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08 setembro 2023

Em ritmo acelerado, retaliações recíprocas, EUA x China, na Guerra Fria 2.0


    As importações dos EUA vindas do México já são maiores que as vindas da China. A mudança tem sido brusca, em função da guerra fria econômica entre EUA e China. A sensação que fica é a de que os EUA está se descolando o mais rapidamente possível da China, como se algo estivesse por vir.

    Muita gente não sabe, mas a guerra entre China e Estados Unidos já é uma realidade. Nesse contexto, uma resolução, previamente planejada, do Partido Comunista Chinês (PCCh), desta semana, impôs retaliações a Apple. O PCCh proibiu o uso de iPhones por funcionários públicos, sugerindo que eles representam risco à segurança nacional.

    Há mais tempo, vários países ocidentais baniram equipamentos da chinesa Huawei, incluindo smartphones, depois que técnicos da Amazon descobriram dispositivos espiões em placas eletrônicas produzidas pela empresa. Detalhe: equipamentos da empresa são responsáveis por 70% do tráfego de dados no Brasil.     Recentemente, a Huawei sofreu outro golpe: o governo americano proibiu a exportação de uma série de tecnologias de ponta para a China, incluindo chips avançados que são utilizados na maioria dos smartphones de primeira linha, como os da Apple e Samsung.     Dessa forma, a Huawei deixou de oferecer ao público os telefones capazes de utilizar a tecnologia 5G, que permite a transferência de dados a uma velocidade de mais de 1000 Mbps por segundo.     No mesmo dia do anúncio da proibição de iPhones para uso oficial, a Huawei apresentou uma nova série de telefones capazes de alcançar velocidade de transmissão 5G, sugerindo que os chineses conseguiram produzir chips mais avançados por conta própria.

    O balanço de forças é complexo. Por exemplo: a Apple é a empresa mais valiosa do mundo, com capitalização de mercado de quase US$ 3 trilhões. Além de produzir a maior parte dos seus produtos na China, a empresa domina o mercado de smartphones no país. Hoje, o mercado chinês representa 20% das vendas da empresa.     Ou seja, há uma relação de dependência entre a China e a Apple. Se por um lado a empresa se beneficia de custos baixos de produção, e de receita representativa na China, o país é beneficiado pelos investimentos da Apple e da forte geração de receita, e de empregos.     O fato é que o conflito tem se aprofundado nos últimos tempos, e há uma clara determinação do PCCh em dar prioridade à agenda geopolítica, em detrimento das questões econômicas. Ou seja, tudo aponta para o agravamento da tensão, o que é muito ruim para o mundo.

A Internet não perdoa: governos do PT, Odebrecht, ... ‘amigo do amigo de meu pai’

A edição 180 da Revista Oeste trouxe como matéria de capa uma reportagem sobre o desejo da Odebrecht de voltar à cena do crime com outro nome - mas usando os métodos de sempre.

Coincidentemente, também nesta semana, 4ª feira (6.set.2023), o ministro Dias Toffoli decidiu anular todas as provas do acordo de leniência da Odebrecht (hoje Novonor), que foram usadas em acusações e condenações resultantes da Operação Lava Jato. Em sua decisão, o ministro afirma que a prisão de Lula foi uma “armação” e “um dos maiores erros judiciários da história do país”. 

Segundo a análise de Diego Ecosteguy, "essa decisão do ministro Dias Toffoli contém erros rudimentares de informação e omissões significativas de fatos imprescindíveis à compreensão sóbria do acordo de leniência do grupo empresarial ... A peça contendo essa decisão (versão anotada) é rica em adjetivos e pobre em técnica - e lógica", pode ser lida através deste link.

No Brasil de hoje, há motivos para que cada brasileiro possa duvidar não só das urnas mas, também, da justiça.

A Internet não perdoa

Os vínculos dessa decisão estão registrados em matérias divulgadas na Internet. Em especial, uma delas mostra como Dias Toffoli ganhou o apelido "amigo do amigo de meu pai", publicada pela Gazeta do Povo em 18/04/2019, e transcrita a seguir.

* * *

Como Toffoli ganhou o apelido ‘amigo do amigo de meu pai’

A mensagem em que Marcelo Odebrecht chama o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de "amigo do amigo de meu pai" foi escrita em julho de 2007 e faz referência a uma das obras "campeãs" em propina na Operação Lava Jato: a usina de Santo Antônio, com mais de R$ 100 milhões em suborno, segundo delatores da Odebrecht e Andrade Gutierrez.

No e-mail, Marcelo faz a seguinte pergunta a dois executivos da Odebrecht: "Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo do meu pai?". Adriano Maia, que foi diretor jurídico da Odebrecht e cuidava dos contatos com o Judiciário, respondeu à pergunta de Marcelo: "Em curso".

O amigo do pai de Marcelo, Emilio Odebrecht, era Lula, segundo a delação da empreiteira. Toffoli, diz Marcelo, então chefe da Advocacia Geral da União (AGU) do governo Lula e ex-assessor petista, era o amigo de Lula nesse jogo de apelidos cifrados.

O presidente do Supremo nega que tenha qualquer relação com a Odebrecht. Questionado agora pela PF sobre qual seria a questão tratada pela Odebrecht com Toffoli, Marcelo apontou o dedo para o ex-diretor jurídico e disse que só Adriano Maia poderia esclarecer a dúvida.

Foi por causa desse depoimento que o ministro Alexandre de Moraes determinou a censura ao site O Antagonista e à revista Crusoé, que revelaram o apelido atribuído pela Odebrecht a Toffoli.

Toffoli comandou ofensiva para livrar obra de contestações judiciais

À época da mensagem, Toffoli era o titular da Advocacia Geral da União (AGU) e comandava uma força-tarefa para contestar ações judiciais que tentavam barrar a construção da hidrelétrica do rio Madeira. Ambientalistas e defensores das populações indígenas eram contra a obra porque ela traria danos ao meio ambiente e às etnias de Rondônia que dependiam do rio.

Santo Antônio marcou a estreia da Odebrecht no mercado de energia, e Marcelo tinha uma estratégia agressiva: queria fazer as duas usinas planejadas para o Rio Madeira, a de Santo Antônio e Jirau, separadas por pouco mais de 100 km. O ganho de produtividade com a proximidade das duas obras era óbvio.

A Odebrecht levou Santo Antônio, mas perdeu Jirau por causa da atuação de Dilma Rousseff, ex-ministra de Minas e Energia e à época chefe da Casa Civil de Lula, segundo acusação feita por Emilio Odebrecht em seu acordo de delação.

Emilio disse que a empresa vencedora do leilão de Jirau, a Tractebel, não respeitou o edital: "A Tractebel entrou em Jirau contra a gente, mas feriu o edital: colocou a barragem a 10 km ou 15 km [do local ideal]. Ela infringiu o edital mas (...) teve apoio da Dilma pleno".

Dilma negou enfaticamente ter beneficiado qualquer consórcio nas usinas do Rio Madeira. Emílio disse que reclamou do comportamento de Dilma para Lula, mas o ex-presidente não fez nada. Emilio conta que a Odebrecht preferiu manter boas relações com Dilma por vislumbrar que ela poderia tornar-se presidente.

A Odebrecht já tinha um problema anterior com Dilma. Marcelo pedira a ela para vetar que o consórcio de seu concorrente em Jirau tivesse a participação de empresas públicas de energia. Dilma não aceitou o pedido, e o consórcio foi formado por um gigante mundial de energia (a francesa Suez), Camargo Corrêa, Chesf (Centrais Hidrelétricas do rio São Francisco) e Eletrosul – as duas últimas são empresas públicas.

Propina teria beneficiado políticos de vários partidos

Os relatos dos delatores da Odebrecht e Andrade Gutierrez apontam que a propina da usina Santo Antônio envolveu um arco de partidos que vai do PT ao PSDB, do PMDB ao PP, e até sindicalistas da CUT e da Força Sindical – que, segundo eles, foram subornados para não fazer greve.

Aécio Neves (PSDB), governador de Minas à época, foi acusado por delatores de ter recebido R$ 20 milhões da Andrade Gutierrez para colocar a Cemig (estatal mineira de energia) e Furnas (estatal federal que estava sob a esfera de Aécio) no consórcio que construiu a Usina Santo Antônio. A Odebrecht diz ter disponibilizado R$ 50 milhões para Aécio fora do Brasil.

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) levou R$ 20 milhões, segundo delatores da Odebrecht. O petista Arlindo Chinaglia, que presidia a Câmara dos Deputados, ficou com R$ 10 milhões, de acordo com eles.

O senador Edison Lobão (PMDB), que sucedeu Dilma no Ministério das Minas e Energia em 2008, recebeu R$ 5,5 milhões para tentar anular o leilão de Jirau, ainda segundo os delatores da Odebrecht. O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) teria recebido repasses ilícitos que chegam a R$ 20 milhões, segundo outro delator da Odebrecht.


07 setembro 2023

7 de setembro de Lula não tem povo nas ruas

Constrangedores o desfile e as comemorações do 7 de setembro. A ditadura que se instalou no Brasil expulsou o brasileiro, o patriota, que manifestava o seu orgulho pela data magna do País. 

As imagens do 7 de Setembro de 2023 falam mais alto do que qualquer palavra: as ruas estão vazias e ilustraram o deserto urbano que se tornou a esplanada dos ministérios e as vias públicas do Brasil.



O recado foi dado. Mais cedo ou mais tarde, o Brasil voltará às ruas, pois há motivos para que cada brasileiro possa duvidar não só das urnas, mas da justiça que soltou um condenado a mais de 20 anos de prisão, em três instâncias  e o colocou na presidência da República.

Logo veremos, como nos anos anteriores, os espaços públicos repletos de milhões de patriotas, empunhando cartazes com os dizeres "FORA ALEXANDRE DE MORAES", "FORA LULA" ou "FORÇAS ARMADAS TRAIDORAS DA PÁTRIA". Talvez todos vestidos de preto e agindo dentro da lei, evitando as armadilhas colocadas por infiltrados, como aconteceu a um punhado de tolos desafortunados em 8 de janeiro.


31 agosto 2023

Hackeamento humano - 54% do tempo de vida gasto em telas

(*)

A atenção humana virou o produto mais concorrido do planeta e isso tem nome: Economia da Atenção — termo cunhado pela primeira vez pelo economista, psicólogo e cientista político Herbert Alexander Simon na década de 1970, que explica como a atenção virou algo a ser capitalizado e transformado em mercadoria.

É o que nos conta Genesson Honorato, em seu artigo "A atenção humana foi hackeada e isso tem afetado a sua vida", publicado no MIT Technology Review Brasil, no último 11 de agosto.

Honorato nos diz que Alexander Simon chegou a essa conclusão antes mesmo da invenção de fato da internet como é conhecida hoje, levantando inúmeras discussões sobre os rumos que a sociedade poderia tomar. Esse viés econômico atrelado à atenção tem afetado a vivência coletiva de variadas formas, seja na família, na relação com os amigos, na maneira como os conhecimentos são apreendidos ou no trabalho, onde as pessoas passam grande parte de suas vidas.

No artigo ler-se também que uma breve olhada no celular durante uma tarefa importante e lá se foi a sua atenção, hackeada por uma rede social ou por uma informação irrelevante para a sua vida naquele momento. 

E, com isso, minutos ou horas preciosas se foram. Quando isso acontece, é comum não perceber de primeira o que levou a perder o foco. É comum a pessoa não lembrar o que estava fazendo antes de ter sua atenção capturada pela engenharia sociodigital. É menos provável ainda que ela deixe de repetir o padrão poucos minutos depois de lembrar a atividade que estava desempenhando anteriormente, ainda que essa “pausa” já tenha tomado um longo período de tempo até que essa pessoa consiga se reconectar àquilo que realmente precisava fazer naquele momento.

Existe uma disputa diária e um condicionamento operante para manter a atenção das pessoas virada para a palma de suas mãos. O artigo discute vários aspectos sobre o tema. Dentre estes, copio a seguir os números de uma pesquisa realizada pela NordVPN, sobre os hábitos digitais dos brasileiros maiores de 18 anos. São dados muito impactantes. 

O estudo mostra que os internautas passam, em média, quatro dias inteiros por semana totalmente conectados. Isso seria o equivalente a 197 dias por ano. E, levando em consideração que a expectativa de vida no país é de cerca de 76 anos, esses dados resultam em um total de 41 anos, três meses e 13 dias. Ou seja, é 54% do tempo de vida gasto em telas.

Chega a ser assustador pensar que muitas pessoas nem se dão conta do tipo de conteúdo que estão consumindo no período em que estão entregues aos algoritmos. 

Em síntese, não estão prestando atenção no que estão prestando atenção, uma necessária e urgente metafísica da atenção, conclui Genesson Honorato.


(*) A imagem é oriunda de uma reportagem, publicada pela CBN, que relata um estudo que aponta que o uso do celular está modificando o formato do crânio humano.

27 agosto 2023

Robôs jornalistas

Dagomir Marquezi traz um oportuno artigo sob o título "Robôs jornalistas", Revista Oeste (179), deste final de semana. A importância do artigo está nos alertas contidos no texto e não, necessariamente, no surgimento do(a)s personagens nele apresentados.

Isto porque não é de hoje que se conhece os benefícios e malefícios trazidos para a humanidade pela ciência, tecnologia e inovação. Existem vários exemplos, talvez o caso mais conhecido seja o da energia nuclear depois da explosão de bombas atômicas e mais recentemente os derivados do uso da Internet. Em ambos os casos encontram-se as digitais de seres humanos que procuram alcançar, por exemplo, o poder e, para isto, não importa nem a preservação da vida humana.

O artigo expõe âncoras de telejornais indianas criadas à base de inteligência artificial (¹) e faz um alerta à imprensa tradicional. Segundo seus criadores, as âncoras irão apenas complementar os profissionais humanos (de carne e osso), executando tarefas mais simples e repetitivas.

Contudo, o artigo já traz exemplos do que vem ocorrendo na China, após esta ter lançado, em 2018, suas âncoras nascidas como funcionárias do governo, comprovadamente expondo noticiários falsos, de interesse do Partido Comunista Chinês, sempre criticando os Estados Unidos e repetindo as ordens e narrativas criadas pela ditadura chinesa.

Em qual estágio se encontra o Brasil?

Bem avançado diga-se assim. É o que se pode constatar mas, por outro lado, sem sucesso. Mesmo com os robôs atuais (ainda humanos) a audiência dos grupos de comunicação militantes estão em continuada queda.

No final de 2020, um desses grupos chegou a anunciar que o seu portal de notícias G1 passaria a publicar textos produzido por "jornalistas robôs". Esse é o teor da matéria do dia 30 de dezembro de 2020, intitulada G1 publica textos sobre posse de prefeitos e de vereadores em cada uma das cidades do Brasil com auxílio de inteligência artificial. No primeiro dia de 2021 o site publica a matéria divulgando o resultado, com o título: Inteligência artificial: leia reportagens sobre a posse de prefeitos e vereadores em mais de 5 mil cidades, uma iniciativa inédita do G1

SMJ, tudo indica que a inciativa da Globo não funcionou. Lamentável, pois se um robô estivesse ancorando seu noticiário provavelmente estaria divulgando menos fake news do que faz agora.

                                                                  *  *  *


(1) Estuda-se e se desenvolve IA há muito tempo. O matemático Alan Turing, morto em 1954, aos 41 anos, é considerado o pai da ciência da computação e da inteligência artificial.

26 agosto 2023

O PCC montou um bunker no Guarujá


Em entrevista a Revista Oeste (179), deste fim de semana, o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, afirmou que o Porto de Santos se tornou o maior entreposto comercial de drogas do mundo. O PCC estabeleceu um bunker no Guarujá. "No estado inteiro apreendemos 150 toneladas de drogas só neste ano - foram 12 toneladas numa única ação ... o Porto de Santos é um ponto de convergência, porque a droga que é produzida dentro e fora do Estado passa por ali.  Os grandes operadores do crime organizado estão morando no Guarujá, em Cubatão e em Santos. Virou área crítica", disse Tarcísio.

Contudo, a história  do que aconteceu e ainda acontece em Cuba e na Venezuela, revela que os narcotraficantes nunca estiveram sozinhos. As operações de tráfico nos dois países escalaram em dimensão e em ousadia a partir do momento em que as direções do tráfico se entenderam com as autoridades dos respectivos países.

Livros publicados sobre o assunto, como, por exemplo, o de Leonardo Coutinho, "Hugo Chávez - o espectro", revela o que disse um ex-militar que fez parte do círculo do presidente Hugo Chávez:  "... a justificativa moral para o uso do aparato estatal em favor do narcotráfico foi ensinada por Fidel Castro".

"Em uma visita a Havana, o presidente venezuelano revelou ao ditador cubano sua disposição em dar suporte às Farc colombianas. No entanto, havia o inconveniente da cocaína. Fidel, sem titubear, corrigiu o discípulo. Disse que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo americano."

Uma perspectiva perigosa

O diretor do Observatório Geopolítico da América Latina (OGAL), Alberto Ray, afirmou que as perspectivas estão se tornando perigosas. Ele deu ênfase especial à situação no Equador e à violência armada. Ele lembrou que a fronteira colombiana-equatoriana é uma das importantes na produção de cocaína.

Essa área, com a maior produção de cocaína do mundo, está localizada em uma faixa de 10 quilômetros ao longo da fronteira colombiana-equatoriana, no lado colombiano.

“A partir dessa zona longe do mar, os novos caminhos são traçados pelos rios e vão para o sul. Para o Brasil, para abastecer o mercado daquele país, para ir para a África e de lá para a Europa”.

No início de 2015, o guarda-costas, Leamsy Salazar, um capitão de corveta da Marinha venezuelana, recém-exilado nos Estados Unidos, declarou às autoridades americanas ter presenciado, em 2013, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, despachar quatro lanchas de cocaína a partir de uma praia localizada na Península Paraguana, porção do território venezuelano que avança pelo Mar do Caribe.

Em junho de 2015, Diosdado, visitou o Brasil a convite da maior indústria de carnes do país e principal fornecedora da Venezuela, a JBS Friboi. Ciceroneado pelo presidente do Conselho da companhia, Joesley Batista, Diosdado foi recebido duas vezes pelo descondenado Lula da Silva na sede do instituto que leva seu nome, em São Paulo 

E embora não tivesse comunicado sua presença ao Itamaraty ou sequer marcado previamente, conseguiu “furar” a agenda das principais autoridades da política nacional e foi recebido pela ex-presidente Dilma Rousseff, pelo vice-presidente Michel Temer, e pelo presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros. 


25 agosto 2023

A reunião de Lula com o "carniceiro de Teerã"

Ebrahim Raisi, também conhecido por aqueles lados como o "carniceiro de Teerã". Ganhou esse "carinhoso apelido" em 1988 quando era juiz do Supremo Tribunal do Irã, ao ordenar a execução de milhares de prisioneiros políticos e a prisão ilegal (extrajudicial) de dezenas de milhares de iranianos que protestavam contra a ditadura dos Aiatolás. De acordo com a Anistia Internacional:

"milhares de prisioneiros políticos foram sistematicamente submetidos a desaparecimentos forçados em centros de detenção iranianos em todo o país e executados extrajudicialmente de acordo com uma ordem emitida pelo Líder Supremo do Irã e implementada em todas as prisões do país. Muitos dos mortos durante este período foram submetidos a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes no processo”.

Aqui está o link para o relatório oficial da Anistia Internacional - Iran: Blood-soaked secrets: Why Iran’s 1988 prison massacres are ongoing crimes against humanitycom esses e outros crimes contra a humanidade cometidos por Ebrahim Raisi.

A IstoÉ, em matéria sob o título "Meus queridos ditadores", (2010), ilustrada pela imagem abaixo, revelou que o governo Lula tinha se desviado do rumo seguido por governos antecessores:

[ ... ]  "No poder, Lula já chamou de “amigo e irmão” o general líbio Muammar Kadafi, defendeu o “companheiro” iraniano Mahmoud Ahmadinejad e causou arrepios ao criticar a greve de fome do preso político cubano Orlando Zapata. Na segunda-feira 5, Lula voltou a prestigiar outro ditador. Desta vez foi o presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que está no cargo há 31 anos."


Há pouco menos de um ano, Rodrigo Constantino, no artigo "Lula e as ditaduras", publicado na Revista Oeste (136), também abordou o assunto e o ilustrou com a imagem abaixo. Imagem esta que foi censurada pelo TSE durante a campanha eleitoral de 2022.



Pelo visto, o "virus por amigos ditadores" não foi extinto, deixando mais claro que Lula e o PT jamais demonstraram respeito pela democracia.



20 agosto 2023

Economia ilegal põe em perigo o destino da economia mundial na medida em que a atividade criminosa está sendo 'legalizada'

 


Durante um debate no Observatório Geopolítico da América Latina (OGAL), Alberto Ray, especialista em segurança cidadã, afirmou que 61% do território venezuelano é controlado por grupos irregulares. Tudo isso porque a impunidade é o bônus que os Estados dão às "máfias”. Ray indicou que essa situação ocorre como resultado do aumento da economia ilegal na Venezuela. "A economia ilegal põe em perigo o destino da economia mundial na medida em que a atividade criminosa está sendo 'legalizada'", disse ele.

Do debate, organizado pelo político venezuelano Antonio Ledezma, participou María Paula Romo, ex-ministra do Governo do Equador. Romo garantiu que o continente está "jogando sua sobrevivência democrática". Isso ao enfrentar o narcotráfico, principal indústria criminosa da região.

Para Romo “estão em curso outros mecanismos criminosos que vão desde crimes cibernéticos, extorsão, legitimação ou branqueamento de capitais. Tráfico ilegal de minerais, armas, tráfico de brancos ou pessoas, contrabando e falsificação.

Por sua vez, advertiu que todas estas operações ocorrem em contextos onde o Estado se encontra fragilizado.

Uma perspectiva perigosa

Por sua vez, o diretor-geral do Observatório, Antonio Ledezma, afirmou que as perspectivas estão se tornando perigosas. Ele deu ênfase especial à situação no Equador e à violência armada. Ele lembrou que a fronteira colombiana-equatoriana é uma das importantes na produção de cocaína.

Essa área, com a maior produção de cocaína do mundo, está localizada em uma faixa de 10 quilômetros ao longo da fronteira colombiana-equatoriana, no lado colombiano.

“A partir desta zona longe do mar, os novos caminhos são traçados pelos rios e vão para o sul. Para o Brasil, para abastecer o mercado daquele país, para ir para a África e de lá para a Europa”, afirmou o presidente Gustavo Petro há alguns dias.

Eles acrescentam que do Equador grupos irregulares também vão para o Peru, para ir para o leste da Ásia, Japão e Austrália, conforme detalhou o presidente Petro.

Soma-se a esta situação a “mexicanização” do narcotráfico. Segundo Francisco Santos, ex-presidente da Colômbia, esta situação ameaça todo o continente.

Em sua opinião, isso fica evidente no uso da violência. “É evidente o crescente controle dos territórios, um terço do território mexicano é controlado pelas máfias do tráfico que governam impunemente”.

Para Santos é preocupante “observar o comportamento dos Estados Unidos, que parece desconhecer esse drama. Enquanto a China avança para consolidar o controle da América Latina”.

Narcobolivarianismo visitou o Brasil

No contexto das delações feitas por ex-castristas e ex-chavistas, Leonardo Coutinho em seu livro "Hugo Chávez - o espectro", nos traz o que disse um ex-militar que fez parte do círculo do presidente Hugo Chávez revelando que a justificativa moral para o uso do aparato estatal em favor do narcotráfico foi ensinada por Fidel Castro. 

Em uma visita a Havana, o presidente venezuelano revelou ao ditador cubano sua disposição em dar suporte às Farc. No entanto, havia o inconveniente da cocaína. Fidel, sem titubear, corrigiu o discípulo. Disse que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo americano.

No início de 2015, o guarda-costas, Leamsy Salazar, um capitão de corveta da Marinha venezuelana, recém-exilado nos Estados Unidos, declarou às autoridades americanas ter presenciado, em 2013, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, despachar quatro lanchas de cocaína a partir de uma praia localizada na Península Paraguana, porção do território venezuelano que avança pelo Mar do Caribe.

Em junho de 2015, Diosdado, visitou o Brasil a convite da maior indústria de carnes do país e principal fornecedora da Venezuela, a JBS Friboi. Ciceroneado pelo presidente do Conselho da companhia, Joesley Batista, Diosdado foi recebido duas vezes pelo descondenado Lula da Silva na sede do instituto que leva seu nome, em São Paulo. 

E embora não tivesse comunicado sua presença ao Itamaraty ou sequer marcado previamente, conseguiu “furar” a agenda das principais autoridades da política nacional e foi recebido pela ex-presidente Dilma Rousseff, pelo vice-presidente Michel Temer, e pelo presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros. 



BRICS Media Forum - planos globalistas flertam com os planos comunistas

 

O BRICS Media Forum, aberto em Joanesburgo, na África do Sul, às vésperas da cúpula da organização, que será realizada entre os dias 22 e 24 de agosto, trouxe uma revelação explosiva: A cúpula do BRICS e o próximo avanço global, menos dólares e mais criptomoedas. Segundo especialistas em mercado como Peter Grandich, as próximas decisões dos BRICS levarão a mudanças “dramáticas”. O fórum é realizado pela sexta vez. O tema principal do fórum é: “ BRICS e África, fortalecendo o diálogo com as mídias para um futuro comum e justo”. O encontro está estruturado em torno de três conjuntos de questões, prestem bem atenção: “ Defender a justiça: O papel da mídia na formação da Nova Ordem Mundial.” “ Melhorar o comércio: O papel da mídia no estímulo do crescimento Econômico da África” e “ Promover a Inovação: O DEVER da mídia em Fomentar o desenvolvimento “Green”. Como resultado dessas reuniões, espera-se a adoção de um plano de ação para fortalecer as parcerias entre os principais meios de comunicação dos países do BRICS. Como podemos observar os planos globalistas flertam com os planos comunistas, eles se encontram no final. A mídia é a peça fundamental para a implementação da Nova Ordem Mundial, como eles mesmos escrevem em sua programação de discussão. Por isso, o primeiro passo é regulamentar as mídias em todos os países que fazem parte do BRICS - usando os moldes da China e Rússia, eliminando todas as redes sociais, considerado por eles uma ferramenta muito democrática e perigosa para o regime. A questão, portanto, é lógica: o que esperar, agora em relação a guerra econômica, pelo contrapoder financeiro global encarnado pelos BRICS, sob a liderança de Putin, Xi Jinping e Modi? A primeira resposta é óbvia: eles vão tentar assustar o mundo novamente para impor a Nova Ordem Mundial.

Por Karina Michelin, jornalista.

18 agosto 2023

As tarefas serão aumentadas, não automatizadas pela IA

O Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2023, divulgado pelo World Economic Forum, explora como os empregos e as habilidades evoluirão nos próximos cinco anos. Esta quarta edição da série continua a análise das expectativas dos empregadores para fornecer novos insights sobre como as tendências socioeconômicas e tecnológicas moldarão o local de trabalho do futuro.

Apesar dos avanços tecnológicos, o relatório sugere que as empresas estão se tornando mais céticas sobre o potencial da inteligência artificial para automatizar totalmente as tarefas de trabalho. Executivos estimam que 34% das tarefas já são automatizadas – apenas um ponto percentual à frente do número relatado no Relatório Futuro dos Empregos 2020.

As expectativas futuras de automação também estão sendo revisadas para baixo, à medida que os mercados sobem no cenário homem-máquina mais lentamente do que o previsto anteriormente. Os entrevistados da pesquisa deste ano prevêem que 9% adicionais das tarefas operacionais serão automatizadas nos próximos cinco anos – uma redução de cinco pontos percentuais em comparação com as expectativas em 2020.

A diferença é um consenso crescente de que a inteligência artificial aumentará o desempenho humano em vez de substituí-lo totalmente. Apenas a coleta de informações e a tomada de decisões simples provavelmente serão totalmente automatizadas, e as habilidades de liderança e imaginação não serão afetadas pela IA.

12 agosto 2023

O conto do vigário em tempo integral

Hoje (11/08), Lula lançou o PAC-3 repetindo o mesmo discurso malandro, ao anunciar números e projetos, incluindo aqueles que nunca saíram do papel. 

Disse Lula: “... o PAC é o começo do nosso terceiro mandato. Porque, a partir do PAC, ministro vai parar de ter ideia, ministro vai ter que cumprir o que foi aprovado aqui e trabalhar muito para que a gente possa executar esse PAC.”


Lula repetiu números (R$ 1 trilhão e 700 bilhões em investimentos) similares aos dos PACs anteriores 1 e 2, quando a progenitora de então (Dilma), em 2015, ao assumir seu novo mandato presidencial, assim afirmou:

  ... "desde 2007, foram duas edições do Programa de Aceleração do Crescimento - o PAC-1 e o PAC-2 - que totalizaram cerca de R$ 1 trilhão e 600 bilhões em investimentos. ... O PAC continuará sendo um instrumento de coesão da ação governamental e coordenação voluntária dos investimentos estruturais dos estados e municípios".

Quando as duas primeiras edições do PAC foram “finalizadas” – ainda que não de forma oficial, em 2016 – apenas 16,8% das mais de 29 mil obras anunciadas em sete anos foram concluídas, conforme um levantamento divulgado pela Inter.B Consultoria, feito pelos economistas Cláudio Frischtak e Julia Noronha.

Passados sete meses do atual governo Lula, o Brasil está se transformando no maior produtor mundial de embuste político em estado bruto.

11 agosto 2023

A Petrobras fechou as janelas de importação para o diesel e a gasolina por pequenos importadores

A negociação para a compra de combustíveis no exterior permite que empresas do setor privado estabeleça contratos para o comércio de combustíveis, contribuindo para o estabelecimento de competição interna entre elas e a própria Petrobras, beneficiando, na ponta, o consumidor.

A negociação e comercialização de combustíveis é feita diretamente pelo setor privado e a comercialização de petróleo e derivados no Brasil obedece as regras de mercado.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) entrou com um processo contra a Petrobras, denunciando a estatal na na Superintendência-Geral da Comissão de Valores Mobiliários (SGE-CVM).

Segundo informações públicas no site da CVM, no processo de nº 19957.007920/2018-15, a entidade que representa os importadores acusa a Petrobras de mentir em fato relevante ao mercado, ao divulgar que não praticaria preços abaixo do padrão internacional. No entanto, de acordo com a denúncia, a petroleira teria praticado preços sem conformidade com o mercado global para prejudicar a concorrência.

Os preços nas refinarias da Petrobras registram defasagem de 26% no diesel e de 22% na gasolina em relação ao mercado internacional.

De acordo com o especialista em combustíveis da Argus, Amance Boutin, os efeitos do descolamento dos preços da Petrobras das referências de importação já têm efeito nítido no mercado de combustíveis e nos pequenos importadores que ficaram sem espaço para uma competição sadia, podendo inclusive terem de encerrar suas operações.


Nesta terça-feira (8), o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, disse em evento do setor de dutos que a nova estratégia comercial da Petrobras tem sido positiva para a companhia. Ele descartou eventuais prejuízos pelo fato de a estatal manter os preços dos combustíveis inalterados, apesar da alta do petróleo no mercado internacional.

Contudo, as informações financeiras divulgadas pela empresa, no início do mês, não respaldam essa nova estratégia. Depois de um resultado recorde em 2022, o lucro líquido da Petrobras despencou 47% e a dívida subiu 8,2%, no segundo trimestre deste ano, após, entre outros fatores, as propagadas alterações na política de preços dos combustíveis.

Não dá para admitir que uma empresa petrolífera perca dinheiro toda vez que os preços do petróleo sobem no mercado internacional. Isso é totalmente irracional.

A história vai se repetindo, praticamente idêntica a do período 2003-2016. A receita repete a manutenção de preços artificialmente baixos, planos de investimentos mirabolantes e aparelhamento político.