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13 fevereiro 2024

A primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, reagiu à ordem de prisão emitida contra ela por Vladimir Putin

A Rússia emitiu uma ordem de busca e captura em seu território contra a primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, além de funcionários de alto escalão e deputados desse país e também da Letônia, Lituânia e Polônia.

Durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (13), o porta-voz do Kremlin acusou os países bálticos de “ações hostis contra a memória histórica” da Rússia. No canal Telegram o Ministério das Relações Exteriores russo acrescentou: "Pelos crimes contra a memória daqueles que libertaram o mundo do nazismo e do fascismo, devemos responder! Isto é apenas o começo!".

O motivo da ação seria a retirada, em agosto de 2022, do tanque soviético T-34 e de outros monumentos soviéticos da cidade de Narva, na fronteira com a Rússia.

Ora, o mundo inteiro sabe que o Exército Vermelho nunca foi libertador. Ao contrário, sempre agiu da mesma forma que aqueles que enfrentou (nazistas e fascistas), ou seja, uma força de ocupação que impôs o regime comunista em diversos países. O que a Rússia sempre esquece de mencionar é que juntamente com a sua então aliada Alemanha nazi, iniciaram a Segunda Guerra Mundial.

Kaja Kallas
Kaja Kallas, está entre as vozes mais fortes dentro da União Europeia (UE) e da OTAN a favor do fornecimento de armas à Ucrânia e do endurecimento das sanções contra a Rússia.

Da mesma forma, o ministro da Cultura da Lituânia, além de 59 dos 68 deputados do Parlamento da Letônia, estão inclusos nessa decisão por votarem a favor da denúncia do tratado com a Rússia para conservação de monumentos.

Já entre os dirigentes poloneses com emissão de busca e captura estão o prefeito da cidade de Walbrzych e o presidente do Instituto de Memória Nacional.

A primeira-ministra da Estônia Kaja Kallas reagiu:

"A decisão da Rússia não é nada surpreendente. É mais uma prova de que estou fazendo a coisa certa – o forte apoio da União Europeia à Ucrânia é um sucesso e prejudica a Rússia. Sempre disse que a caixa de ferramentas da Rússia não mudou. Ao longo da história, a Rússia ocultou as suas repressões por trás das chamadas agências de aplicação da lei. Eu sei disso pela história da minha família. Quando a minha avó e a minha mãe foram deportadas para a Sibéria nos tempos da dominação soviética, a KGB emitiu um mandado de prisão contra elas. O Kremlin espera agora que esta medida irá silenciar-me a mim e a outros – mas não o fará. O oposto! Continuarei o meu forte apoio à Ucrânia. Continuarei a defender o aumento da defesa da Europa."

Kaja Kallas também afirmou:

"Agora não é o momento de pressionar por uma paz prematura. A menos que a Rússia abandone o seu objetivo de conquistar novos territórios na Ucrânia, as conversações de paz têm poucas hipóteses de conseguir alguma coisa. A história mostra que o apaziguamento apenas fortalece e encoraja os agressores e que os agressores só podem ser detidos com força. Como primeira-ministra da Estónia, um país da linha da frente da OTAN que suportou meio século de ocupação soviética, sei o que realmente significa a paz nos termos da Rússia. A paz russa não significaria o fim do sofrimento, mas sim mais atrocidades. O único caminho para a paz é expulsar a Rússia da Ucrânia."

[ ... ] "A Estônia partilha uma fronteira e uma longa história com a Rússia. Os países grandes podem cometer erros e sobreviver. Mas os pequenos têm uma margem de erro muito menor. Para nós, a necessidade de travar a agressão russa na Ucrânia é uma questão existencial. Após a Segunda Guerra Mundial, nós, Estônios, perdemos tudo para o terror soviético: perdemos o nosso território, a nossa liberdade e um quinto da nossa população. Fomos esquecidos e abandonados atrás da Cortina de Ferro durante meio século.


[ ... ] "Quando restauramos a nossa independência em 1991, após 50 anos de ocupação, decidimos que nunca mais ficaríamos sem amigos e aliados. É por isso que aderimos à UE e à OTAN. Muitos países da Europa Central e Oriental fizeram o mesmo, procurando segurança contra a agressão russa, e agora a Suécia e a Finlândia também se juntaram à aliança, numa resposta direta à invasão da Ucrânia pela Rússia. Aqueles que culpam a OTAN por provocar a Rússia através da “expansão” ou “escalada” estão a propagar a ideologia imperial do Kremlin."

[ ... ] "O mundo livre não deve reduzir o seu apoio militar à Ucrânia ou procurar congelar o conflito para prosseguir conversações de paz. Qualquer pausa nos combates agora serviria apenas os interesses militares da Rússia. Permitiria às forças russas descansar e reagrupar-se, apenas para continuarem a sua agressão mais tarde. No final, parafraseando Winston Churchill, teríamos tanto desonra como guerra.

Software de plágio

Noam Chomsky
Nascido em 7 de dezembro de 1928 (95 anos)
FiladélfiaEUA
"A mente humana não é, como o ChatGPT e seus gostos, uma máquina estatística e gananciosa de centenas de terabytes de dados para obter a resposta mais plausível para uma conversa ou a mais provável para uma pergunta científica. "

Pelo contrário... "a mente humana é um sistema surpreendentemente eficiente e elegante que opera com uma quantidade finita de informação. Ela não tenta danificar correlações dos dados, mas tenta criar explicações. [... ]

Vamos parar de lhe chamar "Inteligência Artificial" então e chamá-la pelo que é e faz "software de plágio" porque "Não cria nada, mas copia obras existentes, de artistas existentes, modificando-as o suficiente para escapar das leis de direitos autorais.

ESTE É O MAIOR ROUBO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL registrado desde que os colonos europeus chegaram às terras nativas americanas. "

Noam Chomsky, New York Times - 8 de março de 2023.

*. *. * 

Para quem concluiu cursos de computação nas universidades, Chomsky se torna bastante familiar a partir do instante de aprendizado do conceito e classificação de gramáticas e de linguagens formais. É neste momento que se defronta com o que se denomina de Hierarquia de Chomsky.

Hierarquia de Chomsky é a classificação de gramáticas formais descrita em 1959 por Chomsky (linguistafilósofosociólogocientista cognitivo). Esta classificação possui 4 níveis, sendo que os dois últimos níveis (os níveis 2 e 3) são amplamente utilizados na descrição de linguagens de programação e na implementação de interpretadores e compiladores. Mais especificamente, o nível 2 é utilizado em análise sintática e o nível 3 em análise léxica.

A classificação das gramáticas começa pelo tipo 0, com maior nível de liberdade em suas regras, e aumentam as restrições até o tipo 3. Cada nível é um super conjunto do próximo. Logo, uma gramática de tipo n é consequentemente uma linguagem de tipo n - 1.


linguagem de programação é um método padronizado, formado por um conjunto de regras sintáticas e semânticas, de implementação de um código fonte - que pode ser compilado e transformado em um programa de computador, ou usado como script interpretado - que informará instruções de processamento ao computador. Permite que um programador especifique precisamente quais os dados que o computador irá atuar, como estes dados serão armazenados ou transmitidos e, quais ações devem ser tomadas de acordo com as circunstâncias. Linguagens de programação podem ser usadas para expressar algoritmos com precisão.

Desde já, fica claro, portanto, que o programador possui a responsabilidade de como atuará o computador com os dados de entrada para produzir resultados. É assim o que acontece, por exemplo, com as urnas eletrônicas e com o processamento dos respectivos votos.

10 fevereiro 2024

O amor venceu. O Brasil "voltou"

Os resultados econômicos, após decorridos apenas um ano do novo governo, colocaram o Brasil, como várias manchetes informam, no ano de 2015. E foi mais além. O amor venceu. O Brasil "voltou". Confira.

Recordando. Em 18/12/2015, final de ano, Ruth de Aquino em sua coluna na Revista Época, escreveu o seguinte trecho sobre a então presidente que acabava de completar 5 anos de seu governo.


[. . . ] 

"A presidente Dilma Rousseff comemora a virada abraçada à ala peemedebista do presidente do Senado, Renan Calheiros – exemplo de honradez pessoal e política como era seu padrinho, José Sarney. E também apoiada pelos movimentos sociais de esquerda que tanto criticam seu modelo econômico e que cobrarão a conta em 2016. Dilma acende a vela a deus e ao diabo, faz promessa e reza para os santos das causas impossíveis. Pede com fervor, entre uma pedalada e outra, que sua impopularidade não suba para 80% até fevereiro, com a economia do país em frangalhos."

O que ocorreu no ano seguinte, em 2016, todo brasileiro conhece. O Brasil aproximava-se de uma virada histórica e comemorava os primeiros resultados da Lava Jato. Jamais se imaginou, contudo, que o País desse marcha à ré poucos anos depois.

Vale a pena ler, na íntegra, o citado artigo da Ruth, inteiramente acessível neste link. Mas não se resiste a dar conhecimento imediato de mais alguns trechos ...

[ . . . ] "Vamos torrar no sol e brindar com água, caipirinha ou champanhe nacional o fim de um ano histórico, em que os podres de políticos e empresários vieram à tona em jatos. Faltou água, sobrou lixo tóxico. Foi um ano em que a TV Justiça transmitiu um seriado que parecia inverossímil, com delatores, heróis e vilões se alternando nos papéis."

[ . . . ] "O Brasil teve um choque de realidade em 2015, mergulhado na delação e na depressão, com gosto de ressaca. Podemos, por isso mesmo, insistir na esperança. Porque o povo não quer casuísmo nem ditadura fascista ou venezuelana. O povo também não quer uma democracia rebaixada. O populismo latino-americano incompetente está com os dias contados."

[ . . . ] Nossos votos são para que não se proteja nenhum partido e nenhuma autoridade em dívida criminal ou moral. Que não vençam, em 2016, mais uma vez, o corporativismo e a impunidade. E que, antes do apagar das luzes do verão, a Samarco tome vergonha na cara e abrigue e indenize as vítimas do crime ambiental de Mariana. É pedir muito?

Há muito tempo não leio mais a Ruth. A última notícia que li foi sua publicação no Twitter em 2020, imagem abaixo. O choque que levei foi estarrecedor. Também não é para menos. A deixei de seguí-la em sua rede social. Segure-se firme antes de ler o que se segue.


O que diria (ou disse) ela sobre o choque de realidade que o Brasil passou a ter a partir der 2023?

Concretamente, dela não se poderá esperar mais nada, mas da maioria dos brasileiros pode se afirmar que o sonho de então (2015), da Ruth e dos brasileiros, acabou, tanto do ponto de vista econômico, como retrata a imagem inicial deste artigo, como o visto sob o ângulo político após a derrocada institucional hoje vigente no País.

E há muito o que dizer, pois os brasileiros estão atualmente vivendo sob uma ditadura, sob um regime que concentra todo o poder numa pessoa (ou grupo) que reprime os direitos humanos e as liberdades individuais básicas, tem o controle de todos os ramos do governo - incluindo o sistema judicial.

Em seu artigo deste final de semana na revista Oeste, "O Brasil virou pária", aberto para leitura de todos, J. R. Guzzo afirmou que em apenas um ano, com uma inédita sucessão de sentenças em favor da ladroagem e dos ladrões, o STF conseguiu colocar o Brasil entre os párias do mundo. - países sem lei, sem códigos morais e sem vergonha que fazem parte da face escura da humanidade.

Novamente a Ruth:

[ . . . ] "O Brasil teve um choque de realidade em 2015, mergulhado na delação e na depressão, com gosto de ressaca. Podemos, por isso mesmo, insistir na esperança. Porque o povo não quer casuísmo nem ditadura fascista ou venezuelana. O povo também não quer uma democracia rebaixada. O populismo latino-americano incompetente está com os dias contados."

Pois bem, uma das coisas que os brasileiros já estão dizendo - e repetindo - é que se deve persistir e insistir na esperança, que não querem casuísmo nem ditadura fascista ou venezuelana e/ou uma democracia rebaixada. Não é pedir demais. 




09 fevereiro 2024

Brasil atual se destaca mundialmente pelo seu estágio avançado de repressão e censura

Nesta quinta-feira, 8/02, manchetes e reportagens ganharam os principais espaços da mídia internacional. Não podia ser diferente. A operação Tempos Veritatis”, da PF, explicitou mais um ato de agressão que, nos últimos anos, têm sido repetidamente dirigidos a jornalistas, políticos, ativistas políticos e até turistas brasileiros, predominantemente de direita, devido ao que se pode descrever como perseguição judicial só vista em regimes ditatoriais.

Sobre tais ações contra os “antidemocráticos” e o risco ditatorial no Brasil, à noite, no Estúdio Oeste #86 - na @revistaoeste, Flávio Morgenstern, em poucos minutos no seu comentário final em tom irônico, deixou claro que tal risco já deixou de existir, pois a ditadura já se tornou uma realidade em nosso País. Obviamente, sem nenhuma dificuldade, todos aqueles que ouvirem esse comentário imediatamente identificarão o nome do ditador brasileiro. Confira.



08 fevereiro 2024

Lula, Alexandre et caterva estão conduzindo o país para o abismo institucional

Após mais um episódio (“Tempos Veritatis”) pensado e planejado pelos personagens citados no título deste post, leio com satisfação o artigo do Coronel da Reserva Gerson Gomes, publicado em suas redes sociais.

A conclusão do artigo do Gerson é brilhante. Trata-se de uma convocação aos seus ex-colegas de farda. Contudo, não deixa também de ser um chamamento a todos os brasileiros de bem.

Leia-o com atenção. E para quem desejar recordar e/ou conhecer um pouco mais sobre o Foro de São Paulo clique aqui e aqui.

Boa leitura.

*. *. * 

A DESMORALIZAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS

Com a eleição de Javier Milei meu argumento sobre a “argentinização” das Forças Armadas brasileiras ficará cada vez mais incompreensível para o público mais jovem. De fato, o novo presidente dos argentinos não esqueceu de tratar da recuperação moral de seus cidadãos fardados e, inclusive, revisitou o tema das Malvinas. 

Tenho alertado para a verdadeira (e profissional) “operação psicológica” em andamento no Brasil, com o objetivo de desmoralização especialmente do Exército e, em última análise, de promover o desmantelamento da coesão nacional. Essa é a razão que prefiro o exemplo histórico argentino, em detrimento do narco-estado venezuelano, em minhas análises da conjuntura. 

A operação capitaneada pela PF paralela de Alexandre denominada “Tempos Veritatis” (hora da verdade em latim) foi deflagrada no bojo dos inconstitucionais inquéritos secretos e perpétuos patrocinados pela omissão conivente do STF e do Senado Federal. A “hora”, escolhida para trazer à tona a “verdade alexandrina”, segue um cronograma eminentemente político.  

Lula / Dirceu e Alexandre, talvez por razões diferentes, se agarram à narrativa do golpe de estado com todas as forças e, para tal, não medem consequências: presos políticos inocentes, caçadas e cassações, censura, perseguição, exílio forçado, multas arbitrárias e, não poderia faltar, o conveniente desgaste da Instituição que se mostrou nos governos FHC, Lula e Dilma um entrave incômodo ao projeto socialista.

Em nosso entorno geopolítico apenas Cuba e Venezuela conseguiram perverter ideologicamente suas Forças Armadas. Nem mesmo na Bolívia de Evo Morales a aversão ao marxismo foi eliminada. Os militares latino-americanos ainda são o principal segmento de retardamento aos planos do Foro de São Paulo em toda a região.

Os ideólogos socialistas estudam esse anticorpo fardado há décadas e tentaram desbordar a resistência ideológica militar via nacionalismo travestido de patriotismo. Criaram o Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS) no bojo da finada UNASUL e não funcionou. 

No retorno do PT ao poder o caminho da desmoralização (via discórdia, confusão informacional, manipulação orçamentária e perseguição de opositores) foi elencado como o mais eficaz para erodir a hierarquia e a disciplina, afastando de vez a imagem virtuosa do poder militar do imaginário da sociedade.  

Passei fardado por todos os governos civis após a “redemocratização” e testemunhei o verdadeiro malabarismo de chefes militares para conduzir o braço armado da sociedade em tempos de revanchismo, corrupção sistêmica e quadrilhas atuando com desenvoltura nas estruturas do Estado. A linha de ação da tutela da sociedade pela força foi repetidamente descartada. 

Pelo que conheço dos integrantes do Alto Comando do Exército (e de alguns da Marinha e da Força Aérea meus contemporâneos) posso assegurar que nada do que escrevi acima lhes escapa. Sabem que os atalhos de imposição de uma “maturidade política” foram historicamente trágicos em todas as partes do mundo e que o cidadão fardado é parte indissociável da sociedade. 

Lula, Alexandre et caterva estão conduzindo o país para o abismo institucional. Chegou a vez de minha geração, que assumiu os mais altos postos militares nesta quadra da História, mostrar sua capacidade de liderança e firmeza de propósitos diante da crise instalada com o retorno da quadrilha ao local do crime.

06 fevereiro 2024

Segurança jurídica & liberdade de expressão


Nesta segunda-feria, 5/02, o jornalista Paulo Figueiredo, um dos profissionais do setor censurados no Brasil, atualmente residindo nos EUA e que está proibido de por os pés no nosso País, divulgou sua nova plataforma de comunicação: um site que estará no ar no próximo dia 12. A boa notícia é que a partir do território americano, Paulo Figueiredo está ampliando sua equipe de produção, o que significa que, apesar dos obstáculos impostos por decisões da ditadura brasileira, ele estará aumentando sua capacidade de produção em vez de reduzi-la.

Tal fato também é decorrente de decisões de plataformas que estão deixando de operar no Brasil. Em dezembro de 2023, foi a Rumble. Na 2ª feira (29/01), a Locals. 

Ambas não deixaram o país, como se tem dito, por ideologia política ou por não querer obedecer às regras brasileiras, mas pela falta de segurança jurídica no entendimento sobre liberdade de expressão, matéria-prima desse negócio, que impõe aos empresários um passivo inviável de se aferir e, portanto, de ser gerenciado. 

Além disso, é preciso se entender também, que plataformas que se vão custam ao país empregos, verbas publicitárias e prejudicam a ampla circulação de informações. A audiência de veículos de imprensa, por exemplo, decorre hoje em dia essencialmente da intermediação entre usuários e redes sociais. 

Portanto, já passou da hora de percebermos que defender a "democracia" contra a liberdade de expressão é um mau negócio. A estabilidade da liberdade de expressão é fator de maturidade democrática, equilíbrio político e relevo econômico a um país. Suspender a liberdade em nome da democracia faz com que corramos o risco de ficar sem nada. Nas mãos de quem a suspendeu.

Em pronunciamento nesta terça-feira (6), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) disse que é preciso agir em defesa da democracia e do equilíbrio entre os Poderes. Girão afirmou que muitos brasileiros “continuam sofrendo prisão política” e que alguns comunicadores, como Rodrigo Constantino, Paulo Figueiredo e Monark, que tiveram seus perfis em redes sociais suspensos pela Justiça, “são censurados e exilados, perseguidos pela sua opinião”, o que contradiz as regras de um sistema democrático.

Esse é o altíssimo custo da censura nas redes sociais vigente nos tempos da ditadura implantada no País, embora a maior parte da subserviente e velha mídia esteja apoiando leis subjetivas e decisões judiciais arbitrárias utilizadas para assegurar a tal "democracia", quando todos sabem que essa "democracia" assegurada não será democrática.

Leia também: "Quem financia a censura no Brasil?"

05 fevereiro 2024

O Brasil voltou ...

O Brasil voltou às páginas da mídia internacional como o país da corrupção e da impunidade.

As decisões do ministro Dias Toffoli (STF) estão chamando atenção do mundo. Nesta segunda-feira, 5, ele foi citado na matéria do Finacial Times. Toffoli mandou investigar a Transparência Internacional com a justificativa de saber se a ONG recebeu indevidamente parte dos recursos obtidos com multas de acordos firmados na Lava Jato.

O jornal britânico lembra que Toffoli pediu a investigação dias depois de a Transparência Internacional criticar "os hesitantes esforços de anticorrupção do país" e o ressurgimento "do sentimento de impunidade".

Sobre o mesmo assunto, no Brasil se ler que "a decisão em que Toffoli investe contra a Transparência Internacional é tão desprovida de sentido que dela não se pode depreender qualquer objetivo judicial sério. Não falta apenas competência. Falta seriedade".

A seguir a tradução da matéria publicada pelo Financial Times, cujo texto original se encontra no link contido em seu título.

Boa leitura.

*  *. *

Supremo Tribunal Federal ordena investigação de grupo anticorrupção

Ação contra a Transparência Internacional segue medidas para desfazer o legado da extensa investigação de suborno na “Lava Jato”

Um juiz do Supremo Tribunal do Brasil ordenou uma investigação sobre a Transparência Internacional, dias depois de o órgão de fiscalização da corrupção com sede em Berlim ter criticado os hesitantes esforços anti-corrupção do país e o ressurgimento do sentimento de impunidade.

A medida é a mais recente do juiz Dias Toffoli, que nos últimos meses tem procurado desfazer o legado da  Lava Jato, investigação anticorrupção no Brasil, uma operação de sete anos que expôs uma cultura de suborno. 

Na semana passada, Toffoli – antigo advogado do Partido dos Trabalhadores, no poder – suspendeu uma multa multimilionária imposta ao grupo de construção Novonor, anteriormente conhecido como Odebrecht, pelo seu papel no escândalo de suborno.

Começando em 2014, a investigação Lava Jato revelou um vasto esquema de subornos por contratos envolvendo executivos do grupo estatal de energia Petrobras, um cartel de empresas de construção e dezenas de legisladores de todo o espectro político.

O Departamento do Tesouro dos EUA classificou-o como o maior caso de suborno estrangeiro da história. Bilhões de dólares foram eventualmente recuperados e sentenças totalizando mais de 2.200 anos foram proferidas a 165 brasileiros proeminentes, embora apenas uma fração desses anos tenha sido cumprida.

Alguns resultados da investigação, no entanto, foram desfeitos desde 2019, após revelações de que o juiz presidente da investigação, Sergio Moro, havia conspirado com os promotores.

O Supremo Tribunal também julgou que Moro foi tendencioso no processo de 2017 contra Luiz Inácio Lula da Silva, o líder de esquerda que no ano passado regressou à presidência para um terceiro mandato.

Além da suspensão da multa da Novonor, Toffoli anulou no ano passado grandes quantidades de provas obtidas da construtora como parte de acordos de confissão firmados com promotores durante a investigação da Lava Jato.

Ele também suspendeu uma multa de US$ 2 bilhões imposta à holding dos dois irmãos que controlam o gigante frigorífico JBS. Eles também assinaram um acordo de leniência no âmbito da investigação anticorrupção.

As medidas levantaram preocupações entre os ativistas anticorrupção, incluindo a Transparência Internacional, que derrubou o Brasil em 10 posições no seu índice anual de Percepção da Corrupção. A nação latino-americana ficou em 104º lugar entre 180 países.

Em seu relatório da semana passada, o órgão destacou as ações de Toffoli, bem como a nomeação, no ano passado, de Cristiano Zanin – advogado pessoal de Lula durante a investigação da Lava Jato – para o Supremo Tribunal Federal.

Os ativistas também criticaram a recente nomeação de Ricardo Lewandowski por Lula como ministro da Justiça. Enquanto atuava anteriormente no Supremo Tribunal, Lewandowski opôs-se firmemente à operação Lava Jato e encerrou três processos criminais enfrentados pelo líder de esquerda.

“Graças às decisões de Toffoli, o Brasil se tornou um cemitério de evidências de crimes que geraram miséria, violência e sofrimento humano em mais de uma dezena de países da América Latina e da África”, disse o grupo sem fins lucrativos. “O país está se tornando cada vez mais, aos olhos do mundo, um exemplo de corrupção e impunidade.”

Toffoli ordenou na segunda-feira uma investigação da Transparência Internacional sobre acusações de apropriação indébita de recursos públicos durante a investigação da Lava Jato.

O juiz destacou que o grupo era estrangeiro e disse que quaisquer fundos recebidos pelo seu trabalho anticorrupção deveriam ter sido atribuídos ao tesouro nacional.

A Transparência negou qualquer irregularidade, dizendo que “as reações hostis ao trabalho anticorrupção da Transparência Internacional são cada vez mais sérias e comuns em muitas partes do mundo”.

Acrescentou: “Os ataques às vozes críticas da sociedade, que denunciam a corrupção e a impunidade das pessoas poderosas, não podem ser normalizados”.

Eduardo Ribeiro, presidente do partido de direita Novo, também criticou a medida. “Não satisfeito em suspender as multas bilionárias às empresas que confessaram os seus crimes, Toffoli ordenou agora uma investigação à Transparência Internacional, precisamente a ONG que tem alertado para estas decisões absurdas”, afirmou. “Isso é uma ditadura ou não?”

04 fevereiro 2024

Quem financia a censura no Brasil?

Na longa reportagem, A ascensão do Complexo Industrial da Censura no Brasil, David Ágape (repórter investigativo brasileiro, responsável pelo portal A Investigação) esmiuça a atuação de atores e de procedimentos de uma vasta conspiração para destruir a internet livre, restringir o debate público e minar a democracia representativa mundo afora, com destaque especial para o Brasil, por poder contar com mecanismos eficazes e instantâneos de censura, via parceria política entre Judiciário e Executivo. 

Após meses de investigação, foi descoberto que o FBI ajudou o Brasil a censurar seus cidadãos e que a Open Society Foundation (de George Soros e seu filho Alexander) e a Omidyar Foundation (de Pierre Omidyar, fundador do eBay) investem pesadamente no financiamento do Sleeping Giants Brasil, por exemplo, para promover a censura no País. 

Ademais, a matéria mostra como o Estado brasileiro montou uma força policial-judicial secreta cuja função é espionar e censurar pessoas consideradas propagadoras de “informações falsas”. A conclusão da investigação é que, juntos, o FBI, os Soros e o Supremo Tribunal Federal do Brasil estão envolvidos em um ataque direto contra as proteções à liberdade de expressão asseguradas tanto na Constituição brasileira quanto na americana.

No texto a seguir, em sua maior parte, são expostas informações da reportagem de Ágape, no que diz respeito apenas ao financiamento de tais atividades no Brasil.

Como se sabe, o Congresso está prestes a votar um projeto de lei para “regular” as redes sociais no país. O Projeto de Lei (PL) 2.630, relatado pelo deputado comunista Orlando Silva (PCdoB - SP), conhecido como “Projeto de Lei das Fake News” por seus apoiadores e “Projeto de Lei da Censura” por seus oponentes, visa combater a desinformação online. No entanto, o PL representa sérias ameaças à liberdade de expressão ao conceder ao governo amplos poderes para decidir o que os brasileiros podem ver e compartilhar online.

Um dos principais apoiadores desse PL segundo a reportagem do Ágape, é o Sleeping Giants Brasil (SGBR), um grupo ativista de esquerda conhecido por pressionar os anunciantes a boicotar os meios de comunicação que promovem vozes de direita. O SGBR foi até mencionado favoravelmente em uma proposta legislativa anexa ao PL das Fake News.

Estabelecido em 2020 e que se autodenomina como um “movimento de consumo apartidário”, o SGBR é amplamente reconhecido pelo seu viés esquerdista, abstendo-se visivelmente de ações contra entidades de esquerda. Em X, o jornalista brasileiro Eli Vieira destacou que o Sleeping Giants original, nos EUA, tem pouca importância. Lá, quem possui maior projeção é a Media Matters, uma organização que recebe doações de indivíduos afiliados ao Partido Democrata.

As identidades por trás do SGBR

Depois de uma decisão judicial que exigiu a divulgação do grupo por ter como alvo um jornal conservador em dezembro de 2020, os universitários Leonardo de Carvalho Leal e Mayara Stelle, ambos com 22 anos na época, assumiram a responsabilidade pelas operações brasileiras do SGBR, encerrando sete meses de anonimato. No entanto, é comum se ouvir que a dupla age apenas como figuras de proa de uma gigante "embarcação". 

As ações judiciais recentes incluem a quebra do sigilo bancário, expondo potencialmente os verdadeiros financiadores e líderes do SGBR, ainda envoltos em mistério devido às proteções dos tribunais superiores. Ironicamente, a liberdade de expressão é protegida pela Constituição Federal Brasileira, mas exige o não anonimato.

O escrutínio das atividades do SGBR indica o envolvimento de várias ONGs, fornecendo infraestruturas ou apoio operacional. Entre estes está a Nossas, cuja plataforma o SGBR utilizou para coagir as empresas a retirarem anúncios de meios de comunicação ideologicamente desalinhados. Nossas tem trabalhado ativamente ao lado do Sleeping Giants para defender o projeto de lei das notícias falsas.

Segundo Ágape, Nossas é apoiada financeiramente por entidades internacionais como Open Society, Ford Foundation, OAK Foundation, Skoll Foundation, Unicef e Tinder. Anteriormente, também recebeu financiamento do Instituto Avon, do Malala Fund, apoiado pela Apple e pela Fundação Bill e Melinda Gates, e da Luminate, de propriedade de Pierre Omidyar, fundador do eBay e proprietário do The Intercept. Além disso, Nossas é financiada pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), uma ONG brasileira “guarda-chuva” que realoca fundos da Open Society, Oak Foundation, Children's Investment Fund Foundation, Hewlett Foundation, Quadrature Climate Foundation e Ikea Foundation.

Outra organização que apoia o Sleeping Giants é a Rede Liberdade, que tem prestado suporte jurídico gratuito ao grupo no início de suas operações. A Rede Liberdade está vinculada ao Instituto Sou da Paz, cujos mantenedores incluem Open Society, Fundação Ford, Fundação OAK, Terre des Hommes, Fundação Haddad e Fundação Lemann.

Em 2022, o Sleeping Giants recebeu cerca de 40,7 mil dólares de bolsa do Instituto Serrapilheira para um estudo sobre fraudes científicas na pesquisa de vacinação contra a Covid-19. Este estudo permanece inédito nas plataformas Sleeping Giants ou Serrapilheira e não é mencionado no Google ou no Google Scholar. No entanto, o site do Serrapilheira indica o foco do estudo em processos regulatórios de plataformas, semelhantes ao PL das Fake News. Fundado pelo documentarista João Moreira Salles, herdeiro do Itaú, o Serrapilheira endossou publicamente a campanha eleitoral de Lula em 2022.

Mais recentemente, o centro de marketing influenciador Mynd8, liderado por Fátima Pissarra e pela cantora Preta Gil, emergiu como um dos principais proponentes do PL das Fake News, especialmente ativo nas redes sociais. A extensa rede da Mynd8, composta por artistas, influenciadores e páginas de fofoca, se beneficia de receitas publicitárias substanciais de corporações globais como Disney, Amazon, Unilever, Coca-Cola, Ambev e Petrobras. Dado que a sua lista consiste principalmente de influenciadores esquerdistas que apoiaram ativamente Lula durante as eleições de 2022, há especulações sobre as potenciais afiliações políticas da agência, incluindo os serviços prestados ao ex-presidiário Lula durante a sua campanha.

03 fevereiro 2024

Bem vindos à “Primavera Brasileira”

A propósito do artigo anterior "Texas: uma aula ao mundo", no qual se comentou os fatos que estão ocorrendo naquele estado americano, com destaque para o seu povo e o seu governador na luta pela independência e pela liberdade, e que até hoje obedecem fielmente a Constituição dos EUA, todos com coragem e determinação para defendê-la até mesmo da Suprema Corte quando essa a rasga.

Pois bem, o que está acontecendo no Texas não é um fato isolado. No mundo, outros povos saíram as ruas por diversos motivos. A maioria desses acontecimentos é conhecida como "Primaveras", pelo fato do termo estar relacionado aos episódios históricos ocorridos em Budapest – na Hungria, em 1953 e em Praga – na antiga Tchecoslováquia, no ano de 1968.

Nesses episódios, governos comunistas submetidos à União Soviética buscaram dar fôlego a manifestações democráticas e populares em seus países, durante a primavera, que, no entanto foram esmagadas pelo Pacto de Varsóvia, respectivamente, no outono e inverno seguintes (acordo militar firmado em 14 de maio de 1955, entre os países socialistas do leste europeu).

Da mesma forma ocorreram a "Primavera Egípcia", a "Primavera Turca", a "Primavera Tunisiana", a "Primavera Grega" etc.

No Brasil movimentos de revolta popular também aconteceram ao longo do século passado. No século atual, presenciamos o ocorrido em junho de 2013. De repente, a partir de um protesto contra o aumento em vinte centavos da tarifa de ônibus na capital paulista, o Brasil acordou com milhões de pessoas lotando ruas em centenas de cidades e nas grandes capitais. 

Manifestação em São Paulo - 2013 - ano de grandes mudanças
 
Brasília, 17/06/2013

Ao contrário de algumas manifestações anteriores, o movimento revelou-se uma explosão quase incontrolável de absoluta cidadania. Sem violência, sem condições de repressão - tamanho o volume de gente e sem outra pauta que não a de mostrar que o Estado Brasileiro, da forma como estava, não podia mais permanecer. 

Outro dado importante: a pauta inicial e os grupos estudantis que convocaram os protestos foram literalmente atropelados pelos milhões de cidadãos de todas as idades, que foram às ruas, sem convocação de movimentos organizados e de forma espontânea e com pautas próprias, tais como: combate a corrupção, reforma política, reforma tributária, combate ao crime organizado, combate às pautas identitárias que prejudicam o senso comum e os valores morais da sociedade brasileira. 

Bandeiras partidárias foram banidas, cores de movimentos ideologicamente organizados foram repelidos e as ações de "black blocs" e outros tipos de vandalismos terminaram segregadas da imensa multidão.

Floresceram novas lideranças, novas posturas ideológicas, novos discursos e novas pautas políticas. Tratou-se, portanto, da nossa mais recente Primavera. E como já aconteceu em outros países, elas não se limitam a uma única ocorrência.

Aqui, motivos (pauta) para se dizer que será bem vinda mais uma “Primavera Brasileira” não faltam.


28 janeiro 2024

TEXAS : UMA AULA AO MUNDO



Da Câmara do Texas ao ex-presidente Donald Trump, os republicanos de todo os EUA estão se unindo em apoio ao impasse legal surgido entre o governador do Texas, Greg Abbott, e o presidente Joe Biden, em razão dos desentendimentos ocorridos sobre questões imigratórias na fronteira sul do Estado, intensificando as preocupações sobre uma crise constitucional em meio a uma disputa em curso com a administração Biden.

Segundo reportagem do Wall Street Journal, em setembro, a passagem de imigrantes que usam a cidade de Eagles Pass para chegar aos EUA sobrecarregou as autoridades locais. Em uma semana, 10.000 migrantes entraram ilegalmente no país, segundo estimativa da Patrulha de Fronteira, vários deles com mandados de prisão, como o mostrado pela imagem ao lado. Em 2022 e repetiu-se em 2023, cerca de 2 milhões de pessoas foram detidas na fronteira dos EUA com o México.



A questão está concentrada sobre o que a Guarda Nacional do Texas tem usado como barreira entre o Rio Grande e o Shelby Park, uma área de 47 acres em Eagle Pass. Numa decisão de 5-4 no início da semana passada, o Supremo Tribunal dos EUA apoiou a administração Biden quando anulou a decisão de um tribunal inferior que impedia os agentes da Patrulha Federal de Fronteira de cortar a cerca de arame farpado para prender pessoas que tinham atravessado o Rio Grande.

Na própria quarta-feira (24) - e enquanto a Guarda Nacional do Texas e as tropas estaduais continuavam a estender a cerca e impedir que agentes federais acessassem grande parte do parque - o governador Abbott continuou a desafiar publicamente a decisão e manter a "hold the line", dando ao Estado o direito constitucional de se defender e alegou que a prática do presidente Joe Biden de conceder liberdade condicional aos migrantes no país equivalia a uma recusa em fazer cumprir as atuais leis de imigração.

Greg, inclusive, disse publicamente que Biden não quis dar ouvido sobre o tema, em cartas entregues a ele, além de atrapalhar a agenda de controle de imigração do estado de 29 milhões de habitantes. “Isso não acabou”, garantiu ele. “Continuarei a defender autoridade constitucional do Texas em garantir a segurança da sua fronteira”, emendou.

A declaração da Abbott foi rapidamente condenada por alguns juristas, que a consideraram flagrantemente inconstitucional e representava uma usurpação do governo federal.

Porém, as ações de Abbott rapidamente foram apoiadas por americanos em todo o país (cerca de 25 estados), com muitos a ecoar o apelo do governador do Texas para “manter a linha” e outros a irem mais longe, usando uma retórica que sugeria que o Texas usasse a força para se defender de um ataque.

Eis os estados: Alabama; Alasca; Arkansas; Flórida; Geórgia; Idaho; Indiana; Iowa; Luisiana; Mississippi; Missouri; Montana; Nebraska; Nevada; Nova Hampshire; Dakota do Norte; Ohio; Oklahoma; Carolina do Sul; Dakota do Sul; Tennessee; Utah; Virgínia; West Virginia; Wyoming.

Porém, os texanos parecem saber muito bem o valor da independência e da liberdade. Pois, ao longo de sua história, segundo registros disponíveis, eles as conquistaram a custa de muito sangue derramado, como, por exemplo, na batalha do Álamo. Por isso, certamente, até hoje nunca entregaram suas armas, e obedecem fielmente a Constituição dos EUA, tendo coragem e determinação para defendê-la até mesmo da Suprema Corte quando essa a rasga.

Uma aula de AUTODETERMINAÇÃO E LIBERDADE ao mundo todo.

Não é difícil se concluir que se o povo brasileiro fosse unido como o do estado do Texas, absurdos políticos e jurídicos não estariam acontecendo aqui no Brasil. Era só exigir que fosse cumprida, por todos os poderes, a Constituição Federal assim como estão fazendo o Governador e a população do Texas.




25 janeiro 2024

Conquista e uso do espaço voltam a ter manchetes diárias

Como na década de 60, neste momento a conquista e o uso do espaço têm sido bastante divulgados. Vejamos algumas dessas notícias.

Na última sexta-feira (19/01/2024), o Japão tornou-se o quinto país a pousar na Lua, através da sonda não tripulada SLIM - Módulo de Pouso Inteligente para Investigar a Lua, com cerca de 1,7 m de comprimento, 2,7 m de largura e 2,4 m de altura. Anteriormente já tinham pousado na Lua, EUA, Rússia, China e India.

Hoje (25) foram divulgadas as primeiras imagens obtidas pelo seu robô esférico ejetável, com cerca de 25 cm de diâmetro, o "habitante" da sonda, denominado Sora-Q.


                 

Também neste mês (jan/2024) está se comemorando o histórico pouso do helicóptero Ingenuity da NASA que fez seu último vôo em Marte. Depois de 72 voos incríveis, desse helicóptero notável que voou mais longe e mais alto do que jamais foi imaginado ser possível. É o que lembra este vídeo e suas respectivas imagens.



Em janeiro de 2004, os dois veículos espaciais robóticos americanos pousaram em Marte, com três semanas de intervalo. Juntos, eles provaram que água líquida já fluiu ali. O Spirit e o Opportunity reescreveram livros didáticos de ciências. Relembre o 20º aniversário de seu pouso no Planeta Vermelho.

Outro aparelho que diariamente está nas manchetes dos meios de comunicação é o telescópio James Webb. Ontem (24), o Webb mostrou a região H II na Grande Nuvem de Magalhães (LMC), uma galáxia satélite da nossa Via Láctea. A nebulosa, conhecida como N79, é uma região de hidrogênio atômico interestelar que é ionizado e foi capturada pelo Instrumento Mid-InfraRed (MIRI) do Webb. Mais informações sobre a N79 podem ser lidas na descrição do vídeo que foi divulgado no Youtube. Confira.


Nos anos mais recentes outra marca significativa da corrida espacial ocorreu com a chegada das empresas privadas ofertando diversos serviços. Dentre elas tem se destacado a SpaceX, do Elon Musk, que quase diariamente lança seus foguetes reaproveitáveis tipo Falcon, imagens abaixo, pondo em órbita satélites que estão compondo a rede (de satélites) denominada Starlink.

Da Califórnia, foguete Falcon 9 lança 22 satélites para a Starlink

Mas o Musk não está sozinho. No mesmo negócio Jeff Bezos (dono da Amazon) criou a Blue Origin que, dentre outros objetivos, está o de enviar turistas pagantes ao espaço, algo que mais de duas dezenas de pessoas já fizeram, incluindo Bezos, o co-âncora do “Good Morning America”, Michael Strahan, e o ator de “Star Trek”, William Shatner.

Um foguete New Shepard, da Blue Origin, foi lançado em 19/12/2023, com 33 cargas úteis de ciência e pesquisa – dispositivos tecnológicos para coleta de dados e experimentos no espaço – além de 38.000 cartões-postais do “Clube para o Futuro”, uma organização sem fins lucrativos.

O New Shepard atingiu sua altitude máxima em quatro minutos após o lançamento. O foguete pousou novamente sete minutos e 28 segundos após a decolagem.



23 janeiro 2024

Agricultores europeus estão fartos das políticas globalistas

Os agricultores europeus da Alemanha, França, Romênia, Itália e Países Baixos, se uniram na maior manifestação jamais vista na história contra a agenda globalista 2030 - que visa destruir as suas subsistência, uma autêntica imoralidade. Estradas na França estão sendo fechadas nesta terça-feira, 23 de janeiro.

A poucos meses das eleições europeias, os governos temem uma conflagração porque, dos Países Baixos à Roménia , passando pela Áustria e pela Alemanha, os agricultores estão intensificando as suas ações contra os aumentos de impostos e o Acordo Verde que  visa descarbonizar a economia europeia.

O movimento começou há pouco mais de um ano na Holanda, onde o governo anunciou que pretendia reduzir as emissões de azoto em 50%. Depois se espalhou para a Bélgica. Nestes dois países, os governos tiveram que recuar em seus objetivos.

Na Alemanha, os agricultores têm-se mobilizado massivamente desde o início de janeiro contra a reforma da tributação do gasóleo agrícola, que prevê a partir de 2026 a retirada de uma isenção de que beneficiavam.

Mas o movimento também diz respeito a outras áreas de reivindicações. Protestam contra as crescentes obrigações ambientais impostas ao setor, o aumento dos seus custos de produção e os encargos administrativos que recaem sobre as suas explorações agrícolas.

Outro assunto que causa divisão: o afluxo de produtos agrícolas ucranianos para a UE desde a suspensão dos direitos aduaneiros em 2022. A Romênia, um país de 19 milhões de habitantes vizinho da Ucrânia, está na linha da frente. Nos quatro cantos do país, de Timisoara à cidade de Afumati, onde estão estacionados cerca de vinte veículos, os agricultores organizam operações caracóis todos os dias com fortes toques de buzina.

Os agricultores europeus estão fartos das políticas globalistas, que destroem as vidas dos trabalhadores em nome de uma agenda climática bastante controversa.