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18 junho 2023

Um brinde à democracia




Bolsonaro impediu a implantação de uma ditadura no Brasil e salvou a nossa democracia

Muitos dos que fizeram o L, incluindo ex-ministros, os que assinaram a carta do Largo de São Francisco¹, já começaram a descobrir que ao contrário do que diziam e ainda dizem a ala comunista brasileira (PT, PSOL, PCdoB, PSB, Rede, …) juntamente com a velha imprensa militante e membros de tribunais superiores brasileiros, quando acusaram o presidente Jair Bolsonaro de querer destruir a democracia e estimular atos antidemocráticos, foi ele, o Bolsonaro, que impediu a implantação de uma ditadura no País e salvou a nossa democracia.

"Os diálogos que vieram à tona nos últimos dias mostram, na verdade, que Bolsonaro salvou a Democracia, ao resistir à pressão sofrida por grande parte de seu entorno. Ele, inclusive, deixou o cargo antes de seu mandato terminar. Não digo isso como forma de defesa, mas como conclusão lógica do material recentemente exposto. Muitos foram os diálogos em que interlocutores imploravam para Bolsonaro dar um golpe e ele não deu, nem tentou", escreveu em seu Twitter a ex-deputada estadual Janaina Paschoal.

Coincidentemente, será realizado na próxima semana, em Brasília, o encontro do Foro de São Paulo, organização que nasceu com o objetivo de implantar na América Latina e Caribe uma nova União Soviética tão logo esta ter sido desfeita em 1991².

Com a mudança de liderança do comunismo no mundo, da Rússia para a China, esta ganhou o destaque no Documento Base do Foro. Contudo o discurso é o mesmo, carregado propositalmente de desinformação, mas nele não pode ser encontrado sequer uma vírgula de democracia, embora a palavra seja usada constantemente. 


¹ Entre os subscritores da carta, estão advogados, artistas, banqueiros, ex-ministros do STF e os então candidatos à Presidência. Estavam presentes no evento representantes de grupos como Frente Povo Sem Medo, Jornalistas Livres, Central Única dos Trabalhadores e OAB-SP.

² No Kremlin, às 19h32, do dia 25/12/1991, a bandeira vermelha com a foice e o martelo da URSS foi recolhida.



Alô, alô Foro de São Paulo. O Brasil também é um daqueles carvalhos que não podem ser derrubados


O XXVI Encontro do Foro de São Paulo (FSP) ocorrerá em Brasilia entre os dias  29/06 e 02/07/2023. 

Segundo consta no Documento Base para esse encontro, (item I.1), há uma mudança favorável na correlação de forças da América Latina e Caribe. Fruto dessa mudança, amplas frentes democráticas e progressistas se reagrupam e novas forças surgem em cena, baseadas nas ideias coincidentes que o FSP propõe e defende.

Falar em "amplas frentes democráticas e progressistas se reagrupam" é um deboche, um acinte  aos que conhecem a origem do Foro ou pelo menos examinam a lista de sues participantes. Logo identificarão a presença de ditadores e neoditadores, habitantes de países da Região, incluindo o Brasil, claro. Todos sabem que frentes democráticas e progressistas é a nova denominação para aquilo que anteriormente se denominava de comunismo e/ou socialismo, cujo expoente da época se chamava União Soviética (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas - URSS).

Neste fim de semana, J.R.Guzzo, em sua coluna na Revista Oeste, acertadamente afirmou que :

"O Brasil, dia após dia, está se transformando num país soviético. Com o consórcio formado pelo Supremo Tribunal Federal e as facções que dão suporte ao presidente da República, o Brasil, cada vez mais, só tem governo — não tem população. Como na Rússia comunista, e em todos os regimes que surgiram à sua semelhança, de Cuba à China, o país está a caminho de ficar sem instituições; elas não foram eliminadas oficialmente, mas cada vez valem menos.

[...] A República Soviética do Brasil não acabou com a propriedade privada ... apesar da paixão de Lula pelo movimento semiterrorista que invade propriedades rurais, destrói bens e pratica violência armada, sem que um único de seus agentes seja jamais incomodado pelo sistema judicial. 

[...] Mas já organiza e hospeda, em Brasília, reuniões do seu próprio Comintern, a que hoje se dá o nome de “Foro de São Paulo” e que cobra inscrições em dólar. 

[...] Está montando uma máquina estatal de estilo soviético, que só serve ao partido e está mais distante do povo brasileiro do que a Terra da Lua. 

[...] O Ministério da Justiça, logo esse, já é comandado por um comunista de carne e osso; ele mesmo, aliás, já disse que é comunista “graças a Deus”. É para aí que vai a procissão.

[...] A maior parte da imprensa se dedica à adoração de Lula, do seu governo e do ministro Alexandre de Moraes. Funciona, na vida real, como um grande Pravda, escrito e falado em português — e muitas vezes em mau português." 

Retornando ao Documento Base e permanecendo apenas em sua primeira página, itens I.1-I.3, destaco mais algumas desinformações. Aliás, desinformação foi a estratégia utilizada por Lenin enquanto esteve comandando a URSS (1917-1924). Nos itens I.2 e I.3 encontramos:

"Em cada fase da história recente surgem programas e propostas políticas que [...]  têm processos de distribuição progressiva de renda e mobilização das forças produtivas na luta pela erradicação da pobreza, equidade social e defesa dos direitos legítimos dos povos, cujas propostas fundamentais incluem a integração econômica, social e política na América Latina e Caribe."

"Desde o XXV Encontro em Caracas, em 2019, até 2023, as forças organizadas, sociais e políticas que se reúnem neste espaço da esquerda continental protagonizaram uma intensa luta pela defesa dos direitos políticos, econômicos e sociais dos povos e a soberania nacional."

Novamente, e será sempre assim, se encontram nos dois itens mais desinformação. Todo mundo sabe como passou a viver a população de Cuba, Venezuela e Nicarágua, para ficar apenas nesses três exemplos, após a implantação de suas respectivas ditaduras. Em todos eles, assassinatos para os que discordam do regime, fome, miséria, sem liberdade (imprensa e partido únicos) e instituições que dão suporte ao regime. Poder, riqueza e bonança para as suas lideranças.

Neste domingo, 18 de junho, parece ser apropriado se recordar de uma voz que lembrou ao povo ferido que a França é um daqueles carvalhos que não podem ser derrubados. Mais do que nunca, o apelo do General de Gaulle tocou/toca os corações dos franceses amantes da liberdade.

Da mesma forma, no momento atual, toca também os corações dos brasileiros amantes da liberdade.

OS CELULARES DA REPÚBLICA - Tempos sombrios no Brasil!

Gerson Gomes, brasileiro e residente nos EUA, tornou pública sua análise sobre os acontecimentos ocorridos após a divulgação do conteúdo do celular do Ten Cel Cid, apreendido pela PF sob pretexto de verificar uma falsificação de cartão de vacina.

Essa ótima análise deve ser mais conhecida dos brasileiros e, por isto mesmo, a reproduzo aqui e em minhas redes sociais. O texto original e as repercussões junto aos seguidores do Gerson no Twitter estão disponíveis neste link de acesso a sua conta nesta rede social.

Finalizando, são reflexões como essa que nos reforça a reafirmar que o Brasil está em crise, mas há salvação.

Boa leitura.

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OS CELULARES DA REPÚBLICA

Mais um brilhante oficial terá sua carreira prejudicada pelo envolvimento nas “tramas e intrigas palacianas”.

O Cel Lawand, novo personagem que emerge do celular do Ten Cel Cid (apreendido pela PF sob pretexto de verificar uma falsificação de cartão de vacina), estava selecionado para uma missão nos EUA, no entanto, será obrigado a permanecer no Brasil para responder às convocações da Justiça e (provavelmente) da própria CPMI. Mensagens entre um coronel e um tenente-coronel não carregam peso decisório algum. Devaneios em conversas de WhatsApp, que já ensejaram vergonhosas buscas e apreensões nas casas de empresários, neste novo episódio alimentarão manchetes e versões convenientes ao governo sobre uma fantasiosa tentativa de golpe de estado no 08 de Janeiro. Falta conhecimento a muitos sobre como funcionam as Forças Armadas e, em especial, o Exército Brasileiro. Não havia a menor possibilidade de golpe militar no contexto pós eleitoral. Havia, sim, a possibilidade de que o Presidente da República apresentasse o pedido de impugnação do pleito, no prazo constitucional, o que deveria ensejar uma crise, com o Presidente da Câmara assumindo interinamente o Poder Executivo a partir do dia 01 Jan. Novas eleições poderiam ser convocadas, ou dada a posse ao candidato declarado vencedor pelo TSE em 2022, após as diligências cabíveis. A “intervenção federal” foi uma das expressões mais frequentes naquele período e erroneamente mencionada. É prevista pela Constituição apenas sobre unidades da Federação (como ocorreu no RJ em 2018 e no próprio DF este ano), carecendo de aprovação do Congresso Nacional. Não existe a intervenção federal de um Poder sobre outro. A Garantia da Lei e da Ordem (GLO), já utilizada dezenas de vezes, se aplica aos casos onde as capacidades das forças de segurança pública não sejam suficientes para fazer frente a uma emergência. Foi o que ocorreu em Brasília, durante o governo Temer, na invasão e depredação do Congresso Nacional por militantes de esquerda, bem como nos grandes eventos esportivos no RJ (Copa do Mundo e Olimpíadas), greves de polícias nos estados, etc. A decretação do estado de defesa (outra hipótese aventada nas conversas de redes sociais), da mesma forma que o decreto de GLO, carece da aprovação do Congresso e seria descartada, em virtude da conjuntura política desfavorável. A realidade dos fatos: o Presidente foi assessorado com diversas opções e decidiu não apresentar o pedido de impugnação, não tomando qualquer ação ao arrepio da Constituição. Cumpriu seu mandato “dentro das 4 linhas”, como repetiu à exaustão.

Minha avaliação: Bolsonaro perdeu o timing ao não adotar medidas da competência do Chefe de Estado, em episódios anteriores ao processo eleitoral. Era flagrante a desarmonia e desequilíbrio entre os Poderes e, mesmo assim, decidiu encarar o pleito.

Depois de iniciada a campanha, a legitimidade para agir na contenção do STF/TSE ficou prejudicada, esbarrando no óbvio conflito de interesses de um Presidente/candidato, bem como no risco de comprometer o resultado obtido pela direita na maioria dos estados e no próprio Congresso Nacional.

Constatação final: nossas conversas privadas em celulares se converteram em instrumentos de perseguição política, subsidiando versões (ou narrativas) que, em muitos casos, camuflam a verdade. 

Tempos sombrios no Brasil!



16 junho 2023

O Brasil em crise. Mas há salvação

A atual situação política do País é muito grave. É tão grave que já está sendo comparada ao que ocorreu na Alemanha durante a ascensão de Hitler ao poder no início dos anos 30 do século passado. 

O advogado Cláudio Luiz Caivano, durante a live "Um pingo de liberdade" fez uma adequada analogia do nosso 8 de janeiro que, segundo o Cláudio, em um só ato reuniu os dois eventos ocorridos em Berlim em 1933 e 1934, respectivamente: o incêndio no Reichstag (prédio do parlamento alemão) e a "Noite das Facas Longas", como ficou conhecido o ato de perseguição do nazismo aos seus opositores políticos. Confira os dados vendo o vídeo abaixo. A íntegra da live está disponível no YouTube neste link


No Brasil, atos de perseguição política ao Bolsonarismo, que é como está sendo denominada a direita brasileira, vem ocorrendo desde a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. Obtida a vitória, já na sua diplomação no cargo de Presidente da República, no próprio TSE, ele recebeu o seu primeiro insulto oficial. Sim, através da presidente do Tribunal, ministra Rosa Weber, ao lhe entregar um exemplar da nossa Constituição Federal.

De lá para cá, tais provocações e decisões das Cortes Superiores do País se multiplicaram e se sucedem em rápida velocidade. Todas sem nenhum respeito à nossa Lei Magna, à legislação inferior e aos demais poderes da República. Há centenas de casos sob este chapéu, muitos deles de conhecimento público (pasmem, outros não), todos eles objetos de manifestações de repúdio de consagrados juristas brasileiros.

Além do que já se mencionou acima, também merece grande destaque e a atenção de todos, o que disse o jornalista Augusto Nunes durante o programa Oeste Sem Filtro.

Augusto trouxe à tona uma acusação contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, alegando “obstrução de justiça” no caso de vandalismo ocorrido em 8 de janeiro. Além disso, Augusto também fez acusações ao general GDias, ao ministro da justiça, Flávio Dino, e ao presidente Lula, afirmando que todos foram, pelo menos omissos, diante dos fatos ocorridos. Augusto também se prontificou a prestar seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI 8 de janeiro) para esclarecer as suas denúncias. Confira a seguir:


As milhares de reações de apoio ao que se ouviu em ambos os vídeos foram imediatas. É o que conforta a maioria dos brasileiros, pois já se ver luz do final do túnel. Os inimigos do Brasil sofrerão resistência daqueles que irão lutar em favor de nossa democracia e da salvação do País.


15 junho 2023

World Economic Forum (WEF) - The Bible is fake news

Leio hoje, agora há pouco uma notícia, publicada em 13/06/2023, sob o título "WEF ordena que o governo proíba a Bíblia e publique a versão 'verificada' sem Deus", na qual informa que o O Fórum Econômico Mundial (WEF) pediu que as escrituras religiosas sejam “reescritas” pela inteligência artificial para criar uma “nova Bíblia” globalista. 

Link

O jornal Tribuna Nacional nos diz que Yuval Noah Harari, que atua como braço direito de Klaus Schwab no WEF, argumenta que a Bíblia é uma “notícia falsa” e cheia de discurso de ódio, e as elites podem usar IA para substituir a Bíblia e criar uma “religião unificada que é realmente correto".

Harari, que é conhecido como 'O Profeta' nos círculos de Davos, fez a declaração enquanto fazia um discurso sobre o "futuro da humanidade". De acordo com Harari, o poder da IA ​​pode ser aproveitado e usado para remodelar a espiritualidade na visão globalista do WEF de “equidade” e inclusão. 

(. . .) Todos os sinais sugerem que estamos nos movendo rapidamente em direção a um mundo em que a Bíblia falsa do WEF será aceita pelas massas. 

(. . . ) De acordo com o WEF, uma nova religião mundial chegou e une toda a humanidade em adoração no altar da ciência climática, tecnocomunismo oculto e eugenia (um conjunto de idéias baseadas em ciência marginal que almeja a melhoria genética dos seres humanos).

Tal decisão do WEF é apenas mais uma dentre aquelas planejadas para o estabelecimento de um governo mundial ou, em outra palavras, uma Nova Ordem Mundial (NOM). 

No último domingo escrevi o artigo " Globalismo não é globalização e suas repercussões no Brasil', com foco apenas na área política, regimes totalitários e suas respectivas lideranças. Nele é citado o WEF como uma das organizações criadas (1971) com propósitos específicos para implantação de uma NOM.

Manipulação da sociedade e o transumanismo (ser humano em transição) - Um breve histórico

Dois outros temas, dentre outros, estudados e utilizados pelo globalismo são: manipulação da sociedade e transumanismo.

Segundo a literatura sobre esse assunto,  a manipulação humana teve início por meio da hipnose, prática comum e reconhecida por grandes nomes da psicanálise, como Freud, Jung e Erickson, que a usaram largamente e, hoje em dia, ela é aplicada em consultórios do mundo inteiro.

Concomitantemente com a hipnose surgiu o que foi denominado de modelagem da mente, com a perspectiva de ser possível alterar a maneira de como as pessoas pensam usando a linguagem  com o objetivo de moldar o pensamento e, dessa forma, dirigir a sociedade para onde se queira dirigir. Antonio Gramsci a utilizou e foi o grande fomentador da idéia de que o governo, especialmente o comunista, deveria buscar por meio da linguagem, a hegemonia cultural na sociedade onde ele está inserido.

A isso se juntou os meios fornecidos pela tecnologia, primeiro com o rádio, depois pelo cinema e pela TV, para comunicação em massa. A propaganda sistematizada se expandiu e foi utilizada em todo o mundo - manipulando a sociedade - e foi fator determinante para o estabelecimento de ditaduras, inclusive no momento atual.

Nos anos 70, ganhou destaque a programação neurolinguistica (PNL) como uma técnica que iria permitir que qualquer pessoa pudesse influenciar as outras, lançando mão do uso simples da linguagem e dos gestos para manipulação da mente alheia. O seu uso se expandiu e ganhou inclusive o segmento empresarial.

O transumanismo e seus similares - pós-humanismo, aperfeiçoamento humano e singularidade - são ideologias contemporâneas que se tornaram possíveis graças ao avanço da tecnologia, o que inclui, por exemplo a implantação de microchips nos seres humanos, a IA e outras coisas mais. Uma das raízes mais básicas do transumanismo é o seu aspecto inerente à realidade, negando a esfera transcendental.

O pessoal do globalismo, obviamente, não ficou apenas observando. Em 2022, o próprio WEF afirmou: 'Vamos microchipar seus filhos', quando anunciou planos para "microchipar" crianças em todo o mundo como parte de sua agenda de 'Grande Reinicialização' para a humanidade, visando o controle mental e a escravização da humanidade. Reescrever a Bíblia está no contexto desta agenda.

Hoje há toda uma linha editorial dedicada aos transumanistas e seus planos para o futuro. Aqueles que ousarem discordar desses planos são considerados como intolerantes e retrógrados. Contudo, ...

"Quem ascende ao poder em nome de uma sociedade futura, amaldiçoando a sociedade passada e presente na sua totalidade, só se submete ao veredito do futuro da história, colocando-se, portanto, acima do julgamento dos vivos", Olavo de Carvalho, A cólera dos imbecis, 2019.


12 junho 2023

Globalismo não é globalização e suas repercussões no Brasil

Globalização trata de relações comerciais entre as nações e sempre existiu. Globalismo é um conjunto de iniciativas e fenômenos que visam criar um ambiente de governança global, que tende a se sobrepor às soberanias nacionais e aos direitos naturais dos indivíduos, e de uma maneira geral à livre determinação dos povos ou seja, o buraco é mais embaixo. 

Globalismo é o modelo preferido pelos tiranos que desejam ter sob seu  comando uma sociedade  subserviente. Nela, cidadãos rebeldes e independentes devem ser processados, desempregados e falecerem de fome ou morrerem nos guetos e nas prisões. 

Em pleno século XX a humanidade conviveu com três regimes adeptos a essa opção, implantados por lideranças que quiseram impô-los ao resto do mundo: o comunismo, o nazismo e o fascismo. Os dois últimos foram derrotados durante a II Guerra Mundial, mas o primeiro sobreviveu e não desistiu de seus objetivos: uma troupe rica e poderosa que governa e o restante da população vivendo em condições miseráveis, totalmente dependente do ditador de plantão.

Historicamente a idéia de governo mundial sempre existiu na cabeça de imperadores e de tiranos, mas a impossibilidade tecnológica e as limitações de recursos e da logística mantinham a idéia no mundo da imaginação.

Esse cenário foi se alterando em favor do globalismo e a partir do século XVIII, diversas organizações foram criadas, com destaques para a Maçonaria em 1717 e a Illuminati (Ordem dos iluminados da Baviera) em 1776. 

No século XIX surgiram a Sociedade dos Justos, posteriormente denominada Liga dos Comunistas, a Fabian Society, a Burschenshenschaft Paulista - Bucha ... Esta teve forte influência na derrubada do Imperador D. Pedro II e na criação da república no Brasil.

No século seguinte (XX), começaram a surgir as fundações. Foram criadas, inicialmente, para "aliviar" a imagem do "Barão-Ladrão", atribuída aos magnatas do aço, do petróleo, das ferrovias e do sistema financeiro. Entre elas as que foram criadas por Andrew Carnegie (1905) e J. D. Rockefeller (1913). 

Também em 1913 foi criado o FED (Federal Reserve) que não é federal e não é uma reserva, mas funciona como uma espécie de banco central americano, de caráter privado, mas com aparente autoridade estatal, controlado por alguns poucos banqueiros. Ainda no segmento financeiro, em 1930 surge o BIS - Banco de Compensações Internacionais, o banco dos bancos centrais.

Também aderentes ao globalismo, ainda no início do século XX, foram criados think thanks, dentre eles o Chatam House, na Inglaterra e o Council on Foreign Relations (CFR), este mais uma iniciativa da família Rockefeller. Após o final da I Guerra Mundial, em 1919, foi instalada, em Paris, a Liga das Nações que precedeu a ONU.

Na sequência, após uma pausa provocada pela Grande Depressão e pela II Guerra Mundial, o surgimento de novas organizações se expandiu: ONU (1945), FMI, Banco Mundial e BIRD (1945), Tribunal Internacional de Justiça de Haia (1945), UNESCO e UNICEF (1946), OEA (1948), OTAN (1949), Clube de Bilderberg (1954), Clube de Roma (1968), WEF (1971), Comissão Trilateral (1973), Diálogo Interamericano (1982) e Foro de São Paulo (1990). E tantas outras organizações muito influentes continuam surgindo, como a Open Society (1993) e a Fundação Bill e Melinda Gates (2000), ... 

Todas elas, de uma forma ou de outra, estão relacionadas a idéia e ao desejo de se estabelecer um ambiente de governança global que, por sua vez, será o substrato para a construção de uma nova civilização, já denominada de Nova Ordem Mundial, cujo conceito mais amplo, envolve o globalismo e dá sustentação as iniciativas de incentivar e de promover modificações profundas na essência da sociedade.

Repercussões no Brasil

Os continentes americanos - e o Brasil em particular - sempre estiveram na mira das lideranças do globalismo. Com esse propósito especifico, a organização "Dialogo Interamericano" (iniciativa dos Rockefeller), tinha como um de seus objetivos incentivar a criação de um bloco latino-americano.

Foi por isso, nesse contexto, que a "Dialogo Interamericano" passou a financiar o Foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel Castro, através do que ficou conhecido como Pacto de Princeton. Relembrando: a cor do globalismo, desde o seu início, foi mais vermelha do que se imagina e financiou os três regimes totalitários: comunismo, nazismo e fascismo.

O Pacto de Princeton foi um combinado de uma falsa oposição e da aplicação dos métodos de doutrinação de Gramsci, feito por Lula e FHC, ocorrido em janeiro de 1993 na cidade de Princeton, EUA. No Pacto, Lula representando o Foro de São Paulo que fomenta o socialismo comunista na América Latina e FHC representando a Diálogo Interamericano ligada ao Partido Democrata americano com pele socialista-fabiano.

No Pacto, os dois comunistas - Lula e FHC- demonstraram para a grande imprensa que eram adversários, adotando os ideais da política das tesouras, de Lênin, como única solução para implantar o socialismo-comunismo no Brasil. Forjaram uma falsa oposição para culminar com o grande projeto de instalação do socialismo em toda a América Latina. Desta forma, qualquer um dos dois que fosse eleito pelo voto democrático, estava comprometido com os ditames socialistas em toda a extensão da América Latina, objeto do Foro de São Paulo.

Além de forjar uma falsa oposição, o Pacto tinha como objetivo (do globalismo): a participação de revolucionários comunistas de 1964 nas eleições, bem como o controle populacional através do estímulo de uniões homossexuais, legalização do aborto, enfraquecimento da Igreja Católica para se prevenir de reações contrárias aos projetos estabelecidos, e também o enfraquecimento das Forças Armadas.

No ano de 1995, FHC ganhou a eleição presidencial no Brasil e começou a por em prática os métodos de desconstrução dos valores estabelecidos na sociedade brasileira e a fomentar o crescimento socialista no País.

Em 2003 foi a vez de Lula ganhar a eleição presidencial, ficando até final de 2010 no poder, período esse onde aparelhou todas as instituições, investiu bilhões em nações socialistas e forjou pesado na implantação das disciplinas que compõem o marxismo cultural, colocando classes contra classes e pulverizando a discórdia entre pobre e rico, negro e branco, sulista e nortista, homossexual e heterossexual, filho e pai, sociedade civil e polícia. Apoiou a ideologia de gênero, incentivou a corrente feminista, buscou meios para legalizar o aborto, incentivou à promiscuidade e a impunidade, desarmou a população contra resposta do referendo de 2005, sucateou as Forças Armadas, investiu em ONGs trapaceiras que defendem os ideais do globalismo-comunismo e nos artistas consagrados através da Lei Rouanet para se aproveitar do público seguidor dos mesmos no sentido que eles ajudassem falar bem do sistema. 

Enfim, nos mais de vinte anos que os esquerdistas estiveram na condução de governos para mudar a cor de nossa bandeira para o vermelho, as universidades públicas foram as que mais se esmeraram em entregar títulos, incluindo o de Doctor Honoris Causa, bem como todos os tipos de bolsas e incentivos para quem fosse convincente aos ideais marxistas e gramsciano no sentido de fomentar, cada vez mais a luta de classes, tendo no MST e em tantos outros organismos a bandeira de luta para destruir o capitalismo e implantar o decadente sistema socialista no Brasil.

Brasil 2023

Em 2023 Lula retornou ao Palácio do Planalto e com ele sua troupe viciada nos costumes comunistas, incluindo o globalismo. Lula já abriu mão da Amazônia brasileira ... e o Brasil vai ter de escolher entre o dinheiro e a dignidade, senão corre o risco de perder os dois ... https://bit.ly/3oVnZ90.

Neste momento, as redes sociais começaram a divulgar que delegações de 23 países confirmaram participação na reunião do Foro de São Paulo que irá ocorrer em Brasília entre os dias 29/06 e 02/07/2023.

Tal reunião, suponho, servirá para atualizar os planos do Foro, cujos teores para os períodos 2019-2020, 2021-2022 e 2022-2023, foram revelados pelo jornalista espanhol, Luis María Ansón, e publicados no jornal El Mundo, disponível neste link.

Mais informações sobre o Foro de São Paulo estão também disponíveis neste ótimo documentário lançado em Madrid. Um filme para denunciar a aliança entre as narcoditaduras latino-americanas e o partido espanhol Podemos, por meio do chamado Grupo de Puebla, herdeiro do Foro de São Paulo.

10 junho 2023

O TSE está aí para receber e cumprir missões e o Congresso para dizer amém

O TSE, como disse um dos seus integrantes na festa de diplomação de Lula como presidente, está aí para receber e cumprir missões oriundas de corruptos, ex-condenados, ex-presidiários etc. etc. etc.

É o que fez esta semana ao cassar o mandato do deputado federal Deltan Dallagnol. Aliás, o TSE não cassou apenas o mandato do Dallagnol. Declarou nula, para todos os efeitos práticos, a vontade de 344.000 cidadãos paranaenses que votaram nele nas últimas eleições e acabam de ser informados que os seus votos não valem nada. Em seu lugar, por decisão do STF, ficou um candidato que teve apenas 12.000 votos.


A nossa Constituição só vale quando o Supremo acha que ela vale, e nesse caso eles decidiram que não vale. Já tinham feito a mesma coisa, ou pior. 

A Constituição diz que nenhum deputado pode ser preso a menos em flagrante delito, e por crime inafiançável; o STF manteve preso por nove meses e, posteriormente, condenou a nove anos de prisão em regime fechado, o deputado federal Daniel Silveira, sem respeitar nenhuma das duas condições. Adicionalmente cancelou o indulto que lhe foi concedido pelo presidente da República. E o mesmo presidente da Câmara dos Deputados aceitou tudo e só repetiu amém.

É essa a atual democracia brasileira.

“O Brasil vai ter de escolher entre o dinheiro e a dignidade, senão corre o risco de perder os dois”

Nova Ordem Mundial (NOM), que diabo é isso? Basicamente, é a entrega a organizações internacionais de decisões que devem ser tomadas pelo governo de um país, no caso do Brasil, por via dos seus Três Poderes. 

A NOM prega e deseja estabelecer uma governança global para o mundo - sem a participação (voto) popular - sob um modelo desenhado por um conjunto de megabilionários e de megaburocratas que passarão a dar ordens de como o mundo deverá ser em Nova York, Bruxelas ou Brasilia: você tem de fazer isso, você tem de fazer aquilo, porque seu país não tem capacidade para governar a si próprio.

No Brasil há adeptos desse modelo e que bajulam e recebem gorjetas desses megas ... para repetirem discursos pré-fabricados e criticarem os seus opositores, sob os aplausos da esquerda mundial - comunismo e globalismo sempre estiveram juntos - Tais figuras passaram os últimos quatro anos criticando o Bolsonaro pela defesa que fazia do território brasileiro, em especial da Região Amazônica.

Após a virada do ano, nomeado o novo presidente da República, este, em menos de cinco meses de governo, disse que “a Amazônia não é só nossa” – e se não é só dos brasileiros, é de mais gente. De quem, então? Da “governança global”? 

Lula propôs ao presidente dos EUA, Joe Biden, criar um “Fórum Internacional”, que supostamente servirá para legislar sobre o território da Amazônia, que é vista como a chave para a “internacionalização” de uma área do Brasil – que contém reservas de minérios, aquíferos, petróleo e gás.

Lula é o primeiro presidente brasileiro a defender em público posições entreguistas tão claras e reclamar que o Congresso se recusa a aprovar os seus acordos internacionais porque a maioria do povo brasileiro, de quem a Câmara e o Senado são os únicos representantes legítimos para a adoção de leis, não quer esses acordos.

“O Brasil vai ter de escolher entre o dinheiro e a dignidade, senão corre o risco de perder os dois”


PS.: Desejando conhecer um pouco mais sobre a Nova Ordem Mundial e suas repercussões no Brasil, acesse este link

09 junho 2023

Lei de Alexandre de Moraes, prata [esquerda] ou prisão [direita]

No Brasil cresce o número de decisões favoráveis aos narcotraficantes. Será que estamos próximos da implantação da "lei de Pablo Escobar, prata [suborno] ou chumbo [morte]" no País?

Algumas manchetes corroboram esse entendimento. Vejamos algumas delas:


Tal entendimento também pode ser estendido para o plano político, que ganhou ênfase a partir da soltura de um ex-presidiário e o tornou presidente da República. 

Para esses casos, a sua denominação será bastante disputada entre os ministros do STF. Mas ao final de uma enquete para a escolha de seu título deve prevalecer  "lei de Alexandre de Moraes, prata [esquerda] ou prisão [direita].

  • . . .

De tudo o que o STF fez e está fazendo de ruim à sociedade brasileira, no dia a dia de suas decisões, pouca coisa é mais destrutiva do que a sua opção, como demonstram claramente os exemplos mostrados acima, por um sistema de governo não democrático, baseado em decisões de juízes, magistrados, desembargadores etc.

Acorda Brasil.

Aulas de São Paulo com o mestre Tarcísio de Freitas

Decorridos apenas cinco meses de novo governo, aulas proferidas por Tarcísio de Freitas estão vindo do estado de São Paulo para os demais dirigentes públicos brasileiros em todos os níveis: federal, estadual e municipal.

É o que está proporcionando, e já está em curso, um ambicioso plano que pode resultar em 15 projetos de privatizações, parcerias público-privadas (PPPs) e concessões. 

O pacote pretende garantir investimentos de até R$ 180 bilhões e é uma prioridade do governador Tarcísio de Freitas, que esteve recentemente em Nova York para participar de uma série de eventos com objetivo de captar investidores privados internacionais.

Tarcísio esta nos ensinando que o melhor programa social é a privatização do que for possível dos investimentos, isto é, conseguir que o setor privado faça o máximo investimento possível.

Dizendo de outro modo, quanto maior for o nível de investimento feito por empresas privadas mais recursos sobrarão para o governo priorizar os programas sociais e de obrigação do estado nas áreas de educação, saúde e segurança públicas.

Na contramão

Infelizmente no plano federal estamos diante de um governo que se recusa a transferir o máximo de investimentos ao setor privado, ou pretende elevar gastos com obras de investimento e, portanto, gastará menos com serviços e programas sociais, comprometendo o futuro do País.

Nesse sentido, joga contra a nação e contra os interesses dos mais pobres o atual presidente da República, quando chama os empreendedores do agronegócio de fascistas, quando grita contra a privatização de empresas estatais e ameaça reestatizar empresas já privatizadas, e quando diz que o governo vai cancelar todo o programa de privatizações, incluindo aquelas já em andamento.

Acorda Brasil!

08 junho 2023

Brasil governado pelo STF em parceria plena com o Sistema Lula-PT?

Rosa Weber, presidente do STF, ficou revoltada com o pedido de vista de André Mendonça no julgamento do Marco Temporal, nesta quarta-feira (7). Ele pediu mais tempo para analisar o caso e pode devolver o processo após a aposentadoria da magistrada, que ocorre em setembro.

“Eu só espero, e tenho certeza que vai acontecer, que eu tenha condições de votar, porque eu tenho uma limitação temporal para proferir o meu voto”, afirmou Rosa Weber. Em resposta, Mendonça afirmou que ela deve pautar o tema mesmo que ele não devolva o processo. “Sem dúvidas, é o que diz o nosso regimento: 90 dias volta automaticamente à pauta”, afirmou.

A ação foi pautada por Rosa Weber após um apelo feito pela ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara. Após o voto de Alexandre de Moraes que seguiu o relator Edson Fachin e votou contra a tese que estabelece que os povos originários só poderão reivindicar a posse dos territórios que já estivessem ocupando na data de promulgação da Constituição de 1988, a bancada da oposição no Senado protocolou um requerimento de urgência para a votação do projeto de lei do Marco Temporal na Casa. Se aprovado, o texto vai direto ao plenário, sem passar pelas comissões. No final de maio, a Câmara dos Deputados aprovou por vasta maioria – 283 votos a 155 – e contra a vontade do governo Lula. Opiniões no vídeo abaixo.


O problema é que, num Brasil governado pelo STF, em parceria plena com o Sistema Lula-PT, as decisões do Congresso Nacional podem não valer simplesmente nada.

O Supremo ao apreciar o tema pode resolver o oposto do que resolveram os deputados – e aí? A decisão da Câmara foi tomada por maioria claríssima – nada menos do que dois terços dos votos, contra um terço de votos a favor da posição do governo.

Se o STF derruba a lei aprovada na Câmara, está negando, diretamente, o direito à representação popular no Brasil. Para que servem os representantes do povo, se as leis que aprovam não têm valor?

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Henry Kissinger completou 100 anos



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Kissinger nasceu na Alemanha em 1923, em família judia que, fugindo do nazismo, se radicou nos EUA em 1938. Após concluir seu PhD em Harvard em 1954, tornou-se professor daquela universidade e trabalhou também como consultor sobre política externa.

Com a eleição de Richard Nixon a presidente dos EUA em 1968, Kissinger foi indicado para chefiar o Conselho de Segurança Nacional - órgão vinculado à Casa Branca e de assessoria direta ao presidente.

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Coordenando o trabalho de outras agências do governo dos EUA (relações exteriores, inteligência, defesa), Kissinger transformou-se no centro operacional da política externa do país.

Em 1973, além de chefe do Conselho de Segurança Nacional, Kissinger foi indicado também ao cargo de Secretário de Estado (Ministro das Relações Exteriores), o único a ocupar os dois cargos simultaneamente na história dos EUA.

Depois da renúncia de Nixon em 1974, Kissinger permaneceu como chefe da diplomacia norte-americana durante o governo de Gerald Ford, até 1977. Mas o seu legado foi mais duradouro do que os oito anos em que ele geriu a política externa dos EUA.

Quando chegou à Casa Branca em 1969, Kissinger encontrou um cenário desfavorável aos EUA: a União Soviética estava em ascensão, a Guerra do Vietnã dilacerava a política e a economia americana, os protestos estudantis de 1968 questionavam a legitimidade da diplomacia do país.  


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Kissinger mudou esse panorama. Ele foi responsável por negociar o primeiro Tratado de Limitação de Armas Estratégicas e o Tratado de Mísseis Antibalísticos com a União Soviética, reduzindo significativamente a corrida armamentista entre Washington e Moscou.


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Kissinger e Le Duc Tho – ex-chefe do Partido Comunista do Vietnã – concluíram as negociações dos Acordos de Paz de Paris, que puseram fim à guerra entre seus países. Pela perseverança nessas negociações, ambos receberam o prêmio Nobel da Paz em 1973.

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Enquanto Kissinger chefiou a diplomacia americana, os EUA ratificaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), em 1970, e a Convenção Internacional que proíbe o uso de armas biológicas, em 1975. Foi Kissinger que, com Zhou Enlai, abriu as comunicações diplomáticas entre os Estados Unidos e a China de Mao Zedong.


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A visita de Nixon a Pequim em 1972 – arquitetada por Kissinger e Enlai – foi uma das maiores jogadas políticas dos Estados Unidos no confronto com a União Soviética, ajudando na aproximação do gigante asiático com o Ocidente e enfraquecendo a posição geopolítica de Moscou.

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Ainda foi Kissinger quem negociou o fim da Guerra do Yom Kippur entre os estados árabes e Israel – e cuja diplomacia abriu caminho para os Acordos de Camp David.

Mas Kissinger também foi acusado de ser um estrategista atroz: antes de selar o término da Guerra do Vietnã, por exemplo, tentou enfraquecer a posição dos vietnamitas do norte por meio do aumento de bombardeios ilegais, ampliando o conflito para o Camboja e para o Laos. 

ImagemKissinger foi também acusado de ter sido negligente com a invasão do Timor Leste pela Indonésia, que resultou na morte de 150 mil pessoas – e der ter amparado politicamente as investidas militares do Paquistão contra Bangladesh. 

Ele apoiou supremacistas brancos no sul da África, bem como ditaduras militares na América Latina. O apoio dos EUA ao golpe no Chile é um dos exemplos mais clássicos. Na década de 2000, surgiram três ONGs dedicadas a levá-lo à justiça por crimes contra a humanidade.

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Bombardeio ao Palácio de la Moneda, Santiago, 11/09/1973

Kissinger é considerado um ícone do realismo na política externa: um calculista frio, que sabia manobrar o jogo de poder. Em 1956, ele afirmou a um amigo historiador que “a insistência na moralidade pura é em si a mais imoral das posturas, até porque muitas vezes leva à inação".

Mas Kissinger sabia que o realismo também podia ser paralisante. Ele pagou um preço pessoal elevado pelos fracassos diplomáticos da década de 1930, que levaram à 2a Guerra. Como ele apontou em 1957, os arquitetos britânicos do apaziguamento, “se consideravam realistas duros”. ImagemUma de suas vertentes analíticas – exposta desde os tempos de estudante em Harvard – é que a história não tem um significado predeterminado, o que permite espaços de manobras. A história fornece um palco sob qual operar, mas ela permite esculpir arranjos sociais desejados. Kissinger era um idealista no sentido filosófico. Sua tese em Harvard, “O significado da história”, foi uma crítica admirável da filosofia de Kant. Seu argumento central era que “a liberdade é uma experiência interior como um processo de decisão de alternativas significativas”. Ele escreveu que "qualquer que seja a concepção de alguém sobre a necessidade dos eventos, no momento de sua realização, sua inevitabilidade não pode oferecer nenhum guia para a ação". As ações são resultados da convicção e das escolhas.Kissinger também foi um antimaterialista convicto, tão hostil às formas capitalistas de determinismo econômico quanto ao marxismo-leninismo.

Era perigoso, ele argumentou em sua tese de conclusão de curso, permitir que “uma discussão sobre a democracia [se tornasse] uma discussão sobre a eficiência dos sistemas econômicos, que está no plano da necessidade objetiva e, portanto, discutível”.

Em contraste, Kissinger escreveu, “a intuição interior da liberdade rejeitaria o totalitarismo mesmo que fosse economicamente mais eficiente”.

“A menos que sejamos capazes de tornar os conceitos de liberdade e respeito pela dignidade humana significativos para as novas nações a muito alardeada competição econômica entre nós e o comunismo ficará sem sentido”.

Em outras palavras, os ideais democráticos tinham de ser defendidos por si mesmos, sem depender do sucesso material do capitalismo para defendê-los.

A vida de Kissinger perpassa mais de 1/3 da existência dos EUA como uma república independente. Sua influência para o desenho da ordem internacional do século XX é vasta. Não menos importante é sua influência intelectual.O estudioso de relações internacionais Hans Morgenthau certa vez descreveu Kissinger como Odisseu, “multifacetado”. Foi um estrategista atroz, um calculista frio, um idealista kantiano, um diplomata formidável. Um nome, enfim, que carrega, aos 100 anos, o peso da história.

Kissinger também participa de várias organizações que promulgam uma Nova Ordem Mundial. Dela assim se pronunciou (...) "Sim, muitas pessoas morrerão quando a Nova Ordem Mundial for estabelecida, mas será um mundo bem melhor para aqueles que sobreviverem".

Fonte: Diogo Ramos Coelho