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26 junho 2026

Putin humilhado: tropas ameaçam voltar suas armas contra ele


Segundo a matéria publicada ontem  pelo repórter  (DAILY BEAST),  relata-se que a alta cúpula militar e membros dos serviços de segurança apoiam um motim em gestação como decorrência dos caóticos resultados humanos e militares obtidos na guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

A reportagem expões que um ex-oficial militar russo fez um apelo direto a Vladimir Putin, alertando o líder russo sobre um levante armado caso o país não seja informado da "verdade" sobre a guerra na Ucrânia.

Em um vídeo no Instagram que rapidamente acumulou milhões de visualizações na quinta-feira, Alexander Lunin dirigiu-se a Putin, alertando para "consequências muito graves" caso suas exigências fossem ignoradas.

Lunin, de 39 anos e pai de dois filhos, afirmou ter sido incumbido de "transmitir uma mensagem" a Putin por oficiais militares e membros dos serviços de segurança não identificados. Segundo ele, pediram-lhe que exigisse uma reunião com Putin no Kremlin — com direito a "transmissão ao vivo" — para que o país pudesse saber a "verdade" sobre o que está acontecendo.

"Se, em um futuro próximo, eu não for ao Kremlin e falar ao vivo ao seu lado, o exército voltará suas armas contra o Kremlin", disse ele.

Relata-se que Lunin comandou um batalhão de voluntários russos na Ucrânia ocupada até algum momento do ano passado, quando disse ter sido afastado por se recusar a cumprir ordens. Ele contou ao veículo de mídia independente *Agentstvo* que autoridades de defesa foram à sua casa, na região de Voronezh, para exigir que ele gravasse um vídeo com um apelo a Putin. Aparentemente, elas haviam notado que ele usava as redes sociais para divulgar as queixas das tropas vindas do campo de batalha.

Mais de quatro anos após Putin lançar sua "operação militar especial" contra a Ucrânia com promessas de uma vitória rápida, Kiev inverteu o jogo com uma série de ataques de longo alcance que elevaram a tensão para Moscou e alertaram os cidadãos russos comuns sobre as falhas do Kremlin no campo de batalha.

O presidente russo tem recusado repetidamente acordos de paz. Lunin disse que os oficiais militares estavam fartos da guerra e do "moedor de carne" nas linhas de frente.

"Ninguém quer derramamento de sangue. Apenas deixem claro para o presidente que haverá um caos total aqui se isso continuar", disse ele, relatando o que os oficiais lhe haviam dito ao exigir seu apelo público a Putin. “Neste momento, dezenas, centenas, milhares de nossos soldados estão confinados em fossas, punidos por seus comandantes. Eles ficam lá, apodrecendo, sendo torturados e maltratados pela chamada Gestapo, pelo simples fato de terem se recusado a cumprir ordens estúpidas e suicidas”, disse Lunin, segundo o veículo de mídia independente russo Meduza.

25 junho 2026

Rússia x Ucrânia: Resultados humanos e militares caóticos


A guerra na Ucrânia, agora em seu quinto ano, atingiu mais um ponto de inflexão. As forças russas enfrentam dificuldades visíveis no campo de batalha, à medida que a estratégia de Kiev — tornar a guerra inútil para a Rússia — começa a surtir efeito. No entanto, o futuro da segurança europeia não depende apenas do desfecho deste conflito. Mesmo que derrotada, a Rússia continuará sendo a principal ameaça na Europa nos próximos anos. Apesar da economia estagnada, da demografia desfavorável e de um regime autoritário que se torna cada vez mais rígido, a Rússia permanece como a principal potência capaz de — e empenhada em — desestabilizar a arquitetura de segurança do continente. Além disso, a reconstituição militar russa no pós-guerra não é uma questão de "se", mas de "quando".

Resultados humanos e militares caóticos

Pelo menos 400.000 soldados russos ...foram mortos em combate na Ucrânia — um relatório de inteligência britânico divulgado no final de maio sugere quase 500.000 — e outros 600.000 a 800.000 ficaram gravemente feridos. Apesar dessas baixas massivas, o tamanho da força aumentou de aproximadamente 850.000 militares na ativa antes da guerra para 1,3 milhão atualmente. Muitas unidades dobraram ou triplicaram de tamanho, e a maioria delas incorporou unidades de drones, reconhecimento, assalto e guerra eletrônica. Seguindo o exemplo da Ucrânia, a Rússia também criou um novo ramo de combate dedicado à guerra com drones, denominado Forças de Sistemas Não Tripulados. Embora muitas das unidades atuais devam ser reduzidas após a guerra, e os destacamentos de assalto e as formações de reserva sejam extintos, é improvável que as forças armadas retornem ao seu tamanho anterior ao conflito.

Ao mesmo tempo, as perdas de equipamentos russos na guerra têm sido impressionantes. De acordo com relatos de fontes abertas, no início de maio de 2026, as forças armadas russas perderam mais de 14.000 veículos blindados de combate, 2.100 peças de artilharia e milhares de outros itens. Devido aos ataques cada vez mais bem-sucedidos da Ucrânia, a Rússia agora está perdendo sistemas de defesa aérea em números muito maiores do que no início da guerra, o que levanta questões sobre como compensará os sistemas mais caros que não podem ser facilmente substituídos. Entre as perdas de aeronaves e defesas antimísseis, a guerra está degradando as forças armadas russas de maneira significativa. No curto prazo, isso as tornará mais vulneráveis ​​ao poder aéreo da OTAN e às suas capacidades superiores de ataques de precisão de longo alcance.

Planejadores de defesa e analistas divergem quanto à gravidade do perigo futuro representado pelas forças armadas russas e à rapidez com que essa ameaça pode crescer. Alguns temem que Moscou seja capaz de manter uma postura agressiva logo após o fim da guerra na Ucrânia. Outros acreditam que pode levar muitos anos para reconstituir suas forças militares, atualmente enfraquecidas e degradadas. Há uma percepção de que as perdas de tropas e equipamentos deixaram as forças russas em frangalhos e que um exército incapaz de realizar avanços significativos na Ucrânia dificilmente poderia ameaçar a Europa.

É o preço que sociedade russa está pagando por uma decisão ditatorial já conhecida e vista em diversos países e em diversos períodos da história mundial.

23 fevereiro 2026

Rússia e Ucrânia: quatro anos de combates

    Esta terça-feira (24) marca quatro anos desde que a Rússia lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia. O número de soldados de ambos os países que foram mortos, feridos ou desaparecidos está se aproximando de dois milhões, segundo as últimas informações já divulgadas. É um preço multo alto para muitas famílias.

Um soldado russo fez um brinde com sua família antes de ser enviado para o front, prometendo-lhes que "chegaria a Kiev". Em vez disso, acabou da mesma forma que aconteceu com centenas de milhares de outros soldados russos.


'Não há ninguém para cortar lenha'. "É de partir o coração — muitas das nossas pessoas foram mortas", declara uma moradora da cidade de Sedanka, no extremo leste da Rússia.  "Todos os nossos homens partiram para a operação militar especial", afirmou um grupo de mulheres ao governador da região, durante visita em março de 2024, utilizando a expressão adotada pelo governo russo para se referir à guerra na Ucrânia.

Perdas russas na guerra contra a Ucrânia

    Anos de combates mudaram irrevogavelmente o continente europeu e a própria natureza da guerra. As repercussões no Brasil são de toda ordem, incluindo, em 2025, a ida de Lula a Moscou para presenciar desfiles militares ao lado de ditadores. 

    "Lula escolheu estar ao lado de ditadores, e, nesse processo, arrasta perigosamente o Brasil para longe das democracias consolidadas, comprometendo sua imagem internacional e relativizando princípios que deveriam ser inegociáveis para qualquer nação que se diga livre", lembrou a Gazeta do Povo.

    O Estadão realçou a imagem de Lula na Praça Vermelha, ao lado de facínoras para ver o desfile de mísseis que massacrarão inocentes na Ucrânia, e que marcou o dia da infâmia da política externa brasileira.





18 janeiro 2026

O grande jogo do Ártico

 


    "A disputa pelo Ártico, com seus vastos recursos, será o novo grande jogo do século XXI", declarou Steve Bannon, que atuou como estrategista-chefe no início do primeiro mandato do presidente Donald Trump, em uma entrevista em fevereiro de 2025. A luta pelo poder que se desenrola no extremo norte tem, de fato, muito em comum com o Grande Jogo original, a competição do século XIX entre as duas grandes potências da época, os impérios britânico e russo, pelo acesso a territórios estrategicamente e economicamente valiosos na Ásia Central. Na disputa atual, China, Rússia e Estados Unidos buscam, de forma semelhante, expansão territorial e influência. As potências modernas estão novamente ansiosas para acessar riquezas econômicas e construir zonas de proteção.

    Com a ressurgência da dinâmica de poder do século XIX, o livro recente da ex-diplomata americana Mary Thompson-Jones, "America in the Arctic", oferece uma análise sobre o assunto. Uma narrativa oportuna e informativa sobre como os Estados Unidos adquiriram e mantiveram seu status como potência no Ártico. Após uma história amplamente bem-sucedida na construção de uma presença americana no Ártico, Thompson-Jones alerta que Washington agora está dando atenção insuficiente a uma região que se tornou foco das grandes potências mundiais.

    O livro termina com uma lamentação contundente — e precisa — da notável falta de ambição de Washington em suas recentes políticas para o Ártico. Thompson-Jones, o escreveu antes da última eleição presidencial americana, recomendando que os futuros líderes aumentem seu foco nas mudanças climáticas e na diplomacia multilateral em uma estratégia abrangente para o Ártico.

Foi um dos alertas para Trump

    Após assumir o cargo, Trump voltou sua atenção para potenciais aquisições no Ártico, fazendo frequentes e controversas referências ao Canadá como "o 51º estado" e prometendo que os Estados Unidos "conseguiriam" a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, "de um jeito ou de outro". As notícias da última semana demonstram que Trump não logrou êxito em suas iniciativas embora o jogo ainda não tenha terminado. Tentativas de adquirir a Groenlândia já ocorreram — em 1910, 1946 e 2019 — e tiveram a mesma combinação de motivações econômicas e de segurança.

    A cooperação entre a Rússia e a China, entretanto, tem crescido desde o anúncio, em 2022, de uma “parceria ilimitada”, que no Ártico se traduziu em operações conjuntas nas áreas científica, espacial e militar, incluindo patrulhas da guarda costeira e da marinha. 

    Contudo, a recente aproximação de Washington com Moscou introduziu um fator imprevisível: caso as negociações resultem em algum tipo de grande acordo, o realinhamento geopolítico resultante poderá mudar completamente o jogo.

    Mesmo assim, para competir, os Estados Unidos precisarão aumentar drasticamente sua presença militar, econômica, científica e diplomática no Ártico, em estreita cooperação com seus aliados. Se Washington não resolver em breve as deficiências e contradições de sua estratégia para o Ártico, poderá descobrir que já perdeu o novo grande jogo.

    Para a Rússia, que detém vastas extensões de território ártico, a região é vital para sua sobrevivência militar e econômica. Para a China, o Ártico representa uma oportunidade de diversificar seus interesses econômicos globais. E para os Estados Unidos, que garantiram sua presença no Ártico com a compra do território do Alasca da Rússia em 1867 — uma venda que Dmitry Rogozin, ex-vice-primeiro-ministro da Rússia, descreveu como uma “traição ao poder da Rússia” —, a região é uma linha de frente defensiva no norte.

    O fato é que o Ártico continua sendo vital para os interesses econômicos e de segurança dos Estados Unidos. Anchorage, no Alasca, abriga o quarto aeroporto de carga mais movimentado do mundo. Quase todos os sistemas de radar e interceptores de mísseis terrestres dos Estados Unidos estão localizados no estado, cuja alta latitude permite a detecção precoce de ameaças. Acordos bilaterais de defesa recentes com os cinco países nórdicos e a adesão da Finlândia e da Suécia à OTAN, em 2023 e 2024, respectivamente, fortaleceram a defesa coletiva no Ártico.

21 agosto 2025

Ataques ucranianos forçaram Moscou a suspender as exportações de gasolina

    Ataques ucranianos em refinarias de petróleo russas provocaram escassez de gasolina na Rússia, relata o Financial Times.

    Os preços no atacado da gasolina A-95 subiram 55% desde o início de 2025, com ataques de drones afetando pelo menos 10% da capacidade de refino.     A crise forçou Moscou a suspender as exportações de gasolina na tentativa de manter o abastecimento doméstico. No entanto, a medida não conseguiu conter os aumentos de preços nem aliviar a escassez.     As perturbações mais graves são relatadas no Território Transbaikalsky e na Crimeia ocupada, onde a gasolina está sendo racionada por meio de cupons.



07 junho 2025

Estados bálticos emitem declaração conjunta apoiando a adesão da Ucrânia à OTAN e à União Europeia!


 

    Os três parlamentos bálticos argumentam que a adesão da Ucrânia proporcionaria “uma estrutura mais eficaz e duradoura para salvaguardar a segurança euro-atlântica”.     Os comitês de relações exteriores da Estônia, Letônia e Lituânia divulgaram uma declaração unificada declarando apoio abrangente à integração da Ucrânia na OTAN e na União Europeia, ao mesmo tempo em que reafirmaram seu compromisso com a vitória da Ucrânia contra o que dizem ser agressão russa.



    Os três Estados Bálticos estão entre os maiores contribuintes de ajuda militar à Ucrânia em relação ao seu PIB, fornecendo armas, equipamentos e ajuda humanitária. Eles veem a guerra na Ucrânia como uma ameaça direta à sua própria independência, visto que esses países fazem fronteira com a Rússia e a Bielorrússia.     Os países Bálticos também já fizeram parte da União Soviética e sofreram ocupação soviética, portanto, compreendem profundamente o alto preço da liberdade e a ameaça representada pelas ambições imperiais russas.     Os comitês declararam que a vitória da Ucrânia sobre a agressão russa e sua adesão à OTAN "consolidariam uma paz justa e duradoura não apenas na Ucrânia, mas também em toda a Europa, e ajudariam a preservar a ordem internacional baseada em regras globalmente".

15 maio 2025

Lula sempre desejou ver o mundo de cabeça para baixo

    Durante a viagem da comitiva de Lula à Rússia e à China, sem nenhuma surpresa as gafes surgiram. Agora em duplicidade, pois além do Lula surgem as de sua companheira Janja. Ah, aqui acolá também as de Dilma Rousseff como foi o caso dela juntamente com o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, ao exibiram sorridentes o novo mapa-múndi em que o planeta Terra é apresentado de cabeça para baixo. A inversão entre Norte e Sul  em seu mapa nada mais representa, do que a síntese do projeto de poder da esquerda, cuja implantação no país está sendo garantida pelo regime PT-STF. 

    Mas dessa vez talvez a pior das gafes tenha sido a de Lula e Janja pedirem apoio ao governo chinês para aumentar o controle do conteúdo da rede social Tik Tok e assessorar o Brasil com tais medidas visando o controle (censura) da redes sociais. Lula tentou sair em defesa de sua mulher, mas a emenda ficou pior do que o soneto.



    O sonho de Lula sempre foi ser um ditador todo-poderoso que pudesse usar seu poder para destruir quem quer que ouse criticá-lo, ou sua mulher. Até o Globo escreveu um editorial dizendo: "Apreço de Lula pela democracia flutua segundo conveniência". Para o jornal, o presidente "posa de democrata", mas não teve constrangimento em ir a Moscou participar de desfile ao lado de ditadores e que desde então passou a ser denominado de "O dia da infâmia da política externa do Brasil".

    Não por acaso, Lula teceu rasgados elogios ao regime comunista chinês e a revolução de 1949, que levou Mao Tsé-tung ao poder. Foi essa revolução que Lula saudou na China. É esse modelo de governo que ele confessadamente sonha em implantar no Brasil. O sonho da esquerda é fazer o que os comunistas chineses vêm fazendo desde 1949: eliminar a oposição, enriquecer com os amigos e controlar a vida de  todos. Lula quer o mundo de cabeça para baixo, como já percebeu o Pochmann.


12 maio 2025

LULA EM MOSCOU: O DIA DA INFÂMIA

É o que afirmou o Editorial do Estadão de 10 de maio de 2025.
 
"A imagem de Lula na Praça Vermelha, ladeado por facínoras para ver o desfile de mísseis que vão massacrar inocentes na Ucrânia, marcará o dia da infâmia da política externa brasileira".


Confira mais três parágrafos:

"Ao tomar parte nas celebrações do “Dia da Vitória” em Moscou – data em que a Rússia festeja a vitória na 2.ª Guerra contra o nazismo alemão e que o autocrata Vladimir Putin usa para fazer propaganda de seu regime tirano –, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva selou não um triunfo diplomático ou um gesto de realismo pragmático, mas um vexame moral e um fiasco geopolítico para o Brasil. Ao lado de autocratas de todos os cantos, Lula foi aquilo que os antigos agentes secretos soviéticos chamariam de “idiota útil”: um ocidental deslumbrado e voluntarioso – e descartável após servir às ambições do império russo.

Em teoria, a participação de um presidente brasileiro nas comemorações do fim da 2.ª Guerra poderia significar a celebração da liberdade contra a tirania, da coragem do povo russo, do papel civilizatório da Rússia nas artes, nas letras, nas ciências, ou mesmo uma oportunidade para um estadista astuto tecer alianças diplomáticas num mundo multipolar – e até explorar canais para promover uma paz justa entre Rússia e Ucrânia. Na prática, Lula foi o exato oposto.
O cortejo foi a peça de propaganda fabricada por um regime que encarna o que há de mais próximo ao fascismo hoje: uma autocracia que envilece sua nação e oprime seu povo, silenciando a oposição, perseguindo minorias, fraudando eleições para sustentar um líder vitalício adornado por uma iconografia imperial. É também um Estado predador, que desestabiliza governos, invade vizinhos e massacra civis sob a bandeira fraudulenta da “desnazificação”. A semelhança com as ambições irredentistas de Hitler, que invocava a germanidade para saquear territórios da Checoslováquia e da Polônia, é óbvia demais para ser ignorada."

04 maio 2025

Ousadia e inovação fazendo diferença na Ucrânia

    Foram divulgadas fotos do novo drone naval Magura V7 da Ucrânia que derrubou dois caças russos Su-30SM sobre o Mar Negro há dois dias. O Tenente-General Kyrylo Budanov, disse ao site de notícias War Zone que a tripulação de um avião russo foi resgatada das águas geladas por um navio comercial, enquanto os tripulantes do segundo avião não sobreviveram.. Os dois aviões custaram US$ 50 milhões cada.


   

    Su-30SM


    


Vídeo divulgado pelo exército ucraniano 

    A reportagem relata que a Ucrânia afirmou ter abatido os dois caças russos usando drones navais equipados com mísseis modificados de fabricação americana, no que autoridades militares em Kiev disseram ser o primeiro ataque desse tipo na história da guerra.

    Os abates demonstram a ameaça que a Ucrânia representa para a Rússia, com um complexo militar-industrial que está inovando para se manter firme contra o exército muito maior de Moscou. O país menor encontrou meios cada vez mais ousados ​​de enfraquecer seu inimigo.

    Em um discurso em vídeo no sábado, o presidente Volodymyr Zelensky descreveu o ataque como "brilhante" e "uma prova das capacidades da Ucrânia". Kiev afirmou que este é o primeiro caso de uma aeronave de combate abatida por um drone marítimo.

    A Ucrânia afirmou que o míssil usado para atingir os jatos russos era um AIM-9 guiado por infravermelho de fabricação americana, fornecido pelos EUA e Canadá à Ucrânia.

02 março 2025

Mundo: Momento decisivo para uma nova arquitetura



 

    A semana se encerrou com o extenso noticiário sobre o encontro ocorrido na Casa Branca entre os presidentes Trump e Zelensky, no qual farpas foram trocadas, acordos deixaram de ser firmados e a agenda encerrada antecipadamente, não havendo sequer a tradicional coletiva de imprensa que estava prevista.

    Horas depois dessa discussão, Zelensky viajou para o Reino Unido para uma reunião com o primeiro-ministro Keir Starmer. Logo após cumprimentar o presidente ucraniano, Starmer reiterou o apoio do Reino Unido à Ucrânia, e disse: "Estamos com a Ucrânia pelo tempo que for preciso." Zelensky agradeceu Starmer pelo apoio e confirmou que fará uma reunião com o Rei Charles 3° no domingo (2/3).

    A delegação ucraniana também participará de uma cúpula de líderes europeus organizada por Starmer neste domingo (2/3). Ele também comemorou o acordo anunciado de um empréstimo no valor de £ 2,26 bilhões (R$ 19 bi) para a Ucrânia. "Este empréstimo aumentará as capacidades de defesa da Ucrânia e será pago por meio de receitas de ativos russos congelados", escreveu o presidente no X.

    O presidente francês, Emmanuel Macron, que se encontrou com Trump no início da semana passada, disse que o agressor é a Rússia e a vítima é a Ucrânia. "Há um agressor: a Rússia. Há uma vítima: a Ucrânia. Estávamos certos em ajudar a Ucrânia e em sancionar a Rússia há três anos - e em continuar a fazê-lo".

    O chanceler alemão, Olaf Scholz, também escreveu no X que "ninguém quer a paz mais do que os ucranianos", antes de acrescentar que "a Ucrânia pode confiar na Alemanha e na Europa". Já Friedrich Merz, que é cotado para suceder Scholz como líder alemão, disse que está com a Ucrânia e Zelensky "nos bons e maus momentos". "Nunca devemos confundir o agressor com a vítima nesta guerra terrível", afirmou Merz.

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, disse que é necessária uma "reunião imediata" entre os EUA, a Europa e os seus aliados para discutir a guerra na Ucrânia

    Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a "dignidade" de Zelensky "honra a bravura do povo ucraniano". "Seja forte, seja corajoso, não tenha medo". "Você nunca está sozinho, querido presidente. Continuaremos trabalhando com você para uma paz justa e duradoura", escreveu nas redes sociais.

    A ministra das Relações Exteriores da UE, Kaja Kallas, escreveu: "A Ucrânia é a Europa! Nós apoiamos a Ucrânia. Aumentaremos nosso apoio à Ucrânia para que ela possa continuar a lutar contra o agressor. Hoje ficou claro que o mundo livre precisa de um novo líder. Cabe a nós, europeus, assumir esse desafio", escreveu ela no X. 

    O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, escreveu: "Ucrânia, a Espanha está com você". 

    A Suécia está com a Ucrânia. Eles não estão lutando apenas por sua liberdade, mas pela liberdade de toda a Europa, disse o primeiro-ministro sueco Ulf Kristersson. 

    O primeiro-ministro da Polônia, vizinha da Ucrânia, também se manifestou. "Caro Zelensky, queridos amigos ucranianos: vocês não estão sozinhos!", escreveu Donald Tusk. O líder norueguês Jonas Gahr Støre também acrescentou seu apoio: "Apoiamos a Ucrânia em sua luta justa por uma paz justa e duradoura."

    Do Canadá, o primeiro-ministro Justin Trudeau disse que "a Rússia invadiu a Ucrânia ilegal e injustificadamente". Os ucranianos vêm lutando há três anos com coragem e resiliência. Sua luta por democracia, liberdade e soberania é uma luta que importa para todos nós. O Canadá continuará a apoiar a Ucrânia e os ucranianos para alcançar uma paz justa e duradoura", disse ele.


Momento decisivo para uma nova arquitetura

    Nas duas décadas que se seguiram ao fim da Guerra Fria, o globalismo ganhou terreno sobre o nacionalismo. Simultaneamente, a ascensão de sistemas e redes cada vez mais complexos — institucionais, financeiros e tecnológicos — ofuscou o papel do indivíduo na política. Mas no início da década de 2010, uma mudança profunda começou. Ao aprender a aproveitar as ferramentas deste século, um grupo de figuras carismáticas reviveu os arquétipos do anterior: o líder forte, a grande nação, a civilização orgulhosa.

    A mudança começou, sem dúvida, na Rússia. Em 2012, Vladimir Putin encerrou um curto experimento durante o qual deixou a presidência e passou quatro anos como primeiro-ministro, enquanto um aliado complacente serviu como presidente. Putin retornou ao cargo mais alto e consolidou sua autoridade, esmagando toda a oposição e se dedicando a reconstruir "o mundo russo", restaurando o status de grande potência que havia evaporado com a queda da União Soviética e resistindo ao domínio dos Estados Unidos e seus aliados.

    Dois anos depois, Xi Jinping chegou ao topo na China. Seus objetivos eram como os de Putin, mas muito maiores em escala — e a China tinha capacidades muito maiores. Em 2014, Narendra Modi, um homem com vastas aspirações para a Índia, completou sua longa ascensão política ao cargo de primeiro-ministro e estabeleceu o nacionalismo hindu como a ideologia dominante de seu país. No mesmo ano, Recep Tayyip Erdogan, que passou pouco mais de uma década como o primeiro-ministro esforçado da Turquia, tornou-se seu presidente. Em pouco tempo, Erdogan transformou o conjunto democrático faccionalizado de seu país em um show autocrático de um homem só.

    Talvez o momento mais consequente dessa evolução tenha ocorrido em 2016, quando Donald Trump ganhou a presidência dos Estados Unidos. Ele prometeu "tornar a América grande novamente" e colocar "a América em primeiro lugar" — slogans que capturaram um espírito populista, nacionalista e antiglobalista que vinha se infiltrando dentro e fora do Ocidente, mesmo quando a ordem internacional liberal liderada pelos EUA se consolidou e cresceu. Trump não estava apenas surfando uma onda global.

    O retorno de Trump e de tribunos comparáveis ​​de grandeza nacional estão agora definindo a agenda global. Eles são homens fortes autointitulados que dão pouco valor a sistemas baseados em regras, alianças ou fóruns multinacionais. Eles abraçam a glória passada e futura dos países que governam, afirmando um mandato quase místico para seu governo.

    De certa forma, esses líderes e suas visões evocam “o choque de civilizações” que o cientista político Samuel Huntington, escrevendo no início dos anos 1990, imaginou que impulsionaria o conflito global após a Guerra Fria. Mas eles o fazem de uma maneira que é frequentemente performática e flexível, em vez de categórica e excessivamente zelosa. É o choque de civilizações light: uma série de gestos e um estilo de liderança que pode reconfigurar a competição (e cooperação) sobre interesses econômicos e geopolíticos como uma disputa entre estados-civilização em cruzada.

    Essa disputa é retórica às vezes, permitindo que os líderes empreguem a linguagem e as narrativas da civilização sem ter que se ater ao roteiro de Huntington ou às divisões um tanto simplistas que ele previu.

    Nos próximos anos, o tipo de ordem que esses líderes moldarão dependerá muito do segundo mandato de Trump. Afinal, foi a ordem liderada pelos EUA que encorajou o desenvolvimento de estruturas supranacionais após a Guerra Fria. Agora que os Estados Unidos se juntaram à dança das nações do século XXI, eles frequentemente darão o tom. Com Trump no poder, a sabedoria convencional em Ancara, Pequim, Moscou, Nova Déli e Washington (e muitas outras capitais) decretará que não há um sistema único e nenhum conjunto de regras acordado. 

    Nesse ambiente geopolítico, a já tênue ideia do "Ocidente" recuará ainda mais — e, consequentemente, também o status da Europa, que na era pós-Guerra Fria foi parceira de Washington na representação do "mundo ocidental".

    A administração Trump tem o potencial de ter sucesso em uma ordem internacional revisada que levou anos para ser feita. Mas os Estados Unidos prosperarão apenas se Washington reconhecer o perigo de tantas falhas nacionais cruzadas e neutralizar esses riscos por meio de uma diplomacia paciente e aberta. Trump e sua equipe devem considerar a gestão de conflitos como um pré-requisito para a grandeza americana, não como um impedimento a ela.

    Velhas alianças e suposições não são apenas destruídas, as peças não se encaixam mais. Agora é um momento decisivo para tentar criar uma nova arquitetura.

24 fevereiro 2025

Terceiro aniversário da guerra Rússia x Ucrânia

    Hoje é aniversário do início da guerra Rússia x Ucrânia. Lá se vão três anos de muitas mortes de inocentes de ambos os lados, incluindo civis. Segundo as informações publicadas, esse número já é superior a 200 mil soldados, a maioria deles do lado russo. Somados aos feridos esse número já ultrapassou a marca de 1 milhão. Adicionalmente, segundo a CNN, 6,8 milhões de refugiados ucranianos estão vivendo em diversos lugares do mundo. É um balanço intolerável para um mundo em pleno século XXI depois de já ter vivido e amargurado tudo o que aconteceu durante a II Guerra Mundial da qual esses países foram partícipes. Nesses três anos de conflito que Putin descreveu como uma "operação militar especial", já foi devastado o leste da Ucrânia e teve repercussões globais, interrompendo os mercados de energia e reorientando a estratégia da OTAN. 

    Contudo, este capítulo da agressão russa tem uma história - já registrada - ainda mais longa. Por centenas de anos, a política externa da Rússia foi caracterizada por um senso de excepcionalismo civilizacional, vulnerabilidade percebida e ambições crescentes que excederam as capacidades do país. A geografia do país levou a Rússia a ver seus vizinhos menos como amigos em potencial do que como potenciais cabeças de praia para inimigos. E os líderes russos recentes — incluindo Putin — veem todos os estados fronteiriços nominalmente independentes, agora incluindo a Ucrânia, como armas nas mãos de potências ocidentais com a intenção de empunhá-las contra a Rússia, confrontando com o desejo de Moscou pelo reconhecimento ocidental de uma esfera de influência russa no antigo espaço soviético.

    Nos últimos três anos de guerra, o Ocidente reagiu contra a Rússia emitindo sanções, fortalecendo a OTAN, abastecendo Kiev e se recusando a reconhecer as reivindicações territoriais de Moscou enquanto tentava limitar a escalada. Mas, à medida que o governo Trump busca negociações com Putin para encerrar a guerra, muitos veem a unidade ocidental desmoronando. Qualquer acordo mais amplo com Moscou exigiria aceitar o domínio russo sobre seus vizinhos pós-soviéticos. Não é este o desejo da União Europeia (UE) que hoje anunciou pacote de ajuda militar de US$ 3,5 bilhões para a Ucrânia. A UE realizará uma reunião no dia 6 de março que marcará o início do aumento dos gastos com defesa na Europa. Veja a seguir o pacote de sanções que ela acabou de aprovar.


    16º pacote de sanções contra a Rússia, aprovado por unanimidade pela UE..

1. Proibição das importações de alumínio primário russo 2. 73 navios da frota paralela russa foram adicionados à lista negra da UE, elevando o total para 152 navios.
A maioria deles são petroleiros usados ​​para contornar o teto de preço do petróleo do G7 e apoiar os esforços de guerra de Moscou. O pacote também proíbe transações com portos e aeroportos russos envolvidos na evasão do teto de preço do petróleo e fortalece os critérios para sancionar proprietários, operadores e até capitães de embarcações.
3. Restrições à exportação de produtos essenciais que poderiam reforçar as capacidades industriais e militares da Rússia.
Isso inclui cromo e certos produtos químicos (como precursores usados ​​em máquinas CNC para fabricação de precisão), bem como consoles de videogame, joysticks e simuladores de voo, que a Rússia teria reutilizado para uso militar, como controle de drones.
4. Sanções sobre indivíduos e entidades
O pacote adiciona 48 indivíduos e 35 entidades à lista de sanções da UE, sujeitando-os a congelamentos de ativos e proibições de viagens. Além disso, 53 novas entidades enfrentam uma proibição de transações relacionadas a vendas de bens de alta prioridade para a Rússia, com foco naquelas vinculadas ao complexo militar-industrial.
5. Medidas de mídia e bancárias
As licenças de transmissão de 8 veículos de comunicação russos foram suspensas para combater a propaganda. Mais 13 bancos russos foram excluídos do sistema de mensagens financeiras SWIFT, isolando-os ainda mais das finanças globais.
6. Proibição de serviços de refino de petróleo e gás
Uma proibição de manutenção de refinarias de petróleo e gás russas foi introduzida para limitar as capacidades de manutenção da infraestrutura energética da Rússia.

26 dezembro 2024

Danos em cabos elétricos e de dados danificados no Mar Báltico


Nesta manhã a Comissão Europeia e do Alto Representante emitiram uma Declaração conjunta sobre a investigação de cabos elétricos e de dados danificados no Mar Báltico, cujo teor está copiado a seguir.

"O incidente de ontem envolvendo cabos submarinos no Mar Báltico é o mais recente de uma série de ataques suspeitos a infraestruturas críticas. Elogiamos as autoridades finlandesas por sua rápida ação ao abordar a embarcação suspeita. Estamos trabalhando com as autoridades finlandesas na investigação em andamento. Estamos em total solidariedade com a Finlândia, Estônia e Alemanha.

Condenamos veementemente qualquer destruição deliberada da infraestrutura crítica da Europa. A embarcação suspeita faz parte da frota fantasma da Rússia, que ameaça a segurança e o meio ambiente, ao mesmo tempo em que financia o orçamento de guerra da Rússia. Proporemos medidas adicionais, incluindo sanções, para atingir essa frota.

Em resposta a esses incidentes, estamos fortalecendo os esforços para proteger os cabos submarinos, incluindo troca aprimorada de informações, novas tecnologias de detecção, bem como capacidades de reparo submarino e cooperação internacional. Continuamos comprometidos em garantir a resiliência e a segurança de nossa infraestrutura crítica.

Atualmente, não há risco para a segurança do fornecimento de eletricidade na região."

Como se sabe, esse incidente envolvendo cabos submarinos no Mar Báltico é apenas o mais recente de uma série de ataques suspeitos a infraestruturas críticas na região.

Felizmente as antenas também estão ligadas e rapidamente as autoridades finlandesas agiram e abordaram a embarcação suspeita. Essa embarcação faz parte da frota fantasma da Rússia, que ameaça a segurança e o meio ambiente, ao mesmo tempo que financia o orçamento de guerra da Rússia. O Eagle S, o petroleiro suspeito de romper um cabo de energia submarino crítico entre a Finlândia e a Estônia e danificar ou separar quatro cabos de Internet, seguiu escoltado para as águas finlandesas.

Líderes de outros países da região já se pronunciaram e irão propor medidas adicionais, incluindo sanções, para atingir essa frota.

Também irão reforçar os esforços para proteger os cabos submarinos, incluindo uma troca de informações melhorada, novas tecnologias de deteção, capacidades de reparação submarina e cooperação internacional.

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Azerbaijan Airlines

Por que a Rússia recusou o pedido do piloto azeri para um pouso de emergência em um aeroporto russo?

Por que forçaram o avião a sobrevoar o Mar Cáspio?

Por que eles usaram guerra eletrônica (interferência) contra o avião sobre o Mar Cáspio? A aeronave foi exposta a interferência e falsificação de GPS perto de Grozny. A altitude oscilou por 74 minutos antes do acidente perto do Aeroporto de Aktau, a 433 km do destino original. A aeronave ficou no ar por 2h 33 min. (FlightRadar24).

38 pessoas morreram devido aos russos.

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 Chernobyl 

USINA DE CHERNOBYL, PRIPYAT, UCRÂNIA - RELATO E CENAS QUE POUCOS PUDERAM VER ATÉ HOJE


Pripyat, Ucrânia, cidade onde moravam os trabalhadores da usina de Chernobyl e mostra cenas que poucos puderam ver até hoje. Ainda hoje quem a visita assumi o risco de enfrentar a radiação. Aqui, neste link,  as imagens estão reproduzidas. 


Stalin, governou a União Soviética, com mão de ferro de 1920-1953, instaurou um regime de terror e opressão que envolveu a perseguição política e expurgos terríveis. Instalou o comunismo, uma máquina de criar pobreza, fome e morte.

Considerando os expurgos e todas as medidas econômicas controversas que instaurou, estima-se em até 9 milhões o número de pessoas que morreram por ações e decisões diretas de Stalin. A repressão política, a censura, a tortura e os massacres ordenados por Stalin e Lenin superaram em muito as piores atrocidades cometidas pelos czares russos que eles substituíram. A Revolução Russa, por eles liderada, prometeu salvar a Rússia pela destruição do capitalismo: transformou-a num cemitério. 


04 dezembro 2024

EUA abrem nova base espacial na porta da Rússia, China e Coreia do Norte

Brigadier General Anthony Mastalir meets the press on December 3, 2024,
at Yokota Air Base in Western Tokyo, Japan. The U.S. Space Forces Japan
was set up at the base the following day. 
KYODO VIA AP IMAGES

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira, 04/12/2024, sua primeira unidade da Força Espacial no Japão para melhorar a defesa e a dissuasão da aliança em meio a ameaças da Rússia, China e Coreia do Norte.

A Força Espacial dos EUA no Japão foi ativada durante uma cerimônia realizada na Base Aérea de Yokota, que fica a oeste de Tóquio, capital do Japão. É um componente de campo sob a Força Espacial dos EUA no Indo-Pacífico e é subordinada à Força Aérea dos EUA no Japão.

A nova unidade militar dos EUA baseada no Japão reforçará as capacidades de vigilância espacial e alerta de mísseis do país anfitrião, informou a agência de notícias japonesa Kyodo News, bem como garantirá uma coordenação suave com o Grupo de Operações Espaciais da Força Aérea Japonesa.

"Isso aprofundará a colaboração e a sincronização entre os EUA e o Japão na segurança nacional", disse o Brigadeiro-General Anthony Mastalir, comandante das Forças Espaciais Indo-Pacíficas dos EUA. Ele citou ameaças da Rússia, China e Coreia do Norte à estabilidade regional.

Em fevereiro, a Casa Branca confirmou que a Rússia obteve uma arma antissatélite emergente "preocupante" depois que o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, Mike Turner, disse que uma arma nuclear russa baseada no espaço constituía uma séria ameaça à segurança nacional.

Em outubro, o General B. Chance Saltzman, chefe de operações espaciais da Força Espacial dos EUA, disse em uma entrevista que o rápido desenvolvimento de sistemas militares chineses baseados no espaço é mais preocupante do que as possíveis armas nucleares russas no espaço.

Na Coreia do Norte, após o lançamento bem-sucedido de seu primeiro satélite espião em novembro do ano passado, Pyongyang prometeu colocar vários outros satélites espiões na órbita da Terra até o final deste ano, com o objetivo de tornar o país com armas nucleares uma "potência espacial".

A Força Espacial dos EUA foi estabelecida como o sexto ramo das Forças Armadas dos EUA em dezembro de 2019. Ela visa buscar a superioridade e proteger e defender os interesses dos Estados Unidos no espaço, já que as ameaças representadas por concorrentes estratégicos, Rússia e China, neste domínio estão crescendo.

"Nossas capacidades espaciais ajudarão a deter a agressão adversária e a proteger as forças aliadas", disse o Coronel Ryan Laughton, comandante das Forças Espaciais dos EUA no Japão.

O Tenente-General Stephen Jost, chefe das Forças dos EUA no Japão, disse que suas forças estão comprometidas em trabalhar duro com suas contrapartes japonesas no domínio espacial, bem como em buscar oportunidades para integrar este domínio aos esforços de dissuasão da aliança.

25 junho 2024

Lula não aderiu à Rússia apenas no campo político e diplomático

A encarnação dos ideais de Putin se mostra na prática


Em 17 meses de governo (os dados vão até maio), o Brasil transferiu para a Rússia US$6,9 bilhões pela importação de diesel. Para se ter uma ideia do que isso representa, o valor é mais de 12 vezes o total pago na soma dos 10 anos anteriores (2012-2022). No mês passado, nada menos que 97,8% das importações brasileiras de diesel vieram da Rússia.

Lula vetou a exportação de ambulâncias blindadas para a Ucrânia, fechou as portas para operações de vendas de munições de tanque para Alemanha – que as repassaria para a Ucrânia – sob a justificativa de que não alimentaria a guerra. 

15 maio 2024

A origem do hábito de um presidente dizer que será novamente presidente por muitos anos



Presidente Vladimir Putin caminha
para sua cerimônia de posse no Kremlin

No dourado Salão Andreyevsky do Grande Palácio do Kremlin, onde os czares russos foram coroados, Vladimir Putin prestou, no último dia 07/05/2024, o juramento de fidelidade à constituição da Rússia na sua tomada de posse para um quinto mandato como presidente. A pompa e cerimónia tradicionais transmitiram o seu poder como líder supremo e incontestado da Rússia durante o último quarto de século.

A história desse quarto de século, contudo, não merece e não recebe aplausos do mundo a não ser de ditaduras, como as encaminhadas pela brasileira. Ela só mostra um país na contramão de uma democracia que se chegou a acreditar que surgiria após o fim da União Soviética e a posse de Boris Yeltsin que promulgou uma nova constituição para a Rússia.

A constituição da Rússia de 1993, promulgada pelo presidente Boris Yeltsin, foi a primeira tentativa da Rússia de estabelecer o Estado de direito e a democracia. Continha compromissos elevados com a liberdade de expressão, o direito ao protesto, eleições livres e direitos humanos, declarando que os “direitos e liberdades das pessoas serão o valor supremo”.

Putin tem renegado esse legado desde que foi eleito pela primeira vez em 2000, depois de ter recebido o cargo quando Yeltsin se demitiu no último dia de 1999, nomeando-o, então primeiro-ministro e como presidente interino.

Desde 2008, quando completou um segundo mandato como presidente, Putin contornou repetidamente os limites constitucionais dos mandatos para permanecer no poder. Primeiro, ele trocou de posição com o então primeiro-ministro Dmitry Medvedev, e depois trocou novamente quatro anos depois, retornando à presidência. Em 2020, ele elaborou emendas constitucionais que lhe permitiram concorrer a mais dois mandatos de seis anos. Seu mandato, que começou neste mês, vai até 2030, e ele pode concorrer a pelo menos outro, que vai até 2036, quando completaria 83 anos.

O que diz a oposição

Um grupo independente de monitorização eleitoral russo, disse após a reeleição de Putin, em março deste ano, que a Rússia nunca tinha visto uma votação “tão fora de linha com os padrões constitucionais”, acrescentando que as salvaguardas constitucionais básicas contra a usurpação do poder tinham sido desmanteladas.

“A campanha foi conduzida numa situação em que os artigos fundamentais da constituição russa, que garantem os direitos e liberdades políticas, não estavam essencialmente em vigor”, disse o grupo.

As eleições de março foram rigorosamente geridas para impedir qualquer rival que se opusesse à guerra na Ucrânia, com o Kremlin a manter um controlo apertado sobre a comissão eleitoral central, os tribunais e os meios de comunicação social.

Este ano, a eleição foi amplamente condenada por não cumprir os padrões democráticos básicos, com candidatos genuínos da oposição impedidos de concorrer e com o Kremlin a exercer controle total sobre os meios de comunicação social.

A reação de Putin

Da mesma forma que em outras ditaduras, como na Venezuela, Cuba e Coréia do Norte, um outro evento revelou que seis anos após a tomada de posse de Putin em 2018, o retrocesso político só se acentuou. O principal rival político de Putin, Alexei Navalny morreu em fevereiro em uma colônia prisional no Ártico, menos de quatro anos depois de sobreviver a uma tentativa de assassinato com um agente nervoso, e três anos depois de ser detido e encarcerado ao retornar à Rússia após se recuperar na Alemanha.

Durante a posse, cheio de otimismo, Putin declarou que a Rússia pretende conquistar e anexar quatro regiões do sudeste da Ucrânia, além da Crimeia, que a Rússia invadiu e anexou ilegalmente em 2014.

Para prestar o juramento, Putin colocou a mão direita sobre a Constituição, um livro vermelho que foi levado ao salão da cerimônia por um membro do regimento presidencial russo, de luvas brancas e passos de ganso, tentando oferecer um verniz de legitimidade constitucional num país. onde o Estado de direito praticamente desapareceu.

É dessa forma em qualquer ditadura. Elas fornecem  combustível suficiente para se ouvir discurso de presidente dizendo que será candidato à presidência por mais dez vezes, até completar 120 anos de idade.





28 abril 2024

Imagens desse vídeo são de arrebentar o coração

Ver uma mãe chorando por um filho, especialmente numa situação como a revelada por esse vídeo é de abater o coração. Pior ainda quando a cena não demonstra nenhum sentimento de pesar mas, ao contrário, é de ironia como traduzem as imagens dessa mãe recebendo um aperto de mãos e uma caixa de bombons após ser informada que o seu filho morreu na guerra de expansão territorial que Vladimir Putin está promovendo na Ucrânia. 

Na Rússia, no caso de soldados solteiros, os pais recebem uma parcela única de um seguro estimado em 5 milhões de rublos, o equivalente a R$ 280 mil. 

Porém, segundo informações já publicadas, os pagamentos estão atrasados e costumam ser feitos entre 10 a 12 meses após a confirmação da morte.

Entretanto, habitualmente as baixas russas na guerra são classificadas como “desaparecido em ação”. Nesses casos o seguro só é pago após 5 anos a partir da data de desaparecimento.

Sabe-se também que os soldados que estão sendo obrigados a irem para o "front" são de outras etnias oriundos de outras partes que compõem a Federação Russa, incluindo crianças.


26 abril 2024

A Rússia corre o risco de perder laços europeus vitais em troca de uma dependência humilhante da China


No artigo anterior se disse que um documento secreto do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia vazou e tonaram-se conhecidos seus planos para tentar enfraquecer os adversários ocidentais, incluindo os Estados Unidos, e aproveitar a guerra na Ucrânia para forjar uma nova ordem mundial livre do que considera ser o domínio americano.

Portanto, poderia-se imaginar que isto decorre ao se enxergar o Putin como um líder nacionalista autoritário, com uma inabalável crença de que os Estados Unidos estão determinados a destruir a Rússia, e que está profundamente preocupado com o futuro nebuloso da Rússia a longo prazo. 

Contudo, qualquer que seja o motivo, não será uma tarefa fácil. Há muitos obstáculos pela frente, e um dos mais importantes está na sua demografia.

Desde 1992, apesar da imigração considerável, a população da Rússia diminuiu. A sua população em idade ativa atingiu o pico em 2006, com cerca de 90 milhões, e é hoje inferior a 80 milhões, uma tendência calamitosa. 


Os gastos com a guerra na Ucrânia impulsionaram a base industrial de defesa da Rússia, mas os limites da reduzida força de trabalho do país estão a tornar-se cada vez mais evidentes, mesmo num setor de alta prioridade, que tem cerca de "cinco milhões de trabalhadores menos qualificados do que necessita". 

 

A proporção de trabalhadores que se encontram na faixa etária mais produtiva – 20 a 39 anos – diminuirá ainda mais durante a próxima década. Nada, nem mesmo o rapto de crianças da Ucrânia, pelo qual o Tribunal Penal Internacional acusou Putin, reverterá a perda de russos, que as exorbitantes baixas da guerra estão a agravar.

 

Os ganhos de produtividade que poderiam contrariar estas tendências demográficas não estão à vista. A Rússia ocupa quase o último lugar no mundo em escala e velocidade de automação na produção: a sua robotização é apenas uma fração microscópica da média mundial. 

 

Mesmo antes da guerra na Ucrânia começar a afetar o orçamento do Estado, a Rússia ocupava uma posição surpreendentemente baixa na classificação global de despesas com a educação. 

 

Nos últimos dois anos, Putin perdeu voluntariamente grande parte do futuro econômico do país quando induziu ou forçou milhares de jovens trabalhadores da tecnologia a fugir do recrutamento e da repressão. É verdade que estas são pessoas que os nacionalistas raivosos afirmam não sentir falta, mas no fundo muitos sabem que uma grande potência precisa delas.

 

Dada a sua extensa geografia eurasiana e os laços de longa data com muitas partes do mundo, bem como a alquimia do oportunismo, a Rússia ainda é capaz de importar muitos componentes indispensáveis ​​para a sua economia, apesar das sanções ocidentais. 

 

Apesar dessa desenvoltura, as elites russas conhecem essas estatísticas contundentes. Elas estão cientes de que, como país exportador de mercadorias, o desenvolvimento a longo prazo da Rússia depende de transferências de tecnologia dos países avançados.

 

Entretanto, a invasão da Ucrânia por Putin tornou mais difícil a utilização do Ocidente como fonte, e a sua aceitação simbólica do Hamas prejudicou gratuitamente as relações da Rússia com Israel, um importante fornecedor de bens e serviços de alta tecnologia. A um nível mais básico, as elites da Rússia estão fisicamente isoladas do mundo desenvolvido.

 

Os Emirados Árabes Unidos, por mais agradáveis ​​que sejam, não podem substituir as vilas e os internatos europeus. Embora um regime autoritário russo tenha mais uma vez provado ser resiliente na guerra, a grave falta de investimento interno e de diversificação, a  crise demográfica e o seu papel na descida do país para o atraso tecnológico ainda podem obrigar os nacionalistas radicais - entre eles muitas elites —admitirem que a Rússia está numa trajetória autodestrutiva. 

 

Muitos já concluíram, em privado, que Putin associa a sobrevivência do seu regime pessoal envelhecido à sobrevivência do célebre país como grande potência.

 

Comenta-se também, em privado, que tal opção política poderá resultar na aceleração da saída de Putin. Também poderia ser-lhe imposto sem a sua remoção, através de ameaças políticas significativas ao seu governo. 


Seja como for, envolveria principalmente movimentos táticos estimulados pelo reconhecimento de que a Rússia não tem os meios para se opor ao Ocidente, pagando um preço exorbitante por tentar e correndo o risco de perder permanentemente laços europeus vitais em troca de uma dependência humilhante da China.

19 abril 2024

Documento secreto revela que russos planejam forjar uma nova ordem mundial

Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Moscou

Documento secreto do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia vazou e tonaram-se conhecidos seus planos para tentar enfraquecer os adversários ocidentais, incluindo os Estados Unidos, e aproveitar a guerra na Ucrânia para forjar uma nova ordem mundial livre do que considera ser o domínio americano.

Num adendo - confidencial - ao “Conceito de Política Externa da Federação Russa” oficial – e público – da Rússia, o ministério apela a uma “campanha de informação ofensiva” e outras medidas que abranjam “as esferas político-militar, econômica, comercial e de informações psicológicas” contra uma “coligação de países hostis” liderada pelos Estados Unidos.


“Precisamos de continuar a ajustar a nossa abordagem às relações com Estados hostis”, afirma o documento de 2023, obtido por um serviço de inteligência europeu. “É importante criar um mecanismo para encontrar os pontos vulneráveis das suas políticas externas e internas com o objectivo de desenvolver medidas práticas para enfraquecer os adversários da Rússia.”


O documento fornece pela primeira vez a confirmação oficial e a codificação daquilo que muitos na elite de Moscou dizem ter se tornado uma guerra híbrida contra o Ocidente. A Rússia procura subverter o apoio ocidental à Ucrânia e perturbar a política interna dos Estados Unidos e dos países europeus, através de campanhas de propaganda que apoiam políticas isolacionistas e extremistas. Está também a procurar remodelar a geopolítica, aproximando-se da China, do Irã e da Coreia do Norte, numa tentativa de alterar o atual equilíbrio de poder.


Usando uma linguagem muito mais dura e direta do que o documento público de política externa, o adendo secreto, datado de 11 de abril de 2023, afirma que os Estados Unidos estão liderando uma coalizão de “países hostis” com o objetivo de enfraquecer a Rússia porque Moscou é “uma ameaça para o mundo ocidental”.


O Conceito de Política Externa da Federação Russa, publicado em 31 de março de 2023 e aprovado por Vladimir Putin, utiliza uma linguagem diplomática branda para apelar à “democratização das relações internacionais”, à “igualdade soberana” e ao fortalecimento da posição da Rússia. no cenário global. Embora o Conceito de Política Externa também acuse os Estados Unidos e “seus satélites” de terem usado o conflito na Ucrânia para escalar “uma política anti-Rússia de muitos anos”, também afirma que “a Rússia não se considera um inimigo do Ocidente … e não tem más intenções em relação a isso.”


A Rússia espera que o Ocidente “perceba a falta de futuro na sua política de confronto e nas suas ambições hegemônicas, e aceite as complicadas realidades do mundo multipolar”, afirma o documento público.


À imprensa europeia e americana, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse em comunicado que não comenta “sobre a existência ou inexistência de documentos internos do ministério” e sobre o andamento dos trabalhos sobre eles. “Como afirmamos várias vezes em diferentes níveis, podemos confirmar que o sentimento é de combater decisivamente as medidas agressivas tomadas pelo Ocidente colectivo como parte da guerra híbrida lançada contra a Rússia”, acrescentou o ministério.


O recente veto da Rússia contra a extensão do monitoramento das sanções da ONU contra a Coreia do Norte devido ao seu programa de armas nucleares e mísseis balísticos, encerrando efetivamente 14 anos de cooperação, foi “um sinal claro” de que o trabalho contemplado no adendo classificado já está em andamento, disse um importante líder russo. Esse líder falou sob condição de anonimato para discutir deliberações delicadas em Moscou.


“A Rússia pode criar dificuldades para os EUA em muitas regiões diferentes do mundo”, disse o referido líder. “Trata-se do Oriente Médio, do nordeste da Ásia, do continente africano e até da América Latina.”


Já o acadêmico Vladimir Zharikhin apelou à Rússia para “continuar a facilitar a chegada ao poder das forças isolacionistas de direita na América”, “permitir a desestabilização dos países latino-americanos e a ascensão ao poder de forças extremistas da extrema esquerda e da extrema-esquerda”, bem como facilitar “a restauração da soberania dos países europeus, apoiando os partidos insatisfeitos com a pressão econômica dos EUA”.


Outros pontos da proposta política sugerem que Moscou alimente o conflito entre os Estados Unidos e a China sobre Taiwan para aproximar a Rússia e a China, bem como “para agravar a situação no Oriente Médio em torno de Israel, Irã e Síria para distrair os EUA com os problemas desta região.”


Autoridades ocidentais alertaram que a Rússia tem aumentado a sua propaganda e campanhas de influência nos últimos dois anos, à medida que procura minar o apoio à Ucrânia. Como parte disso, procurou criar uma nova divisão global, com os esforços de propaganda russa contra o Ocidente a repercutir em muitos países do Oriente Médio, África, América Latina e Ásia.


“Acho que os EUA estavam convencidos de que o resto do mundo – Norte e Sul – apoiaria os EUA no conflito com a Rússia e descobriu-se que isso não era verdade. Isso demonstra que o mundo polar único acabou e os EUA não querem aceitar isso.”


Para Mikhail Khodorkovsky – o crítico de longa data de Putin que já foi o homem mais rico da Rússia até que um confronto com o Kremlin lhe rendeu 10 anos de prisão – não é surpreendente que a Rússia esteja a tentar fazer tudo o que pode para minar os Estados Unidos. 


“Para Putin, é absolutamente natural que ele tente criar o máximo de problemas para os EUA”, disse ele. “A tarefa é tirar os EUA do jogo e depois destruir a OTAN. Isto não significa dissolvê-lo, mas sim criar entre as pessoas o sentimento de que a OTAN não as está a defender.”


O longo impasse no Congresso americano sobre o fornecimento de mais armas à Ucrânia apenas tornou mais fácil para a Rússia desafiar o poder global de Washington, disse ele.


“Os americanos consideram que, na medida em que não participam diretamente na guerra [na Ucrânia], qualquer perda não é perda deles”. Este é um mal-entendido absoluto.”, disse Khodorkovsky.


Uma derrota da Ucrânia, disse ele, “significa que muitos deixarão de temer desafiar os EUA  e os custos para os Estados Unidos só aumentarão".


Fontes: Matérias publicadas na imprensa europeia e americana.