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25 fevereiro 2016

ATÉ 2019 ?

No calendário podemos ver que o primeiro trimestre de 2016 ainda não se encerrou. Entretanto, para o Brasil, sob a ótica tanto econômica como política, o ano já acabou. Então, talvez seja mais adequado se dizer que ele nem começou e que 2015 foi/será prorrogado até 2018. 

As previsões de inflação alta, crédito restrito, recessão, elevação da relação dívida pública/PIB e aumento do desemprego se confirmaram. As três principais agências mundiais de classificação de riscos bateram o martelo e rebaixaram a nota de crédito do País colocando-o na faixa denominada de junk (lixo). A última delas, a Moody's, nesta quarta-feira (24/02).

Tal decisão não chegou a surpreender o mercado. Há semanas as análises financeiras publicadas já a considerava como inevitável. Era uma crônica de morte anunciada, diante da mais do que comprovada incompetência do governo de plantão.

Além dos aspectos econômicos, a Moody's, em seu comunicado, também se referiu a turbulência política vivida pelo País, apontando-a como séria dificuldade para que medidas necessárias à reversão da crise sejam implementadas.

Entretanto, o que está ruim poderá ficar pior. A perspectiva das três agências é negativa e, portanto, novos rebaixamentos poderão ocorrer ainda em 2016. 

Caso isso venha a acontecer, o Brasil irá precisar de cerca de uma década, após o inicio da retomada de seu crescimento, para recuperar as notas que o recolocará nas faixas de baixo risco de investimentos. Aviso este, repassado por diversos analistas financeiros ao tomarem conhecimento do comunicado da Moody's, tendo como base os resultados verificados em outros países que passaram por situações similares.

Esse quadro só irá se modificar quando a mudança de governo ocorrer. A duração da crise é a mesma da duração do governo, devido a sua falta de credibilidade e de capacidade para discussão-execução de qualquer proposta, política e/ou econômica, posta na mesa.

A saída da crise, portanto, está na mudança política e esta não se resume a troca da presidente. Com um Congresso desmoralizado, partidos fracos, líderes envelhecidos e desacreditados, não será possível fazer a nação acreditar que apenas a mudança da presidente nos permitirá retornar à superfície do poço.

Diante desse cenário, é imprescindível uma reforma do sistema político, em moldes parecidos com as sugestões contidas aqui, após a realização de eleições gerais, quiçá, até mesmo, através de uma nova Assembleia Constituinte.

24 fevereiro 2016

BALDE DE ÁGUA FRIA

A "história" contada, hoje (23/02/2016), no programa eleitoral do partido dos trabalhadores, pelo seu maior líder, teve como música de fundo o ruído dos panelaços promovidos por milhões de brasileiros em todo o País e que, logo em seguida, sofreu o maior balde de água fria já visto na TV. E mais, para isto, não foi preciso mais do que um minuto de intervalo.

Em ambientes multimídia, fomos presenteados, simultaneamente, pela expressão popular: "A mentira tem perna curta" e/ou, para quem prefere Confúcio, "Uma imagem vale mais do que mil palavras". Ao vivo e em cores confira, abaixo, nas imagens do programa do PT e do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão.



É triste, muito triste, enxergar que as pessoas mudam tanto para seguir um script para se manter no poder e faça deboche da população de seu próprio País.

O Brasil inteiro já conhece, o mundo também, que no palco dos políticos do PT, após mais de treze anos no poder, o saldo é de: péssimos serviços de educação, de transportes públicos, de saúde, de segurança, canteiros de obras inacabadas, dívidas, corrupção em níveis jamais vistos no País e MUITA MENTIRA.

16 fevereiro 2016

ONDAS GRAVITACIONAIS: LIÇÕES PARA O BRASIL

"É um sofrimento danado. É complicado ir almoçar com os colegas, o pessoal falando sobre ondas gravitacionais e você não poder contar a grande novidade."

Suponho que foi com grande emoção que o pesquisador Odylio Aguiar pronunciou essa frase, ao conceder entrevista à Folha de São Paulo, por ter participado do seleto grupo, com cerca de mil pesquisadores em todo o mundo, que observou, pela primeira vez, a detecção de ondas gravitacionais no universo, fenômeno previsto há mais de cem anos por Albert Einstein em sua famosa Teoria da Relatividade. Além de emoções, creio que sentidas igualmente por muitos brasileiros, a frase traz, também, lições para o Brasil.

Ao se ler o conteúdo do "raio-x" acadêmico do pesquisador Odylio, ou aqui no seu Currículo Lattes, percebe-se logo que ele é fruto da importância e da influencia que tiveram as duas instituições frequentadas por ele, no Brasil, para obtenção dos graus de graduação (ITA 1978) e de mestrado (INPE 1983).

Ambas têm origem em momentos singulares vividos pelo Brasil. Um deles surgiu logo após o término da segunda guerra mundial e o inicio da guerra fria, com a disputa nuclear e armamentista a todo o vapor, e que deu origem ao CNPq e ao ITA, sob as lideranças do Almirante Alvaro Alberto e do Marechal Casimiro Montenegro, respectivamente. O outro, com as mesmas motivações do primeiro,  foi provocado pela corrida espacial no final da década de 50, do século XX, que forçou o Brasil a observá-la na década de 60, culminando com a criação do INPE, em 1971.

Em todos esses momentos, o diferencial estava nas pessoas que se encontravam na liderança do conhecimento existente no País. Todos elas tinham consciência de que um povo só é soberano e livre se dominar o conhecimento cientifico e tecnológico. Sem ele, e num mundo cada vez mais globalizado, o País não será contado, plagiando Platão que disse certa vez: "um indivíduo que não sabe contar, ele próprio jamais será contado".

Foi muito bom ver o Brasil ser "contado". É muito bom ver o INPE constar na relação das 83 instituições de pesquisa participantes do projeto. Os pioneiros da década de 50, devem estar bastante felizes, pois alguns de seus discípulos aprenderam a contar, mesmo sem receberem, muitas vezes, o apoio e o reconhecimentos que lhes são devidos.

Para as lideranças vivas e para o País em geral, não necessariamente as do conhecimento, mas especialmente para as que governam o Brasil, que aprendam urgentemente a lição. Vejamos o porquê.

Neste momento, em sentido inverso ao exposto acima, toma-se conhecimento, diariamente, do desmonte que está ocorrendo nessas mesmas instituições e outras similares existentes no País.

Já passou da hora de se copiar os exemplos visíveis em várias partes do mundo. Frase como a pronunciada pelo Odylio só foi possível porque as principais instituições do projeto estão localizadas em países onde os orçamentos para a educação, ciência e tecnologia não podem ser reduzidos nem contingenciados.

No Brasil vem ocorrendo o contrário, conforme já mostramos aqui e aqui. A saída para o momento em que os recursos não podem ser ampliados deve ser o de se buscar o aperfeiçoamento da gestão daqueles já existentes, tendo como base um processo seletivo por mérito e por custo/benefício de suas atividades e não a simples e burocrática eliminação dos já escassos recursos, como vem sendo noticiado.



10 fevereiro 2016

MITOS POPULARES

Em notícia divulgada no final do ano passado, o Brasil tomou conhecimento da reconciliação ocorrida entre o Vaticano e o Padre Cícero.

O Padim Ciço, como é mais conhecido nos sertões do nordeste brasileiro, mais cedo ou mais tarde será beatificado. "Agora, abre-se um novo espaço para  encaminhamento dos vários graus até chegar a beatificação ou, quem sabe, até a canonização do nosso Padre Cícero", disse o padre Gilson Soares, assessor de comunicação da CNBB.

O Padre Cícero está entre aqueles considerados como mitos populares ao longo da história recente do Brasil.  Em comum, todos eles tiveram a capacidade de reunir em torno de si fiéis e fanáticos, oriundos das mais diversas camadas da sociedade brasileira e até do exterior.

Essa notícia me fez recordar uma outra que reproduzo a seguir: "Eta! Não pode fazer assim com o coitado!" O doutor pisa no freio da caminhonete ao ver a imagem decapitada do Padre Cícero na beira da estrada no sertão paraibano, próxima à cidade de Patos. O doutor é nada mais nada menos do que o bilionário francês Pierre Landolt, herdeiro e administrador de uma das maiores fortunas familiares do mundo, de acordo com a revista Forbes, mas que, desde 1974, resolveu dedicar uma parte de seu tempo, vivendo e trabalhando no sertão da Paraíba. Confira a história completa aqui, na matéria publicada pela revista Exame.

Além do Padre Cícero, outros nomes também estão sendo lembrados pelos historiadores brasileiros, tanto na produção de livros como na de filmes.

É o caso de Antonio Conselheiro, figura carismática que adquiriu uma dimensão messiânica ao liderar o arraial de Canudos, e de Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro Lampião. Entretanto, segundo Lira Neto, a aura de heroismo que durante algum tempo tentou-se atribuir aos cangaceiros está cedendo terreno para uma interpretação menos idealizada do fenômeno. Não faz mais sentido cultuar o mito de um Lampião idealista, um revolucionário primitivo, insurgente contra a opressão do latifúndio e a injustiça do sertão nordestino.

No campo político, algo semelhante tem ocorrido. Refiro-me, principalmente, aos ex-presidentes da República Getúlio Vargas e Lula, ambos populistas.

O primeiro é citado e relembrado com o mesmo entusiasmo vivido na época de sua trágica morte. Ele chegou ao Catete em dois momentos e dele saiu, pela última vez, para ir repousar definitivamente em sua terra natal carregado nos braços do povo.

Já o segundo, parece que não terá a mesma sorte do primeiro. Embora já tenha chegado ao Palácio do Planalto por duas vezes, seu desejo de novamente ocupar a cadeira presidencial não será concretizado.

Até onde podemos constatar, neste momento, mesmo sem que as operações e as investigações levadas a cabo pela Policia Federal e pelo Ministério Público tenham sido concluídas, é que o ex-presidente já está no purgatório, pagando pelos seus pecados, e os brasileiros com a certeza de que o seu destino final não será o céu.

02 fevereiro 2016

SEM REESTREIA

Depois de quase dois meses em marcha lenta, esta semana se iniciou com o retorno das atividades plenas nos três poderes da República sediados em Brasilia.  

As palavras contidas nos discursos proferidos durante as solenidades ocorridas nos salões dos respectivos poderes, demonstraram que os responsáveis pela condução dos destinos da Nação, compreendem mal a natureza e a dimensão do atual momento vivido pelo Brasil e nenhum deles assumiu e/ou pediu desculpas por essa situação.

Também não se ouviu um discurso novo, especialmente o do executivo em sua mensagem ao Congresso Nacional, lida pela própria presidente. Na pauta, os assuntos são os mesmos do final do ano passado. Como já dissemos aqui, confirma-se, assim, que 2016 é uma prorrogação de 2015.

Mas será mais do mesmo ? Não. Embora os temas não tenham sido modificados, todos eles, a crise econômica, a política e a ética estão em situações piores do que há um ano se encontravam. Em aditamento, para piorar esse quadro, surgiram as consequencias nefastas da propagação das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti.

A revista britânica "The Economist", desta semana, na matéria em que afirma que o Brasil é uma festa à beira do precipício, numa alusão ao período carnavalesco, avalia os indicadores econômicos como catastróficos, na área política aponta que o impeachment continuará na pauta do Congresso e já cita a epidemia do zica vírus como uma crise social de dimensão extensamente dramática.

Em pleno século XXI, depois de mais de 500 anos de seu descobrimento e de quase dois séculos de sua independência, ouve-se com muita tristeza, os discursos citados acima e histórias sobre brasileiros que emigram ou pensam em abandonar o nosso País. Que sina a nossa, um País que estava a um passo de por um pé no primeiro mundo, retornou aos anos 80.

29 janeiro 2016

GOVERNO SE MOVE NO ESCURO COM FARÓIS APAGADOS

O governo encerrou 2015 com o maior déficit primário de sua história. Um rombo de R$ 114,9 bilhões, o que equivale a 1,94 % do PIB, segundo dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional.

A meta fiscal para 2015, prevista incialmente, era de um superavit de 1,2 % do PIB (R$ 66,3 bilhões). Posteriormente, em julho/2015, a meta foi reduzida para 0,15 % (R$ 8,74 bilhões).

Três meses depois, em outubro, o governo voltou a revisá-la,   desta feita, para já apontar, ao invés de superavit, um déficit de 1% do PIB. 

Reprisou o feito em dezembro para propor uma nova meta, agora com déficit de 2 % do PIB.

Nesta quinta-feira (28), o governo anunciou, sem pestanejar, que tinha cumprido sua meta fiscal de 2015, aprovada pelo Congresso Nacional.

Mas, não disse, e nem pediu desculpas, por não ter cumprido a meta inicialmente prevista, que este já era o segundo ano consecutivo que pediu aval do Congresso para mudar metas e fechar anos fiscais com déficits, permitindo, assim, que a presidente pudesse "legalizar" suas contas sem incorrer em crime de responsabilidade fiscal.

26 janeiro 2016

PREÇO DO BARRIL DE PETRÓLEO SUBIU E DAS AÇÕES DA PETROBRAS CAIU

O anuncio da petrolífera estatal saudita Saudi Aramco de que o aumento da demanda por petróleo pode superar 1,2 milhão de barris por dia em 2016, fez o petróleo se firmar em alta e, durante a tarde, chegar a subir mais de 6% em Londres e em Nova York.

Conversações entre os maiores produtores do óleo prosseguem e Citigroup, Bloomberg e OPEP já projetam ganhos no segundo semestre do ano, com o barril de Brent a US$ 41 no terceiro quadrimestre do ano e a US$ 52 nos últimos três meses.

Como já dissemos anteriormente, "Ouro negro, agora e ainda por muito tempo".

Enquanto lá fora o clima foi de euforia, aqui no Brasil, hoje, o preço das ações da Petrobras afundou ainda mais (R$4,20), junto com as demais notícias do governo Dilma Rousseff.

Entre elas, a suspensão judicial da venda de 49% da Gaspetro pela Petrobras para a empresa japonesa Mitsui Gás e Energia do Brasil.

A Mitsui pagou R$ 1,9 bilhão pela fatia minoritária (49%) da Petrobras na sua subsidiária de gás, após aprovação da transação pelo conselho de administração da estatal.

A operação foi a primeira a sair do papel dentro do plano de desinvestimentos da Petrobras, leia-se privatização de ativos da companhia, coisa que a presidente Dilma Rousseff e o PT, em suas campanhas eleitorais, diziam que jamais fariam, mas acusavam o candidato oposicionista de que iria fazê-la.

23 janeiro 2016

ESTARRECIDOS ESTÃO OS BRASILEIROS

A presidente Dilma Rousseff, em ato partidário do PDT, realizado nesta sexta-feira (22), em Brasília, revelou estar estarrecida com as informações contidas no relatório do FMI sobre o Brasil.

Durante o seu discurso, a presidente também se referiu ao impeachment a que se encontra submetida no Congresso, comparando-o com igual processo enfrentado pelo ex-presidente Getúlio Vargas.


Em ambos os casos, a presidente teima em apresentar enredos que não conversam com a realidade. Nem em obras de ficção seriam registrados, pelas incoerências contidas em seus pronunciamentos.


A presidente parece ainda se encontrar em campanha eleitoral, reproduzindo discursos e/ou imagens que iam de encontro à realidade, produzidas por seus marqueteiros de plantão. Passado mais de um ano das eleições de 2014, a vitoriosa presidente ainda não retornou ao mundo real.


Será que a presidente ainda não escutou que o País perdeu, em 2015, 1,5 milhão de postos de trabalho  e que essa perda será maior em 2016 ?


Será que a presidente não sabe que a inflação atingiu, no último ano, 10,67% e segue em ritmo ascendente ?


Será que a presidente desconhece que a taxa de juros chegou a 14,25%, o que torna o crédito inadmissível e espanta os investidores ?


Será, então, que a presidente gostaria que o FMI fingisse e acreditasse em seus discursos de campanha, enquanto a realidade dos números aponta para o encolhimento da economia brasileira de cerca de 4% em 2015 e nada diz que esse valor irá mudar em 2016 ?


No outro campo, o político, a presidente ao repetir essa cantilena de que a oposição quer dar um golpe, demonstra, também, o quão distante se encontra do mundo real. Até o presente, nenhuma iniciativa neste sentido é conhecida.


Não é, pelo menos, de conhecimento público, que existam civis e/ou militares conspirando contra o seu governo e/ou que a presidente dorme com uma arma nas proximidades de sua cama, como fazia o ex-presidente Getúlio Vargas.


O que existe, isto sim, são enormes diferenças entre os perfis e nas atuações dos dois presidentes da República, o ex-presidente Vargas e a presidente atual.


Do primeiro presidente, a história nos conta de sua ferrenha dedicação em cumprir as promessas  assumidas, em público, com a população. Muitos dos quesitos constantes de seus planos de governo e em execução, chegaram a ser incorporados em planos de governo de seus sucessores.


O que se sabe também, é que o ex-presidente sempre pensou no País em primeiro lugar, e não em um projeto de poder. De tão disciplinado e sincero, o ex-presidente Vargas cumpriu à risca este seu mandamento até deixar o governo, e que, ao mesmo tempo, embora morto, saiu do Palácio do Catete amado e carregado nos braços dos brasileiros.


Da segunda presidente, embora já se tenham passado cinco anos de exercício no poder, no Palácio do Planalto, já se pode registrar uma enorme diferença entre os dois presidentes.


Até o momento, o que se pode contabilizar, em primeiro lugar, foi um extenso rol de promessas que não se concretizaram. Elas podem ser verificadas aqui, tendo como referências os discursos de posse da presidente no Congresso Nacional, em 01 de janeiro de 2011 e em 01 de janeiro de 2015.


Em segundo lugar, além do desastre econômico mencionado acima, se registra um blecaute do governo, extensivo a todas as áreas de sua responsabilidade: saúde, segurança e infraestrutura. Já escrevemos aqui que o mesmo fenômeno ocorre na área de educação, mesmo sendo esta objeto do slogan "Pátria Educadora" para o seu segundo governo.


Na verdade, o problema é mais grave, pois esse blecaute é decorrente da péssima administração de um setor público aparelhado, loteado e saqueado numa verdadeira orgia de corrupção.


"Estamos sem governo, com um modelo de fisiologismo que nos enche de vergonha", disse o ministro Gilmar Mendes, do STF, por ocasião do julgamento da Medida Cautelar (MC) e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 378), todas sobre o rito a ser cumprido durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Portanto, senhora presidente, retorne à realidade, ESTARRECIDOS estão os brasileiros. É o que expressam as pesquisas de opinião pública em relação ao seu governo.

Não lhe desejamos uma saída que siga o mesmo roteiro do ex-presidente Vargas, mas sugerimos que  reconheça a sua incapacidade de continuar governando o País e, em ato sublime, RENUNCIE ao seu mandato em benefício do povo e das futuras gerações do Brasil.

20 janeiro 2016

A INTELIGÊNCIA BRASILEIRA NÃO SERÁ MENOSPREZADA


Nos anos 60-70, do século passado, aconteceram muitas coisas pelo mundo afora e também aqui no cone sul. 

Nós, daquela época, íamos do twist do Chubby Checker, da bossa nova com sua musa Nara Leão, ou com os Beatles. 

Íamos também de jovem guarda com essa turma
ou por aqui, com os Incríveis, até chegarmos na era disco com este sucesso.

Ao mesmo tempo, na outra ponta, alguns “santos” eram admirados como o Che Guevara e o Mao Tse Tung.

Mas, como que de repente, o mundo acordou, o sonho acabou, e o muro caiu com o Gorbachev e com a chegada do Deng Xiaoping, que escapou de Mao.

Adentramos aos anos 90, com o PIB brasileiro ainda superior ao chinês, mas deu no que deu como reportado aqui

Precisamos, pois, urgentemente, encontrar um novo rumo, especialmente para as gerações futuras. Quais serão as nossas músicas e os nossos santos nos dias de hoje ?

Talvez ainda não tenhamos a resposta. Mas de uma coisa temos certeza: não será o "santo lula" que, com a maior cara de pau já vista em nosso Brasil, teve, hoje (20/01/2016), o atrevimento de falar para alguns blogueiros, tentando menosprezar a inteligência brasileira. Pra ele, entretanto, a música já existe, basta se escutar o refrão dessa marchinha do Noel.

PIB BRASILEIRO FOI SUPERIOR AO CHINÊS

No início da década de 1990, o PIB brasileiro era superior ao da China. Ao longo desse período, vimos aquele país nos igualar e, rapidamente, nos ultrapassar, tornando-se a segunda economia mundial no momento atual.

Enquanto na Ásia os ventos econômicos sopravam forte, chegando a atravessar os imensos oceanos, o Brasil não conseguiu alcançar a almejada quinta posição no ranking econômico mundial e, hoje, o seu sexto PIB mundial de outrora já é história. O Brasil está engarrafado de gente incompetente. Apenas a nossa lentidão é veloz.

Tão logo sejam fechados os números de 2015, assim como no desemprego, nos juros e na inflação, o Brasil retornará aos dois dígitos também na escala econômica mundial, como na época do Sarney. Com o dólar a R$ 4, ficaremos abaixo do Canadá que ocupa a 10a. posição e, provavelmente, também atrás da Coréia do Sul que está no 11o. lugar.

A reversão desse quadro não se dará com o governo que ocupa atualmente o Planalto e nem num curto prazo. E só terá lugar com uma completa guinada em direção a um modelo econômico diferente, a começar pela redução do tamanho do estado, como fez a Nova Zelândia na década de 80 e que pode ser relembrado neste link.

E por que não aprender também com a China ? Embora, aqui diferentemente de lá, sair da pobreza sim, mas com democracia.

Retornando aos números. Nos últimos 25 anos a China aumentou seu PIB em cerca de 30 vezes (US$ 10,3 trilhões). No mesmo período o PIB do Brasil cresceu 5 vezes. Com a variação do dólar para valores próximos de R$ 4, esse número cai para aproximadamente 3 vezes (US$ 1,4 trilhões).

Apesar da diminuição em seu ritmo de seu crescimento, em 2015 o PIB chinês se expandiu apenas 6,9%, a China cresceu o equivalente a meio PIB do Brasil.

Há chances de um cavalo de pau ? Quase impossível, mas fica o desafio para servir de estímulo.

Como exemplo, para que o nosso PIB volte a se igualar ao da China, serão necessários, aproximadamente, cerca de 30 anos com o PIB brasileiro crescendo, continuamente, a taxa de 10% a.a e, ao mesmo tempo, que a China cresça apenas a 1% a.a.

16 janeiro 2016

FUNDO PARTIDÁRIO - RECURSOS GARANTIDOS PARA SE MANTER NO PODER

Com a decisão do STF de acabar com o financiamento privado de campanha, os partidos políticos, ajudados pela presidente Dilma Rousseff, triplicaram (em 2014 o valor foi de R$ 289 milhões) os recursos para o fundo partidário, oriundos, como se sabe, do tesouro, ou seja, do nosso bolso.

Ainda em 2015, esses recursos saltaram para R$ 811,28 milhões e, para 2016, a presidente contemplou o fundo partidário com R$ 819 milhões. Com o impeachment e a lava jato batendo à sua porta, nem piscou, e manteve o agrado aos partidos.

Além disso, como 2016 é um ano eleitoral, se repetirá uma vergonhosa negociação financeira, e/ou por vantagens futuras no governo, pelo uso do tempo de rádio e TV celebrada entre siglas/coligações partidárias de aluguel, que custará aos cofres públicos aproximadamente R$ 580 milhões.

Enquanto isso, mesmo com mais de 9 milhões de desempregados, os brasileiros já pagaram, só em 2016, mais de R$ 100 bilhões em impostos. É trágica a situação em que nos encontramos.

E a presidente acha pouco. Durante o seu "café com mentiras" com jornalistas, esta semana, a presidente voltou a defender o retorno da CPMF e nem sequer se desculpou de ter mentido durante a campanha eleitoral de 2014, quando se manifestou em sentido inverso.

Como lembra a escritora Aninha Franco em seu artigo de hoje, "Dilma Roussef quando sancionou o Orçamento de 2016 com cortes nas áreas da Educação e Saúde, diminuições no Bolsa Família, créditos de uma CPMF que não existe, e bilhões destinados à publicidade do governo e ao Fundo Partidário, a bolsa dos 36 partidos, muitos deles quadrilhas organizadas. A presidente assina esse Orçamento e deve ir aos microfones dizer que é honesta. Ora, nos poupe pelo menos disso, Excelência! Nós sabemos como se comportam os honestos".

O Brasil precisa urgentemente inaugurar a quinta República, reconstruir suas instituições para que sejam capazes e compromissadas com a sociedade e não com uma meia dúzia de falsos líderes que tomaram e querem se perpetuar no poder.

13 janeiro 2016

O BRASIL FORA DOS TRILHOS


"A gênesis das estradas-de-ferro no Brasil é quase a mesma que as das americanas: a anta rompia trilhos dentro do mato, o índio, em seu encalço, abria a picada; o português, com seus cargueiros, alargava-a; de raro em raro um carro de boi seguia o colono e abria, com suas rodas cortantes, colossais, dois sucos paralelos a que chamavam de caminho; mais tarde o progresso estendeu as suas fitas de aço ao longo dos principais caminhos, e, finalmente no século XX, o automóvel fez surgir algumas estradas dignas desse nome" - em Roy Nash, A Conquista do Brasil, 1939.

Tal modelo foi pensado para o Brasil pelo Barão de Mauá para transporte das riquezas do País, de seu interior até os portos. Foi assim que, em 1854, inaugurou a primeira estrada de ferro brasileira.

A segunda linha férrea instalada no Brasil, foi entre o Forte das Cindo Pontas, no Recife, e a Vila do Cabo, com 31,5 km de extensão, inaugurada em 1858. A sua construção demorou menos de 3 anos, mesmo tendo sido interrompida por uma epidemia de cólera que chegou a matar cerca de 38.000 pernambucanos.

Na mesma época foram criadas duas empresas: a Brazilian Street Railway Limited e a Great Western. Ambas as empresas foram constituídas a partir do regime estabelecido pela Lei n. 641 de 26 de junho de 1852, inspirada no desejo de atrair os capitais britânicos. Anteriormente, o padre Diogo Antonio Feijó, procurando consolidar o Império, promoveu a votação da Lei 101 de 31 de outubro de 1835, que autorizou o governo a conceder, a uma ou mais companhias, carta de privilégio exclusivo para a construção e uso de estradas de ferro. SMJ, este foi o marco inicial para o estabelecimento de parcerias público privadas no Brasil.

Como consequência, o projeto de uma rede ferroviária tornou-se realidade, foi plenamente executado com muito sucesso, ligando o Rio de Janeiro às capitais do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e da Bahia, com extensão total de 5.500 km. A primeira com atuação nas regiões sul-sudeste e a segunda para ligar os estados do nordeste. Contudo, mais adiante, em 1902, segundo o Correio da Manhã, o Brasil já era tachado por empresários ingleses do setor ferroviário como "o país mais corrupto do mundo". Mesmo assim, chegamos aos anos 1930-1940 com boa parte do território brasileiro ligado por trilhos.

Com a chegada da II guerra mundial, todas elas começaram a passar por graves problemas de manutenção, trilhos, vagões e locomotivas, já que o esforço da industria na Europa e nos EUA era para suprir as necessidades das tropas. 

Posteriormente essas empresas foram estatizadas e passaram a compor a RFFSA. No pós-guerra, e mais enfaticamente a partir do governo JK, forçado pela indústria automobilística, os trilhos foram esquecidos e o esforço se voltou para as estradas de rodagem.

Veio o plano de construção das BR's, fortalecido pelos governos militares. A maior parte dessas ferrovias virou sucata. Os planos para recuperá-las, expansão e construção de novas ferrovias, não saíram do papel. Talvez seu exemplo mais marcante tenha sido a da construção da "Ferrovia do Aço".

Os governos posteriores seguiram o mesmo enredo. Há quase três décadas, a construção da ferrovia Norte-Sul ainda está incompleta, mas escândalos surgiram logo na fase de licitação, em 1987, e a obra se converteu em símbolo de corrupção, incompetência e desfaçatez do governo federal.

Neste momento, em outra "viagem" similar, ainda não se  conseguiu nem começar direito as obras essenciais de ferrovias que ligariam a Norte-Sul a Goiás e ao litoral da Bahia.

Mais recentemente, a presidente Dilma Rousseff passou a ampliar esse enredo ao "viajar" na ideia do trem-bala, aquele que estaria pronto para ligar São Paulo ao Rio já na Copa de 2014.

No mesmo embalo, a presidente surgiu com a história do trem do Peru, que ligaria o centro do Brasil ao Pacífico passando em parte pela Amazônia e pelos Andes, "corredor da exportação agropecuário" por onde nem os agropecuaristas querem correr.

Hoje temos, em quilometragem, praticamente a mesma extensão do final da década de 40. Em termos qualitativos, atualmente o Brasil ocupa a 95a. posição mundial. Um preço altíssimo estamos pagando por se ter feito a opção rodoviária.

O Brasil, portanto, chegou a 2016, não com "trens bão", mas com uma extensa rede de "trens da alegria", como a revelada por Nestor Cerveró, em delação premiada.