Petrobras, leia-se privatização de ativos da companhia, coisa que a presidente Dilma Rousseff e o PT, em suas campanhas eleitorais, diziam que jamais fariam, mas acusavam o candidato oposicionista de que iria fazê-la.
Conversações entre os maiores produtores do óleo prosseguem e Citigroup, Bloomberg e OPEP já projetam ganhos no segundo semestre do ano, com o barril de Brent a US$ 41 no terceiro quadrimestre do ano e a US$ 52 nos últimos três meses.
Como já dissemos anteriormente, "Ouro negro, agora e ainda por muito tempo".
Enquanto lá fora o clima foi de euforia, aqui no Brasil, hoje, o preço das ações da Petrobras afundou ainda mais (R$4,20), junto com as demais notícias do governo Dilma Rousseff.
Entre elas, a suspensão judicial da venda de 49% da Gaspetro pela Petrobras para a empresa japonesa Mitsui Gás e Energia do Brasil.
A Mitsui pagou R$ 1,9 bilhão pela fatia minoritária (49%) da Petrobras na sua subsidiária de gás, após aprovação da transação pelo conselho de administração da estatal.
A operação foi a primeira a sair do papel dentro do plano de desinvestimentos da Petrobras, leia-se privatização de ativos da companhia, coisa que a presidente Dilma Rousseff e o PT, em suas campanhas eleitorais, diziam que jamais fariam, mas acusavam o candidato oposicionista de que iria fazê-la.
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23 janeiro 2016
ESTARRECIDOS ESTÃO OS BRASILEIROS
A presidente Dilma Rousseff, em ato partidário do PDT, realizado nesta sexta-feira (22), em Brasília, revelou estar estarrecida com as informações contidas no relatório do FMI sobre o Brasil.
Durante o seu discurso, a presidente também se referiu ao impeachment a que se encontra submetida no Congresso, comparando-o com igual processo enfrentado pelo ex-presidente Getúlio Vargas.
Em ambos os casos, a presidente teima em apresentar enredos que não conversam com a realidade. Nem em obras de ficção seriam registrados, pelas incoerências contidas em seus pronunciamentos.
A presidente parece ainda se encontrar em campanha eleitoral, reproduzindo discursos e/ou imagens que iam de encontro à realidade, produzidas por seus marqueteiros de plantão. Passado mais de um ano das eleições de 2014, a vitoriosa presidente ainda não retornou ao mundo real.
Será que a presidente ainda não escutou que o País perdeu, em 2015, 1,5 milhão de postos de trabalho e que essa perda será maior em 2016 ?
Será que a presidente não sabe que a inflação atingiu, no último ano, 10,67% e segue em ritmo ascendente ?
Será que a presidente desconhece que a taxa de juros chegou a 14,25%, o que torna o crédito inadmissível e espanta os investidores ?
Será, então, que a presidente gostaria que o FMI fingisse e acreditasse em seus discursos de campanha, enquanto a realidade dos números aponta para o encolhimento da economia brasileira de cerca de 4% em 2015 e nada diz que esse valor irá mudar em 2016 ?
No outro campo, o político, a presidente ao repetir essa cantilena de que a oposição quer dar um golpe, demonstra, também, o quão distante se encontra do mundo real. Até o presente, nenhuma iniciativa neste sentido é conhecida.
Não é, pelo menos, de conhecimento público, que existam civis e/ou militares conspirando contra o seu governo e/ou que a presidente dorme com uma arma nas proximidades de sua cama, como fazia o ex-presidente Getúlio Vargas.
O que existe, isto sim, são enormes diferenças entre os perfis e nas atuações dos dois presidentes da República, o ex-presidente Vargas e a presidente atual.
Do primeiro presidente, a história nos conta de sua ferrenha dedicação em cumprir as promessas assumidas, em público, com a população. Muitos dos quesitos constantes de seus planos de governo e em execução, chegaram a ser incorporados em planos de governo de seus sucessores.
O que se sabe também, é que o ex-presidente sempre pensou no País em primeiro lugar, e não em um projeto de poder. De tão disciplinado e sincero, o ex-presidente Vargas cumpriu à risca este seu mandamento até deixar o governo, e que, ao mesmo tempo, embora morto, saiu do Palácio do Catete amado e carregado nos braços dos brasileiros.
Da segunda presidente, embora já se tenham passado cinco anos de exercício no poder, no Palácio do Planalto, já se pode registrar uma enorme diferença entre os dois presidentes.
Até o momento, o que se pode contabilizar, em primeiro lugar, foi um extenso rol de promessas que não se concretizaram. Elas podem ser verificadas aqui, tendo como referências os discursos de posse da presidente no Congresso Nacional, em 01 de janeiro de 2011 e em 01 de janeiro de 2015.
Em segundo lugar, além do desastre econômico mencionado acima, se registra um blecaute do governo, extensivo a todas as áreas de sua responsabilidade: saúde, segurança e infraestrutura. Já escrevemos aqui que o mesmo fenômeno ocorre na área de educação, mesmo sendo esta objeto do slogan "Pátria Educadora" para o seu segundo governo.
Na verdade, o problema é mais grave, pois esse blecaute é decorrente da péssima administração de um setor público aparelhado, loteado e saqueado numa verdadeira orgia de corrupção.
Durante o seu discurso, a presidente também se referiu ao impeachment a que se encontra submetida no Congresso, comparando-o com igual processo enfrentado pelo ex-presidente Getúlio Vargas.
Em ambos os casos, a presidente teima em apresentar enredos que não conversam com a realidade. Nem em obras de ficção seriam registrados, pelas incoerências contidas em seus pronunciamentos.
A presidente parece ainda se encontrar em campanha eleitoral, reproduzindo discursos e/ou imagens que iam de encontro à realidade, produzidas por seus marqueteiros de plantão. Passado mais de um ano das eleições de 2014, a vitoriosa presidente ainda não retornou ao mundo real.
Será que a presidente ainda não escutou que o País perdeu, em 2015, 1,5 milhão de postos de trabalho e que essa perda será maior em 2016 ?
Será que a presidente não sabe que a inflação atingiu, no último ano, 10,67% e segue em ritmo ascendente ?
Será que a presidente desconhece que a taxa de juros chegou a 14,25%, o que torna o crédito inadmissível e espanta os investidores ?
Será, então, que a presidente gostaria que o FMI fingisse e acreditasse em seus discursos de campanha, enquanto a realidade dos números aponta para o encolhimento da economia brasileira de cerca de 4% em 2015 e nada diz que esse valor irá mudar em 2016 ?
No outro campo, o político, a presidente ao repetir essa cantilena de que a oposição quer dar um golpe, demonstra, também, o quão distante se encontra do mundo real. Até o presente, nenhuma iniciativa neste sentido é conhecida.
Não é, pelo menos, de conhecimento público, que existam civis e/ou militares conspirando contra o seu governo e/ou que a presidente dorme com uma arma nas proximidades de sua cama, como fazia o ex-presidente Getúlio Vargas.
O que existe, isto sim, são enormes diferenças entre os perfis e nas atuações dos dois presidentes da República, o ex-presidente Vargas e a presidente atual.
Do primeiro presidente, a história nos conta de sua ferrenha dedicação em cumprir as promessas assumidas, em público, com a população. Muitos dos quesitos constantes de seus planos de governo e em execução, chegaram a ser incorporados em planos de governo de seus sucessores.
O que se sabe também, é que o ex-presidente sempre pensou no País em primeiro lugar, e não em um projeto de poder. De tão disciplinado e sincero, o ex-presidente Vargas cumpriu à risca este seu mandamento até deixar o governo, e que, ao mesmo tempo, embora morto, saiu do Palácio do Catete amado e carregado nos braços dos brasileiros.
Da segunda presidente, embora já se tenham passado cinco anos de exercício no poder, no Palácio do Planalto, já se pode registrar uma enorme diferença entre os dois presidentes.
Até o momento, o que se pode contabilizar, em primeiro lugar, foi um extenso rol de promessas que não se concretizaram. Elas podem ser verificadas aqui, tendo como referências os discursos de posse da presidente no Congresso Nacional, em 01 de janeiro de 2011 e em 01 de janeiro de 2015.
Em segundo lugar, além do desastre econômico mencionado acima, se registra um blecaute do governo, extensivo a todas as áreas de sua responsabilidade: saúde, segurança e infraestrutura. Já escrevemos aqui que o mesmo fenômeno ocorre na área de educação, mesmo sendo esta objeto do slogan "Pátria Educadora" para o seu segundo governo.
Na verdade, o problema é mais grave, pois esse blecaute é decorrente da péssima administração de um setor público aparelhado, loteado e saqueado numa verdadeira orgia de corrupção.
"Estamos sem governo, com um modelo de fisiologismo que nos enche de vergonha", disse o ministro Gilmar Mendes, do STF, por ocasião do julgamento da Medida Cautelar (MC) e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 378), todas sobre o rito a ser cumprido durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Portanto, senhora presidente, retorne à realidade, ESTARRECIDOS estão os brasileiros. É o que expressam as pesquisas de opinião pública em relação ao seu governo.
Não lhe desejamos uma saída que siga o mesmo roteiro do ex-presidente Vargas, mas sugerimos que reconheça a sua incapacidade de continuar governando o País e, em ato sublime, RENUNCIE ao seu mandato em benefício do povo e das futuras gerações do Brasil.
Keywords:
Congresso Nacional,
Dilma,
FMI,
Impeachment
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20 janeiro 2016
A INTELIGÊNCIA BRASILEIRA NÃO SERÁ MENOSPREZADA
Nos anos 60-70, do século passado, aconteceram muitas coisas pelo
mundo afora e também aqui no cone sul.
Nós, daquela época, íamos do twist do Chubby Checker, da
bossa nova com sua musa Nara Leão, ou com os Beatles.
Íamos também de jovem guarda com essa turma,
ou por aqui, com os Incríveis, até chegarmos
na era disco com este sucesso.
Ao mesmo tempo, na outra ponta, alguns “santos”
eram admirados como o Che Guevara e o Mao Tse Tung.
Cantávamos
Era um
garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones e,
fortemente, Why Can't We Leave Together, com o Timmy
Thomas.
Mas, como que de repente, o mundo acordou, o
sonho acabou, e o muro caiu com o Gorbachev e com a chegada do Deng
Xiaoping, que escapou de Mao.
Adentramos aos anos 90, com o PIB brasileiro ainda
superior ao chinês, mas deu no que deu como reportado aqui.
Precisamos, pois, urgentemente, encontrar um novo
rumo, especialmente para as gerações futuras. Quais serão as nossas músicas e
os nossos santos nos dias de hoje ?
Talvez ainda não tenhamos a resposta. Mas de uma coisa temos certeza:
não será o "santo lula" que, com a maior cara de pau já vista em nosso
Brasil, teve, hoje (20/01/2016), o atrevimento de falar para alguns blogueiros, tentando
menosprezar a inteligência brasileira. Pra ele, entretanto, a música já existe, basta se escutar o refrão dessa marchinha do Noel.
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PIB BRASILEIRO FOI SUPERIOR AO CHINÊS
No início da década de 1990, o PIB brasileiro era superior ao da China. Ao longo desse período, vimos aquele país nos igualar e, rapidamente, nos ultrapassar, tornando-se a segunda economia mundial no momento atual.
Enquanto na Ásia os ventos econômicos sopravam forte, chegando a atravessar os imensos oceanos, o Brasil não conseguiu alcançar a almejada quinta posição no ranking econômico mundial e, hoje, o seu sexto PIB mundial de outrora já é história. O Brasil está engarrafado de gente incompetente. Apenas a nossa lentidão é veloz.
Tão logo sejam fechados os números de 2015, assim como no desemprego, nos juros e na inflação, o Brasil retornará aos dois dígitos também na escala econômica mundial, como na época do Sarney. Com o dólar a R$ 4, ficaremos abaixo do Canadá que ocupa a 10a. posição e, provavelmente, também atrás da Coréia do Sul que está no 11o. lugar.
A reversão desse quadro não se dará com o governo que ocupa atualmente o Planalto e nem num curto prazo. E só terá lugar com uma completa guinada em direção a um modelo econômico diferente, a começar pela redução do tamanho do estado, como fez a Nova Zelândia na década de 80 e que pode ser relembrado neste link.
E por que não aprender também com a China ? Embora, aqui diferentemente de lá, sair da pobreza sim, mas com democracia.
Retornando aos números. Nos últimos 25 anos a China aumentou seu PIB em cerca de 30 vezes (US$ 10,3 trilhões). No mesmo período o PIB do Brasil cresceu 5 vezes. Com a variação do dólar para valores próximos de R$ 4, esse número cai para aproximadamente 3 vezes (US$ 1,4 trilhões).
Apesar da diminuição em seu ritmo de seu crescimento, em 2015 o PIB chinês se expandiu apenas 6,9%, a China cresceu o equivalente a meio PIB do Brasil.
Apesar da diminuição em seu ritmo de seu crescimento, em 2015 o PIB chinês se expandiu apenas 6,9%, a China cresceu o equivalente a meio PIB do Brasil.
Há chances de um cavalo de pau ? Quase impossível, mas fica o desafio para servir de estímulo.
Como exemplo, para que o nosso PIB volte a se igualar ao da China, serão necessários, aproximadamente, cerca de 30 anos com o PIB brasileiro crescendo, continuamente, a taxa de 10% a.a e, ao mesmo tempo, que a China cresça apenas a 1% a.a.
Como exemplo, para que o nosso PIB volte a se igualar ao da China, serão necessários, aproximadamente, cerca de 30 anos com o PIB brasileiro crescendo, continuamente, a taxa de 10% a.a e, ao mesmo tempo, que a China cresça apenas a 1% a.a.
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16 janeiro 2016
FUNDO PARTIDÁRIO - RECURSOS GARANTIDOS PARA SE MANTER NO PODER
Com a decisão do STF de acabar com o financiamento privado de campanha, os partidos políticos, ajudados pela presidente Dilma Rousseff, triplicaram (em 2014 o valor foi de R$ 289 milhões) os recursos para o fundo partidário, oriundos, como se sabe, do tesouro, ou seja, do nosso bolso.
Ainda em 2015, esses recursos saltaram para R$ 811,28 milhões e, para 2016, a presidente contemplou o fundo partidário com R$ 819 milhões. Com o impeachment e a lava jato batendo à sua porta, nem piscou, e manteve o agrado aos partidos.
Além disso, como 2016 é um ano eleitoral, se repetirá uma vergonhosa negociação financeira, e/ou por vantagens futuras no governo, pelo uso do tempo de rádio e TV celebrada entre siglas/coligações partidárias de aluguel, que custará aos cofres públicos aproximadamente R$ 580 milhões.
Enquanto isso, mesmo com mais de 9 milhões de desempregados, os brasileiros já pagaram, só em 2016, mais de R$ 100 bilhões em impostos. É trágica a situação em que nos encontramos.
E a presidente acha pouco. Durante o seu "café com mentiras" com jornalistas, esta semana, a presidente voltou a defender o retorno da CPMF e nem sequer se desculpou de ter mentido durante a campanha eleitoral de 2014, quando se manifestou em sentido inverso.
Como lembra a escritora Aninha Franco em seu artigo de hoje, "Dilma Roussef quando sancionou o Orçamento de 2016 com cortes nas áreas da Educação e Saúde, diminuições no Bolsa Família, créditos de uma CPMF que não existe, e bilhões destinados à publicidade do governo e ao Fundo Partidário, a bolsa dos 36 partidos, muitos deles quadrilhas organizadas. A presidente assina esse Orçamento e deve ir aos microfones dizer que é honesta. Ora, nos poupe pelo menos disso, Excelência! Nós sabemos como se comportam os honestos".
O Brasil precisa urgentemente inaugurar a quinta República, reconstruir suas instituições para que sejam capazes e compromissadas com a sociedade e não com uma meia dúzia de falsos líderes que tomaram e querem se perpetuar no poder.
Ainda em 2015, esses recursos saltaram para R$ 811,28 milhões e, para 2016, a presidente contemplou o fundo partidário com R$ 819 milhões. Com o impeachment e a lava jato batendo à sua porta, nem piscou, e manteve o agrado aos partidos.
Além disso, como 2016 é um ano eleitoral, se repetirá uma vergonhosa negociação financeira, e/ou por vantagens futuras no governo, pelo uso do tempo de rádio e TV celebrada entre siglas/coligações partidárias de aluguel, que custará aos cofres públicos aproximadamente R$ 580 milhões.
Enquanto isso, mesmo com mais de 9 milhões de desempregados, os brasileiros já pagaram, só em 2016, mais de R$ 100 bilhões em impostos. É trágica a situação em que nos encontramos.
E a presidente acha pouco. Durante o seu "café com mentiras" com jornalistas, esta semana, a presidente voltou a defender o retorno da CPMF e nem sequer se desculpou de ter mentido durante a campanha eleitoral de 2014, quando se manifestou em sentido inverso.
Como lembra a escritora Aninha Franco em seu artigo de hoje, "Dilma Roussef quando sancionou o Orçamento de 2016 com cortes nas áreas da Educação e Saúde, diminuições no Bolsa Família, créditos de uma CPMF que não existe, e bilhões destinados à publicidade do governo e ao Fundo Partidário, a bolsa dos 36 partidos, muitos deles quadrilhas organizadas. A presidente assina esse Orçamento e deve ir aos microfones dizer que é honesta. Ora, nos poupe pelo menos disso, Excelência! Nós sabemos como se comportam os honestos".
O Brasil precisa urgentemente inaugurar a quinta República, reconstruir suas instituições para que sejam capazes e compromissadas com a sociedade e não com uma meia dúzia de falsos líderes que tomaram e querem se perpetuar no poder.
Keywords:
Fundo Eleitoral
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13 janeiro 2016
O BRASIL FORA DOS TRILHOS
"A gênesis das
estradas-de-ferro no Brasil é quase a mesma que as das americanas: a anta
rompia trilhos dentro do mato, o índio, em seu encalço, abria a picada; o
português, com seus cargueiros, alargava-a; de raro em raro um carro de boi
seguia o colono e abria, com suas rodas cortantes, colossais, dois sucos
paralelos a que chamavam de caminho; mais tarde o progresso estendeu as suas
fitas de aço ao longo dos principais caminhos, e, finalmente no século XX, o
automóvel fez surgir algumas estradas dignas desse nome" - em Roy Nash, A
Conquista do Brasil, 1939.
Tal modelo foi pensado para o
Brasil pelo Barão de Mauá para transporte das riquezas do País, de seu
interior até os portos. Foi assim que, em 1854, inaugurou a primeira estrada de
ferro brasileira.
A segunda linha férrea instalada
no Brasil, foi entre o Forte das Cindo Pontas, no Recife, e a Vila do Cabo, com
31,5 km de extensão, inaugurada em 1858. A sua construção demorou menos de 3 anos, mesmo tendo
sido interrompida por uma epidemia de cólera que chegou a matar cerca
de 38.000 pernambucanos.
Na mesma época foram criadas duas empresas: a Brazilian Street Railway Limited e a Great Western. Ambas as empresas foram constituídas a partir do regime estabelecido pela Lei n. 641 de 26 de junho de 1852, inspirada no desejo de atrair os capitais britânicos. Anteriormente, o padre Diogo Antonio Feijó, procurando consolidar o Império, promoveu a votação da Lei 101 de 31 de outubro de 1835, que autorizou o governo a conceder, a uma ou mais companhias, carta de privilégio exclusivo para a construção e uso de estradas de ferro. SMJ, este foi o marco inicial para o estabelecimento de parcerias público privadas no Brasil.
Como consequência, o projeto de uma rede ferroviária tornou-se realidade, foi plenamente executado com muito sucesso, ligando o Rio de Janeiro às capitais do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e da Bahia, com extensão total de 5.500 km. A primeira com atuação nas regiões sul-sudeste e a segunda para ligar os estados do nordeste. Contudo, mais adiante, em 1902, segundo o Correio da Manhã, o Brasil já era tachado por empresários ingleses do setor ferroviário como "o país mais corrupto do mundo". Mesmo assim, c hegamos aos anos 1930-1940 com boa parte do território brasileiro ligado por trilhos.
Com a chegada da II guerra
mundial, todas elas começaram a passar por graves problemas de manutenção, trilhos,
vagões e locomotivas, já que o esforço da industria na Europa e nos EUA era para
suprir as necessidades das tropas.
Posteriormente essas empresas foram estatizadas
e passaram a compor a RFFSA. No pós-guerra, e mais enfaticamente a partir do
governo JK, forçado pela indústria automobilística, os trilhos foram esquecidos
e o esforço se voltou para as estradas de rodagem.
Veio o plano de construção das
BR's, fortalecido pelos governos militares. A maior parte dessas ferrovias
virou sucata. Os planos para recuperá-las, expansão e construção de novas
ferrovias, não saíram do papel. Talvez seu exemplo mais marcante tenha sido a
da construção da "Ferrovia do Aço".
Os governos posteriores seguiram o mesmo enredo. Há quase três décadas, a construção da ferrovia
Norte-Sul ainda está incompleta, mas escândalos surgiram logo na fase
de licitação, em 1987, e a obra se converteu em símbolo de corrupção,
incompetência e desfaçatez do governo federal.
Neste momento, em outra
"viagem" similar, ainda não se conseguiu nem começar direito as
obras essenciais de ferrovias que ligariam a Norte-Sul a Goiás e ao litoral da
Bahia.
Mais recentemente, a presidente
Dilma Rousseff passou a ampliar esse enredo ao "viajar" na
ideia do trem-bala, aquele que estaria pronto para ligar São Paulo ao Rio já na
Copa de 2014.
No mesmo embalo, a presidente
surgiu com a história do trem do Peru, que ligaria o centro do Brasil ao
Pacífico passando em parte pela Amazônia e pelos Andes, "corredor da
exportação agropecuário" por onde nem os agropecuaristas querem correr.
Hoje temos, em quilometragem,
praticamente a mesma extensão do final da década de 40. Em termos qualitativos, atualmente o Brasil ocupa a 95a. posição mundial. Um preço altíssimo
estamos pagando por se ter feito a opção rodoviária.
O Brasil, portanto, chegou a 2016,
não com "trens bão", mas com uma extensa rede de "trens da
alegria", como a revelada por Nestor Cerveró, em delação
premiada.
Keywords:
Desgoverno,
Dilma,
Ferrovias
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.
04 janeiro 2016
BLECAUTE NO GOVERNO BRASILEIRO
Em 06 de janeiro de 2015, a Folha publicou o artigo "Produção cientifica e lixo acadêmico no Brasil", do pesquisador Rogério Cerqueira Leite, físico e professor emérito da UNICAMP, no qual destacou a resistência dos medíocres e a falta de coragem política das autoridades como fatores que impedem o crescimento da ciência de alta qualidade no nosso país.
No dia 04 de janeiro de 2016, primeiro dia útil do ano e do segundo ano do novo governo da presidente Dilma Rousseff, não nos causou surpresa que o referido pesquisador retornasse ao mesmo espaço da Folha, para denunciar, em seu artigo "Blecaute na ciência brasileira", que "o projeto da construção do novo síncrotron brasileiro, considerado internacionalmente um dos três mais importantes projetos da ciência mundial da década, está ameaçado por conta de cortes indiscriminados e, principalmente, pela retenção de recursos já comprometidos".
Esse blecaute, infelizmente, é extensivo a todo o governo. Já escrevemos aqui que o mesmo fenômeno ocorreu na área de educação, mesmo sendo esta objeto do slogan "Pátria Educadora" para o novo governo.
O problema é mais grave, pois esse blecaute é decorrente da péssima administração de um setor público aparelhado, loteado e saqueado numa verdadeira orgia de corrupção.
No dia 04 de janeiro de 2016, primeiro dia útil do ano e do segundo ano do novo governo da presidente Dilma Rousseff, não nos causou surpresa que o referido pesquisador retornasse ao mesmo espaço da Folha, para denunciar, em seu artigo "Blecaute na ciência brasileira", que "o projeto da construção do novo síncrotron brasileiro, considerado internacionalmente um dos três mais importantes projetos da ciência mundial da década, está ameaçado por conta de cortes indiscriminados e, principalmente, pela retenção de recursos já comprometidos".
Esse blecaute, infelizmente, é extensivo a todo o governo. Já escrevemos aqui que o mesmo fenômeno ocorreu na área de educação, mesmo sendo esta objeto do slogan "Pátria Educadora" para o novo governo.
O problema é mais grave, pois esse blecaute é decorrente da péssima administração de um setor público aparelhado, loteado e saqueado numa verdadeira orgia de corrupção.
Essa má gestão associada aos interesses políticos existentes em todos os recantos da Nação, conduzem à criação e à permanência de programas e projetos sem aderência às necessidades da sociedade.
Da mesma forma, praticamente nenhum desses programas/projetos passam pelo crivo de rígidas avaliações que pudessem orientar e/ou justificar a criação e a respectiva continuidade de cada um deles.
Por isso, muitos deles acabam sobrevivendo por continuísmo e/ou por interesses apenas políticos, e prosseguem consumindo recursos públicos que poderiam ser aplicados à projetos prioritários para o desenvolvimento do País, como é o caso do projeto mencionado pelo pesquisador Rogério Cerqueira Leite.
E não vale reclamar do tempo atual de vacas magras existente no País, pois este não é decorrente da falta de arrecadação de impostos, cujos valores só têm crescido anualmente. É, sim, pela falta de racionalidade na gestão das contas públicas no Brasil. FALTA GOVERNO !
Por isso, muitos deles acabam sobrevivendo por continuísmo e/ou por interesses apenas políticos, e prosseguem consumindo recursos públicos que poderiam ser aplicados à projetos prioritários para o desenvolvimento do País, como é o caso do projeto mencionado pelo pesquisador Rogério Cerqueira Leite.
E não vale reclamar do tempo atual de vacas magras existente no País, pois este não é decorrente da falta de arrecadação de impostos, cujos valores só têm crescido anualmente. É, sim, pela falta de racionalidade na gestão das contas públicas no Brasil. FALTA GOVERNO !
Keywords:
Ciência e Tecnologia,
Desgoverno,
Dilma
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.
02 janeiro 2016
PÁTRIA EDUCADORA. #SQN
Ao lerem as matérias publicadas, ontem (01/01/2016) no Estadão e hoje (02/01/2016) na Folha, os brasileiros não mais se surpreenderam com o descumprimento das promessas feitas pelos governos do PT. Tal fato tornou-se rotina no passado e, neste ano, tudo indica que não será diferente.
Há um ano, em 07/01/2015, após a presidente anunciar "Pátria Educadora" como o lema de seu novo governo, e querer demonstrar, de saída, que a educação seria o assunto da mais alta prioridade, escrevemos aqui, que aguardávamos medidas que invertessem rapidamente o descaso da gestão anterior com a educação e que pusessem fim aos investimentos que terminavam transformados em mais dutos de desperdícios.
Entretanto, para começar, o número de ministros designados para a pasta da educação, em 2015, bateu recorde. Foram três em apenas doze meses.
Seguindo, o que vemos na matéria do Estadão, nos diz exatamente o inverso do que fora prometido pela presidente em seu discurso de posse. O título da reportagem já resume bem o descumprimento da promessa ; "No ano do lema "Pátria Educadora", MEC perde R$ 10,5 bi, ou 10% do orçamento".
Cumprimento de metas, do PNE, do Fies, do Pronatec, do Ciência sem Fronteiras, ficaram para trás.
Já a matéria da Folha nos informa que a velocidade da internet em escolas públicas é de apenas 3% da adequada. Fala-se, portanto, de 2,7 Mbps, que não é suficiente nem para uso de rotinas administrativas, contra 78Mbps, considerada ideal para uso de aplicações pedagógicas.
Além disso, a reportagem da Folha nos dá o gancho para reforçarmos o primeiro parágrafo deste post, pois nos permite relembrar o relançamento de promessa da candidata Dilma Roussef: "melhorar e ampliar o acesso da população ao serviço de banda larga para uso da internet".
Além de, até agora, não ter explicado como irá cumprí-la, seria muito importante, também, a sociedade saber o porque do ainda a presidente não a ter cumprido.
Adicone-se a isso, o fato de que essa promessa é muito antiga, ela surgiu no primeiro governo do Presidente Lula.
Há um ano, em 07/01/2015, após a presidente anunciar "Pátria Educadora" como o lema de seu novo governo, e querer demonstrar, de saída, que a educação seria o assunto da mais alta prioridade, escrevemos aqui, que aguardávamos medidas que invertessem rapidamente o descaso da gestão anterior com a educação e que pusessem fim aos investimentos que terminavam transformados em mais dutos de desperdícios.
Entretanto, para começar, o número de ministros designados para a pasta da educação, em 2015, bateu recorde. Foram três em apenas doze meses.
Seguindo, o que vemos na matéria do Estadão, nos diz exatamente o inverso do que fora prometido pela presidente em seu discurso de posse. O título da reportagem já resume bem o descumprimento da promessa ; "No ano do lema "Pátria Educadora", MEC perde R$ 10,5 bi, ou 10% do orçamento".
Cumprimento de metas, do PNE, do Fies, do Pronatec, do Ciência sem Fronteiras, ficaram para trás.
Já a matéria da Folha nos informa que a velocidade da internet em escolas públicas é de apenas 3% da adequada. Fala-se, portanto, de 2,7 Mbps, que não é suficiente nem para uso de rotinas administrativas, contra 78Mbps, considerada ideal para uso de aplicações pedagógicas.
Além disso, a reportagem da Folha nos dá o gancho para reforçarmos o primeiro parágrafo deste post, pois nos permite relembrar o relançamento de promessa da candidata Dilma Roussef: "melhorar e ampliar o acesso da população ao serviço de banda larga para uso da internet".
Além de, até agora, não ter explicado como irá cumprí-la, seria muito importante, também, a sociedade saber o porque do ainda a presidente não a ter cumprido.
Adicone-se a isso, o fato de que essa promessa é muito antiga, ela surgiu no primeiro governo do Presidente Lula.
Keywords:
Desgoverno,
Dilma,
Educação
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.
SAÍDA DA CRISE PELA PORTA ERRADA
Ouve-se, enfaticamente, que a solução para o fim da atual crise econômica no Brasil, passa pela implementação das reformas trabalhista e da previdência social.
Claro que essas reformas e outras, como a política e a tributária, são necessárias quando estivermos olhando para os próximos 10-20-30 anos.
Entretanto, a crise econômica em que o País está vivendo hoje, foi, é (e poderá continuar sendo, independentemente da eventual implementação dessas reformas) decorrente:
- da gastança irresponsável;
- do incentivo ao consumo sem estímulo à produção;
- da distribuição de benefícios mal concebidos; e
- da péssima administração de um setor público aparelhado, loteado e saqueado numa verdadeira orgia de corrupção.
É na urgente solução dessas questões, do presente, que o Brasil poderá ser passado a limpo e começar a enxergar um futuro mais promissor.
No contexto acima, é inaceitável a proposta divulgada pelo PT com o objetivo de criar novos impostos, como a CPMF, e de elevar as tarifas dos já existentes para arrecadar mais recursos da sociedade.
Segundo matéria publicada no Correio Braziliense (15/01), "Brasil sai do foco em Davos", o fracasso da governabilidade, a crise política e a corrupção no Brasil são os principais obstáculos para se fazer negócios no país, segundo empresários e investidores internacionais.
A constatação é de uma pesquisa feita com 13 mil homens de negócio e líderes corporativos, cujos resultados foram divulgados ontem pelo Fórum Econômico Mundial, entidade que todos os anos reúne personalidades da política e da economia na cidade de Davos, nos Alpes suíços, para discutir os problemas globais.
A parcela dos que apontam a falta de governabilidade como principal problema do Brasil — 60% dos entrevistados — é maior do que a daqueles que consideram a falta de água ou de infraestrutura como os maiores entraves.
Enfim, a crise atual não é superável com o governo que atualmente ocupa o Palácio do Planalto.
No contexto acima, é inaceitável a proposta divulgada pelo PT com o objetivo de criar novos impostos, como a CPMF, e de elevar as tarifas dos já existentes para arrecadar mais recursos da sociedade.
Segundo matéria publicada no Correio Braziliense (15/01), "Brasil sai do foco em Davos", o fracasso da governabilidade, a crise política e a corrupção no Brasil são os principais obstáculos para se fazer negócios no país, segundo empresários e investidores internacionais.
A constatação é de uma pesquisa feita com 13 mil homens de negócio e líderes corporativos, cujos resultados foram divulgados ontem pelo Fórum Econômico Mundial, entidade que todos os anos reúne personalidades da política e da economia na cidade de Davos, nos Alpes suíços, para discutir os problemas globais.
A parcela dos que apontam a falta de governabilidade como principal problema do Brasil — 60% dos entrevistados — é maior do que a daqueles que consideram a falta de água ou de infraestrutura como os maiores entraves.
Enfim, a crise atual não é superável com o governo que atualmente ocupa o Palácio do Planalto.
Keywords:
Davos,
Desgoverno,
Dilma
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.
30 dezembro 2015
CORRUPÇÃO E GOVERNABILIDADE
Do grande poeta italiano Giacomo Leopardi. "Se queremos um dia despertar e retomar o espírito de nação, nossa primeira atitude deve ser não a soberba nem a estima das coisas presentes, mas a vergonha".
No contexto brasileiro, o ex-ministro Rubens Ricupero afirmou: "No panorama de miséria moral (dos dirigentes, digo eu) de nossas instituições, deve-se escolher entre a atitude de soberba e estima das coisas presentes da propaganda complacente e a vergonha regeneradora do país futuro".
Keywords:
Corrupção
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.
29 dezembro 2015
LEMBRANÇAS DE - SÓ - PROMESSAS
Chegamos ao final do ano, ops, 2015 foi prorrogado
conforme já dissemos aqui em outro post.
Mas contabilizado, de acordo com o calendário gregoriano, já se foram cinco anos de governo Dilma. Governo esse, que se iniciou em 2011, rico em promessas que não se concretizaram.
Mas contabilizado, de acordo com o calendário gregoriano, já se foram cinco anos de governo Dilma. Governo esse, que se iniciou em 2011, rico em promessas que não se concretizaram.
Retornemos aos discursos de posse da
presidente no Congresso Nacional, em 01 de janeiro de 2011 e em 01 de janeiro de 2015. Selecionamos
algumas das promessas pronunciadas ao vivo e em cores para toda a Nação
brasileira.
Na política
2011 - “Na política é tarefa indeclinável e urgente uma
reforma com mudanças na legislação para fazer avançar nossa jovem democracia,
fortalecer o sentido programático dos partidos e aperfeiçoar as instituições,
restaurando valores e dando mais transparência ao conjunto da atividade pública”.
2015 - "É inadiável, também, implantarmos práticas políticas mais modernas, éticas e, por isso, mesmo mais saudáveis. É isso que torna urgente e necessária a reforma política. Uma reforma profunda que é responsabilidade constitucional desta Casa, mas que deve mobilizar toda a sociedade na busca de novos métodos e novos caminhos para nossa vida democrática. Reforma política que estimule o povo brasileiro a retomar seu gosto e sua admiração pela política".
2015 - "É inadiável, também, implantarmos práticas políticas mais modernas, éticas e, por isso, mesmo mais saudáveis. É isso que torna urgente e necessária a reforma política. Uma reforma profunda que é responsabilidade constitucional desta Casa, mas que deve mobilizar toda a sociedade na busca de novos métodos e novos caminhos para nossa vida democrática. Reforma política que estimule o povo brasileiro a retomar seu gosto e sua admiração pela política".
Na economia
2011 - “Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento
é preciso garantir a estabilidade, especialmente a estabilidade de preços, e
seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo da nossa economia, ....
... Já faz parte, aliás, da nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. ...
.... Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que essa praga volte a corroer nosso tecido econômico e a castigar as famílias mais pobres. Faremos um trabalho permanente e continuado para melhorar a qualidade do gasto público”.
2015 - "As mudanças que o país espera para os próximos quatro anos dependem muito da estabilidade e da credibilidade da economia. ...
.... Isso, para nós todos, não é novidade. Sempre orientei minhas ações pela convicção sobre o valor da estabilidade econômica, da centralidade do controle da inflação e do imperativo da disciplina fiscal, e a necessidade de conquistar e merecer a confiança dos trabalhadores e dos empresários. ...
... Em todos os anos do meu primeiro mandato, a inflação permaneceu abaixo do teto da meta e assim vai continuar"
... Já faz parte, aliás, da nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. ...
.... Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que essa praga volte a corroer nosso tecido econômico e a castigar as famílias mais pobres. Faremos um trabalho permanente e continuado para melhorar a qualidade do gasto público”.
2015 - "As mudanças que o país espera para os próximos quatro anos dependem muito da estabilidade e da credibilidade da economia. ...
.... Isso, para nós todos, não é novidade. Sempre orientei minhas ações pela convicção sobre o valor da estabilidade econômica, da centralidade do controle da inflação e do imperativo da disciplina fiscal, e a necessidade de conquistar e merecer a confiança dos trabalhadores e dos empresários. ...
... Em todos os anos do meu primeiro mandato, a inflação permaneceu abaixo do teto da meta e assim vai continuar"
No plano social
2011 - “No plano social, a inclusão só será plenamente
alcançada com a universalização e a qualificação dos serviços essenciais. ...
... em particular nas áreas da saúde, da educação e da segurança, o que é vontade expressa das famílias e da população brasileira ...
... significa também a garantia do alento da aposentadoria para todos e serviços de saúde e educação universais. ...
... Consolidar o Sistema Único de Saúde será outra grande prioridade do meu governo. Para isso, vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento desse setor tão essencial para o povo brasileiro. ...
... O SUS deve ter como meta a solução real do problema que atinge a pessoa que o procura, com uso de todos os instrumentos de diagnóstico e tratamento disponíveis, tornando os medicamentos acessíveis a todos, além de fortalecer as políticas de prevenção e promoção da saúde. ...
... Junto com a erradicação da miséria, será prioridade do meu governo a luta pela qualidade da educação, da saúde e da segurança. ...
... Nas últimas décadas, o Brasil universalizou o ensino fundamental. Porém, é preciso melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio. ...
... Para isso, vamos ajudar decididamente os municípios a ampliar a oferta de creches e de pré-escolas".
2015 - "Gostaria de anunciar agora o novo lema do meu governo. Ele é simples, é direto e é mobilizador. Reflete com clareza qual será a nossa grande prioridade e sinaliza para qual setor deve convergir o esforço de todas as áreas do governo. Nosso lema será: BRASIL, PÁTRIA EDUCADORA! ...
... Ao longo deste novo mandato, a educação começará a receber volumes mais expressivos de recursos oriundos dos royalties do petróleo e do fundo social do pré-sal. Assim, à nossa determinação política se somarão mais recursos e mais investimentos. ...
... Vamos continuar expandindo o acesso às creches e pré-escolas garantindo para todos, o cumprimento da meta de universalizar, até 2016, o acesso de todas as crianças de 4 e 5 anos à pré-escola. ...
... Daremos sequência à implantação da alfabetização na idade certa e da educação em tempo integral.
... O Pronatec oferecerá, até 2018, 12 milhões de vagas ....
... O Ciência Sem Fronteiras vai continuar garantindo bolsas de estudo nas melhores universidades do mundo para 100 mil jovens brasileiros.
... Reafirmo meu profundo compromisso com a manutenção de todos os direitos trabalhistas e previdenciários".
... em particular nas áreas da saúde, da educação e da segurança, o que é vontade expressa das famílias e da população brasileira ...
... significa também a garantia do alento da aposentadoria para todos e serviços de saúde e educação universais. ...
... Consolidar o Sistema Único de Saúde será outra grande prioridade do meu governo. Para isso, vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento desse setor tão essencial para o povo brasileiro. ...
... O SUS deve ter como meta a solução real do problema que atinge a pessoa que o procura, com uso de todos os instrumentos de diagnóstico e tratamento disponíveis, tornando os medicamentos acessíveis a todos, além de fortalecer as políticas de prevenção e promoção da saúde. ...
... Junto com a erradicação da miséria, será prioridade do meu governo a luta pela qualidade da educação, da saúde e da segurança. ...
... Nas últimas décadas, o Brasil universalizou o ensino fundamental. Porém, é preciso melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio. ...
... Para isso, vamos ajudar decididamente os municípios a ampliar a oferta de creches e de pré-escolas".
2015 - "Gostaria de anunciar agora o novo lema do meu governo. Ele é simples, é direto e é mobilizador. Reflete com clareza qual será a nossa grande prioridade e sinaliza para qual setor deve convergir o esforço de todas as áreas do governo. Nosso lema será: BRASIL, PÁTRIA EDUCADORA! ...
... Ao longo deste novo mandato, a educação começará a receber volumes mais expressivos de recursos oriundos dos royalties do petróleo e do fundo social do pré-sal. Assim, à nossa determinação política se somarão mais recursos e mais investimentos. ...
... Vamos continuar expandindo o acesso às creches e pré-escolas garantindo para todos, o cumprimento da meta de universalizar, até 2016, o acesso de todas as crianças de 4 e 5 anos à pré-escola. ...
... Daremos sequência à implantação da alfabetização na idade certa e da educação em tempo integral.
... O Pronatec oferecerá, até 2018, 12 milhões de vagas ....
... O Ciência Sem Fronteiras vai continuar garantindo bolsas de estudo nas melhores universidades do mundo para 100 mil jovens brasileiros.
... Reafirmo meu profundo compromisso com a manutenção de todos os direitos trabalhistas e previdenciários".
Na infraestrutura
2011 - "O PAC continuará sendo um instrumento de coesão da
ação governamental e coordenação voluntária dos investimentos estruturais dos
estados e municípios. ...
... Por sua vez, os investimentos previstos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão concebidos de maneira a dar ganhos permanentes de qualidade de vida, em todas as regiões envolvidas. ...
... O pré-sal é nosso passaporte para o futuro, mas só o será plenamente, queridas brasileiras e queridos brasileiros, se produzir uma síntese equilibrada de avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental. ...
... O grande agente dessa política foi e é a Petrobras, símbolo histórico da soberania brasileira na produção energética e do petróleo. ...
... O meu governo terá a responsabilidade de transformar a enorme riqueza obtida no pré-sal em poupança de longo prazo, capaz de fornecer às atuais e às futuras gerações a melhor parcela dessa riqueza transformada, ao longo do tempo, em investimentos efetivos na qualidade dos serviços públicos, na redução da pobreza e na valorização do meio ambiente. ...
... Recusaremos o gasto apressado, que reserva às futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança".
2015 - "Um Brasil mais competitivo está nascendo também, a partir dos maciços investimentos em infraestrutura, energia e logística. Desde 2007, foram duas edições do Programa de Aceleração do Crescimento - o PAC-1 e o PAC-2 -, ...
... que totalizaram cerca de R$ 1 trilhão e 600 bilhões em investimentos em milhares de kms de rodovias, ferrovias; em obras nos portos, nos terminais hidroviários e nos aeroportos. ...
... Em expansão da geração e da rede de transmissão de energia. ...
... Em obras de saneamento e ligações de energia do Luz para Todos.
... Por sua vez, os investimentos previstos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão concebidos de maneira a dar ganhos permanentes de qualidade de vida, em todas as regiões envolvidas. ...
... O pré-sal é nosso passaporte para o futuro, mas só o será plenamente, queridas brasileiras e queridos brasileiros, se produzir uma síntese equilibrada de avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental. ...
... O grande agente dessa política foi e é a Petrobras, símbolo histórico da soberania brasileira na produção energética e do petróleo. ...
... O meu governo terá a responsabilidade de transformar a enorme riqueza obtida no pré-sal em poupança de longo prazo, capaz de fornecer às atuais e às futuras gerações a melhor parcela dessa riqueza transformada, ao longo do tempo, em investimentos efetivos na qualidade dos serviços públicos, na redução da pobreza e na valorização do meio ambiente. ...
... Recusaremos o gasto apressado, que reserva às futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança".
2015 - "Um Brasil mais competitivo está nascendo também, a partir dos maciços investimentos em infraestrutura, energia e logística. Desde 2007, foram duas edições do Programa de Aceleração do Crescimento - o PAC-1 e o PAC-2 -, ...
... que totalizaram cerca de R$ 1 trilhão e 600 bilhões em investimentos em milhares de kms de rodovias, ferrovias; em obras nos portos, nos terminais hidroviários e nos aeroportos. ...
... Em expansão da geração e da rede de transmissão de energia. ...
... Em obras de saneamento e ligações de energia do Luz para Todos.
... Com o Programa de Investimentos em Logística, demos um passo adiante, construímos parcerias com o setor privado, implementando um novo modelo de concessões que acelerou a expansão e permitiu um salto de qualidade de nossa logística.
... Asseguramos concessões de aeroportos e de milhares de km de rodovia e a autorização para terminais privados nos portos.
... Agora, vamos lançar o 3º PAC, o 3º Programa de Aceleração do Crescimento e o segundo Programa de Investimento em Logística.
... Assim, a partir de 2015 iniciaremos a implantação de uma nova carteira de investimento em logística, energia, infraestrutura social e urbana, combinando investimento público e, sobretudo, parcerias privadas.
... Reafirmo ainda meu compromisso de apoiar estados e municípios na tão desejada expansão da infraestrutura de transporte coletivo em nossas cidades. ...
... Está em andamento na realidade uma carteira de R$ 143 bilhões em obras de mobilidade urbana por todo o Brasil.
... Assinalo que, neste novo mandato, daremos especial atenção à infraestrutura que vai nos conduzir ao Brasil do futuro: a rede de internet em banda larga. ...
... Reitero aqui meu compromisso de, nos próximos quatro anos, promover a universalização do acesso a um serviço de internet em banda larga barato, rápido e seguro". Promessa esta reiterada no primeiro governo para resgatar a também promessa de Lula em 2003.
Na segurança
2011 - "Meu governo fará um trabalho permanente para
garantir a presença do Estado em todas as regiões mais sensíveis à ação da
criminalidade e das drogas, em forte parceria com estados e municípios. ...
... Reitero meu compromisso de agir no combate às drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra nossa juventude e infelicita as nossas famílias.
2015 "Assumo, com todas as brasileiras e brasileiros, o compromisso de redobrar nossos esforços para mudar o quadro da segurança pública em nosso país.
... Instalaremos Centros de Comando e Controle em todas as capitais, ampliando a capacidade de ação de nossas polícias e a integração dos órgãos de inteligência e das forças de segurança pública.
... Reforçaremos as ações e a nossa presença nas fronteiras para o combate ao tráfico de drogas e de armas com o Programa Estratégico de Fronteiras, realizado em parceria entre as Forças Armadas e as polícias federais, entre o Ministério de Defesa e o Ministério da Justiça.
... Reitero meu compromisso de agir no combate às drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra nossa juventude e infelicita as nossas famílias.
2015 "Assumo, com todas as brasileiras e brasileiros, o compromisso de redobrar nossos esforços para mudar o quadro da segurança pública em nosso país.
... Instalaremos Centros de Comando e Controle em todas as capitais, ampliando a capacidade de ação de nossas polícias e a integração dos órgãos de inteligência e das forças de segurança pública.
... Reforçaremos as ações e a nossa presença nas fronteiras para o combate ao tráfico de drogas e de armas com o Programa Estratégico de Fronteiras, realizado em parceria entre as Forças Armadas e as polícias federais, entre o Ministério de Defesa e o Ministério da Justiça.
... Vou, sobretudo, propor ao
Congresso Nacional alterar a Constituição Federal, para tratar a segurança
pública como atividade comum de todos os entes federados, permitindo à União
estabelecer diretrizes e normas gerais válidas para todo o território nacional,
para induzir políticas uniformes no país e disseminar a adoção de boas práticas
na área policial.
Keywords:
Desgoverno,
Dilma
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.
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